História The Student - Reylo - Capítulo 20


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Categorias Star Wars
Personagens Finn, General Hux, Kylo Ren, Leia Organa, Luke Skywalker, Personagens Originais, Poe Dameron, Rey
Tags Amor Proibido, Ben Solo, Estudante, Hentai, Kylo Ren, Rey, Reyben, Reylo, Reylo Student, Star Wars
Visualizações 155
Palavras 6.289
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente! * desviando das pedras *
Calma, gente! Pera aí, não me xinguem! rsrsrs

Estamos há mais de um mês sem atualização, eu sou a mais triste com isso. Sério, desculpem mesmo. Este não é o capítulo oficial, ele ainda vai demorar um pouquinho e foi por isso que eu decidi fazer esse bônus, porque já estávamos há muito tempo sem um cap de TS.

O que se passa nesse capítulo não estava incluso da história oficial. Desde o fiasco do aniversário do Finn - coisa que eu só não exclui por causa das informações importantes que existem nesse trecho - eu resolvi que não ia fazer o aniversário da Rey.
Mas como eu tava com saudade de um cap só Reylo, resgatei a ideia principal e dei umas mexidinhas aqui e ali e aqui está!

Só Ben e Rey para a nossa alegria ♥
Se passa depois que a Rey se forma, ok? Depois da viagem para Kamino. Ou seja, isso é um vislumbre do futuro. Então haverão pequenos spoilers - nada que entregue a trama.
À título de curiosidade, o que acontece aqui está dentro do lapso de tempo de uma semana entre os capítulos XLII e XLIII

Se estiver uma merda, a gente finge que não existe, combinado?
Boa leitura!

Capítulo 20 - BÔNUS - Nunca tive nada tão bonito


Fanfic / Fanfiction The Student - Reylo - Capítulo 20 - BÔNUS - Nunca tive nada tão bonito

É seu aniversário, eu sei que você quer dar uma volta
[...]
Você deseja paixão, acho que encontrou
Pronta para ação, não é surpresa
Nós trocamos posições, se sente tão bem
Me diz o que você quer de presente, garota
(Birthday Sex – Jeremih)

 

— Para onde nós vamos? – perguntou Rey.

Ben Solo não respondeu de imediato. Estava guardando segredo sobre o destino deles e isso a deixava muito ansiosa. Ele tinha planejado tudo sem o seu consentimento ou opinião e agora a levaria para Deus-sabe-onde, ainda por cima fazendo “suspense” para responder todas as indagações que ela fazia.

Tudo o que ele disse foi para que ela trouxesse roupa de sair, e que se trocasse no chalé. Mas não especificou, e ela não entendeu o que isso significava. Dependendo do lugar, ela poderia ir de shorts e tênis, mas ela poderia chegar lá malvestida ou com alguma roupa desconfortável. E se estivesse muito quente? Ou se fosse uma festa mais casual ou mais elegante? E o agravante era ela não ter muitas roupas, pelo que encontrou ainda mais dificuldade. Ben precisava fazer tanto mistério?!

A todo custo tentou fazê-lo falar. Ameaçou-o, dizendo que não iria para seja lá onde ele queria levá-la. Mas o homem não cedeu. Disse ainda para ela não ser tão curiosa, que valeria a pena e não iria estragar a surpresa.

Ao fim, ela decidiu pela sua peça “coringa”. Um vestido preto de mangas longas, decote ombro a ombro e comprimento até o meio das coxas. Era simples, bonito, sexy e confortável. Esse não tinha erro. Nos pés, uma sapatilha na mesma cor do vestido e arrumou os cabelos deixando-os soltos. Preferiu uma maquiagem simples também, somente um pouco de pó compacto, máscara de cílios e batom rosado. Ela ficou mais segura quando viu Ben usando calça jeans escura e camisa social branca com jaqueta. Não tinha fugido da proposta então.

— Você está linda – elogiou.

Rey revirou os olhos. Estava mudando de assunto para não responder à pergunta que fez. Ben foi sincero com o elogio, ela realmente está linda, mas negaria se fosse perguntado sobre direcionar a conversa para outro ponto propositalmente.

— É sério, Ben. Pare com essa brincadeira e me diga logo o que está pretendendo.

— Mas por que tanta ansiedade? – ele indagou. – Não é brincadeira e nem coisa de outro mundo. Só quero surpreender minha namorada no dia do seu aniversário.

Rey prendeu a respiração por um momento e seus olhos se abriram mais quando ele a chamou de namorada. Poderia parecer bobagem, mas é a primeira vez que um deles diz isso em voz alta, e logo Ben. Rey sempre pensou em Ben como seu namorado, como um companheiro para todos os momentos. E nem nunca procurou conversar com ele sobre isso, pois achava que não era necessário. Tudo estava subentendido. E ele agora diz em alto e bom som que ela é sua namorada. Não houve pedido oficial, mas eles namoram. Para ela, isso é importante.

— Eu só estou um pouco curiosa – ela sorriu, evitando olhar para ele e tentando ocultar suas bochechas ganhando um tom avermelhado.

— Um pouco? – Ele riu e pegou um cachecol na gaveta. Se ele percebeu o que o tinha dito provocou em Rey, não deixou transparecer. – Você vai gostar, eu tenho certeza.

