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História The Strength Of Wanting - Capítulo 12


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Notas do Autor


Voltei...

Capítulo 12 - Capítulo 12


Não tem nada melhor do que estar em casa, depois de horas cansativas dentro do avião, os três chegaram praticamente dormindo. Paola tirou apenas os sapatos e se jogou na cama junto com Adam que também já dormia.

Fogaça fez suas necessidades físicas no banheiro e depois se juntou aos seus amores na cama caindo no sono. Como já era noite, não tiveram dificuldade nenhuma em apenas deitar e descansar.

{...}

Paola acordou com sons repetitivos de "dá dá" enquanto recebia leves tapas no rosto por Adam. Fogaça estava tão cansado que nem percebeu nada disso e permaneceu dormindo intacto mesmo que o menino estivesse quase arrancando os olhos dele.

Paola resmungou e abriu os olhos tendo a imagem de Adam sentado lambendo a própria baba que estava nas mãos dele. Como o menino dormia entre os dois, ela já sabia que seria difícil de conter o alvoroço dele para não acordar Fogaça.

Lamentou quando olhou para o lençol e viu uma mancha escura enorme, causada provavelmente pela fralda cheia de xixi por ter vazado. Paola se levantou pegando Adam, tirou o pijama do menino e a fralda cheia de tudo que tinha direito.

- Meu Jesus, tava guardando a bosta pra quando voltasse meu filho? - Paola disse fazendo uma careta. - Deus me livre, que fedor.

- "Dá dá" - Adam balbuciou jogando o pacote de lenço umedecido no Fogaça.

- Não faça isso Adam, é feio. - Paola o repreendeu.

- Dá dá! - Adam gritou

- Eita que hoje acordou no "Dá dá" hein. - Paola disse sorrindo.

- Tô ouvindo isso aí. - Fogaça resmungou.

- Olha! O papai tá acordado. - Paola disse animada.

- Tô. - Fogaça se sentou percebendo a mancha escura. - Fez xixi na cama Paola?

- Hahaha! - Paola sorriu debochada. - O Adam encheu a fralda, vazou tudo, ficou a noite inteira sem trocar nada deve ter sido isso.

- A noite inteira não, eu troquei ele de madrugada. - Fogaça disse coçando os olhos. - Ele tava resmungando

- Fogaça você ajeitou os lados da fralda? - Paola perguntou desconfiada.

- Que lados? - Fogaça franziu o cenho. - Não é só colocar aquele bagulho que cola?

- Foi por isso que vazou tudo. - Paola passou a mão no rosto. - Você colocou a fralda toda frouxa Henrique...

- Coloquei? - Fogaça fez uma careta. - Acho que não hein.

- Colocou. - Paola riu. - Fogaça, você tem que ajeitar bem os lados pra não vazar.

- Eu não sabia Paola. - Fogaça deu ombros e olhou para a janela. - O dia tá ótimo pra pegar uma ondinha hein?!

- Tava ótimo pra pegar uma ondinha mais cedo, agora o sol está muito quente. - Paola alertou. - Já está na hora do almoço.

- Tem que ver algum lugar pra gente ir né? - Fogaça se levantou. - Não tem almoço pronto.

- Não, você vai fazer o almoço. - Paola riu entregando Adam pra ele. - E vai dar banho no Adam pra variar

- Tá falando sério Paola?! - Fogaça debochou.

- Tô. - Paola deu ombros e entrou no banheiro sendo acompanhada por Fogaça.

- É sério que eu tô passando por isso?! - Fogaça apontou para a barriga. - Não acredito.

Adam estava fazendo xixi, e por estar pelado, não tinha nada que o impedisse de molhar o corpo de Fogaça. Paola caiu na gargalhada enquanto via Henrique fazer cara de nojo.

- Vai logo dar banho nele Fogaça. - Paola balançou a cabeça negativamente enquanto escovava os dentes.

- Já vou. - Fogaça deu um selinho nela. - Mas precisamos resolver uns assuntos mais tarde.

