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História The Stark Project - Capítulo 1


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Notas do Autor


OLÁ BEM VINDES À MAIS UMA FANFIC
essa é angst com um pouco de humor, e se passa 6 anos após os eventos de endgame

se você já viu essa história em algum lugar, ela começou como uma au no twitter mas eu decidi fazer como fanfic, então, relaxem, não é plágio, essa história é minha

anyway, espero que vocês gostem do prólogo, deixem um comentário aí em baixo <3

Capítulo 1 - Prólogo: Apegado ao passado.


27 de Setembro, 2025. 

Querido diário, é estranho que um homem com mais de 100 anos de idade escreva num caderno que ele chama de diário? 

 

De qualquer forma, eu comecei esse diário devido à acontecimentos recentes que possam ou não ter relação comigo sendo pego chorando dentro da banheira dias atrás. Felizmente, a escrita é algo que nunca mudou. Se você é um soldado que ficou congelado por mais de 70 anos, não importa em que século você esteja, as pessoas ainda escrevem!

 

Isso não é incrível? 

 

Aliás, eu preciso agradecer a Sharon, foi ela que me deu a ideia e, bem, veio funcionando muito bem até agora. A propósito, eu ainda tenho a mania de desenhar no papel todo enquanto escrevo, em minha defesa, é bastante terapêutico. 

 

Eu recebi alguns convidados hoje, eles foram os mesmos de sempre: Bucky, Sam e Sharon. Virou uma rotina ter eles aqui, mesmo que a maioria das vezes eles estejam ocupados cuidando de assuntos da cidade. 

 

Sam é o Capitão América agora. 

 

Eu acho que... dar o escudo 'pro Falcão foi a melhor coisa que eu fiz desde... aquele dia. 

 

Querido diário, você já sentiu um arrependimento profundo? Eu sinto todos os dias, todos os dias eu me arrependo de coisas que eu fiz, coisas que não fiz, coisas que eu disse e não disse. 

 

Eu queria ter tido a chance de dizer 'pra ele o quão arrependido eu estava e ainda estou por... tudo. Eu não tenho certeza se algum dia eu vou esquecer o jeito que ele olhou nos meus olhos naquele dia. E considerando as atuais circunstâncias, vai ser uma tarefa bastante difícil. 

 

Eu sou muito grato à tudo que Sharon, Bucky e Sam vieram fazendo por mim todos esses anos. Mesmo assim, é inevitável não sentir falta daqueles que sempre estiveram aqui. 

 

É estranho que eu me preocupe quando alguém diz que vai voltar logo? 

 

Eu acho que só preciso de mais tempo, e também, eu preciso urgentemente fazer uma faxina. Voltarei com atualizações. 

 

Steve Rogers.

[...] 

“Hey, ficamos meio ocupados aqui, mas a gente não esqueceu do que conversamos. Nós vamos passar 'pra te visitar, ok?" Essa foi a primeira coisa que Sharon disse quando Steve aceitou a chamada em grupo.

“Isso aí, punk.” Bucky adicionou. 

Steve suspirou. “Vocês não precisam vir se não quiserem, pessoal.” Ele coçou a nuca. “Dodger e eu estamos fazendo uma noite de filmes!” O loiro disse, sorrindo enquanto tentava mostrar o cachorro contente pela câmera, ambos estavam deitados na cama.

“Isso é fofo, mas a gente 'tá indo mesmo assim.” A Carter disse convicta, a medida que Steve revirou os olhos, tentando esconder um sorriso. 

“E por favor não começa a reclamar ou dizer, "'tá tudo bem, pessoal." Você acha mesmo que a gente esqueceu do que a gente viu?" James disse num tom irritado, mas Steve sabia que ele não estava realmente bravo consigo. 

"Eu acho que vocês levaram aquilo à sério demais." Ambos Bucky e Sharon reviraram os olhos ao ouvir aquilo. 

"Steve, você 'tava chorando na banheira." Ela disse de forma séria, mostrando o quão preocupada estava. 

O Rogers suspirou outra vez. "Eu já disse, eu 'tava tomando banho e caiu shampoo nos meus olhos." 

