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História The Story Of My Life - Capítulo 16


Escrita por: e Nightmare_08


Notas do Autor


Oi amores! Como estão?
Confesso que estou a cada dia mais surpresa com os favoritos recentes e com a quantidade de visualizações depois de tantos anos em hiato. Vocês - mesmo indiretamente - me motivam à concluir minhas histórias <3
Espero que gostem desse capítulo. Confesso que tive de dividi-lo em 2 para que não ficasse absurdamente grande, o que significa que, se tudo cooperar, em breve postarei a continuação.
Boa leitura! <3

Capítulo 16 - Estabelecendo Limites


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Ponto de vista de Alec Volturi

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Estar em solo americano para um final de semana de folga era algo estranho. Em todos esses séculos de vida, essa é a primeira vez em que saio de Volterra sem ter a obrigação de perseguir algum criminoso ou procurar testemunhas de aparições indevidas para humanos. Ter ao meu lado alguém que me faz sentir como se fosse adolescente novamente apenas aumentava minhas expectativas de que esse final de semana seria memorável.

Enquanto Alice dirigia rumo a mansão dos Cullen, Jane e Jasper tentavam conversar sobre amenidades de uma forma estranha. Era visível o desconforto do casal que ocupava os bancos da frente e o deslocamento de Jane, que olhava para a paisagem através das janelas com o mesmo olhar desgostoso que costumava ter quando nossa mãe a mandava buscar lenha na floresta. Contrastando com o desconforto alheio, eu conversava em tom baixo com a outra criatura loira ao meu lado, que passou o trajeto inteiro comentando sobre coisas que poderíamos resolver e conhecer durante os primeiros dias de estadia em Forks enquanto mantinha sua cabeça apoiada em meu ombro.

Conforme nos aproximamos da luxuosa casa pude notar alguns lobos observando o carro e correndo na direção contrária (onde supus ser a localização da reserva Quileute de La Push). Assim que descemos do veículo, Carlisle e Esme vieram nos cumprimentar de maneira amistosa.

— Sejam bem vindos à sua futura nova casa. - Carlisle disse ao apertar minhas mãos e as de Jane. Esme, por sua vez, honrou o título de matriarca do clã e nos puxou para um abraço carinhoso.

— Espero que se sintam à vontade. Apesar dos nossos desentendimentos com seus mestres no passado, estamos dispostos a construir uma relação mais amigável com todos daqui por diante. Precisaremos de uma boa convivência para colher bons futuros frutos. - Ela disse, surpreendendo Jane, que pareceu paralisar ao receber o abraço.

— Concordo plenamente. No que depender de mim nossa convivência será tão pacífica quanto um retiro budista. - Brinquei, notando sua expressão ficar mais aliviada.

— Espero que possamos cooperar uns com os outros neste período, senhora Cullen. - Jane por fim falou, usando o mesmo tom formal e frio que utiliza com os visitantes do palácio. Nesses momentos eu realmente gostaria que a famosa “ligação mental de gêmeos” existisse pra xingar ela sem ser considerado um brutamontes.

— Não vejo nada diferente para o futuro dessa aliança, querida. - Respondeu Alice, quase cantarolando enquanto subia as escadas.

 

 Retirei as bagagens do carro e as levei até o terceiro andar, onde Jasper apontou que ficavam os quartos reservados para nós. Bia havia comentado sobre a repentina reforma que a baixinha havia decidido fazer na semana anterior e não pude deixar de reparar no excelente trabalho executado no ambiente. Não havia sinal algum de que uma obra de tal porte havia sido realizada recentemente, exceto pelo leve cheiro de tinta fresca que ainda pairava pelo ambiente e pelo perfeito estado do piso de madeira, pouco mais escuro que os do restante da casa. Os quartos certamente eram menores que os do palácio, mas também eram estranhamente acolhedores. Em questão de segundos pude me sentir em casa, acolhido pela luz esverdeada que tomava conta das grandiosas janelas.

Comecei a organizar minhas coisas no pequeno closet enquanto ouvia os sons das vozes de Jane e Bia ficarem cada vez mais próximos. Elas conversavam algo sobre as dezenas de diplomas e certificados pendurados nas paredes, mas não me preocupei muito em prestar atenção.

- E no último andar temos os novos quartos. Separamos os dois primeiros para você e Alec, e possivelmente me mudarei para o final do corredor após a festa. Rosalie e Emmett sempre gostaram da localização do meu quarto e do fato dele ter o isolamento acústico mais reforçado que os demais. Alice usou isso como moeda de troca para convencer Rosie de aceitar a reforma, de certa forma. - Bia comentou enquanto ambas terminavam de subir as escadas lentamente, observando os detalhes da arquitetura moderna da casa.

