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História The Story Of My Life Parte.:2 REPOSTAGEM - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Yey \O/
Capítulo novinho, recém revisado, mas, como sempre, pode ser que algumas coisas tenham escapado.
Espero que gostem e se divirtam!!
Comentem!!!

Capítulo 3 - Capítulo 3


- Então esse tal Dr. Banner estava tentando recriar o soro usado e mim? – Steve olhava incrédulo as filmagens do Hulk.

- Todos estavam, você foi primeiro super-herói do mundo. – Coulson comentou.

- Banner achou que a radiação gama poderia ser a chave para desvendar a fórmula original de Erskine. – Anna contou.

- Não deu muito certo, né?

- Não muito. Mas quando ele não é aquela coisa...

- Aquela coisa tem nome. – Anna o corrigiu.

- Quando ele não é o Hulk. – Coulson se corrigiu. – Ele é como o Stephen Hawking. – Sem entender a referência, Steve esperou a explicação.

- Um cara muito inteligente. – Anna explicou.

- Devo dizer que eu estou honrado em conhece-lo oficialmente. – Sorrindo Coulson parecia uma criança encontrando seu astro preferido pela primeira vez.

                Todos que conhecem Coulson, sabem do seu fascínio e admiração pelo Capitão América, por isso foi impossível para Anna não sorrir ao ver o amigo tão animado.

- Eu já o conhecia, eu o vi dormindo, quer dizer, vi você enquanto estava inconsciente por causa do gelo. – Se enrolando, Coulson não conseguia se fazer claro.

- O que ele quis dizer é que ele foi o encarregado pela sua segurança, enquanto você ainda era um picolé. – Rindo da própria piada, percebeu que ninguém achou graça. – Qual o problema de vocês, foi engraçado.

- Tony é uma péssima companhia. – Coulson salientou.

- Você trabalha com para o Tony Stark? – Steve estava confuso. – Pensei que fosse uma agente.

- E sou. – Confirmou. – Eu não trabalho para o Tony, embora ele já tenha sido meu trabalho, mas, no momento, somos um casal... Ou éramos. – A última parte saiu mais baixa.

- As coisas ficaram tão ruins assim depois que saí? – Coulson se sentia um pouco culpado.

- Foi melhor do que eu esperava, mas mesmo assim ele não gostou muito de ver que eu faço parte da Iniciativa.

- Você também foi recrutada? Qual sua experiência em campo? – Steve fez uma péssima escolha de palavras, mesmo que sua pergunta fosse inocente. Encarando-o com uma das sobrancelhas arqueadas, Anna cruzou os braços na frente do peito. – Desculpa, mas é que você não me parece alguém com conhecimento suficiente para esse tipo de situação.

- E qual seria o tipo de experiência necessária para esse tipo de situação? – Curiosa, Anna quis saber.

- Bem... Eu tenho habilidades...

- Por causa do soro. – O interrompeu. – Se não fosse ele, acho que não estaríamos aqui. – Deu de ombros. – Tudo que você é, saiu de um tubo de ensaio.

- E mesmo assim, como você mesma disse, eu, mesmo que ninguém saiba do quê realmente, salvei o mundo. – Concluiu. – Estamos lidando com algo que não é desse mundo, por isso não acho que pessoas comuns, mesmo agentes da S.H.I.E.L.D., sejam capazes de deter o que está por vir. Sem ofensas. – Assim que as palavras saíram de sua boca, Steve sentiu que tinha cometido um erro. De repente, uma tensão surgiu, até mesmo os pilotos da nave se viraram para olhar. Coulson estava pálido. O ar da cabine, de verdade, tornou-se rarefeito e Steve começou a ter dificuldades para respirar.

- Anna. – Coulson chamou. - Anna! – Ela tinha seus olhos fixos em Steve, que estava boquiaberto com o que via, e por estar sem ar também. Os olhos de Anna, que antes eram de um castanho intenso, haviam se transformado em tempestades. – Anna, você vai mata-lo. – Coulson segurou Anna pelos braços e a sacudiu, só então conseguiu tirar a mulher do transe. Steve caiu de joelhos no chão.

