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História The Sound Of Your Voice - Capítulo 9


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Notas do Autor


Me desculpe pelo atraso! Sei que demorei e o pior de tudo é que eu não tenho uma desculpa. Sinceramente eu esqueci de escrever hehehe.

Mas enfim!

Eu tenho algumas novidades sobre essa fanfic e outras coisas que pretendo contar no final do capítulo, então por favor não deixem de ler as notas finais!

Outro capítulo curtinho, mas bem legal (pelo menos eu achei ;-;).

Boa leitura!

Capítulo 9 - Capítulo 9: Give Me a Sign


Fanfic / Fanfiction The Sound Of Your Voice - Capítulo 9 - Capítulo 9: Give Me a Sign

THE SCARS WILL REMAIN¹

Shinsou e Bakugou entraram na garagem. Um fingindo não estar nem um pouco curioso e outro morrendo de sono. O de cabelo roxo se aproxima do sofá colocando ali o equipamento de gravação emprestado da faculdade.

Já estavam no final da semana e estavam prontos para gravar oficialmente a música do projeto do Festival. Apesar de ter a música pronta a algum tempo, as circunstâncias dos últimos dias dificultou que o grupo inteiro de Música se reunisse para gravar.

—Então, quem vai tocar minha bebê? —Kaminari perguntou se referindo a guitarra em sua mão.

Denki havia se disponibilizado para ajudar na gravação e emprestar sua guitarra por um tempo. Uma salvação para os colegas desesperados que desejavam o final daquele trabalho o mais rápido possível. 

—Shinsou. —Jiro aponta para o garoto antes de sentar no banco atrás do teclado.

—Olhe, cuide bem dela! —Denki diz fingindo ser uma pai rígido deixando a filha namorar com um irresponsável.

Foi respondido por um revirar de olhos.

—Tô falando sério. Ela é meu bebê!

—Certo, agora cala a boca e me ajude. —Manda apontando para o equipamento de gravação que deveria ser instalado.

—Grosso. —Faz bico antes de se aproximar.

Mais ao canto da garagem Bakugou se remexeu inquieto incomodado em estar num lugar diferente. Estava irritado e queria que aquilo acabasse o mais rápido possível.

—Não sabia que tocava baixo. —Kirishima comenta ao se colocar do lado do loiro explosivo.

—Agora sebe. —Responde o loiro antes de se afastar bufando.

Antes de Bakugou chegar perto da porta ela é aberta por Todoroki. O mais alto é recebido por um olhar repreendedor de Jiro pelo atraso, mas a garota é ignorada com sucesso quando Shoto se aproxima de Shinsou e Kaminari para ajudar com os diversos cabos.

O atraso havia sido causado por Momo. Ela parecia ansiosa para contar algo para Todoroki urgentemente, mas por causa de todo pequeno suspense que ela quis fazer ele teve que desligar já que estava atrasado e ainda queria mandar uma mensagem para Midoriya.

Instalar o equipamento de gravação demorou mais que o esperado mesmo com os três garotos. Shinsou já parecia um pouco irritado, e não era para menos. Se fosse Todoroki comandando também se irritaria com um loiro tentando fazer as coisas sem saber nada e acabar bagunçando mais a montanha de fios. Nem ao menos culpou o de cabelo roxo quando Denki tropeçou em um fio e caiu em cima de si o derrubando e fazendo o perder a cabeça. Foi a primeira vez que todos viram o tão silencioso e preguiçoso Shinsou bravo e gritando.

Quase uma hora depois tudo estava instalado e em seu devido lugar. Shinsou voltou a ficar quieto e com a expressão vazia depois de ter a guitarra do loiro em mãos. Ele afinou silenciosamente as corda enquanto todo mundo se posicionava.

Começaram a tocar quando Kaminari deu um joinha após colocar fones grandes no ouvido.

Levou mais de três horas para conseguirem alguma coisa, e ainda assim ficou horrível. O grupo parava a cada minuto para gritar um com o outro reclamando sobre alguma coisa. Era óbvio que ninguém estava sincronizado. Todoroki, Jiro e Kirishima estavam com dificuldades para tocar com os dois outros garotos. Estavam estranhando um baixista e o guitarrista diferente.

