História The Sweet Escape - Capítulo 30


Escrita por:

Postado
Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Adrian Ivashkov, Christian Ozera, Dimitri Belikov, Rosemarie "Rose" Hathaway, Tasha Ozera, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Tags Abe Mazur, Dimitri Belikov, Romitri, Rose Hathaway, Vampire Academy
Visualizações 380
Palavras 5.931
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 30 - Beautiful Liar


  Tell me how to forgive you 

When it's me who's ashamed? 

And I wish could free you 

Of the hurt and the pain 

But the answer is simple 

He's the one to blame

Beautiful Liar - Beyoncé feat. Shakira

-------------------------------------------------------------------   

 

Eu estava correndo para terminar de arrumar a minha mala, eu tinha mentido para Dimitri falando que estava com dor de cabeça e iria dormir mais um pouco e depois iria para o escritório simplesmente para não admitir que ainda não tinha feito a mala para o feriado, apesar de ter passado os últimos dias garantindo que estava tudo pronto.

- Droga eu já me atrasei mais do que eu pretendia - Eu murmurei me apressando ao dobrar as ultimas roupas. - Eu ainda tenho que levar vocês pra casa dos meus pais..

Eu abaixei os olhos para Libby e o gatinho que me assistiam de perto. Nas duas últimas semanas Libby vinha se aproximando gradualmente de mim e do gatinho a ponto de parar de fugir sempre que eu me aproximava e voltar a entrar em nosso quarto.

- Libby, cade ele? - Eu gemi ao notar o sumiço do gato enquanto eu fechava a mala e a colocava no chão.

Outra coisa que eu descobri nas duas últimas semanas é que cuidar do gato não seria assim tão fácil. O bicho é completamente insano!

A corgi latiu enquanto eu procurava pelo quarto e seguia até o banheiro.

- Como você não sabe? - Eu reclamei - Nós estamos atrasados!!!

Eu entrei no Closet ainda tentando achar o gato quando Libby começou a latir para a mala. Porque esses bichos não podem ser normais??

Um miado abafado e sentido acabou chamando minha atenção. Não me diga que...

Eu respirei fundo colocando a mala novamente em cima da cama antes de abrir o zíper. O gatinho pulou em desespero da mala, antes de correr assustado para fora do quarto. Ótimo, agora eu só tenho que pegar ele...

Ignorando a bagunça que o gato tinha conseguido fazer dentro da mala e o fato de minhas roupas estarem cheias de pelo, eu voltei a fecha-la antes de sair para procurar o gato.

- Aonde você foi? - Eu gemi descendo as escadas. - Se eu me atrasar mais uma hora Dimitri vai me matar, sabia? Você deveria pelo menos fingir que se importa.

Eu coloquei Libby na gaiola, mandando uma mensagem para que minha mãe fosse busca-los. Eu não teria tempo de ir até a casa dela.

- Você deveria me agradecer, se não fosse por mim você estaria morrendo de fome e frio no parque - Eu gritei. - Por favor aparece, eu tenho que sair agora!

Minha mãe respondeu avisando que estava mandando alguém buscar os dois enquanto eu seguia até a cozinha à procura do gato. No fim ele me achou, pulando no meu pé enquanto eu passava pelo sofá.

Gato maluco!

[- Ótimo, você apareceu - Eu murmurei o pegando no colo notando algumas mensagens de Dimitri em meu celular]

- Ótimo, você apareceu - Eu murmurei o pegando no colo notando algumas mensagens de Dimitri em meu celular. - Vamos, eu tenho um russo pra acalmar...

Eu o coloquei em sua gaiola, descendo para aguardar na portaria quem quer que fosse que minha mãe mandaria para buscar os dois. No fim, Marsha sua assistente pessoal apareceu enquanto eu me apressava para pegar um táxi em direção à editora.

Eu passei na starbucks e comprei um café para Dimitri, e frappuccino de caramelo pra mim. Eu perdi tanto tempo arrumando a mala que acabei não comendo nada.

- Rose, seu marido já me perguntou umas quinze vezes se você telefonou - Mia me informou com diversão enquanto eu corria em direção ao escritório de Dimitri.

- Me deseje sorte - Eu cantarolei sem interromper meu caminho.

Eu deixei minha bolsa em cima da minha mesa antes de seguir para a sala de Dimitri bebericando o meu frappuccino.

- Bom dia camarada - Eu sorri abertamente - Eu trouxe café pra você.

- Você está melhor? - Ele estreitou os olhos em minha direção.

