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História The Survivor - Carl Grimes. - Capítulo 2


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Notas do Autor


Apesar de eu não ter gostado mt dessa capítulo, eu espero que não esteja tão ruim. (Eu até reescrevi algumas partes mas ficou bem bosta, então peço desculpas adiantadas)

Capítulo 2 - Capítulo 2.


Durante o dia, tudo foi calmo. Carl, Sophia, Dake, outras crianças e eu passamos praticamente o dia juntos fazendo diversas coisas e por isso não participamos muito de conversas importantes como a que dizia que Jim estava cavando túmulos. 

Quando a noite caiu, o nosso maior medo veio a tona, acordando de seu sono profundo com um animal que caça somente à noite.

Perdemos pessoas, entre elas a irmã de Andreia, Amy. Eu também podia ter morrido, mas Rick e os outros chegaram a tempo, e Daryl atirou uma flecha em um zumbi que estava prestes a me morder no ombro.

Mesmo depois que aquele pesadelo resolveu dar um descanso para nós, eu continuei em um estado deplorável. Eu não derramava nem uma lágrima sequer, mas em alguns momentos eu me esquecia como se respirava, e o desespero tomava meu corpo. Meu corpo não se desesperava pela falta de ar em meus pulmões, mas sim pelo fato de eu estar escondendo toda dor, sufocando a tristeza assim como ela logo faria comigo.

– Cassie, você precisa sair desse chão. Você não sai dai já faz horas. – Disse Dake, se aproximando de mim com um misto de preocupação e pena.

Eu senti naquele momento, quando lembrei das mortes, um desespero me invadindo novamente, e o ar faltando como nunca faltou em minha vida.

Respire, sua egoísta! Eles perderam pessoas e a única coisa que consegue fazer é dramatizar sobre a sua dor. Respire e levante antes que acabe atrapalhando a vida das pessoas como sempre faz. Minha voz soou em minha própria mente, mas cruel do que eu me lembrava. 

– Daryl, ela não está respirando. – Ruby avisou para o primeiro adulto que viu.

– Cassie, olha pra mim. Respira devagar e fundo, você consegue. – Daryl se aproximou pondo as mãos em meu rosto.

Só naquele momento que percebi mesmo que estava impedindo que o ar entrasse. Respirei devagar e fundo como me foi pedido, mas aquela sensação ruim não sumiu, apenas se escondeu em meu peito esperando o momento certo para reaparecer.

– Você está melhor, Cass? – Carl se aproximou de mim.

Não. 

– Sim, me desculpem por isso.

– Está pedindo desculpas por ter tido uma crise de nervos? – Dake riu como se fosse uma ótima piada. – Essa é nova para mim.

– Levanta do chão. – Daryl me puxou tentando ser mais delicado possível.

– Vai ajudar os outros com...com...os corpos. Eu vou ficar bem.

– Os outros podem se virar, agora eu vou ficar e impedir que você desmaie por falta de ar.

Olhei para o Dixon pela primeira vez desde que ele chegou e meu olhar transbordou felicidade. Era bom ver Daryl se importando comigo, dessa forma ele parecia uma cópia fiel do meu pai.

– Eu não vou desmaiar, Dixon. Agora vá logo. Eu estou bem.

Mentir dizendo que estava bem fez algo dentro de mim doer, mas eu ignorei esse algo e tentei parecer melhor para ver se o Dixon desistiria de tentar cuidar de mim.

– Carl distraia a Cassie pra mim.

– Pode deixar comigo.

Daryl deu as costas e Dake o seguiu, dizendo que queria ajudar com os corpos. Ruby também foi para o mesmo lugar que eles, só que ficou sentada no chão somente olhando. 

– Cass, você está bem?

– Que pergunta idiota, Grimes. Pensei que você fosse inteligente, mas pelo jeito o cérebro é só para não deixar a cabeça oca.

Me desculpe por ser rude, mas eu prefiro receber olhares de raiva do que de pena. Pensei. 

Diferente do que eu imaginei, Carl não se irritou e gritou comigo, na verdade, ele riu tanto que chegou a lacrimejar.

– Você fica fofa com raiva.

– Eu vou te dar um soco se me chamar de fofa de novo.

– Desculpa, é que você tem esses olhinhos pequenos, e essa bochecha rosadinha fofa. – O Grimes comentou, corando em seguida.

Não agrida ele, Cassie Hart, não agrida. Repeti mentalmente para mim mesma. 

– O que eu quero dizer é que você tem uma carinha de nova.

– Você também, Grimes júnior.

– Mas você tem cara de criança do maternal, não parece ter doze anos.

– Nem você, idiota.

– Não fica brava comigo, Cass. Você é bonitinha com essa cara de criança.

– Bonitinha? Cara de criança? Você não tem amor a vida não, né?

– Eu te elogio e você me ameaça nas entrelinhas? Achei que você me amasse mais que isso, Cass.

