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História The stars lean in a little closer all because of you - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Uno


Caitlin Snow-Allen não era uma mulher imprudente. Na verdade ela era bem contundente. Mas naquele momento ela não estava afim de ser racional e tinha todo o direito disso. 

-Você definitivamente não deveria fazer isso. - Barry disse, ele estava sentado na borda do sofá observando cada movimento dela com bastante atenção. Caitlin se esticou um pouco mais e apalpou a prateleira atrás do que tanto queria. - Você é um perigo para você mesma, Caity. Estou preste a pedir uma intervenção para você. 

-Se você continuar a falar eu vou me desconcentrar. - ela murmurou e sorriu quando seus dedos tocaram a caixa de papelão que tanto procurava. 

-Caity, desça daí. Você não está em condições de fazer isso. 

Caitlin revirou os olhos e ignorando o pedido dele puxou a caixa até finalmente conseguir pegá-la com as duas mãos. Se virou para Barry ainda sorrindo e mostrou a caixa de papelão, desceu da cadeira com cuidado e jogou a caixa na mesa. 

-Veja, sem nenhum arranhão. - ela falou dando uma volta para que pudesse analisá-la. - Satisfeito?

-Você é médica pediatra especializada, porque não consegue entender que a minha preocupação é válida. 

-Porque eu adoro ver seu olhar de preocupação toda vez que eu faço algo. - Caitlin caminhou até o sofá e se sentou no colo de Barry. A mão dele vagou até a barriga dela, uma grande barriga de oito meses, seu toque fez o bebê se mexer. 

-Está ouvindo isso? Sua mãe ainda vai me causar um infarto. - Barry disse ao bebê que se mexeu novamente, desta vez por causa da voz de seu pai.

-Não escute ele. Eu sou a médica licenciada aqui. 

Barry riu antes de beijá-la. 

-Vamos terminar de arrumar isso antes de Cisco e Cindy chegarem. - ele falou colocando-a com delicadeza no sofá. - Vou buscar a comida. 

Caitlin observou Barry seguir para a cozinha e aproveitou para deitar no sofá e esticar as pernas. A gravidez havia sido uma surpresa, poucas semanas depois de voltarem da casa dos pais de Barry, ela havia descoberto sobre a gestação. Barry tinha ficado radiante com a novidade e feito tudo o que queria, e não queria, havia lido todos os livros possíveis sobre bebês e antes de mesmo dos cinco meses havia comprados os móveis. Caitlin era agradecida por ele ter bom gosto ou ela teria matado-o. 

Eles haviam entrado em um acordo para não saber o sexo do bebê antes dele nascer, algo que Cisco particularmente achou irritante, mas Caitlin queria assim, e embora a ansiedade às vezes lhe consumisse por dentro, ela sabia que ficaria bem quando tivesse seu bebê em seus braços. 

Inconscientemente levou a mão até a barriga, com os dedos traçou linha e curvas contínuas sentindo o bebê quando se mexer com dificuldade, sua obstetra havia falado que quanto mais perto chegasse do parto, menos o bebê se mexeria. Caitlin sabia disso, por isso ficava feliz quando o sentia se mover ao seu toque, mas naquela noite ele parecia bem mais agitado que o comum.

-Você é o melhor presente que eu já ganhei em toda a minha vida. - ela sussurrou sorrindo, mas então seu sorriso se desfez quando ela sentiu um incômodo em seu útero. Balançou a cabeça se livrando daquela sensação e com dificuldade se sentou no sofá. A campainha tocou anunciando novos convidados, Caitlin se ergueu e caminhou até a porta, sorriu para Cisco e Cindy.

-Vamos começar a festa? Trouxe a bebida. - Cisco ergueu uma garrafa tampada com algum líquido amarelo. - E é natural! 

Caitlin riu e deu um passo para o lado para que eles entrassem, mas teve que reprimir o gemido quando sentiu uma nova pontada de dor. Respirou fundo e fechou a porta. 

×××

-E eu ganhei! - Cisco puxou as moedas de plástico para si com a mesma energia de quem ganhava dinheiro de verdade. Caitlin riu enquanto jogava as suas cartas na mesa. 

-Isso é injusto. Eu estou grávida, eu deveria ganhar. 

-Você sabe que não pode usar sua gravidez para tudo, não é? - Cindy disse enquanto se levantava do chão e ia buscar mais vinho na cozinha. 

-Eu estou grávida, eu posso tudo. - Caitlin afirmou e se levantou do sofá, outra pequena pontada de dor atravessou seu corpo, desta vez ela não conseguiu reprimir o gemido.

-Caitlin, você está bem? - Barry indagou se apressando até ela. Ele envolveu a cintura dela com o braço para mantê-la em pé. 

-Estou com um pouco de dor. 

-Você acha que devemos ir ao hospital? 

Caitlin assentiu sentindo aquela dor se tornar mais forte. Barry rapidamente a levou para o carro enquanto gritava ordens para Cindy e Cisco. Caitlin sentiu o mundo se mover mais rápido a medida que se aproximava do hospital, a mão de Barry segurava e lhe repetia que tudo ficaria bem, mas as palavras pareciam apenas sussurros para ela. Quando chegou ao hospital sentiu que algo estava errado, seu bebê não estava mais se movendo e seu mundo parou. 

-Está tudo bem. Tudo vai ficar bem. - Barry assegurou tentando fazê-la se acalmar. Caitlin o ignorou enquanto buscava algum movimento dele com as mãos, mas ele não se movia. 

