História The Story Of Our Lives - Capítulo 18


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Categorias Avenged Sevenfold
Personagens Johnny Christ, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Tags Avenged Sevenfold, Colegial, Romance, The Story Of Our Lives
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Palavras 3.886
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!
Chegamos ao último capítulo!
Quando comecei a escrever essa história, definitivamente não imaginei que levaria tantos meses para conclui-la. Enfim, cá estamos nós, encerrando-a.
Espero que gostem! Xoxo.

Capítulo 18 - Eu dei minha vida ao Rock N Roll


Karen’s POV

Dizem que o melhor da vida é a caminhada, e não a chegada. Mas que, apesar disso, o ser humano parece nunca se sentir bem com o que tem ou com quem é, e a cada objetivo alcançado novos são traçados. Uma corrida exaustiva se encerrando apenas na hora da nossa morte.

Devo concordar com essas afirmações. E, felizmente, posso dizer que descobri como fugir dessa condição.

Desde que desisti dos planos que tinha como meus, até hoje, não foram poucas pessoas que disseram ou deram a entender que eu não seria ninguém na vida. Ah, é fácil, não é? “Largar tudo, não estudar, não trabalhar, e só ter uma banda e sair por aí”. Viajando, festando, vagabundando. Curtir a vida até ela te dar um belo chute na bunda.

Mas, em momentos como esse em que eu me pego refletindo sobre as coisas, percebo que fui muito mais corajosa e batalhadora do que quaisquer outras metas teriam me obrigado a ser. Eu só via meus objetivos. Queria estudar em Harvard, entrar em uma multinacional, comprar minha casa. E o caminho que me levaria a tudo isso parecia mais com um furo no tempo, uma tela preta, pois aqueles não eram meus sonhos.

Hoje eu posso ter a satisfação de aproveitar minha caminhada. Mesmo com todos os nãos, todas as frustrações, noites não dormidas, períodos de dor de cabeça por conta de problemas financeiros, eu tenho conseguido olhar para frente e encarar dia após dia. Tenho a satisfação de me deitar à noite e apreciar o fato de que meu dia valeu a pena. Talvez não em todas as noites, mas o suficiente para me lembrar de que eu estou no caminho certo.

 

Muita coisa tem acontecido. Em 2003 o Avenged lançou seu segundo álbum, e isso somado à repercussão do show deles no Warped Tour rendeu muito mais propostas de shows do que eles já haviam recebido um dia. Pela primeira vez, com a venda de CDs e outros produtos e o cachê dos shows, a banda passou a ter lucro. Isso nos ajudou a enfrentar os altos e baixos. Houve períodos em que a Sweet Revenge mal tocou em um evento sequer, pois minha agenda como roadie estava apertada demais, outros em que Richard não conseguia boas festas para nós, e em contrapartida havia outros em que faturávamos bastante bem.

Assim, Brian e eu conseguimos guardar um bom dinheiro durante algum tempo, até que, no final de 2004, compramos nossa própria casa em Huntington Beach, e voltamos a morar juntos de fato depois de meses e meses agitados que eu passei no nosso apartamento em LA e, Brian, na casa dos pais.

Também em 2004, o Pinkly Smooth foi extinto. O Avenged Sevenfold assinou um contrato com ninguém menos que a Warner Bros e entrou num projeto absolutamente grandioso para um terceiro álbum, no qual foram capazes de trabalhar por conta depois de todo o aprendizado conquistado com a equipe da Hopeless. Nesse tempo que a banda passou sem fazer shows, eu e as meninas fizemos todos os eventos possíveis, além de passarmos a focar em escrever nossas próprias músicas. Não tínhamos contrato com gravadora, por isso levamos o processo de composições com bastante calma, gravando demos esporadicamente e experimentando colocar nossas músicas autorais em nossos repertórios.

No início de 2006, conseguimos fazer nossos primeiros shows próprios como banda. O City Of Evil repercutiu bem mais que o esperado, o A7X ganhou o prêmio de “Melhor Revelação” da MTV, e isso recentemente começou a abrir diversas portas para a banda, como por exemplo um show no festival Rock Am Ring e um convite para participar de um dos shows do Metallica na sequência.

