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História The sons of olympus! - Capítulo 3


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Notas do Autor


Olá meus amores!

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O
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Capítulo 3 - Ocean Eyes


Fanfic / Fanfiction The sons of olympus! - Capítulo 3 - Ocean Eyes

 

Min Yoongi filho de Poseidon com uma mortal, quase morto quando bebê por ser filho dos dois, assim sendo semi-deus. Poseidon sendo filho mais velho e herdeiro do trono, preferiu ser destronado e casar-se com Anfitrite, que tomou Yoongi como seu filho, do que perder seu primogênito. A mortal, a verdadeira mãe de Yoongi, foi atirada ao fogo na frente do pequeno que tinha apenas cinco anos. O garoto cresceu traumatizado com o ato e quando mais velho, se juntou em meio aos Anjos que seriam expulsos e a partir do momento que passagem pelos grandes portões de ouro, jamais poderiam voltar. Mas Min Yoongi não pretendia voltar para o Olimpo novamente...pelo menos era o que ele pensava.

 

 

14/09/2022

 

 

Maria Eduarda (Duda):

 

Pela manhã, enquanto tomava café antes de ir para faculdade, Jimin desceu as escadas com a pele reluzente como um farol e exalando um brilho maior que o do próprio sol.

- Desliga a luz! - Mary gritou deitada no sofá pondo as mãos sobre os olhos.

- O que é um farol? – Jimin perguntou encarando a mim confuso.

- Mas você é burro, em. – Mary revirou os olhos.

- Não podemos culpa-lo Mary. – Falei. – Ele não deve saber muitas coisas sobre a terra, assim como o Jungkook. – Sorri vendo Jimin corar.

- Eu passei vinte e um anos da minha vida estudando, porque eles não podem tirar dez ou vinte minutos da vida pra estudar um pouco?

- Por que eles tem o que fazer e você só fica com a bunda nesse sofá. – Arqueei a sobrancelha e bebi um gole do meu chá que estava na xícara em minhas mãos.

- Que saco! – Mary falou colocando o rosto contra o travesseiro.

- Porque você tá brilhando? – perguntei me aproximando com os olhos entreabertos.

- Mesmo estando na terra, eu ainda sou o cupido. – ele revirou os olhos. - E lá no olimpo não tem luz. – riu. - Então nós brilhamos para clarear, mas acho que pra vocês humanos nossa luz deve ser um pouco forte.

- Oh lanterninha! – Mary falou se levantando. - Se cobre com um lençol ou eu vou te jogar no porão. – a mesma jogou o pano cumprido nele.

- Eu posso parar de brilhar? – perguntou de olhos arregalados enquanto encarava a mesma.

- Pode não, deve!

O brilho do Jimin foi ficando cada vez mais fraco até sumir por completo.

- Para onde vocês vão? - Jungkook perguntou assim que desceu o último degrau da escada.

- Pra onde você acha?- Mary o olhou se fosse fuzila-lo.

- Vamos pra faculdade. – respondi rapidamente.

- O que é "faculdade"? – Jungkook perguntou.

- É um lugar onde se aprende coisas novas, quase igual escola, só que você escolhe o que quer aprender. – continuei.

- Podemos ir com vocês? - Perguntou Jimin com um brilho nos olhos.

- De jeito nenhum! – gritei. – Já imaginou? O filho de Zeus andando por ai como se fosse um role aleatório, sem falar que as garotas cairiam matando pelo Jimin.

- Até que não é uma má ideia. - Mary apertou os olhos e sorriu.

- Ficou doida? – a olhei. - Perdeu a noção do perigo?

- Então podemos ir? – perguntou Jimin novamente.

- Não! – respondi.

- É melhor eles irem com a gente do que deixar esses dois sozinhos aqui. – Mary sussurrou em meu ouvido. – E se tivermos sortes eles acabaram se perdendo por ia e ficaremos livres.

Eu tinha escolha?

- Isso é tão legal! - Jimin falou ligando e desligando o liquidificador.

- Não mexe ai, tabacudo. – Mary disse correndo até o mesmo o puxando para longe da cozinha.

- É melhor irmos logo, antes que o Jungkook queime a luz ou quebre o interruptor. – falei tirando a mão do mesmo dali.

 

 

...