— Espero que sim. Detestaria me arrepender de ter aceitado essa loucura.

— Não é loucura. – Aproximou-se dela. Mãos cruzadas na frente do corpo, segurando o cachecol, que não passou despercebido pelo olhar atento de Rey. – Achei que confiasse em mim.

— Eu confio – pontuou.

Ben sorriu. — Eu te amo, Rey. Só quero te dar uma noite maravilhosa.

Rey cedeu então. Beijou-o na bochecha e repetiu que confiava nele. Ben segurou a sua mão e desceu com ela para o andar de baixo do chalé. Na sala, ele pegou as suas chaves e a bolsa dela.

Eram pouco mais de quatro da tarde e estava quente. A previsão do tempo prometia uma noite amena em Coruscant, pelo que Rey ficou ainda mais intrigada com o cachecol. Não se aguentou e perguntou:

— Ben, por que está levando esse cachecol? Não está frio.

— Ah, isso é para vendar os seus olhos – ele respondeu.

— O que?! – exclamou Rey.

— Por favor, vire-se – ele pediu.

— Eu não vou ver?

— Não.

— Espero que realmente valha a pena, Ben Solo!

Ben dirigiu enquanto Rey controlava-se para não roer as unhas durante todo percurso. Era péssimo não ver para onde estavam indo. Vez ou outra, Rey perguntava se demorariam muito para chegar. E todas as vezes ele replicava: “estamos chegando.”

Mas parecia que não chegariam nunca. Já fazia muito tempo que ele estava dirigindo, parou unicamente uma vez para abastecer e comprar garrafas de água e algumas embalagens de salgadinhos. Em um dado momento, Rey desconfiou de que tinham saído da cidade.

— Ainda estamos em Coruscant? – perguntou.

— Não – redarguiu ele.

— Ben!

— O que?

— É a última vez que eu pergunto – disse irritada. – Para onde está me levando?

— Última vez? Bom.

— Ben...

— Estamos chegando.

Rey grunhiu e cruzou os braços, mexendo as pernas impacientemente. Ela não falou com ele por quinze minutos inteiros. Ben aproveitava segundos para desviar os olhos da estrada e olhar para ela. Rey era tão bonita quando ficava brava.

O céu estava limpo. Poucos carros cruzavam com eles pela estrada; às vezes alguns caminhões. Em alguns trechos, eles estavam sozinhos na rodovia. Já estavam em Galantos¹, e passavam no momento por Talfaglio². Ainda faltavam alguns quilômetros para o destino ainda e até Ben começava a ficar entediado.

— Está ansiosa para o baile da semana que vem? – perguntou Ben, como uma forma de passar o tempo e distrair Rey, que bufava a cada cinco segundos, apesar de já ter se acalmado.

— Sabe que não? – disse ela, grata por algum diálogo naquele carro. Morreria se continuasse ali sem fazer nada. – Todo mundo só fala nesse baile.

— Acredito – respondeu ele.

— Na verdade eu não queria ir, mas a Jennifer me arrastou com ela para alugar os vestidos. Agora vou ter que ir porque já paguei. Não estou dizendo que não vai ser legal, mas estou mais feliz por finalmente estar com meu diploma.

— Eu também estou feliz por você – ele disse.

— Mas sabe pelo que eu estou mais feliz? – ela disse.

— Diga-me.

— Você não é mais meu professor. – Mesmo sem poder vê-lo, Rey virou a cabeça para ele.

— Lembro disso a cada momento. – Rey sentiu a mão de Ben tocar a sua. Por reflexo, ela entrelaçou os dedos nos dele. – Infelizmente, ainda precisamos esperar mais um pouco para revelar nossa relação às pessoas.

— Meu amor, não podemos fazemos isso logo? – ela perguntou.

— As coisas não funcionam assim, Rey.

Rey abaixou a cabeça, tristonha. Estava feliz agora por estar com os olhos vendados, assim não precisaria olhar nos olhos de Ben enquanto ele dizia aquilo.

— Rey – pôs a mão em sua coxa –, não fique assim. Já conversamos sobre isso, você sabe que não é uma boa ideia.

— Então quando, Ben? Em um ano?

— Talvez menos, em seis meses, que tal? Você me esperaria?

Rey acenou positivamente e disse um sim muito baixo. Ele tinha razão, adiantar as coisas só trariam problemas para ambos. Deviam esperar. Ela compreendia isso, o que não significava que gostava. Desejava poder logo caminhar de mãos dadas com Ben por aí, beijá-lo sem se preocupar com quem estivesse olhando.

— Eu estou com você – Ben disse. – Não se preocupe com nada.

— Eu sei.

A mão permanecia na coxa, e quando ele tirou para trocar de marcha, Rey sentiu falta do calor. Ela puxou o tecido da saia do vestido para baixo, ajeitando-o, pois tinha subido com o balançar inquieto de suas pernas e exposto ainda mais as coxas. Ela sentia o ar frio do ar-condicionado tornar sua pele ainda mais sensível.

Ben trocou de marcha outra vez, e as costas de sua mão – acidentalmente ou não – encostaram em sua coxa de novo. Se ele a tocasse ali novamente, ela não reclamaria. E como um pensamento leva ao outro...

— Ainda estamos longe? Estou morrendo de tédio aqui.

— Podemos conversar ou ouvir música.

