História The Story Of Us. - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun
Tags Baekyeol, Chanbaek, Kaisoo, Mpreg, Traição
Visualizações 605
Palavras 2.380
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Volteeeeei!
Desculpem pelo horário e por eu ser breve dessa vez, maaaaaas é que eu tenho tido muitos problemas e só agora consegui focar em postar. Prometo que não acontecerá de novo, e eu falarei com mais calma mais tarde, mas não quero atrapalhar a leitura dispersando a atenção de vocês, OK?
Então vão lá e espero que gostem ♥

Capítulo 8 - Explosão


 

 

The Story Of Us. 1.
Capítulo Oito: Explosão 



Apenas deixe o passado

Ser só o passado

E, com foco nas coisas

Que nos farão rir

Aceite-me como sou, não como fui

Prometo que serei aquele em

Quem você pode confiar

 

- Don’t Judge me, Chris Brown.



 

 

"Se acalme, BaekHyun, por favor. Eu preciso ter certeza, OK? Mas não estou vendo nada aqui. Nenhum sinal de vida... ".

"Nenhum sinal de vida...".

"Tudo bem, eu estou vendo o seu bebê se movendo um pouco agora. Pode sentir?".

"Estão ouvindo? Este é o coraçãozinho dele. Não está batendo tão bem quanto devia, posso afirmar, mas está aqui.".

"Vocês dois estão cientes das complicações nessa gestação, não estão? É um bebê pequeno, numa gestação frágil e sob muito estresse. Precisam tomar o máximo de cuidado agora, é uma questão que põe em risco a sua vida, BaekHyun, não é brincadeira.".

 

 

"... Querem mesmo saber? É uma menina.".

 

 

 

 

Olhando seu reflexo no espelho do quarto, BaekHyun percebia o quanto aquilo o estava deixando fraco. O quanto a guerra infindável, as discussões com ChanYeol e as inúmeras tentativas de consertar aquele maldito erro, no meio de uma bagunça de sentimentos, estavam fazendo com que desse voltas e voltas, em vão.

Tudo o que foi dito em sua última consulta e aquelas cenas continuavam perfeitamente claras, repassando como um filme em sua mente e, por mais horrível que pudesse parecer, era a sua pura realidade, e não um pesadelo, ele sabia bem disso.

Sua gravidez parecia estar por um fio, cada vez mais frágil, e o rapaz podia sentir que seu corpo estava a beira de um colapso, por ser simplesmente incapaz de aguentar o que estava acontecendo ao redor. A barriga não havia crescido quase nada, as dores só estavam aumentando e a cada minuto que ficava sem sentir seu bebezinho, mais nervoso ficava, lembrando-se do que o médico disse sobre a possibilidade – dentre tantas- de não ter um aborto, mas, possivelmente, ter seu filho morto em sua barriga.

Era por isso que as coisas pareciam cada vez mais difíceis e, na verdade, insuportáveis para ele.

 

Seu choro já não podia ser contido, e o Byun precisou aproveitar a rápida saída do marido para deixar as lágrimas caírem, antes de limpar tudo rapidamente e voltar a dar tudo de si para fingir que podia lidar com a situação, como vinha fazendo.

No momento em que olhava para si, magro, com olheiras e um casaco que antes lhe caía bem, mas agora parecia mais largo, o jovem soluçava baixinho e afagava o pequeno volume sob sua camiseta, em busca de mais contato com seu bebê.

 

Sua garotinha.

 

-Oi, meu amor... – Ele sussurrou, desviando sua atenção da imagem à sua frente e olhando apenas para a própria barriga minimamente visível. – Está tudo bem, não é? Por favor, me deixe saber que você está bem agora... – Sentindo sua cabeça começar a doer, queria parar de chorar, mas não conseguia se controlar.

Porque aquele devia ser um momento bonito e doce, mas não foi. Nenhuma das vezes em que tentou, sinceramente, pareceu algo bom. Não havia resposta, na maioria das tentativas, o que lhe causava mais preocupação e mais lágrimas no fim do dia, quando mal podia deitar sua cabeça no travesseiro e descansar um pouco.

