História The Summer with Linkin Park - Capítulo 24


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Categorias Linkin Park
Personagens Brad Delson, Chester Bennington, Dave Farrell, Joe Hahn, Mike Shinoda, Rob Bourdon
Visualizações 4
Palavras 2.760
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá galeris, tudo bem?
Segue mais um capítulo de tretas. Boa leitura ❤️

Capítulo 24 - Acerto de contas


Mike's POV

Bela e eu passamos quase dois dias juntos e foi maravilhoso. A deixei em casa e passei o dia todo pensando nela. Seu corpo, seu cheiro, sua beleza, sua doçura, sua alegria, simplesmente não saíam da minha cabeça. Eu parecia um bobo apaixonado, pensando em mil formas de agradá-la e surpreendê-la. Voltei para casa e dediquei algumas horas no meu trabalho. Compus alguns versos de novas músicas, arranhei algumas cifras e toquei no piano, desenhei para alguns projetos e não sabia definir exatamente como, mas eu me sentia feliz e inspirado. Bela tinha me devolvido a vida e a inspiração. 

Enquanto trabalhava, precisei encontrar um material específico para o desenho que eu estava fazendo. Mexi em algumas gavetas da mesa que estavam bagunçadas e acabei encontrando uma foto minha com a Anna. A foto estava bem gasta e a tiramos logo depois que nos casamos. Suspirei  a analisando, lembrando-me dos bons momentos que tivemos. Eu conhecia bem a pessoa da foto, mas não conhecia mais a pessoa que morava comigo. Anna tinha mudado, na verdade, nós dois tínhamos. As lembranças me causaram um certo mal estar. Eu havia esquecido completamente de sua volta para casa, o que me fez desanimar um pouco. Mas agora com o seu retorno, eu tinha um único propósito: pedir o divórcio.

Anna voltou para casa ainda mais estranha. Mal tínhamos conversado. Andava bastante ocupada, passando boas horas trabalhando no escritório e falando no telefone resolvendo pendências. Até que tentou ser gentil comigo, fazendo café da manhã para nós, coisa que não fazia há anos. Eu só estava esperando o melhor momento para conversarmos, mas ela não me dava muito espaço, parece até que já sabia o que estava rolando. Seu comportamento era estranho, misterioso. Eu não a reconhecia mais.

Tentei me comunicar com Bela depois que ela voltou para casa, mas estranhamente ela havia sumido. Não retornava minhas ligações, não respondia minhas mensagens, me deixando preocupado. Primeiro veio com uma história de que estava com crises de enxaqueca e depois... nada, caixa postal. Tentei ser paciente e me esforçava em me concentrar no trabalho. De repente ela precisava de um tempo, ou... sei lá. Mas eu estava intrigado e começando a ficar irritado. Cheguei até a pensar que estava com Chester, alimentando ainda mais o ciúmes que eu tinha dos dois juntos. Respirei fundo e tentei afastar essas paranóias da minha mente. Eu precisava da minha inspiração, precisava dela.

Estava trabalhando com Joe na gravadora terminando os últimos detalhes da Live que fizemos. Brad me mandou mensagem me lembrando do aniversário da Bela. Porra, como eu era desatento. Claire há alguns dias atrás havia comentado sobre o seu aniversário, fora que eu também havia passado dias ao seu lado e tinha esquecido completamente. Brad me pediu para que eu ajudasse nos preparativos da festa surpresa, mas eu precisava finalizar o trabalho que já estava acumulado e precisava comprar pelo menos um presente decente para ela. Terminei o serviço com Joe e combinamos de nos vermos mais tarde na festa. 

Fui até o centro da cidade em busca do presente ideal. Eu não entendia muito de presentes e não sabia bem o que dar para ela. Eu sempre fui péssimo com isso. Andei a porra do shopping inteiro, pensando e olhando as vitrines. Parei em frente a uma loja de roupas com um lindo vestido no manequim. Bela sempre andava muito bem vestida e imaginei que o tal vestido ficaria perfeito nela, realçando suas belas curvas. Comprei o vestido e depois entrei em uma loja de sapatos e comprei uma sandália que combinasse. Para completar, comprei o melhor e mais caro perfume de uma loja a frente, finalizando o pacote. Sorri, imaginando que levaria ela para jantar em um lugar especial usando os presentes que eu tinha comprado. Olhei no relógio e estava atrasado. Entrei no carro e fui direto para a casa do Brad.