 

 

Assim que chegamos, Mary ficou um pouco fora com o Jungkook por conta que a sua aula ainda não tinha começado. Eu por outro lado...

- Corre Jimin! – gritei correndo em meio as tantas pessoas que estavam ali segurando a mão do Jimin.

Por sorte chegamos antes do professor, isso já era algo bom.

- Há 48.880 metros da terra está marte, o cinturão de asteroides passa entre esses...

- Posso dizer que está errado? – Jimin perguntou levantando a mão e interrompendo o professor.

- Abaixa a porra da mão, Jimin. – sussurrei, mas ele parecia não me ouvir.

- Por quê? - perguntou o professor curioso.

Jimin se levantou do meu lado e foi até o quadro onde continha o desenho do professor. O mesmo pegou o piloto em mãos e começou sua explicação.

- O cinturão de asteroides não passa por aqui, porque nesse local está plutão, que mesmo sendo considerado um planeta anão, ainda existe! O cinturão se passa perto de cada planeta, o de plutão é o maior. Historiadores e cientistas antigos também diriam que o olimpo se passa por aqui! – ele fez um ponto ao lado de onde considerou ser plutão.

 Jimin entregou o piloto na mão do Mr. Cullen que o olhava assustado.

Ótimo! Passou de cupido pra gênio da astronomia.

- Porém ninguém nunca provou essa teoria. – O senhor Cullen o olhou. - Onde aprendeu tudo isso?

- Estudei os planetas de perto.- ele sorriu.

Jimin voltou para sua cadeira ao meu lado, e enquanto ele caminhava, os olhares dos alunos eram de espanto.

 

 

...

 

 

 

Depois de assistirmos nossa aula, veio o intervalo do almoço, momento perfeito para começarmos a tentar esconder Jimin das várias meninas que foram pra cima dele.

- Duda! – Jimin gritou se escondendo atrás de mim.

Encarei a manada de garotas a minha frente de braços cruzados, as fazendo recuar.

- O que deu nelas? - perguntou encostando-se no armário respirando aliviado.

- Você é aluno novo, filho de Afrodite, você quer o que? - respondi.

- Cuidado Jimin, elas podem te pegar a força. - Mary disse entre risadas.

- Elas não vão fazer isso! – falei alisando o topo de sua cabeça tentando tranquiliza-lo.

- Yoongi! – Jungkook gritou sem explicação.

- Quem? – Mary o olhou confusa. - Não é mais um não é? – revirou os olhos.

O mesmo correu até o tal Yoongi, que para mim e para Mary até o momento, ele era apenas o calouro.

- Jungkook? – perguntou Yoongi ao receber o abraço exagerado do mesmo.

- Quem é esse? – perguntei ao me aproximar.

- Sou o Yoongi! – ele nos olhou. - Jungkook é meu primo.

- O que está fazendo aqui? - tornou o Jungkook a perguntar parando o abraço.

- Acho melhor não falarmos sobre isso. – ele desviou o olhar. – Já estou sabendo sobre os precisamos os cavaleiros. Precisamos conversar sobre o Kai...

- Depois falamos sobre isso. – Jungkook o interrompeu.

- E o Jimin? Que faz tão longe de casa?

- Vamos pra a sala, o sinal vai tocar. – falei. – Melhor continuarem essa conversa outro dia.

- E você é filho de quem? - perguntou Mary.

- Poseidon, mas não sei se posso me considerar filho dele. – desviou o olhar.

- Mais um para a casa? Vai caber todos? - perguntou a Mary me olhando.

- Nós damos um jeito. – falei sorrindo para ela.

Enquanto caminhávamos Jungkook e Yoongi conversavam sobre assuntos de família dentre outros, mas eu estava sentindo algo estranho...estava sentindo falta de algo.

- Os Death Knights estão atrás de você também. Poseidon ficou com muita raiva quando você foi embora. - falou Jungkook. 

- Eu sei disso. - afirmou o Yoongi.

- Gente! – Mary gritou. – Cadê o Jimin?

Foi então que eu percebi que era do Jimin que eu estava sentindo falta.

- ME SOLTEM SUAS LOUCAS! JUNGKOOK, SOCORRO!

Ouvi o Jimin gritar de dentro da sala e corremos até lá a fim de fazer algo para salva-lo, ou apenas jogar água na fogueira. Encaramos Jimin em pé encima cadeira enquanto as meninas tentavam o pegar, todas ao mesmo tempo.

