História The Sweet Escape - Capítulo 31


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Adrian Ivashkov, Christian Ozera, Dimitri Belikov, Rosemarie "Rose" Hathaway, Tasha Ozera, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Tags Abe Mazur, Dimitri Belikov, Romitri, Rose Hathaway, Vampire Academy
Visualizações 407
Palavras 4.625
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 31 - Untitled


  So I try to hold 

On to a time when nothing mattered 

And I can't explain what happened 

And I can't erase the things that I've done 

No I can't

Untitled - Simple Plan

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Dimitri's Pov 

 

Eu passei um tempo tentando convencer Vika a esperar até o natal para nos visitar. Ela estava louca para me visitar desde voltamos de lua de mel, no fim combinamos que ela passaria o natal comigo e com a Rose, eu só preciso consultar a morena sobre isso.

Quando sai da cozinha Rose estava guardando a louça e era só o que faltava, então decidi tomar um banho e me juntar a todos na sala. Eu tentei não demorar tanto, pelo barulho vindo da sala, o jogo estava animado.

Me enrolei na toalha e segui para o quarto, a fim de pegar minha roupa. Eu mexia na mala, que estava em cima de uma das poltronas ao lado da janela quando eu ouvi a porta do quarto se abrir atrás de mim.

[- Terminou tudo? - Eu questionei Rose sem me virar - Vika me ligou, eu prometi que ela poderia vir no natal, se você não se importar]

- Terminou tudo? - Eu questionei Rose sem me virar - Vika me ligou, eu prometi que ela poderia vir no natal, se você não se importar.

- Quem é Vika? - A voz de Natasha chamou minha atenção, fazendo eu me virar confuso.

- O que você está fazendo? - Eu questionei surpreso.

- Eu vim te fazer companhia - Ela sorriu se aproximando.

- Eu estou indo pra sala, Natasha - Eu murmurei me sentindo desconfortável - Eu não estou precisando de companhia.

- Você está dizendo que vai resistir a isso? - Ela tirou a blusa, revelando um sutiã rosa que se destacava em sua pele pálida.

- Natasha eu não sei o que você pensa que está fazendo, mas você precisa sair agora - Eu respirei fundo dando um passo para trás. O quanto ela bebeu? Porque ela com certeza tem que estar bêbada para ter esquecido tudo o que me falou. Ela é amiga da Rose!

- Vamos Dimitri... Nós dois já passamos por isso, nós sabemos que ela não é a unica que você deseja. - A mulher sorriu de forma sedutora.

- Natasha, nós conversamos sobre aquilo, nunca aconteceu - Eu tentei uma nova abordagem para faze-la voltar à razão. - Você está bêbada.

- Eu bebi o bastante pra ter coragem de fazer isso e não o suficiente pra te fazer se sentir culpado - Ela riu.

Eu tentei me afastar, mas Tasha se aproximou mais do que eu esperava se ajoelhando na minha frente, o que essa louca pensa que está fazendo?

Quando eu pensei que não poderia piorar, eu vi a porta do quarto aberta e Rose parada ali. O olhar dela... Eu nunca pensei que um dia veria aquele olhar destinado a mim.

Eu tentei me explicar da melhor maneira que eu pude, não suportava aquele olhar carregado de mágoa e decepção que Rose exibia. Apesar de suas palavras denotarem raiva, a unica coisa que eu conseguia enxergar ali era a mágoa.

A cada palavra que ela falava, eu sentia a angustia tomar conta de mim. Eu realmente a perdi? Ela vai pedir o divórcio?

A única coisa que eu queria era que ela parasse de fazer as malas, nós só precisávamos conversar, eu faria qualquer coisa pelo seu perdão, qualquer coisa. 

Ela precisava apenas se acalmar, ver as coisas com clareza, relembrar do que passamos até chegar aqui.

