História The sun - The moon (Camren) - Capítulo 35


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Visualizações 329
Palavras 2.164
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oie, gente

começo avisando que é um capitulo triste e pesado, não pior que o próximo, mas é a realidade e eu pretendo explorar isso como deve ser feito.

chega de romantizar o abuso e violência, isso é real

paz no coração e vamos lá.

Capítulo 35 - Estatísticas


Point of view Narrador

 

“Violência contra a mulher é todo ato que resulte em morte ou lesão física, sexual ou psicológica de mulheres, tanto na esfera pública quanto na privada. Às vezes considerado um crime de ódio, este tipo de violência visa um grupo específico, com o gênero da vítima sendo o motivo principal. Este tipo de violência é baseada em gênero, o que significa que os atos de violência são cometidos contra as mulheres expressamente porque são mulheres.

A violência contra a mulher pode enquadrar-se em várias categorias amplas, que incluem a violência realizada tanto por "indivíduos", como pelos "Estados". Algumas das formas de violência perpetradas por indivíduos são: Estupros, violência doméstica ou familiar, assédio sexual, coerção reprodutiva, infanticídio feminino, aborto seletivo e violência obstétrica, bem como costumes ou práticas tradicionais nocivas, como crime de honra, feminicídio relacionado ao dote, mutilação genital feminina, casamento por rapto, casamento forçado e violência no trabalho, que se manifestam através de agressões físicas, psicológicas e sociais. Algumas formas de violência são perpetradas ou toleradas pelo estado, como estupros de guerra, violência sexual e escravidão sexual durante conflitos, esterilização forçada, aborto forçado, violência pela polícia e por autoridades, apedrejamento e flagelação. Muitas formas de violência contra a mulher, como o tráfico de mulheres e a prostituição forçada, muitas vezes são perpetradas por organizações criminosas.”

 

“Você sabia que, segundo dados da YWCA de Los Angeles, instituição comunitária de apoio às mulheres, mais de 40% das adolescentes entre 14 e 17 anos conhecem alguém que já sofreu algum tipo de abuso cometido por namorados, e que uma em cada três mulheres sofrem violência doméstica e 25% das estudantes universitárias já foram vítimas de estupro?

 

Difícil acreditar que isso aconteça nos Estados Unidos, não é? Pois saiba que a cada 2 minutos uma mulher sofre algum tipo de assédio sexual. Agora pense, se isso acontece por aqui, imagine nos países mais pobres? Segundo dados da ONU, desde 1996, só no Congo, na África, mais de 200 mil casos de estupros contra mulheres e meninas foram denunciados; esse número, com certeza, é bem maior.

Uma das maiores dificuldades relatadas por diversos órgãos de defesa é que a maioria das mulheres não denunciam seus agressores, muitas vezes por medo dos parceiros ou por vergonha. Mas algumas mulheres passam por cima do medo e vergonha para dar ainda mais força às outras vítimas.”

 

O quão longe alguém iria para prejudicar outra pessoa por raiva?

 

Liam saiu da delegacia com o olhar duro, em sua mente só se passava uma coisa: VINGANÇA.

 

A restrição que o impedia de chegar perto de Lauren não era nada para ele, que simplesmente achava que a culpa era toda dela, que a vida dele tinha acabado e a única responsável era a garota. Ele tinha uma espécie de obsessão pela garota e o fato dela estar casada era só mais um motivo para odiá-la, ela tinha que ser dele e se não fosse, não seria de mais ninguém.

 

-Lo, eu vou levar a Tay na aula de dança e passamos depois para te pegar na empresa, ok? - Camila dizia ao telefone, estava no trânsito juntamente com os irmãos da morena que a cada dia mais estavam se acostumando com a nova rotina.

 

Na verdade era fácil, pois Camila e Lauren faziam de tudo para que os garotos ficassem a vontade, e mesmo sem admitir, Camila sentia seu instinto materno aflorado, já faziam alguns meses que estavam com a guarda deles e Michael apareceu uma única vez para visitá-los e era melhor assim.

 

-Não precisa, amor - respondeu entrando no elevador - Eu pego um táxi.. mais fácil.

 

Realmente era já que a academia de dança ficava ao oposto da empresa, mesmo a contra gosto Camila aceitou aquilo, Lauren se recusava a aceitar um carro, queria fazer isso com o seu dinheiro e Camila desistiu de tentar convencê-la. Ela era teimosa demais e de certa forma, a latina apreciava a garra da garota.

 

-Tudo bem, amor. Até mais, te amo - Tay riu baixo e recebeu um olhar questionador de Camila.

