História The Strangers - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 5.365
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, LGBT, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem qualquer erro de digitação, é meio longo.
Boa leitura <3

Capítulo 3 - Crazy day


- O que queria nos falar Karol? – perguntou Anne, já estamos impacientes com Karol, pois já são 10:30p.m. e Karol nos fez ir até o refeitório para contar o que queria. Ou seja, estamos sentados na mesa esperando a boa vontade de Karol.

                -Okay, me deixa ver bem aqui, então, quando eu terminei de escrever o caso comecei a pesquisar um pouco sobre a origem do Laboratório Central de Portland e  descobri que a prefeitura não permitiu a construção do laboratório, pois em baixo dele há um cemitério. – Karol fez uma pausa para respirar - E além do mais, durante os anos oitenta todos os corpos eram levados lá para a autópsia, mas depois de um tempo o consultório legista fechou. Por que será não é mesmo?- perguntou Karol com ironia na voz.

                -Fantasmas ficam presos no ultimo lugar para onde seu corpo é levado antes do enterro ou cremação. – falou Anne – Então, eles queriam...

                -Sim! Menina esperta, eles queriam fantasmas. – completou Karol – O dono do laboratório é o mesmo desde sua fundação em 1977, na época o hoje muito conhecido Dr. Adams tinha apenas dezessete anos e terminou a faculdade enquanto seu pai ainda estava no comando. Agora a questão é: Por que caralhos Neil Adams iria querer um monte de fantasmas presos em seu laboratório? – perguntou Karol.

                -Talvez a presença sobrenatural no laboratório possa dar algum tipo de energia ou algo do gênero. – comentei.

                -Ou talvez o Adams esteja criando um exército de fantasmas para alguma coisa, por isso sequestrou Adalind, para ter mais uma – disse Anne - Mas a Morte me disse que algumas das almas não viram fantasmas, ou seu objetivo as prende em outro em outro local. – Anne e Karol se olharam e foi como se pensassem a mesma coisa.

                -Ele está tentando ver como se criar um fantasma! – disseram em uníssono.

                -Opa, opa! Espera aí, como podem ter tanta certeza disso? – perguntei Anne mordeu seu lábio inferior e Karl evirou os olhos.

                - Só ligamos os pontos seu bunda mole! – disse Karol – Deveria saber fazer isso como detetive. – comentou a mesma.

                -Ei! Eu sei fazer isso, mas não tão em quanto você, sou lerdo. – disse, fazendo com que as meninas rissem.

                -Estou morrendo de sono... – disse Anne.

                -Espere um pouco, seus pais sabem que você estava no laboratório? – perguntei.

                -Não mesmo, essa semana minha faculdade faz aniversário, então essa é nossa semana de folga. Disse às meninas da faculdade que iria passa a semana na casa dos meus pais e disse aos meus pais que iria passar a semana no campus me divertindo com as garotas, então na segunda de manhã eu entrei como visitante no laboratório e fui ao porão onde acidentalmente fiquei presa. – explicou Anne e logo em seguida bocejou e espigou-se.

                -Por que o porão? Foi onde viu sua amiga? –perguntei.

                -Amiga?! Adalind é apenas a rodada burguesa da sala. Fui atrás dela, pois eu fui a única que a viu ser arrasada até o porão. – explicou Anne.

                -Por que não comunicou os professores durante a excursão? – perguntei.

                -Não é a primeira vez que Adalind desaparece uma vez ela fingiu que foi sequestrada porque queria passar as férias de verão na Europa e seu pai não queria pagar! – falou Anne

                -Porra! Isso é ápice da babaquise. – disse Karol rindo tomando um gole de seu café.

                -É, mas olha, veja pelo meu lado você vê uma menina que só entrou a faculdade de biologia porque seus pais pagaram e vive sumindo por aí ser arrastada pra um canto. Eu achei que era só mais um de seus teatros e que no dia seguinte ela estaria de volta, mas não foi assim então eu fui atrás de pistas. – explicou Anne – Mas não achei nada... Pode ser que esteja morta agora, por minha culpa. – disse Anne e logo e seguida lágrimas rolaram por suas bochechas.

                -Anne... – falei.

                -Adalind não era flor que se cheire, mas ninguém merece morrer por causa de um experimente idiota de um laboratório comandado por um imbecil! – disse Anne chorando, eu estava sentado no mesmo banco que ela e Karol estava à nossa frente. Anne abaixou a cabeça e comecei a ouvir seus soluços.

