História The sunday we met. - Capítulo 15


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Categorias Originais
Tags Ansiedade, Déficit De Atenção, Tdah, Transtorno De Ansiedade, Yuri
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Palavras 1.227
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Fluffy, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Uh, boa leitura! :)

Capítulo 15 - Thanks, Deb.


Ainda encolhida no meu sofá, eu apertava os meus braços. Apertava pois não aguentava mais arranhar, uma vez que meus braços estavam cheios de cicatrizes dos arranhões desde que havia chegado em casa.

Abracei o meu corpo mais forte quando um barulho estrondoso veio da porta, pressionei meus olhos, ainda sentia meu corpo tremer.

Como um anjo resgatando uma rele mortal, Debbie entrou na minha casa como um verdadeiro furacão angelical, tagarelando alguma coisa.

- Eu não aguento mais morar com o Jake! Ele não tem responsabilidade nenhuma e… Emma? Oh, meu Deus! Emma! - A mulher exclamou, vindo em minha direção e passando os braços por meu corpo.

Eu tremia, soluçava e chorava como um neném tendo crise de choro. Apoiei meu corpo no abraço confortante de Debbie, enquanto a mesma sussurrava coisas como “Está tudo bem”.

Mas estava longe de estar tudo bem.

- Eu… eu estraguei tudo, eu pisei em quem realmente gostou de mim, Deborah.

- Está tudo bem, meu amor. - Ela sussurrou, beijando a minha testa.

- Eu não consegui falar, eu… minha boca sequer proferiu alguma coisa. Ela me pediu em namoro e eu queria pedir um tempo para pensar, foi muita pressão. - Solucei, sentindo minha garganta queimar pelo choro excessivo. - Eu não consegui dizer nada, eu só corri.

Debbie não disse mais nada naquele momento, apenas manteve seus braços ao meu redor. Eu estava literalmente seminua, usando apenas sutiã e calcinha.

Meu choro foi se acalmando aos poucos, eu já não soluçava, mas de vez em quando meu corpo dava espasmos de calafrios. Meu ouvido não escutava mais nenhum “pí”. No entanto, ainda estava agarrada no corpo de Debbie.

- Vocês estavam aqui quando ela te pediu em namoro? - Debbie perguntou, acariciando as minhas costas.

- Não, nós estávamos na praça. - Franzi o cenho. - Por quê?

- Eu perguntei isso porque você está nua, daí eu pensei que ela tinha te pedido em namoro enquanto vocês estavam…

- Não? Credo! E eu não estou nua.

- Seminua, tanto faz. - Debbie revirou os olhos. - Você olhou o seu celular quando chegou em casa?

- Não, eu apenas me joguei no sofá e chorei.

- Ainda bem que eu vim para cá, né.

- Ainda bem que você veio para cá às… - Forcei os olhos em direção a parede, olhando o relógio. - Meia-noite e doze. O que você faz aqui?

- Ai, aquele Jacob é um imbecil! Ele é muito irresponsável, cheguei em casa há pouco e ele estava dando uma festa. Até aí, legal, eu não briguei. Mas quando eu fui para o meu quarto estava ocorrendo uma orgia lá dentro! - Debbie exclamou e levantou do sofá, indo para a cozinha.

- Vai morar aqui comigo? - Perguntei, rindo.

- Vou e por tempo indeterminado! - Aquilo sempre acontecia, e ela acabava indo embora depois de uma semana.

- Minha casa é sua casa. - Pontuei, sorrindo levemente e me ajeitando sentada no sofá. Fazendo uma careta de dor em seguida.

Aquilo sempre acontecia. Meu corpo ficava inteiramente dolorido após as crises, principalmente minhas pernas e meus antebraços. Os músculos pareciam gritar.

Não sei se é por conta do esforço ou por conta da dor psicológica que se torna física em algum momento. Só sei que dói, e dói muito.

- Emma?

Mas eu acho que nada dói mais do que este buraco no meu peito, o qual está perfurado desde que eu saí correndo daquela praça. Desde que ela disse gostar de mim, coisa que não fazia sentido algum. Ela não podia gostar de mim, não do jeito que ela dizia gostar.