Estacionei o carro e respirei fundo. Estava nervoso, intrigado com o fato de ela ter sumido sem nenhuma justificativa. Entrei pela porta da frente e encontrei algumas bexigas e confetes jogados pelo chão da sala. Ouvi alguns ruídos vindo dos fundos e imaginei que todos estivessem lá. Deixei as sacolas dos presentes num canto, fui até os fundos e abri a porta. Eu não sei porquê, mas eu estava sério. Estava morrendo de saudades dela, mas eu também estava chateado. Acenei para todos e então eu a vi. Estava linda como sempre. A inspecionei como de costume, e não pude deixar de reparar em seus joelhos. Os dois mantinham com curativos grandes e aparentes. Franzi o cenho, afinal o que era aquilo?

A cumprimentei e a abracei forte. Era difícil controlar meus instintos perto dela. Senti seu cheiro doce a desejando mais uma vez. Não pude deixar de perguntar o que havia acontecido com seus joelhos. Bela me olhava séria e disse que conversaríamos mais tarde. Agora minha preocupação tinha triplicado e senti uma certa tristeza em seu olhar. Algo sério havia acontecido. 

Bia e Júlia a chamavam do outro lado do quintal e então, permiti que ela fosse. Era seu aniversário e tentei não demonstrar tanto a minha chateação. Me juntei com Phoenix e Rob, enquanto Joe e Brad arrumavam um microfone e um violão para que tocassem algo. Logo, Chester cantou algumas músicas para Bela que estava muito emocionada com tudo. Era lindo ver ela sorrir, apesar do seu sorriso mascarar a tristeza que sentia. Eu também admirava muito meu amigo cantando, então deixei que ele fizesse isso sozinho. 

Mais tarde fomos cantar parabéns para Bela na mesa do bolo. Ela estava radiante e animada com tudo e com a nossa presença. Ela agora sorria largo, estava mais relaxada e tudo estava muito divertido. Nós cantamos e depois ouvimos palmas isoladas vindo da porta. Olhei confuso para a pessoa que entrava por ela. Anna estava bem arrumada, caminhando em nossa direção com um sorriso prepotente nos lábios. Se antes eu já não estava entendendo nada, agora então muito menos. Mas que porra era aquela? 

Anna se aproximou de Bela que estava estática e tensa. Chester logo se posicionou ao seu lado, a fim de evitar que alguma merda acontecesse. Afinal, o que ela estava fazendo aqui? As pessoas estavam tensas e Anna claramente provocava Bela de todas as formas. Até que tentei contê-la, mas foi o mesmo que nada. Chester também estava muito irritado, perdendo totalmente a paciência.

- Mike e eu estamos grávidos. Isso não é demais? Meu amor, vamos ter um filho!! - Eu fiquei estático. Anna se aproximou de mim me dando um beijo nos lábios. Peraí, Anna grávida? Bela e Chester já sabiam? E eu era o único trouxa que não sabia de nada? Oi?

- O que?? - Eu estava perplexo. Olhei para Bela que me fitava desconcertada e estava ainda mais tensa que antes. Não bastasse tudo isso, Anna e Chester começaram a discutir, deixando-o ainda mais nervoso. Anna sorria e era sarcástica em suas palavras, tentando colocar Chester contra mim. Eu estava explodindo, meu corpo estava trêmulo, podia sentir a raiva passando pelas minhas veias, me enlouquecendo. Agora sim ela tinha ultrapassado a linha. Anna sabia de tudo, sabia que Bela e eu estávamos juntos e veio expô-la sem o menor pudor. Eu não conseguia ouvir mais nada, estava indignado e confuso demais com tudo aquilo.

- Anna, já CHEGA! Vá para a casa. AGORA!!! - Eu estava puto, ela tinha passado dos limites e eu também tinha chego no meu. Não me lembrava da vez que tinha gritado assim com ela ou que tivéssemos enfrentado coisa parecida. Pra mim, aquilo foi o bastante.

Anna passou pela porta e saiu. Eu tentava respirar fundo. Minha cabeça doía e explodia com tantas informações. Anna enfrentando Bela, Chester enfrentando Anna, Anna… grávida. Será que era verdade? Fechei os olhos tentando me acalmar. Olhei para Bela que estava transtornada saindo em direção a casa. Fui atrás dela para tentar esclarecer as coisas. Não sei porque e nem como, mas Bela sabia da suposta gravidez. 

