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História The Stripper (Vauseman) - Capítulo 21


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Notas do Autor


Olá olá olá, foi mal a demora, o trabalho tá tirando o coro neh hihihi
Espero que gostem nesse novo ep e amanhã tem mais 👁👄👁💕

Capítulo 21 - O Troco


Alex Vause Point of view.

O que estava acontecendo com as mulheres desse mundo? Será que todas estavam loucas? Só isso explicava a enorme confusão que havia feito meu dia. Como as coisas poderiam virar de cabeça para baixo em tão pouco tempo? Obviamente eu tinha uma boa quantidade de culpa na situação. Mas talvez tenha esquecido a consequência que isso poderia causar.

Depois do enorme fora inexplicável que eu havia levado de Lizzie, estava eu voltando para a solidão de meu apartamento. Chegando em casa, joguei os sapatos em um canto da sala, e deite-me sobre o sofá macio, respirando fundo, tentando acalmar meu cérebro que processava informações demais num espaço curto de tempo.

O caminho todo de volta eu procurava entender o motivo de Lizzie ter me rejeitado. Não lembrava nada que pudesse provocar tanta ira na mulher. Será que ela havia me visto com alguém? Será que ela havia me visto com Piper? Não, não! Muito improvável. Piper e eu nos aproximamos drasticamente, mas os laços já haviam sido cortados da forma mais rude e grosseira que eu poderia agir. Eu me arrependia daquilo, a ultima pessoa que merecia ser tratada daquela maneira era ela. Uma sensação de arrependimento me contaminou naquele instante. Lembrar de todos os momentos em que a moça havia me deixado melhor e feliz só aumentava a culpa que eu estava sentindo.

Fechei os olhos recriando em minha mente todos os momentos que haviam sido marcados em mim.


-Está tudo bem?

- Sim, só estava pensando.

- Posso saber em que?- perguntei me aproximando mais dela.

Piper me fitou calmamente para então falar.

- No quanto está sendo bom tudo isso aqui.

Seus olhos pareciam expressar aquelas palavras de formas tão sinceras.

- Vou te contar um segredo. – cochichei para ela enquanto me aproximava mais.

- Eu também estou adorando isso aqui. - sussurrei em seu ouvido, percebendo que o corpo inteiro da mulher se arrepiou.

A mesma abriu um sorriso e abaixou a cabeça.

- Se importa se eu deitar com a cabeça em seu colo? Eu não quero parecer abusada, mas já sendo.

- Não tem problema, pode deitar.

Piper falou de forma serena. Eu ajeitei algumas coisas no chão, e me deitei em seu colo.

- Nicky vai me matar, estou deitando no colo da conquista dela. Ou Larry, não é?

- Eu não tenho nada com nenhum dos dois.

- Ótimo então. Não quero ter que ficar em discussão por ciúmes dos seus pretendentes, srta. Chapman. Gosto de você, Piper. - falei de maneira mais sincera que poderia.

A moça ficou calma, apenas analisando minhas palavras.

- Talvez em anos, você seja a única mulher que eu conheci que me senti tão à vontade, sabe? E em pouco tempo, eu sei que temos uma relação de trabalho, mas não me arrependo em nada de ter lhe trazido para passar esse final de semana comigo. De ter deixado você conhecer um pouco da minha vida, que eu garanto poucas pessoas sabem.

- Eu nem sei o que dizer, Alex...apenas que eu estou adorando estar aqui com você... que, com toda certeza, você me tirou de um final de semana depressivo – Ela sorriu fraco – E que me sinto bem contigo, gosto da sua amizade.

"Amizade" seria isso que eu sentia por ela? Era inexplicável como Piper poderia melhorar o meu dia com tanta facilidade. Eu não teria como explicar tamanha confiança que ela me passava.

Seus olhos me transmitiam coisas boas, sensações prazerosas que eu já havia esquecido. Fitei aquela mulher por longos segundos admirando a beleza que só ela poderia ter. Até sentir uma gota cair sobre meu rosto.

- Você sentiu isso? – perguntei desconfiada.

- O quê?

Seu tom de voz era confuso.

- Isso! – falei ao sentir outra gota.

Ela sorriu, provavelmente me achando louca. Mas logo se deu conta do que eu falava.

- Espera...está falando de...?

Ela não teve sequer o tempo de terminar a frase quando o temporal repentino começou.

- Oh, céus, Alex! – Piper gritou se levantando.


- Não, não, Alex!

Abri os olhos tentando dissolver as lembranças daquele final de semana.

Não adiantaria mais chorar pelo leite derramado, como dizem por aí. Agora era seguir em frente, e tentar ao menos fazer com que a mulher deixasse de me odiar.

Levantei do sofá, me arrastando até o banheiro. Um banho quente resolveria minha pura tensão por alguns momentos. Fiquei de molho na hidromassagem por meia hora, e ainda sim, aquelas mulheres perturbavam meus pensamentos. Nesses momentos, eu me perguntava se as héteros eram tão perturbadas por seus maridos. Ou talvez as mulheres fossem as mais complicadas.