- Isolamento acústico reforçado, mocinha? - Jane perguntou com seu tom de voz perverso de costume enquanto nossa híbrida ficava levemente corada.

- Antes que pense bobagens, tive problemas com pesadelos quando passei a morar com os Cullen. Qualquer resmungo meu fazia com que Emm e Jas aparecessem no quarto para verificar se eu estava bem. Não é muito bacana ser uma pré-adolescente e ter seus irmãos adultos vigiando o seu sono todos os dias. - Ela comentou um pouco envergonhada enquanto ajeitava seus cabelos atrás da orelha. -  Esme pensou nessa alternativa para deixar todos mais tranquilos.

- Foi bom avisar isso. Conheço alguém que arrombaria a porta em milésimos se ouvisse um suspiro mais pesado sequer vindo do seu quarto. - Jane comentou, encostando as costas no batente da porta do meu novo dormitório temporário.

- Falando assim até parece que fui eu quem atacou Aro só por ter se afobado com o barulho da porta. - Comentei, fazendo com que o sorriso da minha querida irmãzinha se transformasse numa careta e as sobrancelhas de nossa anfitriã se arqueassem.

- Isso foi a 400 anos atrás! Eu ainda não tinha me acostumado com a intensidade dos sons. - Ela retrucou, disparando uma pequena fagulha de seu dom em mim. 1 milésimo de segundo foi o suficiente para que eu sentisse uma pontada na cabeça e cambaleasse para trás. 

- Sem brigas, crianças! Que tal deixarmos o conflito familiar pra depois e aproveitarmos a luz do dia para conhecer os arredores da casa? Vocês precisarão conhecer os limites da floresta quando vierem morar aqui.  - Bia disse, apaziguando minha irritação. Jane comentou algo sobre ir trocar de roupas enquanto nos deixava a sós.

- Pra quem viveu por tanto tempo num palácio com quartos gigantescos e jardins secretos, acho que vai ser difícil que se acostumem com o espaço reduzido. - Ela falou, sentando-se nos pés da cama e começando um ciclo de colocar minhas camisas em cabides e me entregar. Comecei a pegar as peças e guardá-las rapidamente no armário.

- Quartos grandes nem sempre são tão acolhedores. Me senti bem aqui, mesmo sabendo que é temporário. Espero encontrar algo nos mesmos padrões pelas redondezas. - Comentei enquanto pegava meu manto no fundo da mala e o estendia para usar. Algo no olhar dela parecia reprovar minha escolha. - Algo errado?  - Perguntei.

- Estamos na cidade mais cinzenta e chuvosa do país, longe o suficiente para que humanos não passeiem pelos arredores da casa ou pela floresta. Não precisam temer o pouco de luz solar que aparecer por aqui, nem precisarão usar isso na escola. - Ela disse, me trazendo para o aspecto fashion da minha nova missão. Se iria me camuflar entre os adolescentes humanos, teria que começar a me vestir e agir como um.  

- Tem razão. São anos de costume, então pra mim, ou melhor, para nós, é estranho pensar numa vida sem o sol italiano, sem dresscode e sem mantos e casacos pesados. - Admiti, recebendo um sorriso condescendente como resposta.

- Voltando ao assunto “Nova casa, nova vida”, Carlisle já disse que podem ficar aqui pelo tempo que precisarem. A menos que Aro compre algum terreno na vizinhança e construa algo em tempo record, acho difícil encontrarem uma locação com padrões semelhantes nas redondezas. - Ela disse, levantando-se e alinhando o cobre leito pouco amassado. - Não faz sentido terem vindo para ficar perto de mim e acabarem morando em outra casa.

Algo em mim parecia me atrair para perto daquela pequena criatura cada vez mais. Quebrei a pouca distância entre nós e parei em sua frente, acariciando sua bochecha com o polegar. Por mais que relutasse em admitir, durante os dias que ficamos distanciados havia sentido falta de possuir o privilégio de poder tocá-la a qualquer momento, de sentir o seu cheiro em minhas roupas e de ouvir sua voz pelos corredores. Algo na imensidão daqueles olhos azuis me fazia querer gritar pro mundo o que sentia, apesar de saber que não seria tão fácil lidar com as consequências.

