História The sweet taste of danger - Capítulo 3


Escrita por: e Peaachy_

Postado
Categorias Death Note, EXO, Got7, Stray Kids
Personagens Bang Chan, Byun Baek-hyun (Baekhyun), Jinyoung, Kim Jong-in (Kai), Light Yagami
Visualizações 63
Palavras 1.692
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiie, como estão? Espero que bem!

Trouxe como prometido um especial de natal, neste capítulo será mais aprofundado os sentimentos da nossa querida S/n e o que se passa na cabeça dela quando está sozinha na casa. A mesma sofre bastante com seus pensamentos e memórias do passado o que acabaram tornando o que a mesma é hoje.

Novamente gostaria de agradecer a @KakauXx por ter feito essa capa maravilhosa!

E bom, é isso, espero que gostem!

Capítulo 3 - 911


Fanfic / Fanfiction The sweet taste of danger - Capítulo 3 - 911


 Meus passos são rápidos porém meu coração está batendo lentamente, sinto como se estivesse morrendo por dentro. Meu corpo parece afundar ainda mais fundo a cada dia que passa, essa sensação de vazio me faz querer que tudo acabe logo, que eu apenas deixe de existir. Tantas pessoas passaram por minha vida dizendo me amar e na primeira oportunidade me abandonaram sem pudor algum, é isso que elas dizem sentir pelas outras? Um amor sem nenhum sentimento, essa palavra apenas escapa por conveniência. Será que o amor não existe? Não, não posso ser tão egoísta comigo mesma, o amor existe, só está dando um tempo na minha vida. 


 Malditos mentirosos, malditos sorrisos falsos, malditas promessas, maldita falsidade. 


 Meu corpo está afundando e com ele está indo junto meus sentimentos e minha vontade de viver. Oh meu Deus, como pude chegar à este nível? Não sei para onde ir, para quem recorrer, o que sentir. Não tenho mais controle por meu corpo, ele está vazio, sem vida alguma. Minhas lágrimas trazem felicidade pra você? Minhas noites em claro onde me pergunto onde eu errei trazem seu sono? Minha tristeza... é a fonte da sua alegria? 


Acho que mesmo fazendo o certo, acabarei sendo a errada no final. Então por favor não se aproxime com palavras dóceis dizendo que tudo vai ficar bem pois não está, eu gritei, implorei por ajuda e você apenas tapou seus ouvidos para mim, por que agora será diferente? Enquanto você sorri e ignora minhas feridas, os gritos silenciosos de minha alma me consomem dia após dia. 


 Ora, porque não está mais sorrindo? Não se preocupe, nesse mundo você sempre será o herói, enquanto eu sou apenas a vilã. Mas por favor não se esqueça que assim como na história da chapeuzinho vermelho, o lobo sempre será mal se você escutar apenas a versão da chapeuzinho vermelho. 


 Um suspiro escapa de meus lábios enquanto levo a caneca de chocolate quente até meus lábios. Enquanto sinto o gosto adocicado do chocolate descer por minha garganta lembranças invadem minha mente conturbada. 


 Akemi : S/n e Diana! — minha mãe grita enquanto eu e minha irmã caçula corremos até sala, nos escondendo atrás do papai que havia acabado de vir para sala. — Paradas aí, nem pensem que vão escapar mocinhas! — diz séria enquanto caminha em nossa direção com uma espátula que estava com alguns resquícios de chocolate. 




 Roger : O que houve querida? — meu pai pergunta confuso enquanto nos puxa para frente. 




 Akemi : Elas comeram os biscoitos de chocolate que acabei de fazer, estavam quentes — suspira — Podiam ficar com dor de barriga sabia? — nós duas abaixamos a cabeça e as mãos grandes de meu pai afagaram nossas cabeças. 




 Roger : Não fique brava querida, tenho certeza que elas não fizeram por mal, afinal ninguém resiste a sua deliciosa comida — meu pai sorri bajulador enquanto assentimos rapidamente. 




 Akemi : Tudo bem — suspira e sorri — Bom, sendo assim porque não me ajudam a preparar chocolate quente? 




Pulamos animadas e minha mãe riu. 




 Roger : Tenho certeza que vão sair deliciosos, ninguém supera seu chocolate quente amor! — meu pai sorri e todos nós vamos a cozinha preparar o chocolate quente. Rendeu muitas risadas pois o papai era desastrado e acabava derrubando uma coisa ou outra, o que fazia a mamãe ficar vermelha de raiva, porém a mais velha acabava rindo do seu jeito desajeitado. 


 — Parece que hoje não poderei tomar seu chocolate quente mamãe... — suspiro e coloco a caneca na escrivaninha — Acho que passarei esse natal sozinha novamente — sorrio triste e encaro a neve cair da minha varanda. Saio do meu momento de distração assim que vejo pequenas pedras atingirem as portas de vidro da varanda, confusa me aproximo e abro a porta, desviando de uma pedra que quase acabou me atingindo. — Mas que merda é essa? — sussurro a apoio minhas mãos nas barras de ferro. Meus olhos crescem e minha boca se abre diversas vezes, estava completamente surpresa. — Yukine?! — encaro o garoto sorridente e quase sinto minha respiração acelerar. 


 O que ele está fazendo aqui? 


 — S/n! — acena animado e eu pisco os olhos atónita — Eu te chamei mas você não me ouviu, estava dormindo? Abre essa porta, quero entrar aqui tá frio — diz enquanto abraça o próprio corpo. Revirei os olhos e desci as escadas rapidamente, abrindo a porta. 


 — O que faz aqui Yukine? — questiono com uma sombrancelha arqueada e o mesmo sorri entrando na minha casa sem ao menos pedir permissão. 