Duas coisas estavam me impedindo de relaxar:

A primeira: Por qual motivo Lizzie havia me esnobado.

Segundo: O que havia acontecido no almoço entre Nicky e Piper.

Eu não gostava da ideia de vê-las juntas. Nicky sempre foi predadora, e pensar na hipótese de a mesma ter Piper a mercê de seus desejos, me provocava um incômodo que eu não tinha como explicar. Eu poderia muito bem perguntar a Nichols, como quem não quisesse nada, arrancar respostas sem mesmo a mulher perceber. E mesmo que eu tivesse as respostas, o que eu poderia fazer? Absolutamente, nada!

Meu mundo estava virado do avesso por duas mulheres que eu não tinha absolutamente nada. Era loucura demais para mim, eu já não era mais a jovem inconsequente de anos atrás, a situação teria que ser resolvida.

Eu decidi não me importar, Nicky era a chave para me afastar de forma pessoal da srta. Chapman. Já sobre Lizzie, eu ainda iria descobrir, aquela situação não morreria assim.

Piper Chapman Point of view.

Entrei em casa lentamente para não fazer nenhum barulho, há essa hora tanto Tasha quanto Tiffany estavam dormindo. Nada mais justo, afinal, já era madrugada. Tirei os saltos dos pés, jogando o mesmo em qualquer canto da sala, para logo seguir em direção ao banheiro. Depois do dia exaustivo, tudo que precisava era de um banho quente e boas horas de sono.

Ao sair do banheiro, vesti uma roupa leve e me joguei na cama, ainda pensando em como eu havia dado o troco em Alex. A vingança era boa demais para se degustar tão pouco. Eu poderia ver naqueles olhos verdes, o ódio pela provocação que fazia. O semblante sério fazia notar a quilômetros o quão brava ela estava ao me ver dançar para o rapaz em cima do palco. Coitado, eu nem me importava com ele, se o mesmo soubesse que nem um arrepio me provocava aposto que nunca mais voltaria ali. O único objetivo de tudo, era provocar em Alex o puro ciúmes que ela merecia sentir. Não era segredo que minha vontade apesar de tudo, era jogar-me nos seus braços e passar uma noite inteira sendo saciada pelos desejos de Alex. Mas meu ego estava ferido demais, eu precisava ensinar para a toda poderosa que ali, eu mantinha o controle de tudo, e não ela. E garanto, foi impagável sua expressão ao ouvir a frase que eu havia planejado durante todo o dia.


- Eu quero falar com você agora!

Alex falou furiosa no pé da escada.

- (Obrigada, Marina, pode se retirar.) – falei calmamente a uma das dançarinas novatas que apenas cumpria minhas ordens.

A moça sorriu e se retirou rapidamente.

- O que foi isso? - perguntou séria.

- (Isso o quê?)

- Essa maldita apresentação, esse cara! E está me proibindo de lhe ver?

Sorri de forma sarcástica ao ver sua irritação. Eu tinha vontade de lhe estapear pela raiva que me fez passar no dia, mas o mesmo tempo beijar-lhe os lábios em puro desejo de vê-la tão mandona.

- (Não vejo motivo para se exaltar. Estou apenas fazendo o que sempre faço). – dei de ombros sem interesse.

- Lizzie, qual é o problema? Você não pode fazer isso comigo.

Alex se aproximou, segurando com certa força em meu braço, obrigando meu corpo a se juntar ao seu. Lutei para ter forças suficientes para me afastar dela e dizer o que estava engatado na minha garganta.

- (Não pense que algo mudou depois do que aconteceu. Se quer me ver, entre na fila, todos aqui querem o mesmo. Mas nenhum consegue.)

- Você só pode estar brincando comigo!

Ao me virar, senti a mão de Alex me segurar com mais força em meu braço, não queria fazer aquilo, porém, o meu sangue ferveu mais rápido do que eu esperava. Em questão de segundos, minha mão parou bem em seu rosto branco como a mais pura neve. O vermelho se formou logo em seu rosto, junto com a total expressão de surpresa.

-( Você tem que entender que não sou nada sua. Não pense que vai chegar aqui e me ter todas as noites, Vause, pois você está muito enganada. Agora saia, não vou atender ninguém)

Falei de forma arrogante, tentando expressar todo meu ar superior. Eu queria devolver para ela todas as grosseiras de mais cedo com a mesma moeda.

- Lizzie!

Alex gritou furiosa, mas eu nem sequer me dei ao trabalho de responder.


- Ensinaria direitinho como a mulher deveria se comportar.

O feitiço havia virado contra a feiticeira.