 

-Te amo, Camz.

 

Ela desligou e encarou a garota no branco do passageiro, Chris atrás apenas segurava a risada, eles sempre diziam como era engraçado essa relação melosa delas, era algo novo para eles.

 

-O que foi? - indagou com os olhos cerrados e voltou o olhar para a rua, virando a esquina.

 

-É bonito vocês assim.. tem amor - o garoto explicou e Tay acenou concordando - Não vemos isso desde a morte da mamãe - eles dificilmente falavam dela, e a latina entendia que era um assunto difícil para eles.

 

-Quando eu crescer, quero uma namorada igual você, Mila - a garota disse e Camila riu - Ou um namorado.. ainda não sei - disse pensativa.

 

Chris colocou a cabeça entre os bancos.

 

-Só depois dos trinta anos - Camila ergueu a mão e o garoto a cumprimentou com um soquinho leve, Tay fez um bico e bufou.

 

-Acho que depois dos trinta e cinco - ela disse pensativa e eles riram.

 

Ela deixou a garota na academia e Chris no curso de espanhol, seguindo então para uma sessão de fotos que estava marcada, ela estava trabalhando muito nas últimas semanas, e conciliava tudo para conseguir encaixar o horário com a escola e atividades extra curriculares dos cunhados. Lauren ainda na faculdade era mais difícil, tinha muito a fazer e ainda o estágio, estava atolada de coisas e Camila entendia isso.

 

Liam entrou no antigo casebre onde se escondeu antes de ser preso, estava tudo com muita poeira e bagunçado, mas ficaria pouco tempo ali de qualquer forma. Sentou no velho sofá e sua mente voou para longe.

 

Estava sentado na sala em seu primeiro dia de aula quando uma jovem entrou carregando muitos livros, os olhos dela procuravam algo até achar o meio da sala, ela andou até lá com rapidez, ele a olhava como um psicopata. Ela o olhou e sorriu simpaticamente.

 

-Oi - disse baixo - Essa aula é a primeira de arquitetura, não é? - perguntou insegura e ele levantou sentando ao lado dela, os olhos dela eram de um verde intenso.

 

-Sim, é sim.. OI, sou Liam.. - estendeu a mão e ela sorriu pegando a mesma.

 

-Lauren, Lauren Jauregui - disse animada e ele abriu um largo sorriso.

 

Ele lembrava desse dia como se fosse ontem, havia criado um tipo de fixação por ela. Se aproximou como um amigo e em semanas era a pessoa mais próxima dela depois de Normani. A cada rapaz que se aproximava dela, ele dava um jeito de colocar algum defeito, e Lauren nunca se interessou realmente por alguém e quando ele notou isso, ainda por uma mulher, ele ficava louco vendo o brilho nos olhos dela ao falar de Camila, mas disfarçava isso. Era ela dele e ele a teria, nem que fosse a última coisa que fizesse.

 

Jogou o copo que havia enchido com um whisky barato na parede e o líquido de cor âmbar se espalhou junto com os cacos de vidro, passou o braço na boca limpando vestígios da bebida e rosnou.

 

Em um buraco na parede ele retirou uma arma velha e sorriu. Dominado pelo ódio e pela loucura saiu dali guardando a arma nas costas e cobrindo com o casaco.

 

O pouco dinheiro que tinha guardado seria suficiente pros planos malignos que tinha.

 

-Vitorietti’s Conceito e Arquitetura, por favor - quem o visse tão educado não imaginava o que se passava na mente dele.

 

Frio e tranquilo como todo psicótico é, ele manteve uma conversa casual com o homem que lhe falava sobre a família

 

Lauren terminava uma planta ao lado de Ally, faltavam apenas algumas anotações. A loira bufou pela enésima vez. O nervosismo a dominava.

 

-Aconteceu algo, Ally? - perguntou colocando o lápis na mesa e ela suspirou.

 

Desde o fim do noivado, sua vida amorosa estava um caos total. Sentia que havia perdido o controle de si mesma, e a culpa disso era de Demi, uma antiga colega da faculdade que resolveu virar a sua vida de cabeça para baixo, e a quase um ano estava nesse vai e vem. Ninguém além de Camila sabia disso e ela estava enlouquecendo sem saber que rumo tomar.

 

Tinha medo das consequências de se entregar a mulher, mas a falta dela também a torturava.

 

-É complicado.. - disse sem jeito e Lauren arqueou a sobrancelha - Eu não sei bem como dizer isso - o tom sem jeito fez a morena franzir o cenho, eram amigas e falavam sobre tudo, mas a mulher estava claramente sem saber por onde começar.