- Sim, eu só precisava dormir um pouco mais - Eu desconversei dando a volta em sua mesa e entregando o copo em sua mão.

- Apenas isso? - Ele ergueu a sobrancelha.

- Eu aproveitei e deixei a Libby e o gatinho com minha mãe, não precisamos mais nos preocupar com isso... - Eu expliquei antes de voltar a me concentrar em minha bebida.

Eu me apoiei de costas em sua mesa, o observando abrir o copo de café.

- Mocha branco, sem chantilly - Eu sorri.

- Rose - Dimitri voltou a tampar o copo o colocando com cuidado em cima da mesa. - Você mentiu sobre sua dor de cabeça pra arrumar as malas que você me garantiu que estavam prontas há três dias?

- O que? - Eu dei uma risada nervosa desviando o olhar. Como ele pode saber uma coisa dessas? - É claro que não.

- Rosemarie, você sabe que não deveria mentir pra mim - Ele insistiu colocando uma mão em minha coxa.

- E quem disse que eu estou mentindo? - Eu me inclinei, me aproximando dele com um sorriso desafiador no rosto.

- Isso - Ele devolveu o sorriso pegando o celular e começando a ler uma mensagem - "Você já está com tudo pronto? Eu tive que fingir uma dor de cabeça pra arrumar minha mala sem que Dimitri desconfiasse."

- Eu mandei essa mensagem pra Liss - Eu arregalei os olhos - Porque você tem ela?

- Provavelmente porque você enviou ela pra mim - Ele devolveu - Imagine a minha surpresa ao ler.

- Você ficou muito surpreso? - Eu mordi o lábio inferior.

- Na verdade não, eu já tinha visto sua mala vazia no Closet ontem - Ele revirou os olhos. - Você deveria aprender a se organizar melhor.

- Você vai mesmo me dar um sermão agora? - Eu gemi - A mala está pronta!

- Não é essa a questão - Ele respirou fundo.

- E qual é a questão, Dimitri? - Eu me endireitei colocando o copo na mesa. - Eu ter mentido pra você? Eu sinto muito por isso também...

- Algum dia você vai tomar jeito? - Ele balançou a cabeça sorrindo.

- Você não gostaria tanto de mim se isso acontecesse - Eu gargalhei - Eu te divirto mais assim.

- Rose, eu estava pensando - Ele afastou um pouco a cadeira, indicando que eu me sentasse em seu colo.

- No que? - Eu me sentei em uma de suas pernas, sentindo a curiosidade crescer dentro de mim.

- Bem, talvez seja melhor eu conversar com o seu pai e pedir para te transferir para outra revista - Ele acariciou meu rosto.

- Porque você faria isso? - Eu franzi o cenho - Eu sei que eu me atraso bastante as vezes, mas sempre fiz meu trabalho.

- Não é essa a questão - Ele deu de ombros.

- Você quer que eu melhore em algo? - Eu mordi o lábio. - Você pode falar pra mim.

- Rose, você começou a trabalhar pra mim pra adquirir alguma experiência - Ele explicou - Nós já estamos nisso há mais de um ano e você sabe que eu não vou poder te promover aqui e com certeza você quer mais da sua vida profissional do que me buscar café e cuidar da minha agenda...

- Ohh, isso? - Eu sorri - Bem, eu acho que eu ainda estou aprendendo algumas coisas e além disso, eu não pretendo trabalhar para o meu pai pra sempre...

- Porque? - Ele se surpreendeu.

- Bem, eu não quero ninguém questionando minha capacidade, falando que cheguei a qualquer lugar apenas por ser uma Mazur - Eu expliquei despreocupada

- Faz sentido - Ele respondeu pensativo.

- Quando eu me sentir pronta, eu vou procurar emprego em outro lugar - Eu garanti - Não se preocupe com isso.

- Quando esse dia chegar, me avise - Ele pediu enquanto eu alcançava meu copo de frappuccino.

- Não se preocupe - Eu zombei terminando de beber, restando apenas o chantilly no fundo do copo. - Eu te ajudo a encontrar alguém pra ficar no meu lugar. Mas já vou te avisando, eu sou sua única assistente gostosa, camarada.

- Minha unica assistente gostosa louca por chantilly - Ele riu ao me ver abrir o copo para pegar o creme do fundo.

- Você deveria experimentar - Eu provoquei tentando usar o canudo como colher para pegar o chantilly.

Eu coloquei o canudo na boca, notando o olhar de Dimitri acompanhar cada movimento meu.

- O que foi? - Eu tirei o canudo da boca.