Era óbvio que eu estava triste, bem mais triste do que realmente deveria estar. As palavras rudes e grosseiras vindas daquela mulher me marcaram de uma forma que eu jamais pensaria ficar. Alex havia sido desenhada em minha mente como uma mulher perfeita esse final de semana. Eu sabia de seus defeitos, mas o mesmo nunca se puseram a mim. No momento que recebi suas ordens arrogantes, uma parte de minha admiração se foi, e uma grande confusão se formou. Por qual motivo ela havia me tratado de tal maneira?

Eu não sabia...

E não entendia...

Acomodei-me na cama, tentando relaxar e dormir. Mas a todo tempo aquele par de olhos verdes se materializavam em minha frente. Eu gostava de Alex, infelizmente eu gostava. Ela não era a pessoa mais adequada para mim, viver sob uma corda bamba que dividia minha vida entre Lizzie e Piper era perigoso. Talvez o seu basta tenha sido a chave para me ver livre de um problema futuro. Havia tantas mulheres lindas e atraentes... Nicole Nichols era uma dessas... Bom, mesmo com o seu jeito excêntrico, ela é. Hoje mesmo a mulher havia me chamado para um agradável almoço, que confesso ter me feito bem demais.

- Gostei do nosso almoço, srta. Chapman - a mulher falou com um sorriso.

- Eu também adorei almoçar com você.

- Podemos marcar mais vezes, o que acha?

- Eu não sei, por mim tudo bem.

- Vai ser um prazer, pegue meu cartão. Você pode me ligar sempre que precisar de uma companhia, ok? Eu posso parecer meio louca, mas tenho meus momentos em juízo.

Sorri para Nicky que segurou minha mão com ternura.

- Não fale isso, você foi minha melhor companhia hoje, obrigada.

- Não tem me agradecer, e sobre tudo que me contou, fique tranquila, esses problemas familiares sempre acontece. Eu vou lhe ajudar com isso, e manterei tudo em absoluto segredo.

- Você está sendo incrível.

- Especialidades do sangue Nichols, srta. - ela falou risonha me provocando uma risada. Que por sinal, era tudo que eu precisava.

Minha vida estava virada de pernas para o ar, e eu já não poderia mais saber de nada. Eu resolvi tentar dormir, pedindo a Deus que, pelo menos em meus sonhos, Alex me deixasse em paz.

Alex Vause Point of view.

Aquele dia eu estava com um humor melhor. Depois do terrível dia anterior, acordei confiante que as coisas poderiam melhorar. Estava no fundo pedindo para que Piper estivesse mais calma, e com toda certeza ela estaria. Srta. Chapman era doce demais para me tratar com aspereza. Pelo menos assim eu esperava.

Saí do elevador em passos lentos, percebendo que alguns funcionários ainda não haviam chegado. E um deles, era Piper. No mesmo instante me perguntei se a mesma não viria mais. Não, ela não faria isso, a mulher era totalmente profissional.

Segui para minha sala, ainda não havia dado seu horário. Eu resolveria esperar. E, em exatas oito horas, a mulher saiu do elevador, fazendo-me sorrir. Ela não me deixaria na mão.

"Isso, Piper!" - falei sozinha.

A loira se aproximou de sua mesa, colocando seus objetos e sua bolsa em cima. Ela estava linda como sempre, porém hoje, bem mais casual. Usava uma calça jeans, com uma blusa de seda na cor verde musgo, e um blazer feminino na cor branca. Seu cabelo estava em um coque bem feito, com leves madeixas soltas, provavelmente devido à correria. E, em seu rosto, pequeno e delicado óculos de descanso.

A mulher pegou sua agenda encaminhando-se em direção à minha sala. Pude sentir seu perfume levemente adocicado inundar meu ambiente.

- Bom dia, Sra. Vause.

- Bom dia Srta. Chapman, como está?

- Eu estou ótima, obrigada. – ela falou séria.

Ponto negativo, Piper sempre me lançava um sorriso ao chegar.

- Certeza?

- Sim, senhora. Deseja alguma coisa?

- Sim, sente-se, temos que conversar.

- É algo relacionado ao meu trabalho?

- Não exatamente.

- Então não vejo motivo para isso. - falou a mulher firme.

- Piper...

- "Srta. Chapman" quero que me chame assim.

Eu me levantei de minha poltrona, caminhando na direção da mulher que nada mais falou.

- Ok, srta. Chapman, quero me desculpar por ter sido uma idiota com você, eu não devia ter lhe tratado daquela maneira.

Tentei passar o máximo de sinceridade naquelas palavras. Piper me fitou, soltando uma pequena lufada de ar.

- Não tem que se desculpar. Você tem toda razão, temos uma relação baseada em trabalho. E assim terá que continuar.

- Como quiser. Mas bem, lhe chamei aqui por outro motivo também.

- Pode falar.

- Quero que consiga o numero do sr. Barcelos. Ele é um ótimo advogado, creio que conseguiria muito bem o caso com o seu irmão.

Piper no mesmo instante parou de anotar as informações em sua agenda, e me fitou confusa.