— Ou você pode parar o carro e transarmos aqui dentro, à beira da estrada. – Ela quase podia ver um sorriso malicioso em seu rosto.

— Não seria má ideia – sorriu Ben. – Mas não quero chegar tarde e atrasar a sua surpresa.

— Merda, Ben! – ela resmungou. – Você faz de propósito, não é?

Ben riu. — Você está muito sexy nesse vestido – ele disse.

A mão na coxa outra vez. E agora seus dedos faziam círculos na parte interna. Rey colocou a sua mão sobre a dele e a faz subir até onde seu corpo clamava por seu toque.

— Rey... – rumorejou. Olhava ora para a estrada, ora para ela.

— Olhe para a estrada – mandou –, não quero sofrer um acidente.

Com sua mão, Rey o guiou até onde queria os seus dedos. Abriu mais as pernas e afastou a calcinha para o lado. Os dedos de Ben chegaram onde ela queria, o ponto pequenino e sensível de seu corpo que reagiu imediatamente ao seu toque. Massageou o clítoris, fez movimentos circulares sobre ele, arrancando gemidos de prazer dela, que jogou a cabeça para trás e abria mais as pernas.

— Ben...

— Porra, você está tão molhada!

— Estou molhada por você... – ela disse, e gemeu.

Era ainda melhor com os olhos vendados. Sem a percepção visual, somente pelo tato ela podia usufruir de tudo que ele estava lhe proporcionando, e era uma sensação indescritível.

— Você é uma garota safada, Rey Keeran – ele disse. Tirou a mão para trocar de marcha justamente quando Rey estava se aproximando de um orgasmo; ela reclama. Ele ri, achando engraçado, e logo volta a tocá-la.

Rey joga a cabeça para trás outra vez. Desesperadamente ela tenta se livrar da calcinha, mas Ben a impede.

— Deixe assim.

— Ben, como você está?

— Estou duro – sorriu.

— Mais, por favor...

— Diga-me, Rey – ele falou –, você gosta de ser tocada por mim?

— Sim!

— Diga mais alto.

— Sim! Eu adoro!

— Então geme para mim, gostosa.

Ele não resistia a dar rápidas olhadelas para ela, de boca aberta ou mordendo os lábios, gemendo e rebolando o quadril contra a mão dele. Ele alternava entre movimentos mais rápidos e mais lentos. Seu pau dolorido dentro das calças, que estavam mais apertadas agora. Sua Rey era deliciosa e estava chegando perto de um orgasmo novamente.

— Ben, por favor, não pare!

Quando ela estava quase lá pela segunda vez, ele tirou os dedos.

— Ben, eu vou te matar! – gritou. Ele riu outra vez. – O que é tão engraçado? Eu não estou vendo graça nenhuma! – emburrou.

Ele usou as duas mãos para fazer uma curva num cruzamento. Então lhe correu uma ideia. Desligou o ar-condicionado e abriu os vidros. O vento gelado da noite bateu em seus rostos de forma agradável. Rey mal tinha percebido que suava. Queria estar sem a venda para ver a estrada, o céu pintado de estrelas.

Então ele voltou a colocar seus dedos médio e indicador sobre sua intimidade, afastando a calcinha e massageando o clítoris dela, que abriu mais as pernas.

— Faça-me gozar.

— É o que você quer?

— Sim! – acrescentou com um gemido: – Por favor.

Ele concentrou-se naquele botãozinho de prazer entre suas pernas. Os dedos movendo-se freneticamente, provocando gemidos cada vez mais altos dela. Gostava de vê-la assim: a arfar e a gemer por ele. Sentia prazer em dar-lhe prazer, e desejava ser o único homem com quem ela sentisse tanto deleite.

— Ai meu Deus! – ela exclamou. – Ben, eu vou, eu vou...

Suas pernas tremiam, sua vagina pingava em umidade, as mãos apertavam os seios. Rey mal notou que rapidamente tinha ficado seminua dentro do carro; o vestido levantado acima do quadril, um dos seios para fora da roupa. O orgasmo veio com um grito rouco; seus olhos lacrimejaram sob a venda e ela quase não respirava.

Embora que ela não pudesse ver, Ben levou seus dedos à boca, sentindo o sabor de seu gozo e fechando os olhos enquanto chupava os próprios dedos. Abriu bem a tempo de desviar de um cágado que atravessava a rodovia.

— Ben! – Rey gritou, mal se recuperando do orgasmo, após sentir o carro fazer um desvio brusco e o cinto de segurança a segurar no assento. – Quer nos matar?!

— Tinha um cágado na estrada!

— Presta atenção! Sou eu que estou com os olhos vendados.

Ele revirou os olhos. Não queria iniciar uma discussão sobre o fato de ter sido culpa dela. Deixou estar.

— Cara, eu tenho que trocar essa calcinha – ela disse, Ben a olhou rapidamente. Pensou um pouco e resolveu tirá-la. Com algum esforço, conseguiu arrastar a peça pelas pernas.

— Vai sem calcinha? – ele perguntou.

— Vou sim – respondeu. – E desculpe pelo seu banco.

— Não me importo com isso.

— Nem que eu esteja sem calcinha nesse lugar onde estamos indo?

— Sem calcinha terei menos problemas para colocar minha mão entre as suas pernas de novo – disse malicioso.

