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História The Summer with Linkin Park - Capítulo 15


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Notas do Autor


OI SEUS LINDOOOOOOS!

De volta com um capítulo MUUUUITO bom. Está grande? Está! Mas VALE MUITO A PENA, ACREDITEM EM MIM!

Segue...

Capítulo 15 - Open Door


Fanfic / Fanfiction The Summer with Linkin Park - Capítulo 15 - Open Door

Mike’s POV.

Anna estava à frente do espelho fazendo os últimos retoques antes de sair de casa. Ela havia acordado mais cedo para se preparar para a viagem que faria à trabalho para Nova York por cinco dias. Estava quase em cima da hora, quando eu chamava o taxi para levá-la até ao aeroporto enquanto eu trabalhava no estúdio. Anna pegou a mala e desceu as escadas rapidamente, lembrando-se de apanhar o casaco que estava pendurado no canto da sala.

- Não se esqueça que volto antes do fim de semana, Mike. – Ela disse enquanto eu abria a porta principal.

- Ok. Espero que dê tudo certo com o seu projeto lá. – Disse enquanto segurava a mala na mão direita.

- Obrigada, querido! Temos tudo para conseguir acertar os detalhes para o lançamento. Te ligo assim que chegar.

- Tudo bem. – Disse cético. Ela se aproximou depositando um beijo repentino em meus lábios.

- Será que pode ao menos me dar um beijo decente, Michael? – Me aproximei dela novamente, selando os nossos lábios rapidamente. Anna sorriu sarcástica. – Você chama isso de beijo? – Ela respirou fundo e bufou em seguida. – Sabe, Mike. Eu espero voltar e saber o que vou encontrar aqui em casa. Estamos tão frios, tão distantes... Não temos nem tempo para... – O táxi estacionou e buzinou em frente de casa, antes que ela pudesse concluir o que estava falando. Anna olhou em direção ao carro e depois voltou os olhos para mim. – Quero te ter de volta, Mike. Preciso de você e quero voltar a ter momentos prazerosos com você.

- Estarei aqui quando voltar, Anna. – Esbocei um sorriso frio. Ela me olhou receosa e eu podia ver a tensão em seu rosto ao cerrar as mandíbulas. Peguei a mala e então fomos em direção ao táxi.

Sem mais palavras a serem trocadas, Anna entrou no carro e partiu segundos depois. Suspirei, voltando para o interior da casa. Estava pensativo e apreensivo com a situação que se agravava a cada dia. Sentei no sofá enquanto pensava no que Anna dissera. De fato a nossa relação havia mudado drasticamente. A distância foi se alargando com o decorrer do tempo e mal trocávamos momentos de carinho um com o outro. O beijo frio de seus lábios me deu total lucidez com a situação em que nos encontrávamos. Tudo caminhava para um grande abismo. Estávamos juntos porém separados.

Passamos por diversas situações, desde as mais comuns e as mais complicadas para um casal. Perdas, crises, traições – Sim, Anna já havia me traído uma vez, algo que pouquíssimas pessoas sabiam. Isso aconteceu há alguns anos, enquanto trocava mensagens com o editor com quem trabalhava na Flórida. Perdoei e superamos a situação, mas a ferida não fora totalmente cicatrizada.  

Sou um cara de princípios. Nunca pensei em me casar para me separar. Sempre vi Anna como a mulher da minha vida, aquela que passaria o resto da minha vida, mesmo os problemas sendo os pilares da nossa vida. Me mantive firme, colocando o meu casamento como prioridade e a apoiei em tudo para que se sentisse feliz e confiante. Mas não éramos mais o mesmos. Não éramos mais o casal que andava junto trilhando o mesmo caminho. 

Anna retomou a carreira com força ganhando maior notoriedade no meio. Ela parecia feliz e satisfeita com o que fazia, mas senti que estava ficando de lado e então passei a cobrar-lhe alguns posicionamentos – Atenção, apoio, participação, companhia e... talvez um filho. Um sonho que nunca tinha conseguido realizar, mas não fazia parte do sonho de Anna. A possibilidade de uma gravidez foi pauta de muitas das nossas discussões. Anna de fato chegou a engravidar, mas sofreu um abordo espontâneo no terceiro mês o que gerou uma frustração e piora da nossa relação. Desde então, as coisas não melhoraram.

Estava mais do que certo de que meu casamento ia de mal a pior. Estava mais do que certo de que a minha casa e a companhia de Anna havia se tornado um vazio para mim. Um espaço oco, escuro e frio. 