"Você 'tava tomando banho de roupa?" O Barnes retrucou sarcasticamente, notando que não conseguiu uma resposta por parte de Steve, ele suspirou, se arrependendo de seu comportamento prévio. "Cara, eu sei pelo que você 'tá passando, eu realmente sei." De novo, o loiro não abriu a boca. "Numa guerra, soldados morrem, certo?" 

"Eu sei disso." Ele finalmente respondeu. 

"Eu tenho certeza de que eles fizeram o que achavam que era certo." Sharon adicionou, tentando animá-lo. "E eles nunca iam se arrepender disso." 

"Do jeito que eu conhecia os dois, eles fariam tudo de novo se pudessem." Um sorriso triste preencheu os lábios do Rogers. 

"Exatamente!" A loira exclamou. "Já se passaram 6 anos, Steve. Eu sei que ainda dói, mas você precisa seguir em frente, 'pro seu próprio bem." O jeito suave como aquelas palavras saíram dos lábios da Carter quase o fez acreditar que ele realmente poderia fazer isso de alguma forma. 

"É só..." Ele mordeu o lábio, memórias não tão bem reprimidas voltando. "Parece tudo tão recente." 

"Eu sei, querido." Sharon murmurou tristemente. "Mas você é forte, você vai passar por isso e nós vamos estar aqui 'pra te ajudar." 

"Nós não vamos te deixar sozinho, parceiro." Bucky sorriu para a câmera. "Estamos com você até o fim da linha."

Steve sorriu suavemente. "Obrigado, pessoal, isso significa muito." 

O momento de união entre amigos foi cortado friamente por um som bastante alto de uma explosão. Então, Steve notou que Sam acabara de entrar em sua ligação em grupo. 

"O Zemo 'tá atacando a gente e vocês 'tão no Skype?!" Samuel exclamou indignado, Steve reprimiu um sorriso divertido.

"Você é o Capitão América agora, cara, te vira." Sharon respondeu, e Bucky começou a dar risada.  

"SE VOCÊS DOIS NÃO VIEREM AQUI AGORA-" Ele começou, mas James rapidamente o interrompeu.

"Para de gritar, a gente já vai!" 

"Vocês realmente não precisam passar aqui se estiverem ocupados..." O Rogers disse. 

"A GENTE VAI SIM, ME DEIXA SÓ ENFIAR ESSE ESCUDO BEM ONDE O ZEMO NÃO CONSEGUE ALCANÇAR!" Sam gritou, e então outro estrondo alto foi escutado. 

"Capitão América, senhoras e senhores." Steve brincou. 

"Eu não quero me gabar mas, eu 'tô fazendo seu trabalho bem melhor que você." Samuel brincou de volta. 

Steve sorriu outra vez. "Eu não duvido." 

"Sam, a gente precisa de você agora!" A Carter gritou. 

"Já 'tô indo!" 

[...]

28 de Setembro, 2025. 

Querido diário, bom dia! Por incrível que pareça, escrever um pouco sobre tudo veio me ajudando bastante. Então eu acho que eu deveria continuar, e talvez, com sorte, transformar isso num hábito. 

 

Hoje, eu decidi fazer algo 'pra me distrair um pouco. Isso mesmo, hoje é dia de faxina.

 

O que as pessoas iriam pensar se soubessem que Steve Rogers se permite viver num lixão feito por ele mesmo?

 

Eu sei que quando Sam, Sharon e Bucky passaram por aqui eles notaram que a casa estava bagunçada, mas eles provavelmente não quiseram dizer nada. 

 

Um pássaro pousou na minha janela. 

 

De qualquer forma, sem mais distrações! Eu tenho uma casa 'pra limpar. 

 

Steve Rogers. 

[...]

"E essa foi a última." Ele disse para si mesmo, limpando um pouco de suor da testa com a manga da blusa. 

Steve não fazia ideia de como logo ele tinha ficado tão cansado de carregar umas caixas para lá e para cá. Mas, talvez, a aposentadoria de seu antigo dever como Capitão América o tivesse acostumado mal. E ainda por cima, ele não fazia ideia de quantas coisas inúteis ele tendia a guardar sem nem mesmo perceber. 