- Mia bambina, nem tudo é tão simples. Aro nos quer vigiando o “tesouro” dele, mas ainda não confia em Carlisle como confiava no século passado. Ele certamente não vai querer que habitemos o antro do clã que o afrontou, mesmo sabendo que essa afronta acabou sendo benéfica para o próprio. - Respondi enquanto ela segurava minha mão e fazia beicinho.

- Nem se eu argumentasse o suficiente e conseguisse apoio de Marcus para isso? - Perguntou com um pouco de manha. Me limitei a segurar o riso enquanto negava com a cabeça. Antes que perdesse o controle por conta da nossa proximidade excessiva os resmungos pouco distantes de Jane me trouxeram à consciência. 

- Acho melhor esperarmos lá embaixo antes que ela coloque os dons em prática novamente. - Bia disse, parecendo perceber o que eu estava prestes à fazer enquanto afastava o rosto do meu toque, me puxando porta à fora.

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Ponto de vista de Bia Cullen

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Minha tarde foi resumida em correr com os gêmeos até a divisa do território quileute,  aproveitar o passeio para caçar e ouvir as piadas de Jane sobre minha dieta “vegetariana”. Após minha caçada, retornei para o local onde os gêmeos escolheram ficar me esperando e os encontrei sentadinhos em pedras como crianças obedientes. Enquanto Alec parecia estar bem apenas por apreciar a paisagem e absorver o pouco de sol que o atingia pelas frestas entre as copas das árvores, Jane parecia analisar cada trecho da mata com certo desgosto. O cheiro dos lobos era forte onde estávamos, e isso nitidamente a irritava.

 

- Então é ali que os cães se escondem? - Ela pirraçou, olhando ao longe onde dois lobos de pelos escuros brincavam um com o outro.

- Para o seu bem, tente não chamá-los de cães em público. Sabemos que você pode fritar a mente deles, mas acredite, eles são bem eficientes em causar ferimentos sérios em segundos naqueles que os irritam. - Alertei enquanto subia numa enorme macieira e via seu sorriso sombrio se alargar. 

- Ah cunhadinha, tem certas coisas sobre nós que você ainda não sabe. Eu amo brincar com os cães, principalmente quando a brincadeira envolve queimar os ossinhos deles... - Retrucou, enquanto Alec a repreendia.

- Irmã, controle as provocações. Não teremos motivos para brigar, ao menos por enquanto. Você se lembra muito bem da última vez que os encontramos, principalmente do que Aro disse ter visto. - Ele disse em tom de aviso, fazendo com que Jane levasse a mão ao pescoço e balançasse a cabeça como se quisesse afastar o pensamento. A visão que Alice teve sobre o que poderia ter acontecido naquele embate na clareira não havia sido nada positiva para o lado dos Volturi, e a reação de Jane apenas reforçou a péssima lembrança que eu tinha do que poderia ter acontecido caso um raio de sanidade não tivesse atingido meu tio. Após alguns segundos em silêncio, estiquei minha mão o suficiente para pegar uma maçã num galho próximo e a mordi, apreciando a doçura do fruto.

- Como uma pessoa consegue se alimentar de dois leões da montanha e comer frutinhas em seguida? - Jane perguntou, fazendo careta enquanto me observava. 

- Toda boa refeição tem sua sobremesa. Apenas uno o útil ao agradável. - Respondi, arremessando dois frutos para baixo. Jane inspirou profundamente o aroma de uma das maçãs, mas acabou repassando ambas para Alec, que parecia tão leve quanto uma pluma ao vento enquanto se deliciava com a doçura dos frutos. Seus cabelos estavam levemente bagunçados da corrida e as mangas de sua camisa estavam dobradas até o antebraço, fazendo com que toda a sua habitual seriedade se esvaísse.

- Pelos sons, garanto que não foi nada agradável para os pobres leões. - Ele me provocou enquanto eu colhia alguns frutos e os guardava numa sacolinha de pano que havia levado  em meu bolso.

- Prefiro ouvir alguns rugidos ao invés de gritos. No mínimo minhas presas não sabem falar e implorar para continuarem vivas. - Retruquei enquanto ambos reviravam os olhos.

- Vou chamar o greenpeace para você, mocinha. Muitos humanos não são dignos de viver; nós apenas adiantamos o extermínio deles. - Jane rebateu. Entramos num pequeno debate entre a alimentação vegetariana e a alimentação com sangue humano, até que pouco tempo depois notamos sons de passos rápidos se aproximarem. Desci da árvore com cuidado, pegando duas das maçãs que havia colhido em mãos. 

- Acha que pode ser uma tentativa de ataque? - Alec perguntou,soltando um pouco de sua névoa paralisante ao seu redor e se posicionando para atacar caso fosse preciso. Apenas ri, dando de ombros.