- Não sou só uma agente. – Riu de canto de boca. – Eu sou um dos motivos pelo qual essa Iniciativa existe. – Abaixando-se na altura de Steve, Anna falou ao pé do ouvido. – E o que eu acabei de fazer, é só um pouco do que eu sei fazer.

- O que você é? – Ainda tentando recuperar o fôlego, Steve quis saber.

- Depende, posso ser sua melhor amiga, ou o seu pior pesadelo, mas aconselho a primeira opção. – Piscou e caminhou para o fundo da nave, precisava ficar sozinha.  

- O que ela é? – Colocando-se de pé, Steve ainda queria uma resposta.

- Alguém que temos muita sorte de estar do nosso lado. – Contou.

                Assim que o quinjet pouso no porta aviões, Anna foi a primeira sair e passar por Natasha, que vinha recebe-los.

- Cuidado, Tasha, sua normalidade pode ofender o Capitão. – De forma sarcástica, e venenosa, Anna debochou de Steve e, sem dizer nada, caminhou para dentro da base.

                Ao chegar no deck de comando, Anna assumiu seu posto ao lado de Maria e, juntas, deram início ao protocolo de decolagem e, quando tudo estava sobre controle, se juntaram aos demais e Anna pode sentir um par de olhos fixos em sua direção.

- Como vão as buscas pelo Tesseract? – Ouviu Bruce perguntar.

- Estamos varrendo todas as câmeras com acesso sem fio do planeta. – Coulson explicou.

- Onde quer que eles estejam, vamos acha-los. – Anna comentou encarando Bruce pela primeira vez desde que chegou.

- Mas isso ainda não os encontrará a tempo. – Natasha não estava otimista.

- Precisamos redefinir as buscas. – Bruce começou a falar algo sobre conseguirem espectrômetros e uma série de outras coisas que Anna não conseguia entender, enquanto isso ela tentava, sem sorte, reativar o chip de rastreamento de Clint.

- Agente Petrov, poderia levar o doutor para o laboratório dele? – Nick pediu.

- Sim, senhor. – Ela respondeu abandonado o que fazia.

- Pode deixar que eu assumo daqui. – Natasha avisou. – Vamos encontra-lo. – Assegurou a amiga.

                Caminhando em silêncio, Anna guiou Bruce pelos corredores do porta-aviões, até onde um pequeno laboratório fora montado para que ele pudesse ter um espaço de trabalho. Durante o percurso Anna sentiu os olhos de Bruce queimar buracos em sua nuca.

- Pergunte de uma vez. – Disse parando de súbito na frente de Bruce, o que fez com que o homem colidisse contra Anna. – Antes que você se engasgue com o que tem para dizer. – Seus rostos estavam a milímetros de distância, podiam sentir a respiração um do outro.

- Por onde começar? – Respirando fundo, Bruce se afastou, com olhos fixos nos lábios de Anna, e se encostou na parede. – Então você trabalha para a S.H.I.E.L.D.?

- Aparentemente. – Dando de ombros, Anna se encostou na outra parede e esperou por mais perguntas, porém, quando não vieram, encorajou que elas fossem feitas. – Só isso que queria perguntar?

- O que aconteceu?

- Como assim ‘o que aconteceu’? – Arqueando uma de suas sobrancelhas, Anna esperou por uma resposta.

- Imagina a minha surpresa ao acordar e descobrir que você tinha ido embora no meio da noite. – Contou, cruzando os braços na frente do peito.

- E o que você achou que poderia ter acontecido? – Ela riu de forma irônica. – Você me mandou ir embora, Bruce, eu só fiz a sua vontade.

- Eu falei para você ir embora,  porque você mentiu para mim. – Rebateu. – Toda aquela encenação de menina rica que queria ajudar o mundo era uma farsa e, agora, estou entendo o que sua amiga Natasha quis dizer quando disse que a S.H.I.E.L.D. nunca me perdeu de vista. – Bufou. – Eles nunca perderam, porque você esteve lá para garantir isso.

- Nossa, você descobriu isso tudo sozinho? – Debochando, Anna tentava conter a raiva.

- Você é inacreditável.  – Passando por ela, continuou seu caminho.

- Para onde, vai? – A agente gritou.