Talvez ele estivesse apegado demais ao passado, e para Steve, isso não era uma surpresa tão grande vinda do cara que literalmente veio do passado. 

"Agora, tirar o pó da estante." Virou-se na direção de Dodger, que choramingou, fazendo Steve rir. "Qual é, Dodger, não é como se você estivesse me ajudando aqui." Brincou, se abaixando e passando as mãos nos pelos do cachorro, que instintivamente se remexeu, virando a barriga para cima. 

Ele lambeu a mão de Steve, pedindo por algum carinho.

"Acho que 'tô te deixando mal-acostumado." Ele acariciou a barriga do animal, antes de se levantar, o ouvindo choramingar outra vez. "Nós vamos dar um passeio mais tarde, eu prometo." Dodger voltou ao sofá, deitando-se como se estivesse ignorando Steve e logo o loiro riu, satisfeito. 

Steve retornou sua atenção à estante, colocando as mãos na cintura e encarando-a. Ele precisava limpá-la e ele sabia que aquilo traria de volta memórias que ele esteve se esforçando para esquecer, porque ainda doía, e não tinha muito que ele pudesse fazer para evitar. Ele suspirou antes de se aproximar do móvel para remover tudo que foi colocado ali ao longo daqueles 6 anos. 

Haviam enfeites, livros que ele prometeu começar — e não começou — e alguns porta-retratos. Steve acabou focando na última opção. 

Qualquer pessoa teria os jogado fora, ou os colocado num lugar de difícil acesso até que pelo menos ela superasse os sentimentos que olhar para aquelas memórias a fazia sentir. 

Mas Steve não era qualquer pessoa. 

Antes que ele percebesse, sua mão alcançou o porta-retratos mais próximo, o pegando com força e destreza, como se ele tivesse medo de derrubá-lo e perdê-lo para sempre. Era difícil ignorar o turbilhão de sentimentos que aquela foto lhe trazia. Os dedos trêmulos do Rogers alcançaram o vidro, acariciando-o levemente como se aquilo pudesse trazê-lo algum conforto. 

Infelizmente, não funcionou. 

Ele respirou fundo, relembrando aquele dia. 

Estavam na Torre Stark, todos reunidos e sorridentes para a foto que a agente Hill alegremente tirava com seu celular enquanto se inclinava para que pudesse aparecer também. 

Thor empunhava o Mjolnir com orgulho nítido em sua expressão, ao seu lado, estava Rhodes que apontava para o martelo com uma expressão de tédio, que era facilmente confundida pelo sorriso de canto que seus lábios formavam. Logo atrás, Natasha e Clint se abraçavam de lado, enquanto o Gavião Arqueiro mostrava a língua para câmera. 

Um pouco ao canto, estava Bruce Banner, que não parecia tão confortável assim com a foto, mas estava tentando seu melhor. À frente Steve estava sentado, sorrindo minimamente sem mostrar os dentes. Se você olhasse um pouco para cima, veria dois dedos atrás de sua cabeça, que eram obra do cara ao seu lado. 

Este tinha um sorriso largo e parecia verdadeiramente satisfeito com o rumo daquela noite. 

Era bom ressaltar o fato de que aquela foto havia sido tirada minutos antes de descobrirem sobre a existência de Ultron. 

Steve foi cambaleando para trás, até se sentar no sofá ao lado de Dodger. Um longo suspiro escapou de seus lábios enquanto ele pensava sobre todos aqueles anos que haviam se passado desde aquela festa na Torre Stark, o que era para ser uma festa de despedida dos Vingadores havia se tornado uma nova missão apenas para provar que os Vingadores seriam necessários não importava quanto tempo se passasse. 

Olhando para trás, lembrando do que ele e seus colegas de time- amigos, sentiram, o medo, a preocupação em relação à Ultron. Eles mal poderiam imaginar o que o aguardavam no futuro e o quanto acabariam perdendo. 

Steve nunca havia parado para pensar que acabaria perdendo mais do que já havia perdido durante todos os anos que passara congelado no fundo do oceano. 

Mas agora Natasha não voltaria em um minuto e Tony talvez tivesse ido longe demais para provar que, de fato, ele era o tipo de cara que se sacrificava pelos outros. 

