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História The Sword and The Shield - Capítulo 16


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Notas do Autor


A demora foi porque estive ocupada assistindo She-Ra recomendo muito viu, tem lá na Netflix.

Imaginem o Arthur como o Charlie Hunnam, ele que fez o Arthur em Rei Arthur: A Lenda da Espada.

Capítulo 16 - Chapter XV.


— Sua demora em beijar a garota é patética.

Manon piscou, confusa, e olhou ao redor. Era a sala da Mesa Redonda, e lá estava Morgana sentada... Não na cadeira Pendragon, mas a Black, pois a cadeira Pendragon estava ocupada por um homem loiro, de olhos avelã - muito parecido com os de seu pai, aliás - e alto, com 1,85 provavelmente, ombros largos. Vestia típicos trajes antigos, uma túnica vermelha com bordado dourado, e em sua testa tinha um diadema escura com rubis. Era Arthur Pendragon, seu ancestral.

— Olá, minha filha. — disse o homem. — Ignore Morgana, ela tem estado chateada.

— Chateada? — repetiu Morgana. — Chateado ficara você, Arthur, quando eu terminar.

— Você está chateada hoje, Morgana, admita.

— Olha aqui, seu

— Oi, vocês dois. — interrompeu a ancestral. — Morgana, a gente se viu ontem, eu não tenho nem mais um descanso? E — continuou apressada, pois a ancestral ía falar. — eu estava em um sonho realmente muito bom, Morgana, o tipo de sonho que a gente não deixa, está me entendendo?

— Você estava tendo um sonho erótico?

— Morgana, você tirou a menina de um sonho erótico? Você realmente é tão terrível tanto retratam.

— Não era um sonho erótico.

Os dois a olharam, ambos céticos; Morgana tinha até a sobrancelha arqueada, mas Arthur meramente parecia debochado. Rolou os olhos e foi até a cadeira Potter.

— Aham, sei. — disse o rei. — Sou Arthur, a propósito, Arthur Pendragon.

— Estou ciente. — diz. — Então, por que atrapalhou meu sonho decidamente não erótico, Morgana?

— Conversar, oras. — respondeu a ancestral. — A dei uma missão, como vai?

— Isso foi ontem. — respondeu. — Passei o dia bebendo, porque é o que fazemos no Ano Novo, Morgana, enchemos a cara. Não sei como eram as coisas quinze séculos atrás, querida, mas ninguém planeja tomar um trono no Ano Novo. É feriado! E hoje também, aliás.

— Não pode relapsar seus deveres só porque é Ano Novo, garota.

— Roma não foi construída em um dia, sabia, garota?

— Eu tenho mais de mil e quinhentos anos, garota

— Vocês sempre brigam assim?

— Arthur — suspirou Morgana, exasperada. — Não se intrometa.

— Sim. — respondeu. — Satisfeita com o andamento? Não, que pena, agora me manda de volta para meu sonho.

— Era definitivamente erótico. — disse Arthur.

— Pela milésima você, não era erótico.

— Essa é apenas a terceira vez que diz que não era erótico, não milésima. — apontou Arthur, e Manon rolou os olhos.

— Era uma hipérbole. — disse, entredentes, sentindo imensa vontade de se transformar e arrancar o olho do ancestral. — Agora: mais alguma coisa, ou posso ir embora?

— Não seja rude, querida, tome um assento, por favor, temos muito a conversar. — disse Morgana, displicente, e tornou a rolar os olhos. — Como está a pesquisa para retirar a Horcrux do jovem Hardwin?

— Interessante, mas lenta. — respondeu, de má vontade, e sentou na cadeira Potter. — Não saberia, saberia?

— E por que — perguntou Morgana. — se supõe que eu saberia?

— Você é Morgana Le Fay. — respomdeu em tom de obviedade, como se Morgana fosse idiota por sequer indagar. A ancestral meramente arquou a sobrancelha, suspirou: — E tem mil e quinhentos anos, e é uma das bruxas mais poderosas nascidas na história. De fato, consigo pensar somente em outras duas tão poderosas quanto você, cara ancestral.

— Oh, e quem seriam? — perguntou Arthur, animado. — As bruxas?

Olhou com estranhamento para o ancestral, que nem de longe parecia como - um rei ou uma pessoa - do século V.