Eu tentei me vestir rápido enquanto ela saia do quarto. Eu estava abotoando a calça quando ouvi um grito vindo do corredor me assustando. Ao escancarar a porta, eu percebi Natasha sentada no chão com um corte na lateral do rosto enquanto Christian tentava ajudar a tia e Rose falava algo para Adrian.

Ela vai pedir pra ele leva-la embora!?

Mas que merda, porque ela não pode me ouvir!?

Eu tentei alcança-la mas ao chegar perto de Tasha, Christian se ergueu na minha frente. Eu não tive tempo de desviar de seu punho que veio em direção ao meu rosto.

- Wow, acho melhor a gente se acalmar - Ivan seguiu em nossa direção enquanto eu movimentava o maxilar, sentindo o gosto de sangue na boca. Ele tem um bom soco.

- Onde ela foi? - Eu ignorei tirando Christian da minha frente.

- Você deveria cuidar dela! - Eu ouvi o rapaz gritar atrás de mim enquanto eu descia as escadas da garagem correndo.

Eu senti o sangue praticamente fugir de meu corpo ao ver Rose sentada ao volante da nova BMW de Adrian.

Não não não... Ela não pode fazer isso. Eu tentei falar que ela deveria esperar, Adrian iria leva-la, eu ficaria longe, ela só precisava esperar!

Rose saiu com o carro para o meu desespero. O que eu posso fazer? Eu devo deixa-la ir? Algo me impulsionou a entrar no meu carro e segui-la. Ela não está bem para dirigir, ela não dirige há anos!

Eu não sabia ao certo o caminho que ela tinha feito, mas de um jeito ou de outro, ela teria que terminar na Sunrise Highway.

Como eu vou consertar isso? Como eu posso provar a ela que ela é a única coisa que importa pra mim? Como eu..

Não...

Eu arregalei os olhos ao ver a BMW..

- Não... - Foi a única coisa que saiu dos meus lábios enquanto eu encostava o carro de qualquer jeito pulando para fora.

Rose tinha batido em uma arvore, a lateral direita da BMW estava completamente destruída enquanto eu me aproximava lentamente do carro. Não..

Eu não tinha certeza se meu coração estava batendo no momento que eu me aproximei da porta do motorista, vendo o vidro trincado, manchado de sangue e Rose desacordada ali. Deus, que ela esteja apenas desacordada. Por favor Deus...

Eu imediatamente liguei para o 911 em busca de ajuda. A chuva começou a aumentar consideravelmente, fazendo eu me sentir ainda pior na estrada deserta.

Eu me encostei na BMW deixando meu corpo escorregar até o chão. começando a absorver o que estava acontecendo. Ela está viva.. Ela precisa estar viva. Eu apoiei os braços no joelho, escondendo meu rosto.

- Deus, eu sei que eu estraguei tudo - Eu pedi finalmente liberando as lagrimas que eu estava segurando esse tempo todo. - Mas por favor, que eu não tenha acabado com a vida dela.

Eu peguei meu celular discando o numero de Ivan.

- Aonde vocês estão? - A voz do meu amigo trouxe uma nova onda de angustia. O que eu vou falar pra eles? - Dimitri? Você está me ouvindo?

- Ivan, eu preciso de você - Eu tentei manter minha voz firme.

- Dimitri, o que está acontecendo? - ele questionou com preocupação.

Eu não consegui responder imediatamente, tirando o telefone do ouvido quando uma nova torrente de lágrimas me atingiu. O som das sirenes chamou minha atenção, fazendo eu me recompor um pouco.

- Dimitri!? - Ivan estava praticamente gritando no telefone - Isso é uma ambulância?

- Rose sofreu um acidente - Eu respirei fundo tentando impedir novas lágrimas. - Na Sunrise Highway.

- Acidente? - Ele exclamou - Ela está bem?

- Eu não sei - Eu gemi - Ela está presa no carro e não está consciente e tem sangue... Ela bateu em uma arvore.

- Nós estamos indo - Ele informou e eu ouvi uma porta batendo. - Nós vamos chegar rápido.

- Se ela morrer...