-Você pode dizer.. se quiser - riu tornando o clima mais leve e ela abriu a boca - Pode confiar em mim, Ally.

 

-Eu confio - garantiu rápido - É.. eu estou confusa.. sobre uma pessoa - disse simplesmente e Lauren assentiu.

 

-Eu conheço o cara? - Ally sentiu o rosto corar e negou.

 

-Essa é a parte complicada.. não é um cara.. é uma mulher - a morena arregalou os olhos surpresa e Ally sentou na cadeira desolada - Viu.. é disso que eu estou falando.

 

Lauren puxou a cadeira para perto da mulher e sorriu.

 

-Eu só nunca imaginei que você.. enfim, não estou julgando e nem poderia, mas como isso aconteceu? - disse docemente e Ally encarou o nada.

 

-Demi é uma colega da faculdade. Doida e linda, do tipo que te faz fazer loucuras - contou sorrindo e com doçura excessiva na voz, estava apaixonada - Mas, ainda é uma doida.

 

A morena riu escutando tudo que ela dizia e pensando em um com conselho. Era quase hora de ir embora e elas estavam ali conversando sobre a vida amorosa da presidente da empresa.

 

-Eu vou ser sincera - disse concentrada - Eu arriscaria tudo com ela, porque, Ally, apaixonada você já está - Ally abaixou a cabeça - Não tenha medo de amar. Tenha medo de viver sem saber o que é isso. Pode não durar, pode durar, você só vai saber se tentar e como você disse, ela está o ano todo te fazendo coisas para provar que mudou. Dê uma chance à ela.

 

A baixinha abraçou a morena com os olhos molhados, precisava disso e Lauren deu o empurrão que faltava, se permitir era tudo que ela precisava e iria.

 

-Obrigada!

 

Lauren foi a última a descer, finalizou os papéis e deixou tudo organizadamente na mesa, sorriu satisfeita consigo mesma. A rua estava lotada de gente, pessoas iam e vinham quase automaticamente. Conseguir um táxi seria uma tarefa difícil.

Ela olhou o celular, eram quase e meia da tarde, o sol já  havia se posto e o crepúsculo da noite já pousava no céu. O homem a olhava de perto e ela estava alheia demais para notar, era o caçador observando a presa, e a presa estava fácil no momento.

 

Sentiu algo nas costas e a voz fez seu corpo gelar.

 

-É melhor você ficar bem quietinha, Laur - ela engoliu a saliva como se fosse faca descendo pela garganta, sua pulsação acelerou na mesma hora - Vamos dar uma voltinha, meu amor.

 

O tom seco e frio fez um arrepio cortar a sua espinha, dominada pelo medo ela cogitou gritar, mas também pelo medo que não o fez, sabia que ele não estava ali para brincar e não arriscaria a sua vida, embora duvidasse sair dessa com vida.

 

-Não faz isso - disse fracamente sendo abraçada e arrastada, era um casal para quem via de fora, os olhos dela não eram vistos por ninguém, o pavor não seria reconhecido já que todos estavam preocupados com as próprias vidas.

 

Era irônico, mas ninguém sequer cogitou encarar o casal, mesmo que seu olhar pedisse socorro.

 

Ela o olhava de soslaio e sua vida passava como um filme na sua mente, não podia acabar assim, não depois de tudo, seus olhos soltavam lágrimas silenciosas, ele a guiou pelo beco saindo na outra rua, o ferro da arma gelada tocava a pele dela como um lembrete que a vida dela estava nas mãos dele. Nas mãos do homem que um dia ela chamou de amigo e confiou.

 

-Como eu senti a sua falta, Lauren - disse ao entrar no táxi, ela chorava. O motorista os olhou pelo retrovisor e nada disse, afinal a sociedade tinha a mania de gritar a frase “Em briga de marido de mulher não se mete a colher” - Leva a gente pra periferia, por favor. - a educação e sorriso fácil foram suficientes para o homem colocar o carro em movimento - Se você abrir a boca, eu mato você e ele - sussurrou fingindo dar um beijo na bochecha dela. Ela fechou os olhos sentindo o estômago revirar de nojo.

 

Pela janela do carro ela via a cidade ficando para trás, sentia o peito fechar. O que seria dela? Seria mais uma nas estatísticas de violência contra mulher?

 

Em casa Camila esperava por alguém que não voltaria aquela noite.

 


Notas Finais


respirem fundo e expirem fundo


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