- Para o laboratório. – Gritou de volta.

- Ele não fica nessa direção. – Ainda gritando, ela avisou e só então Bruce percebeu as placas a sua frente. Sanitários.

- Tem certeza que é uma boa ideia deixar eles dois sozinhos? – Steve perguntou ao Coulson assim que ouviu a gritaria. Na verdade, todos ouviram. – O cara verde pode não gostar.

- O cara verde morre de medo dela. – Coulson contou e Steve olhou para todos que estavam ali, que confirmaram o que o agente disse.

- Hulk e Anna tiveram um rápido encontro anos atrás e as coisas não acabaram boas para ele. – Maria comentou despretensiosamente.

- Anna foi designada para fazer a proteção de Bruce. – Natasha comentou.

- E por que o Hulk precisaria de proteção?

- Porque, embora ele não tenha conseguido replicar o soro do supersoldado, ele criou algo tão interessante quanto. – Nick assumiu a explicação. – Você pode imaginar o que alguém poderia fazer com uma criatura com mais de cinco metros de altura que é praticamente indestrutível?

- Nada de bom.  – Steve ponderou.

- Pois é, por essa razão, ele, mesmo contra a própria vontade, precisava de alguém por perto, que soubesse o que procurar e que, eventualmente, fosse capaz de lidar com ele, caso ele aparecesse. – Nick terminou.

- Quem precisa do soro do supersoldado quando se tem alguém com ela. – Steve fez a observação e sentiu todos ficarem tensos. – O que foi que eu falei de errado dessa vez?

- Você ficaria impressionado com a quantidade de pessoas que pensam assim. – Natasha disse.

- Ela é um supersoldado?

- Não. – Nick assegurou. – Anna é um tipo muito raro de mutante, além dela, só há mais uma no mundo.

- Ela também vai se juntar a nós? – Steve questionou.

- Não. – Nick respondeu com um pouco de pesar. – A última vez que se ouviu falar dela, ela tinha acabado de dar luz a sua filha e logo depois, as duas, desapareceram. – Nick contou, ele não aceitava ter falhado. – Anos depois a menina foi encontrada, mas nunca se teve notícias de Wanda.

- Por que vocês estão me contando tudo isso? – Desconfiado, Rogers estranhava o momento de franqueza.

- Para que você saiba com quem está lidando. – Maria o olhava sério e então ele percebeu o que estava acontecendo.

- Vocês ficaram sabendo do pequeno ocorrido no quinjet. – Concluiu.

- Sinto muito, mas toda vez que a Anna usa seus poderes, precisamos reportar. – Coulson admitiu.

- Anna não gosta que a subestimem. – Nick se aproximou do soldado. – E, muito menos, que desmereçam as habilidades de seus companheiros. – Olhando de Steve para Natasha, Nick indicou sobre quem ele falava. – Você precisa confiar em nós, Capitão, sabemos o que estamos fazendo.

- Eu juro que não foi a minha intenção ofender. – Admitiu. – Essa coisa de ser sociável está mais difícil do que achei que seria. – Contou. – Na maior parte do tempo não compreendo o que os outros falam e quando digo alguma coisa, sempre ofendo alguém. Eu realmente sinto muito.

- Temos uma ocorrência. – Um dos analistas informou, interrompendo a conversa. – Uma combinação de 67%... Corrigindo, 79%.

- Localização? – Coulson se aproximou.

- Stuttgart, Alemanha.

- Capitão... – Nick chamou. – É com você.

- Anna vai comigo. – Anunciou, enquanto saiu correndo para se trocar.

                Enquanto o Capitão América se preparava. Anna ainda bancava a babá de Bruce e dava para cortar o clima entre eles com uma faca de tão tenso que estava.

- Você vai ficar aí, parada, sem falar nada? – Bruce quebrou o gelo.

- O quer que eu faça? Não sei nada sobre isso aí que você está fazendo. – Entediada, Anna só queria sair daquela situação. A discussão do dia anterior com Tony ainda se repetia em sua memória.

- Para onde foi depois que...Você sabe.

- Eu voltei para Nova Iorque e recebi uma nova missão. – Disse vagamente.

- Você poderia ser mais específica, ou é confidencial?