- Isso não vai acontecer! - Ele me interrompeu - eu te vejo logo.

O telefone emudeceu e enquanto as luzes se aproximavam. Que não seja tarde...

- Você conhece ela? - Uma voz chamou minha atenção. Eu olhei para cima encontrando um casal me observando com preocupação. Só então eu notei que outros carros tinham parado e observavam tudo de longe.

- É minha esposa - Eu expliquei por algum motivo enquanto os socorristas vinham em nossa direção.

- Você precisa dar espaço pra eles - A mulher informou.

- Eu... - Eu não poderia sair de perto dela, eu não iria abandona-la.

- Vamos - O homem me ajudou a levantar - Eles vão realmente precisar de espaço.

Eu cambaleei até meu carro, observando os bombeiros trabalharem para tirar Rose da BMW. Eles afastaram os curiosos que tinham começado a se acumular ali enquanto um paramédico veio conversar comigo, atrás de algumas informações sobre Rose.

O som de um carro se aproximando atraiu minha atenção. Eu reconheci o carro de Christian que estacionou ali e Lissa saltar pra fora no segundo seguinte.

- Meu Deus Rose - Lissa exclamou correndo até o local, sendo impedida por um bombeiro. 

- A senhora não pode passar daqui - O homem a segurou. - Fique atrás da faixa.

- Não, espera ela é praticamente minha irmã. - Ela gritou enquanto Ivan se aproximava de Mim e Christian ia até ela, tentando tira-la de lá.

- Você pode esperar com o marido dela então - O policial indicou. - Mas precisamos de espaço agora.

Eu vi Lissa se virar em minha direção, me notando pela primeira vez.

- Seu desgraçado - Ela ergueu a voz marchando em minha direção - Isso tudo é sua culpa!

- Lissa - Ivan foi em direção a garota, apenas para ser empurrado para fora do caminho.

- Você acabou com a vida dela, seu maldito - Ela começou a esmurrar meu peito com força - Tudo o que ela fez foi te ajudar e você acabou com tudo pra ela.

Eu absorvi suas palavras em silencio enquanto ela continuava a me golpear. Aquilo não me machucava, mas as palavras... Ela não tinha como estar mais certa.

- Você fez isso com ela - Ela gritou atraindo a atenção de todos ali enquanto Christian a envolvia pela cintura, puxando-a para longe.

Eu fechei os olhos me encostando no capo do carro sentindo a culpa me consumir. Lissa tem razão, ela fez de tudo pra me ajudar e tudo o que eu fiz foi machuca-la, física e emocionalmente. Talvez realmente fosse melhor para ela que eu me afastasse.

- Estão tirando ela - Ivan chamou minha atenção me fazendo abrir os olhos.

Rose estava finalmente sendo removida da BMW. Ela foi colocada em uma maca, e a levaram para a ambulância. Eu comecei o meu caminho até lá para acompanha-la quando Lissa me impediu de continuar.

- Você não está pensando que você vai com ela, não é? - Ela rosnou.

- Ela é minha esposa - Eu me manifestei pela primeira vez.

- Como se isso significasse alguma coisa pra você - Ela me olhou com desprezo - Você não vai chegar perto dela.

Eu senti meu coração acelerar com aquela informação. Eu preciso vê-la, não vão deixar eu me aproximar dela!?

- Você não pode fazer isso - Eu senti o desespero começar a tomar conta de mim. Eu não posso abandona-la agora...

- Eu não posso? - Ela estreitou os olhos se aproximando.

- Sr Belikov - Um dos paramédicos me chamou.

- Ele não vai - Ela rosnou.

- Você não pode me impedir - Eu devolvi.

- Liss, deixa. Ele tem que ir. - Adrian estava encostado no carro de Christian com os olhos vermelhos. Eu não tinha o notado ali.

- Mas...

- Se você ficar discutindo só vai atrasar as coisas... - Ele caminhou até onde estávamos. - É isso que você quer?