Ela riu. — Estou começando a gostar dessa viagem.

Meia hora depois, Rey percebeu que Ben estava estacionando. Ela suspirou e agradeceu mentalmente. Estava cansada de estar sentada e finalmente saberia para onde ele a levou. Ben saiu primeiro e abriu a porta para ela. Rey soltou o cinto, segurou a sua mão e assim desceu do carro. Ele a puxou pela mão, andando juntos alguns metros.

— Onde estamos?

— Já vai ver.

Ben desfez o nó no cachecol e quando Rey abriu os olhos, precisou piscar algumas vezes até se habituar novamente com a claridade do local. Já era noite e a brisa era fria e litorânea. Ela ouviu o som das ondas longe dali e, quando virou as costas, viu o mar, ao longe – aquela parte da cidade estava numa faixa de terra elevada.

— Estamos no litoral? – ela indagou, abismada com a beleza do oceano, mesmo que longe e que ela só pudesse ver uma faixa escura no horizonte que brilhava minimamente pelas estrelas e luzes do porto. Não se via a lua no céu, pois estava na face nova.

— Sim. – Ficou ao seu lado e segurou a sua mão. Era como se pudesse se perder dentro de si mesmo se não segurasse a mão dela. O que era irônico. Ele é o mais velho, e achava que isso significa que a responsabilidade de a proteger era dele. Mas ao contrário, é ela que somente pela sua presença e olhar, afugenta todos os seus demônios; que tocar a sua mão, é o suficiente para suportar todo o peso de seus erros e defeitos. – Foram quase três horas dirigindo...

— E valeu a pena – ela completou por ele.

— Totalmente.

— Ben, onde estamos? – ela perguntou ainda olhando em volta.

— Galantos – respondeu Ben.

— Eu nunca estive em Galantos! – disse Rey.

Galantos era um estado um pouco menor que megalópole Coruscant. Também não era tão desenvolvido e rico. A principal fonte de renda era na exportação de matéria-prima, pescados e o turismo. A capital era a cidade mais populosa do estado.

— Vamos até lá! – disse Rey, apontando para a praia.

— Mais tarde – ele falou. – Antes, vamos comer.

Ela reclamaria e insistiria até convencê-lo de levá-la até a praia se não estivesse realmente com fome. As besteirinhas que Ben comprou no posto não foram suficientes para saciá-la.

Estavam defronte a um restaurante. As paredes de vidro revelavam que no interior haviam mesas brancas circulares, cobertas por toalhas vermelhas e cada uma com um pequeno vaso com flor ornamental em cima. O chão era de madeira, e lâmpadas emitiam uma luz amarelada. Havia algumas mesas do lado de fora, mas Ben a conduziu para dentro. Logo foram recebidos por uma mulher baixa e loira, num vestido vermelho elegante – Rey se arrependeu de como estava vestida, ainda mais que o vestido estava um pouco amassado pela “diversão” no caminho.

— Boa noite! – cumprimentou-os. – Sejam bem-vindos ao Talus & Tralus³.

Ouviu-o informando à mulher que havia uma reserva em nome de Ben Solo, e ela os conduziu à uma mesa do outro lado do restaurante. Ela odiou-se e odiou Ben naqueles segundos em que atravessou todo o restaurante para chegarem à sua mesa. Deveria estar estúpida! Descabelada provavelmente, com a roupa amassada e sem calcinha! Felizmente o tecido do vestido não era tão fino a ponto de revelar algo. Mas se ela soubesse onde iria, teria se vestido melhor e não deixaria Ben masturbá-la dentro do carro.

Sua mesa ao lado da única parede que não era de vidro, oposta à entrada e adjacente com uma espécie de palco. Haviam alguns casais dançando também, em frente a este palco; a música era lenta e romântica. A mulher de vermelho entregou-lhes os cardápios e deixou-os, despedindo-se cordialmente. Era um lugar muito bonito, mas sabia que jamais, em qualquer um de seus dias mortais, iria a um lugar como aquele sem que Ben a tivesse levado. Ela está encantada, mas acha que não sabe como se comportar.

— Rey – ele segura a sua mão novamente, por sobre a mesa –, está tudo bem?

— Estou...

— Não acredito em você.

— Ben, aqui é tão... chique. Não me sinto confortável! Por que não me disse para onde viríamos? Teria me vestido melhor ou sei lá o que...

— Rey! – chamou-a. Ela falava rápido e estava visualmente nervosa. – Não precisa ficar assim, você está linda! Confie em mim.

Ela respirou e soltou delicadamente a mão dele, pegando o menu e passando a lê-lo. Ben a conhecia bem para saber que ela se calou para não continuar aquele assunto e não porque tinha realmente o resolvido.

— Podemos pedir um peixe, o que acha? – ele perguntou.

— Por que me trouxe aqui? – Rey indagou subitamente.

Ben arquejou ruidosamente. — Porque queria te trazer em um lugar que pudéssemos nos comportar como um casal em público – ele respondeu. – E isso só poderia ser feito longe de Coruscant. Queria te beijar sem me preocupar com meu emprego, com aquela maldita universidade. Segurar a sua mão como fazia momentos atrás, e olhar nos seus olhos como eu olho agora.

— Ben, eu... – Rey apertou os lábios e depois disse: – Estou sem palavras...

