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História The sweetest medicine - Capítulo 5


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Notas do Autor


Olá gente.
Para quem não sabe, eu coloquei nas notas do autor do primeiro capitulo as regras oficiais do omegaverse, se tiverem dúvidas.

Tenham uma boa leitura e uma boa noite ><

Capítulo 5 - Capitulo 4


Todoroki estava arrasado. Tudo que queria era um beijo de Momo, como havia tido muitas vezes desde que se conheceram. Mas agora tudo estava acabado. Era a única área na sua vida que podia controlar, e que pensava estar estável, pelo visto pensara errado.

Momo se importava muito com seu pai, e com a opinião da família, eles eram uma família de farmacêuticos que realmente se importavam com melhorar as condições de saúde do país, e tinham uma relação boa entre si. Ela nunca iria continuar com ele sabendo que o pai não concordava. Shoto era um tolo, e gostaria de se esconder até esquecer o ocorrido, pensar que havia quase a obrigado à permanecer namorando com ele o envergonhava mais do que tudo o que fizera na vida.

Depois de ficar na sua sala, recostado na mesa pensando em tudo isso, resolveu ir atrás de Momo, pedir desculpas e dizer que entendia. E talvez arranjar algo para se ocupar, apenas para distrair a cabeça. Saindo da sala teve uma baita surpresa, Shinsou estava ali, parado no corredor, as olheiras que geralmente marcavam sua pele clara pareciam maiores, o que fez com que Todoroki prestasse atenção nelas pela primeira vez.

- O que está fazendo aqui? - Perguntou cruzando os braços, ainda lembrava do soco que ele havia lhe dado na barriga no dia anterior, graças a isso tinha ficado de mau humor. 

Shinsou estava paralisado, apesar de não esboçar nenhuma reação todo seu corpo estava mandando estranhos sinais vindos da marca. Uma queimação e formigamento intenso dominavam sua mão direita, ele mal precisava olhar para saber que o nome de Todoroki estava escrito nos nós de seus dedos. Fechou o punho e ajeitou a postura, iria passar por aquele momento com dignidade, ou o máximo que conseguiria fingir.

- Vim me desculpar. - Ele começou, a cabeça erguida e o maxilar duro. - Pelo outro dia.

Seus reflexos quase o fizeram mostrar o punho, o que evitou bem a tempo, e disfarçou colocando a mão no bolso da calça. Todoroki ergueu as sobrancelhas, em um questionamento mudo que fez Shinsou se sentir mais inquieto.

- Sem explicações. Só, desculpa. - Ele falou, pausadamente. Seus olhos, de duas cores diferente, olhando Shinsou de cima a baixo, parecendo estudar cada centímetro de seu corpo, deixando-o desconfortável.

- Sim, só desculpa. - Shinsou confirmou, balançando a cabeça. - E agora que terminamos. Tchau.

- E se eu não quiser te desculpar? - Todoroki perguntou, aquele sorriso irônico tomando seu rosto novamente, deixando Shinsou mais nervoso com a situação.

- Bom, isso seria bem desagradável pro projeto em que estamos trabalhando. - O outro deu o primeiro motivo que lhe veio à mente, com a voz calma, tentando soar convincente.

- Projeto que você mesmo já disse que eu não me importo... E que possivelmente nem nos permitirá cruzar caminhos tantas vezes assim. - Shoto balançou a cabeça, coçando a nuca. - Acho que não entendo porquê uma pessoa me insultaria, me criticaria e me socaria em um dia, e no outro dia viesse pedir desculpas por conta do projeto...

Os dois ficaram quietos, Shinsou pensava em como explicar logicamente a situação, sem contar a verdade. Até Todoroki dar de ombros e se aproximar ainda com seu sorriso no rosto, surpreendendo Shinsou.

- Tanto faz. Acho que não me importo tanto assim. - Seu sorriso aumentou com sua insinuação. - Acho que no fundo faz um pouco de sentido. Já notei que você se importa com essa pesquisa, só não sei porquê. Tudo isso está tão longe da nossa realidade.

- Não tanto quanto você pensa. - Shinsou murmurou. Todoroki franziu a testa curioso, mas deixou passar, por mais triste que ele parecesse naquele momento. - Acho que com isso resolvido, podemos começar de novo.

Os dois acenaram a cabeça.

- Talvez a gente se veja mais do que você pensa. Vou me voluntariar pra inspecionar as coletas. - Shinsou comentou, balançando o corpo sob os pés. - Claro que isso não é da sua conta, mas você disse que a gente não ia se cruzar...

Todoroki riu-se, surpreendendo o outro ao se aproximar mais e colocar o braço em volta dos ombros do mais alto. Shinsou começou a suar, um breve arrepio passando da nuca até o fim da coluna onde a pele de Todoroki acidentalmente roçou na dele no processo.