                -Vou pegar café para vocês. – disse Karol se levantando. Eu me aproximei mais de Anne e a abracei, sua cabeça esta apoiada em meu peitoral e pude sentir seus soluços.

                - Sou uma assassina... Se eu tivesse avisado os professores, nada disso teria acontecido. – disse Anne, com o choro um pouco mais controlado.

                -Não foi sua culpa se pegaram ela, e além do mais pode ser que ela não esteja morta. – falei – Não é sua culpa se Neil Adams é um idiota que quere fantasmas para merda nenhuma.

                -Mas, se Adalind estiver morta, eu fui a ultima pessoa que a viu com vida e não fez nada. Isso me torna uma assassina. – disse Anne desencostando sua cabeça de mim e me olhando nos olhos.

                -Não foi você que a arrastou para um canto e a prendeu em qualquer lugar, não foi você que a matou ou não. - consolei, Anne sorriu de canto e se voltou para longe de mim.

                -Obrigada por falar essas coisas, apesar de ainda assim eu não ter feito nada para ajuda-la. – disse Anne limpando o rosto.

                -Olha, eu acho que alguns minutos atrás alguém aqui disse que estava morrendo de sono. – disse Karol voltando com três xicaras de café – Mas não há nada que um café concentrado não resolva! – completou a mesma sentando no banco.

-Valeu. Amo café! - disse Anne pegando a xicara, eu fiz mesmo.

-Então, voltando ao assunto do por que Adams quer os fantasmas... – disse Karol tomando mais um gole de seu café – Podemos concluir que o laboratório foi construído em cima do cemitério, pois ele achou que conseguiria fantasmas assim, mas viu que não, então ele decidiu levar cadáveres, mas pelo visto não viu resultado.

-Morte me disse que nenhum fantasma nunca se mostrou para ninguém do laboratório. – comentou Anne. – Ou seja, isso comprova sua teoria.

                -É. Quando eu e Alan fomos ao laboratório pela primeira vez estamos investigando o caso de um garoto que foi visto pela ultima vez lá, e concidentemente, três dias depois seu corpo foi encontrado no matagal perto dali. – falou a morena.

                -Então Adams e sua equipe têm sequestrado pessoas para roubar sua alma. Mas pelo visto não sabem como fazer fantasmas. – falei.

                -Ou os fantasmas continuam sem aparecer para eles. – disse Anne – É uma das duas opções. - completou a mesma.

                -Muito bem pessoal vocês realmente deveriam escrever um livro sobre o que está acontecendo agora, mas como ótima hacker que sou, consegui o contato de um mulher que trabalhou no laboratório e saiu de lá por causa de uma pesquisa que ela era contra. – disse Karol.

                -E o que falou para ela? – perguntei.

                -Vou ao banheiro. – disse Anne - podem ficar tranquilos não vou morder ninguém nem fugir. – avisou saindo da mesa.

                -Okay, cuidado. - falei

                - Respondendo sua pergunta: Falei a verdade, que trabalho em uma agencia que esta investigando o caso do Laboratório Central de Portland e perguntei se ela queria falar sobre o que aconteceu e ela disse que sim!- Karol respondeu e pegou um papel que estava no banco no qual ela estava sentada. – Essa é ela, Sally Washington. – falou Karol colocando a foto da mulher sob a mesa.

                 Ela era muito bonita tinha cabelos castanhos lisos, olhos grandes e castanhos, um nariz não muito grande e fino com uma boca de finos lábios bonitos. Se olhasse bem, ela era parecida com Anne.

                -Ela se parece com Anne. – comentei enquanto Karol guardava a foto.

                -Mais ou menos. – disse Karol enquanto Anne voltava e se sentava à mesa.

                -Enfim, depois que ela disse que aceitaria te falar a verdade, o que ela disse?- perguntei.

                -Ah, ela disse que preferi me ver pessoalmente. Então vamos encontra-la num tal de “Girls Place”, eu já fui lá e é uma boate só para mulheres. – respondeu Karol.

                -Não, é uma boate para pessoas que identificam com o sexo feminino, como não binários, mulheres trans e drag queens. – corrigiu Anne. – Já fui lá com as garotas da faculdade e com a minha mãe, fui lá que tomei meu segundo porre.  – comentou a mesma.