Eu não esperei a resposta, simplesmente segui até a ambulância antes que uma nova discussão se iniciasse.

- Belikov - Adrian chamou quando eu estava prestes a entrar na ambulância, fazendo eu me virar em sua direção. - Acho que você vai precisar disso... Eu achei no corredor, deve ter caído da bolsa quando...

Ele deu de ombros me estendendo a carteira de Rose, eu respirei fundo a aceitando antes de me virar e me juntar à morena.

Eu observei Rose deitada ali. Ela estava tão machucada, tão indefesa. Mais uma vez eu tentei entender como chegamos a esse ponto. Se eu soubesse como tudo isso terminaria, eu nunca teria esquecido a droga da aliança no escritório aquela noite, eu não teria convidado Natasha para sair, por mais que Rose insistisse, eu teria contado pra ela o que tinha acontecido entre Natasha e eu assim que ela nos apresentou naquela festa, eu teria...

Como isso pode acontecer? Eu me sentia preso por um fio, a qualquer momento eu poderia simplesmente desaparecer e ninguém se importaria. Não, todos estariam aliviados se isso acontecesse. Mas eu preciso ser forte, eu preciso continuar ao lado dela. Eu não posso apagar os erros que eu cometi, mas eu vou lutar pela minha redenção.

Assim que chegamos ao hospital Rose foi levada para a emergência enquanto eu cuidava de sua ficha. Não demorou até que Ivan, Christian e Lissa chegassem, aparentemente Adrian ficou para trás para esclarecer alguns pontos com a policia por ser o dono do carro.

- Como ela está? - Ivan questionou se aproximando de mim na sala de espera.

Christian mantinha Lissa deliberadamente longe de mim, o que provavelmente era o melhor a se fazer.

- Machucada - Eu murmurei - Muito...

- Ela vai ficar bem - Ele garantiu - Vocês dois vão ficar.

- Eu não tenho tanta certeza - Eu dei uma pequena risada nervosa - se ela não queria me ver antes, agora então...

- Ela só precisava de um tempo - Ele respirou fundo.

- Sim, de um tempo para se recuperar de entrar no quarto e encontrar a amiga seminua com o marido - Eu gemi escondendo o rosto entre as mãos.

- Eu ainda não entendi como isso aconteceu - Ivan me lançou um olhar atravessado - Natasha se trancou no quarto depois que você saiu e não respondeu pergunta nenhuma. E olha que Lissa fez inúmeras.

- Sabe o que é pior? - Eu o encarei - Eu estou igual a você, sem entender nada.

- Como?

- Eu tinha acabado de sair do banho, ia me vestir então ela surgiu no quarto e começou a falar que eu não iria resistir e tirou a blusa - Eu suspirei - A unica coisa que eu conseguia pensar era "o que ela está fazendo?"

- E então Rose entrou? - Ele questionou. - Isso é que é falta de sorte...

- Eu amo a Rose, eu nunca faria isso com ela em hipótese nenhuma e... - Eu respirei fundo - Agora eu vou ter sorte se deixarem eu me aproximar dela o suficiente para tentar consertar as coisas.

- Então você vai desistir? - Ele questionou olhando diretamente à sua frente.

- Eu fico pensando se Lissa não tem razão - Eu admiti - Eu estraguei a vida dela...

- Isso não é verdade - Ele me interrompeu - Há algumas semanas quando a encontrei no bar, Rose me falou que vocês estavam ótimos e eu pude ver que ela estava feliz. Se você tivesse estragado a vida dela, ela estaria triste o tempo todo. Ela parecia triste no jogo de Baseball?

- Não é bem assim..

- Ou no jantar que tivemos mais tarde? Ou no dia que ela convidou Syd e eu para jantarmos na sua casa e ela estava orgulhosa por ter cozinhado? - Ele insistiu - Ou quando ela nos contou o desastre que foi quando ela tentou assar um bolo e no fim você pensou que tinham assaltado o apartamento? Isso parece a rotina de um casal infeliz?