- A filha do Tony foi sequestrada e nós ajudamos a encontrá-la... Quer dizer, nós tentamos, porque ele dificultou bastante a nossa vida e no filha a menina voltou sã e salva para casa, mas a S.H.I.E.L.D. não teve nenhuma participação nisso. – Narrou os acontecimentos.

- E depois?

- Algumas missões fora do país, até mesmo fora do planeta... – Essa segunda parte falou só para si. – Mas, basicamente, tenho feito serviços de segurança doméstica, qualquer ocorrência que levante suspeitas, eu sou enviada para investigar.

- Esteve ocupada.

- Sim, por que?

- Nada, só fiquei imaginando o que teria lhe impedido nesses últimos três anos de, pelo menos, de me avisar que estava viva. – Bruce alfinetou e viu os olhos de Anna se revirarem.

- Eu jamais faria isso. – Riu. – Só estamos na mesma sala nesse momento, porque eu recebi ordens para isso.

- Você me suporta tão pouco assim, ao ponto de não querer ficar no mesmo lugar que eu? – Sentindo-se rejeitado, Bruce sentiu Hulk se movimentar.

- Você não suportou me encarar depois que descobriu que eu era uma mutante. – Deu de ombros. – Você me mandou embora porque eu escondi de você que podia dar uma surra no Hulk, como dei. Por que eu iria me importar se você estava preocupado comigo?

- Você escondeu que era uma mutante e uma agente. – A corrigiu.

- Essa última parte você não sabia na época. – Confrontou. – Você simplesmente me rejeitou porque eu não era o que você achava, o que você queria que eu fosse. – Anna lembrava da dor que sentiu. – Eu estava completamente apaixonada por você, Bruce.

- E eu por você, mas você mentiu. – Reforçou sua teoria.

- Se essa é a verdade que te conforta a noite, acredite nela, mas nós dois sabemos que não foi a minha ‘mentira’ que te afastou de mim. – Anna não conseguia sentir raiva, ou desprezo por Bruce, mas decepção. – Não vou me desculpar por ter nascido assim e nem por ter escondido isso de você. – Sacudindo a cabeça em negação, Anna se recusava a se sentir culpada. – Depois de uma vida sendo maltrata porque nasci com um gene mutante, você não pode me culpar por querer me preservar.

- Você estava lá para me espionar. – Rebateu.

- Não, eu estava lá para te proteger.

- Do quê?

- De tudo, até de você mesmo, o que, de fato, eu fiz. – Relembrou. – Eu não preciso que você me peça perdão, Bruce, na verdade, eu nem quero. – Deu de ombros. – Eu só espero que você assuma seus atos e para de se fazer de vítima e compreenda as reais motivações do que fez.

- Reais motivações?

- Bruce, você não me expulsou porque eu menti para você, ou omiti quem eu era de verdade. – Respirando fundo, se aproximou. – Você teve medo dos seus sentimentos, do que você sentia por mim. – Ela o encarava com lágrimas nos olhos. – Você acredita ser tão indigno de ser amado que não deixa ninguém se aproximar.

- Quem iria querer amar alguém com ele, ou eu?

- Eu! – Com a voz trémula, Anna admitiu. – Eu acreditei que tinha encontrado alguém que fosse me entender, que compreenderia o que é lutar todos os dias para não se perder de si. – As lágrimas escorriam.

- Eu sou uma aberração, uma mutação descontrolada...

- Nossa. – Espantando-se com a dureza daquelas palavras, Anna não gostou de como elas soaram. – É assim que você me vê? Uma aberração? Você repudia o Hulk porque ele é uma mutação e não porque é um monstro verde, enorme, que destrói tudo que vê?

- Não.. Eu... – Bruce não sabia o que dizer.

- Talvez eu comece a ver com algo positivo você ter me mandando embora. – O encarando com decepção, Anna estava magoada.