— Olhe para estas pessoas – ele disse. – Nenhuma nos conhece, ou sabe da nossa história ou os nossos nomes. E nós também em relação a elas.

— A irônica segurança entre desconhecidos – ela sorriu.

— Você sempre me diz o quanto tinha vontade de conhecer lugares novos, sair de Coruscant e viajar, bem... Isso é um começo. – Tomou sua mão e beijou-a.

— Mas por que tão longe? – perguntou.

— Não sei... Acho que quanto mais longe, mais confortável eu me sentiria e creio que você também.

— Não me sentia confortável – rebateu – com os olhos vendados no seu carro, sentada por mais de duas horas e agora sentada novamente.

— Irei recompensá-la por isso – ele garante.

— Isso é uma promessa? – Fita-o com um olhar desafiador e um sorriso malicioso nos lábios.

Ele se aproxima mais um pouco. Rey sente seu coração bater mais rápido e a respiração falhar. E sussurra:

— Sim, mademoiselle.

Ela sorri e lê o cardápio para não olhar mais para ele. — Peixe, você sugeriu, não foi?

Um dos garçons veio para anotar o pedido de ambos. Logo o rapaz se foi e um tempo depois voltou com a comida. A parede que dividia a cozinha do resto do restaurante também era de vidro, pelo que Rey acompanhou de longe seu prato sendo preparado. Pensou naquilo como além de estético; como se o vidro estivesse ali para demonstrar que o estabelecimento tinha, literalmente, transparência. O cliente podia ver as coisas sendo preparadas e, por conseguinte, isso geraria confiança.

Poderia ser somente coincidência, ou sua mente atribuindo razões para o acaso. Mas Ben a levou ali por isso? Como se a transparência dos vidros fosse uma metáfora para eles mesmos? O fato de repetir várias vezes para que confiasse nele dava mais força à teoria.

Não, não era por isso. Ele é cheio de camadas, denso e intenso; conhecê-lo a fundo é mergulhar no oceano e correr o risco de se afogar, não é como vidro transparente que tão facilmente se enxerga o outro lado. 

Mas eles estão perto do mar.

Talvez o mar e o vidro tenham significados diferentes ou que se complementem. Ele pode ser o mar enquanto ela é o vidro. Ou quer dizer que ela mergulhou fundo em seus sentimentos e enfim achou o ponto em que pode enxergar a sua alma através de seus olhos... O vidro são os olhos?

Ou nada disso faz sentido e ela está ficando louca. Deve ser o estômago roncando brincando com o seu juízo, ela pensa.

Mas ela faz uma experiência e fita-o. Ele olhava para baixo, para os dedos que tamborilavam sobre a mesa, mas fitou-a quando ela olhou para ele. O castanho-esverdeado não era nítido por ser noite, e a iluminação não favorecia, deixando-os mais escuros. O olhar é intenso, como todas as vezes que direcionado a ela. Percorre o seu rosto, cada mínimo detalhe e para novamente nos olhos cor de avelã da jovem. Não existem palavras para descrevê-lo com perfeição, e se alguém tentasse, falharia.

Ela abre a boca para dizer algo, mas a frase se perde quando o rapaz volta com seus pedidos. Cordialmente ele fala palavras já decoradas de bom apetite e que se sintam à vontade. Abre a garrafa de vinho, e enche as taças de ambos, antes de deixá-los sozinhos novamente.

— Quero fazer um brinde – diz Ben. – A você. – Levanta a taça e Rey o imita.

— Estou feliz por estar aqui com você – ela responde. – Mas me sinto egoísta... Conheço pessoas que não podem compartilhar da mesma felicidade.

— Rey – Ben a chama com firmeza. – É aquela sua amiga, não é? – Ele faz uma pausa antes de prosseguir. Continuou com cuidado: – Tenho certeza de que ela não gostaria que você não fosse feliz esta noite por causa dela.

— Eu fui visitá-la, semana passada... Foi tão inspirador vê-la tentando ser forte.

Ele estende a mão esquerda e segura a dela. — Com o tempo nós aprendemos a conviver com a dor. Ela vai ficar bem.

Rey funga, tinha ficado emocionada. — Acho que você tem razão... – Os lábios dele se curvam num sorriso pequeno. Rey levanta a sua taça. – Um brinde à vida.

O vinho era bom. O peixe estava delicioso e Rey voltou a se alegrar. Conversaram um pouco, quando terminam, a mulher de vestido vermelho volta a abordá-los.

— Sr. Solo? – ela diz. – Estamos prontos.

— Tragam – ele responde.

— Mande trazer – ela ordena a outros dois garçons enquanto levavam de volta os pratos da mesa deles.

Rey olha para Ben, que não diz nenhuma palavra a mais e então vira o pescoço para a cozinha. Eles estão retornando com um pequeno bolo e champanhe. Eles colocam o bolo na mesa, acendem a vela faísca, enquanto cantam “Parabéns pra você!”. Ben sorri e bate palmas, as pessoas sentadas nas mesas próximas observam a cena e algimas até cantam também. Rey está tão feliz nesse momento que se emociona de verdade; o sorriso que ela tem é enorme.

— Meus parabéns, senhorita – ela disse para Rey, quando terminam. – O champanhe fica por conta da casa, é o nosso presente.

— Obrigada!