- Mike, acabou - Seus olhos estavam avermelhados, incapazes de impedir que as lágrimas rolassem. Seu olhar era triste, extinguindo por completo a frágil alegria que sentia. Eu não suportava a idéia de terminar com ela, de me afastar. Eu tentei acalmá-la, sem sucesso. Bela saiu da minha presença destruída por dentro. Meu desejo era ir até ela e abraçá-la, mas eu estava furioso demais e tinha algo pendente para resolver.

Saí da casa do Brad totalmente cego pelo ódio. Podia ouvir Chester gritando meu nome, mas eu precisava resolver isso do meu jeito e colocar um ponto final em tudo. Entrei no carro e enquanto voltava para casa tentava colocar as ideias em ordem, repassando a cena deplorável que tinha presenciado. Cheguei em casa, estacionei o carro de qualquer maneira e entrei abrindo a porta com força.

- ANNA - Eu gritava enquanto andava pela casa. Subi as escadas indo em direção ao quarto.

- Estou aqui, meu amor - Sua voz era ridiculamente calma, o que me irritou ainda mais.

- Está satisfeita com o que fez? - Entrei no quarto e ela estava sentada na cama com um livro na mão.

- Oi Mike, chegou cedo - Anna continuou folheando as páginas do livro, ignorando totalmente o meu mau humor.

- Qual é o seu problema? Por que fez aquilo? - Anna olhou para mim.

- Ué, eu só fui contar a você sobre a gravidez - Seu olhar era despreocupado, como se falasse de algo qualquer. 

- Não, você foi para provocá-la e me provocar também. Você passou dos limites, Anna - Eu cuspia as palavras nela.

- Eu que passei dos limites? E você, Michael? Transando com aquela menina, me traindo como se eu não fosse nada pra você - Anna agora falava com raiva, fechando o livro em sua mão o colocando ao lado da cama.

- E eu sou alguma coisa para você, Anna? E quando você me traiu? 

- Ah Michael, por favor. De novo esse assunto? Isso já passou. Eu me arrependi, pedi desculpas e estou aqui com você - Anna tentou amansar a voz, tentando me manipular.

- Passou? Então, tudo bem você me trair, desde que eu não traia você. Ah, pelo amor de Deus - Eu gesticulava, demonstrando toda a minha indignação.

- Você só queria me dar o troco, Michael. Eu já entendi tudo. Mas agora, já chega, não precisamos mais disso - Anna se levantou e veio ao meu encontro ficando muito próxima de mim.

- Eu nunca quis dar o troco em você - Me afastei dela novamente.

- Ah não? Ficando com uma menina bem mais nova do que eu e que você, inclusive. Muito conveniente, não é? - Anna voltou a cuspir as palavras em mim novamente.

- Eu a amo - Falei baixo, olhando fixamente em seus olhos.

- O que? Ah Michael, por favor. Você está parecendo um garotinho. Não acha que já está velho demais pra isso? - Anna agora ria de mim com sarcasmo.

- Eu estou cansado, Anna. Cansado dos seus joguinhos e de tudo isso. Nós devemos nos separar. 

- Nos separar? Você só pode estar de brincadeira. Eu também estou cansada, Michael. Cansada da sua banda, cansada dessas turnês longas, dessas suas fãs oferecidas. Cansada de tudo - Anna começou a gritar.

- Eu alguma vez brinquei com você? Você se casou comigo sabendo de tudo isso. Então, não me venha com isso agora. Você também está sempre ausente. 

- Você acha mesmo que eu vou ficar aqui sentadinha, esperando por você? Eu também tenho o meu trabalho e as minhas coisas.

- Eu nunca a impedi de trabalhar e ir atrás do seu sonho. Pelo contrário, eu sempre a incentivei e a apoiei. Você que se tornou fria, Anna. Indiferente comigo, conosco. Me ignorando completamente, não retribuindo o meu amor - Eu sentia minha voz embargar, me lembrando desses momentos.

- Eu nunca fui indiferente. Eu apenas estava me sentindo sozinha.

- Ah, e por isso me traiu? Bela justificativa.

- Michael, você estava em turnê e eu fiquei aqui, por dois meses sozinha. Você acha que é fácil? - Anna colocou as mãos no rosto e falava devagar.