— Nimue e Circe, mas não tenho nem uma, nem outra, então, Morgana...

— Por acaso, eu não saberia. — respondeu a ancestral, passando o dedo de unha bem cuidada - quem seria o manicure naquele esquisito Além-Mundo? - pela sobrancelha, suspirando. — As Horcruxes foram inventadas bem depois que o mundo tristemente perdeu meu brilho ofuscante, portanto...

— E como é que sabe das Horcruxes, então?

— Afetam diretamente meus descendentes. — a ancestral tornou a suspirar. — Portanto...

— Você sabe. — assentiu. — Então, alguma dica de contemporâneo das Horcruxes, sabe, para dar uma ajuda a sua herdeira aqui?

— Salazar Slytherin. — respondeu Morgana. — Se tem alguém que olharia para isso, seria Lorde Salazar.

— Rowena Ravenclaw e o jovem Godric poderiam ter algo a dizer, também. — contou Arthur. — O jovem Godric era excepcional em magia defensiva, e Lady Rowena gostava de saber tudo... Ela era uma fofoqueira tão boa quanto era bruxa, dizem os rumores.

— Por rumores ele quer dizer Aine. — disse. — E que ele próprio é um fofoqueiro, como Aine também o é.

— Fofoqueiro não, Morgana, comentarista de boatos. Há diferenças.

Morgana somente erguera a sobrancelha, claramente debochando do irmão mais novo. Eram irmãos, meio-irmãos, mas eram diferentes como o dia e a noite. Arthur era largo e alto, com o corpo de um guerreiro, os cabelos loiros e profundos olhos da cor de avelã, ostentava barba por fazer e sorria com facilidade; vestia-se, também, como faria um guerreiro da alta nobreza como ele, em calças escura, botas, a túnica vermelha e dourada, a coroa - não a coroa de Rei se Albion, mas ainda uma coroa, provavelmente a do cotidiano - casualmente na cabeça, a postura relaxada, mas confiante. Morgana, no entanto, era baixa e pequena, com a pele alabastro e os cabelos tão negros quanto a noite, os olhos verdes - e eles variavam o tom como o seu, e naquele momento, eram cinzentos - e o rosto de feitiços arrogantes, a mandíbula afiada que claramente sua linhagem Black perpétuou, tinha as feições, também, duras, como se sorrir fosse tão raro quanto o Cometa Halley; suas roupas eram projetadas para sensualidade e autoridade, e também a sua postura, confiante e dura, e tinha o olhar também: Morgana te olhava como se estivesse calculando a maneira mais rápida e dolor de te matar. E, no entanto, suas sensações eram quase idênticas, ambas quentes e cheias de fogo, mas enquanto o fogo de Arthur era como a respiração de Balerion, o Terror Negro - de derreter pedra e rápido - mas controlado, o fogo de Morgana era como a lava de um vulcão, lenta e letal.

Infelizmente, Manon foi obrigada a manter-se na companhia dos irmãos por mais tempo, felizmente liberada depois do que pareciam horas de discutir com Morgana e assistir Morgana descutir com Arthur. Infelizmente, também, não retornou ao sonho anterior.

O primeiro dia de 2022 tinha de tudo para ser ótimo, mas Morgana conseguira estragar, é claro. Levantou-se irritada - também ajudou que Daphne tivesse desaparecido da cama - e desceu irritada, usando a familiar centelha que era a magia de Harry guia-la para a sala de jantar onde estariam tendo o café da manhã - ou brunch. Por serem gêmeos, suas magias eram bastante semelhantes, como de Morgana e Arthur, mas haviam as diferenças. Manon era puramente fogo, como una tormenta de fogo, ardendo e queimando, uma verdadeira tempestade onde a chuva era feita de fogo, os raios eram feitos de fogo e até o vento era feito de fogo. Harry, por outro lado, era um furacão, cheio de ar de tirar o ar dos pulmões e selvagem, uma avalanche de destruição por toda a parte.

Junto a magia do irmão, identificou as de Hermione, Daphne e Draco também. Hermione era um tipo diferente de fogo, ardente e eterno, como fogomaldito, estalando e crepitando. Draco era um incêndio, e crescia e diminuía conforme suas emoções, mas era principalmente controlado, muito por causa da magia Malfoy, de ordem terrena, mais serena. E Daphne... Daphne é um tornado feito de fogo e ar, girando e girando, cada vez mais quente e mais rápido.