— Parabéns! – disseram os garçons. Também algumas pessoas ao redor a cumprimentam.

— Obrigada!

Ben se levantou, abriu a garrafa de champanhe, ela riu quando a rolha estoura, e encheu a taça dela e depois a sua. Ele se inclinou e a beijou antes de voltar ao seu lugar. Um dos garçons entregou-lhe uma colher de bolo e ela mesma cortou duas fatias.

Logo as pessoas voltam às suas vidas e conversas, os funcionários do estabelecimento saem e eles ficam sozinhos. O sorriso de Rey é radiante e Ben também está muito feliz. Mas a noite ainda não acabou. Ele tem outras surpresas para ela.

 

[...]

 

Rey pisou na praia com o pé direito, teve cócegas ao sentir a areia entre seus dedos dos pés. A areia era amarela escura e muito úmida. A brisa do mar balançava os seus cabelos; inspirou o cheiro agradável e úmido da maresia, e fechou os olhos. Ben, logo atrás, ainda decidia se tirava ou não os sapatos, mas pensou que ninguém vai à praia de sapatos, então ele descalçou os seus. Rey virou-se para fitá-lo e riu dele.

— Ben, do que adianta você tirar os sapatos e não tirar as meias? – disse.

Ele olhou para seus pés e depois riu. Era aquela risada gostosa que Rey adorava ouvir. Ele tirou as meias e as enfiou dentro dos sapatos, mesmo sabendo que estavam úmidas agora.

Eles caminharam de mãos dadas por cinco minutos, trocando pouquíssimas palavras entre si. Foram até uma parte onde haviam pedras, tomando cuidado para não pisar em nada perigoso e sentaram-se nelas, um ao lado do outro.

Mesmo sem a luz da Lua, a iluminação pública provinda da orla da praia era muito boa.

— É lindo, não é? – ela perguntou, mirando o oceano.

— Sim – respondeu simplesmente.

Rey ficou alguns minutos fitando o mar, até quando sentiu que Solo lhe observava. Virou a cabeça e achou seus olhos intensos fixados em seu rosto.

— Que foi?

— Estava pensando no dia em que você me procurou após a aula – contou. – Quando nos beijamos pela primeira vez.

— O dia em que tudo começou – disse ela, pensativa. – E chegamos até aqui...

Havia começado muito antes. Trocas de olhares, pensamentos, pequenos toques, que nem se deram conta do que significavam e do que resultaria, já existiam entre os dois bem antes daquele primeiro beijo. Não podia dizer exatamente quando aquilo teve início, porém, o sentimento é recíproco, muito forte e bonito. E desde aquela noite, quando se amaram pela primeira vez, não havia um dia de sua vida que Rey não fizesse parte. Ela costumava ser o centro de seus pensamentos; e não havia ideia, reflexão ou opinião que não tivesse ao menos a sombra dela.

Rey se pergunta em que momento ela se tornou tão dependente dele. Dependente de um jeito bom. Ben se tornou a pessoa mais importante da sua vida, e mesmo que ela não saiba o dia de amanhã ou como será daqui há dez ou vinte anos, ela deseja do fundo de seu coração que ele esteja ao seu lado. A intensidade do amor que estavam vivendo é tão forte; é um amor que os envolve tão perfeitamente e uma paixão tão abrasadora, que preenche até as mais profundas lacunas de seu ser.

— Eu quero você para mim – Solo disse. Estavam em silêncio há um tempo indeterminado, apenas fitando-se.

— Você me tem – respondeu Keeran. Sua mão tocou a face dele e o polegar fez um carinho gostoso na bochecha. Ele esfregou o próprio rosto na pequena mão dela, fechando os olhos e tornando-se mais lindo do que Rey jamais tinha visto.

— Quero para sempre. – Inclinou-se para ela e beijou-a. – Todos os dias... Todos os instantes... – Beijou sua bochecha, o maxilar, o pescoço... – Junte-se a mim. – Subiu para seus lábios outra vez, osculando e puxando o lábio inferior entre os dentes. Olhou no fundo de seus olhos verdes e disse: – Foda-se o que irão pensar, eu não ligo! Vamos nos revelar, venha morar comigo. Por favor.

— Não, Ben, não podemos – ela disse, a voz e os olhos tristes.

— Mais cedo você...

— Eu sei! Eu sei.

— Não compreendo.

— Vamos ter mais um pouco de paciência. As pessoas vão estranhar, fazer comentários chulos e não tardará até que uma delas sugira que já estávamos juntos quando era sua aluna.

— Mas eu não ligo! – Segurou o rosto com ambas as mãos. – Rey, quero que todos saibam que eu amo você.

— Mas eu ligo, Ben! – redarguiu. – Isso pode nos prejudicar. Gostando você ou não, as pessoas com suas línguas e julgamentos disfarçados de opiniões infelizmente tem o poder de estragar com a vida de alguém. Você pode ser afastado do seu emprego, eu posso ter problemas em arrumar um trabalho no futuro e homens mal-intencionados podem pensar que eu troco favores sexuais por privilégios.

 — Do que está falando? – As mãos de Ben soltaram o rosto dela.

 — Jura que não vão dizer que me dava boas notas porque eu trepava com você?

— Se nos importarmos com o que as pessoas vão pensar, falar ou fazer, nunca seremos felizes.