—Vocês precisam entrar em sintonia. —Kaminari comenta depois de parar outra gravação imprestável.

—Sério pikachu de bosta? —Bakugou rosna irritada.

—Hey, não precisa dessa agressividade. —Kirishima fala levantando-se do banquinho atrás da bateria. —Estamos todos estressados, não precisa atacar ele assim. Ele nem era para estar aqui, mas ainda assim está disposto a ajudar.

—Vai se ferrar, cabelo de merda.

—Calma. —Todoroki pede entrando na frente de Kirishima que já havia saído de trás da bateria pronto para atacar o loiro.

Kirishima parecia muito cansado e estressado, não era para menos ter se irritado com o garoto. Todoroki também estava irritado, porém sabia que um conflito só atrasaria mais o trabalho.

—Vamos descansar um pouco. —Avisa para todos se afastando lentamente do amigo. —Depois vamos tentar tocar, desta vez sem gravar e sem ser essa música. Precisamos primeiro arranjar uma forma de sincronizarmos.

Felizmente todos concordaram com a ideia. Jiro se aproximou do frigobar pegando algumas garrafas de água e distribuindo para todo mundo. Enquanto isso Todoroki aproveitou para se aproximar de Kaminari.

—Muito obrigado por ter vindo hoje nos ajudar, sei que você tem já seus próprio trabalhos e coisas para fazer.

—Que isso. Eu já estava te devendo uma. —Sorriu depois de pegar a garrafinha que Jiro lhe ofereceu.

—Você não estava me devendo nada. Te chamar para banda não foi um favor, eu realmente achei que você tinha potencial. E não estava errado.

Kaminari relaxou os ombros e sorriu pequeno. Não importava o que o maior dissesse sempre teria uma dívida enorme com ele. Entrar na banda foi como uma salvação para si. Pode fazer bons amigos pela primeira vez na vida e cantar músicas maravilhosas junto de pessoas incrivelmente talentosas.

De repente sua vida não era mais tão tediosa como antes e tudo graças a Todoroki e seu sorriso tímido.

Quase 20 minutos depois o grupo voltou a suas posições anteriores. Todos, incluindo Kaminari que estava sentado no sofá velho com o celular na mão, olharam para Todoroki esperando que ele falasse algo.

—Ahn… tem alguma música que queriam tocar? —Perguntou um pouco envergonhado. Não estava acostumado a tomar a frente das coisas em um trabalho.

—Nós sabemos quase todas as música clássicas de rock. —Kirishima diz para Shinsou e Bakugou.

—Conhecem Teenage Dirtbag? —O lulu da pomerânia com raiva pergunta.

—Claro! É só a melhor música de todas! —Kirishima se anima girando a baqueta na mão direita.

—Shinsou? —Shoto olha para o de cabelo roxo procurando uma confirmação. Ele balançou a cabeça em resposta. —Legal. —A música começa com o coro das duas guitarras, mas Kirishima, Jiro e Bakugou só começam a tocar quando Todoroki começa a cantar. —Her name is Noelle, I have a dream about her, she rings my bell. I got gym class in half an hour. And, oh, how she rocks in Keds and tube socks. But she doesn't know who I am. And she doesn't give a damn about me. [O nome dela é Noelle, eu sonho que ela toca minha campainha. Tenho aula de Educação Física em meia hora. E, oh, como ela anda com aqueles tênis e meias soquetes. Mas ela nem sabe quem sou eu. E ela não me dá a mínima.]

Surpreendentemente a música saiu boa. A harmonia parecia finalmente ter encontrado o grupo, apesar de alguns pequenos erros. Mas o mais importante para o maior foi o sorriso no rosto de todos, alguns pequenos e outros grandes. Estavam se entendendo pela música.

3 minutos depois o clima ali já era outro. Entretanto, mesmo com a visível melhora, o grupo teve que se separar e marcar um outro dia para gravar. Bakugou já parecia estar atrasado para algum compromisso e Kaminari tinha que devolver o equipamento antes dos portões da faculdade fecharem.