Aproveitei que estava sozinho para pensar e colocar a cabeça no lugar. Aproveitei o momento para desfrutar da minha própria companhia e das coisas que gostava de fazer. Sozinho.

Levantei do sofá e voltei ao estúdio, com intuito de terminar o trabalho que havia começado. Peguei minha caneca do Zelda e enchi com o chá gelado que estava em cima da pia. Sentei-me na cadeira e dediquei mais algumas horas no trabalho. O celular em cima da mesa vibrara, lembrando-me do compromisso que havia feito com a Bela no período da tarde, dois dias depois que havia nos beijado. Sim, Bela viria até a minha casa para a gravação que tínhamos combinado de fazer. Estava tão envolto dos meus problemas que havia esquecido completamente da minha promessa – irônico e um tanto engraçado.

Ainda estava muito cedo para que ela viesse. Imediatamente, mandei mensagem ao John pedindo-lhe que a trouxesse em minha casa. Para todos os outros éramos amigos e era dessa forma que as coisas deveriam ser mantidas, assim como a relação amigável que tinha com os outros fãs, sem acepções. John sabia do meu desejo em gravar algo com Bela e lhe expliquei que tinha me interessado pelos seus talentos para os trabalhos que eu estava fazendo. Isso era mesmo verdade. John sem qualquer questionamento, concordou.

Bela era uma fã especial para mim, mas me atentava para que isso não desse uma conotação diferente para os demais. Entretanto, o que ninguém sabia era o compilado de sensações e sentimentos que eu nutria secretamente por ela. E então, voltei a pensar nela da forma que jamais deveria ser pensada dentro do momento que eu vivia. Lembrei do seu sorriso, da sua doçura, dos seus olhos, do... beijo. Lembrar do beijo me deixou nervoso. Desde aquela noite, eu não conseguia pensar em outra coisa. Estava mesmo ficando perturbado com aquilo e ansiava estar perto dela novamente.

Meu cérebro me remeteu à aquela noite. No seu quarto, na cozinha, no carro... o beijo. Ah o beijo. Era muito melhor do que eu poderia imaginar. Era muito mais do que a minha parte racional poderia compreender. Estava completamente envolto nele e sentia que era exatamente aquilo que o meu corpo precisava. O beijo fora uma impulsão da minha parte – A parte fraca, vulnerável e totalmente escrava da minha tentação por ela.  Mas de fato, aquele beijo tinha sido um equívoco. Um erro, uma ação desmedida. Eu deveria MESMO me afastar. Sim, eu sei, ela estaria na minha casa comigo daqui à algumas horas. No mínimo tentador. Mas isso precisava acabar. Apesar de passar por tudo que estava passando, Anna não merecia ser desrespeitada. Um beijo foi o suficiente para atingir o limite tênue do aceitável.

Mais algumas horas de trabalho e a hora mais ansiada por mim se aproximava. Parei tudo o que estava fazendo e coloquei a música que trabalharíamos juntos. Open Door. Potencializei toda a atenção na música, apenas para que não me desviasse do foco. Olhei no relógio controlando o horário. Ela já deveria estar a caminho.

Verifiquei a funcionalidade dos equipamentos e dos instrumentos. Tudo estava mais do que pronto, exceto eu mesmo. A campainha tocou. Respirei fundo e fui em direção a porta principal da casa.

Coloquei a mão na maçaneta e hesitei um pouco, nervoso. 

Apenas abra a porta, Mike!

Abri e Bela estava à frente, sorridente enquanto John acenava para mim do seu carro dando partida logo em seguida.

Sentia-me agitado por dentro. Olhar para ela era sempre uma sensação inusitada e intensa. Eu nunca estava pronto para isso, nunca estava pronto para enfrentar esse desejo que crescia e ardia dentro de mim. A minha kriptonita estava na minha frente, acessível e disponível. O pecado que me condenava ao inferno. Mas eu estava decidido parar. Eu tinha que parar.

- Oi, Mike. – Ela disse mantendo o lindo sorriso nos lábios.

- Oi, Bela. – Disse enquanto olhava para ela. Estava linda com os cabelos soltos. Usava uma blusa azul de alças finas e calça jeans justa que lhe dava a visão perfeita de suas curvas. Já falei que ela ficava bem de azul? Provavelmente ficaria bem com todas as cores. – Vamos, entre. Seja bem vinda e fique a vontade. – Ela entrou cuidadosa passando por mim, deixando o rastro do seu perfume doce pelo caminho. Inspirei o seu cheiro e ainda buscava tentativas falhas de me recompor. Fechei a porta. – Você está bem?