Carl e eu ficamos amigos no momento em que resolvi brincar com eles, e por isso ele faz esse tipo de brincadeira como se me conhecesse há anos. Eu sinceramente até que gosto. É bom ter alguém para me fazer rir além do Glenn e da Ruby.

– “Bonitinha” não é elogio. Eu sou é lindamente maravilhosa.

– Não exagera.

– Está dizendo que eu não sou lindamente maravilhosa?

– Você é, mas eu não quero aumentar  o seu ego.

– Tarde de mais, já aumentou. – Falei e sorri pela primeira vez naquele dia.

– Devia sorrir mais, você fica fofa assim.

– Eu achando que você ia dizer que eu fico lindamente maravilhosa e você vem com “fofa” para cima de mim. Nunca mais vou sorrir.

Foi a vez de Carl sorrir com o meu resmungo.

– Se você nunca mais sorrir, eu desisto da minha vida. É horrível não ter um sorriso fofo para admirar.

– A Sophia tem um sorriso fofo.

– Mas só o seu sorriso é lindamente maravilhoso.

Novamente sorri, como se ficar de dentes abertos para o mine Grimes fosse a coisa mais fácil do mundo.

– Você tem razão, meu sorriso é lindamente maravilhoso mesmo. Vou falar com a Andreia, ela acabou de apontar uma arma para o seu pai e eu quero ver se ela tem coragem de fazer isso comigo. 

– Ninguém tem coragem, não depois de você dizer ao Ed que arrancaria os olhos dele e faria um colar para você. – Carl comentou, soltando um sorriso divertido. – Quando eu crescer quero ameaçar pessoas que nem você.

– Quando você deixar de ser mais baixo que eu, eu te ensino a ameaçar com estilo.

Direcionei um sorriso convencido para o Grimes e me levantei. Ele fez ao mesmo e comparou nossa altura.

– Você é só um centímetro mais alta. Está se achando muito.

– Até daqui a pouco, garoto um centímetro menor que eu.

Não fiquei para escutar uma resposta e fui em direção a Andreia, ignorando o fato de Jim ter sido mordido.

Chega de notícias ruins hoje, vou ignorar todas se possível. Quase grito para a outra voz que tentava me dizer para ir falar com Jim. 

Me sentei ao lado da loira que observava o corpo da irmã estirado no chão, e pensei no que iria falar.

– Andreia? – Chamei vendo Andreia continuar em silêncio ignorando tudo ao redor.

– Veio aqui tentar me tirar de perto dela? Se sim, é melhor ir embora antes que eu faça alguma loucura, Cassie.

– Um tempo atrás eu encontrei o corpo da minha mãe no quarto dela. Ela tinha se enforcado. Quando eu vi ela morta, soltei um grito tão alto que assustei todos os vizinhos, e por isso eles resolveram entrar na minha casa. Todos tentaram me tirar de perto dela, mas eu não conseguia fazer nada além de olhá-la. Eu não conseguia pensar e nem agir direito, tudo estava no automático.

– Eu sinto muito pela sua mãe.

A voz de Andreia quase me fez pular de susto. Eu não imaginava que ela me responderia. 

– E eu sinto pela Amy.

– Eu ainda não consigo acreditar que ela se foi. Não parece real. Eu não sinto como se fosse real. – Andreia admitiu, e algumas lágrimas escorreram pelo seu rosto.

– Eu sei bem qual é essa sensação. – Comentei evitando olhar para o corpo sem vida da irmã de Andreia. – Não vou te pedir para se afastar dela, ou para deixar que a gente impeça que ela vire uma daquelas coisas. Isso é decisão sua, Andreia. Você é quem mais está sofrendo e a única capaz de decidir o que deve ser feito.

Depois do meu discurso, me levantei e fui para perto de Ruby que se encontrava chorando sem parar. 

– Eu não sei se consigo viver nesse mundo. É tudo tão doloroso e cansativo. Eu não quero perder as pessoas que eu amo. Não quero perder a Carol, a Sophia, o Carl, o Glenn e muito menos você. Não quero ter que ver vocês virando uma daquelas coisas, e não quero virar uma daquelas coisas.

– E quem disse que nós vamos virar uma daquelas coisas? Somos os sobreviventes mais incríveis desse mundo. Vamos conseguir um lugar bom para ficar e assim poderemos viver em paz.

– Mesmo que a gente encontre um lugar, aquelas coisas ainda vão estar lá fora.

– Não se acharmos uma cura.

– É impossível. O mundo é deles agora, nós só estamos vivendo nele.

– O mundo era nosso muito antes dessas coisas lerdas e feias aparecerem. Somos mais fortes e espertos que eles. E nós vamos tomar o mundo de volta um dia. Eu prometo que tudo vai ficar bem. 

                             ...

Rick tinha decidido que deveríamos sair do acampamento atrás de algo melhor. Shane deixou claro que concordava com a ideia e disse que quem quisesse ir embora poderia ir, pois era nossa decisão.