—Tem certeza que não quer que eu vá com você? —Jiro questiona Kaminari ao entregar o último cabo enrolado perfeitamente. —É muita coisa.

—Fica tranquila. Eu consigo, e além disso você já está em casa e está tarde, não quero fazer isso com você.

—Ma-...

—Eu vou com ele. —Shinsou interrompe os dois pegando alguns cabos da mão de Kaminari. —É caminho para minha casa.

—Certo. Obrigada. —Agradece Jiro.

Do outro lado da pequena garagem Kirishima brincava com suas baquetas enquanto assistia Bakugou guardar o baixo.

—Hey, cabelo de merda. —Chama o loiro concentrado ainda no que estava fazendo.

—Que?

—Eu fiquei bravo mais cedo, então não leve a sério o que disse.

—Uau, essa é sua tentativa de desculpas? —Brinca com um sorriso grande no rosto.

Sabia muito bem que aquele garoto era explosivo e falava merda sem de fato querer. Eram colegas de sala afinal.

—Cala a boca. —Resmunga antes de jogar a capa com o baixo no ombro e ir embora sem se despedir de ninguém.

No fim do dia sobrou apenas Jiro e Todoroki na garagem arrumando algumas bagunças.

—E como está sua relação com Midoriya? Já faz quase uma semana desde que você fez aquela música. —Jiro comenta depois de sentar em um puff com uma lata de cerveja na mão.

—Não mudou muito. Ele pediu um tempo para pensar. Mas estamos conversando muito. —Responde ao sentar no sofá velho com sua guitarra aproveitando para tocar alguns acordes.

—Quanto tempo? Sinceramente ninguém aguenta mais a troca de olhares de vocês no almoço e toda a tensão sexual.

—T-Tensão o quê? —Todoroki se engasga com a saliva tossindo logo em seguida.

Não tinha pensado sobre aquilo ainda! Como Jiro podia dizer isso?

—Credo nem parece que passou pela puberdade. —Reclama Jiro. —Por favor não me diz que você pensou em ter um relacionamento com ele sem pensar em atração sexual antes.

—Eu não gosto de ficar pensando em sexo o tempo todo, mas é óbvio que eu sei que se a gente ficar junto vai acontecer uma hora.

Era estranho. Muito estranho conversar sobre isso com a amiga. Não que nunca tivesse conversado sobre sexo antes com alguém, mas fazia já um tempo e foi com um amigo seu. Não tinha nada contra conversar sobre algo assim com uma amiga, longe disso, só era estranho e constrangedor.

—Ah por favor não me diz que você é virgem. Midoriya é óbvio que ainda é, mas você… —Deu um gole na cerveja olhando para o amigo com as sobrancelhas erguidas como se estivesse o julgando.

Estremeceu com aquele olhar.

—Não sou. —Murmurou desviando o olhar querendo que a conversa acabasse ali.

—Então foi com um cara ou uma garota?

Jiro se aproximou animada obviamente querendo continuar a conversar. Ela também parecia um pouco mais “alegre”.

—Uma garota. —Respondeu a contragosto.

Jiro se aproximou mais, os olhos cheios de expectativa. Todoroki suspirou se dando conta de que não sairia dali até contar tudo a garota. Nessas horas se pegava xingando Jiro mentalmente. 

—Foi no ensino médio. Com minha primeira namorada. —Contou encolhendo os ombros querendo evitar se lembrar. —Não foi tão legal. Ela gritava igual uma maluca.

—Mas você gozou?

Todoroki arregalou os olhos surpreso com a pergunta.

—Sim, mas não foi por causa dela.

Não sabia nem mais porque estava respondendo.

—Foi pelo quê?

—Ela tinha um poster do Harry Styles na parede em cima da cama.

Como esperado. Juro caiu na gargalhada.

—Não te julgo! Harry Styles é um homem realmente muito gato. —Disse entre risos altos fazendo o amigo se sentir cada vez mais envergonhado. —Outra experiência tão maravilhosa como essa para me contar?

—Não. Foi a única vez.

—Pft, muito bom. —Limpou o canto do olho cheio de lágrimas.