- ME AJUDEM! – gritou.

Mary caiu na gargalhada e Jungkook correu tentando segurar as meninas.

- Deixem isso comigo. – Yoongi sorriu.

Yoongi ficou de frente para as garotas, e com o uso apenas de uma mão, ele utilizou da água que estava presente na sala e sem que elas percebessem Yoongi fez cair praticamente uma onda de água sobre elas. Naquele intervalo de tempo, enquanto as garotas se preocupavam com as mãos molhadas, peguei Jimin pelo braço e o puxei para fora rapidamente. Fechamos a porta impedindo que as garotas saíssem dali.

- Pirou de vez? – perguntei o olhando.

- De-desculpa. – ele abaixou a cabeça.

Respirei fundo tentando controlar a raiva e me aproximei dele.

- Tudo bem, afinal você não tem culpa de ser filho de...

- Não fala isso! – ele me interrompeu. - Me sinto estranho quando ouço o nome dela.

- Então quando largarmos o mocinho nanico ali – Mary apontou para Yoongi. - Vai com a gente para casa?

- Nanico? Sou 1 cm mais alto que você, garota.

- Sim, ele vai Mary. – afirmei.

- Só quero ver como o Jimin irá entrar na sala nas próximas aulas sem que seja assediado por um bando de mortais malucas. – Jungkook falou entre risos.

- Eu dou um jeito. – falei.

Fui até meu armário e voltei com um boné preto. Tirei minha jaqueta e dei para que Jimin colocasse.

- Eu não vou colocar isso. – Jimin disse observando o tecido de couro.

- Vai colocar sim!  - falei o encarando.

- Mas é de mulher.

- Minhas roupas são um pouco masculinas mocinho, agora se você quiser ser atacado por um bando de meninas, ser agredido, rasgado ou algo do tipo, fique á vontade.

Ele revirou os olhos e colocou o chapéu e a jaqueta.

- Tá maravilhoso. – falei entre risadas.

- Não tem graça! - disse Jimin envergonhado. - Vamos logo pra sala!

Nos dividimos novamente, cada um fora pra sua respectiva sala. Yoongi era uma exceção, já que o mesmo era de uma turma mais velha e podia faltar as aulas a hora que quisesse. Ao entrar na sala levei uma reclamação do Mr. Cullen.

Tive que ficar calada, afinal com eu iria explicar que o filho da Afrodite é irresistível e todas as garotas querem leva-lo pro quarto? Pelo menos a minha ideia da jaqueta e do boné funcionaram bem.

 

 

 

...

 

 

 

Ao fim da aula, nos encontramos na frente da faculdade e seguimos pra casa.

Finalmente!

Assim que entramos, Mary se jogou encima do sofá logo após tirar o sapato que apertava seu pé. Para sua surpresa e a todos, Jimin fez a mesma coisa.

- O que tá fazendo? – Mary perguntou tentando tira-lo de cima dela.

- Estou fazendo o mesmo que você!

- Saí de cima de mim! – gritou empurrando o mesmo com tanta força que ele acabou caindo do sofá.

- Eles crescem tão rápido. – fingi enxugar uma lágrima e segui para a cozinha.

- Nós temos a mesma idade, sua anta! - Mary gritou se levantando e indo para o quarto.

Ela parecia irritada.

 

 

Mary:

 

 

Ao entrar em meu quarto, segui direto ao banheiro. Queria relaxar e nada melhor que um banho quente. Após isso, coloquei um pijama meio curto. A blusa mostrava um pouco de minha barriga e apertava meus seios, e o short deixavam um pouco de minha bunda a mostra. Me deitei na cama de bruços, peguei o celular para ler um livro enquanto o jantar não estava pronto, mas pouco tempo depois, minha privacidade e paz foram tiradas de mim.

- Não sabe bater? – me virei para ele.

- D-Desculpa! – ele disse repetidas vezes.

- Não precisa ter vergonha, só estou usando uma roupa mais curta. – me sentei.

- Duda está te chamando para comer uma tal de Janta.

- Eu já vou, mas antes posso fazer uma pergunta?

- Depende da pergunta.

- Por que fugiu do olimpo? Pelo jeito que vocês falam de lá parece ser um lugar onde todos adorariam viver.

- Bem...- ele coçou a nuca e entrou no quarto fechando a porta.