Depois da sua fala, todos olhamos para fogueira apagada e começamos a pensar no que faríamos. 

– Nós vamos com o Rick? – Ruby me perguntou, o que fez com que varias pessoas se virassem para mim. 

– Vocês vão ficar com a gente, né? – Sophia perguntou.

– Claro que elas vão. Esta fora de cogitação vocês duas ficarem sozinhas. – Carol falou apressadamente.

– Independente da decisão que Cassie tomar, eu irei com a ela. – Ruby deixou claro.

– Espera, vocês não vão com a gente então? – Carl perguntou me encarando e parecendo desesperado.

– Claro que elas vão com a gente. Vocês vem com a gente, não é, Cassie? – Glenn perguntou aflito.

– Elas vão.

Olhei para Daryl no mesmo segundo.

– E se não forem eu vou com vocês.

– Não precisa se descabelar, homem esquilo. Nós vamos com vocês. – Respondi carregando certo divertimento no tom de voz.

Era engraçado ver todos se perguntando qual seria minha decisão, quando estava óbvio que eu iria com eles para a segurança de Ruby.

– Já que sairemos amanhã cedo, eu vou dormir. Boa noite, pessoal! – Ruby desejou, se deitando com a cabeça no meu colo em seguida.

– Ela já dormiu? Caramba, ela estava cansada mesmo. – Dake comentou ao ver Ruby roncar.

– Se ela continuar a roncar alto desse jeito teremos que jogar ela para os zumbis. – Comentei com um sorriso brincalhão no rosto.

– Então vão ter que me jogar também.

– Você ronca alto, Dake?

– Roncar alto eu ronco, mas não como a Ruby. Ela parece uma buzina de carro. 

– Coitadinha da minha princesa, Dake. – Sorri alisando os cachos rebeldes de Ruby. – Por que estavam com tanto medo que eu dissesse que não iria com vocês?

– A gente sabia que se você decidisse ir embora, teríamos que te desmaiar pra te manter conosco. – Glenn comentou sorrindo. 

– Vocês nunca conseguiriam me desmaiar, japonês. Meus reflexos são muito rápidos.

– Japonês? Achei que ele era chinês. – Daryl comentou parecendo se divertir com a raiva de Glenn.

– É coreano. Por que você me chama de japonês se você também tem olho puxado, Cassie?

– Porque você se ofende e fica todo irritadinho quando eu te chamo assim. É só para passar o tempo. – Dei de ombros.

– Me irritar é um passatempo pra você? 

– Não fique carrancudo, meu querido japonês. Sabe que eu te amo, só não te compreendo.

Rick e os outros ao nosso redor pareciam se divertir muito com a briguinha boba.

– Quer uma dica de como irritar ela? Diz que ela é bonitinha e fofa como uma criança do maternal. – Carl comentou, não parecendo ter muito amor a própria vida.

– Eu já disse que não sou fofa nem bonitinha, eu sou é lindamente maravilhosa. Agora chega de papo furado que eu tenho que colocar essa coisa pequena e pesada no trailer.

– Deixa que eu levo ela. – Dake se levantou e se aproximou de Ruby, a pegando no colo.

– Pedofilia é crime, Dake. Eu estou de olho em você.

– Eu tenho dezesseis e ela oito, Cass. Ela é tipo uma irmãzinha fofa e você uma prima chata.

– Por que eu sou a prima chata? Quer saber? Caguei. Leva logo a Ruby para o trailer, sua besta quadrada.

– E é exatamente por isso que você é a prima chata. – Dake sorriu para mim antes de sair andando.

– Vocês ouviram ele me chamando de chata? Que calúnia.

– Acho melhor você ir dormir também, Cass. Parece muito cansada. – Carol comentou me olhando com carinho.

– Eu não pareço cansada, você parece cansada.

– Mas eu sou a adulta e você a criança. Você que tem que descansar. 

– Que mundo injusto. – Resmunguei. – Tudo bem, eu vou fingir dormir. Boa noite!

– Vou te acordar cedo amanhã.

– Se você conseguir. – Sorri imaginando o esforço que Carol faria para me acordar.

Fui para o trailer, me joguei em um canto qualquer e passei boa parte da madrugada pensando no que a nossa saída do acampamento resultaria.


Notas Finais


Eu não fiz a Cassie reagir de modo desesperado quando viu q o Jim tinha sido mordido pelo simples fato de q não é bem a cara dela. Eu imagino ela tentando ao máximo não prestar atenção nas coisas ruins ao redor pq ela simplesmente não sabe reagir a acontecimentos horríveis.

E o outro motivo pra ela ir falar com a Andreia ao invés de falar com o Jim, é que ela sabia o q falar para a Andreia mas não sabia como ajudar o Jim.


Obrigada por terem lido e até o próximo capítulo.


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