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História The Stripper - Jeon Jungkook - Capítulo 10


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Notas do Autor


Espero que gostem!!

Capítulo 10 - X - Ten.


                      • S/n On

   


  O pior dia da semana havia se passado. Detesto as segundas. Assim que cheguei no corredor do nosso apartamento ouvi barulho de algo se quebrando. Entrei em um solavanco após constatar que a porta estava aberta.


- Hannah! - olhei assustada por ela está ali antes de mim e por ter uma tigela em cacos junto a seus pés. - O que faz aqui tão cedo?


  Me juntei a ela e comecei a ajuda-la a recolher toda a sujeira.


- Fui demitida. - responde direta e dá um sorriso forçado se levantando para pegar a vassoura em seguida.

- Demitida porque? - eu tinha uma suspeita sobre o porquê, mas preferia ouvir o que ela diria.

- Não passei no período de experiência. - dá de ombros.

- Isso é bom, você precisa ficar em repouso mesmo, o resto eu dou um jeito. - ela me olha nada contente com o que eu disse.

- Ele não vai assumir a paternidade. - diz seria, seus olhos estavam fixos em mim, não parecia querer chorar, mas eu sim. - Disse que não tem como ter certeza que o filho é dele, afinal eu sou uma prostituta.

- Mas você sai apenas com ele por meses. - senti minhas bochechas esquentarem, mas a mulher a minha frente ainda continuava fria. - Você pode recorrer a justiça, o filho é dele.

- Mas não vou. - se levanta e deixa os cacos no lixo.

- Porque não?

- Quem você acha que vai sair perdendo?

   

   Simplesmente não soube o que responder, afinal, ela tinha razão. Era injusto, mas não deixava de ser verdade.
  O mal sempre vence e o bem a muito tempo deixou de ganhar. E no pódio da vitória apenas os ricos repousam seus pés.
  Senti uma pontada arder em meu peito. Eu disse que daria conta do resto. Mas eu daria mesmo?
  Sai do momento sufocante que estava, com o celular vibrando dentro da minha bolsa. O número de Hyun estampava a tela do meu celular.
  Hyun era meu irmão mais novo, ele ainda estava no colegial, e algo naquela ligação fez a pontada em meu peito doer ainda mais.
  Fiz um sinal para Hannah de que atenderia o telefone e fui para meu quarto.
   

  

                           • •

   


  Meu sistema cardiovascular devia estar realmente em bom estado, pois as ansiedades daquele dia era um verdade teste ergométrico. Voltei para a cozinha e Hannah logo pergunta o que aconteceu. Minha cara entregava o quanto aquilo me afetou.


- Meu pai se machucou no trabalho. - olhei para ela tentando não mostrar que a situação era grave. - Ele vai ter que fazer uma cirurgia.

- É grave? - ela senta no sofá e logo me conduz a fazer o mesmo.

- Eu não sei, Hyun me disse que ele se machucou tentando arrumar uma das máquinas de colheita. - senti meu rosto esquentar e desviei o olhar.

- Não se preocupe ele vai ficar bem. - ela acaricia minhas costas e em questão de segundos minhas bochechas já era o trajeto de diversas lágrimas que desciam por ali - Amanhã mesmo eu vou ao banco e transfiro o que temos pra eles, ok?

- Não! - neguei secando as lágrimas - Não podemos ficar sem nada, você está grávida Hannah, vai precisar de médicos constantemente.

- Então eu transfiro uma boa quantia. - assenti. Era necessário, e Hyun obviamente só me ligou porque precisam do dinheiro.

- Preciso me arrumar. - me levantei de uma vez.


  Agora mais que nunca eu tinha que trabalhar. Corri para o banheiro e tomei uma banho quente. Mas nem o melhor dos banhos seria capaz de relaxar meu corpo agora. Sequei o cabelo às pressas e me troquei. O clima ainda estava frio lá fora, então me agasalhei bem e levei meu uniforme em minha bolsa.


- Seung Hyun vem buscar você. - Hannah me avisa antes que eu saia pela porta.

- O que? - parei onde estava. Por dias eu estava o evitando e não era agora que eu queria vê-lo. - Não precisa eu já tô indo.

- Ele disse que quer ver como eu estou, então já aproveita a viagem. - Aham! Ver Hannah! Se sua preocupação fosse realmente verdadeira eu talvez aceitasse sua carona.

- Não tem problema, eu tenho que passar em outro lugar mesmo. - peguei minha cópia da chave no chaveiro ao lado da porta e saí - Tchau! - gritei já encostando a porta.


  Andei apressada até o elevador, não queria correr o risco de encontrá-lo no caminho. Ainda não estava preparada para explicar aquele beijo desastroso. Apertei apressada o botão do elevador e em poucos segundos ele se abriu.


- Senhor Choi! - sorri sem graça por quase o atropelar na minha pressa para fugir dali.