- Anna, não é isso. Você me entendeu errado. – Tentando pensar com clareza, Bruce analisava o que Anna havia dito e recapitulava seus comportamentos anteriores. – O Hulk é uma aberração, não você e nenhum outro mutante. – Respirando fundo, ele tentava manter a clareza de seus pensamentos. – Anna... Eu não te mandei embora pelo que você é. – Assumiu. – Você está certa quando diz que eu não deixo ninguém se aproximar. – Sentando-se, tirou os óculos e, apertando entre os olhos com o indicado e o polegar, uniu forças. – Você era só uma menina, com a vida toda pela frente, que não achei justo te prender a uma vida de privações e perigo.

- Você deveria ter me deixado escolher. – Anna o olhava com lágrimas.

- Para quê, para um dia, sei lá, dez anos depois, você acordar e perceber que desperdiçou sua vida comigo? – Perdendo um pouco da calma, ele tinha lágrimas nos olhos. – Eu não iria suportar.

- Bruce...

- Me perdoa. – Pediu, indo até ela e se ajoelhando aos seus pés. – Eu sei que errei e passei os últimos anos mergulhado em outo piedade, me odiando por tudo, nem mesmo o Hulk me incomodou depois que você foi embora, por isso não houve incidentes com o ele nos últimos anos. – Encarando-a, ele segurou suas mãos. – Mas desde que ele colocou os olhos em você, tem sido difícil me manter no controle. – Contou. – Me perdoa, Anna, e se houver algo que eu possa fazer para que você me perdoa e nós passamos tentar de novo, eu faço.

- Bruce...

- Eu sei que eu fui um babaca e...

- Bruce, deixa eu falar. – Pediu e ele se calou. – Levanta, por favor.

- Anna, eu faço qualquer coisa, mas por favor, me perdoa. – Suplicou.

- Eu sinto muito, Bruce, mas não é tão fácil assim.

- Se você precisa de um tempo para pensar, eu espero, eu sei...

- Bruce. – O interrompeu novamente. – Eu não preciso de tempo para pensar, porque eu já tenho uma resposta. – Ela viu quando ele segurou a respiração. – Eu não posso voltar com você.

- Por que? O que te impede? Anna, por favor. – Ameaçando ajoelhar-se novamente, Anna o impediu.

- Existe alguém na minha vida, Bruce. Contou. – E esse alguém... – Sorriu ao se lembrar de Tony. – Eu o amo com todas minhas forças. – E, novamente, as lágrimas estavam em seus olhos.

                Silêncio.

                Nem mesmo os computadores faziam barulho, nem mesmo os motores da nave eram ouvidos. Bruce estava paralisado e o Hulk gritava em sua cabeça.

- Eu sinto muito. – Anna repetiu e o choro veio sem controle. Se libertando do transe, Bruce percebeu o desespero de Anna e se sentiu mal por aquilo.

- Tudo bem, Anna. – Abraçando-a, ele a queria consolar. – Me perdoe, eu não tinha o direito de... Eu sinto muito, mas por favor, não chore. – Respirando rapidamente, tentando não chorar e, assim, causar mais dor a mulher, Bruce, buscava forças. – Se ele te faz feliz, eu fico feliz por você.

- Ele me faz feliz, apesar de algumas vezes ter vontade de estrangulá-lo, eu o amo com todas as minhas forças. – Contou e sorriu.

- E isso é tudo que importa. – Bruce sorriu. Ele sempre foi ruim em lidar com as pessoas, principalmente com os sentimentos delas, mas quando se tratava de Anna tudo parecia ser tão fácil, que até mesmo dizer a ela que estava feliz por algo que o estava matando ele era capaz, e fazia a mentira soar com a maior verdade do mundo.

                Em sua cabeça, ao longo dos anos, Bruce imaginou uma dezena de cenários para aquele reencontro, mas nenhum dele daquela forma. Em alguns deles ele esperava por aquela resposta, mas era nesses que nunca queria acreditar, mas o destino nunca estava ao seu lado, muito menos a sorte, com quem ele contava para poder corrigir seu erro.

                Ele poderia tentar reconquistá-la, lutar por aquele amor, como planejou fazer caso já houvesse alguém, porém, depois de ouvi-la falar com tanta intensidade o quanto ela o amava, Bruce teve inveja daquele homem, mesmo sem nem conhecê-lo.

- Anna, encontramos Loki. – Natasha surgiu no laboratório e se deparou com a cena, mas não havia tempo para fofocas. – Steve precisa de você.



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