A mão de Dimitri subiu para minha nuca, puxando meu rosto em sua direção. Eu fechei os olhos apenas para sentir sua língua no canto de meu lábio. Ele não vai me beijar?

- Você se sujou - Sua voz em meu ouvido quase me arrancou um gemido involuntário.

- Eu já ouvi isso antes - Eu mordi o lábio.

- Mas agora eu pude fazer o que eu quis naquele dia - Ele mordiscou o lóbulo da minha orelha.

- O que achou do sabor? - Eu instiguei.

- Tolerável - Ele sorriu.

Eu passei o dedo indicador no chantilly antes de leva-lo até minha boca, a sujando.

- Apenas tolerável? - Eu questionei antes de chupar o dedo sem quebrar o contato visual. - Eu acho delicioso.

- Delicioso? - Ele repetiu com os lábios próximos aos meus - Ainda não...

Sua lingua contornou totalmente meus lábios antes de passar a explorar minha boca com intensidade, sua mão subiu pela parte interna de minha coxa, erguendo minha saia no caminho, me arrancando um baixo gemido ao deslizar minha calcinha para baixo.

Assim que Dimitri se afastou, eu voltei a sujar meu dedo com o chatilly, traçando uma linha em meu pescoço dessa vez. Eu mordi o lábio para impedir um gemido mais alto ao sentir sua lingua em minha pele enquanto seus dedo se enredavam em meus cabelos, os puxando com delicadeza para exibir melhor meu pescoço.

A mão livre de Dimitri contornou minha coxa, puxando meu corpo de encontro ao seu, fazendo minha perna roçar em sua ereção.

- O sabor melhorou agora? - Eu gemi.

Dimitri abandonou minha perna, alcançando o celular em cima da mesa.

- Eu preciso encontrar Eve em vinte minutos - Ele informou após jogar o celular em cima da mesa novamente antes de voltar a beijar meu pescoço.

- Então é melhor a gente não perder tempo - Eu sugeri.

Dimitri se levantou em seguida, fazendo com que minha calcinha escorregasse pelas minhas pernas diretamente para o chão. Suas mãos desceram pelas minhas coxas, me fazendo tomar impulso para envolver sua cintura.

- Segura esse copo - Ele sorriu antes de caminhar comigo até a porta.

Ele a trancou, enquanto me provocava roçando nossos lábios se afastando sempre que eu tentava beija-lo de verdade caminhando comigo até uma poltrona que tinha em um dos cantos. Eu apoiei o copo de chantilly no braço da poltrona, enquanto Dimitri desabotoava minha camisa.

Ele conseguiu se livrar da peça de roupa com facilidade, me deixando apenas com um sutiã branco e com a saia que estava completamente embolada na cintura. A umidade em minha intimidade estava se espalhando por sua calça enquanto eu me concentrava em tira-la.

Dimitri voltou a traçar uma linha de chantilly em meu pescoço, voltando a lamber aqueles pontos enquanto se livrava de meu sutiã, atrapalhando minha concentração.

- Porque só eu estou perdendo as roupas? - Eu reclamei com certa dificuldade tentando puxar a calça dele para baixo.

O Russo ergueu o quadril, me ajudando a abaixar sua calça e a cueca, liberando seu penis ereto. Eu o segurei com firmeza, sentindo a mão de Dimitri puxar novamente meu cabelo fazendo com que eu me inclinasse para trás, fechei meus olhos aos sentir Dimitri espalhar o chantilly restante em meus seios.

Ele lambeu o vale entre meus seios enquanto eu rebolava em seu colo, esfregando sua ereção em meu clítoris. Eu mordia o lábio para abafar os gemidos, apesar da nossa respiração pesada. Eu senti a boca de Dimitri finalmente envolver meu mamilo, aplicando um pouco de pressão ali, enquanto sua língua trabalhava em limpar qualquer vestígio de chantilly que ainda restasse.

Sem perder tempo, eu ergui o quadril encaixando Dimitri em minha entrada, antes de descer lentamente sobre ele. Dimitri Grunhiu encostando a testa em meu ombro com a respiração descompassada.

- Delicioso - Ele ofegou.

- Eu ou o chantilly? - Eu ofereci meu melhor sorriso.

- Os dois - Ele me beijou, descendo ambas as mãos para meu quadril, me incitando a começar a me mover.

Enquanto eu cavalgava Dimitri, eu sentia aquela conhecida sensação de pequenas ondas de choque se espalhando por meu corpo me fazendo desejar ir mais rápido, com mais ímpeto.