- Como?

- É isso mesmo, diga a ele que quero vê-lo hoje. Iremos almoçar todos juntos para você explicar a situação com a sua irmã e seus pais. Eu prometi que lhe ajudaria, certo?

Ela realmente parecia não acreditar em minhas palavras.

- Alex...- meu primeiro nome, as coisas estavam melhores – Muito obrigada, mas não precisa. Conversei com Nicky, e a mesma falou que pode cuidar desse caso.

Não, eu não acreditava que estava ouvindo aquilo. Nichols iria cuidar de algo que eu prometi que daria um jeito? Elas já tinham tanta intimidade assim? Isso realmente não era nada bom.

- Piper, eu prometi a você que ajudaria.

- Eu sei, eu lembro, e lhe agradeço. Mas Nicky é advogada e disse que poderia fazer isso por mim. Não quero que se incomode com algo que não tem nada a ver com sua vida.

- Não seja tola, eu quero que você consiga isso. Nicky é especializada em questões trabalhistas e o sr. Barcelos é em questões familiares, e eu garanto nunca ter o visto perder uma causa.

Eu podia sentir o quanto aquela proposta a balanceava. Eu não sabia dizer se era raiva o que sentia, mas eu não queria que Nicky cuidasse de algo que eu me comprometi a ajudar. Não queria que Piper ficasse grata à ela quando poderia ser a mim. Egoísta, eu sei, mas era involuntário. Eu não sabia dizer o que era aquilo, mas eu não gostava nada.

- Eu não sei... - ela falou confusa, sentando-se.

- Pipes... - me aproximei dela, usando o mesmo apelido que havia dado no final de semana - Me deixe lhe ajudar.

Piper me encarou, deixando nossos olhares presos por mais tempo do que deveria, e, num estalo, a mulher se levantou assim que entraram em minha sala.

- Olá, meninas! - Nicole falou entrando.

Revirei os olhos e me afastei.

- Bom dia, srta. Nichols - Piper falou sorridente.

Tirei meu óculos e levantei a sobrancelha com a surpresa. Qual é? Eram mil sorrisos

- Bom dia, loira! Bom dia, Mortícia.

- Bom dia. - falei séria

- Bom, irei me retirar. Se desejarem alguma coisa, é só chamar. - Piper falou seguindo em direção à porta.

- Quero ter uma conversa em particular com você depois. - Nicky falou sorrindo para Piper, que saiu sorrindo.

- O que está rolando?

Ela me encarou confusa.

- Entre você e a srta. Chapman.

- Estamos nos conhecendo, Lex. Meu Deus! Ela é maravilhosa, sabia?

- Sim, eu sabia muito bem. - Pensei. - Ah, é?

- Claro! Uma mulher sensível, carinhosa e muito atraente. Talvez com ela eu esqueça a Lorna.

Era incômodo demais ter que ouvir aquelas coisas, eu não podia acreditar que Nicole Nichols estava tão gamada daquela maneira. E ainda por cima na minha, MINHA secretária.

- Gamou?

- Ainda não, como lhe disse, estamos nos conhecendo. Quem sabe eu deixe essa vida de largada, não é?

- Como se fosse possível...

- Ai, essa doeu! E obvio que é possível, para mim, a Piper é uma mulher ideal, entende?

- Ok, Ok, Nicole, já entendi. - falei de mau humor.

- Isso te incomoda?

- Não, óbvio que não. Por que me incomodaria?

- Porque está parecendo que está incomodada. Me diz, você está afim da Piper?

- Eu? Claro que nāo! Pare de viagem.

- Alex, eu sou sua amiga, se você me disser que está afim dela, eu deixo pra você.

Eu estava afim de Piper? Afinal o que eu sentia por aquela mulher que, ao imaginá-la em outros braços, um incômodo descomunal tomava conta de mim.

- Nicole, pare, ok? Pode ficar com Piper, eu não me importo. – bufei enquanto me levantava de minha cadeira.

Saí porta à fora daquela sala deixando Nicky sozinha, vi Piper conversando animadamente ao lado de Tiffany. Talvez a mulher estivesse feliz demais para ser atrapalhada.

E assim aquela tarde se passou, depois que  foi embora, eu resolvi não falar com ninguém. Passei a ordem que não gostaria de ser incomodada. Meu mau humor estava num nível tão alto que poderia colocar fogo pelas narinas.

- Que perturbação! - esbravejei ao ver a sétima ligação de Alexa em meu celular. Será que ela não ia desistir nunca?

Pensei jogando o pequeno aparelho sobre a mesa. Já estava dando o horário da saída, a maioria dos funcionários não estavam mais ali. E eu como sempre era a última a sair.

- Sra. Vause? - Ouvi a voz doce de Piper em minha sala. - Aqui estão suas encomendas.