Bem, ele nunca precisou provar nada para Steve. 

Dodger se sentou no sofá, cheirando o porta-retratos em sua mão e o encarando como se conhecesse cada uma das pessoas naquela foto. Uma parte de Steve desejava que aquilo fosse verdade, desejava que tivessem tido mais tempo para coisas triviais. 

Mas era uma guerra, e normalmente em guerras você não tem muito tempo para relaxar e fingir que não existem pessoas em perigo. 

Ele se levantou, respirando fundo. “É, Dodger.” O cachorro choramingou outra vez. “Algumas pessoas seguem em frente, mas, não eu, eu acho.” Admitiu um tanto envergonhado. “Acha que eu deveria escrever sobre isso no diário?” Dodger latiu em resposta e Steve sorriu fraco, acariciando a cabeça do animal. 

Porém, o som da campainha atrapalhou o momento entre cão e dono, fazendo o Rogers franzir a testa, quem poderia ser àquela hora? 

Steve deixou o porta-retratos com cuidado sobre o sofá, antes de caminhar até a porta, destrancando-a para revelar que não havia ninguém ali. Mas logo notou o caminhão dos correios saindo em disparada pela rua. E quando olhou para baixo, havia uma caixa. 

Ele arregalou os olhos ao ver a logo das Indústrias Stark estampada na parte frontal desta, mas sua curiosidade aumentou ainda mais ao ver que um envelope estava grudado na parte superior da caixa. 

Rapidamente arrancou-o dali, torcendo para não ter danificado nada. 

Olá, Steven, já faz algum tempo. 

 

Eu tenho certeza de que você não estava esperando uma carta, e muito menos uma carta especificamente de mim. Mas isso é de extrema importância, e você é provavelmente o único que pode resolver. 

 

Você deve estar se perguntando o que uma caixa das Indústrias Stark está fazendo sobre o seu tapete agora. Não é uma bomba, não se preocupe, eu tenho uma ótima explicação 'pra isso.

 

A caixa que você está vendo agora foi encontrada pelo Rhodes, na antiga base dos Vingadores. 

 

Nenhum de nós sabe como ela sobreviveu todo o estrago que a batalha causou, mas nós temos uma única certeza. 

 

Essa caixa foi deixada aqui por Tony, Um pouco antes dele... você sabe. 

 

Rhodes, Happy e eu não somos fortes o suficiente para tentar descobrir o que tem dentro da caixa. Algumas feridas não estão completamente curadas 'pra nós. Você também deve estar se perguntando por que nós enviamos essa caixa à você, de todas as pessoas. 

 

Eu vou te dizer porquê

 

Uma vez, Tony me disse que se ele não soubesse o que fazer, além de mim, haviam 5 pessoas para quem ele poderia pedir um conselho sem nem mesmo hesitar. 

 

Essas são Rhodes, Happy, Bruce, Natasha e você.

 

Bruce atualmente está incomunicável, então... acho que você sabe o que eu quero dizer, não é?

 

Tony sempre deixou claro que você é alguém em que ele confiava com a vida. 

 

Mesmo depois de tudo que aconteceu e de como vocês dois se afastaram, eu não acho que a confiança do Tony mudou por sequer 1 minuto. 

 

E eu sei que se de alguma forma ele está me vendo escrever isso agora, ele apoia minha decisão de enviar a caixa até você. 

 

Seja lá o que Tony deixou dentro dela, tenho certeza que estará em boas mãos se essas forem as suas. 

Pepper Potts. 

 

Steve encarou o nada, ainda atônito com o conteúdo do papel que segurava em suas mãos. A folha tremia levemente enquanto o Rogers tentava assimilar todas aquelas informações de uma só vez. 

O que menos precisava naquele momento era ser lembrado do conflito que tivera com o Stark anos atrás, mas Pepper não sabia disso, não era sua culpa. 

Por mais que tivessem se resolvido, a confusão que fez os Vingadores se separarem havia deixado marcas difíceis de serem esquecidas tão facilmente. Era assim para Steve, e ele sabia que se Tony estivesse ali agora, estaria se sentindo do mesmo jeito. 

