1. Spirit Fanfics >
  2. The Sun Trail - A Trilha Do Sol (Tradução) >
  3. Prólogo

História The Sun Trail - A Trilha Do Sol (Tradução) - Capítulo 1


Escrita por:


Capítulo 1 - Prólogo


Gatos da montanha:

Teller Of The Pointed Stones: Contadora de Pedra — velha gata branca com olhos verdes

Quiet Rain: Chuva Silenciosa — gata cinza salpicada

Gray Wing: Asa Cinzenta — gato cinza escuro e elegante com olhos dourados

Clear Sky: Céu Claro — gato cinza claro com olhos azuis

Bright Stream: Arroio Brilhante — gato tigrado marrom e branco

Shaded Moss: Musgo Sombreado - gato preto e branco com olhos verdes escuros

Tall Shadow: Sombra Alta — gata preta de pelo grosso e olhos verdes

Dappled Pelt: Pelo Manchado — delicada gata atartarugada com olhos dourados

Rainswept Flower: Flor de Chuva — gato tigrado marrom com olhos azuis

Turtle Tail: Cauda Atartarugada — gata atartarugada de olhos verdes

Moon Shadow: Sombra da Lua — gato preto

Dewy Leaf: Folha Orvalhada — gata atartarugada

Twisted Branch: Ramo Torcido — gato marrom

Shattered Ice: Gelo Estilhaçado — gato cinza e branco com olhos verdes

Cloud Spots: Pontos de Nuvem — gato preto de pelo comprido, orelhas, peito e duas patas brancas

StoneSong: Canção de Pedra — gato cinza escuro

Hollow Tree: Árvore Oca - gato malhado marrom

Quick Water: Água Veloz — gata cinza e branca

Hawk Swoop: Investida de Falcão — gato laranja malhado

Falling Feather: Pena Caída — jovem gata branca

Jackdaw’s Cry: Choro de Gralha — jovem tom preto

Sharp Hail: Granizo Afiado — gato cinza escuro

Misty Water: Água Enevoada — gata cinzenta muito velha, com olhos azuis leitosos

Lion’s Roar: Rugido de Leão — ancião malhado dourado

Silver Frost: Geada Prateada — anciã cinza e branca

Snow Hare: Lebre de Neve — velha gata branca

Fluttering Bird: Pássaro Esvoaçante — pequena gata marrom

Jagged Peak: Pico Irregular — gato malhado cinza com olhos azuis

 

A gélida luz pálida ondulou sobre o chão de uma caverna tão vasta que o chão estava perdido em sombras. Uma interminável tela de água caía à frente da entrada, seu som ecoando nas rochas.

Ao fundo da caverna uma frágil gata branca estava agachada. Apesar de sua idade, seus olhos verdes eram claros e profundos com sabedoria, enquanto seu olhar viajava sobre os gatos magros espalhados no chão da caverna, andando de um lado para o outro em frente à cachoeira cintilante: os anciões amontoados juntos nos ninhos, os filhotes miando desesperadamente, exigindo comida de suas mães exaustas.

­­­— Nós não podemos continuar assim — a anciã sussurrou para si mesma.

A algumas caudas de distância, alguns filhotes disputavam por uma carcaça de águia. Sua carne havia sido arrancada no dia anterior, assim que suas mães a pegaram. Um grande filhote alaranjado levava uma gata malhada menor para longe do osso que estava roendo.

Eu preciso disso! — anunciou.

A gata malhada avançou e beliscou a ponta da cauda do filhote laranja.

— Nós todos precisamos disso, cérebro de pulga! — ela saltou quando o filhote laranja soltou um uivo.

Uma anciã cinza e branca, cada uma das costelas aparecendo pela sua pele, cambaleou até os filhotes e arrancou o osso.

— Ei! — o filhote laranja protestou.

A anciã o encarou.

— Eu peguei presa por estação após estação — ela rosnou. — Você não acha que eu mereço um mísero osso? — ela se virou e foi embora, o osso preso firmemente em sua mandíbula.

O filhote a fitou por uma batida de coração, depois fugiu, gemendo para sua mãe, que estava deitada em uma pedra ao lado da parede da caverna. Em vez de confortá-lo, sua mãe arranhou alguma coisa, agitando sua cauda furiosamente.

A anciã estava muito longe para ouvir o que a mãe disse, mas ela suspirou.

Todos estão chegando ao final do que podem suportar, ela pensou.

Ela observou a anciã atravessar a caverna e deixar o osso da água à frente de uma gata ainda mais velha, que estava agachada em sua toca com o nariz apoiado nas patas da frente. Seu olhar sombrio estava fixo na parede oposta da caverna.

— Aqui, Água Enevoada. — A anciã empurrou o osso para mais perto dela com a pata. — Não é muito, mas pode ajudar.

O olhar indiferente de Água Enevoada pousou sobre a amiga e se afastou novamente.

— Não, obrigada, Geada Prateada. Não tenho apetite desde que Pena Quebrada morreu — sua voz palpitou de dor. — Ele teria vivido se houvesse presas suficiente para comer. — Ela suspirou. — Agora estou apenas esperando para me juntar a ele.

— Água Enevoada, você não pode...

A gata branca foi distraída da conversa dos mais velhos quando um grupo de gatos apareceu na entrada da caverna, sacudindo a neve do pelo. Vários outros gatos surgiram e correram para encontrá-los.

— Você pegou alguma coisa? — um deles chamou ansiosamente.

— Sim, onde está sua presa? — outro exigiu.

O líder dos recém-chegados balançou a cabeça tristemente.