Falou a mulher colocando algumas sacolas em cima da mesa. Eu ainda tinha muitos relatórios para ler, e Piper era ótima companhia, e, apesar de estar com raiva, ainda cuidava de mim. A mesma havia pedido meu jantar. Eu sabia que a mesma ainda estava com raiva por minha grosseria. Mas não seria difícil ficar comigo, certo?

- Srta. Chapman, eu gostaria que ficasse até mais tarde hoje. Se não tiver nenhum compromisso, é claro.

A loira me olhou por breves segundos, parecendo pensar em tal ideia.

- Desculpe Sra., mas eu não posso ficar muito tempo.

Fitei-a sem acreditar, Piper sempre estava ao meu lado, nunca recusara trabalho antes. E agora isso?

- Por quê?

- Tenho um encontro essa noite.

Merda, merda, merda! Aquilo havia me incomodado mais do que o previsto. Com quem ela iria sair? Minha vontade era de perguntar, mas com toda certeza eu ouviria uma resposta que não gostaria.

Eu assenti sem falar se quer uma palavra.

- Posso lhe ajudar enquanto não vou.

- Não precisa. Pode ir.

- Senhora, eu ainda posso ficar um pouco. - Piper falou caminhando em minha direção.

- Não quero atrapalhar seu encontro. - soltei ironicamente.

- Tenho certeza que não. – devolveu ela na mesma moeda.

Piper e eu ficamos em base uma hora passando os relatórios a limpo para a reunião do dia seguinte. A mesma estava sentada ao meu lado no sofá, lendo o bloco de folhas que estava em suas mãos. Mesmo em um final de dia cheio, a loira preservava uma aparecia divinamente arrumada. Seus cabelos ainda estavam presos em coque como hoje mais cedo, ela vestia apenas a blusa de seda verde, seu blazer já estava jogado sobre a poltrona a sua esquerda. Ela parecia concentrada no que fazia.

- Quer tomar um vinho? - perguntei me levantando.

Tínhamos boas lembranças de vinho.

- Eu não sei se seria uma boa.

Eu nada falei, apenas peguei duas taças servindo do mesmo vinho tinto que havíamos tomado no ultimo final de semana.

- Pegue.

Piper me fitou por alguns segundos para depois pegar a taça de minha mão.

A mulher lentamente molhou os lábios carnudos com o líquido roxo que tinha um gosto tão bom. Não era surpresa para ninguém o quanto a srta. Chapman tinha lábios puramente desejáveis.

- Gosta desse vinho, não é? – ela perguntou colocando a taça sobre a pequena mesa.

Soltei um sorriso e me sentei ao lado dela.

- Gosto, mas já havia muito tempo que eu não tomava dele. Só no final de semana com você, é claro.

Ela nada falou.

- Taylor perguntou por você hoje.

- Tay é realmente um amor, eu adorei conhece-lá. Na verdade sua família é feita de pessoas muito simpáticas e receptivas.

- Gostou deles, não é?

- Claro, são pessoas maravilhosas.

- Eles gostaram muito de você também, vivem te elogiando. E disseram que queriam lhe ver em breve.

- Quem sabe eu não faça uma visita a eles...se não se importar é claro, sei que é sua família.

- Eu não me importo, pode ir sempre que quiser, Piper.

- Perfeito, sra. Vause.

- Pode me chamar de Alex...

- Não, eu não vou entrar nessa outra vez. - ela falou de forma fria, e se levantou. - Temos uma relação apenas de trabalho.

- Piper...

- Não comece, ok? Você é uma mulher confusa. Uma hora parece querer ser minha amiga, e na outra eu sou sua empregada. Poupe-me disso, por favor!

- Podemos ter a mesma relação de antigamente?

- Estamos tendo Sra. Vause. Eu não sei qual é o seu incomodo. Nada mudou, não é mesmo?

A loira falou pegando seu casaco em cima da poltrona.

- Aonde você vai?

- Para meu encontro. - ela falou saindo da sala me deixando sem palavras. - Com licença.

Sabe quando você fica sem reação? Sem saber o que falar ou se quer pensar? Piper jogou todas aquelas palavras em cima de mim e simplesmente saiu. Para um encontro... um encontro!

Caminhei em direção a enorme vidraça de minha sala, olhando para a entrada. Vi Piper sair de dentro da empresa, caminhando em direção a um carro branco.

Espera...

Eu conhecia aquele carro.

Não, não...Ela não...

Nichols!

As duas se abraçaram por um longo tempo, até Nicky abrir a porta do carro para que Piper entrasse em seu carro. A mesma rapidamente seguiu para o seu lado, e as duas saíram para sei lá onde.

"Como Nicole poderia sair com Piper?  Merda, ela tinha todas as mulheres que queria, mas a Piper não, ela não!"

Naquele instante, todas as imagens desnecessárias entre as duas começaram a rodar em minha cabeça. Eu estava com raiva sim. Com uma raiva muito grande. Eu havia pensado em segui-las, mas aquilo era loucura, Piper era solteira e livre. Eu não poderia fazer aquilo, e nem deveria.