- Eu só sei que estou morrendo de fome. - Paola disse levantando uma sobrancelha. - E o Adam também

Paola saiu do banheiro pronta para arrumar a bagunça que se formou dentro do quarto. Trocou o lençol e tirou o colchão colocando-o na sacada para pegar sol, jogou a fralda cheia fora e leviu a roupa suja para a lavanderia.

Depois arrumou as coisas de Adam e ajeitou a roupa que os três usariam sentindo um prazer enorme em ter os dois por perto.

Fogaça terminou o banho e trocou Adam enquanto era observado por Paola que sorria leve com o carinho que Henrique tinha com o garoto.

Ele sempre tinha uma carta nas mangas, quando Adam ameaçava resmungar para chorar, ele fazia uma palhaçada e pronto, já tinha neném sorrindo na área.

Paola os deixou e foi tomar seu banho pois tinha que ir até a sede do FBI um pouco mais tarde.

Enquanto tomava banho, Paola estava pensando no nome que Bryan havia falado. Ela nunca havia se lembrado desse nome, nem no fundo de suas memórias.

Estava sem dúvidas, no melhor momento de sua vida, tinha um homem que ela realmente amava, um filho que havia conquistado o seu coração e um emprego que jamais pensou que teria.

Depois de muito pensar, saiu do banheiro sorrindo sentindo o cheiro da comida que Fogaça estava fazendo na cozinha que por sinal estava cheirando muito bem.





Adam estava dormindo, Paola e Fogaça estavam lavando as louças do almoço, que não foram poucas. Henrique não perdeu muito tempo e aproveitou o momento a sós para namorar um pouquinho com a mulher.

Fogaça a abraçou por trás e beijou o pescoço dela que estava secando os pratos. Paola sorriu e se virou encontrando os lábios dele prontos para se entrelaçarem.

- E a gente hein Carosella? - Fogaça disse entre o beijo.

- A gente o quê? - Paola se afastou

- Como vai ficar a nossa situação. - Fogaça a abraçou pela cintura. - Não vai poder ser a mesma, a gente transou.

- Deixa fluir Fogaça. - Paola sentou no sofá observando Adam dormindo no bercinho pela babá eletrônica. - Acho que vamos precisar da Janaína.

- Eu já sabia que ia dar nisso. - Fogaça pegou o celular. - Vou mandar uma mensagem pra ela.

- Fogaça, o Bryan me disse algo antes de morrer. - Paola comentou

- Falou o quê? - Fogaça a olhou.

- Khan...- Paola sussurrou.

- Não se lembra de nada? - Fogaça perguntou.

- Nadinha. - Paola balançou a cabeça negativamente. - Na verdade eu não tô conseguindo lembrar de muita coisa.

- Ah Paola, aconteceu há muito tempo. - Fogaça disse

- Não Henrique! Não tô me lembrando de coisas óbvias, tipo: se eu tenho irmãos, ou onde eu passei a minha adolescência. - Paola passou a mão no cabelo. - Quando lembro de mãe, eu vejo dois rostos diferente.

- Estranho...

- Muito. - Paola suspirou. - Eu me lembro de algo que parece um sonho.

- Como é. - Fogaça perguntou.

Paola estava treinando numa escola militar, era trabalho apenas para homens na época e por um milagre ela conseguiu entrar na instituição.

Falhou em uma das missões e agora estava nua na frente de todos apanhando de uma coronel.


- Não consigo ver o rosto dela. - Paola disse sentindo suas mãos trêmulas. - Parece que temos uma ligação...

- Não lembra onde fica esse lugar? - Fogaça segurou na mão dela.

- Não, mas eu escuto pessoas falando em línguas estrangeiras, ouço tudo misturado. - Paola deixou uma lágrima escapar. - O que eu estava fazendo lá?

- Calma Paola, pra você lembrar disso tudo vai ser questão de tempo. - Fogaça a abraçou.

- Temos que ir trabalhar. - Paola comentou. - Tá quase na hora.

{...}

Paola e Fogaça tinham acabado de chegar ao prédio. Estranharam a movimentação de pessoas novas e principalmente a quantidade de cachorros que tinha lá dentro.