 — Vim passar o natal com você! — exclama feliz e eu sinto um sorriso querer se formar em meus lábios porém rapidamente fico séria. 


 — Não precisa, pode voltar — disse fria e o mesmo encarou os próprios pés totalmente desconfortável. 


 — Mas eu quero ficar aqui com você… — ergue a cabeça e me encara — Não quero te deixar sozinha. 


 Uma risada amargurada escapa de meus lábios e eu me jogo de maneira preguiçosa no sofá enquanto o mesmo apenas caminha até a cozinha. 


 — Sinceramente você não mudou nada, continua bastante esfomeada — diz da cozinha e eu sorrio de canto — Para que tanto chocolate? Meu Deus! — suspira e eu apenas fecho os olhos. 


 Yukine mesmo morando longe faz o que pode para me ver, me liga todos os dias e manda mensagem. Enquanto eu apenas o ignoro. Ele é a única pessoa que ainda faz questão de me ter por perto depois que meus pais e minha irmã morreram. Posso ser grossa com ele e sempre tentar afasta-lo mas o que eu quero é que ele não sofra por mim, não sinta minhas dores. Ele merece viver feliz, não perder seu tempo com uma garota inútil como eu. 


 Meus pensamentos são interrompidos por um cheiro delicioso que invade minhas narinas. Me levanto e vou até a cozinha vendo que Yukine fazia a cobertura para os biscoitos que estavam no forno. 


 — Papai você derrubou todo chocolate no chão! — exclamo enquanto o mesmo coça a nuca sem graça — A mamãe vai nos matar! 




 Roger : Não se preocupe filha, vamos limpar isso antes que ela cheguei e fingiremos que nada aconteceu — diz e pega rapidamente uma vassoura. 



 Balanço minha cabeça tentou afastar essas lembranças da minha cabeça porém parece que isso não serviu de nada. 


 — Muito bem, agora irei te contar uma história — digo e minha irmã me encara atenta — Era uma vez uma princesa, ela vivia num Castelo enorme porém estava sempre sozinha, ninguém gostava da princesa, até que um dia um garoto muito bonito apareceu no Castelo e ensinou a jovem princesa que ninguém nesse mundo está sozinho. 




 Diana : E eles se casam e vivem felizes para sempre? — pergunta enquanto boceja. 




 — Sim, eles se casam e vivem felizes para sempre — sorrio e beijo sua testa. 




 Diana : Unnie, acha que vamos viver felizes para sempre? — pergunta e eu a encaro. 




 — Claro, viveremos felizes para sempre, hm? — afago seus cabelos — Boa noite pequena. 




 Diana : Boa noite — fecha os olhos — Te amo unnie. 




 — Eu também pequena — sorrio — Eu também. 



 Apoio minhas mãos na cabeça sentindo meus olhos marejarem. Que sensação horrível é essa? Meu coração está doendo e eu não consigo chamar Yukine, minha voz está silenciosa, as palavras ficaram presas em minha garganta. 


 Não, eu não quero sentir isso de novo

 

 Por favor não… 


 Saí da cozinha e subi as escadas, entrando no meu quarto rapidamente. Caminhei até minha penteadeira e peguei o death note sentido aquela dor me sufocar, não aguento mais isso, preciso parar! 


 Akemi : S/n nós vamos comprar seu presente de aniversário, não iremos demorar — diz e beija minha testa. 




 — Tá, eu te amo mamãe! 




 Akemi : Também te amo meu amor. 


 — Não… — digo sentindo as lágrimas escorrerem de meus olhos e deslizarem pela minha bochecha — Saiam da minha cabeça, saiam da minha cabeça — sussurro e com as mãos trêmulas abro o caderno e pego a caneta, assim que tento escrever meu nome nada sai, a caneta parecia estar sem tinta. — O quê?! 


 — Você não pode escrever seu próprio nome S/n, apenas um shinigami pode escrever o nome do seu portador — Kai surge e eu aperto o caderno em minhas mãos o encarando. 


 — Então escreva, por favor acabe com isso — suplico e ergo o caderno em sua direção porém o mesmo nega — Por que?! 


 — Não quero que morra S/n — diz sincero e eu me levanto sentindo minha cabeça doer. Eu não quero ser atormentada por essas lembranças todos os dias, não quero viver sem eles, não aguento mais sofrer, isso tem que acabar. 


 Em passos desesperados abro a porta de vidro e vou até a varanda, me apoiando nas barras de ferro. A brisa gelada faz meu corpo se arrepiar e eu não consigo saltar. Minhas pernas fraquejam e eu caio de joelhos no chão enquanto soluços escapam de meus lábios. Com as mãos hesitantes eu pego meu celular do bolso do meu moletom e disco o número rapidamente. 


 — 911,qual a emergência? — uma voz rouca soa e eu engulo o seco, não estava conseguindo falar. 


 — Por favor faça isso parar — sussurro embora tenha certeza de que a pessoa já tenha desligado pois demorei demais para responder — Acabe com minha dor, eu apenas quero morrer… — digo e fecho os olhos. 


 — Infelizmente não posso fazer isso, você tem que viver senhorita, por mais que doa, por mais que esteja sozinha apenas viva — o homem diz e eu abro os olhos surpresa — Ninguém merece ficar sozinho nesse mundo e você não está. 


 — Isso é mentira… — digo sentindo minha garganta arder enquanto lembro-me de novo daquelas palavras que havia dito para minha irmã, foram exatamente estas. 


 — Não, isso não é mentira — diz sério — Sou Jinyoung e te ajudarei a encontrar a felicidade novamente S/n.


 Meus dedos apertam o aparelho. 


  Encontrar… a felicidade? 


 



Notas Finais


E então, o que acharam?
Espero que tenham gostado! ❤


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