- Eles não pensam assim - Eu indiquei Christian e Lissa.

- É claro que não. Rose é como uma irmã pra eles - Ivan deu de ombros - Eles vão tomar as dores dela até tudo isso ser esclarecido. Mas eles também são sensatos, uma hora ou outra vão enxergar a realidade.

Eu absorvi aquelas palavras, pensando no próximo passo. O silencio passou a reinar ali, por vezes eu sentia o olhar raivoso de Lissa sobre mim e então depois de quase uma hora o celular de Ivan tocou, o forçando a sair para atender.

- Eu espero que você volte pra Rússia - Lissa murmurou.

- Liss... - Christian gemeu - Não vamos fazer isso aqui...

- Se ela tivesse deixado ele ser deportado em primeiro lugar, isso não teria acontecido - Ela continuou - Mas não, como sempre ela tinha que bancar a salvadora...

- Do que você está falando? - Ele franziu o cenho.

- Você tem todo o direito de ter raiva de mim, Lissa - Eu respirei fundo - Mas aqui não é o lugar para discutirmos isso.

- Você nem se importa de verdade com ela - ela acusou enxugando as lágrimas - Você a usou pra ficar no país e nem deu valor para o que ela sentia e não vem me falar que eu não sei do que estou falando, ela me contou tudo...

- Contou o que? - Christian alternou o olhar entre nós.

- O casamento dos dois era apenas fachada - Ela zombou - Apesar da Rose ser louca por ele.

- O que? - Christian arregalou os olhos.

- Adrian tinha razão o tempo inteiro - Ela zombou. - Toda aquela felicidade do casal perfeito era encenação.

- Não é verdade - Eu a interrompi.

- Você mentiu pra ela, agora está mentindo pra mim - Ela deu uma risada nervosa - Porque eu não estou surpresa?

- Você quer a verdade Vasilisa? - Eu rosnei já cansado daquela situação. - Tudo bem, aqui está a verdade... Sim, eu e Rose fizemos um acordo para que eu permanecesse no país e antes que você me acuse disso também, não foi ideia minha. Ela insistiu que deveríamos fazer isso e ninguém perceberia.

Eu me levantei, tentando manter a voz baixa apesar de estar me sentindo completamente frustrado.

- E então nós começamos a nos aproximar e eu passei a ver como Rose era incrível, tipo realmente incrível e como ela me fascinava a cada movimento - Eu continuei - E então ela começou a me enlouquecer de ciumes, ciumes que eu não poderia demonstrar já que não era pra valer e então veio o casamento, fazendo com que nós dois nos aproximássemos ainda mais.

Eu me aproximei dela abaixando ainda mais o tom.

- E então quando eu penso que estamos bem, um dia eu esqueço a porra da aliança no escritório e Rose começa a insistir que eu convide uma pessoa aleatória que eu conheci no central park para sair. - Eu desabafei - E depois de muita insistência e brigas eu decidi fazer o que ela falava, porque se ela queria tanto que eu saísse com outra pessoa deveria ser porque não sentia nada por mim e eu estava me aproximando demais, a deixando desconfortável. Mas então eu não sou capaz de fazer isso e cancelo tudo de última hora, preferindo ficar em casa assistindo um filme com ela.

- Hmm Dimitri... - Lissa tentou me interromper.

- Nós nos resolvemos, eu descobri que ela sentia o mesmo por mim e decidimos fazer nosso casamento dar certo, e então eu conheço sua tia - Eu apontei para Christian - Que não é ninguém menos que a mulher que eu convidei para sair, então eu penso, "eu vou ter que contar para a Rose" mas sua tia me convence a não fazer isso, porque nunca aconteceu nada entre nós dois e não deveríamos magoar a Rose sem motivos. E sim, eu errei nisso eu deveria ter contado a ela, eu sei. Mas eu nunca esperei que Natasha fosse invadir o meu quarto e começar a tirar a roupa.

- Isso não vai ser bom - Christian gemeu.