Logo Elisabeth os chamou e eles a acompanharam até a sala onde a mulher atua como diretora.

- Boa tarde. - Elisabeth disse.- Não tivemos a oportunidade de conversar desde o ocorrido no Canadá, mas temos que resolver algumas pendências.

- Quais? - Paola perguntou.

- Trouxe o documento de adoção do Adam. - Elisabeth pegou o papel. - Preciso que assinem, os dois.

- É claro. - Fogaça pegou a caneta e assinou o documento juntamente com Paola.

- Bom, Agora o Adam se chama, Adam Carosella Fogaça. - Elisabeth adiantou.

- Só isso? - Fogaça perguntou apontando para o papel.

- Não, hoje vocês terão algumas tarefas aqui. - Elisabeth disse. - Paola esses cachorros são todos seus, preciso que faça uma avaliação com todos eles ainda hoje.

- Sabia que ia sobrar pra mim. - Paola sorriu. - Já estou indo.

- Ótimo, e você Henrique, passará por um treino de tiro ao alvo. - Elisabeth disse. - Dispensados.

_________---------

No dia seguinte...

Paola e Fogaça entraram no prédio afobados, receberam um alerta e foram diretamente para o local depois de terem colocado Adam para dormir.

A voz de Elisabeth na ligação era completamente estranha, deixando Paola completamente preocupada pelo que estava por vir.

- O que temos Marisa? - Fogaça entrou na sala vendo todos reunidos.

- Um navio na costa brasileira, a marinha do Brasil nos mandou um pedido de ajuda. - Marisa explicou. - Não que a Marinha brasileira saiba que estamos atuando aqui, mas sabemos.

- São duas horas da manhã, a marinha não consegue resolver isso sozinha? - Patrício resmungou.

- Acontece que é um navio russo. - Marisa comentou. - Chama-se Yantar.

- Se é um navio russo ele provavelmente pediu licença ambiental para entrar no país e estar na costa. - Ana Paula disse. - Não precisamos ir, isso é com a polícia Federal e com a Marinha

- Realmente, mas temos um problema. - Marisa disse enquanto colocava as coordenadas do navio. - Enviei um drone hoje cedo que foi capturado.

- Yantar é muito perigoso. - Elisabeth comentou passando a mão no rosto

- Por quê? - Paola perguntou observando a foto do navio.

- Yantar, é um navio de coleta de informações para fins especiais, construído para a Marinha Russa. - Marisa explicou. - Muitas vezes rotulado como Navio de espionagem russa.

- E a quanto tempo ele está por aqui? - Paola perguntou se aproximando de Marisa.

- Se for contar por localização de satélite, ele está aqui há apenas dez horas, mas eu descobri que tinha algo bloqueando o sinal e principalmente a localização. - Marisa digitou algo no computador. - Consegui hackear, mas não encontrei uma forma de desativa-lo.

- E a quanto tempo esse navio está aqui de verdade? - Patrício perguntou.

- Três meses. - Marisa suspirou. - Tenho certeza que eles estão tramando algo.

- Não conseguiu nada sobre esse bloqueio? - Paola perguntou. - Se tivermos o controle dele podemos investigar esse navio mais de perto bloqueando o nosso sinal também.

- Eu acho que é um aplicativo. - Marisa olhou para Paola. - Tudo indica que ele bloqueia a localização de veículos do governo federal de qualquer federação.

- Então podemos ir até lá sem que eles saibam. - Ana Paula disse.

- Não ainda não temos acesso ao aplicativo, apenas sei que ele foi criado num apartamento em duque de caxias.

- Tem gente de caxias criando aplicativos desse estilo? Rio de Janeiro realmente surpreende. - Paola riu fraco.

- Já mandei uma equipe ir até lá e eles encontraram apenas uma adolescente. - Elisabeth disse cruzando os braços. - Ela está na sala de interrogação.

Fogaça foi o primeiro a entrar na sala que estava sendo filmada. A menina estava com os braços cruzados e uma cara nada boa. Os cabelos loiros faziam o serviço de esconder um pouco do rosto da garota enquanto Marisa a buscava no banco de dados.

