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História Sweet Sunflower - Capítulo 1


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Notas do Autor


Bem-vindos à obra "Sweet Sunflower". O capítulo em questão passou por revisão/betagem pela própria autora, @Mounike. Desejo uma boa leitura.

Capítulo 1 - Vol. 1


Fanfic / Fanfiction Sweet Sunflower - Capítulo 1 - Vol. 1

Quando o seu melhor amigo começou a namorar com ele, viam-se provavelmente todos os dias, gostavam de sair, ver filmes, passear, etc. Mas nunca apenas elas, sozinhas.

Primeiro por se sentir intimidada quando estava em sua presença; era extravagante e todos os seus traços, gritantes. Hermione era do tipo cômoda, quieta.

Segundo que, não namorando na época, ela e Ron ficaram por um tempo e vieram a terminar por ele estar apaixonado por si.

Sentia ciúmes, era natural.

E foi inevitável passar com ela por algumas situações constrangedoras. 

Curiosamente seu namorado nunca estava quando se encontravam juntas. Mais por infantilidade — também — e não ter perdoado Draco mesmo que já tivesse se redimido e agora namorasse Harry.

Não corroborava com as picuinhas do parceiro, que deixe bem claro, e já discutiram muitas vezes pois a felicidade de seu amigo poderia ser afetada.

Mas era mais que isto. Sempre foi "mais", para Hermione, e "menos", para Parkinson.

Era sexta à noite, quase madrugada.

Tempo em que dispunha a leitura para algum conto, ora romance científico, ora um poema, dependendo do seu humor e dos livros que ainda tinha, pois seus amigos pegavam "emprestado" — lê-se roubavam.

Entretanto a companhia de Pansy impedia que lesse, ou fizesse quaisquer outra atividade. Seus olhor cor âmbar estavam vidrados nela, muito, muito perigoso.

Inesperadamente, Parkinson sorri. Um sorriso pretensioso e livre de pudor. Subitamente Hermione desvia o olhar num misto de constrangimento e ansiedade.

— Acho divertido como você me olha.

"Divertido"? Era para soar como um elogio, uma ofensa, ou os dois? Independente, é uma péssima maneira de iniciar uma conversa.

Ou um flerte.

Mas Pansy não estava flertando com ela.

— Você é chamativa...

Resolveu respondê-la na mesma intensidade e ver o que aconteceria; nada. Decididamente, Granger não esperava reação alguma da outra senão um riso anasalado — típica resposta quando davam-na o benefício da dúvida.

Contudo, possível e provavelmente por estarem a sós agora, Pans via ali uma oportunidade.

Todos sabiam que o relacionamento de Hermione e Ron era por conveniência. Menos, é claro, a própria Hermione.

Eram o típico "de ódio a amor", no caso, um amor que nunca veio a florescer. 

Granger buscava nele a família que nunca veio a ter — seus pais faleceram cedo —, e os Weasleys proporcionavam este sentimento à ela.

Mal sabendo do turbilhão de pensamentos e indagações que rondavam a mente dela, Jean G. possuía os seus próprios questionamentos, "Eu disse algo errado?".

— "Chamativa" como?

— Ah... Você sabe — Nem ela mesma sabia, para falar a verdade. —, o seu jeito.

— Isto é algo ruim, Hermione?

A forma com que os seus lábios finos e esbranquiçados sorriam e se moviam sensualmente ao enunciar o seu nome, faziam-na devanear de que outras formas poderia pronúncia-lo.

Num balançar de ombros — quase — imperceptível, Hermione espanta aqueles pensamentos, uma nuance importante.

Se esforçava para traçar uma resposta à altura;

— Não tanto.

O sorriso que lançara-lhe agora, à Hermione, não conteve vaidade ou presunção, sim algo mais genuíno. Pansy é genuína. Se questiona ora ou outra — e logo se culpava — porque mantinha aquela máscara empertigada. Provavelmente para destruir corações, no plural, era a resposta mais plausível.

Não queria ser mais uma frágil mosca a cair na teia da viúva-negra. Se contorcer até perder a vida e ser devorada; Granger não era assim.

— Por que você está com aquele idiota?

— O meu namorado? — Enfatizou.

Não obteve o resultado esperado, que seria vê-la recuar. Era aterrorizante o quão persistente estava sendo. Mas persistia no quê?

— É, talvez. — Fez descaso com as mãos. — Você não respondeu.

— Eu... Gosto dele?

Soou como uma pergunta, enfim. Mas a pergunta real era, o porquê de estar dando satisfações de suas intimidades à Pansy? Não eram exatamente amigas.