- Você precisa ser silenciosa - Dimitri sorriu ao mover seu quadril no mesmo ritmo do meu, me fazendo soltar alguns gemidos altos.

- É fácil pra você dizer - Eu o abracei, escondendo meu rosto em sua camisa, tentando abafar os sons que eu emitia.

Dimitri me abraçou, beijando minha cabeça antes de aumentar o ritmo.

- Dimitri - Eu choraminguei ao sentir o orgasmo começar a me consumir.

Eu perdi completamente a noção depois disso, eu me sentia uma boneca de pano nas mãos do Russo, só consegui assimilar que ele tinha gozado quando ele parou, também ofegante ainda me abraçando.

- Se eu soubesse que essa era a maneira de fazer você provar o chantilly.. - Eu comentei com a cabeça encostada em seu peito sentindo sua risada em seguida.

- Seria uma ótima maneira - Ele colocou a mão em meu queixo, erguendo meu rosto para me beijar.

- Definitivamente deveria ter feito isso antes - Eu sorri quando ele se afastou dos meus lábios.

- Mas agora a gente precisa se arrumar - Ele suspirou - Temos cinco minutos para sair daqui.

Nós nos colocamos em movimento imediatamente. Dimitri acabou sujando um pouco a camisa e foi até o banheiro tentar limpar enquanto eu me vestia novamente e tentava não dar na cara o que tínhamos acabado de fazer.

Dimitri e eu voltamos para casa apenas para buscar nossas malas e seguimos direto para a casa de meu pai nos Hamptons. Pela primeira vez eu estava realmente animada para passar o feriado ali. Todos nós definitivamente estávamos nos divertindo muito, até mesmo Adrian não estava mais tão insuportável, ele decidiu tentar algo sério com Avery fazendo ela parar de pegar um pouco no meu pé. Eu não sei ao certo o que estava fazendo mais efeito sobre ele, seu relacionamento com Avery ou o novo BMW conversível que sua mãe lhe deu.

Eu convidei Mia para ir com a gente, ela tinha um compromisso a noite, mas garantiu que estaria lá no sábado. Eu passei todo o caminho trocando mensagens com Lissa e Sydney. Pelas minhas contas, chegaríamos praticamente juntos à praia.

- Você está realmente animada pra isso - Dimitri comentou me observando enquanto dirigia.

- É diferente da outra vez - Eu expliquei - Eu não tenho que correr com casamento nenhum e são pessoas novas, nosso grupo aumentou e ficou mais divertido.

- Parece que vai chover - Ele observou o céu.

- Sim, mas a gente pode fazer algumas coisas dentro de casa - Eu dei de ombros - Podemos assistir filmes, jogar vídeo game, poker...

- Você parece ter planejado tudo - Ele sorriu.

- Seria uma viagem chata se eu não planejasse nada - Eu retruquei.

- Claro que seria - Ele sorriu.

Nós demoramos um pouco para chegar até a casa por conta do transito, parece que todos tiveram o mesmo problema, já que apenas Adrian já estava na casa com Avery, os dois acabaram se trancando no quarto. Dimitri e eu preparávamos algo para comer enquanto esperávamos todos.

Nós tomamos um banho e decidimos nos deitar após receber uma mensagem de Ivan avisando que tinha um acidente na estrada e iriam demorar bastante para chegar. Fui até a cozinha beber água antes de fazer companhia para o russo na cama, encontrando Avery ali revirando os armários.

- Hey... - A garota murmurou.

- Com fome? - Eu abri a geladeira em busca da garrafa de água.

- Adrian bebeu até dormir - Ela deu de ombros - Ele parece não se importar muito com comida.

- Sobrou um pouco do espaguete que Dimitri fez mais cedo - Eu ofereci um pote - Se você quiser...

- Ele também cozinha? - Ela ergueu uma sobrancelha aceitando o macarrão. - Você tem sorte...

- Dimitri é incrível - Eu ofereci um sorriso bobo. - Eu realmente tive sorte de terminar casada com ele.

- Estou vendo - Ela deu de ombros despreocupada.

- Bem.. Bom apetite - Eu dei as costas a ela.

- Rose?

- Sim? - Eu me virei novamente em sua direção.

- Eu sei que vai parecer uma pergunta boba.. - Ela desviou o olhar.

- Eu posso decidir isso quando você me perguntar - Eu cruzei os braços.

- Você e Adrian... Você não está realmente interessada não é? - Ela mordeu o lábio - Eu não preciso me preocupar? Porque eu realmente gosto dele e..