                -E onde tomou seu primeiro porre? – perguntei.

                -Ah! Foi em um churrasco de família, meu pai me embebedou e depois fiz maluquices e meu irmão mais novo gravou tudo! Foi terrível, mas legal. – respondeu.

                -Okay, mas olha Alan, apesar de você ser bissexual não se identifica com o sexo feminino, certo?- perguntou Karol.

                -Certo. – respondi.

                -Pois bem, você vai se disfarçar de drag, beleza? ! – disse Karol, enquanto ela e Anne sorriam.

                -É, e-eu... Ahn acho que sim. – respondi, Karol se levantou e pegou uma dessas bolças de academia.

                -Digamos que já tinha o disfarce aqui, então vai se vestir que vou fazer sua maquiagem depois. – explicou a morena me dando a sacola.

                Caminhei até o banheiro e me troquei, a roupa era um colãn (daqueles de dançar balé), roxo com mandas e uma saia também roxa com lantejoulas brilhantes e além de tudo isso estava usando uma meia-calça meio transparente e preta por baixo.

                -Posso entrar? – perguntou Karol batendo na porta.

                -Entra. – disse suspirando.

                -Meu Deus! Você daria uma linda Drag Queen. – concluiu Karol – Agora coloca esse salto. – disse ela me entregando um salto agulha que vinha em uma bota branca.

                -Você tem sorte de eu saber andar de salto agulha! – falei pegando o salto e me sentando na tampa do vaso sanitário para coloca-lo.

                -Em que outro momento você usou? – perguntou Karol.

                -Fiz um ano de teatro no ensino médio e na peça eu era uma Drag, então tive que aprender a andar de salto agulha. – expliquei ficando de pé, assim eu fico muito mais alto que Karol do que apenas os sete centímetros que eu sou.

                -Esse é um salto bem alto, então pode sentar aí pra eu te maquiar! – avisou Karol.

                Ela ficou me maquiando por aproximadamente vinte minutos, e seriamente eu já não aguentava mais, como as pessoas tem tanta paciência para se maquiar? A vontade de passar as mãos nas pálpebras também era grande, mas se eu fizesse isso provavelmente iria apanhar da Karol.

                -Pronto! – disse ela colocando o pincel na pia – Eu exijo que você veja minha obra de arte no espelho. – disse Karol me puxando para ficar de pé.

                -Nossa! – falei me olhando no espelho, mal conseguia me reconhecer, estava até que bonito – Estou com muito medo de esse glitter cair nos meus olhos. – comentei ainda olhando para o espelho.

                -Se você ficar cego pelo menos vai ser por uma boa causa. – falou Karol se dirigindo até a porta e a abrindo – ANNE VEM CÁ! – gritou ela e deixou a porta do banheiro aberta.

                -Uau... Não sabia que você maquiava Drag Queen – falou Anne se se encostando à porta do banheiro.

                -Não maquio só peguei uma imagem de referência e fiz. – disse Karol pegando uma peruca preta e longa. – Põe. – disse me entregando.

                -Como se põe uma peruca? Na época que interpretei uma Drag Queen meu cabelo batia na cintura então não tive que usar peruca, logo não sei por uma. – expliquei.

                -Deixa que eu faça isso. – disse Anne entrando no banheiro. –Nossa você tá alto! – comentou ficando ao meu lado e vendo que sua testa (que antes batia no meu queixo), estava batendo abaixo de meu peitoral.

                -Quanto você tem quanto altura hein? – perguntou Karol para Anne

                -1,64m – respondeu Anne colocando a peruca em mim comigo sentado na tampa do vaso.

                -Baixinha! – provocou Karol rindo.

                -Que eu saiba você não é nenhuma jogadora de basquete! – rebateu Anne.

                -Tenho 1,70 de altura meu amor, não sou baixinha igual você. – disse Karol cutucando Anne.

                -Merda, mas você vai ver, quando eu comprar um salto. – disse Anne aparentemente irritada. –E quanto é que você tem de altura hein Alan? – perguntou a menina de franja.

                - Tenho 1,77 Anne – respondi.

                -Ou seja, lindinha uns treze centímetros mais alto que você. – concluiu Karol.

                -Não sabia que era de exatas agora! – disse Anne se aproximando de Karol como se fosse lhe meter um soco.