— E onde entra a privacidade, Ben? – ela levantou a voz. – Eu queria sim mais cedo que nos revelássemos, mas pensei melhor e agora não dá! Vamos esperar mais um pouco. É pelo nosso próprio bem.

— Essa é a sua decisão? – perguntou irritado.

— É sim – reportou pontual. – Vai respeitá-la?

— Tenho escolha?

— Sim, você tem. Mas conhece as consequências – dito isso, levantou-se e caminhou, melhor dizendo, praticamente correu em direção a água. Parou e ficou ali, tendo as marolas molhando seus pés.

Abraçou o próprio corpo e chorou. Seus olhos ardiam, e quando os fechou, as lágrimas salgadas que não rolaram pelo rosto fizeram-nos arder mais um pouco. As lágrimas quentes esfriavam tão logo o contato com a brisa fria.

Por que ele tinha que ser assim? Há dois minutos estava tudo tão bem, antes comeram, divertiram-se, namoraram, e agora isso. Não podia tirar a razão dele, nem não compreendê-lo, mas ele precisava entender que não era certo o que estava propondo. Ainda não era a hora. As consequências eram reais e sérias e ela compreendia isso melhor do que ele, pelo visto, embora que mais cedo tenha sido ele que disse não quando ela propôs o mesmo.

Percebeu que ele se aproximou. Ben estava atrás dela, ele tocou seu ombro e virou-a devagar para ele. Rey não queria olhá-lo, mantinha a cabeça abaixada e as lágrimas cessaram.

— Odeio ver você chorar – ele disse. – Odeio a mim mesmo por fazer você chorar, mas não era a minha intensão.

— Sei que não. – Limpou o rosto. – Esquece, já passou.

— Por favor, Rey, olhe para mim – pediu. Rey levantou a cabeça lentamente e mirou em seus olhos escuros. – Faremos da sua maneira. Desculpe-me.

Jogou-se em seus braços e o abraçou, fazendo-o inclinar-se para ela.

— Obrigada, meu amor. – Ben a apertou mais forte e a ergueu no ar. Quando a colocou no chão, uniram seus lábios beijo cálido.

Ele estava tremendamente decepcionado consigo mesmo por fazê-la chorar no dia de seu aniversário, no dia em que ele planejou tudo para ser perfeito. Mas mesmo quando ele se esforçava para fazer tudo certo, algo dava errado. E esse errado era ele. Se Rey não fosse tão indulgente e não o amasse de verdade... Ah, ele nem quer pensar!

O beijo torna-se mais intenso. As mãos entraram em ação. Era voraz e exigente a forma como seus lábios reivindicavam-se. Rapidamente ela estava o empurrando para saírem do alcance das marolas, e num entendimento mútuo, deitaram no chão; a areia fofa e úmida sob os dois.

Num movimento rápido, Ben a vira e fica por cima. As pernas dela enlaçam sua cintura, a areia gruda em suas roupas, em sua pele e no seu cabelo e ela pensa rapidamente que aquilo foi uma péssima ideia. Entretanto, o calor do momento afastou para longe tal pensamento, porque ela unicamente não queria parar.

Ben aperta um dos seus seios, lambe o seu pescoço, morde e beija; Rey geme para o céu escuro de Galantos. Ela rebola o quadril esfregando sua intimidade contra o volume nas calças dele. A consciência de que vão acabar transando numa praia pública – ainda que tão tarde da noite – é perigosamente excitante, eles podem até ser presos por atentado ao pudor. Sinceramente? Eles não estão preocupados com isso agora.

Mas deveriam ter prestado atenção caso alguém se aproximasse.

— Meu Deus! – gritou alguém.

Espantados, os dois pararam e olharam para quem tinha gritado. Eram duas mulheres, uma morena e uma loira, ambas de olhos arregalados. Levantam-se e arrumam-se da melhor forma que podem, porém, estão tão sujos de areia! Agora Rey está arrependida. E amargamente.

De repente a morena começa a rir. — Desculpem!

Eles não conseguem dizer nada, estão muito envergonhados.

— Desculpem de verdade – disse a loira, esforçando-se para não rir e falhando. – Mas sabem como é, a praia é pública.

— É – Ben diz rispidamente.

— Na verdade, vocês adivinharam a nossa ideia – falou a morena. A loira a cutucou e começou a puxá-la dali.

— Com licença, continuem!

Não dava para continuar.

Catando os restos de vergonha na cara que eles tinham, Ben e Rey voltam para o carro. Eles não trocam uma única palavra durante todo o caminho, e durante o trajeto, Rey tentava limpar-se e tirar aquela areia de sua roupa. Tem areia em seu cabelo e isso é uma merda! Ele precisa lavá-lo ou ficará louca.

Ben está carrancudo e silencioso como de seu feitio quando se irrita. Se alguém disser um “a” perto dele, talvez ele exploda e mate alguém. Mas Rey não tem medo dele. Assim que entram no carro ela solta:

— Isso foi a coisa mais estúpida que já fizemos.

Ben não responde. Ele coloca o cinto e quase quebra a fivela tentando encaixá-lo. Ele dirige quieto, e está grato por Rey não fazer perguntas, porque obviamente eles ainda não vão para Coruscant. Ela está brava e quer puni-lo com seu silêncio, o que tem um enfeito oposto.