— Sinto o seu ódio daqui. — comentou Draco, com o cenho franzido.

— Que é que aconteceu? — indagou Harry, de cenho franzido.

— Nada. — respondeu, puxando a cadeira para sentar.

— Sei... — resmungou o irmão.

Em silêncio, se serviu, mentalmente parabenizando os elfos de Hermione, pois eles eram ótimos cozinheiros. Estava na metade das panquecas quando a porta se abriu e entraram Astoria e Fleur, seguidas por Theo. Os três rapidamente sentaram, murmudando "bom dia" quase em conjunto. A adição dos três a mesa a fez olhar para suas magias: Astoria era muito parecida com de Daphne, pois eram irmãs, mas Astoria era mais um vendaval. E Fleur, claro, também tinha ar e fogo, bastante semelhante á magia de Daphne. Theo, por outro lado, era uma tempestade, com direito a raios e trovões.

Manon ignorou a conversa e, ao terminar, se retirou murmurando desculpas. Retornou ao quarto de hóspedes em que dormiu, agora imaculado; as roupas deixadas no chão na noite passavam sumiram, e a cama bagunçada - não do jeito que Manon gostaria - estava arrumada á perfeição. Abriu a pequena mala e tirou o que precisaria, entrando no banheiro; o bamho foi rápido, e saiu vestida, pronta para retornar á Cair Griffin e dormir pelo resto de suas férias; desejava, mais que tudo agora, relaxar. Pensaria nas missões somente depois de retornar a Hogwarts.

As coisas rapidamente se ajustaram na normalidade conhecida uma vez que retornaram á Hogwarts, e Manon se manteve atenção ao Lestrange e a MacKinnon; o menino Lestrange foi facilmente encontrado em sua própria mesa, era um garoto bonito e alto, com os fios lisos e negros e olhos azuis-escuros, na típica aparência dos Lestrange, Manon o conhecia, é claro, era Corvus Bole, primo de Lucian Bole, antigo Batedor do time da Sonserina. A menina MacKinnon, entretanto, foi um pouco mais difícil, e Manon a encontrou somente no final de fevereiro, quase um mês depois de encontrar o próximo Lorde Lestrange; a menina era uma grifinória do quinto ano, e tinha a típica aparência dos MacKinnon: cabelos dourados e olhos azuis glaciais, muito bonita. Perguntou a Hermione da menina, e a melhor amiga do irmão tinha praticamente um dossiê sobre a garota; seu nome era Kristen Maclean. Depois de uma rápida pesquisa, Manon descobriu que o irmão de Marlene MacKinnon, madrinha de irmão e melhor amiga da mãe, Conan MacKinnon, estava noivo da trouxa Kristen Maclean; Conan morrera duas semanas antes do primeiro aniversário de Harry e Manon, junto á Marlene e todos os MacKinnon, exceto pelo bebê, que estava alegremente ignorante que era a Lady MacKinnon, a Chefe de uma Casa Mais Antiga e Mais Nobre, um membro da corte Manon.

Ela começou a planejar.

Março foi um mês agitado, começando no primeiro dia do mês, quando Ronald Weasley foi parar na enfermaria por envenenamento; antes disso, o garoto tinha comido bombons que eram destinados para Harry, e os bombons estavam embedidos de Poção do Amor. Manon se viu muito grata, pois agora ela tinha bons motivos para pegar Romilda Vane pelo pescoço e efetivamente a intimidar, pois parecia que a fofoca espalhada por Draco não tinha dado os efeitos... Pelo menos não em Romilda Vane. Outra consequência do envenenamento de Ronald foi seu término com Lavander Brown, algo que Hermione lamentou.

— Eu estava gostando. — argumentou ela, na noite seguinte ao grande drama, quando se encontraram na Câmera Secreta. — Quando minha raiva por ele saiu, encontrei a hilaridade em Lavander o chamando de Won-Won. Você não?

Manon tinha. Assim como 65% da escola. Todos lamentaram muito.