                -Menina já chega, temos que ir ao “Girls Place” e fazer nosso trabalho.  – falei antes que elas se matassem ali.

                -Que seja... Eu ainda vou ser alta. – disse Anne saindo do banheiro puta da vida, o que fez com que eu e Karol ríssemos.

                                                                              ***

                -Pirralha, está com sua identidade aí, né? – perguntou Karol olhando para Anne.

                -Pirralha?! Pra sua informação, tenho vinte e um anos de idade sou maior de idade faz meses.  – retrucou Anne - E sim, estou com a identidade no meu bolço. – afirmou.

                -Beleza. Vem cá – disse Karol.

                -E por que eu faria isso? – perguntou Anne.

                -Porque estou pedindo. –respondeu Karol perdendo a paciência.

                -Que seja... – disse Anne se aproximando de Karol.

                -Eu vou falar com a mulher em uma das salas particulares, você e Alan vão ficar de boas na boate, dançando, bebendo e o caralho a quatro. – explicou Karol – Entendido? – perguntou.

                -Sei bem o que você vai conversar com a mulher. – disse Anne.

                -Apesar de ser lésbica não sou do tipo que curte mulheres de 37 anos. – respondeu Karol.

                -Como sabe que ela é lésbica? – perguntei para Anne.

                -Enquanto a princesa se vestia eu e Karol ficamos conversando sobre a boate e nisso ela comentou é lésbica quando eu disse que sou bi.  – respondeu ela.

                -Força a voz pra fica fina Alan, ninguém vai acreditar que você é uma drag se continuar falando como um homão da porra, coisa que tu não és. - falou Karol.

                -Boa Noite senhoritas. – disse a guarda quando nos aproximamos. – Identidades, por favor. – pediu a mesma.

                -Aqui querida. – disse Karol entregando as três identidades ela as olhou e as entregou de volta.

                - Orientação sexual de cada uma? –perguntou ela pegando uma cesta cheia de fitas.

                -Lésbica! – disse Karol

                - Pode me dar seu pulso? – a mulher perguntou e Karol estendeu o braço, a guarda amarrou uma pulseira com estampa da bandeira lésbica no pulso de Karol.

                - E vocês?- perguntou a guarda.

                -Bissexual. – respondemos em uníssono, comigo forçando a voz feminina.

                -Pulsos. –disse a moça estendemos nossos braços e ela amarrou uma pulseira em nós com a estampa da bandeira bi. – Prontinho, agora sabem com quem dá ou não para ficar. – disse ela abrindo a porta para nós.

                Lá dentro a música era bem alta (estava tocando Where There Girls At-David Guetta, e tinha acabado de começar), luzes azuis, rosas e vermelhas piscavam, havia um bar que ocupava uma parede toda, no centro a pista de dança (onde muitas das moças estavam) com uma DJ em uma daquelas mesas enormes de mixagem e tudo o mais, no canto mais escuro da boate havia duas guardas em frente a uma porta.

                -Onde dão essas portas? – perguntei para Anne que estava ao meu lado (detalhe: eu ainda estava forçando a voz).

                -Aquelas com os guardas dão para as salas particulares que você sabe para o que servem. E aquelas ao lado do bar que  estão ao lado do bar são do banheiro, só tem o banheiro feminino porque só tem moças aqui. – explicou Anne.

                -Ei! Vou para a sala particular falar com a Sally, vocês terão acesso de graça às bebidas, pois já tive uma ótima noite com a dona dessa boate. – disse Karol – Vocês só têm que dizer que são amigas de Karol Dubrov e mostrar as marcas em seus pulsos. – disse Karol.

                -Que marcas? – perguntei.

                -Essas. – disse Karol carimbando nossos pulsos com um carimbo de caneco de cerveja - Agora se divirtam! – falou a morena caminhando em direção das salas particulares.

                -Vamos beber? – perguntou Anne. –Aqui tem uma vodca com coca que é maravilhosa! - disse a mesma.

                -Vamos lá. – disse nos aproximamos do bar e sentamos no banquinho que ali havia.

                -Somos amigas da Karol Dubrov - falei para a barmaid.

                -Posso ver os carimbos? – perguntou, em resposta estendemos nossos braços. –O que vão querer garotas? – perguntou após ver as marcas.

                -Duas vodcas com coca. – disse Anne em seguida a mulher foi preparar os pedidos. – Nossa, eu amo essa musica. – comentou Anne ao ver que estava tocando Maps- Maron 5.