- Sério? - Eu a encarei surpresa. - Avery eu...

- Rose.. - Dimitri surgiu na entrada da cozinha usando apenas a calça do pijama - Você não vai vir pra cama?

- Eu vou - segui até ele, me esticando para beija-lo - Eu só vou beber água.

- Não demore - Ele piscou antes de voltar para o quarto.

- Isso responde sua pergunta? - Eu me virei novamente para Avery - Olha, eu estou casada e estou bem com meu marido e eu nunca tive algo com o Adrian. Você acha que eu deixaria tudo o que eu tenho por algo tão incerto?

- Acho que não - Ela suspirou.

- Bem, eu vou pra cama - Eu sorri. - Boa noite.

Todos chegaram de madrugada, Dimitri e eu ainda estávamos acordados mas continuamos na cama nos levantando apenas no dia seguinte. Eu adorava cada manhã que eu acordava ao lado de Dimitri, fazia eu me sentir completa. Era diferente de tudo o que eu já tinha vivido.

- Bom dia. - Eu ouvi a voz de Dimitri sussurrada em meu ouvido.

- Podemos dormir até mais tarde? - Eu sugeri mantendo os olhos fechados.

- Você não quer tomar café da manhã com todos? - Dimitri questionou. - Vamos Roza, não seja preguiçosa.

- Eu adoro quando você me chama assim - Eu sorri abrindo os olhos observando o rosto de Dimitri a alguns centímetros de distancia do meu. - Você poderia me chamar assim o tempo todo.

- Eu prefiro guardar para ocasiões especiais - Ele riu beijando meu nariz - Vamos, precisamos levantar.

- Está chovendo - Eu constatei um pouco desanimada ao olhar pela janela.

- Sim, começou ontem de madrugada.

- Sabe o que dizem sobre chuva - Eu ronronei - É bom pra ficar na cama...

- Você realmente vai voltar a dormir? - Ele gargalhou.

- Eu não falei nada sobre dormir, Dimitri - Eu sorri enlaçando seu pescoço e puxando seu corpo em direção ao meu.

Dimitri ficou por cima de mim enquanto eu enlaçava sua cintura com minhas pernas.

- Esse pode ser um plano interessante - Ele sorriu entrelaçando nossos dedos e levando nossas mãos acima de minha cabeça.

Sim, um plano muito interessante.

Nós saímos do quarto apenas depois de um banho relaxante, encontrando todos em volta da mesa de jantar que tinha ali comendo panquecas que provavelmente Christian fizera.

- Bom dia - Eu cumprimentei a todos assumindo um lugar vago ao lado de Lissa.

Todos responderam enquanto Christian me avaliava. Eu me servi de algumas panquecas equanto esperava Ivan terminar de colocar o xarope de bordo nas panquecas dele.

- Você vai comer tudo isso? - Avery arregalou os olhos.

- Você viu todo o barulho que fizeram? - Christian gargalhou - É claro que ela precisa de energia...

Eles estavam ouvindo!?

- Por falar nisso, é assim toda manhã Rose? - Ele continuou - Tenho pena dos seus vizinhos.

- Isso é inveja, Ozera? - Eu cortei um pedaço de panqueca, lambendo o xarope de bordo da faca em seguida - Sexo de manhã faz bem, deixa as pessoas menos chatas. Você deveria tentar.

- Nós vamos mesmo falar de sexo a essa hora da manhã? - Lissa reclamou - Não podemos simplesmente fingir que somos normais?

Nossas brincadeiras se seguiram pelo resto do dia. Mia chegou a tarde e como choveu o dia todo, tivemos que arrumar maneiras de passar o tempo dentro de casa.

Lissa e Christian se responsabilizaram pela comida enquanto o resto decidiu revezar para limpar tudo depois das refeições, Syd e Ivan limparam a cozinha depois do almoço e nós passamos a tarde inteira assistindo filmes e bebendo cerveja. No jantar decidimos preparar hambúrgueres com fritas e Dimitri e eu ficamos responsáveis pela bagunça enquanto todos jogavam vídeo game.

Eu voltei para a sala à procura de Dimitri, nós dois estávamos cuidando da louça depois do jantar quando ele recebeu uma ligação de sua mãe. Devido ao barulho, estava na cara que ele iria para outro lugar para atender, a fina chuva que caia do lado de fora tornava impossível que ele tivesse saído, mas ele poderia ter ido literalmente para qualquer lugar da casa.

