História The sunday we met. - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Ansiedade, Déficit De Atenção, Tdah, Transtorno De Ansiedade, Yuri
Visualizações 35
Palavras 1.166
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Fluffy, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


OLÁ
Se liga, eu gostei bastante de escrever esse capítulo, mas quando eu li achei mt estranho
Mas vai assim mesmo e é isto
Boa leitura :)

Capítulo 16 - Sim.


Quando meu subconsciente deu sinal de vida, avisando que era hora de acordar, eu entreabri meus olhos e me revirei na cama. Assim que fiquei de bruços, senti uma ardência percorrer todo o meu braço.

- Malditos arranhões.

Resmunguei. Suspirei fundo, mas o som que vinha sala sobrepôs o barulho que eu emiti. Deborah estava ouvindo música no último volume, como sempre fazia, porque ela é folgada.

Levantei da cama e tomei um banho rápido, o contato da água com os aranhões me fez grunhir diversas vezes. Depois do banho, saí do quarto, me deparando com Debbie cozinhando e cantando alguma música do one direction. E para a minha surpesa: Jacob estava jogado no sofá.

- Quando Jake chegou aqui? - Perguntei, sem entender

- Hoje pela manhã, umas seis horas. - Debbie perguntou, abaixando o som do rádio. - Eu também não sei porquê.

- Que estranho.

- Ele estava muito louco, deitou e dormiu. - Debbie deu de ombros, mas rosnou de raiva.

- E isso é normal?

- É sim, para ele. - Rosnou ela. - A casa está uma bagunça só, muito provavelmente. Eu vou fazer ele limpar tudinho, argh, dá uma raiva só de pensar!

Debbie estava com tanta raiva de Jake que seus dedos estavam esbranquiçados de tanto apertar a frigideira. Eles se davam bem, mas Jake estressava Debbie as vezes.

- Por que você está fazendo comida? - Perguntei, franzindo o cenho.

- Porque, geralmente, as pessoas almoçam.

- Quê? Almoço? Que horas são?

- Vão dar uma da tarde.

- Ai, droga, eu tenho que ligar pra Ester! - Exclamei, correndo pela sala atrás do meu celular.

- É verdade, a coitada deve estar pensando que você deixou ela definitivamente.

- Não fala isso nem brincando, eu não posso perder Ester. - Pontuei, pegando meu celular em cima do braço do sofá.

Andei até o meu quarto, sentando na cama e discando o celular de Ester, que mal chamou uma primeira vez sequer e ela atendeu.

- Céus, Emma, eu pensei que você não ia ligar e tinha desistido de mim! Eu até pensei em ligar, mas talvez você pensasse que eu estava forçando e desesperada, não que eu não estivesse desesperada, eu só não queria transparecer que estav…

- Você está divagando, isso é muito tempo comigo, está te fazendo mal. - Falei branda, ouvindo a risada de Ester e sentindo aquele som preencher meu peito.

- Passar meu tempo contigo nunca vai me fazer mal, Em. - Ela disse e eu pude ouvir seu sorriso em sua voz.

- Eu digo o mesmo, Ester. - Respondi, sorrindo também.

- Como você está, Emma? Eu fiquei tão preocupada contigo quando você saiu daquela forma. - O som de sorriso não estava mais lá, apenas o resquício de tristeza.

- Eu sinto muito, Ester, eu fiquei nervosa, ansiosa, nem sei explicar. Eu estou bem, eu juro. Estou com algumas dores por conta da crise, mas…

- Espera, o quê? Crise?

- É, de ansiedade.

- Ai, meu Deus, você está mesmo bem?

- Estou, Ester, relaxe. Eu só tenho dores musculares, mas estou bem agora, eu juro.

- Eu sinto muito por ter jogado aquela bomba em cima de você, eu não queria te fazer ter uma crise. Eu estou me sentindo tão culpada agora, me desculpe.

- Não, não se sinta culpada. Não foi culpa sua, é só culpa minha por não ser normal o suficiente e agir como alguém normal.

- Hey, hey, hey. Não se culpe por ter tido uma crise, é normal as pessoas surtarem com um pedido de namoro.

- Não do jeito que eu surtei, não precisa mentir…

- Eu garanto que eu fiquei pior quando você disse que gostava de mim, eu parecia uma barata tonta andando em inúmeras direções. Relacionamentos podem ser um baque para as pessoas, é completamente normal, Emma.

- É… - Suspirei.

- Quando poderei te ver?

- Quando você quiser me ver.

- Eu quero te ver sempre.

Minhas bochechas coraram, argh, Ester era sempre tão galanteadora que me deixava completamente sem jeito.

- Emma?

Ester poderia ter qualquer consigo, qualquer garota em sã consciência se apaixonaria pelo jeito extrovertido, galanteador e engraçado. Romântica e cômica nas medidas certas, eu amava o jeito dela.

- Emma?

E, por mais que soe como loucura Ester gostar de mim e querer me namorar, eu gosto tanto dela que estava disposta a tentar. Tentar me jogar nos braços de Ester, sorrir de seu jeito, rir das suas piadas ruins e me apaixonar por cada cantada idiota que ela me lançar.

- Emma!

- Oi, oi, eu estava divagando… - Falei baixo.

- Eu sei que sim e eu acho isso tão meigo, já te disse?

- Já… Uh, Ester?

- Sim?

- Venha aqui me ver. - Pedi.

- Sério? Tipo agora?

- Agora mesmo!

- Eu estou acabando de almoçar e… foda-se, não vou terminar! Tommy, a louça é sua! Estou indo, Emma, fique na porta.

E desligou.

Ester era insanamente louca. E eu também.

Deixei o celular na cama e fui até a sala, onde Jake já estava acordado e falava com Debbie no sofá.

- Ok, eu estou disposta a ter algo sério com alguém. - Pontuei simplista, encarando os gêmeos. - E eu vou fazer isso agora.

- Você tem meu total apoio. - Debbie falou, sorrindo.

- O meu também. Como assim agora?

- Agora. Eu vou abrir a porta e dar de cara com Ester.

- Ela não está na porta. - Debbie falou.

- Mas estará. - Suspirei seguidas vezes. - Eu posso fazer isso, não é?

- Claro que pode, Emma, você pode tudo, ser ansiosa não é uma limitação. Atrapalha um pouco mas não te impossibilita. Vá e agarre ela! - Jake exclamou, me passando coragem.

Aquilo era loucura. Mas que liga? A culpa era de Ester, ela que foi louca primeiro, ela que inventou de gostar de mim e me fazer gostar dela também.

Saí de casa, batendo a porta atrás de mim. No mesmo momento, Ester descia do seu carro e me encarou, com um micro-sorriso brincando em seus lábios.

- Eu quero. Eu aceito. Sim e sim. Eu quero ser sua namorada. Eu vou ser, eu posso ser, eu não sou tão anormal assim. - Disparei, me jogando em Ester.

Passei meus braços pelos ombros de Ester e juntei nossos lábios, dando início a um beijo caloroso. No entanto, Ester não conseguia retribuir da forma certa. Ela sorria demais para conseguir beijar.

- Essa é uma forma bem peculiar de dizer sim a um pedido de namoro.

- Mas eu disse sim.

- Graças a Deus que você disse sim, Emma!

Ester agarrou minha cintura, me puxando para o seu corpo e me beijando. Dessa vez, beijando certo. Beijando com o calor e todo aquele sentimento que ela sentia, eu também sentia, mas estava preso em uma gaiola chamada insegurança. Por sorte, Ester estava abrindo essa gaiola.


Notas Finais


Nheee, é isto
Até o próximo sz


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