                -Pelo visto só tocam musicas antigas aqui. – falei – Mas essa é boa. – comentei enquanto as bebidas chegavam.

                -Obrigada! – agradeceu Anne. - Tocam musicas atuais também, mas musicas de festa boas mesmo, só tem antigas. – disse Anne.

                -Acho incrível como essa boate consegue ser tão maravilhosa. – comentei.

                -Concordo. – falou a garota de franja ao meu lado - So I'm following the map that leads to you you-you-you-you-you
Ain't nothing I can do
The map that leads to you
Following, following, following to you you-you-you-you-you
Ain't nothing I can do
The map that leads to you
Following, following, following. – Cantarolou Anne, observando as garotas na pista de dança.

                -Você dança? –perguntei, parando de forçar a voz, a musica estava alta o suficiente para só Anne escutar minha voz.

                -Danço igual a uma lombriga, mas danço. – respondeu Anne voltando sua atenção para mim.

                -Somos dois... – disse rindo.

                -Aqui é ótimo, as moças podem ficar bêbadas sem ter que se preocupar se algum macho escroto vai tentar leva-las pra cama. – comentou Anne.

                -Se eu te falar que uma mulher tentou fazer isso comigo, você acreditaria? – perguntei.

                - Explica isso direito. – disse Anne. – Estou interessada agora.

                -Eu estava no segundo ano do ensino médio, fui pra uma festa na casa de uma garota da sala. Fui arrastado pelos meus amigos, mas fui.  Lá uma garota que gostava de mim, chamada Lucy de Lúcifer. – disse fazendo Anne rir. – Me embebedou e me arrastou para um quarto, se meu amigo não tivesse aparecido eu teria perdido minha virgindade com o satanás. – concluí.

                -Com quantos anos perdeu a virgindade? Bem, não precisa responder se não quiser e...

                - Dezessete. – respondi.

                -Okay, e depois? O que a garota fez?  - perguntou Anne.

                -É aí que eu constatei que aquela menina só podia ser cria de satã. Ela disse pra escola inteira que só não quis dormir com ela por que era um gay. – falei.

                -Como se tivesse algum problema em ser. – disse Anne revirando os olhos e tomando um gole de sua bebida.

                -Exatamente! – concordei.

                -O povo era insuportável comigo no ensino médio. Faziam bulling dizendo que eu sou raquítica por ser vegetariana, que deveria queimar no inferno por ser e defender pessoas da comunidade LGBTQ+ e muitas outras merdas. – disse Anne.

                -Eles pararam depois um tempo pelo menos?  - perguntei virando o resto de minha bebida.

                - Uma garota disse pra mim uma dia: “Você não passa de uma tentativa de aborto, só quer atenção porque foi adotada sua pequena aberração.” Eu estava farta de pessoas esfregarem na minha cara que fui adotada, que eu era uma merdinha e etc. – disse Anne tomando mais um gole da bebida – Ela me disse isso a aula, eu me levantei da minha cadeira fui até ela e bati na cara dela com toda a força que eu tenho na minha mão, depois ela tentou revidar, mas eu a joguei no chão e distribui vários socos na cara de idiota dela. - completou Anne sorrindo.

                -Nossa, achei que você fosse das certinhas. – comentei.

                -Eu sou, mas, depois de guardar tanta coisa em silêncio tem uma hora que você explode! Foi a única vez que meus pais foram chamados na escola e brigaram comigo, mas depois compreenderam o porquê de eu ter quebrado a cara da menina. – explicou.

                -Meus pais sempre eram chamados na escola quando eu estava no fundamental II, mas era eu que sempre apanhava. – comentei.

                - Dois chotes de tequila para cada querida. – disse Anne para a barmaid.

                -Aqui estão. – disse a mulher.

                -Um brinde: À bullings sofridos e surras dadas! – disse Anne levantado um de seus chotes.

                -À bullings sofridos e surras dadas! – repeti batendo um de meus chotes no de Anne, logo em seguida viramos eles.

                -Adoro tequila. – disse Anne virando seu segundo chote.

                -É bom. – falei fazendo o mesmo. – Vêm. – disse me levantando e chamando Anne para a pista de dança.

                - Nem fodendo. – disse me olhando, me aproximei dela em seguida.

