História The Spy Family - Capítulo 1


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Notas do Autor


Essa história surgiu através de um plot doado pela @kuroo- pelo projeto especifico do shipp LawLu (@StrawheartProj )
Realmente espero que a história agrade Laura e a todos vocês.

Capítulo 1 - Chapter I


Massachusetts

Agência de casamentos Duval 

02:45h a.m.

 

 O chão de carpete cinza chumbo absorvia o som de cada passo, os sensores e alarmes que antes tinham uma pequena luz vermelha e verde mostrando seu funcionamento agora encontravam-se desligados. 

 As mesas com fichas, computadores e arquivos com nomes estavam sendo revirados; ficha por ficha, mesa por mesa, sem pressa alguma. Tudo com muita calma e cautela, bom era o que se esperava. 

 Um rapaz com seus vinte e dois anos, cabelos negros levemente repicados, grandes olhos castanho escuros e uma cicatriz embaixo de seu olho esquerdo, esgueirava-se em cada lado da agência de casamentos. Era um tanto quanto estabanado, mas ele contava com uma pequena ajuda. Luffy D. Monkey era um caso perdido sozinho, mesmo com muito esforço. 

 Por sua fama de bagunceiro e desleixado, seu chefe nunca o deixaria só numa missão dessas, mesmo que fosse interesse do próprio Luffy. Ele enviara Nami para ficar em um carro com um notebook, que tinha uma câmera acoplada em seus óculos de visão noturna, que usava para se guiar ali dentro. Mesmo que a jovem de vinte e quatro anos, com seus longos e ondulados cabelos ruivos, não tivesse um pingo de paciência, ela se esforçava para ajudá-lo. 

 Foi então que Monkey encontrou uma pasta  embaixo de uma mesa, onde ficavam algumas guloseimas para os clientes que ficavam na sala de espera. Como de praxe, Luffy estava devorando todos os biscoitos de nata com goiabada, na pasta encontravam-se fichas de pessoas que foram rotuladas de “Casos frios/difíceis”. Enquanto escutava altas reclamações de Nami em seu comunicador, ele folheava todos aqueles casos até que bateu o olho em um que o fez soltar um urro de alegria.

— Nami, achei uma ficha perfeita! — Comunicou para sua colega.

— Luffy...

— Olha só, ela tem uma filha chamada Tama e está solteira a quatro anos! É perfeita, vou preencher!

— Luffy, seu idiota! Não decida as coisas sozinho, me mostre a ficha — exigiu Nami.

— Qual mês eu coloco do nosso casamento? Ouvi falar que Março é um mês bom, então vai ser esse — Luffy mal escutou Nami.

 O rapaz pegou uma caneta e preencheu a ficha com sua letra desgrenhada, a borrando um pouco pelo excesso de tinta na ponta, então ele assinou o documento e forjou uma assinatura que tinha visto em outra ficha de aprovado. Luffy pegou um carimbo de assinatura do chefe local e, assim que terminou, ele colocou a ficha embaixo de outras que iriam para o cartório, sendo assim, oficializando o casamento.

 Luffy saiu pela mesma tubulação de ar pela qual havia entrado, pulou o telhado caindo dentro de uma lata de lixo, que antes se encontrava cheia e agora que o caminhão de lixo já havia passado estava completamente vazia, causando uma dor agonizante em suas pernas. Com uma expressão de raiva, ele saiu de dentro da enorme lata. Nami, que estava fora da van, estava rindo de seu colega.

— Oe, Nami! Por que não me avisou? — Perguntou indignado.

— Isso é para aprender a parar de fazer as coisas sozinho e do seu jeito!

 Luffy cruzou os braços e fez um pequeno bico, resmungava algo que passou, felizmente, despercebido por Nami, que adentrava na van pelo lado do motorista. Assim que entrou no veículo, Nami virou bruscamente para ele, o assustando.

— Antes que me esqueça, como te devo chamar agora, Sr.? — Nami falou em tom de deboche.

  Luffy ergueu a manga de sua blusa e olhou o sobrenome que tinha anotado em seu pulso, pois não se lembrava do nome da moça que escolheu.

— Agora serei Luffy D. Monkey Trafalgar — Falou com um sorriso.

— Trafalgar? Parece alemão — Nami comentou pensativa.

 Luffy olhou pela janela do carro e ficou imaginando as pessoas que conheceria, talvez fossem extremamente loiros ou ruivos com olhos claros, e o mais importante, a comida alemã. Luffy conseguia imaginar o sabor dos chucrutes, brezel, eisbein, bratapfel, entre outras diversas comidas e apenas de pensar nisso sua boca salivava.

— Luffy! — Nami deu um soco na nuca de Luffy, que estava preso em sua imaginação.

— Oe, agressiva — Luffy reclamou, esfregando o local atingido.

— Pare de fazer essa cara estranha e me responda. Qual é o nome dela? Tenho que mandar fazer as alianças.

 Luffy fez uma cara estranha, nem reparou na parte de cima que continha as principais informações, apenas leu o sobrenome e a parte da filha. Nami fez uma cara de desânimo, mas já esperava que aquilo acontecesse.

— Acho que Lucinda ou algo do tipo, eu só vi que começava com L — Informou Luffy.

 Nami deixou aquilo, em poucas horas ela seria informada de qual é o nome da escolhida de Luffy e poderia terminar de cuidar de todas as outras coisas, assim ele poderia continuar com sua missão sem que ela ficasse estressada o tempo todo.