- Sim, estou bem e você?

- Muito bem. – Olhei em seus olhos mais uma vez.

- Nossa, a sua casa é… maravilhosa. – Ela dizia entusiasmada enquanto olhava ao seu redor.

- Obrigada! Quer alguma coisa? Um suco, uma água...

- Não, obrigada. Estou bem por enquanto.

 - Certo. Vamos ao meu estúdio então. – Disse indo direto ao nosso objetivo, sem rodeios. Tentava me manter distante da tentação, seguindo adiante com o plano que eu havia proposto a mim mesmo. Bela assentiu com a cabeça, acanhada. Sorri com a sua expressão engraçada.

Caminhávamos até o estúdio enquanto conversávamos um pouco. Bela aos poucos começava a se soltar e eu a ouvia atentamente e tentava mantê-la calma. 

A porta do estúdio estava aberta e de repente Bela parou de falar olhando fixadamente para a sala à sua frente.

- Está tudo bem? – Perguntei rindo.

- Não! – Disse enquanto sorria e respirava fundo. 

- Conheço essa expressão. Por acaso estou realizando mais algum sonho? – Disse divertido analisando a sua forma engraçada de se portar. Eu sabia que esse momento seria importante para ela.

- Sim! Todos eles. – Sorrimos e notei que seus olhos se encherem d'água. 

- Então aproveite. Entre. – Disse enquanto a empurrava com delicadeza para dentro da sala. 

- Oh meu Deus. É lindo, Mike. É… maravilhoso. Eu… 

- Que bom que gostou! E estou feliz que esteja aqui.

Parei atrás dela. Estava tão emocionada e frágil. Seu corpo tremia com o turbilhão de emoções que sentia. Eu sorria com o seu sorriso em meio as lágrimas. Estava feliz por participar desse momento.

Ela andava perdida e devagar pela sala. Olhava tudo com muita atenção. Foi em direção a janela e parou ali, sorrindo ainda mais.

- Eu adoro essa sala, Mike. Adoro essa janela e essa vista. É tão linda e iluminada. Lembro de sempre vê-la nas suas lives. As árvores balançando, o sol brilhando lá fora. Uma vista perfeita!

- Eu também gosto muito daqui, já deve imaginar! É sem dúvidas o meu lugar preferido da casa. E também gosto de ficar olhando para a janela. – Ela virou de gente para mim sorrindo. Nossos olhares se encontraram e engoli a saliva com dificuldade. Pigarrei. – Venha, sente-se aqui ao meu lado. Vou te mostrar tudo.

Bela sentou em uma cadeira ao lado do computador. Lhe mostrei tudo o que tinha, desde os programas até os equipamentos e os instrumentos. Bela estava encantada com tudo o que via e cheguei a mostrar alguns projetos de arte para ela.

- Mike, isso é incrível! Você desenha muito bem. – Ela disse num tom expressivo.

- Obrigada. Ainda não está terminado, faltam alguns detalhes.

- Pois assim para mim está perfeito! Gostaria de uma arte dessas para mim, sempre quis.

- Sabe que eu posso fazer, sem problemas.

- JURAAA?! NÃO ACREDITO! – Bela sorriu e me abraçou forte. Sorri e a apertei contra mim, correspondendo ao seu abraço espontâneo. – Ah, me desculpe... – Disse retirando os braços de mim, um pouco envergonhada.

- Tudo bem, já estou me acostumando com isso. Vamos, diga o que quer que eu desenhe.

- Quero que me desenhe.

- Hum... Claro que sim. Mais alguma coisa que queira, senhorita Isabela?

- Não, Shinoda! Só o fato de fazer qualquer rabisco para mim eu já ficarei feliz. Fique à vontade para fazer o que quiser, sei que vou gostar.

- Certo! – Eu ri. – Então, vamos trabalhar?

- Oh, sim sim... Claro!

- Diga-me o que pensou em fazer para essa música.

- Hum... eu pensei em entrar nas partes cantadas com você, fazendo uma oitava acima e outra abaixo, para termos um equilíbrio entre o agudo e o grave. Assim como fazer algumas aberturas de vozes nos finais de frases dessas mesmas partes. Pensei também em fazer algo diferente no refrão, algo complementar.

- Ok... eu gostei! Pode me mostrar?

- Claro!