Esse tem sido um dos momentos “altos” das nossas vidas. E, olha, estamos aproveitando com tudo o que temos direito!

(...)

Brian e eu encontramos Jimmy e Lea no saguão do nosso hotel quando estávamos saindo para ir a um restaurante, depois que fizemos o check-in e descansamos um pouco da viagem no nosso quarto. Por conta de alguns de nós termos ficado com o tempo apertado com diversos compromissos, acabamos pegando voos diferentes para a Alemanha.

Nós quatro andamos juntos até o restaurante em que marcáramos de nos encontrarmos. A rua parecia cheia de cores conforme o pôr-do-sol se acentuava, e enquanto nos aproximamos do restaurante, podíamos ver o Portão de Brandemburgo, ao redor do qual havia muitas pessoas passeando e tirando fotos. Esse era um dos motivos pelos quais eu havia sugerido que viajássemos um dia antes do nosso show em Nürburg, no Rock am Ring; merecíamos nos dar o luxo de conhecer Berlim e, claro, um dos seus pontos turísticos. No dia seguinte cedinho pegaríamos um voo de pouco mais de uma hora até Nürburg e tiraríamos mais um belo descanso no hotel antes do show. Faríamos mais algumas poucas viagens nos dias que se seguiriam ao festival e antecederiam o show do Metallica do qual os meninos fariam parte.

Chegamos ao Quarré, um restaurante um pouco chique demais para o que estávamos acostumados, escolha de Val e Gena. Vi com entusiasmo que Matt e Val haviam chegado em tempo de conseguir juntar mesas do lado de fora, assim poderíamos aproveitar o tempo agradável e apreciar a vista. Apenas os dois estavam ali quando chegamos, sentados lado a lado e conversando intimamente, e Val estava tão radiante que eu desconfiava que houvesse algum outro motivo além do fato de estarmos em um lugar tão bonito.

Nós nos acomodamos à mesa e iniciamos uma conversa sobre nosso dia enquanto aguardávamos os demais e os garçons nos serviam um champanhe maravilhoso. Algum tempo depois nossa mesa estava cheia e a conversa seguia animada, com a banda completa acompanhada de suas namoradas, e nossa equipe oficial de roadies contendo Dan e os Berry, além, claro, de mim.

Em algum momento voltamos ao assunto sobre nossa vinda à Alemanha, e Val nos contava como ela e Matt quase haviam perdido o voo na noite anterior. Quando Leana questionou por que, visto que elas estavam juntas pouco antes de cada uma voltar à própria casa para se arrumarem para a viagem, Val riu, e a vimos remexer as mãos sobre o colo, escondidas sob a mesa.

- Bom, Matt me levou a um restaurante... – ela começou, toda empolgada, e acho que os outros, como eu, podiam ver aonde a história iria levar pelo tom de voz dela e pelo jeito como Matt a olhava, sem desviar a atenção um momento sequer da narrativa dela. Depois de se demorar um pouco falando sobre o restaurante, que era o favorito dos dois, sobre a comida e a banda que tocava algum tipo de pop rock dos anos oitenta, Val foi para a parte romântica do encontro, deixando Matt todo sem graça. – E quando ele começou a falar todas aquelas coisas, eu já imaginava o que ele queria dizer, afinal... E, bom, ele finalmente me pediu em casamento!

Val tirou a mão debaixo da mesa e nos mostrou o anel reluzente em seu dedo, ao passo em que nós os parabenizávamos, provavelmente demonstrando mais surpresa do que realmente sentíamos, mais para agradá-la do que qualquer coisa. E, claro, apesar de não ser surpresa, era de fato uma notícia maravilhosa.

Conforme o sucesso da banda aumentava, a responsabilidade também, e não demorou para notarmos que isso dificultava as coisas em nossas vidas pessoais. Eventualmente Val deixou de acompanhar todos os shows da banda, assim como as outras meninas, e nós pudemos ver como isso impactou o namoro dos dois. Até mesmo para mim, que acompanhei todos os shows desde que me tornei roadie, a rotina pesava no meu relacionamento às vezes. Então quando Val disse que “finalmente” havia sido pedida em casamento, essa situação ficou muito clara.