 

[...]

 

Manhã seguinte

Residência Trafalgar 

 

  Uma menina de oito anos com cabelos curtos de tonalidade lilás, corria de um lado para o outro atrás de um grande cachorro branco peludo, enquanto seu pai terminava de arrumar seu café da manhã antes que o ônibus da escola passasse para buscá-la. Enquanto terminava de se arrumar, ou era isso que seu pai queria, ela arranjava um tempo para brincar com Bepo.

 O homem de um metro e noventa e um, preparava panquecas de mirtilo para sua filha; a televisão antiga que tinha na cozinha estava ligada e se encontrava no canal de notícias, que anunciava como seria o clima naquela manhã, se deveria mandar blusa de frio e guarda-chuva para Tama. 

— Tama, pare de brincar e venha comer! — chamou preocupado.

 O homem encheu uma caneca de café preto e, sem nenhum tipo de adoçamento, começou a degustar aquela bebida quente, alternava de tomar um gole de café e comer suas torradas com geleia de damasco, enquanto respondia algumas mensagens em seu smartphone. Tama tinha sentado para começar a tomar seu café da manhã, mesmo que metade das panquecas fossem para Bepo, que esperava ansioso embaixo da mesa. 

— Pai, eu preciso de cartolina, purpurina e canetas coloridas — comentou Tama. 

— Para quando? — Trafalgar questionou, sem muita importância. 

— Hoje. 

 Trafalgar quase cuspiu o café em sua boca ao escutar o prazo, antes que se estressasse com sua prole, ele colocou sua mão na testa e respirou fundo. 

— Hoje? Tem certeza? 

— Sim, Pá! Eu tenho um trabalho para entregar para amanhã. 

— E eles mandaram isso quando? — questionou com um pouco de braveza em seu timbre. 

— Duas semanas atrás. Eu esqueci — ela respondeu, alimentando o cachorro. 

 Law respirou fundo, buscou a mesma paciência que tinha em suas operações para lidar com sua filha, que tagarelava enquanto comia. 

— Qual é o tema do trabalho? 

— A importância de economizar água. Por que, Pá? 

— Para saber que cores eu vou comprar, para não deixar seu trabalho como um carnaval. 

 Trafalgar observou o relógio Montblanc em seu pulso, faltava exatamente cinco minutos para o ônibus de sua filha passar. Assim, ele pegou a mala da escola, colocou nas costas dela e depois entregou a lancheira com guloseimas que ela gostava, a levou até a porta e esperou o motorista passar e pegar a menina. Ele acenou para sua Tama e viu o ônibus sumir no final de sua rua, agora ele podia terminar de se arrumar para seu trabalho. 

 Retirou as louças sujas, colocando na pia, guardou os suprimentos em seus devidos lugares, escovou novamente seus dentes, penteou seus cabelos negros desgrenhado, os arrumando com auxílio de um gel com brilho seco e passou seu perfume favorito. Por fim, colocou sua blusa social e pegou seu jaleco, além de sua pasta. Estava pronto para mais um dia. 

  Assim que Law estava saindo para ir ao hospital para seu turno, viu sua empregada, conhecida por Baby-5, entrando na casa com um sorriso e lhe desejando um bom dia de trabalho. O mesmo agradeceu e desejou o mesmo para ela. 

 Logo que Trafalgar chegou no hospital no andar de sua área, o setor de cirurgias, encontrou seu amigo Marco o esperando com um grande copo de café do Starbucks. Law estranhou o sorriso debochado de Marco. 

— O que aconteceu, Marco-ya? — o questionou. 

— Nada. Apenas descobri que você está numa agência casamenteira, não sabia que estava tão desesperado assim — Marco falou, em tom zombeteiro. 

— O quê? Como descobriu? — Law parou no meio do corredor. 

— Podemos dizer que tem alguém o esperando em sua sala e que tive o prazer de guiá-lo — explicou Marco. 

 Os olhos acinzentados de Law perderam o brilho e ficaram estáticos, em questão de segundos ele voltou a andar com pressa até seu escritório, passando reto pelos seus amigos, sem sequer os cumprimentar. Ele abriu a porta abruptamente, vendo Duval sentado nas cadeiras de frente com sua mesa, ele parecia apreensivo e ainda assim mantinha um sorriso. 

— O que houve com a discrição?! — Law se exaltou, fechando a porta com força atrás de si. 

 Duval levantou e tentou manter a pose. 

— Senhor Trafalgar, aconteceu um pequeno acidente em sua ficha — Duval comentou, indo direto ao ponto. 

 Trafalgar sentou em sua cadeira, colocou a mão em sua testa novamente, procurando a paciência que não nasceu com ele. Nesse dia tinha acordado com o pé esquerdo. 

— O que aconteceu? Perderam ela? Não há problema.

— Então, antes fosse isso. Mas algo mais grave, se assim posso dizer — Duval já se preparava para o chumbo que iria levar.

 Law fez uma feição indescritível para Duval, mesmo com medo da reação do médico, ele terminou de notificá-lo. 

— Parabéns senhor Trafalgar, agora está casado. 

— O quê?! 

 


 


Notas Finais


Agradecimentos especiais: @kuroo-
Projeto de LawLu: @StrawheartProj
Link Projeto:https://www.spiritfanfiction.com/perfil/StrawheartProj


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