- Isso não justifica, Anna. Eu sei que nunca foi fácil. Mas quando se ama e há compromisso com o relacionamento, não se trai.

- Parabéns pra você então, está fazendo a mesma coisa.

- Acontece que não há mais relacionamento e muito menos compromisso, isso muda tudo - Anna olhou para mim perplexa. Fez uma pausa tentando compreender o que eu tinha acabado de falar.

- Você se apaixonou mesmo por aquela garota? 

- Sim - Uma lágrima havia caído no meu rosto. Ela me olhava desacreditada.

- Quem diria!! Mike Shinoda. O cara que se diz tão sério e focado no seu trabalho, foi se engraçar com uma fã. Você é patético, Michael - Anna começou a chorar e a gritar novamente.

- Eu sou sério Anna, sempre fui. A opinião das pessoas sobre mim ou minha aparência, nunca me definiram. Sempre fiz meu trabalho com seriedade, entrega e amor. Sempre quis que as pessoas dessem importância a isso - Eu agora falava baixo, cansado da discussão.

- Mas agora, tudo mudou, não é? Foi só uma fã jovem e bonita aparecer, que fez você mudar - Anna estava vermelha, parava próxima de mim me olhando com ódio.

- Ela não é apenas uma moça jovem e bonita. Ela é diferente e especial, Anna. 

- Diferente e especial? Ela só queria dar pra você e tirar proveito disso. E pelo visto, conseguiu.

- Não fale assim dela, você não sabe de nada - Suspirei e passei as mãos no rosto - Eu quero fazer a coisa certa, Anna. Admita, o casamento acabou já faz tempo. 

- Não.... não.... eu não vou dar o divórcio pra você. E com certeza não vou facilitar nada pra essa sonsa. Ela não sabe com quem está lidando - Anna agora andava de um lado para o outro.

- Então, o intuito é dificultar a vida dela? Prejudicá-la? Achei que não concordasse com o divórcio porque me amasse - Franzi o cenho.

- Eu te amo, Mike. Você sabe disso, por que acha que eu fiz tudo isso? - Anna se aproximou pegando em minhas mãos. A olhei decepcionado com suas palavras e atitudes. Fiz uma pausa.

- Esse filho é meu? Se é que está grávida mesmo?

- Você está me ofendendo. Claro que sim, ou você se esqueceu daquela noite que tivemos no estúdio? - Anna se aproximou novamente, agora me olhando com serenidade - Mike, esquece tudo isso… Esquece ela. Eu estou aqui, estamos juntos e vamos ter o nosso filho - Ela chorava e sorria entre as palavras, tentando me convencer. Eu balançava minha cabeça com reprovação.

- Vou sair de casa - Eu também chorava. Tirei minhas mãos dela e fui pegar minha mala.

- O que? E aonde pensa que vai? Ficar na casa dela? - Anna gritava novamente.

- Vou ficar com o Brad - Eu andava de um lado para o outro pegando minhas coisas.

- Isso é um erro - Ela andava atrás de mim.

- Um erro é ficar aqui, discutindo com você.

- Não Mike, não faça isso, por favor - Anna voltou a chorar novamente.

- Anna, eu preciso de um tempo. Preciso pensar nas coisas, preciso colocar minha cabeça no lugar. O que você fez hoje foi ridículo.

- Você vai me deixar sozinha de novo? Sabe que minha família mora longe de mim e que não tenho ninguém. Estou grávida, Michael.

- Você vai ficar bem. Não vai te faltar nada, muito menos para o meu filho. Mas agora, eu preciso ir. E vou deixar bem claro novamente, eu quero o divórcio e espero que esteja de acordo. 

Peguei minha mala e saí andando pela casa rumo a garagem enquanto Anna corria atrás de mim. 

- Michael - Anna gritou e eu parei olhando para ela - Você não me ama mais mesmo? - Seu olhar agora era triste.

- Eu a amei muito, você sabe. Eu me dediquei.... - Suspirei, chorando novamente - anos por você. Fiz planos, tive sonhos e também deixei de fazer coisas por você e você sabe muito, mas muito bem disso. Nós pegamos o caminho errado, Anna - Anna começou a chorar novamente. 

Limpei as lágrimas do meu rosto. Coloquei minha mala no carro e saí da garagem sem olhar para trás. 



Notas Finais


Até o próximo, obrigada por lerem. Por favor, comentem o que estão achando. Bjos


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