—Ok ok. Agora conte você, não quero ser o único a passar vergonha. —Não queria saber das relações sexuais da amiga, mas pelo menos o assunto mudaria o foco de si.

—Nah, não tem nada de interessante. Só tive sexo com uma garota.

Todoroki observou o rosto da garota perder toda o brilho e felicidade. Se sentiu mal logo em seguida.

—O que foi? —Questionou curioso.

—Ah, bem. Ela foi a pessoa que me deixou no meio da chuva na frente do bar no dia em que nós conversamos pela primeira vez.

—Oh.

Todoroki se culpou por ter perguntado de repente.

O dia em que Jiro e Todoroki conversaram pela primeira vez foi um tanto melancólico. Ela estava tão triste e chorosa. Aquela foi a primeira e única vez que vira sua colega chorar tanto. Ela estava tão frágil.

—Sabe, ela foi a primeira garota por que tive esse tipo de sentimento. Foi com ela que me descobri. —Sorriu tristemente. —Eu amava muito ela.

—Jiro. Sinto muito.

—Nah, não precisa. Algumas pessoas sofrem por amor enquanto outras vivem alegre com ele. —Deu um gole na cerveja antes de continuar. —Acho que o maior motivo pelo qual torço muito por você e Midoriya é porque que vocês dois se gostam muito. É meio óbvio, na verdade, a forma como se olham entrega tudo. Eu quero que você viva seu primeiro amor de uma forma que eu nunca pude.

—Kyoka. —Se levantou deixando a guitarra no sofá para se aproximar da garota a envolvendo em um abraço.

—Ah idiota! Não gosto desse sentimentalismo em excesso! —Reclamou entre um riso fraco.

Jiro podia ser muito sem noção e irritante às vezes, mas era uma boa amiga que sempre colocava os outros na frente de si mesma.

—Você ainda pode viver uma história de amor. Não é porque o primeiro não deu certo que os outros também não vão dar. —Comentou enquanto se sentava ao lado dela com o braço em volta de seu pescoço.

—E-... —Suspirou antes de virar para o amigo. —Eu, bem, meio que, acho que… —Desviou o olhar sem coragem de continuar.

—Hey, você pode me contar. Não vou fazer nenhum comentário ruim, você sabe.

—Eu sei. Mas é que… eu acho que estou gostando de alguém. —Soltou rápido apertando a latinha na mão.

—Posso saber quem? —Perguntou cauteloso.

—Promete não contar para ninguém? Até para o Midoriya!

—Prometo.

—Yaoyorozu.

—Momo? —Arregalou os olhos surpreso. Estava sinceramente esperando ser Uraraka já que ambas estavam muito próximas ultimamente. —Eu não sei se ela gosta d-...

—É, eu também não sei. Ela só namorou caras até agora né. —Respirou fundo. —Primeiro amor, uma garota que gostava de brincar com meus sentimentos, e segundo uma hétero. Que sorte. —Riu ironicamente.

—Ah, bem. Momo nunca me disse que gostava só de homens. Você pode tentar. —Deu de ombros não sabendo muito bem como aconselhar Jiro. —Ela também teve um relacionamento ruim com o primeiro amor.

—Isso não quer dizer nada sabia?

—Sei. Desculpa, só não sei o que dizer. Não estava esperando ser ela.

—Quem você estava esperando? —Ela o lança um olhar confuso.

—Uraraka.

—Que? Não! Ela nem faz meu tipo.

—Ela se parece com a Momo.

—Não parece não!

—Parece sim. —Riu da indignação dela.

—Tsc. Tanto faz!

Jiro para de falar então voltando a olhar um pouco triste para a latinha de cerveja agora vazia.

—Você deveria pelo menos tentar. Eu sei que mesmo se ela não te retribuir, ela não vai te tratar mal.

—Eu sei. Mas não quero que destrua nossa amizade.

—Não vai. Eu tenho certeza.

Jiro sorriu um pouco mais encorajada. Claro que ainda era visível seu receio ainda mais quando respondeu com a voz quase trêmula.

—Vou tentar então.