Avery estava sentada no tapete com Lissa, pintando as unhas da loira enquanto Mia tentava convencer Syd a trocar seu esmalte rosa por um cor de vinho. Os rapazes estavam no meio de uma partida de luta no vídeo game, André estava perdendo para Adrian e não parecia muito feliz, enquanto Ivan e Christian torciam por um ou outro.

- Hey, nós podemos deixar isso mais interessante - Avery sugeriu - Um prêmio para o vencedor.

- E qual seria o premio, Ave? - Adrian questionou sem desgrudar os olhos da TV.

- Nós podemos dar um tratamento de beleza para o vencedor - Avery sorriu - Com direito a limpeza de pele, manicure...

- Sem chance - Ivan revirou os olhos.

- É um prêmio interessante - Eu instiguei.

- Homens não gostam dessas coisas, Rose - Christian devolveu.

- Eu já te vi experimentando os hidratantes da Liss - Eu cantarolei.

- A resposta ainda é não - Ivan decidiu.

- E se ao invés de ser para o vencedor, fosse para o perdedor? - Syd sugeriu. - Nós estamos entediadas aqui dentro...

- O perdedor vai virar cobaia de vocês? - André franziu o cenho.

- Eu gostei dessa, mas tem que ter direito a unhas vermelhas - Eu provoquei.

- Isso vai ser pra quem perder, então estou livre - Adrian gargalhou.

- Ok, eu volto pra participar disso, mas por enquanto vocês sabem aonde o Dimitri está? - Eu olhei em volta.

- Eu vi ele indo pro quarto - Syd informou.

- Obrigada - Eu sorri seguindo pelo corredor que levaria até nosso quarto. O barulho dos rapazes aumentou consideravelmente quando Adrian ganhou a luta me fazendo sorrir. Nem parecia um bando de adultos de praticamente trinta anos.

Eu me aproximei da porta do quarto ouvindo Dimitri falar com alguém. Ele está no telefone esse tempo todo? Faz mais de meia hora que a mãe dele ligou.

- Vamos Dimitri... Nós dois já passamos por isso, nós sabemos que ela não é a unica que você deseja - A voz de Tasha soou clara me fazendo parar antes de abrir a porta.

Espera, o que!? Porque ela está no nosso quarto?

- Natasha, nós conversamos sobre aquilo, nunca aconteceu lembra? - Dimitri murmurou fazendo meu coração acelerar. - Você está bêbada.

Isso é um engano... Deve ter um motivo razoável para ela estar no seu quarto com o seu marido. Não se precipite Rose.

- Eu bebi o bastante pra ter coragem de fazer isso e não o suficiente pra te fazer se sentir culpado - Ela riu.

Ok, não tem nenhuma explicação para um diálogo desses.

Sentindo meu coração se apertar cada vez mais a cada segundo eu abri a porta com cuidado, a tempo de ver Natasha se ajoelhar na frente de Dimitri, que estava apenas com uma toalha envolta da cintura.

Eu congelei ali no vão da porta, com a mão ainda na maçaneta enquanto Dimitri dava um passo para trás ao me ver ali, arregalando os olhos.

Eu senti meu coração parar dolorosamente por algumas batidas, era como se o chão estivesse se despedaçando lentamente embaixo de mim e fosse me engolir a qualquer minuto. O que eles estão fazendo? Porque?

- Rose... - A voz de Dimitri parecia distante enquanto eu tentava me recuperar, ignorando a dor que se instalou em meu peito, fazendo Natasha se virar confusa em minha direção, arregalando os olhos em surpresa.

- Ohh Rose - Natasha se levantou de forma desajeitada, recolhendo a regata no chão perto da cama, fazendo com que eu percebesse que ela estava apenas de sutiã e uma calça leve de malha.

Eu senti a raiva começar a abafar aquela dor. Como ele pode fazer isso? Os dois... Como eles puderam fazer isso comigo?

O som vindo da sala parecia estar à quilômetros de distancia, toda aquela alegria no comodo vizinho enquanto o meu mundo desabava aqui.

- Você tem cinco segundos para sair desse quarto usando a porta - Eu rosnei encarando a mulher.

Natasha passou rápido por mim, enquanto eu terminava de entrar no quarto. Dimitri tinha fechado os olhos e respirava fundo, enquanto eu segurava a vontade de chorar.

- Há quanto tempo? - Eu enfim consegui manter a voz firme o suficiente para perguntar.

- Não é o que você está pensando - Ele me lançou um olhar preocupado. - Eu posso explicar.

- Ótimo. - Eu cruzei os braços - Explique...