                -Meu anjo, eu não vi vídeos bizarros, aturei a sua ironia e me disfarcei de Drag Queen à toa. – falei – Não quero dançar, só gosto de ficar em meio às pessoas e sentir a vibração da música. – expliquei.

                -Okay. – disse Anne vindo junto de mim ao meio da pista de se misturando e meio às pessoas.

                Estava tocando Dancin - Aaron Smith e muitas das meninas estavam remexendo seus corpos ao som da musica alta de a da vibração que estava no chão.

                -Ai! – disse Anne após uma menina esbarrar nela e a fazer cair em cima de mim.

                -Segura em mim. – falei, após Anne o fazer começamos a balançar para os lados freneticamente ao som da musica. Isso arrancou varias risadas de Anne. Ao terminar da musica paramos e Anne estava sorrindo.

                -Preciso sentar, estou mais tonta do que já sou – falou a menina sorridente.

                -Beleza. – falei e nos aproximamos dos banquinhos do bar e sentamos novamente, nesse momento meu celular começou a vibrar. O peguei e vi que Karol estava me ligando. –Vamos ao banheiro, o som aqui é alto demais para falar ao telefone. – falei.

                -Vamos. – Anne se levantou e rapidamente caminhamos até o banheiro, a mesma se sentou em um puff que ali havia, encostei-me à parede e atendi ao telefone.

                -Que porra de demora! Estavam transando por acaso? – disse Karol assim que atendi.

                -Não. Estávamos andando até o banheiro para o som não atrapalhar. – respondi.

                -Sei... De qualquer forma me encontrem no sofá que tem ao lado da porta que dá acesso às salas particulares. Estou saindo de uma agora. - disse Karol.

                -Por quê? – perguntei.

                -Porque eu quero que conheçam a Sally, ela já me contou tudo, mas vai ser legal vocês conhecerem ela. - explicou Karol – Espero vocês no sofá, tchau. – disse a mesma e logo em seguida desligou.

                -Temos que ir para o sofá ao lado da porta das salas particulares. – avisei para Anne.

                -Okay, vamos embora logo em seguida né?! Já fiz o que tinha que fazer, estou morrendo de sono. – disse a mesma se levantando do puff e saindo do banheiro junto de mim.

                -Depois de conhecermos a mulher te levo pra onde você quiser, também estou com sono. – falei. Caminhamos até o sofá e Anne estava me contado piadas e rindo quando chegamos.

                -Oi eu sou a Sally Washington.  – disse a mulher, Anne estava com o rosto virado em minha direção, mas no momento em que olhou para Sally o sorriso desapareceu de seu rosto e em seu lugar apareceu uma mistura de raiva e tristeza.

                - O que foi Anne? Já se conheciam? – perguntei para Anne, ao ouvir o nome “Anne” Sally arregalou os olhos.

                - Não, mas sei bem a pessoa imunda que ela é! – respondeu Anne mantendo contato visual com Sally, eu e Karol estávamos com cara de confusos.

                -Me deixa explicar filha. – disse Sally, eu e Karol nos olhamos e arregalamos os olhos. Nessa hora a semelhança que tinha visto entre as duas fazia sentido.

                -Não! Você não tem o DIREITO de me chamar de filha. – disse Anne enquanto lágrimas rolavam por suas bochechas – VOCÊ ME ABANDONOU NA FRENTE DO ORFANATO E EU NÃO TINHA NEM UM DIA INTEIRO DE VIDA! – gritou Anne para a mulher.

                -Não foi uma escolha me bem. Seu avô me obrigou a te coloca na adoção assim que descobriu que eu estava grávida. – disse Sally.

                -MENTIROSA!- gritou Anne empurrando Sally, o que a fez cair no sofá.

                -Eu tinha dezesseis anos quando engravidei de você, por isso seu avô disse que eu deveria te colocar na adoção. Seu pai não te assumiu e ninguém na família queria uma criança gravida de outra. – disse a mulher enquanto lágrimas também rolavam por suas bochechas.

                -Estamos nos EUA, você teve a opção de me abortar! – disse Anne limpando o rosto – Mas não, esperou por nove meses para me abandonar. A única coisa que você me deu foi um nome. – falou ela olhando para Sally incrédula.

                -Eu te coloquei a porta do orfanato, você fala como se eu fosse um monstro! – disse Sally fazendo Anne revirar os olhos – Eu ia te adotar de volta, mas quando eu apareci, disseram que você já estava em sua nova família.