- Certo, vou colocar a música e vamos gravá-la em partes. Gravaremos três vezes cada parte para escolhermos a melhor versão e faremos isso com cada voz que for cantar. Primeiro faça a base junto comigo e depois vemos o restante. Fique em pé ali e se posicione no microfone, por favor. Coloque os fones no ouvido para poder se ouvir.

- Ok, Mike.

Dei as primeiras instruções e Bela as seguiu firmemente. Fiz alguns testes para acertar o som e o retorno de voz nos fones para ela. Ela estava visivelmente nervosa e mexia nos cabelos a todo o instante. Era extremamente engraçado e incrível estar perto dela nesse momento. A sua presença e a sua amizade me reconfortava de uma forma inexplicável, mas mantinha-me concentrado para que não perdesse o foco.

- Certo... então, vamos testar o microfone. Diga alguma coisa.

- Alô, alô, som som....

- Está se ouvindo?

- Sim, perfeitamente.

- Ótimo. Vou colocar a música desde o começo para que você não se perca, ok?! Diga-me quando estiver pronta. – Ela riu desajeitada e eu a encarei rindo em seguida. – Fique calma, ok? Está tudo bem, eu estou aqui com você e tenho certeza que vai ficar ótimo, você tem potencial para isso. Acredito em você.

- Ok... – Ela inspirou a ponto de poder ouvir o som de sua respiração pelo microfone. – Pode colocar a música.

Soltei a música e passei a observá-la novamente. Mantinha os olhos fechados. Tentava se concentrar, mas balançava as pernas constantemente, tentando manter a calma. Sorri, com grandes expectativas pelo momento em que começaria a cantar.


So why keep settling for so much less?

Don’t take what’s given

Just demand what’s next...

Por que continuar se contentando com muito menos?

Não aceite o que é dado

Apenas exija o próximo...


Bela cantou o seu primeiro verso e eu sorri espontaneamente. Sua voz doce e potente preencheu todos os cantos da sala. Sua performance era tímida, mas cativante. Sentia uma sensação boa em poder vê-la cantando uma música minha. Olhava para ela e ria com o seu jeito atrapalhado e por um momento senti vontade de abraçá-la.

- Ok... Bela, ficou muito bom! Uma curiosidade: você já gravou em estúdio alguma vez?

- Não, nunca!

- Certo! Por ser a primeira vez está indo muito bem. Só... Tente relaxar, ok? Assim sua voz não sai tão trêmula. E não tenha vergonha, dê tudo de si. Sei que consegue fazer isso!

- Ok.

- Certo, vamos gravar mais uma vez!

- Tudo bem, Shinoda! – Nós rimos.

Fizemos todas as tomadas para a estrofe e então criamos arranjos e vozes diferenciais. Bela tinha boas ideias e dava um toque diferente na música. Estava empenhada e aos poucos foi relaxando e se soltando.

- Beba um pouco de água, ok? Descanse por um tempo enquanto escolhemos a melhor voz para essa tomada. – Bela tomava água enquanto eu ajustava as camadas. Ouvíamos tudo atentamente e escolhíamos as melhores versões. Estava tudo indo perfeitamente bem. – Vamos prosseguir para o refrão e para o final, certo?!

- Ok.


We're looking for an open door

Something we didn’t see before

Some way to get out of here a

Plot twist that we didn’t see coming

We're looking for an open door

Something we didn’t see before

And when we get out of here we'll

No no, we'll never stop running


No no, we’ll never stop running

No no, we’ll never stop running

When we get that open door

No no, we’ll never stop running


Estamos à procura de uma porta aberta

Algo que não vimos antes

Alguma maneira de sair daqui

Torção da trama que não vimos chegando

Estamos à procura de uma porta aberta

Algo que não vimos antes

E quando sairmos daqui, vamos

Não, não, nunca vamos parar de correr


Não, não, nunca vamos parar de correr

Não, não, nunca vamos parar de correr

Quando chegamos a porta aberta

Não, não, nunca vamos parar de correr...


Fizemos o mesmo processo até o final da música. Incluíamos vozes e ideias diferentes para as estrofes. Bela estava radiante com o que via e animada com o processo da música.

- Eu adorei, Bela! Era exatamente isso que eu precisava. Obrigada por me ajudar.

- Obrigada você, Mike. Por tudo que está fazendo.

- Imagina! A sua voz é extremamente linda.

- Assim me deixa com vergonha!