Ele não queria pensar sobre aquilo, ele não podia pensar sobre aquilo. Pois Tony não estava ali para que pudessem resolver os assuntos que apenas deixaram de lado para o bem do time, Tony não estava ali, ele não voltaria mais, não havia como resolver, o tempo havia acabado. 

Steve engoliu em seco, pegando a caixa e se surpreendendo ao perceber que ela era bem mais leve do que imaginava. Rapidamente fechou a porta, trancando-a logo em seguida antes de colocar a caixa sobre o balcão da cozinha. 

Então ficou apenas encarando-a, pensativo. 

Deveria abrir a caixa? Aquilo não seria algo estúpido a se fazer? Se o que quer que estivesse ali era algo de Tony, algo feito por Tony, como seguiria em frente? Talvez se a enviasse de volta Pepper entenderia, ele também não sabia se teria coragem suficiente para abrir a caixa, ele compreendia a Potts de forma genuína naquele momento. 

Mas ao mesmo tempo, uma parte dele precisava de algo que o fizesse lembrar de Tony. Ele sentia falta dele, céus, sentia tanta falta dele. Precisava de Tony, queria Tony ali com ele mas Tony não poderia cumprir seu desejo. 

Se aquela caixa estava ali, era porque o Stark queria que alguém a encontrasse, não é? Era um desejo de Tony. 

E se o moreno estivesse o vigiando naquele momento torcendo para que abrisse aquela caixa, que visse o que quer que ele tenha deixado na Terra, e se Steve fosse contra o desejo do Stark, contra suas expectativas e ninguém nunca encontrasse coragem o suficiente para abrir a caixa e revelar o que Tony obviamente queria que alguém visse? 

E se aquele fosse o mais próximo de Tony que conseguiria chegar? 

Steve rapidamente alcançou uma faca na gaveta da cozinha, enfiando-a na caixa e arrancando a fita que a cobria sem nenhuma cerimônia. Abriu-a com quase desespero, jogando fora os pedaços de isopor que completavam a caixa até finalmente sentir algo tocar seus dedos. Algo metálico.

“Um Reator Arc…?” Murmurou para si mesmo. O objeto se parecia com o primeiro reator de Tony, mas não 100%. Ele deixou-o sobre o balcão, voltando a procurar dentro da caixa, deveria ter mais alguma coisa lá. 

Mas só encontrou um pedaço minúsculo de papel. Que continha um desenho bastante fiel ao objeto que vira, no desenho, uma seta apontava para a parte de trás do que parecia um disquinho, indicando que ali havia um botão. Steve imediatamente pegou o objeto nas mãos, procurando pelo botão citado na folha de papel, logo pressionando-o.

Encarou o disco com expectativa, esperando que algo acontecesse, mas nada mudou. 

Tentou algumas batidas leves na lateral deste, já havia se passado bastante tempo, talvez não funcionasse mais. Ele soltou um grunhido frustrado, como poderia ter sido tolo o suficiente para pensar que aquilo funcionaria? 

Os estragos que Thanos e seu exército causaram com certeza haviam danificado o objeto, provavelmente quebrando-o por dentro, aquilo não funcionaria mais, e a única pessoa que poderia consertá-lo, não estava mais ali. 

Descontou sua frustração no objeto, jogando-o no balcão. “Bem, agora não vai mesmo funcionar.” Reclamou consigo mesmo, voltando para o sofá ao lado de Dodger. “O que eu ‘tô fazendo, Dodger?” Perguntou como se o animal pudesse ou fosse responder. “Eu não posso continuar assim, isso ‘tá me matando.” Choramingou, jogando a cabeça no encosto do sofá e levando as duas mãos ao rosto. 

O cachorro saiu do sofá, indo em direção à cozinha. 

Riu amargamente, com a voz abafada pelas próprias mãos que ainda não haviam deixado seu rosto. “É, obrigado pelo apoio, camarada.” Ironizou, como se, mais uma vez, o cachorro pudesse entender. 

Uma parte dele insistia em manter esperanças para uma suposta volta de Natasha e Tony. Eles tinham viajado no tempo, oras! Havia uma solução para tudo à àquela altura! 

Ou pelo menos era o que Steve queria acreditar. 