- Eu sai do banho e ela estava aqui - Ele deu uma passo em minha direção, fazendo com que eu me afastasse deliberadamente - Eu tentei fazer ela ir embora.

- Ahh sim, eu vi o quanto você estava tentando - Eu gargalhei.

- Roza..

- Não me chame assim - Eu rosnei.

- Rose, ela está bêbada - Ele tentou uma nova aproximação.

- Ahhh então você pretendia o que? - Eu elevei a voz irritada - Deixar ela sóbria com o seu pênis magico?

- Não aconteceu nada entre a gente - Ele estava a um passo de gritar, parando para recuperar a calma antes de voltar a falar - Rose, eu juro, nunca aconteceu nada entre a gente...

- Não? - Eu acusei com desprezo - Como ela tem te pagado o aluguel, Dimitri?

- Você está passando dos limites! - Ele ergueu a voz claramente ofendido.

- Eu estou passando dos limites? - Eu devolvi - Achei que nós tínhamos limites bem estabelecidos, mas parece que eu me enganei seu desgraçado.

Um silencio sepulcral tomou conta da casa. Todos se calaram na sala enquanto eu sentia a droga das lágrimas começarem a queimar meus olhos.

Dimitri passou por mim fechando a porta que continuava aberta sem nenhuma delicadeza.

- Eu juro pra você Rose - Ele repetiu se aproximando - Não aconteceu nada entre nós dois.

- Então ela simplesmente entrou aqui e se ofereceu pra você? - Eu o encarei.

Parte de mim queria desesperadamente acreditar que ele estava falando a verdade, mas eu sabia que eu estaria sendo ingênua.

- Sim... - Ele deu mais um passo em minha direção ao notar que eu não me afastei.

- Eu ouvi o que ela falou antes - Eu recobrei a consciência quando estava quase cedendo. Ele não vai me dobrar assim tão fácil. - Sobre eu não ser a única que você deseja.

- Ela não sabe do que fala - Ele garantiu - Você é absolutamente tudo o que eu desejo, Roza.

- Você consegue olhar em meus olhos e me garantir que nunca aconteceu nada entre vocês? - Eu o encarei colocando as mãos na cintura.

Eu queria acreditar e se ele fosse capaz de fazer isso, eu provavelmente acreditaria. Mas ele não foi. Minha esperança morreu ao vê-lo desviar o olhar enquanto novas lagrimas voltavam a se acumular em meus olhos.

- Eu a convidei para sair - Ele admitiu olhando para o chão.

- Como é? - Eu pisquei atordoada deixando as lágrimas escaparem.

- Natasha é a mulher que eu conheci no parque - Ele explicou - A que eu tinha convidado para sair.

Eu o encarei em silencio pelo o que pareceu uma eternidade enquanto eu absorvia aquela informação. Ela sabia, ele sabia... Eles escolheram esconder isso de mim.

- Fala alguma coisa - Ele pediu segurando minha mão.

- Não encosta em mim - Eu a tirei de seu alcance com rispidez. Ele tem mentido esse tempo todo, ele fingiu não conhecer ela...

- Rose, eu não queria te magoar - Ele respirou fundo - Tasha disse que nunca contaria nada e nós poderíamos fingir que isso nunca aconteceu.

- Então você achou que estava tudo bem? - Eu gritei - Vamos fingir que nunca aconteceu e vai ficar tudo bem? Em que mundo você vive!?

Eu segui até o Closet, recolhendo minhas roupas pelo caminho. Eu não deveria ter tirado tantas coisas da mala.

- Rose, o que você está fazendo?

- Eu não vou ficar nem mais um segundo no mesmo lugar que você... - Eu joguei a mala em cima da cama - Ela passou esse tempo todo me olhando e pensando o quanto eu sou trouxa por confiar em você!

- Você pode confiar em mim Rose - Ele implorou - Eu fiquei com você, eu escolhi você... Nós nem estávamos juntos na época.

- Não! - Eu o interrompi - Você escolheu ela, você ficou comigo por falta de opção... Era isso ou voltar pra Rússia!

- Não é verdade - Ele tentou impedir que eu continuasse jogando as roupas dentro da mala com uma expressão que beirava o desespero. - Eu amo você.

- Mentiroso - Eu gritei sentindo meu peito se apertar por aquelas palavras - É isso que você é, um filho da puta mentiroso.

- Eu não queria te perder - Ele suplicou.

- E foi isso que você conseguiu - Eu limpei as lágrimas com rispidez, fechando a mala - Eu vou voltar pra casa do meu pai, você pode ficar com o apartamento.