- Então sim, eu cometi um erro ao não contar para Rose, mas você falar sobre nosso acordo aqui, só vai complicar mais as coisas - Eu apontei - Eu posso ser deportado, sim... Mas Rose pode ser presa por fraude!

- Sim, ele tem razão - Eu fechei os olhos ao ouvir a voz de Abe atrás de mim. - Aqui não é o lugar adequado para conversar sobre acordo nenhum.

Eu me virei encontrando Adrian, Janine e Abe parados ali, enquanto Ivan retornava à sala nos olhando confuso. 

Merda! 

- Vamos falar sobre como suas atitudes resultaram no acidente da minha filha, Belikov. - Ele se aproximou lentamente de mim. - Eu acho que isso seria mais adequado.

- Sr Mazur... - Eu respirei fundo. - Eu..

- Eu não quero ouvir nenhuma explicação - Ele me cortou - Eu tenho todas as informações que eu preciso no momento.

- Ibrahim - Janine chamou - Nós podemos resolver isso em outro momento.

- Eu acho que deixei bem claro em mais de uma ocasião o que aconteceria caso minha filha se machucasse - Ele me encarou - Ser deportado será o menor dos seus problemas agora.

- Ibrahim. - Janine falou em um tom mais duro.

- Você tem sorte, no momento eu tenho coisas mais urgentes para resolver. - Ele rosnou ao ver uma médica vindo em nossa direção.

- Sr Belikov? - Ela chamou. - Eu sou a Dra Adams.

- Sim - Eu dei um passo à frente.

- Se for sobre Rosemarie, você pode falar comigo - Abe interrompeu a médica - Eu sou o pai dela.

A medica nos encarou confusa. Merda, enfrentar Vasilisa é uma coisa, mas se Abe decidir me afastar de Rose...

- Boa Noite - Janine estendeu a mão para a mulher - Janine e Ibrahim Mazur. Como está a nossa filha?

- Vocês podem me acompanhar? - Ela pediu olhando para todos que estavam ali na sala de espera a encarando com expectativa. - Seria melhor conversar em particular.

- Mas a Rose está bem? - Lissa questionou aflita.

- Ela está estável - A médica informou.

- Nós podemos vê-la? - Christian questionou.

- No momento ainda estão realizando alguns exames, então é impossível - Ela explicou - O melhor seria que vocês fossem para casa e retornassem no horário de visitas amanhã.

Nós seguimos a médica até um consultório, meu coração se apertava a cada passo que eu dava seguindo a mulher. Isso não parece ser bom.

Nós permanecemos na sala por quarenta minutos enquanto a Dra Adams explicava o Diagnóstico de Rose e os possíveis tratamentos e consequências. Apesar de concordar com a decisão dele, Abe não me deu chance de opinar, chegando a inclusive me proibir de vê-la depois da reunião.

Janine acabou interferindo na decisão do marido, me dando alguns minutos sozinho no quarto com Rose. Mas Abe acabou se tornando o seu acompanhante oficial.

Eu entrei no quarto, observando Rose ali em cima da cama. O som do monitor cardíaco enchia o ambiente, me confortando de alguma forma. Eu me aproximei, acariciando seu rosto. Ela tinha um grande curativo na lateral do rosto além de outras escoriações, mas ainda assim continuava tão bela...

Eu segurei sua mão a levando até os lábios. Como sempre sua mão era pequena e delicada entre a minha.

- Roza, eu não sei se você está me ouvindo - Eu voltei a acariciar o seu rosto me sentindo péssimo pelo seu estado - Eu sinto tanto, pequena... Eu queria poder voltar no tempo e consertar as coisas que eu fiz, mas eu não posso.

Eu enxuguei uma lagrima que caiu na mão dela.

- As coisas vão ficar bem mais complicadas agora моя любовь¹, mas eu vou estar aqui o tempo todo - Eu prometi antes de secar os olhos - Eu juro pra você, eu vou estar do seu lado o tempo inteiro. Eu amo você e se precisar eu vou passar o resto da minha vida provando isso, apenas... Não desista, por favor.