Sentei em minha cadeira, tentando afastar tais ideias de minha cabeça. E Piper desapareceu de meus pensamentos, para dar lugar a outra que me deixava louca, Lizzie. Ela teria que me dar boas explicações.

Eu entrei na Imperium à procura dela. Caminhei em direção a palco central onde várias mulheres faziam uma apresentação em conjunto aquela noite. Eu resolvi esperar, Lizzie teria que me dar boas explicações pela forma no qual me tratou no dia anterior.

Eu peguei um copo do melhor uísque daquele lugar e me sentei em umas das poltronas apenas fitando aquelas mulheres. Eram todas lindas demais, mas nenhuma delas se igualava a minha Stripper.

Eu não conseguia entender a minha obsessão por aquela mulher e por Piper. Todas me faziam sentir algo diferente e ao mesmo tempo tão intenso. Algo nas duas me atraía de uma maneira que eu não poderia explicar. Você consegue me entender? Pense entre estar no meio de duas mulheres totalmente diferentes, mas que se unia em um elo que nem mesmo você sabia.

Lizzie e Piper eram as perdições até do ser humano mais forte da Terra. Por incrível que pareça, eram diferentes, mas poderiam até ser iguais. Loucura, eu sei. Neguei com a cabeça tomando um gole do uísque. Misturar bebidas não era algo saudável, aquilo já estava afetando meu subconsciente que desejava que duas mulheres fossem apenas uma.

Daquela mistura havia duas opções: ou eu seria a mulher mais sortuda de todas ou as duas acabariam comigo. E vai por mim, a segunda opção era mais forte.

- Alex?

Olhei para o lado e vi Silvye se aproximar, sentando-se bem ao meu lado.

- Como está? – perguntei colocando o copo sobre a mesa. .

- Agora? Ótima.!

- Perfeito.

Piper Chapman Point of view.

- Realmente, Piper, você tem toda razão! – Nicky falou sorrindo.

O jantar estava muito agradável, Nicole era uma ótima companhia. Me fazia rir, e me sentir bem. Dançamos bastante e agora apenas conversávamos.

- Viu? Eu disse.

-É sempre convencida?

- Talvez sim, talvez não.

Sorri para a mulher e parei assim que ouvi o celular tocar. Era Flaca. O que diabos ela queria aquela hora?

- Pode atender, Piper.

- É só um instante.

Iglesias assentiu com um sorriso.

"Alô?"

"Pipes, eu acho bom você vir pra cá agora"

"Por que? O que houve?" – perguntei sem entender.

"Sua mulher está aqui!" - ela falou do outro lado da linha.

Eu sorri para Nicky e me levantei.

"Flaca, você bebeu?"

" Claro que não, Pipes"

"E então?"

"Alex está aqui, e não te encontrou"

"Eu não quero ver ela, deixe aí, e nem diga onde estou"

" Eu sei, mas eu acharia bom você vir, Silvye está a todo vapor"

Eu fiquei calada. Alex não estava nada feliz com a situação com Lizzie. Depois de nosso último encontro, eu havia ignorado ela.

"Eu não me importo" - menti.

"Tem certeza? Eu não quero parecer insistente, mas se você não vier, Silvye rouba a Vause de você"

"Ela não conseguiria"

"O beijo que elas estão dando aqui não é dos fracos não."

Beijo? Alex estava beijando outra? Não, não!! Isso eu não iria deixar! Não mesmo!

“ Separe as minhas coisas, minha máscara e minha lingerie, eu estou à caminho."

"E assim que se fala!"

Desliguei o celular e me dirigi à mesa.

- Eu preciso ir, é um caso urgente.

- Se quiser eu te levo.

- Não se preocupe, minha querida, eu pego um táxi.

Dei um beijo rápido na bochecha de Nicole e sai do local.

Alex Vause Point of view.

Silvye puxou assunto por alguns minutos. A conversa durou quase meia hora. De longe eu vi Flaca, a latina no qual sempre me dava informações sobre Lizzie. A mesma estava nos fitando de longe, provavelmente contaria a Lizzie sobre tal ato.

- Sabe onde está Lizzie? - eu sabia que as duas se odiavam, mas eu não poderia demorar mais sem noticias.

- Hoje não é o dia dela, sua queridinha não vem. - Silvye farou irônica.

- Droga! Pensei.

Lizzie não era como as outras que todas as noites estavam ali. Ela tinha o poder de escolher quando iria.

- Sabe quando ela vem?

- Por que se interessa tanto nela? Tem coisas bem melhores por aqui, sabia?

Silvye falou de forma provocante.

- Eu não duvido disso, mas Lizzie é a minha Stripper, entende?

- Posso ser a sua stripper e o que mais você desejar, Vause.

Sussurrou a mulher em meu ouvido, arrepiando até o último pelo em meu corpo.

- Silvye...