E enquanto estava de pé na frente do seu próprio corpo representado, com uma rachadura no cristal e o rosto vermelho e encharcado pelas lágrimas quentes, podia se lembrar perfeitamente de como havia pedido e ansiado por aquele dia, mas de uma forma completamente diferente do que estava tendo naquele momento.

Fosse qual fosse o seu erro, BaekHyun pensava, inevitavelmente, que estava pagando um preço alto demais. 

Só queria que aquela experiência ruim passasse, e que pudesse, pelo menos, ter certeza de que tudo ficaria bem com seu bebê, independente de como seu casamento ia terminar, se ia terminar. De algum jeito, ele achou que estaria conformado com ChanYeol por nunca perdoá-lo, afinal, a culpa havia sido sua, mas nunca poderia aceitar perder a sua filha, sua anjinha, sem nem mesmo ter a chance de conhecê-la, realmente.

Ou nem mais sabia o que queria e o que esperava, porque tudo parecia uma confusão, dentro de sua cabeça, e ele só sabia que aquilo precisava parar.

 

-Ei... – Sua mão parou no meio do caminho, antes que pudesse chegar à barra de seus jeans, quando seus ouvidos captaram a voz grossa de ChanYeol sobrepondo aquele seu choro. BaekHyun tentou se esconder, mas suas pernas o traíram e fraquejaram, assim como todo seu corpo pareceu paralisar diante da figura mais alta, há alguns metros.

 

O Park segurava sacolas de supermercado que caíram desleixadamente no minuto em que percebeu o que estava acontecendo. E o homem se apressou, ficando mais próximo de seu marido, o envolvendo com seus braços, sem saber direito o que dizer.

É claro, não precisava de nenhuma explicação, e BaekHyun não daria uma, de todo modo. Aquele era mais do que o reflexo de dois corpos cansados, com certeza; era o reflexo da dor que seus corações sentiam por tudo o que foram obrigados a passar.

- Eu não consigo sentir nada, ChanYeol. E... Eu não sei se isso é bom ou ruim, não sei o que está acontecendo... - O menor apenas sussurrou, depois de alguns minutos dentro daquele abraço, enquanto tentava respirar fundo e limpar suas lágrimas com a ponta dos seus finos dedos.

Era muito complicado aquele caso, principalmente porque seu corpo não parecia suportar mais a gestação, o que o deixava com medo de sofrer qualquer coisa sem ao menos se dar conta disso.

Ele estava aflito com aquele monte de possibilidades de tudo dar errado quando as coisas deviam ter dado certo. 

-Baek, o médico disse que era mais provável que você sentisse dor se algo acontecesse, então está tudo bem agora. - E talvez o Park estivesse dando tudo de si no momento, mas aquilo também não estava funcionando. - Ele nos assegurou que o bebê está vivo, então descanse um pouco e tente... Tente não pensar muito sobre.

Baekhyun quis fugir, na verdade.

Sem saber pra onde ou como, ele quis. Porque enfrentar tudo, de frente, fingindo que descansar e não pensar nisso era possível, estava destruindo-o aos poucos, mas depressa.

- Não posso, ChanYeol. Não dá pra "deixar pra lá", é da minha filha que está falando. Não!, é da nossa filha! - Mas ele nem mesmo encontrou forças para se desprender dos braços do maior, e se rendeu, no fim, chorando mais e apoiando sua cabeça no peito de seu marido.

- Eu sei, BaekHyun... Desculpe, eu só estou tentando te ajudar, mas eu sei. - Isso, enquanto era o maior quem se esforçava para não chorar e ser forte o suficiente para os três.

 

////


 

 

 

Certamente, ChanYeol não esperava ainda estar naquela situação após tantas tentativas, tantas desculpas e tanto tempo gasto, enquanto ele e seu marido pareciam se esforçar ao máximo para se salvarem, como se estivessem se agarrando à uma boia para não afundar.