- Vergonha do quê? Tudo o que eu digo é verdade, Bela. Eu não minto e não erro nas minha suposições. – Ela sorriu, contida.

Ouvimos a música mais algumas vezes para termos certeza de que estava tudo certo. O produto final estava quase terminado, faltando apenas a mixagem que eu faria depois. Finalizamos a gravação naquele momento e passamos a relaxar. Aproveitei o tempo para lhe mostrar mais alguns materiais que eu tinha e pedir a opinião dela já que estava ali comigo. Bela e eu éramos diferentes em muitos aspectos, mas também muito parecidos, sendo a música o nosso maior ponto de ligação. Estávamos em sintonia, o que facilitou todo o processo.

Lhe ofereci algo para beber novamente. Migramos para o sofá próximo a copa do estúdio. Conversávamos sobre música e sobre o material que eu havia lhe mostrado. Era incrível como nos aproximávamos cada vez mais. A enxergava como uma pessoa que se adequara a mim de uma forma perfeita. Quanto mais a conhecia, mais a admirava. Uma mulher com características marcantes e atrativas para mim e estava mesmo cada vez mais difícil me manter longe. Eu observava sua postura, o seu olhar, a sua forma de se expressar. Intensa e enérgica. Cada vez ficava mais claro que o meu interesse por ela não era simplesmente pela minha condição amorosa fracassada e sim por ela mesma. Eu queria conhecê-la e queria fazer parte de sua vida mais profundamente. Meu coração batia forte e tinha necessidade de tocar em sua pele, como a necessidade de tocarmos alguém que gostamos. Me aproximei dela no sofá.

- Nossa Mike, já está escurecendo. Vou pedir ao John que venha me buscar.

- Nada disso. Só libero você depois que comer alguma coisa.

- Mike, não se preocupe. Não estou com fome, é sério. E eu também não quero mais te incomodar. Já torrei toda a sua paciência hoje.

- Não está me incomodando em nada. Pelo contrário. Você é a visita e eu trato muito bem as minhas visitas.

- Você sempre me trata muito bem, já estou ficando mal acostumada.

- Sempre te tratarei bem. Saiba disso.

- E você é um amor! – Nos encaramos por alguns segundos. Estava mesmo me esforçando para me manter longe dela. Um momento tortuoso para mim.

- Diga-me, o que gosta de comer? – Perguntei enquanto pegava o celular em mãos. Notei duas ligações perdidas da Anna. Ignorei.

- Qualquer coisa.

- Gosta de comida japonesa?

- Eu adoro!

- Pois eu também. Vou pedir então. Ah, quanto ao John, peça que venha daqui uma hora e meia, para você pelo menos poder comer alguma coisa. 

- Tenho escolha?

- Claro que não. – Rimos.

Fiz a ligação para que a comida viesse, o que não demorou muito. Migramos para a cozinha e nos sentamos na mesa. 

- O que é isso? – ela apontou para o Bowl que estava à minha frente.

- Isso chama-se Tsukemen. Um prato japonês com macarrão e caldo. Eu adoro. Venha vou te dar um pouco. – Bela que estava a minha frente na mesa, migrou-se ao meu lado. Encheu a colher com a comida e se serviu, olhando para mim divertida. – Gostou?

- Hum... muito bom.

- Vou colocar um pouco para você então.

- Obrigada!! – Peguei mais um prato e a servi. Olhei para ela enquanto comia e arrisquei.

- Sabe... estou curioso...

- Com o que?

- Sobre você...

- Sobre mim? Você já sabe tudo sobre mim, Mike.

- Claro que não! Sinto que sei muito pouco sobre você. – Ela sorriu.

- Diga, o que quer saber?

- Bom... Eu queria saber se... – Pensei bem, tentando escolher as palavras certas.

- Seja direto Shinoda.

- Wow, calma. Estou pensando na melhor forma de perguntar. – Ergui os braços e ri, receoso com a pergunta que faria. – Certo. Bem... Existe alguém que esteja te esperando quando voltar? – ela gargalhou e fez uma expressão divertida.

- Sim. Minha família espera mesmo que eu volte. E as pessoas do meu trabalho, talvez... – Eu ri, me aproximando dela. 

- Sabe que não é isso o que eu perguntei. – Ela sorriu desconcertada e eu me mantive sério. Eu precisava saber e estava realmente cansado de me conter. Eu não aguentava mais e precisava avançar.

- Não tenho namorado, Mike. Nem ficantes e muito menos pretendentes. Não que eu saiba, pelo menos.

- Impossível!