- Shii... nunca vai saber se tem algo melhor, se ficar se privando de experimentar.

A mulher levantou e se sentou embmeu colo. Não tinha dúvidas de que Silvye tinha uma beleza radiante. Eu a fitei, pensando naquela hipótese, Lizzie havia me esnobado, e Piper a essa hora estava nos braços de Nicky. E porque eu teria que ficar louca pensando nelas? Não. Se elas poderiam, eu também podia.

Segurei na cintura de Silvye com força, e a beijei. E por longos minutos nós nos beijamos. Ela era maravilhosa, mas não era Lizzie. E muito menos Pipier. Mas eu iria continuar, eu provaria a mim mesma que aquelas duas não eram nada em minha vida. Silvye parecia gostar da situação, me beijava com gana e desejo de tempos acumulado.

- Se quiser podemos ir à sala privada. - ela falou ofegante.

Sala privada? Realmente eu tinha boas lembranças daquele lugar.

- Pode ser.

Ela sorriu e se levantou. Silvye segurou em minha mão e me guiou até os corredores onde havia aquelas salas. A música estava alta demais, havia um teor de álcool muito grande em meu corpo e já não conseguia raciocinar direito. Droga! Eu sentia que estava fazendo algo errado, como se aquilo fosse uma traição.

Não seja idiota, Alex, Lizzie não pensou duas vezes ao dançar para aqueles homens – pensei.

Continuei meu caminho quase cambaleando e parei diante da porta no qual eu tentava abria com esforço.

- Está tudo bem?

Ela perguntou sorridente.

- Sim, entre aí. Eu vou pegar uma bebida, e já lhe encontro.

Silvye assentiu, me roubando um beijo rápido para logo entrar na sala. Eu precisava de boas doses de uísque, só aquilo me fazia continuar. Caminhei em direção ao balcão de bebidas, pegando uma garrafa inteira. Se era para beber, que fose de jeito.

Ao voltar em direção às salas privadas, onde Silvye me esperava, eu pude notar a presença dela.

Não era possível.

Lizzie saiu das alas onde ficavam os camarins. Sua pose sempre imponente e sensual. A mulher estava com um sobretudo vermelho e a máscara negra sobre o rosto. Eu parei e a fitei, ate que a mesma me notou ali. Nossos olhares se encontraram causando uma sensação inexplicável. Era ela que eu queria, não havia dúvida alguma.

Lizzie caminhou graciosamente em direção à mim, parando a poucos centímetros do meu corpo.

-( Baixou de nível?)

Perguntou ela me deixando sem entender.

-( Vejo que está acompanhada, não é? Quando eu não estou você se deita com outras?)

- Do que está falando? – Falei, enquanto tentava focar minha visão quase turva na mulher.

-( Da vagabunda que está te esperando na sala privada. Ou você acha que eu não sei que vai transar com Silvye essa noite? )– falou ela de forma arrogante.

- Você me esnoba, não é? Tem gente que quer muito. - falei dando o troco na mesma moeda.

Lizzie endureceu a mandíbula, eu podia notar o quão brava a mulher estava. Aquilo era ciúmes?

-( Podem ficar como resto do que foi meu, eu não me importo.)

Soltei uma risada irônica, deixando a bebida sobre a mesa.

- Está com ciúmes, Lizzie? – a provoquei.

Lizzie gargalhou da forma mais sarcástica que poderia.

-( Eu? Com ciúmes de você?)

Eu assenti.

- (Alex, Alex, Alex... )– ela cantarolou meu nome em seus lábios enquanto me rodeava. -( Você tem que aprender que eu não sinto ciúmes de ninguém. Para sentir ciúmes, a pessoa que você está precisa ser melhor, e eu sei muito bem que aqui dentro, melhor do que eu, não tem.)

Filha da puta! Era tão segura de si...seu tom de voz autoritário e firme chegava me deixar excitada.

- E então? Por que tanto interesse? Silvye já estava me esperando.

-( Pois vá, e não apareça mais na minha frente.)

- Está com raiva? - me aproximei dela.

- (Eu não sinto raiva, ciúmes, ou nada por você.) – ela falou firme.

- Por que eu não consigo acreditar?

Aproximei-me mais, ficando a tão poucos centímetros de seu corpo, que a qualquer momento poderiam se encostar.

-( Você não tem que acreditar em nada, agora me deixe em paz!)

Lizzie se moveu para sair fora daqueles corredores, mas eu a segurei firme pelo braço trazendo seu corpo junto do meu com força.

- Por que não admite? Admite que você esta morrendo de ciúmes ai dentro. - falei colocando dois dedos sobre o seu seio.

A respiração da Stripper ficou alterada, seus olhos estavam tão claros, se eu não tivesse tão alterada, poderia jurar que ela estava com alguma lente azul. Essa imensidão azul poderia me matar se fosse possível. Eu estava prensando seu corpo com meu na parede fria daquele lugar.