- Rose, vamos conversar com calma - Ele segurou a mala, impedindo que eu saísse.

- Eu não tenho nada pra falar com você - Eu virei as costas pegando minha bolsa e jogando algumas coisas que ainda estavam espalhadas pelo quarto, como minha maquiagem, um secador de cabelos e um par de sandálias de salto. - A gente pode continuar casado no papel até dar os dois anos para o seu visto, mas depois disso eu quero o divórcio.

Eu coloquei a bolsa no ombro seguindo novamente até a mala que Dimitri tinha passado a segurar.

- Eu não vou deixar você ir - Ele implorou - se você quer ir, nós vamos juntos.

Eu me limitei a pegar a mala, fechando os olhos e respirando fundo ao sentir sua mão segurando meu braço.

- Belikov, eu juro que se você não me soltar agora, você nunca vai ser capaz de ter filhos - Eu o encarei com ódio.

- Eu vou me vestir e te levar embora - Ele declarou me soltando para procurar uma roupa. - Eu deixo você na casa do seu pai se é isso que você quer.

- O que eu quero é que você vá pro inferno - Eu rosnei seguindo para a porta - E você pode procurar outra droga de assistente, porque eu me demito.

Eu bati a porta com força encontrando todos amontoados no começo do corredor, me encarando com os olhos arregalados. Eu arrastei a mala com certa dificuldade enquanto tentava equilibrar a bolsa no outro ombro quando uma das portas do corredor se abriu. Tasha surgiu na minha frente parecendo envergonhada, fazendo toda aquela cena voltar à minha mente.

- Rose, eu sinto... - Ela não terminou a frase quando eu tomei o máximo de impulso que o corredor permitia, acertando seu rosto com a bolsa que eu carregava.

- Rose! - Christian exclamou correndo em direção à tia.

- Agradeça de eu ter feito só isso com a vadia que acabou com o meu casamento - Eu murmurei sentindo o peso daquelas palavras.

- Rose, aonde você vai? - Mia questionou preocupada.

- Adrian, a chave está no carro? - Eu ignorei a pergunta, os olhares, Lissa que parecia querer conversar, a porta do meu quarto que finalmente se abriu, revelando Dimitri apenas de jeans terminando de vestir uma camiseta.

- Está, eu vou só me vestir e posso te levar. - Ele respondeu antes de parar e reconsiderar, olhando para Avery - Você se importa?

- Não - Ela balbuciou me seguindo com o olhar enquanto eu tentava descer para a garagem carregando tudo aquilo.

No fim eu desisti de tentar e simplesmente joguei a mala para baixo, descendo as escadas apressada.

A chave da BMW estava jogada no teto do carro. Eu a peguei depressa, abrindo a porta e jogando a mala no banco do passageiro, antes de dar a volta e assumir o lugar do motorista, dando partida em seguida.

- Ok, Rose.... faz apenas oito anos que você não dirige - Eu murmurei para mim mesma - É como andar de bicicleta...

- Rose! - Dimitri chamou descendo as escadas correndo. - Rose, o que...

Aquilo foi o suficiente para me encorajar. Eu abri a porta da garagem, dando ré quase em seguida, saindo com o carro. Eu dirigi por cerca de quinze minutos até chegar à Sunrise Highway, eu queria me afastar daquele lugar o mais depressa possível.

Tudo o que aconteceu começou a me atingir com força. A traição, as mentiras, o fato de que meu casamento ter acabado em três meses. Eu sei que tecnicamente não era pra valer, mas... Porque ele faria algo assim comigo? Eu tentei ser a melhor companhia que eu pude, aonde eu errei?

Como a gente chegou nesse ponto? Eu acordei pensando que minha vida era o paraíso e eu tinha o homem que eu amava ao meu lado e agora descubro que tudo isso não passava de uma mentira.

As lagrimas começaram a embaçar minha visão, eu tentei limpar meu rosto da melhor maneira que eu pude antes de fazer uma curva. Um carro estava parado ali, me obrigando a desviar, eu me assustei ao sentir o BMW começar a derrapar. Aquilo fez meu coração disparar ao me lembrar do acidente, eu girei o volante para o lado oposto tentando assumir o controle, o que apenas serviu para fazer o carro começar a rodar na pista.

Eu senti o pânico tomar conta de mim enquanto eu sentia o mundo girar. E então veio o impacto. Eu tentei me proteger ao ouvir o som dos vidros se quebrando, naquele momento eu me arrependi de não colocar o cinto de segurança. senti minha cabeça ser lançada fortemente contra o vidro então tudo se apagou.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...