- Hannah não avisou que eu viria? - sua voz grave quase fez minhas pernas fraquejarem. Ele tinha que ser tão alto?

- Eu não quis incomodar. - sorri ainda mais sem graça e apertei minha bolsa contra o corpo - Hannah está a sua espera.

- Eu posso vê-la outra hora. Vamos? - ele volta a entrar no elevador e com o sorriso mais lindo que eu já vi ele aperta o botão do térreo.


  E sem uma desculpa melhor para inventar, eu entrei.


- Não precisa passar aqui, minha casa nem mesmo é caminho. - estava a seu lado e mantive meus olhos fixos no número dos andares por qual passávamos.

- Tinha que inventar uma desculpa, já que você está me evitando. - sua voz parecia irônica. Achei que estivesse sendo discreta, mas era óbvio que eu não sou boa nisso.

- Eu não estava o evitando. - tentei falar naturalmente mas as palavras simplesmente travaram em minha garganta.

- Tem certeza? - ele se inclinou um pouco em minha direção e perguntou sarcástico.


   As portas do elevador se abriram e eu o segui até o carro em silêncio. Como um cavalheiro ele abriu a porta para que eu entrasse.


- Obrigada! - murmurei e coloquei o cinto.


  O caminho até a boate foi silencioso, ao contrário do que imaginei. A algumas quadras do nosso destino vi seus dedos batucarem contra o volante.


- Algum problema senhor Choi? Parece nervoso. - ele me olha de relance e estaciona um pouco a frente do local. Vira o tronco em minha direção e naquela hora eu queria sair daqui às pressas, mas não fiz.

- Tá tudo bem! - tenta soar reconfortante e inclina um pouco seu corpo junto a mim.


  Ele me beijaria? De novo? Eu queria, mas não estava pronta para aquilo ainda.


- Você já pensou em... - ele para o que estava falando e examina meu olhar assutado. - Deixa pra lá. - volta a sua postura normal.

- Não! - disse em um impulso. - Continua. - suas intenções não pareciam ser as mesmas que se passava em minha mente, então quis saber.

- Tá bem! - apoia as mãos no volante novamente - Recebi algumas ofertas de compra da boate. - ele olha pra mim e agora eu estava ainda mais curiosa.

- E o senhor aceitou?

- Não me chame de senhor. - droga! Amava quando sua voz grossa me dava ordens.

- E v..você aceitou?

- Não! - respirei aliviada, não podíamos perder mais aquele emprego. - Não estou disposto a vendê-la.

- E porque parece aflito? - aquilo soou mais preocupada do que devia.

- Coincidentemente os lucros não andam bons. - era estranho ouvir isso vindo dele, ele sempre foi para mim o homem do dinheiro, um pilar seguro - Preciso de uma nova atração. - olha para mim sugestivo.


  Porque ele estava me contando isso? Eu já dou tudo que posso naquela boate, não posso dançar todas as noites, ou melhor, não quero.


- Alguma idéia? - sua voz volta a soar sedutora.

  O que de novo poderia ter em um 'bordel'?

- Moças novas? - sugeri esperançosa.

- Seria bom, mas ainda não tenho dinheiro pra isso.


  Óbvio! Sentia como se meu peito fosse explodir, a presença dele me deixa tensa, a maneira como me olhava parecia sugar todo o oxigênio do lugar. E agora ele vem me pedir ajuda, justo ele que sempre me ajudou tanto, no mínimo eu tenho que lhe dá uma resposta descente. Lhe devo isso!


- E que tal o senhor usar o quartinho de bebidas do salão para alguma coisa diferente. - minha idéia era vaga, mas era melhor do que ficar calada.

- Coisa diferente? - ele parecia não ter pego minha idéia. - Como o que?

- Não sei... Lap dance? - ele arqueia uma das sobrancelhas, agora parecia ter gostado - As garotas praticamente fazem isso todas as noites... e de graça, seria bom se déssemos privacidade e ainda lucrassemos.


  Ele passa longos segundos me encarando e por fim deixa um mínimo sorriso escapar por seus lábios. Sem dizer uma palavra ele desce do carro e dá a volta parando do meu lado. Seu sobretudo beje o deixava tão certinho e metido. Amava aquilo!
  Ele abre minha porta e gentilmente me ajuda a descer do veículo, que era era relativamente alto.
  Antes que pudesse me afastar, suas mãos envolvem minha cintura em um ato firme e provocativo e em um movimento rápido ele se curva em minha direção e repousa seus lábios sobre os meus. Tão quente!
  Se afasta depois de pouquíssimos segundos de contato e sorri.


- Brilhante!

  




  

 

 

 




   

[ Continua? ]


Notas Finais


O que estão achando da história? Comentem aí.

Seus comentários por mais pequeno que seja incentiva muito, então muito obrigada pelo apoio!!! Eu realmente leio todos. ^^


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