                -Quando eu tinha oito anos me disseram quem era você, descobriram após um exame de sangue que tive que fazer. Eu tentei te procurar, mas nunca conseguia nada... Então desisti e apenas aceitei que havia sido abandonada. – disse Anne visivelmente nervosa.

                -Não era minha intenção fazer você se sentir assim Anne.

                - Nunca é sua intenção né?! Não era sua intenção engravidar, me abandonar na frente de um orfanato, fazer uma criança problemática crescer com traumas... Nada disso foi sua intenção. – falou Anne.

                -Anne, se eu pudesse voltar no tempo, pode ter certeza de que eu teria te dado todo o carinho e amor que você deveria ter recebido...  Que eu não te colocaria em orfanato logo após você ter saído de dentro de mim, pois eu te amo Anne. – disse Sally.

                - Você não me ama, mães que amam não abandonam, mães que amam de verdade confrontam a família... Mães que amam não largam por aí! – disse Anne.

                - Você deveria gostar de mim, querer viver comigo... Passei nove meses com você dentro de mim. – Falou Sally tentando se aproximar de Anne que desviou.

                -Sinceramente eu preferiria passar o resto a minha avida com ele, o cara que conheci horas atrás. Eu confio mais nele do que em você, meus sentimentos por ele são mais fortes do que meus sentimentos por você. – disse Anne apontando para mim, tivemos sorte de a musica estra mais alta do que o tom de voz de Anne.

                -Esta mentindo. – falou Sally.

                - Diferente de você, eu não minto. – disse Anne que logo em seguida se virou e foi para o bar.

                -Anne! – chamou Sally.

                -Você é uma cuzona! Eu engravidei por acidente quando tinha dezessete anos, mas nem por isso larguei meu filho em um orfanato. Minha tia o cuidou e o adotou... Você poderia ter pedido para um parente cuidar dela e depois explicar toda a situação. – disse Karol

                -Ela nunca vai querer me escutar... Eu vou para casa. – disse Sally pegando sua bolça e indo embora.

                -Vamos atrás da Anne. – disse, eu e Karol corremos até o bar e vimos Anne sentada em um banquinho bebendo Whisky.

                -Oi Karol vai querer algo? – perguntou a barmaid.

                -Oi Ash, não vou querer nada. Valeu. – disse Karol.

                -Eu quero! – disse Anne com a voz levemente embriagada. – Tequila, cinco chotes. – pediu Anne, a barmaid apenas obedeceu e colocou os chotes e frente à Anne.

                -Anne larga isso vai. – digo tentando impedir que ela vire o segundo chote.

                -Para com isso Alan, e-eu sou maior de idade! – diz soluçando e virando os chotes, logo em segue para a pista de dança onde estava tocando Baby I’m yours ­– Beackbot e começou a mover os quadris de um lado para o outro.

                -Ela está completamente bêbada. – comenta Karol vendo Anne dançar.

                -É, o que vamos fazer? – perguntei.

                -Está mesmo perguntando isso para mim? Alan eu sou alcoólatra, não sei o que se deve fazer quando está bêbado, pois quem está bêbado sou sempre eu. – disse Karol.

                -Eu nunca tive que cuidar de um bêbado! Tem algum remédio que se tome ou algo do gênero? – pergunto.

                -Tem uma farmácia do outro lado da rua, vai lá e compra efervescentes. É o que eu tomo quando estou de ressaca.

                -Okay, não a deixe beber mais nada. – avisei.

                -Que diferença vai fazer se ela beber mais?- perguntou Karol em tom de deboche.

                -Olha lá! A menina já está com uma garrafa de cerveja na mão! Pelo menos cuide dela. -falei indo em direção da saída.

                Ao entrar na farmácia notei que estava vazia, tinha um relógio na parede e marcava  01:40 a.m. O tempo nem pareceu passar dentro da boate.

                -O que vai querer amiga? – perguntou a caixa.

                - Efervescentes, minha amiga está bêbada. – respondi.

                -Quantos? – perguntou

                -Ahn, uns três. – respondi.

                -Sete dólares. – disse me entregando os efervescentes em uma sacola.

                -Aqui. – entreguei o dinheiro a ela. – Tem uma banheiro por aqui? – perguntei.

                -Logo ali, depois da prateleira de absorventes. - aponta para o local.