O hotel Farlax é o próximo destino. Quando chegam à recepção, Rey nem se incomoda com sua aparência, ela está mais animada com a ideia de que vai tomar um banho. Depois que Ben pega a chave do quarto, eles tomam o elevador.

— Oh, não! – diz Rey, olhando-se nos espelhos do elevador. Estava pior que ela tinha imaginado. Pelo menos não está tão coberta de areia. – Entrei aqui desse jeito?

— Pedi que levassem roupas para nós, você pode jogar esse vestido fora ou mandar lavar – ele disse, sem olhá-la.

Ele parece cansado. Ela também está, mas Ben está estressado, por isso talvez esteja tão sério.

A suíte deles é enorme. Talvez caiba sua casa ali dentro, Rey pensa. A cama é a maior que ela já viu, contudo, ela deixa para experimentá-la depois. O banheiro a agrada muito, mais do que o esperado. Há uma banheira de hidromassagem, já cheia e com pétalas de rosas, velas aromáticas  na borda, e óleos.

— Você mandou fazer isso? – ela pergunta para Ben, que está atrás dela.

— Sim.

— Gostei.

Despiu-se então, entretanto, entrou primeiramente no box, para uma ducha. Aproveitou e lavou o cabelo duas vezes. Ainda sentia grãos de areia na raiz dos fios e lavou uma terceira vez, com mais meticulosidade. Passou condicionador e antes que terminasse, Ben juntou-se a ela. Fez o mesmo que ela, também lavou o cabelo com xampu e condicionador.

— Não estou brava com você, Ben – ela disse, devido ao seu jeito estranho. – Pare de agir assim.

— Assim como?

— Ora, assim. – Apontou com as mãos para ele. – Lá na praia... Não foi legal. Mas vamos esquecer isso, por favor.

— Está bem – ele concorda.

Ela sai antes dele e observa a banheira de hidromassagem por um minuto ou dois. Quando Ben retorna, ela resolve entrar e o chama com a mão. O relaxamento é imediato. A tensão sai finalmente e eles decidem curtir a banheira da melhor forma que podem.

A água vaza pelas laterais da banheira durante o tempo em que fazem amor. Rey está de costas, apoiando-se na borda da banheira e Ben a penetra por trás. Seus gemidos preenchem todo o banheiro; ela não pode se conter, principalmente quando Ben está a levando para o terceiro orgasmo enquanto estão ali e o quarto do dia.

Ele tira seu pênis um segundo antes e goza no bumbum dela. Depois a puxa para a outra extremidade da banheira e ela senta em seu colo. Trocam selinhos ternos até que enfim decidem sair.

Rey tem uma toalha enrolada no cabelo e outra no corpo. Ben está sentado na cama, nu. Olha-a tirando a toalha e começando a pentear os cabelos diante de um espelho. Ela sorri para ele pelo reflexo.

Então Ben e levanta e vai até onde a sua jaqueta está jogada. Ele busca algo dentro do bolso interno e volta com uma caixinha vermelha e retangular.

— Rey – ele chama. Ela para o que está fazendo e vira-se para ele. Seus olhos imediatamente percebem o objeto em suas mãos. – Tenho um presente para você.

— O que é isso? – perguntou.

— Sente-se aqui – deu palmadinhas no colchão indicando que ela se sentasse ao seu lado – e veja você mesma.

Ela largou a escova e sentou-se na cama com ele. Ben entregou-lhe a caixa e ela a abriu sem hesitação. Dentro estava um colar, com corrente e pingente de flor folheados a ouro. Rey arregalou os olhos, olhou para Ben e depois para o colar.

— Isso... Isso é para mim?

— Especialmente para você, e não aceito “não” como resposta – ele falou. – Feliz aniversário.

— Obrigada, meu amor! – Beijou-o.

Ben pegou o colar e girou o dedo indicador, mostrando que ela se virasse. Ela o fez, e ele colocou o colar em seu pescoço, dando um beijo no ombro no final.

— Eu nunca tive nada tão bonito.

— Eu também – disse, mas estava se referindo a ela.


Notas Finais


¹ Galantos é originalmente um planeta da galáxia de Star Wars. Aqui é um estado. Tomei licença poética para colocá-lo como vizinho a Coruscant, pois saio escolhendo planetas aleatórios, pelos seus nomes ou pela suas características. Alterei também algumas informações originais para se encaixarem melhor ao contexto do capítulo e do universo alternativo
O planeta Galantos não tem nenhuma lua, por isso que citei a lua nova.
² Talflagio, também um outro planeta que aqui representa uma cidade.
³ Originalmente, Talus e Tralus são os mundos gêmeos do sistema colleriano.

Desculpem-me caso tenha passado algum errinho.
Contem-me por favor o que acharam! Como foi o aniversário da Rey proporcionado pelo Ben?

Eu to postando e saindo correndo, deve ter gente puta comigo por tanta demora e ainda não ser o capítulo oficial.
Paciência, pensem que ainda falta mais de um ano para a estréia do episódio IX, eu só atrasei um mês, gente (◉ω◉) ♥

Música: https://youtu.be/W6lW4L00Bz8
Colar da Rey: https://www.qbiju.com.br/lojas/00022850/prod/4273101.jpg (esse colar vai aparecer no futuro na história, não se esqueçam dele)

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Beijos de luz!


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