- E aí mocinha?! Pode me dizer quem fez esse aplicativo? - Fogaça perguntou sabendo que a menina estava ciente o que ele estava falando.

A garota nada disse, apenas o olhou sem levantar a cabeça assustando um pouco rapaz.

- Vamos lá, eu sou Henrique Fogaça, quero saber quem fez o aplicativo. - Fogaça disse calmamente.

- Я знаю, кто вы, и я создал программное обеспечение. - a menina falou deixando Henrique confuso.

- Cê não fala português né? - Fogaça revirou os olhos.

- Eu sei quem você é, e foi eu que criei o software. - Paola pensou alto. - É isso! Ela falou isso.

- Você sabe falar russo Paola? - Marina perguntou enquanto observava a cena pela câmera.

- Eu sei falar russo?! Eu não sabia disso. - Paola balançou a cabeça negativamente.

Fogaça havia desistido de arrancar alguma informação da menina e voltou até a sala onde a equipe se encontrava. Bateu palmas quando viu o rosto da menina no enorme monitor.

- Um Software, feito inteligentemente por Alexia Polverari. - Marisa disse. - Ela é um gênio.

- Polverari? - Paola levantou as sobrancelhas. - Eu conheço esse sobrenome de algum lugar... só não me lembro onde.

- É o sobrenome da sua mãe Paola. -Eliaabeth disse como se fosse óbvio

- Então...

- Isso não vem a questão e nem faça especulações. - Elisabeth conteve Paola. - Essa menina não é a sua filha.

- Ela nem é brasileira. - Fogaça disse. - A mina fala russo.

- Eu também. - Paola sorriu maliciosamente. - Vou até lá.

Quando Paola entou na sala, sentiu seus pelos se arrepiarem com a vibe que vinha da menina. Era algo muito estranho que fazia o coração dela acelerar.


- Seu nome é Alexia né?! - Paola perguntou sentindo seu coração disparar enquanto era observada pelos olhos azuis. - Fala português?

- Sim...Alexia Polverari. - A menina disse arrepiando cada pelo de Paola.

- Polverari era o sobrenome da minha mãe. - Paola sorriu fraco.

- Que coincidência. - Alexia olhou para os dedos.

- Muita...- Paola sussurrou. - Mas me fala por que você estava naquele apartamento sozinha?

- Minha mãe me abandonou, não sei quem é o meu pai, só tenho ao meu tio, mas ele precisou viajar.

- Então me fale mais sobre o aplicativo. - Paola pediu se sentando.

- É basicamente um software. - Alexia sorriu fraco.

- Você criou para a Rússia? - Paola perguntou.

- Não, eu criei apenas por diversão. - Alexia deu ombros. - Eles invadiram a minha casa e me obrigaram e vender para eles, ganhei um grana boa.

- E quanto tempo tem isso? - Paola fez um coque.

- Três meses.

- Como sabe falar russo? - Paola questionou. - Não é uma língua fácil.

- É eu sei, mas eu aprendi porque gosto dos filmes de espionagem. - Alexia disse.- Você sabe falar russo? Parece ser uma espiã russa.

- Não interessa agora. - Paola sorriu e balançou a cabeça negativamente. - Preciso que desative o software.

- Não posso. - Alexia colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha. - Eles trocaram o código de acesso, não tenho tanto conhecimento assim.

- Tenho certeza que tem, foi você quem criou. - Paola sorriu fraco

- Tenho certeza que vocês tem um agente extremamente inteligente que já hackeou o software e conseguiu passar pela barreira de bloqueio né?!

- Como sabe disso? - Paola perguntou desconfiada. - Isso é algo confidencial.

- Assisto series o dia inteiro. - Alexia deu ombros.- Mas saber que existe uma sede do FBI no Brasil está sendo a minha maior surpresa, é sério, tô supreendida.

- Não existe uma sede do FBI no Brasil. - Paola negou. - Você está assistindo series demais.