Aproximou-se da cama e sentou ao meu lado enquanto me encarava.

- Zeus não teve apenas eu como filho.

- Tu tem irmão? – perguntei impressionada.

Quer dizer, quem aguentaria ele como irmão?

- Tenho. Meu irmão é o mais velho, o nome dele é Kai. Zeus teve várias esposas, dentre elas veio a minha mãe, que adotou Kai.

- Então ele é seu irmão adotivo? – ele me afirmou.

- Minha mãe matava todas as esposas de meu pai se elas tivessem filhos ou não. Logo depois disso, eu nasci. Era o preferido de Zeus por ser filho da sua primeira esposa, com o tempo Kai se corrompeu com a inveja e o ódio, e tentou me matar. Quando Zeus descobriu mandou Kai para morar com Ades, meu tio. Ele sabia que um dia Kai voltaria para se vingar, então para me proteger me mandou para a terra e aqui estou eu, sendo perseguido por meu próprio irmão.

- Que historia triste, gostei!

- Você tem problemas, Mary? – ele me olhou confuso.

- Vamos logo, tenho um jantar para comer. - disse me levantando.

Fui até a cozinha com o Jungkook, todos olharam para mim impressionados.

- Que roupa é essa? – Duda perguntou com os olhos arregalados e uma tigela na mão.

- Um pijama!? – debochei.

- Pode voltar e por uma calça.

- Mas....

- Agora! – ela me encarou como se fosse me fuzilar.

- Você não manda em mim. – falei indo em direção ao fogão.

- A casa ta cheia de macho e você quer andar assim?

- E qual o problema? É só roupa.

- Não vai por a calça? – eu neguei. – Tudo bem, você também não vai comer.

 

 

...

 

 

Park Jimin:

 

 

Jungkook roncava alto demais e isto incomodava, mesmo que ele estivesse dormindo do outro lado da sala. Me levantei e segui para o quarto da Duda, na esperança que ela me deixasse dormir lá. Eu sabia que a Mary nunca me deixaria dormir na mesma cama que ela, então ela era a única saída.

- Duda, Acorda! - disse sacudindo a mesma com uma mão enquanto a outra eu segurava o travesseiro.

- Que foi? – ela me encarou com os olhos entreabertos e a voz rouca.

- O Jungkook está roncando muito alto, não consigo dormir. – abracei o travesseiro que eu segurava.

- E o que quer que eu faça? Não posso enfiar um travesseiro na boca dele.

- Posso dormir aqui? A Mary não vai deixar eu dormir na cama dela.

- Tá. - Ela disse indo mais para o lado.

Me deitei ao lado da mesma colocando o travesseiro sob minha cabeça. Fechei os olhos e esperei o sono vir, mas ainda não conseguia dormir.

- Duda! – sussurrei enquanto cutucava a mesma.

- O que é? – ela me olhou irritada.

- Ainda não consigo dormir.

- Problema é seu.

- Conversa comigo! – pedi.

- Tudo bem. – ela se levantou e revirou os olhos. - Porque você não gosta de falar sobre sua mãe, e porque saiu do olimpo?

Me sentei de frente para ela com a coluna mais reta que uma tábua.

- Como filho de Afrodite, eu teria que ser o "cupido". – revirei os olhos ao lembrar. - No começo eu queria muito, mas depois de fazer tantas pessoas se apaixonarem, eu percebi que nunca teria a mesma oportunidade que eles. Então tive uma briga com minha mãe e então fugi do olimpo. Pensei que talvez eu poderia me apaixonar por alguém se viesse pra cá, mas ai ela mandou o Baek, um dos cavaleiros, para me matar.

- Será que ela perdoaria você?

- Eu não quero que ela me perdoe, eu quero que ela aceite o que eu escolhi para mim.

- Sua história é parecida com a minha, mas eu prometi para mim mesma que nunca me apaixonaria por mais ninguém.

- Porque não? - perguntei curioso.

- Nunca vai entender, a minha história relaciona morte, mas a sua não.

- Se não quiser falar, tudo bem, vou entender. – desviei o olhar. - Mas qualquer coisa, eu estou aqui! - sorri para ela.

- Vamos dormir, ok? – a mesma disse bagunçando meu cabelo.

- Ok


Notas Finais


Obrigada pela leitura!

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