Mas lá estava ele. Ou melhor, lá estavam os dois, com BaekHyun prestes a completar cinco meses de uma gestação complicada, depois de meses vendo o casamento ruir, bem diante aos seus olhos, aguentando uma traição e tentando perdoar e construir tudo de novo. Quando nada havia realmente voltado pro devido lugar e o mais velho estava, literalmente, de frente para o problema, decidindo se devia continuar segurando aquele salva-vidas ou deixar seu corpo afundar.

Depois que a “trégua” que resolveram dar foi levada até o limite, e tantas noites foram passadas em claro, enquanto os dois rapazes refletiam sobre como estavam fazendo de tudo para manter as aparências do que estava se partindo pra sempre, ChanYeol decidiu que não ia mais tentar acobertar aquilo tudo.

 

Estar de frente para o problema, na verdade, era estar de frente para Kim JongDae.

Sim, lá estava.

Com o carro estacionado ao lado de uma loja simples, o celular tocando, jogado no banco do passageiro, e todo o seu rosto quente e vermelho quando ele finalmente se deu conta do que estava prestes a fazer.

Metade de sua mente praticamente gritava que aquilo era loucura, e metade não estava mais se aguentando para cometer a loucura, de fato.

O que podia dizer, afinal? Estava com raiva e aquele parecia um passo a ser tomado, querendo ou não, sendo certo ou não, necessário ou não. Portanto, ChanYeol desceu do carro, bateu a porta e enfiou as mãos nos bolsos antes de caminhar até a frente da loja,  segundos depois de perceber que o Kim estava prestes a deixá-la, e segundos antes de estar cara a cara com ele, pela primeira vez depois de tudo.

Foda-se!, ele pensou, cerrando os punhos.

 

-Ora, ora, quem diria?! Park ChanYeol, que ironia do destino, hã? – E, bem, aquele cara idiota estava provocando, dando um sorrisinho de lado e balançando o copo de cappuccino, de toda forma. Isso foi o que fez ChanYeol simplesmente não conseguir recuar. – Como está o BaekHyun? Finalmente livre pra mim?!

Havia sido exatamente isso o que fora fazer naquele lugar e, de jeito nenhum, ele ia parar, não é?

Sem pensar muito, ele simplesmente socou o rosto de JongDae, exatamente como estava sonhando em fazer desde que viu mais mensagens no celular de BaekHyun e, depois de uma longa, longa conversa, entendeu que seu marido já havia tentado bloquear aquele filho da puta, e que estava desesperado pela aparente perseguição que estava sofrendo.

 

Aquela podia não ser a atitude mais sensata e madura do mundo – ChanYeol sabia que não era -, mas a sensação de ter seu punho atingindo aquele rosto e amassando aquele sorriso desgraçado foi até melhor do que esperava!

E, acredite se quiser, aquele foi seu jeito de decidir que não desistiria, e, sim, continuaria brigando por BaekHyun – figurativamente e, bem, literalmente, se preciso.

 

Park ChanYeol dirigiu de volta pra casa com o rádio ligado e pensando apenas em BaekHyun, sem se preocupar com as possíveis consequências da loucura que fez. Sentindo seus dedos doerem de um jeito quase bom e finalmente atendendo ao telefone, soltando uma gargalhada quando SeHun perguntou se ele teve mesmo coragem de procurar por JongDae.

 

-Você é inacreditável! Achei que fosse mais maduro, ChanYeol! Bater no cara? No que isso te ajuda, ein? – Seu melhor amigo, à propósito, estava gritando do outro da linha, mas isso pouco importou.

-Em nada, Oh Sehun, mas foi gostoso pra caralho! – Inacreditavelmente, ou nem tanto, aquela foi a reposta do Park, acompanhada de mais risadas.

 

Na verdade, foi como uma recompensa por ter suportado tudo, se é que isso fazia qualquer sentido!

 

Tanto faz; o que aconteceu, aconteceu.

 

ChanYeol voltou pra casa naquele dia, tomou um longo banho, fez o jantar e não contou absolutamente nada para BaekHyun enquanto se deitava com ele na cama de casal do quarto deles e se inclinava um pouco sobre a barriga do menor para “conversar” com o bebê que estava ali dentro.