- O único ataque que pode acontecer aqui é a essas frutas. Talvez, se quem estiver vindo for quem imagino, tenhamos um pequeno ataque de ciúme de brinde. Fiquem tranquilos. - Respondi enquanto os dois lobos se aproximavam. Pelos tons claros da pelagem pude distinguir Leah e Seth, que rosnavam baixo para os meus dois acompanhantes. 

- Reconhece-os ou devemos imobilizá-los? -  Jane perguntou, utilizando seu tom de voz entediado e indiferente de costume.

- Alec e Jane, conheçam Seth e Leah. Eles moram na reserva de La Push e são amigos da minha família desde que Bella e Edward começaram a namorar. Seth e Leah; conheçam meus novos amigos e sentinelas. - Falei, me aproximando.

 Seth me farejou cuidadosamente, como se quisesse se assegurar que eu estava segura. Estiquei minha mão para acariciar sua cabeça e ele encostou a lateral do focinho em minha coxa, lançando um olhar voraz na direção dos irmãos. Enquanto isso, Leah rondava os gêmeos enquanto emitia rosnados baixos. Apesar de saber que ela provavelmente estava memorizando seus cheiros para transmitir a informação para o resto da matilha, me senti apreensiva.

- Controle seus cães, Cullen. Não viemos de tão longe para aguentar birras de pulguentos. - Jane falou, fazendo com que os lobos respondessem com rosnados mais fortes.

- Jane, não os provoque e Leah, pare de tentar assustar meus amigos! - Ordenei. A enorme loba se aproximou de mim e me encarou com um olhar irritado. - Precisarão aprender a conviver decentemente. Nada de joguinhos de poder nem de ameaças, estamos entendidos? - Completei. Os lobos então abaixaram suas cabeças brevemente, em concordância. Olhei na direção dos gêmeos e arqueei uma sobrancelha, esperando que ambos se manifestassem.

- Não atacaremos ninguém a menos que sejamos atacados. Podem ficar tranquilos. - Alec respondeu, levantando as mãos. Entreguei  uma maçã para cada transmorfo, observando a forma como eles eram capazes de destruir o fruto por completo em segundos. 

- Irão jantar em casa hoje? - Perguntei, recebendo a resposta negativa de Leah através de um aceno. Seth apenas deu duas piscadas longas para mim, e eu sabia exatamente o que ele me pedia com aquilo.

Abaixei-me e encostei a palma de minha mão em sua testa, concentrando-me em clonar o dom de Edward misto com o de Aro e ler o que se passava em sua mente. Entre os diversos pensamentos possessivos derivados do cheiro que ele havia detectado em mim, encontrei seu receio em ir até a casa. Apesar de saber da nossa nova aliança com os Volturi, ele ainda não confiava o suficiente para estar no mesmo ambiente que vampiros impiedosos como eles, e sentia medo de me ver com outro homem.

- Você sabe que esses pensamentos à meu respeito não são sobre algo real por enquanto, mas que nada impede que se transformem em algum tempo. Não nutra expectativas irreais sobre algo que nitidamente não daria certo, Seth. Já conversamos sobre isso.  - Pedi, observando o brilho de seu olhar diminuir. Era duro dizer aquilo sabendo que feriria seus sentimentos, mas não poderia deixar de esclarecer as coisas sabendo que cedo ou tarde eu possivelmente me relacionaria com alguém de minha espécie e teria de lidar com a possessividade de Seth.

Me levantei, limpando os pêlos de minha calça e arremessei mais dois frutos para os lobos.

- Não precisa se sentir inseguro. Sabe que sempre será bem vindo em casa, seja em qual for a circunstância na qual estivermos, mas respeito a sua decisão. Não se force a nada. - Completei, virando na direção dos gêmeos. Sem precisar de mais palavras, seguimos para casa rapidamente. Jane ainda tentou especular sobre o assunto que discuti com “a besta peluda”, mas desconversei. 

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Ao chegar em casa segui imediatamente para um longo banho, desesperada para tirar o cheiro de Seth de mim e apagar sua frustração de minha memória conforme a água caía. Ao sair do banheiro, enquanto procurava minha escova de cabelos, ouvi leves batidas em minha porta.  

- Podemos conversar? - Alec perguntou, abrindo uma pequena brecha da mesma. Assim que permiti sua entrada, percebi seus olhos percorrerem discretamente o meu corpo e pararem em meu rosto. Ele estava vestido com sua tradicional roupa social, destoando um pouco dos detalhes claros e delicados de meu quarto. 