Grifinória foi massacrada pela Lufa-Lufa no jogo dias depois, para grande alegria de Manon. No entanto, para sua infelicidade, o irmão acabou por realizar a visita anual na Enfermaria, pois Comarc McLaggen, que entrou para o time depois do massacre de novembro - o acertou com um Balanço durante o jogo. Manon foi muito feliz realizar uma pequena vingança em McLaggen, e o babaca passou três dias na Enfermaria depois que o irmão a deixou.

Dumbledore continou com suas "aulas" com o irmão, e finalmente havia lhe contado das Horcruxes, e Harry provou-se um bom ator. O diretor imcubira Harry de adquirir as verdadeiras lembranças de Horace Slughorn do dia em que ele contara ao jovem Tom Riddle, e Harry, claramente, procrastinou; foi só lá no final de Abril que, com a ajuda da Felix Felic emprestada de Manon, que o irmão conseguiu a memória depois de ficar bêbado com Slughorn e Hagrid no velório da acromantula Aragoge.

Os dias foram se passando, a Sonserina ganhou todos os seus jogos e liderava o campeonato, e Harry fazia um bom trabalho recuperar a equipe dos dois primeiros fracassos; ainda havia um déficit nos aros, mas Harry compensava como apanhador e Ginerva como artilheira. Maio chegou e a Sonserina esmagou Grifinória, ganhando pelo segundo ano consecutivo. Uma grande festa foi dada nas masmorras, e Manon ficou tão bêbada que só foi lembrar como acabou na cama de Melissa King depois de cinco canecas de café e uma Poção para Ressaca. Foi uma grande noite, apesar das duas estarem realmente muito bêbadas; como diabos elas acertaram enfiar o dedo na buceta da outra era um mistério qual Pansy decidou horas para descobrir.

Junho chegou e, quanto mais as semanas passavam, mais tensa Manon ficava. A qualquer momento, iria acontecer; Graham havia avisado que aconteceria a qualquer momento, e Manon estava mais paranóica do que de costume, como observado por Blaise uma noite no meio do mês. Finalmente, os piores pesadelos de Manon se confirmaram no dia 30, quando o irmão deixou Hogwarts com Dumbledore para caçar Horcruxes, e deixou todos de sobreaviso, e por todos Manon referia-se a Hermione, Ronald, Ginerva, Luna e Neville. Era meio da noite quando a Ligação Gemini fez Manon deixar as masmorras e selar a passagem, e atravessar o castelo para fora, o coração disparado enquanto procurava pelo irmão.

Era uma batalha campal, ela viu ao chegar a Torre de Astronomia. Haviam Comensais para todo o lado, e os amigos dos irmãos e membros da Ordem - Nymphadora e Moony, ela os viu de relance enquanto corria - lutavam contra, até que avistou as vestes ondulantes e negras de Snape, correndo em disparada com os garotos nos calcanhares. Quis ir atrás do professor e colegas, mas seus sentidos gritaram e virou-se, de varinha erguida, pois Greyback - Greyback!, pensou, horrorizada - derrubava o irmão; o atingiu, e o corpo de Greyback voou pelos ares. Olhou por todo o corpo do irmão rapidamente, e ao ver que estava pelo menos fisicamente bem, girou nos calcanhares, atacando Amycus Carrow, que ria enquanto duelava com Ginerva; como Greyback, Carrow também voou, batendo na parede por de trás de Ronald, Moony e tia Minerva, todos enfrentando um Comensal, e mais além estava Nymphadora duelando com Thorfinn Rowle. Não se atentou a mais ninguém, pois Harry havia disparado, e Manon correu atrás do irmão; passaram por um grupo de lufanos, mas não deram-lhe atenções, continuando a correr para fora. Chegaram aos jardins para ver Hagrid tentando retardar os Comensais, alguns dos quais pararam para lutar, mas Snape e os garotos continuavam a correr para os portões. Deixou que Harry tentasse e falhassem em pegar Snape, se concentrando nos outros Comensais, e os capturou, deixando-os desacordados e amarrados no jardim.