-Barry. - Caitlin deixou as lágrimas escorrerem enquanto se sentia ainda mais frenética e nervosa. Seu bebê tinha que se mover, ele precisava se mover para que ela finalmente pudesse respirar. - Por favor não. 

O bolo em sua garganta aumentou quando outra dor, desta vez mais forte e intensa, tomou conta de seu corpo fazendo-a gritar com mais força. Barry segurou sua mão deixando-a que ela a apertasse com força. 

-Ele está bem, Caity. Ele vai ficar bem. - ele afirmou beijando a mão dela. Caitlin fechou os olhos e deixou toda aquela angústia transbordar em lágrimas quentes contra o seu rosto. 

Ela desejou que sim. Ela torceu para que sim. Ela rezou para que sim. Então ela veio.

Era apenas um pequeno ser humano usando um gorro grande demais, mas para Caitlin, ela era perfeita. 

Havia um vidro entre elas, havia muito entre elas e Caitlin odiava isso. Observar sua filha através do vidro não era o que ela queria. Ela queria tê-la em seus braços, abraçá-la, alimentá-la, mostrar que estaria ali, porque ela sabia muito bem que o primeiro contato da mãe com a criança era extremamente importante, mas também sabia que sua bebê precisava daquele cuidado extra de estar na incubadora. Ela era um bebê prematuro moderado, nascida apenas algumas semanas antes do que o previsto devido o deslocamento da placenta, mas fora isso ela tinha nascido com um peso adequado e pulmões desenvolvidos o suficiente para que ela não precisasse de aparelhos.

Caitlin sentiu Barry se agachar ao lado da cadeira de rodas que ela usava. Haviam sido longas horas que ele nunca saiu de seu lado, nem por um mísero segundo ele havia se afastado, ele nunca iria mesmo se fosse forçado. 

-Cisco e Cindy foram para casa, eles disseram que vão voltar daqui a algumas horas com roupas limpas para nós. - Barry disse e ela assentiu, Cisco e Cindy haviam ficado esperando por eles durante toda a noite apenas para ter certeza que elas ficariam bem. - Você não quer voltar para o quarto? Descansar um pouco.

-Eu estou bem. Apenas preciso ficar com ela. 

Barry balançou a cabeça sabendo que ela não sairia dali tão cedo.

-Talvez devêssemos dar um nome a ela, eu adoro que ela seja chamada de garota Allen, mas acho que seria melhor um nome real antes dos nossos pais chegarem.

-Nós tínhamos uma lista. - Caitlin lembrou. - Deve estar na minha bolsa. 

-Não precisamos dele, eu decorei todos os nomes. - Barry bateu o dedo indicador contra a lateral da cabeça. 

-Sério?

-Claro. Deixa eu ver, se fosse um menino tínhamos a opção de escolher entre, Hugo, Danny, Theo ou Jake. Mas se fosse menina, e obrigada ao céus por ter sido uma menina. - Barry olhou para cima e piscou, Caitlin bateu de leve no ombro dele enquanto soltava uma risada suave. - Tínhamos escolhido, Elisa, Amélia, Katherine ou Emma. 

-Escolha difícil. Adoro todos esses nomes. 

-Eu também. Talvez devêssemos deixar ela escolher. 

Caitlin franziu a testa confusa, era impossível um bebê recém nascido decidir algo. Mas Barry parcial determinando a mostrar o contrário. Em questão de minutos Caitlin se viu ao lado da incubadora de sua filha, seu coração bateu com força ao observar o pequeno ser que ela mesma havia gerado, seus braços e pernas, seu pequeno nariz e olhares, uma pequena vida que iria crescer e se tornar alguém que Caitlin iria se orgulhar. 

-Temos poucos minutos, então teremos que ser rápidos. - Barry disse enquanto posicionava a cadeira de frente para a incubadora. 

-E como você pretende fazê-la escolher seu próprio nome?

-Simples. - Barry guiou a mão de caitlin para dentro da incubadora, ela prendeu a respiração quando sentiu a pele quente de sua filha, lágrimas se formaram em seus olhos quando a pequena mão envolveu seu dedo. - Agora nós vamos falar nossas sugestões, no nome que ela reagir, será o seu nome.

-Barry isso é ridículo. 

-Ridículo ou não, nós estamos dando a ela o poder da escolha. Então se no futuro algo acontecer poderemos dizer que a culpa não foi nosso.  - Caitlin riu descrente com a ideia dele, mas deixou que continuasse. Barry se voltou para sua garotinha e disse. - Tudo bem, minha estrelinha. Agora é com você. Elisa. - Caitlin encarou sua filha, mas ela não se moveu, continuou a dormir calmamente. - Amélia? - novamente nenhuma reação. - Katherine? - a bebê soltou um pequeno suspiro, mas apenas isso. - Isso vale como um talvez?

-Não sei. Mas ainda temos um. - ela disse e então se aproximou da incubadora e falou. - Emma. 

Sua pequena garotinha se virou para eles e abriu seus lindos olhos que pareciam esmeraldas. Caitlin prendeu a respiração por um segundo e então olhou para Barry com o maior sorriso que ela conseguia. 

-Parece que temos um nome vencedor, não é? - ele disse também sorrindo. - Olá Emma, minha pequena estrelinha. 

Caitlin riu e voltou a observar a filha. Sua filha com o amor de sua vida. 

-Olá Emma. 


Notas Finais


E vamos de quarentena. Espero que todos estejam se cuidando e seguindo as recomendações. Tenham cuidado e fique bem.


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