O roteiro já estava pronto. O primeiro script foi entregue e a música já estava gravada. Todoroki havia contado tudo sobre as gravações da música, incluindo as discussões, para Midoriya, mas a história só ficou engraçada quando Kaminari se juntou. Ele tinha o poder de transformar toda e qualquer história engraçada.

Mesmo com a música pronta Midoriya só a escutou no dia das gravações do vídeo.

Ficou um pouco receoso em escutar, já que naquele dia, aquela música havia o puxado para baixo de novo. Só de pensar nela já sentia o peito apertar. Estava com medo de acontecer tudo de novo. Não estava nem um pouco pronto para aquilo e Uraraka parecia ter percebido pois ela parecia um gavião lhe observando com cautela.

Não foi surpresa quando viu de relance ela enviar uma mensagem para Todoroki e apesar de não ter conseguido ler o conteúdo sabia que era relacionado ao fato de estar tremendo.

—Vamos começar a gravar a primeira parte. —Iida diz ao se aproximar da dupla sentada no sofá de sua sala. —Está pronta Uraraka?

Ochako acenou enquanto se levantava.

Ela participaria das filmagens como a personagem principal. A estória seria basicamente sobre uma garota que vivia presa em sua solidão, mas ao conhecer uma pessoa as coisas começam a mudar. Seu mundo preto e branco ganha cor ao descobrir a simples e genuína amizade.

A primeira cena seria ela em seu quarto, sentada no canto da cama chorando. Uma cena que já era frequentemente presente na vida de Midoriya, uma cena que desejava mudar.

Ao subirem para o quarto de hóspedes da casa de Iida a câmera já estava ali posicionada em um tripé com suportes de luz ao lado apostados para a cama simples.

—Vamos começar a gravar logo depois de escutar a música, tudo bem? Eu ainda não tive a oportunidade de ouvir. —Iida diz pegando o celular do bolso.

Uraraka lança um olhar rápido para o amigo antes de responder um "Ok".

Os três sentaram na cama antes de Iida dar o play no arquivo de Shinsou havia lhe mandado.

A música já começa com batidas fortes que assustaram um pouco Izuku. A tensão em seus ombros relaxaram um pouco quando a voz de Shoto começou a cantar. Apesar de amar tanto escutar ele cantar, naquele momento não gostou de escutar ele dizer aquelas palavras que haviam sido o ápice de sua caída.

—I'm already dead. I'll rise to fall again. [Eu já estou morto. Eu vou levantar para criar de novo.]

Respirou fundo já sentindo seu peito doer com a lembrança, com a sensação de estar quase morrendo.

Desejando que Todoroki estivesse ali fechou a mão com força. Queria que ele estivesse ao seu lado, queria ser confortado por ele, queria se sentir seguro. Entretanto uma parte de si gritava consigo dizendo que não podia correr até ele, que não podia depender dele.

A verdade é que Midoriya não poderia ser confortado pelo garoto sempre que algo assim acontecesse. Sabia que Todoroki não estaria ao seu lado a todo momento para o pegar quando estivesse caindo.

Não era assim que a vida funcionava.

Tinha que saber se levantar sozinho. Tinha que aprender a se confortar sozinho. Precisava. Mas ainda era tão difícil.

Já podia sentir a quentura em seu rosto se intensificar ao passo que lágrimas se enchiam em seus olhos e um nó se formava em sua garganta. Iria cair, iria ser deixado ser sugado pela escuridão, pelos sentimentos que adoravam o atormentar. E realmente iria se não fosse pelas mãos delicadas de Uraraka segurando a sua com carinho. Um calor passou das mãos dela para sua. Era um calor bom e acolhedor.

Um pouco abalado Izuku olhou para o lado encontrando os belos olhos castanhos de sua amiga lhe encaram com carinho.

—The scars will remain. [As cicatrizes vão permanecer]

É. Toda aquela dor sempre vai ficar guardada, marcada em si. Talvez nunca pudesse se esquecer dela, talvez ela nunca se vá. Porém Izuku tinha a certeza de que não desistiria, ainda mais quando tinham amigos ao seu lado lhe apoiando, sejam eles apenas lhe ajudando com sorrisos ou palavras simples.