- Eles me vendaram da maneira errada, eu vi tudo o que tem aqui, vi os agentes, a faxineira, vi Mário Márcio no quinto andar. - Alexia sorriu. - Vi você antes que você me visse, Paola Carosella.

- Meu nome? Como sabe? - Paola perguntou sentindo adrenalina no sangue.

- Li no seu crachá. - Alexia deu ombros apontando para o crachá. - Assim como li o do Mário Márcio.

- Você vai ficar por aqui. - Paola disse antes de sair da sala. - Você é espertinha demais...


Carosella saiu de dentro da sala atordoada, ela tinha certeza que estava vendo muita maldade no olhar de Alexia e estava se culpando por terem tirado a menina de dentro de sua casa e a encherem de perguntas.

- Essa menina é muito estranha. - Paola disse assim que chegou até a sala. - Mas ao mesmo tempo ela é...

- Carente? - Elisabeth tentou adivinhar. - Não, você não vai adotar a Alexia, até porque a guarda provisória dela está com o tio.

- Quem falou em adotar? - Paola cruzou os braços. - Ela faz dezoito amanhã, já será adulta.

- E uma espiã russa logo logo. - Patrício disse.

- Quando voltarmos ela voltará para casa? - Paola perguntou

- Tudo indica que sim. - Elisabeth deu ombros.

- Acho que seria melhor vocês a investigarem, ou apagar um pouco da memória dela. - Paola sugeriu. - Essa menina sabe coisa demais.

Paola olhou para a caneta e viu Jason conversando com a garota. Não vi seguida ouvir por algum motivo que eles não se aprofundaram.

- Tá, preciso de tempo para tentar decodificar um código, enquanto isso, preciso saber o que tem dentro desse navio.

- Quer que a gente vá até lá? - Paola revirou os olhos. - Tenho um filho agora, lembra?

- Temos um contrato, lembra? - Elisabeth sorriu. - Sairemos em dez minutos.

Paola estava se preparando para sair. Estava preocupada com Adam que passaria a noite inteira com Janaína. Não podia bem ligar para ela pois já era muito tarde e acordar o menino agora não seria nada bom para a doméstica.

Saíram na madrugada e com certeza passariam a noite inteira fora até descobrirem o que esse navio está fazendo na costa brasileira sem uma permissão.

Não demoraram muito para se encontrarem novamente na saída pois os quatro iriam no mesmo carro com Fogaça dirigindo. Estavam indo para o terminal de barcos onde tinham um submarino do FBI a espera deles.

Fogaça estava praticamente liderando a missão, era ele quem ditava quem iria para cada lado. E tinha um génio forte, apesar de Elisabeth estar sempre com eles, Henrique claramente era o líder.

Já estavam se aproximando do navio, Fogaça estava tenso, mas também estava curioso demais para saber o motivo de um navio russo estar na costa brasileira por tanto tempo e só deixarem isso exposto muito depois da chegada deles.

Quando o submarino parou perto do navio, Fogaça saiu encostando no casco do navio, rapidamente os outros saíram e escalaram até entrarem no navio.

Estavam dentro. Fogaça fez o sinal de silêncio para tentar identificar algum som que não fosse o das ondas quebrando em alto mar, não ouviu nada diferente daquilo, portanto decidiu avançar e se surpreendeu com o que viu.

Um homem fardado com o uniforme da marinha, sentado na cadeira com um tiro na cabeça, morto. Não só isso, mas tinha uma câmera também possivelmente com uma gravação.

Fogaça pediu cobertura para e pegou a câmera apertando no único video que tinha disponível.

Enquanto eles estavam distraídos assistindo ao video Paola estava em outro patamar, a curiosidade havia falado mais alto, portanto adentrou o navio sem que todos vissem.

Não tinha ninguém ali dentro, Paola estava começando a achar que aquele era um navio fantasma, uma emboscada. Ela entrou numa pequena sala sem luz, ou qualquer tipo de claridade.

Pegou o celular e acendeu a lanterna, por mais que já estivesse amanhecendo, não era fácil enxergar as coisas la dentro. Paola viu enormes latões muito bem lacrados, todos com placas de identificação.