Virou-se para assistir um hipogrifo acertar Snape na cabeça, e riu enquanto assistia ao professor correr. Voltou-se para a casa de Hagrid, que pegava fogo, e com um movimento de pulso, água saiu da varinha, extinguindo as chamas. Somente meio escutou a conversa do irmão com o meio-gigante, e saiu atrás dos dois, pois Hagrid não acreditava que seu precioso Dumbledore estava morto, ou que Snape o traíra; se ao menos soubesse, pensou distraída, sentindo uma pontada de pena do homem. Dumbledore lhe era um pai, Manon percebia, fora ele quem lhe dera um emprego quando mais ninguém faria, e também lhe dava a confiança e lealdade inquestionável; tanta confiança e lealdade, que sequer pensava ser possível que Snape tivesse o matado, pois Dumbledore sempre atestara a completa e inabalável confiança em Snape. Se ao menos soubessem de que era planejado.

Abraçou o irmão por trás quando pararam do lado do corpo de Dumbledore, de braços e pernas em ângulos estranhos. Confortou o irmão, pois apesar dos pesares, dos males que Dumbledore os fez - dos males que Dumbledore fez a Harry - o irmão o amava como amava a um avô, e Manon jamais seria capaz de desrespeitar os sentimentos do irmão. Nada sentia com a morte de Dumbledore, era um vazio, e não do tipo de vazio que sentira quando perdera Sirius um ano atrás; o vazia depois da morte de Sirius era letárgico, seu cérebro reagindo para protega-la do trauma de perder o tio amado, mas o vazio de agora era originário somente da sua indiferença para com o velho. O odiava, mas também não se felicitava com a morte do homem.

Levou Harry para a Enfermaria, o irmão agarrado a si e silencioso, como ela estivera depois da morte de Padfoot. A Enfermaria estava apinhanda de gente: Moony, Nymphadora, Hermione, Luna e Neville, havia também Weasleys para se perder de vista e Fleur, sentada do lado de uma maca onde estava um homem de cabelos ruivos, e todos os Weasley apinhavam-se ao redor; lembrou-se de Ginerva comentando que o irmão fora ferido em batalha, tranquilizando Harry enquanto iam para a Enfermaria. As vozes estavam no fundo de sua mente, somente entreouvia Harry dar as notícias: de que Dumbledore estava morto, e Snape o matou. Olhava para Bill Weasley, o mais legal dos irmãos Weasley, segundo Harry dizia; o legal Bill Curse-Breaker, que morava no Egito e tinha bons conselhos sobre tudo... Acariciou a nuca do irmão e olhou-o nos olhos, Harry assentiu e Manon de desprendeu, andando até a maca de Fleur. Ficou do lado de Madame Pomfrey e, com cuidado, começou a tratar das cicatrizes de Bill, cuidadosamente cuidando uma a uma; a magia fluía livremente em seus dedos, muito diferente das outras vezes, foi-se o vermelho da cor do sangue, via-se azul claro como o céu numa tarde de verão. Era magia curativa, de natureza caótica e primordial, e aprendera com Morgana, naqueles longos sonhos diários.

— Pronto. — sussurrou. — As cicatrizes serão finas... Acredito os únicos efeitos serão um gosto por carne mal passada e uma inquietação na lua cheia.

— Obrigada.

Sussurrou Fleur, e Manon sorriu fraco para a prima da melhor amiga. Afastou-se, retornando para Harry, e tornou a abraçar o irmão, ainda olhando para Fleur e Bill. Eram como Harry e Hermione, como Theo e ela, mais irmãos que amigos. Quando tia Minerva chegou e soube das últimas, parecia ter esquecido completamente a compostura, pois imediatamente puxou os dois para um abraço. Dado momento, Nymphadora verbalizou a perguntava que atormentava todos:

— Por que Snape matou Dumbledore?

Manon ponderou se contava ou não, e decidiu por ficar em silêncio. Contaria ao irmão, mais tarde, mas não ali, não para todos. Snape matara Dumbledore como lhe ordenado pelo próprio, e agora beijava a barra das vestes do assassino de sua melhor amiga de infância... Manon não deixaria que seu sacrifício, quase pequeno comparado ao que havia feito com Harry, fosse em vão. Manteria os segredos de Snape, e impediria que o irmão chamasse o sobrinho de algo tão traumatizante quanto Albus Severus. Deixou que o irmão conversasse, aos cochichos, com Ronald e Hermione, e o levou não para a Torre da Grifinória, mas para as Masmorras da Sonserina, como fizera no ano passado. Traumas, tantos traumas Harry tinha, e era só um garoto de dezesseis anos; nos últimos seis anos, já havia testemunhado três mortes e sua vida estava... Estavam sempre em perigo, e agora pioraria, pois Dumbledore era a parede que protegia o Ministério de Voldemort e agora... Era questão de tempo até que Voldemort sentasse um de seus homens no gabinete do Ministro da Magia. Ela tinha que acelerar tudo.