                -Obrigado. – caminho até lá e tiro a maldita peruca. Como essa merda coça! Meu cabelo esta preso em um coque, o desfaço e jogo meu cabelo para o lado e ligo para a Karol. – Como está a Anne? – pergunto.

                -Muito bêbada, digamos que tirei os olhos dela para ir ao banheiro e ela bebeu ainda mais. – respondeu Karol.

                -Que merda. Onde estão? – perguntei.

                -Estou com a Anne no banheiro, ela está se desfazendo aqui! – respondeu e no fundo escutei uma risada embriagada.

                -Ninguém merece, vou pegar o carro e espero vocês aí na frente da boate. – digo.

                -Beleza... Devolve-me isso Anne! – escuto Karol gritar.

                -Oiiii! Alan é você? E-eu não gosto da Karol, ela tirou a bebida de mim! SE eu ficar sempre peto de você posso ficar bêbada né?! - pergunta Anne daquele típico jeito que bêbados falam o que e arrancou me arrancou uma risada.

                -Passa para a Karol, depois eu falo com você. – pedi, controlando minha risada.

                -Alan, eu vou te esperar na saída da Boate, tchau. – escutei Karol falar depois desligar.

                Saí da farmácia com os efervescentes e a peruca a sacola, caminhei até o carro e dirigi até a frete da boate, quando parei ali Karol coloco Anne na parte de trás e sentou-se ao meu lado.

                - Vamos levar ela para onde? – perguntou Karol.

                -Para o nosso apartamento. Ela disse aos pais que estria na faculdade e aos amigos que estraria com os pais, então não podemos leva-la para nenhum desses lugares.

                -Nossa como odeio gente jovem! – disse Karol colocando as mão na cabeça.

                -Meu anjinho, você é só dois anos mais velha que Anne. – digo pegando a rua para o aparamento que eu e Karol dividimos.

                -Já notaram que na verdade mangas são tipo calças para os braços? – perguntou Anne levantando rapidamente do banco no qual estava deitada.

                - Como está se sentindo Anne? – perguntei olhando-a pelo retrovisor.

                -Uma merda! Descobri que minha biológica é ainda mais babaca do que pensei que fosse e estou no carro de um estranho indo para a casa dele. Minhas ultimas horas foram bem loucas, passei de um laboratório para o prédio do MIB, e depois para uma boate bem  doidana qual fiquei bêbada...  – disse Anne.

                -Porra. – disse Karol.

                - Está com sono? – perguntei.

                -Sim! – disse deitando de lado no banco e fechando os olhos.

                -Como vamos leva-la para cima? - Pergunta Karol me vendo abrir aporta de trás do carro.

                -Vou tirar esse salto e levar ela no colo. – respondi tirando o sapato e dando ele para Karol. Peguei Anne e a ajeitei nos meus braços igual os heróis fazem com as moças em filmes.

                Ela apertou o botão para o nosso andar, entramos e não tinha nenhuma alma sequer dentro do elevador, ao chegarmos ao nosso andar Karol destrancou a porta e entrei no apartamento.

                -Onde é que você vai colocar ela para dormir? – perguntou Karol cochichando para não acordar Karol.

                -Na minha cama. – respondi e vi Karol me olhar maliciosamente. – Eu vou dormir no sofá.

                -Ahh... Onde é que eu tô? – perguntou Anne, ela se assustou ao ver que estava no meu colo e pulou do mesmo. – Mas que merda é essa? – perguntou.

                -Você ainda está bêbada? – perguntou Karol.

                -Sim... E com sono. – respondeu. – Mas não tão bêbada, estou só vendo dobrado.

                -Quer trocar de roupa para dormir? – perguntei.

                -Quero. – disse Anne. – Tenho que passar no banheiro antes.

                -Vem comigo então. – diz Karol levando Ane ao banheiro. Vou até meu quarto e pego uma camiseta minha que ficaria em longa na Anne e um pijama para mim.

                -Onde que está minha roupa? – pergunta Anne chegando ao quarto.

                -Aqui. - digo entregando a camiseta. – Pode dormir aqui.

                -Okay... Boa Noite. – diz Anne enquanto eu saio do quarto.

                -Boa Noite. – digo, troco de roupa e deito no sofá. Realmente tem algo nela que chama a atenção... Já o que é eu não sei.


Notas Finais


Espero que tenham gostado <3
semana que vem tem mais.


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