— Desculpe. Não tinha o suficiente para trazer de volta.

A esperança se esvaiu dos gatos na caverna como névoa sob a forte luz do sol. Eles se entreolharam, depois se afastaram, suas cabeças caídas e suas caudas roçando o chão.

A gata branca os observou, depois virou a cabeça quando percebeu que um gato estava se aproximando. Embora seu focinho estivesse cinzento com a idade, e seu pelo tigrado fino e irregular, ele andou com uma confiança que mostrava que uma vez fora um gato forte e nobre.

— Meia-Lua — ele cumprimentou a gata branca, sentando-se ao lado dela e envolvendo a cauda sobre as patas.

A gata branca soltou um leve ronronar de diversão.

— Você não deveria me chamar assim, Rugido do Leão — protestou ela. — Sou a Mediadora das Pedra há muitas estações.

O gato malhado dourado fungou.

— Eu não ligo por quanto tempo os outros te chamam assim. Você sempre será a Meia-Lua para mim.

Meia-Lua não respondeu, exceto para estender a cauda e apoiá-la no ombro do velho amigo.

— Eu nasci nesta caverna — continuou Rugido de Leão. — Mas minha mãe, Corsa Tímida, me contou sobre o tempo antes de virmos para cá, quando você morava ao lado de um lago, abrigada sob as árvores.

Meia-Lua suspirou fracamente.

— Sou a única gata que restou que se lembra do lago e da jornada que fizemos para chegar até aqui. Mas eu vivi três vezes mais luas aqui nas montanhas do que ao lado do lago, e a corrida interminável da cachoeira agora ecoa em meu coração — ela parou, piscando, e perguntou: — Por que você está me dizendo isso agora?

Rugido de Leão hesitou antes de responder.

— A fome pode matar todos nós antes que o sol brilhe novamente e não haja mais espaço na caverna. — Ele estendeu uma pata e roçou o pelo do ombro de Meia-Lua. — Algo deve ser feito.

Os olhos de Meia-Lua se arregalaram quando ele a fitou.

— Mas não podemos deixar as montanhas! — ela protestou, sua voz sem fôlego de choque. — Asa de Gaio prometeu; ele me fez a Mediadora das Pedra porque este era nosso lar destinado.

Rugido do Leão encontrou seu intenso olhar verde.

— Você tem certeza de que Asa de Gaio estava certo? — ele perguntou. — Como ele poderia saber o que ia acontecer no futuro?

— Ele tinha que estar certo — Meia-Lua murmurou.

Sua mente voou de volta para a cerimônia, tantas estações antes, quando Asa de Gaio fez dela a Mediadora das Pedra. Ela estremeceu quando ouviu a voz dele novamente, cheia de amor por ela e pesar, pois seu destino significava que eles nunca poderiam ficar juntos.

“— Outros virão atrás de você, lua após lua. Escolha-os bem, treine-os bem, confie o futuro da sua Tribo à eles”.

Ele nunca teria dito aquelas palavras se não quisesse que ficássemos aqui.

Meia-Lua deixou seu olhar vagar pelos outros gatos; seus gatos, agora magros e famintos. Ela balançou a cabeça tristemente. Rugido de Leão estava certo: algo precisava ser feito se quisesse que eles sobrevivessem.

Gradualmente ela percebeu que a luz cinza e fria da caverna brilhava para um dourado quente, como se o sol estivesse subindo além da tela de água — mas Meia-Lua sabia que a noite estava caindo.

Ao lado dela Rugido de Leão estava sentado lavando calmamente as orelhas, enquanto os outros gatos na caverna não davam atenção à chama dourada que se aprofundava.

Nenhum gato vê isso além de mim! O que isso significa?

Banhada pela luz brilhante, Meia-Lua lembrou como, quando se tornou a Curandeira, Asa de Gaio disse que seus ancestrais a guiariam nas decisões que ela deveria tomar — que, às vezes, ele via coisas estranhas que significavam mais do que aparentavam. Ela nunca tinha estado diretamente ciente de seus antepassados, mas ela aprendeu a olhar pelos sinais.

Possíveis significados passaram pela mente de Meia-Lua, grossos como flocos de neve em uma nevasca. Talvez o tempo quente está para chegar cedo. Mas como isso ajudaria, quando há tantos de nós? Então ela se perguntou se o sol estava realmente brilhando em outro lugar, onde havia calor, presas e abrigo. Mas como isso os ajudaria nas montanhas?

A luz do sol ficou mais e mais forte, até que Meia-Lua mal conseguia olhar para os raios. Ela relaxou quando uma nova ideia surgiu em sua mente.

Talvez Rugido de Leão estivesse certo, e apenas alguns de nós pertencessem aqui. Talvez alguns de nós devessem viajar para o lugar onde o sol nasce, para fazerem um novo lar à luz mais brilhante de todas. Onde eles estariam seguros e bem alimentados, com espaço para cultivar gerações de filhotes.

Enquanto Meia-Lua se aquecia com o calor da luz do sol no seu pelo, ela encontrou a certeza que precisava dentro de si mesma. Alguns de seus gatos permaneceriam, um grupo pequeno o suficiente para as montanhas se sustentarem, e o resto de sua Tribo viajaria em direção ao sol nascente, para encontrar um novo lar.

“Mas eu não sairei da caverna”, ela pensou. “Eu verei o crepúsculo dos meus dias aqui, uma vida inteira longe de onde nasci. E então talvez... apenas talvez... Eu irei encontrar Asa de Gaio novamente”.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...