No fim, não se sentiu tão mal em se aproveitar um pouco do carinho da amiga. Não tinha problema nenhum em procurar só um pouquinho de consolo.

Quando a música finalmente acabou Iida suspirou pesadamente sendo seguido por Uraraka.

—Foi intenso. —Comentou ao arrumar o óculos em seu nariz.

—Todoroki tem esse dom de transformar simples palavras em algo muito mais significativo. —Uraraka responde.

—Não foi só ele. Foi todo mundo. —Midoriya diz antes de se levantar da cama e ir para atrás da câmera.

Iida o acompanha depois de colocar o celular de volta no bolso.

—Vamos começar logo.

—Finalmente! —Momo grita logo depois de entrar no quarto de Todoroki.

A garota joga uma sacola cheia de doces ao lado do livro de estudos que Todoroki estava lendo na mesinha antes de se jogar na cama dele. Shoto vira a cadeira giratória na direção da amiga. Uma careta acompanhando.

—Estou tentando estudar aqui. —Diz com um tom de imaginação.

—Shoto eu estou tentando te contar algo muito bom a dias, mas nunca encontro o momento certo! Então agora você vai calar a boquinha e me escutar. Você vai gostar. —Responde com um olhar sério.

Com um pequeno suspiro o maior pega um dos doces da sacola para então dar atenção a sua amiga desesperada.

—Tudo bem, pode dizer.

—Certo. Esses dias eu acabei fazendo amizade com uma garota da sala ao lado da minha e bem o pai dela é o dono de uma casa de shows. —Começa animada. —Ela me levou até o lugar e é enorme. Enfim, ela também me apresentou ao pai e nós acabamos conversando sobre um monte de coisas.

—Ok. —Todoroki franze o cenho um pouco confuso. O que Yaoyorozu queria dizer com tudo aquilo?

—Ah, meu Deus! Você ainda não entendeu, não é? —Ela ri descrente antes de se levantar da cama e segurar os ombros do amigo. —Eu falei sobre sua banda! Eu até mandei um cover de vocês para ele! E ele amou! Pediu mais músicas e tal.

—Isso é bom?

—Idiota! Claro que é! Ele me pediu para chamar vocês para fazer a abertura de um dos shows que vai acontecer no fim do mês!

—O que?

Totalmente surpreso Shoto se levanta com os olhos arregalados.

—Isso é sério?

—É, seu babaca! Eu estou tentando te dizer isso já faz um tempo, mas aconteceu tantas coisas que eu esqueci, só lembrei por causa de uma mensagem que ele me mandou no começo da semana perguntando se eu já tinha falado com vocês.

Ainda surpreso Todoroki abraça a amiga a levantando do chão. Felicidade explodiu em seu corpo todo.

Sua banda iria fazer um show de verdade, não apenas uma apresentação em um barzinho. 


Notas Finais


THE SCARS WILL REMAIN¹ = AS CICATRIZES VÃO PERMANECER

Apesar de estar desaparecida alguns dias eu acabei tendo muitas ideias para essa fanfic. Talvez eu acabe fazendo mais capítulos do que o planejado. Mas ainda não é certeza.

Enfim, esse mês eu acabei criando um monte de fanfic que ainda não postei. Queria ir postando com calma para não fazer uma bagunça toda, mas eu estou tão ansiosa para postar alguns de meus trabalhos. Estou pensando em começar a postar uma que é Tododeku (obvio, por que eu amo eles) em um mundo onde existem alma-gêmeas . Já tenho os três primeiros capítulos dela pronta, só não tenho certeza se devo ou não. Devo terminar essa primeiro antes de inciar outra fic? Me ajudem por favor ;-;

Fato curioso que ninguém quer saber: A música desse capítulo foi uma das que eu mais escutava quando estava muito mal. Ela tem um importância muito grande para mim, apesar de ser apenas uma música. Vocês também tem alguma música importante e com significado?

Breaking Benjamin - Give Me a Sign

Segundo fato curioso que ninguém liga: Teenage Dirtbag é uma das minhas músicas favoritas de todo mundo. Eu amo muito ela, escuto quase todos os dias <3

Wheatus - Teenage Dirtbag


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