- Você é um cara engraçado Hitoshi Shinsou. - Os dois começaram a andar em direção à saída. - Acho que vai ser extremamente divertido te ter por perto.

Apenas duas camadas de roupa separavam as peles de ambos naquele momento, em uma área inofensiva do corpo dos dois, mas esse pequeno acontecimento estava sendo demais para Shinsou, que como o Ômega de Todoroki sentia como se seu cérebro estivesse mais sensível, e seu coração batendo em seus ouvidos, principalmente depois de ouvi-lo dizer aquilo tão perto. Se esquivou decidido do braço de Shoto e ficou de frente para ele, à uma distância segura.

- É... pode ser que seja. Acho que, hm, eu tenho que ir agora. Trabalhar sabe... - Shinsou se enrolou com as palavras, com pressa.

- Sei.

Shinsou se virou e saiu, respirando fundo uma ultima vez, o cheiro forte de Todoroki enchendo seus pulmões antes que fosse de fato embora, sentindo-se mais cheio de energia.

 

_Ω_

 

- Então você vai ficar no hospital, pela próxima semana? - Aizawa questionou, os braços cruzados, um sinal da sua irritação com a ideia. - E o que te fez ter essa brilhante ideia? Algo a ver com um garoto de cabelos meio coloridos?

- O que? Não!! - Shinsou abaixou seus hashis com tanta força que seu arroz espalhou pela mesa. - Mesmo que eu não alimentasse diariamente meu ódio por pessoas da laia dele, Todoroki Shoto ainda não seria uma opção. Credo.

- Então... Essa ideia tem a ver com a Alpha de farmácia?

- Ela é de Microbiologia tio.

- Então é ela. A garota de peitos grandes, não sabia que fazia seu tipo. - Aizawa agora estava claramente o provocando.

- Você vai começar todas as suas frases com "Então..."?

- Talvez. E aí, quando essa tensão sexual entre vocês começou?

- O que te faz acreditar de que existe uma tensão sexual? - Shinsou estava ficando irritado, sua voz subindo alguns tons, como um adolescente.

- Sua ceninha no quarto ontem me diz isso.

Aizawa ergueu as sobrancelhas, o desafiando a discordar das suas afirmações. Shinsou revirou os olhos, derrotado, não pelos motivos que ele imaginava, e voltou a comer do seu arroz.

- Só tome cuidado, que eu saiba ela é pretendente do Alpha Jr.

- Eles terminaram. - Levantou os olhos e viu a obvia surpresa do tio. - Fiquei sabendo sem querer hoje.

- Está mesmo interessado nessa menina hein. - O tio terminou de comer seu jantar, e com um ruído saído da garganta se recostou na cadeira. - Nunca pensei que iria chegar esse dia... Hitoshi, vamos falar sobre sexo!

- Pelo amor de tudo que é sagrado, não! - Shinsou quase engasgou, decidiu desistir de terminar seu jantar. - Nós já falamos sobre isso de qualquer forma.

- Falamos? Eu não me lembro disso. - Aizawa estava prestes a gargalhar, o encarando com os cantos da boca para cima. - Eu lembro de termos falado sobre suas necessidades na puberdade.

Shinsou escondeu o rosto com as duas mãos, desejando que uma divindade enviasse um raio que o matasse naquele instante. Ele sabia tudo o que deveria saber, o conhecimento que adquirira em livros e na internet era mais que o suficiente. Sem dizer que falar sobre esse assunto com os hormônios modificados seria uma tortura a parte.

- Só se proteja tá bom? - Aizawa ria em alto som agora, juntando suas louças. - E eu achando que como a insônia você também iria herdar minha orientação sexual. Decepção... Um hetero na família. Não podia ser pior. Só falta me dizer que quer namorar uma mulher Ômega.

- Já chega tio. - Shinsou se soltou, balançando as mãos entre os dois, querendo terminar aquele assunto de vez. - Eu entendi, tudo bem. Eu vou me cuidar.

O mais velho se levantou, indo lavar suas tigelas. Shinsou olhou para sua própria comida, desinteressado naquilo tudo. Sua garganta parecia estar se fechando de repente, guardar um segredo tão grande de seu tio era algo que não lhe agradava nem um pouco, ainda mais quando se lembrava de todos os sacrifícios que ele tivera que fazer para cria-lo.

- E essa faixa na mão? Aconteceu algo no hospital? - Aizawa voltou, secando suas mãos com um pano de prato.

- Eu queimei, com uma xícara quente... Estava me atrapalhando então enfaixei para trabalhar. - Shinsou tentou permanecer calmo, e sentiu seu corpo relaxar ao ouvir a concordância simples do tio, antes que este saísse da cozinha pequena.

Seria bom se a cura para a marca fosse descoberta antes que Aizawa descobrisse, ou ele o mataria, e mataria Todoroki. Suspirou e foi lavar suas louças.


Notas Finais


É isso pessoinhas.
Se cuidem.
Até mais ver!


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