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História The Sovereign - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oie, deu nem tempo de sentir minha falta ctd ksksks

Capítulo 1 - Dear Diary


[POV/MILLIE]

"Querido diário... As coisas andam tão difíceis, eu só queria poder respirar tranquilamente como uma pessoa normal pelo menos uma vez na vida. Você sabe como o fardo tá pesado pra mim, meu emprego no Scoops ahoy não tá sendo o suficiente pra pagar a faculdade e muito menos o tratamento da mamãe, cara, cada consulta é mil reais, APENAS a consulta, o tratamento em si é cinco mil e quinhentos, sem contar os remédios que cada caixinha é 200 reais. Eu só queria que o papai estivesse aqui, tenho certeza de que se ele não tivesse morrido toda essa situação estaria sendo resolvida. Cara, eu me importo muitíssimo com minha mãe mas desde que ela soube do câncer ela tá diferente, tá carrancuda, e é como se não ligasse mais pra mim, ela não se importa com nada e nem agradece por todo esforço que tenho feito por ela. Eu não preciso de agradecimentos porquê faço tudo isso por amor, mas no mínimo mereço gratidão. Morar com ela se torna cada vez mais difícil, e poxa, eu tenho 24 anos, eu só queria ter meu próprio apartamento, minha privacidade, conhecer pessoas, até porquê nem amigos eu tenho, enfim, fazer coisas que uma Jovem/adulta de 24 anos faz. Querido diário... Quando as coisas vão ficar mais fáceis? Quando eu vou acordar e não me preocupar com a feira do mês ou com as contas? Quando vou acordar e ver de novo o papai assistindo futebol na TV? Quando é que eu vou ter paz?" Suspiro fundo e fecho meu diário. Ganhei ele de uma cliente do Scoops, ela é psicóloga e viu que eu andava meio temperamental, então entregou esse diário e disse que iria servir como uma espécie de.. "escape" digamos assim, pras minhas emoções. Eu ando estressada, quebrando coisas, mas não é minha culpa, eu não sabia que meu pai ia morrer e deixar um monte de dividas pra mim pagar, não sabia que minha mãe ia ficar doente, nada disso era pra acontecer e agora eu tenho que ficar igual uma idiota desabafando com papel. Sou tirada de meus devaneios ao escutar meu celular apitar indicando que chegou a hora de ir a luta, eu geralmente trabalho das 10:00 da manhã até às 06:00 da tarde. Jeremy fica durante a manhã e Laysla fica durante a noite, mas como Lasysla tá com catapora vou ter que cobrir o turno dela. 



**



— Mãe? Que breu é esse? Ligue as luzes. – Entro em casa jogando a chave no sofá.

— Quais luzes Millie? 

— An? 

Vou até o interruptor e percebo que estamos sem energia.

— Você deixou a conta atrasar de novo, o que eu já te falei Millie?! – Minha mãe diz num tom zangado.

— Eu não atrasei, paguei a conta de luz ontem. – Falei normalmente.

— Mas tinha a do mês passado! Eu só te peço pra ter um pouquinho de responsabilidade mas nem isso você é capaz de fazer minha filha? Tenha dó! 

— Ah foi mal se meu serviço de babá não tá bom pra você, eu cuido de você e dessa casa como se eu fosse a mãe aqui mas eu não sou, eu não sou! Trabalho duro naquela sorveteria ganhando 3,50 por hora e ainda faço hora extra pra pagar o SEU tratamento e agora porquê cortaram a nossa energia eu sou irresponsável? Me poupe. – Disse no mesmo tom que ela.

— Quer dizer então que eu sou um fardo pra você é? 

— Não mãe, eu não disse isso. Eu só quero que você reconheça tudo o que eu venho feito por nós duas, por você... Se ao menos o papai esti... – Ela me corta.

— O SEU PAI MORREU! e agora sou eu que estou aqui, você sempre escolheu ele Millie, sempre! Mas agora eu sou sua única família e queira você ou não a sua obrigação é cuidar de mim e dessa casa, fui eu quem te deu a vida! – Mamãe gritou.

— Tudo bem mamãe, olha, eu não quero discutir com a senhora, vou te levar pro seu quarto e amanhã eu dou um jeito de pagar essa conta. – Desisto de tentar discutir, seguro o braço da minha mãe e a direciono com cuidado até o quarto.


Olha, pra mim já deu, isso não é vida, eu sei que aqui em Springdale não é futuro pra ninguém, eu preciso de dinheiro, e eu preciso rápido.


[POV/FINN]

— Não, mas eu já disse que... – Estou falando ao telefone até ser interrompido.

— Finn, nós precisamos conversar.

— Noah você não tá vendo que eu tô no telefone? E pra você é senhor Wolfhard, não é porquê somos amigos que te dou o direito de me tratar como qualquer um. – Digo normalmente porém em tom autoritário.

— Tá bem "Senhor Wolfhard..."

— Não entendi o porquê do sarcasmo. – O interrompo.

— Só termina o que você tem a dizer no telefone e conversaremos ok? 

Assinto e continuo falando ao telefone até que minha conversa se encerre, enquanto isso Noah ficou plantado igual uma árvore esperando pra ser atendido.

— O que você quer? – O olho entediado sentando em minha poltrona e ele se senta na cadeira a minha frente.

— Uma secretaria nova.

— Aaa, uma secretária nova? – Bufo. Ele faz cada exigência como se fossem coisas simples.

— Finn sério...

— É senhor Wolfhard! 

— Que se dane! FINN trabalhar com a Lilia tá sendo impossível, ela é até gente boa mas é uma péssima secretaria. Não sabe organizar os papéis direito, não sabe nem se quer imprimir um gabarito, ela só presta pra trazer cafezinho pra mim, você não acha que ela deveria estar na cozinha ao invés de ser secretaria de alguém? Ela não é classificada pra isso, você pode fazer qualquer coisa, tudo o que tô te pedindo é uma secretária boa, qual é? 

Reviro os olhos.

— Tá bem Schnapp, exiba por aí que estamos recebendo currículos, amanhã você faz uma entrevista de emprego com as candidatas e arranja uma secretária a altura. Tá bom assim? 

— Tá ótimooo, aff, te amo branquelo ridículo. – Noah se levanta da cadeira e me dá um beijo estalado na bochecha.

— Vai se fuder, olha a boiolagem. – Faço cara de nojo.

— Boiola? Longe de mim, nem sou. – Me dá outro beijo só que na outra bochecha.

— Tá bem Noah já chega, vou começar a te estranhar. – O empurro de perto de mim e vejo o cara de olhos verdes saindo pela porta e me deixando sozinho novamente com meus afazeres.


Notas Finais


Ai ai


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