 Foi tudo uma questão de adrenalina, essa que corria pelas veias do mais alto, e ele se achou no direito de extravazar um pouco.

 

 

-Estou com sono... – No fim do dia, o Byun estava deitado ao seu lado, com os olhos pesadinhos e, pela primeira vez, deixando o sono vencê-lo aos poucos. E ChanYeol sorriu um pouco, olhando pra ele e se lembrando de que, pelo o que podia se lembrar dos últimos dias, era naquele momento em que seu celular começaria a apitar com mensagens de Chen, mas, muito provavelmente, isso não ia acontecer de novo tão cedo!

 

-Pode dormir, Baek... Está tudo bem, ta? – Isso podia parecer um pouco estranho, ChanYeol não negaria, mas foi quase essencial para que os dois estivessem mais próximos.

 

E funcionou, não funcionou?

 

A verdade foi que, no fim da noite, antes de pegar no sono, ChanYeol chegou a chorar um pouco por causa daquilo tudo, depois que toda a energia de seu corpo se dissipou e ele percebeu o que diabos havia feito, mas tudo bem, mesmo assim.

 

JongDae não voltou a importunar, pelo menos.

 

 

 

////

 

 

 

A vida, ao todo, parecia ser sempre composta de coisas boas e ruins.

Momentos felizes e tristes, verdades e mentiras, choro e riso... Todas essas coisas necessárias e desnecessárias que se encaixavam, ou às vezes, nem tanto, mas que sempre estariam ali, fazendo da vida, o que era.

Igualmente, era como o casamento de ChanYeol e BaekHyun parecia funcionar.

 

Com a vontade de consertar aquela relação, as dificuldades de uma gravidez não planejada e difícil, o amor que ainda sentiam e o medo de serem magoados outra vez, mesmo após aceitarem perdoar e serem perdoados.

Equilibrados ou não, os dois faziam parte daquilo tudo.

 

E depois de parecer cansativo demais lutar, depois de tantas lágrimas e uma dor que parecia nunca sarar, talvez, só talvez, eles tivessem aprendido um pouquinho a lidar com tudo aquilo.

 

No dia seguinte de ChanYeol socar o rosto de JongDae, pouco depois de se abraçarem no quarto, semanas depois de descobrirem que o bebezinho que teriam seria uma menina, o casal se viu próximo outra vez, olhando nos olhos um do outro, como há muito não faziam.

Dessa vez, sem brigas, sem gritos e sem ninguém jogar nada sobre os ombros de ninguém. Numa conversa calma e pacífica, com pequenos beijos aqui e ali, e a torneira da cozinha pingando um pouquinho.

 

- Não vou desistir de você. – O Park apoiou as mãos na bancada e encarou o marido, que ouvia atentamente, mesmo parecendo confuso. – Eu sei que já disse, mas achei que devia repetir. E, bem, vou dizer quantas vezes for necessário. – E fez questão de se explicar, deixando os ombros caírem e demonstrando que não estava “armado” para nenhuma briga ali.

- Bem... Obrigado, mas... Por que isso agora? – Enquanto isso, BaekHyun apoiou as mãos sobre a mesa de jantar e suas bochechas coraram um pouco.

Com certeza ele não estava esperando pelo o que estava por vir.

-Por quê? Porque eu quero que se case comigo, de novo. – Mas no minuto em que ChanYeol enfiou a mão no bolso da calça e puxou uma pequena caixinha vermelha e de veludo dali, o fazendo ficar boquiaberto, as coisas pareceram claras. – Você aceita?

 

 

Aquele era mais um passo. 


Notas Finais


E ai?
E ai?
Gente, está muito confuso? Eu estou com medo de deixar coisas importantes se embolarem, então me digam, ta?
E ficaram felizes com a escolha do bebê???
Vocês já podem deixar nos comentários nomes de meninas, porque, sim, lerei cada um ♥
Muito obrigada por tudo e até mais ♥


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