- Largue a arma ou você morre agora. - Uma voz anônima abordou Paola.

Carosella se virou e deu de cara com uma pessoa super protegida, luvas, botas, e máscara de oxigênio. Paola já tinha entendido qual era o propósito do navio ali, mas queria saber porquê.

Ela obedeceu, soltou a arma enquanto ele se aproximava, a única coisa que Paola conseguiu verva nele foram os olhos, alvos como a neve que o indivíduo carregava.

Paola levantou os braços em sinal de rendição dando passos para trás se esquivando do rapaz.

- Vocês são russos, por que está falando português? - Paola perguntou

- Por que você fala português? - O rapaz passou a arma pelo rosto de Paola.

- Porque sou brasileira. - Paola respirou fundo.

- Mentira! - O Rapaz colocou a arma no peito de Paola. - Eu sei quem você é Paola Carosella, e você também sabe quem eu sou, é tudo questão de tempo.

- Não, eu não sei quem você é. - Paola balançou a cabeça negativamente.

- Claro que não se lembra, você se perdeu quando Khan...- O rapaz começou a falar, mas foi ouvido um tiro onde a equipe estava.

Paola aproveitou a distração do homem e o desarmou sem muita dificuldade o fazendo refém. O sangue dela corria rapidamente nas veias e a adrenalina que ela amava tanto estava lá.

- Quem é Khan? - Paola apontou a arma para ele.

- Você irá se lembrar. - O rapaz levantou os braços em sinal de rendição.

- Você não é a primeira pessoa que me diz esse nome. - Paola disse

- Tire a roupa do soldado da marinha tem algo lá, não terá respostas. - O rapaz disse. - Mate-me.

- Não vou te matar, eu quero saber...

- Francesca não vai voltar para você, nunca mais. - O homem disse. - Esqueça isso.

- Quero saber o que houve naquela noite. - Paola o enforcou. - E você vai dizer.

- Não posso. - O rapaz disse.

Antes que Paola percebesse, o rapaz na tinha cortado o seu pescoço com um canivete que ele escondia nas luvas.

Em instantes a roupa de Paola se manchou de sangue e os barulhos de tiro se tornaram mais intensos.

Paola estava com raiva, todas as chances de respostas eram mortas ou morriam, estava cansada daquilo tudo e só queria resolver essa história e ir embora.

Quando ia sair correndo, ouviu um som oco e reparou que em um pedaço do chão havia um quadrado com parafusos soltos. Quando ela abriu a tampa do chão, encontrou um depósito de armas, sorriu pegando uma delas.

- Olha...uma bazuca. - Paola sorriu maliciosa. - Minha melhor amiga

Paola parecia invisível, entrou no campo de batalha visualizando todos os que estavam atacando a equipe, chegava ser covarde a quantidade de homens contra apenas três pessoas Paola sorriu e atirou quando viu uma oportunidade que não atingiria ninguém da equipeE e. Assustou a todos, até porque nem sabia por onde andava Paola, mas agradeceram quando viram todos praticamente carbonizados.

- Tava aonde Paola? - Fogaça disse aproximando.

- Procurando algo que fizesse sentido aqui dentro. - Paola disse.

- sumiu e apareceu com uma bazuca. - Fogaça disse.

- Eu salvei vocês. - Paola sorriu. - E descobri o que tem aqui dentro.

- Salvou...quase morri. - Fogaça resmungou.

- É bíblico Fogaça, mil cairão ao teu lado dez mil a tira direita, mas tu não serás atingido. - Paola riu. - O que tem na câmera?

- Um vídeo, jurando lealdade a Rússia e prometendo vingança ao Brasil. - Patrício disse. - Não entendemos muito bem.

- Povo doido. - Fogaça disse. - Disseram que o país é culpado por alguma coisa.

- Por isso os antraz...- Paola pensou alto. - Temos que tirar aquilo daqui agora.

- O quê? Cê tá doida? - Patrício perguntou confuso. - Tem Antraz aqui?

- Arma Biológica, eles vão dizimar o país. - Paola respirou fundo.




Notas Finais


Eitaaa...


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