- (Me largue, Alex!)

- Você não que... eu sei que você não quer...

-( Eu? Ou você? Não tente se enganar e ficar com outra aqui dentro quando você vem para me ver!) - provocou ela.

- Tem razão, Lizzie, eu vim para você, e não saio daqui sem te ter.

Levei uma das mãos às madeixas escuras de seu cabelo apertando com força.

- (E se eu não quiser?) - ela sussurrou

diante de meus lábios.

Eu sorri lentamente.

- Você sempre quer...

Foi o que falei antes de tomar os lábios daquela mulher em um beijo feroz. No inicio, Lizzie não correspondeu, tentou me empurrar com força. Mas eu a segurei firme em seus braços, e prensei meu corpo como dela na parede até que a mesma desistiu de lutar, e se entregou aquele beijo.

Poderíamos nos engolir a qualquer momento de tamanha vontade no qual nos agarrávamos ali. Eu chupei os lábios de Lizzie entre os meus, deslizando a língua para junto daquela que a recebeu com gana. Uma espécie de adrenalina tomou conta de minhas veias, como uma droga que você prova e não consegue mais parar.

Lizzie levou as mãos entre meus cabelos e os puxou, fazendo nossos lábios desgrudarem. Sua boca estava vermelha, e sua respiração ofegante. Eu me inclinei para frente deslizando os lábios pelo pescoço daquela morena que arfou ao sentir. Eu lambi, chupei seu ponto de pulso, fazendo a mesma apertar com mais forças os dedos que estavam entre meus cabelos.

- (Eu odeio você, Vause) – ela sussurrou ofegante, inclinando-se para trás.

- Por quê? Hum? Por que eu te excito? – sussurrei no ouvido de Lizzie, enquanto levava as mãos para o volume que era seu bumbum. Sem deixar que os beijos parassem.

- (Filha da puta! )- ela xingou, só aumentando a vontade que eu estava de possui-la.

- Se me xingar eu aperto mais...- apertei com força.

Lizzie me encarou, eu podia ver nos estranhos azuis o desejo que ardia ali.

Levei rapidamente a mão ao sobretudo que ela vestia e, ao abrir, eu vi apenas um pedaço da sua pequena e lingerie preta.

Misericórdia, era minúscula! Eu pude sentir meu centro se contrair só de imaginar tirar aquelas peças.

-(Gostou, não é?) - Lizzie sussurrou provocante, mordendo lentamente os lábios.

- Ainda duvida? Como você pode ser tão boa, Lizzie?

- (Você acha? Se quiser, pode vê-la de mais perto.) - seu tom de voz era carregado em luxúria.

- Posso?

Lizzie assentiu, e sorriu maliciosa, para então dizer:

– (Ajoelhe-se, veja. )– a Stripper falou abrindo totalmente o sobretudo, deixando, à mostra, seu corpo coberto duas minúsculas coberto por peças.

Merda! Lizzie era fodidamente boa. Eu me aproximei mais dela, e a encarei.

-( Ajoelhe-se, Alex! )- ela ordenou.

Aquilo só podia ser loucura, mas eu precisava cometer. Me aproximei mais dela, e beijei seus lábios lentamente para no final mordê-los devagar, logo desci pelo seu pescoço, descendo mais entre o vale de seus seios no qual deslizei a língua devagar fazendo a mulher arfar, eu parei e me ajoelhei diante dela, beijando seu abdômen lisinho lentamente.

- (Isso...desça mais... )- Lizzie quase gemeu.

Porra, maldita dançarina! Eu me sentia quente, molhada. E ainda não tínhamos feito nada. Estávamos assim com o perigo de qualquer pessoa nos pegar.

Eu continuei até parar sobre a pequena calcinha, levantei a vista olhando nos olhos de Lizzie, aqueles olhos... azul safira... me fez lembrar alguém...

- (Não sabe como é excitante te ver ajoelhada aos meus pés, Alex. É um gosto delicioso de poder que você não pode imaginar.)

Eu sorri, me despertando de meus pensamentos e me aproximei para beijar lentamente aquela região coberta pelo tecido fino.

-( Não, não. Pare!)

Olhei para ela confusa.

- O quê?

- (Lhe dei autorização para apenas ver, não pode tocar, querida.)

Ri sem vontade.

- Você está brincando?

- (Será seu castigo por querer ir atrás de outra em minha ausência.)

- Não faz isso! Eu vou atrás de Silvye se me deixar nessa situação.

- (Que vá, a escolha é sua.)

Lizzie se desvencilhou de minhas mãos e saiu andando.

- Volte aqui agora!

A mulher continuou seu caminho.

- Você vai me pagar por isso, Lizzie! - falei me levantando do chão.

A mulher parou de frente para mim, e me encarou.

- (Que vença a melhor, Vause. )– ela falou jogando um pequeno beijo no ar, para logo se retirar.


Notas Finais


Até amanhã 👁👄👁💕


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