- Dimitri - Janine chamou minha atenção com uma pequena batida na porta - Eu posso...

- Claro - Eu respirei fundo voltando a depositar a mão dela em cima do colchão. É claro que a mãe dela vai querer passar um tempo com ela também.

- Você deveria ir pra casa tomar um banho. - Ela comentou se aproximando da cama.

- Eu não vou embora - Eu me virei para sair do quarto - Eu vou ficar na sala de espera.

- Dimitri, você tomou chuva, está sujo precisa de um banho - Ela insistiu

- Eu estou bem, eu não vou me afastar dela - Eu insisti.

- Você espera o que? - Ela cruzou os braços - Acha que ficar doente vai te ajudar a se aproximar de Rose?

- Sra Mazur..

- Eu pedi para o seu amigo trazer uma muda de roupa pra você - Ela desistiu - Ele está com o seu carro.

- Obrigado - Eu murmurei antes de voltar para a sala de espera.

Eu me acomodei em uma poltrona ali, a noite será longa.

Ivan apareceu no meio da madrugada com algumas peças de roupas. Eu usei o banheiro para me vestir e voltei à poltrona de antes. Em algum momento acabei adormecendo.

O movimento do hospital acabou me despertando pela manhã. Eu decidi seguir até o quarto de Rose ver como ela estava. Ou perguntar ao Abe.

Eu me sentia péssimo, tanto fisicamente como emocionalmente. As coisas que a Dra Adams tinha me falado sobre Rose continuavam em minha mente, mas eu precisava acreditar que tudo daria certo.

Eu observei o quarto através do vidro da porta, Tanto Rose quanto Abe estavam dormindo. Eu decidi não incomoda-los, seguindo até a cafeteria. Eu consegui passar mais alguns minutos com Rose durante a tarde enquanto Abe se alimentava. 

Rose estava sendo mantida sedada enquanto o resultado de seus exames não ficavam prontos. Ivan acabou me convencendo a voltar para a casa para tomar um banho antes de passar mais uma noite no hospital. A casa estava deserta quando chegamos lá. Aparentemente todos tinham decidido voltar para casa, mas minha mala ainda estava ali e era mais perto do hospital. 

Ele me obrigou a comer um sanduíche no caminho de volta ao hospital e mais uma vez eu terminei o dia ali na sala de espera. Dessa vez eu não dormi. 

Com o primeiro movimento da manhã eu segui até o quarto da Rose, esperando que Abe estivesse dormindo para que eu pudesse vê-la um pouco. Quando cheguei à porta do quarto, eu olhei pela janela, como sempre fazia, notando que Rose estava acordada. Eu me senti aliviado com aquilo.

- Dimitri foi embora? - Ela questionou o pai que estava sentado ao seu lado na cama.

- Porque você quer saber? - Abe questionou - Até onde eu sei, você pediu o divórcio.

- Sim - Sua voz soou triste - Eu pedi.

- Você não quer que ele vá? - Abe insistiu.

- Não - Ela fungou - Mas eu queria querer.

Eu me encostei na porta respirando fundo. Talvez conversar com ela enquanto Abe estiver aqui não seja a melhor escolha.

- Ele está na sala de espera - Abe informou depois de um tempo. - Se você quiser vê-lo...

- Eu não quero - Ela emendou rapidamente.

- Mas não quer que ele vá embora? - Abe questionou ela se limitou a negar com a cabeça - Entendo... Apenas descanse, você precisa.

Bem, se ela não quer que eu vá, eu ainda posso ter uma chance. Talvez ainda haja esperanças para nós dois.

- Pai? - Rose chamou com a voz embargada.

- O que foi princesa? - Abe questionou acariciando sua cabeça.

- Porque eu não sinto as minhas pernas? - Ela fez a pergunta que cortou meu coração.

_____________________________________________

¹meu amor



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