Enfiou Harry na banheira e chamou por um elfo, solicitando roupas e chocolate quente para o irmão, e sentou-se no banco, puxando o telefone. Digitou primeiro o número de tia Augusta, e esperou ansiosa a tia-avó atender.

— Manon?

— Dumbledore morreu. — foi objetiva. — Bloqueie todas as propriedades Potter, e Longbottom também, temo... Mande Algie e Enid para fora, imediatamente, e vá para Cair Griffin... A Casa de Potter está oficialmente em guerra declarada contra Voldemort e seus Comensais da Morte. Chamarei ás armas, como... A Rainha de Albion, e quero a Casa de Longbottom do meu lado, ombro a ombro. Posso contar com a Casa de Longbottom?

— A Casa de Longbottom atenderá o chamado de armas de Sua Majestade, a Rainha de Albion.

— A vejo em breve, tia.

Tia Augusta se despediu e Manon discou o número de Alphard, a conversa foi semelhante, mas mandara o primo bloquear todas as propriedades Black e evacuar todos os Black para Cair Griffin. Daphne estava sentada em sua cama quando entraram, os olhos turquesa e dourado arregalados e alertas. Contou para a melhor amiga enquanto ajeitava o irmão na cama, e a loira se juntou a ela, e os três dormiram juntos.

Todas as aulas foram suspensas, todos os exames adiados. Alguns estudantes foram retirados às pressas de Hogwarts, pelos pais, nos dois dias que se seguiram - as gêmeas Patil partiram antes do café na manhã após a morte de Dumbledore, e Zacharias Smith saiu do castelo acompanhado pelo arrogante pai. Houve alguma excitação entre os alunos mais jovens que nunca tinham visto aquilo, a carruagem azul-clara do tamanho de uma casa, puxada por doze enormes palominos alados, que surgiu no céu, no fim da tarde, antes dos funerais e aterrissou na orla da Floresta. Manon observou de uma janela uma mulher gigantesca e bela, de pele morena e cabelos negros, descer os degraus da carruagem e se atirar nos braços de Hagrid, que a aguardava. Entrementes, uma delegação de funcionários do Ministério, inclusive o próprio ministro da Magia, foi acomodada no castelo. Harry evitava diligentemente o contato com qualquer de seus membros; tinha certeza de que mais cedo ou mais tarde tornariam a lhe pedir contas do último passeio de Dumbledore fora de Hogwarts. Como no ano passado após a morte de Sirius, Manon não deixou que o irmão lhe escapasse dos olhos, e novamente Harry morou nas masmorras; Daphne também não deixou seu lado, como no ano passado, e o mesmo fizeram Draco, Theo, Pansy e Blaise. Os amigos de Harry eram também uma presença constante, e Manon sabia que o irmão tirava forças de sua presença, e também da de Hermione. Visitas á Enfermaria foram, infelizmente, regulares pelo tempo que o primo passara lá, e Bill fizera questão de lhe jorrar com agradecimentos, e a Sra. Weasley fez o mesmo.

Na noite antes do funeral de Dumbledore e a partida de Hogwarts, todos se reuniram na Sala Precisa, todos de serias feições. A guerra tornou-se real, haviam passado o ano somente vendo mortes pelo jornal, mas agora, com os Comensais infiltrados em Hogwarts, prestes a saírem...

— Era falsa. — disse Harry, repentinamente. Manon o olhou, arqueando a sobrancelha. — A Horcrux na caverna, era falsa... Alguém tinha pego antes... Um tal de R.A.B.

Tirou do bolso, então, um medalhão pequeno junto a um pedaço de pergaminho, e a entregou. Distraidamente, ouvia reclamações de Ronald por mostrar ali, na frente deles. Na frente de Pansy, Daphne, Theo, Blaise e, sobretudo, Draco. Achou satisfatório o barulho de pancada e o grito de dor que se seguiu, Hermione havia cuidado do amigo socando-lhe. Ergueu o medalhão e, então, a nota; a letra estava apressada, mas era elegante e floreada, o tipo de letra dos augustos. Passou a nota para Draco, sentado na sua esquerda.