E especialmente por isso ficamos imensamente felizes por eles.

- Isso vai ser tão bom para vocês, sério – Lacey dizia. – Que bom que conseguiram superar aquela pequena crise. Já têm data planejada?

Matt e Val se entreolharam, e ele disse:

- Para sermos sinceros, o plano não é nos casarmos de imediato. Tivemos que levar em consideração os planos para a banda nos próximos anos, naturalmente. E, bom, tendo em vista nossa... crise – ele hesitou, medindo as palavras, mas todos entendíamos o que ele queria dizer. Sem olhar para ninguém enquanto falava, como normalmente ficava pouco à vontade para falar sobre esse tipo de coisa, ele continuou: – Eu decidi fazer o pedido agora como uma espécie de promessa. Como que... dizendo que independente de qualquer coisa eu quero levar isso adiante. Porque às vezes, vocês sabem como é, pode parecer que o relacionamento não é a prioridade do momento, mas isso não é verdade.

Assentimos, e eu sorri, entendendo perfeitamente. Val também sorria, não parecendo nem um pouco decepcionada com o fato de que o casamento provavelmente fosse demorar para acontecer.

- Uma hora as coisas entram nos eixos. O importante é vocês estarem comprometidos, que logo tudo vai ficar mais simples do que parece – falei, não sabendo bem de onde tirara esse conselho, mas o casal assentiu e os outros concordaram. Percebi Brian, ao meu lado, me analisando, mas logo em seguida nossos pedidos chegaram e demos o assunto por encerrado, comentando coisa ou outra durante o jantar.

 

Depois de deliciosas sobremesas e mais um pouco de champanhe, nós nos despedimos e nos espalhamos ali. Alguns iriam direto para o hotel e outros, como Brian e eu, ainda queriam passear pela cidade. Eu não me sentia tão animada para pegar um táxi e visitar lugares mais distantes, tendo em vista que eu teria de pegar um voo mais cedo com a equipe para trabalharmos no local do show. Sendo assim, caminhamos de mãos dadas até o Portão de Brandemburgo. Johnny, Lacey e Dan também foram para esse lado, mas o rumo que o dia tomara me levava a querer entrar na minha bolha com Brian e ficar nela até que fôssemos obrigados a sair. Andamos preguiçosamente, continuando o assunto que havíamos começado na mesa sobre a montagem do show do dia seguinte, mas aos poucos os comentários foram se esgotando e passamos a andar em silêncio, apreciando a vista.

A noite caíra e o local era iluminado pelas estrelas e pelas luzes bonitas da construção histórica. Vi pessoas tirando fotos e me lembrei de fazer o mesmo. Ao longo do tempo, com as viagens que começamos a fazer fui percebendo que fotografar era algo que gostava de fazer. Sendo assim, tirei da minha bolsa uma das minhas mais recentes e caras aquisições, uma câmera profissional. Eu ainda me batia para aprender a usar todos os recursos, mas meu pouco conhecimento era suficiente para as fotos de meu acervo pessoal.

Afastei-me um pouco de Brian para tirar algumas fotos de tudo à minha volta. Quando vi, ele estava alguns metros longe de mim, parecendo analisar o gigantesco portão. Sorri. Como ele ficava lindo quando se concentrava em algo, como quando tocava guitarra ou quando eu o via compondo algo no piano, e naquele momento olhando para cima, para as construções, absorto. Usando seu jeans rasgado, um casaco preto por cima da camisa de gola v, e um boné virado para trás cobrindo um pouco os cabelos que batiam nos ombros. Eu não costumava gostar desse estilo até ele o adotar, e devo admitir que estava em sua melhor fase. Aproveitei e tirei algumas fotos, e então fui até ele. Guardei a câmera na bolsa, abraçando meu namorado por trás ao me aproximar.

- Você estava tão distraído no seu mundinho que tirei várias fotos suas e você nem notou.

Brian riu, pegando minhas mãos para que eu o soltasse, então virou-se de frente para mim, envolvendo-me com seus braços.

- Lugar bonito esse aqui. Você tinha razão em querer conhecer.