- Por quê? 

- É muito bonita para não ter pretendentes. 

- Me acha bonita, Shinoda? – Bela arqueou um sobrancelha, sendo mais incisiva.

- Sabe que sim. – Ela sorriu, olhando para o prato que acabara de comer. – E quanto a pretendentes, há o Chester.

- Chester e eu somos apenas amigos. – Ela se levantou, escorando-se na mesa.

- Certo...

- Por que se preocupa tanto com ele?

- Não me preocupo. Na verdade, me preocupo com você.

- Tem se preocupando demais comigo, Mike. 

- Sempre me preocupo com você. –Falei enquanto me levantava da cadeira indo em sua direção. Nos entreolhamos e eu acariciei o seu rosto, me aproximando de sua boca. – Eu me preocupo com você porque eu gosto de você. Eu gosto muito... Muito de você. – Falei próximo ao seu ouvido, quase num sussurro deixando-a toda arrepiada.

Encostei meu corpo no seu e a beijei com vontade, com paixão, com desejo. A prensava contra a mesa com certa força e Bela chegou a apoiar as mãos sobre o vidro atrás de si. Segurei firme em sua cintura intensificando o beijo e então Bela entrelaçou os braços no meu pescoço. 

O beijo estava ganhando um rítmo frenético e ainda mais intenso. Eu estava louco por ela e meu corpo pedia por mais. 

Bela suavisou o beijo e depois o parou olhando para mim. 

- Mike...? – Ela proclamou meu nome num sussurro, com os olhos leves e suplicantes.

- O quê? – Bela pôs sua mão em cima da minha que estava encostada em seu rosto a acariciando.

- Anna... – Ela respirou fundo e continuou – Anna pode nos ver.

- Anna não está em casa. Estamos sozinhos, Bela. – Disse firme enquanto depositava beijos em seu pescoço.

Antes que pudesse voltar a beijá-la novamente, o celular de Bela tocou. Nos afastamos e então com o celular em mãos, ela atendeu. 

- Oi John. Ok, já estou indo. – Ela disse nervosa e então desligou o celular, colocando-o de volta no bolso. – Ele chegou. – Assenti com a cabeça enquanto sentia meu corpo tremer. 

Bela e eu fomos rapidamente até a sala a caminho da porta principal. Ela pousou a mão na maçaneta e eu a puxei novamente pela cintura enquanto voltava a beijá-la. Mordi seus lábios ao final do beijo olhando fixamente para os seus olhos surpresos. Abri a boca mais uma vez e ficamos com a boca entreaberta apenas nos encarando.

- Eu adoro beijar você e eu adoro... Estar com você. – Eu disse entre nossas bocas seladas, colocando minha língua na sua. Calmo e devagar. Ela manteve-se em silêncio, mas podia ver o desejo recíproco em seus olhos. 

Dei um selinho. Abri a porta já recomposto indo em direção ao carro de John que olhava para nós dois com um sorriso. Cumprimentei John amigavelmente e Bela me agradeceu pelo dia agradável que tivemos. Ela entrou no carro e então foi embora.


Notas Finais


MIKE NÃO RESISTE!! Hahaha
E esse beijo eim minha gente? O que vocês acharam? ME CONTEM!

Bom... Tenho uma história bem legal para contar a vocês sobre a música Open Door: Mike realmente queria que alguém o ajudasse a complementá-la e ele atribuiu esse feito aos fãs. ISSO MESMO!

Mike teve inúmeros vídeos e áudios acerca dessa música e ele iria entrar em contato com a pessoa que havia lhe agradado mais.

E DIGO QUE.... EU TAMBÉM PARTICIPEI. Ganhei?????? NÃO! Infelizmente não fui escolhida para gravar a música oficial, mas fiquei muito muito feliz de poder ter participado disso e ultimamente tenho tido boas experiências com esse homem que eu amo tanto.

Vou deixar aqui a minha versão de Open Door. Não é assim tão magnífica, mas mesmo assim eu gostei bastante. NÃO CONSIDEREM ESSA VERSÃO COM A DA BELA, OK? Eu imagino que a participação da Bela tenha ficado muito mais incrível.
Sério, foi super difícil de gravar hahaha
Ignorem a minha cara, estava tímida :)

Obrigada por lerem, segue aqui o vídeo. Vejam e depois me contem o que acharam. Beijos ❤️

Open Door - Mike Shinoda feat. Fernanda Souza.
https://youtu.be/-YdVfWx73AI


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