- Emma!?

- Uh, oi.

- Está tudo bem? - Debbie perguntou, enquanto se servia de uma xícara de café.

- Sinto dores.

- Uh, sei como é. Na verdade, não sei… Você que dizia que tinha dores depois das crises. Onde tem dipirona?

- No armário. Ugh. - Reclamei, sentindo meu braço doer bastante.

- Por que dói tanto? - Debbie perguntou, colocando a dipirona e um copo com água na minha frente.

- Eu faço esforço para tentar, sabe, cessar a crise. Acaba que meus músculos doem bastante depois disso. - Tomei a água junto do remédio.

Deborah assentiu, sentando do meu lado com o seu café.

- Por que não olha o seu celular? - Ela perguntou, estendendo o meu celular para mim.

- Por que eu olharia?

- Ester deve ter te mandado algo.

- Ela deve ter desistido de mim, coisa que ela deveria ter feito há tempos. Eu sou um desastre.

- Não é o que essas… - Debbie olhou na tela do celular, bebericando do seu café. - 22 ligações perdidas mostram. E 34 mensagens. Céus, ela gosta mesmo de você.

- O que diz nas mensagens?

- Não sei, leia você. - Debbie pontuou, me entregando o celular.

Deslizei o dedo pela tela, desbloqueando o celular. As notificações de mensagens e ligações estavam ali, era inacreditável que ela ainda persistisse. Li algumas de suas mensagens.

“Eu fui atrás de você e não te vi” - 23:33.

“Você fugiu de mim. Você não quer me ver, né?” - 23:34.

“Você está bem?” - 23:34.

“Emma, me desculpe, eu devo ter te assustado, por favor, fala comigo” - 23:36.

“Emma, cadê você?” - 23:38.

“Eu estou preocupada” - 23:38.

“Liguei para Jacob e ele estava bêbado, eu não tenho o número de Debbie. Eu quero saber se você está bem” - 23:42.

Me desculpe, eu não queria ter te assustado. Eu te pedi em namoro porque droga, eu gosto de você” - 23:49.

“Eu não deveria ter jogado aquilo em você do nada” - 23:56.

“Posso ir na sua casa?” - 00:02.

“Você está online!” - 00:18.

“Você está bem? Fala comigo! Me desculpe, eu posso te ligar? Eu não.. droga, eu quero te ver.” - 00:19.

Suspirei, era tarde da noite e Ester ainda estava me mandando mensagens. Resolvi responder.

“Eu estou bem fisicamente, vim direto para casa. Ao amanhecer, eu falo contigo. Ainda não estou pronta para falar contigo pessoalmente, talvez eu te ligue ou algo assim. Não pense que eu te rejeitei, leve isso como um tempo para pensar, porque eu estou confusa quanto a tudo isso. É tudo muito novo. Eu espero que entenda, até.”

- Céus! Que mensagem depressiva! - Debbie exclamou ao meu lado.

- É só… a verdade.

- Certo, agora vá tomar um banho e ir dormir.

- Dorme comigo? - Pedi.

- Durmo, Emma. Agora vá se banhar e logo eu vou pro quarto, eu vou fumar um cigarro.

Eu levantei do sofá, sentindo cada pedaço muscular meu gritar de dor. Meu estômago se revirava e as náuseas eram mais do que presentes. Incrível como um sentimento pode se tornar algo físico, como a alma tem o poder de machucar a carne.

A água do chuveiro chocou-se em minha pele e eu senti como se estivesse mais relaxada do que nunca, já não havia mais lágrimas descendo e nem tremor algum. Era só eu, meu arrependimento, minha tristeza, o box e a água.

Após o banho, eu me vesti completamente em moletom e me joguei na cama. Tempos depois senti a cama ficar mais funda, sinalizando que Debbie havia deitado. Senti seus braços ao redor do meu corpo e me permiti relaxar.

 


Notas Finais


Até o próximo. :)


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