Assenti, ainda o fitando enquanto ele olhava em volta. Parecia pensativo. Não bebera muito durante o jantar a falara pouco sobre o casamento. Vi-o interagindo mais quando começou a conversar com Jimmy e Johnny.

- Brian...? – ele olhou para mim. – O que foi?

Ele abriu a boca, como se fosse retrucar com “O que foi o quê?”, mas nós nos conhecíamos bem até demais para ele tentar se fazer de desentendido. Então, botando pra fora o que provavelmente vinha pensando até então, ele soltou:

- Se eu te pedisse em casamento, você aceitaria?

A princípio não tive reação, mas depois quis rir; nas poucas vezes no decorrer dos anos em que o assunto "casamento" era mencionado por alguém, Brian se esquivava. Ele definitivamente não sabia lidar com isso. E eu não podia acreditar que esse comportamento estranho se devia a ele estar pensando nisso depois de sabermos do noivado dos nossos amigos.

- Bom... – sorri de lado, passando meus braços por cima dos seus ombros, e ficamos abraçados. Notei um pouco de nervosismo em nós dois. – Você quer me pedir em casamento?

- Não – ele disse, depois se atrapalhou. – Quero dizer, sim... não agora.

Hesitei.

- Certo...

- Não chegamos a conversar sobre isso alguma vez... né? – ele pareceu tentar consertar a situação, e eu arqueei as sobrancelhas.

- Sobre o quê? Casamento, filhos?

- É...

- Você quer ter filhos?

- Acho que sim, um dia, se você quiser.

- Eu quero. – falei, por fim, como se estivéssemos resolvendo alguma coisa ali. – Viu, acho que não tem muito o que falar sobre isso, então. Por agora.

- Certo.

Sorri, puxando seu rosto para que Brian voltasse a olhar para mim. Trocamos olhares por um tempo, e voltei a me sentir acolhida na nossa bolha.

- Eu aceitaria, sim – falei, pensando comigo mesma que esse fora o meio-pedido de casamento mais estranho de todos.

- Bom... que bom – ele riu, sem graça. Ri também.

- Amor, estamos juntos há oito anos, moramos juntos por quase o mesmo período de tempo, nós vivemos como casados há bastante tempo – falei, e ele assentiu. – Eu quero um dia oficializar isso, e aceito pegar o seu sobrenome, e sei que eventualmente vamos falar sobre filhos... mas, por hora, o que um casamento mudaria? Só quero dizer que não tenho pressa.

- Ok – ele assentiu, sua mão acariciando minhas costas, e eu levei uma mão aos seus cabelos. – É que, não sei, eu não pensei que fôssemos falar sobre isso desse jeito, tão francamente – ele riu – mas, ainda assim, nós mesmos já passamos por uma crise ou outra...

- Passamos – concordei, parando para pensar. – E sei que, apesar de vivermos juntos há tanto tempo, um casamento significa um passo adiante... Mas, é sério, não se preocupe com isso agora. Nós sobrevivemos a cada crise desde o início. Acredito que... aliás, eu sei que ficaremos juntos pra sempre, por mais brega que isso soe. Estou tranquila quanto a isso. Então não precisamos, e nem queremos falar de casamento e filhos agora. Eu estarei pronta quando você estiver. Combinado?

- Combinado.

Brian sorriu, acariciando meu rosto e se curvando para me beijar. Senti o mesmo calor me envolver, a mesma satisfação de beijar seus lábios, o mesmo desejo desde a primeira vez. Provavelmente, ainda mais do que sentia antes. Eu de fato sabia que, dentre tantas coisas que faziam parte da minha vida, essa era a última com a qual eu precisaria me preocupar.

 

 

03 de Junho de 2006

Nürburg, Alemanha

Cerca de uma hora antes do show dos meninos começar, eu estava no local com nossa equipe. Faltando meia hora, eu observava Jason testando a bateria vez ou outra enquanto eu mesma afinava as guitarras do Brian. Enquanto eu afinava a última e checava o retorno, senti meu celular tocando – eu sempre o deixava no bolso de trás da minha calça para saber quando ele tocasse. Fui conferir quem era e, ao ver o nome do empresário da Sweet Revenge na tela, tornei a guardar o celular e terminei meu trabalho com a maior pressa que a perfeição permitia.