Nem nada do gênero.

— Ele é "chamativo" como eu?

Aquele tom presunçoso retornou vindo à tona quando fez questão de sibilar pausadamente a palavra.

Uma afronta, se quer saber!

— E está julgando a quem? — Ninguém. — Você ficou com ele, no nono ano!

Parkinson riu e cada vez mais Hermione se sentia profundamente ofendida com o comportamento soberbo vindo dela.

— Ciúmes?

— Definitivamente não.

— Não disse de quem, Mione.

— Também não disse de quem, Pans.

As maçãs morenas de seu rosto adotaram uma tonalidade rósea que entregava a sua timidez perante àquela afirmação contundente.

— Sinceramente, eu achei que era lésbica.

Um baque.

— Lésbica? — Repetiu incrédula e negou com a cabeça em seguida. — Não. Eu sou hétero.

— Mas você já experimentou, por acaso?

Observou com atenção a linha tênue de sua sobrancelha, tão negra quanto as suas madeixas que caem aos ombros, arquear em arrogância.

— Não preciso experimentar para saber — Constatou. —, meio que você sente isso.

— Há! Pelo visto você não é tão esperta quanto pensamos — Zombou. —, e se eu não tivesse experimentado com o seu "namorado", eu não saberia o que eu curto.

Aquilo deveria tê-la ofendido, no mínimo, ferido o seu orgulho — que não era tanto, ao menos pensava que não —, mas não ocorreu. Por quê, se perguntava. Refletindo a situação, se não houvesse dado margem à ela, não estaria agora, assim.

Nesse momento, se comparar a uma mosca presa na teia de aranha era quase, quase um eufemismo.

Mas ainda havia uma carta na manga, desmascará-la! Afinal, o que mais era aquilo senão uma grande piada? Ela deveria estar se divertindo muito com tudo isso.

— ... Você é realmente engraçada, Pans. — Sorriu vitoriosa ao perceber confusão nos olhos cinzentos. — Mas não estou rindo.

— Não era uma piada, Granger.

Havia franqueza no tom de sua voz que não era acanhada, tampouco tímida; discrepando dela em muitos quesitos.

— E o que suponha que eu faça?

A pergunta atrevida escapoliu de sua boca, mas já era tarde de mais.

— Experimente comigo.

E agora se beijavam, nos lábios; Hermione se sentia suja, traída por ela mesma. Saboreava de modo pecaminoso aquela boca que havia gosto de erros e um coração partido.

Suas mãos tocavam-na onde não deveria, e ela não fica por trás, os toques de uma garota eram, diferente do que cogitou, tão selvagens quanto os de um homem — menino, se comparado a Ron. Com certeza, mais prazerosos, também.

Ouviu bastante muitos comentarem que "uma mulher reconhecia os 'pontos frágeis' de outra mulher", e descobriu o porquê daquela frase ser tão falada.

Em meio a beijos e carícias indevidas no sofá em que estavam sentadas repartindo daquela tensão sexual mútua e muito mais clara para Hermione do que queria admitir, se esqueceu completamente de que, amanhã ainda, teria um encontro com os Weasleys num almoço casual de família.

Mas como poderia olhar nos olhos intensos de Molly que estava orgulhosa por seu filho ter se "endireitado" e achado a "garota certa"? — Por Deus, como odiava esse título — ou sorrir para Arthur, e dizê-lo, como sempre, que Ron a deixava mais feliz que qualquer um?

Ela verdadeiramente cria nisto. Bem, ao menos até sentir os lábios de Pansy domá-la como os de seu namorado nunca foram capazes. Não só os lábios. A dança era sensual, num rítmo — quase — desesperado e com ligeira paixão.

Ultrapassaram todos os limites pré-impostos e inexistentes que Hermione as acometeu. Mas ela, sendo uma boa samaritana, poderia, simplória, agir como se nada houvesse acontecido naquele sofá, naquela sexta-feira, quando os seus amigos queriam se divertir e aproveitaram a situação para "aproximá-las", usando a desculpa de que queriam Granger como babá de Pansy enquanto eles iam numa balada.

Numa única noite, com um deslize daqueles, começou a questionar a sua sanidade. Não, ela estava sã. Então, por quê?

Não obtinha respostas e aquilo a instigava mais do que deveria.


Notas Finais


Aceito sugestões, conselhos e críticas construtivas. Comentários sempre me deixam motivada a continuar! Nox.

Feliz mês do orgulho LGBT. Existimos! Não só os bi's como os bis-curiosos. Beijos a todos! #pride.


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