- Senhor Volturi, seja bem vindo ao meu refúgio. Sente-se onde preferir, sou toda ouvidos. - Falei enquanto me acomodava na poltrona em frente à janela. Ele então percorreu o quarto, sentando-se na beira de minha cama, de frente para mim. Algo em seus olhos parecido com agonia ou frustração me chamou atenção.

- Promete que será totalmente sincera? - Ele perguntou. 

- Sou incapaz de agir de outra forma contigo. - Respondi, endireitando minha postura. Ele curvou-se um pouco para a frente, olhando no fundo de meus olhos. 

- Você e aquele... lobo que encontramos na floresta já tiveram algo? - Ele perguntou com visível nojo em seu tom de voz. Ciúmes flutuavam por seus olhos ao lançar a pergunta para mim, e não era preciso sequer clonar os dons de Jasper para notar isso.

- Seth foi o primeiro a se interessar por mim durante o início da minha adolescência. Sempre soubemos que nunca daríamos certo pelas diferenças gritantes e por eu não corresponder às investidas dele, mas continuamos sendo amigos. Acabei permitindo que ele me beijasse uma vez, e desde então ele age como se eu fosse o imprinting dele. - Confessei, vendo sua expressão se tornar cada vez mais séria.

- E você é? - Ele perguntou, com o tom de voz pouco mais frio.

- Sam e Jacob afirmam que não, mas ele infelizmente acha que sim. Carlisle e Edward acham que o que ele sente por mim é semelhante ao que Jacob sentia por Bella: apenas desejo e sentimentos confusos demais para que ele possa expressar de outra maneira. Não é amor, é apenas posse. - Respondi, vendo sua expressão parecer mais tranquila.

- E não existem possibilidades de que você siga as tendências de família à desobedecer regras e decida se misturar à ele? - Perguntou, me fazendo rir. Segurei suas mãos delicadamente, fazendo com que ele olhasse no fundo dos meus olhos.

- Fique tranquilo. Se fosse para descumprir regras e comprar briga com toda a minha família, não seria ele o escolhido. - Respondi, sentindo meu rosto corar um pouco. Seu sorriso de canto de boca deu o ar da graça, levando toda a seriedade que havia dominado sua expressão.  Delicadamente, ele puxou minhas mãos para que eu ficasse de pé na sua frente e envolveu minha cintura com suas mãos determinadas. - Não precisa ter ciúme. - Sussurrei em seu ouvido, sentindo um frio na barriga conforme seus lábios tracejavam o trajeto até meus lábios. Ele me beijou de forma mais intensa que as vezes anteriores, com uma urgência maior, como se estivesse ansioso por aquilo. Em segundos minhas mãos estavam em seus cabelos e eu estava em seu colo, sentindo o calor em minhas veias ficar cada vez mais intenso, assim como o volume abaixo de mim.

Antes que algo pudesse acontecer, ouvimos 3 breves batidas na porta, capazes de nos despertar do estado de transe no qual estávamos. Ajeitamos nossos cabelos rapidamente, prendendo o riso ao nos encararmos. Jane abriu a porta sutilmente enquanto ambos ficávamos de pé. Ela nos encarou de cima a baixo, dando seu sorriso perverso ao constatar o que estava prestes a acontecer.

- Lamento atrapalhar o casalzinho, mas Carlisle e Jasper têm pressa. O senhorio de um dos imóveis que ficamos de visitar já está nos esperando no apartamento. É melhor nos apressarmos, irmãozinho. Recomponha-se e desça.  - Ela disse, saindo com a mesma sutileza com a qual entrou.

- É melhor ir logo. Jas pode parecer calmo, mas fica incrivelmente rabugento quando alguém se atrasa. - Comentei enquanto ele desamassava a calça com as mãos.

- Estou há séculos convivendo com Caius. Definitivamente não quero conviver com o mau humor de outro cara durante a minha folga. - Respondeu, beijando minha testa enquanto saía do quarto. 

Fiquei por alguns instantes tentando regular minha respiração enquanto fitava o vazio em minha frente, imaginando o que poderia ter acontecido caso não fossemos interrompidos.

 


Notas Finais


Sinto um leve cheiro de uma futura competição entre dois mocinhos, e vocês?
Espero que tenham gostado desse capítulo e que manifestem suas opiniões aqui nos comentários.

Aaah, e antes que eu me esqueça: Estou pensando em disponibilizar para vocês uma playlist com as músicas que me inspiram a escrever essa história. O que acham?

Muito obrigada por terem lido até aqui! Até breve! ❤


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