Depois de checar novamente todo o meu trabalho e dar uma sondada geral no backstage para conferir se alguém precisava de ajuda, saí dali em direção ao camarim, já sacando meu celular do bolso para retornar a ligação.

Entrei no camarim esperando Richard me atender e vi meus amigos ali dentro, conversando entre si, com suas namoradas ou se aquecendo. Acenei para eles, ouvindo Richard no celular.

- E aí, Karen!

- Richard, oi. Estou em Nürburg agora, a meia hora de começar o show.

- Eu imaginei, mesmo tentando calcular o fuso horário sabia que poderia não ser uma boa hora. Por isso vou ser rápido, que tal?

- É algo realmente importante? – perguntei estupidamente. Richard tinha o tom de voz animado, e eu sabia que ele só ligava se fosse algo importante. Normalmente ele enviaria mensagens ou e-mails caso contrário.

- Não vai te tomar mais que dez minutos. Já conversei com as garotas, mas quis poupar os detalhes para quando pudermos nos reunir pessoalmente. Isso é sobre um possível contrato com a Warner Bros Records.

Abri a boca e tornei a fechá-la, sem saber o que dizer a princípio. Quando permaneci estarrecida e vi a necessidade de me sentar em um dos sofás, o pessoal notou que a notícia era grande e eles passaram a me encarar com curiosidade.

- Continue – falei, por fim.

- Vamos lá. A Warner entrou em contato comigo depois do nosso lançamento independente do videoclipe da Wasting Time e se disponibilizou a ouvir o material de vocês, pensando na possibilidade de fechar contrato para um álbum e lançar um segundo vídeo para a Wasting, que seria o primeiro single. O acordo está praticamente fechado, eles tiveram acesso a vídeos dos shows e apenas querem gravações profissionais para terem uma ideia melhor do que vocês pretendem gravar. E, claro, fiquei de falar com vocês para saber se tenho permissão de entregar suas demos a eles.

- Que... É claro que tem! – eu sentia meu coração palpitar. Um contrato com a Warner?! Que dúvida! – Espere... o que as meninas disseram?

- Contando com a sua resposta, a reação foi unânime – pelo seu tom de voz, eu sabia que ele estava sorrindo. – Posso entregar o material a eles, então. Combinamos que quando você voltar marcaremos uma reunião com os produtores na sede.

- Isso é fantástico! Assim que eu voltar podemos ver isso, então. Muito obrigada, Richard...

- Mérito de vocês, Karen. Suas músicas chamaram a atenção dos caras. Enfim. Dá para ouvir pela agitação aí do seu lado que você está na correria. Nos falamos depois, ok?

- Eu te ligo para vermos sobre a data da reunião.

Nós nos despedimos e Richard desligou. Olhei para a tela do celular vendo a ligação ser encerrada, e permaneci encarando-a por alguns minutos. Só percebi que meus amigos tinham se aproximado quando Brian e Zacky se sentaram ao meu lado.

- E aí? – Brian disse. – Sua cara nos assustou, sabe? Só ficamos aliviados quando você berrou que algo é fantástico.

Ri, recompondo-me e me olhando para todos eles.

- Nós vamos... Bom, provavelmente vamos fechar contrato com a Warner – falei, encarando Brian enquanto todos eles exclamavam, parecendo muito surpresos. Eu, porém, franzi o cenho, ainda o encarando. – O que vocês fizeram?

- Nós... quê? – Brian imitou minha expressão, interrompendo o gesto de passar um braço pelos meus ombros.

- Você entendeu – olhei para os outros, e todos mantinham a mesma cara de confusão. – Vocês já são tão influentes? Como fizeram isso?

- Do que você está falando? – Zacky indagou, enquanto Matt ria.

- Você tá sugerindo que a gente fez alguma coisa pra Warner dar uma olhada em vocês? – Matt disse, e eu assenti. – Nós definitivamente não temos essa influência.

- Mas então... vocês não...? – virei-me para eles, e todos negaram.