— R.A.B.... — sussurrou o primo. — Onde antes eu ouvi R.A.B.?

— Me é familiar também. — contou. — Vamos ver... Comensal da Morte, sabia de Horcruxes... R.A.B....

— O irmão de Sirius não era Comensal da Morte? — disse Daphne, pulando de pé repentinamente. Todos se voltaram para a loira, que corria até uma parede. — Uma das primeiras coisas que aprendi foram as árvores genealógicas das demais Mais Antigas e Mais Nobres, os Black, claro... E o Regulus Black era o prometido de minha tia, Daphne, ela morreu quando mamãe ainda estava grávida... Regulus era Comensal, o mais jovem marcado, aos dezesseis, morreu inesperadamente no verão depois de sair de Hogwarts, em 2004, minha tia seguiu depois, em janeiro de 2005, de suicídio. Ela estava grávida, o bebê não foi salvo, claro, ela estava de seis meses.

Manon se levantou e aproximou-se, pois a árvore genealógica das últimas oito gerações Black surgira na parede. Os olhos de Manon foram para a base, onde estava o avô biológico e, abaixo, os tios - Sirius Orion Black III (n.03-11-1986, m.18-06-2021) e Regulus Arcturus Black II (n.27-08-1988, m.20-08-2004). Sem querer, seus olhos correram para onde deveria estar mãe e a avó e, com um assombro, percebeu que ali estava a mãe - Lily Elizabeth Evans-Potter (n.30-01-1987, m.31-10-2006). O pai estava ligado a mãe e, abaixo deles, estavam ela e Harry.

— Harry, por que sua mãe aparece como filha do pai do Sirius nessa tapeçaria? — escutou Ginerva perguntar.

— Ahn...

— Mamãe é filha do pai de Sirius. — respondeu, pois o irmão não tinha palavras. — Obviamente, como a tapeçaria mostra. Mas esse não é o ponto.

— Temos uma pista. — disse o irmão, finalmente encontrando a voz.

— Sim. — assentiu. — Conversarei com os elfos Black quando estivermos em casa.

— Temos uma pista de uma, duas já foram, faltam as outras. A Taça de Hufflepuff, o objeto de Ravenclaw e a cobra. — escutou Ronald dizer.

— Na verdade... A Taça já foi destruída. — contou Daphne. — Fomos a Gringotes no primeiro final de semana de Hogdmeade no ano passado, e Manon destruiu a Taça.

— E tem eu, ainda. — sussurrou Harry. — Achou alguma coisa?

— Na verdade, sim. — assentiu. — Faremos o ritual em casa...

A viagem de trem para King's Cross correu silenciosa e austera, e no mesmo tom foram as despedidas na Plataforma 9¾. Alphard, tia Augusta e Narcissa os esperavam, e Manon partiu com o irmão, Theo e os primeiros para Cair Griffin, onde estavam todos os Black, e os poucos Longbottom, até mesmo Nymphadora. Pelos próximos dias, seguiriam mais gente: Daphne, Hermione e Pansy se juntariam na manhã seguinte, depois de se resolverem com suas famílias.

Ao chegar em Cair Griffin, Manon imediatamente se dirigiu ao escritório para reforçar as alas na propriedade, e nas demais. Todas as propriedades Black, Potter e Longbottom estavam em bloqueio, e amanhã, quando Daphne chegasse, também estariam as propriedades Greengrass. Até lá, ela só podia esperar que permanecessem incólumes.

Permaneceu em silêncio a maior parte do dia e, ao anoitecer, levou o irmão não para o quarto, mas para uma sala nos níveis inferiores do castelo. Era uma câmera grande, de paredes arquradas e quase tão grande quanto o menor dos salões de baile do castelo - e o menor era quase do tamanho do Salão Principal de Hogwarts. Mas aquela câmera não era um salão de baile, e suas paredes e piso estavam esculpidos de runas... Uma câmera cerimonial, para se fazer rituais. Manon deitou o irmão no meio do salão, acendeu as velas espalhadas e começou a tirar do irmão o pedaço da alma de Lorde Voldemort.

Afinal, o Escudo não podia carregar máculas.



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