Logo os latidos de Dodger começaram a ecooar pela casa, fazendo o Rogers soltar outro grunhido de frustração. “Dodger, por favor, eu ‘tô tentando descansar aqui.” E como de costume, fora ignorado pelo cachorro, que continuou latindo com toda a força que conseguia. “Dodger.” Tentou soar um pouco mais severo, mas aquilo não adiantou de nada. 

Ele apenas bufou, levantando-se com pressa. 

“Dodger, pelo amor de Deus-!” Virou-se na direção do cachorro, mas logo interrompeu a si mesmo ao ver algo no balcão de sua cozinha. Rapidamente seus olhos se arregalaram e ele encarou a figura espantado, como se tivesse acabado de ver um fantasma. 

Era um holograma, um holograma de Tony. Um bastante realista. 

“O quê…?” Steve se aproximou, estendendo a mão com receio. “Outra mensagem?” Deu outro passo, ficando bastante perto. 

Com certeza era Tony ali, mas ele parecia, adormecido? Os olhos estavam fechados, os braços jogados ao lado do corpo. Uma expressão serena tomava conta de seu rosto e doía em Steve pensar que foram poucas as vezes que o vira tão relaxado como naquele momento.  

Sua mão foi se aproximando para tocá-lo- 

E então os olhos daquele holograma se abriram de repente. “Boo!” Um grito invadiu suas orelhas, fazendo-o se assustar e pular para trás mais rápido que um gato. O Rogers sentiu seu coração bater cada vez mais rápido pelo susto e logo risadas se fizeram presentes, fazendo-o voltar sua atenção para o holograma. 

Ele conhecia bem aquelas risadas. Conhecia bem o dono delas. 

“Eu não acredito que você caiu nessa, Rogers.” Ouviu a voz dele mais uma vez. “Você tinha que ver a sua cara, foi impagável.” 

“T-Tony?!” Steve pensou, mas não chegou a dizer nada. 

E então assistiu o holograma, que antes estava sentado sobre o balcão, levantar-se e descer para o chão, olhando em volta com curiosidade. Logo este começou a se espreguiçar, bocejando. “Eu fiquei desligado por quase 3 anos, você sabe o tédio que é ali?” Disse com emoção demais para o que era apenas um holograma projetado, mas parecia real demais. “‘Tô brincando, eu não fazia ideia.” Fez um gesto vago com a mão. “Era como dormir. Só que agora eu tenho noção de tempo!” Explicou. 

Steve foi andando para trás calmamente, tropeçando no sofá e caindo sentado neste, logo o holograma lhe seguiu, ficando no meio das suas pernas, enquanto encarava o local com um sorriso no rosto. 

“Casa legal a sua.” Disse simples. “É, bem a sua cara.” Constatou num tom divertido. 

Steve não conseguia formular uma frase. Ele coçou os olhos, estava sonhando, tinha que estar! Não era Tony ali, mas parecia, parecia muito. Seu cérebro insistia que estava ficando louco. 

E como se o turbilhão de sentimentos no peito do Rogers não fossem o suficiente para lidar, o holograma voltou a falar. “Eu morri, né?” E foi aí que Steve travou, sentindo o coração apertar ainda mais. “Porque se eu ‘tô aqui, é porque eu morri.” Ele voltou a explicar com aquela voz bastante didática, enquanto andava para lá e para cá fazendo gestos com as mãos.

Exatamente como Tony. 

“Eu lembro de ter feito backup da minha consciência antes de montar a manopla.” Esclareceu, vendo que Steve parecia confuso e principalmente chocado.

O loiro quase se beliscou para ter certeza de que aquilo tudo era real.

“E então, me conta. Como foi?” Tony subiu no sofá, deixando seu rosto quase próximo do de Steve, que sentiu o coração bater ainda mais rápido. "Como eu morri?" A gente venceu? Eu aposto que sim, já que você 'tá aqui." 

Ele tinha um enorme sorriso no rosto, parecia bastante animado para saber. 

Steve decidiu tomar a melhor decisão que conseguiu pensar. 

Ele correu até o objeto no balcão, desligando-o no mesmo momento. 


Notas Finais


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