- Se é pra colocar isso em alguém, então coloque no seu empresário. No mais, o mérito é só de vocês – Jimmy disse, e eu ri, descrente.

- Como? – murmurei, e dessa vez Brian me puxou até ele, afagando meu braço.

- Vocês passaram a focar nas próprias músicas, foi assim. Não fizemos absolutamente nada. Não que não tivéssemos a intenção, claro.

- Ahm?

- Acha que a gente nunca quis dar o nome da Sweet Revenge para as nossas gravadoras? – Jimmy disse, batendo a baqueta na minha cabeça.

- Mas a gente sabia, em parte porque o Syn insistiu muito, que vocês não iriam gostar de receber ajuda quando podiam muito bem conseguir por conta própria – Johnny concluiu.

- Apesar de agora ser provável que queiram nos colocar para fazer turnês juntos, mas nós não temos nada a ver com isso – Brian disse, sorrindo. – Apesar de ser uma boa jogada.

Tornei a rir, assentindo. Depois disso Val pediu para que eu resumisse o que Richard havia dito, e nós só paramos de conversar porque Jason entrou correndo no camarim perguntando por que diabos não estávamos no backstage. Com isso deixamos qualquer assunto para depois e corremos atrás dele.

 

Com o fim do setlist se aproximando, o A7X encerrava a música Eternal Rest com os fãs chegando ao delírio. O show inteiro levara a esse clímax, em que todos seguiam o mesmo ritmo. Eu já estava a postos segurando a guitarra com que Brian faria o seu solo, e assim que a música chegou ao fim, Matt, Zacky e Johnny saíram do palco pelo outro lado enquanto Brian vinha até onde eu estava. Trocamos as guitarras, eu lhe assoprei um beijo e ele piscou para mim antes de se virar e voltar para o palco.

Brian se colocou bem no meio do palco, começando um solo lento e pesado. Pouco depois, Rev começou a marcar o tempo com o bumbo e as baquetas, levando o público a bater palmas no ritmo.

Primeiro me certifiquei de que tudo estava em seus conformes. Então, assisti ao solo como uma fã, admirada mesmo que já tivesse ouvido aquilo várias e várias vezes. Acompanhei o entusiasmo dos fãs, sempre me impressionando com paixão que eles tinham pela banda. Não importava que aquele fosse um festival com várias atrações e que mais tarde ninguém menos que o Metallica fosse subir ao palco, não importava que houvesse uma grande parcela de pessoas mais atrás ouvindo o A7X sem grande interesse, esperando por suas bandas favoritas que viriam a seguir. Você sempre veria uma massa de fãs na grade, gritando todas as músicas, aplaudindo e demonstrando todo o seu amor. E eles sempre estiveram ali. Claro, no início eram três ou uma dúzia, e hora víamos algumas centenas ou mesmo milhares. Mas a essência era a mesma, desde sempre e para sempre.

Enquanto o solo que eu sabia de cor chegava ao fim, peguei-me refletindo sobre tudo isso. Sobre a notícia que eu havia recebido antes do show, sobre o sucesso que estava sendo essa apresentação, sobre o show do Metallica do qual o A7X faria parte em questão de dias. Mesmo com o nervosismo por estarmos no Rock Am Ring, além de toda a adrenalina, eu me sentia leve e tranquila. Feliz. Ali estávamos nós. Éramos o Avenged Sevenfold, todos nós. Não apenas uma banda, mas os integrantes, nós do backstage, os fãs. Éramos enormes. E, depois de tantos nãos, ouvir um sim tão grande vindo daquela plateia enorme me fez ver que tudo havia valido a pena. Nós éramos capazes. E iríamos conquistar o mundo!


Notas Finais


Espero que tenham gostado dessa história. Eu, particularmente, me diverti bastante escrevendo.
Bom, nos vemos por aí, talvez, se eu voltar a escrever alguma coisa.
Beijos!!!

Links para as minhas fanfics:
Overdose Of You: https://spiritfanfics.com/historia/overdose-of-you-811744
Minhas fics Bratt:
https://spiritfanfics.com/historia/finding-myself-in-you-10267475
https://spiritfanfics.com/historia/take-my-hand-8310306


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