História The Taste of Your Lips - Capítulo 3


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Haechan, Jaehyun, Johnny, Mark, Taeyong, Ten
Tags Abo, Alfa, Jaeyong, Johnjae, Johnten, Markchan, Markhyuck, Ômega, Taeten
Visualizações 351
Palavras 1.374
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Postando correndo porque o mundo está desabando em forma de chuva por aqui.

Capítulo 3 - Capítulo II


Quando Johnny finalmente chegou do trabalho em casa, Ten havia acabado de tomar um banho. Vestia uma calça de moletom e uma camisa branca com a toalha nos ombros. Não tinha mais marcas de choro pelo rosto, mas ainda tinha uma expressão triste. Havia pensado bastante durante o banho, por isso não havia sequer notado a hora passar. Lembrou-se de tudo o que passou com o Lee, desde os tempos de escola até o fádico dia em que foi deixado. Era doloroso pensar naquilo, sentia o amargo sabor da desilusão e decepção. O ômega queria mais do que nunca que as coisas tivessem sido diferentes, ou que pelo menos, já tivesse realmente superado tudo. Taeyong havia deixado uma cicatriz profunda demais, uma dor latente demais.

 

Ten sorriu quando viu o mais velho chegar na cozinha. Deixou-se ser abraçado pelo americano, sentido aquele cheiro que sempre lhe trazia calma. Riu quando teve os fios negros balançados em um carinho gostoso. Johnny sempre era assim, carinhoso em todos os seus toques.

 

– Eu vou tomar um banho e fazer o jantar. – Sorriu e beijou-lhe a testa.

 

Chittaphon sentia-se melhor na presença dele. O Seo não precisava de muito para arrancar-lhe um sorriso.

 

(…)

 

O tailandês estava sentado em um banco, em frente ao balcão da cozinha. Observava Johnny cozinhar em silêncio. Não era bom cozinhando, preferia observá-lo do que fazer alguma bobagem e consequentemente atrapalhar o mais velho. Estava perdido em pensamentos, em tudo que havia acontecido mais cedo. O alfa dividia a sua atenção entre a macarronada que fazia e Ten, notando como o menor parecia estar incomodado com algo.

 

– Aconteceu alguma coisa? – Questionou enquanto despejava a massa no escorredor.

 

Chittaphon em muito agradecido por ter o Seo na sua vida. Por mais que soubesse que poderia falar de tudo com o alfa, não queria preocupá-lo ainda mais, principalmente com aquele assunto.

 

– Está pensando demais, já sei que é alguma coisa séria. – A voz do mais velho o despertou dos seus pensamentos. Era incrível como o americano conseguia interpretar os seus sentimentos e expressões de forma tão clara. – É sobre ele? – Arriscou. Sabia que Taeyong ainda era um assunto delicado e difícil para o tailandês, e o fato de Ten ter desviado o olhar, era a confirmação. – O que ele fez?

 

Suspirou, pois sabia que não teria como fugir daquela pergunta. Era um livro aberto quando se tratava de Johnny.

 

– Donghyuck esteve aqui hoje. – Observou Johnny deixar a massa de lado e sentar-se a sua frente. – Ele trouxe o convite do casamento. – Sorriu lembrando da alegria do Lee mais novo, mas logo perdeu a expressão feliz.

 

– E ele estará lá, afinal, ele é o irmão mais velho de Mark. – Concluiu o alfa.

 

Johnny odiava ver aquela tristeza estampada de maneira clara, odiava Taeyong por tudo que havia feito Ten passar, e principalmente, odiava saber que não era o suficiente para suprir aquela falta. Abraçou o corpo menor com carinho e cuidado, desejando que aquele sentimento ruim passasse, que fosse embora para sempre. Tocou os fios sedosos como sabia que ele gostava, queria acalmá-lo.

 

– Mark entenderá se não quiser ir. – Sussurrou rente aos fios escuros.

 

– Não. – Prontamente negou. – Não é justo com eles…Jaehyun sugeriu que eu fosse com alguém, mas não quero ir com um estranho. – Murmurou contra o peito do alfa.

 

– Eu vou com você. – Johnny respondeu um tanto animado com a ideia. – Eu vou como o seu namorado.

 

– O que? – Perguntou constrangido com a ideia.

 

– Será mais convincente, além de que, terei um motivo para socar o Taeyong se ele se aproximar demais. O que acha? – Johnny não escondia a expectativa.

 

Ten mordeu os lábios com uma expressão pensativa. Não queria ir com qualquer um, sentia-se bem ao lado do alfa, a maioria acreditava que tinham um relacionamento. Realmente seria mais convincente, mas ainda não achava justo.

 

– Johnny, assim nenhum ômega vai querer se aproximar de você. – Expressou algo que guardava para si a muito tempo.

 

Aquela proteção toda do Seo afastava qualquer ômega que pudesse se interessar pelo americano. Ten queria vê-lo sorrir e ser feliz ao lado de alguém, por mais que gostasse de todo aquele carinho que lhe era dedicado, sabia que um dia teria que ir embora e deixá-lo seguir em frente.

 

O alfa suspirou, porque ele não queria outro ômega. Tinha plena consciência de que afastava qualquer possível aproximação quando estava com Ten. Não podia evitar de ser protetor com o tailandês. Estava indeciso sobre o que deveria fazer, aquela poderia ser a sua última chance.

 

– Já existe uma pessoa. – Segurou as mãos do menor, estudando a sua expressão surpresa. – Só que essa pessoa ama outro alfa. – Johnny agradeceu por Ten não ter notado o seu tom amargurado. – Fingirmos estar em um relacionamento, vai ser uma forma de mostrar a essa pessoa que eu sou diferente.

 

– Essa pessoa estará no casamento? – Indagou, curioso.

 

O tailandês não sabia como deveria reagir aquela informação. Sentia-se um péssimo amigo por nunca ter desconfiado que havia alguém no coração de Johnny. O único problema, era aquele sentimento estranho que se apossava do seu interior. Por que sentia-se estranho só de imaginar o alfa com outro? Seria egoismo querer que o Seo permanecesse ao seu lado.

 

– Sim. – Respondeu. – Então, aceita a minha ideia? – Tinha expectativa em seu tom.

 

Chittaphon notou como Johnny esperava por uma resposta positiva, se aquilo o ajudaria com a tal pessoa, ele não poderia dizer não para o amigo que mais o ajudou.

 

– Tudo bem. – Sorriu ao vê-lo abrir um dos seus lindos sorrisos.

 

Voltaram a se abraçar. Johnny parecia feliz e isso animava um pouco o tailandês.

 

– Você não irá se arrepender. – Sussurrou o americano antes de se afastar do abraço e dar um selinho rápido no tailandês.

 

Johnny se afastou rápido, apesar da coragem pelo ato, temia pela reação do ômega. Voltou a preparar o macarrão, até então, esquecido em cima da pia. Ten passou os dedos pelos lábios, mesmo sendo um toque rápido e leve, seu coração havia se agitado. Pensou em questionar o Seo pela atitude, mas ao notar que ele aparentava estar concentrado nos afazeres, preferiu o silêncio. Aquilo certamente faria parte do acordo, se queriam que as pessoas acreditassem, teriam que passar por situações como aquelas.

 

– Desculpe… – Johnny, murmurou enquanto servia o ômega.

 

– Acho que temos que nos acostumar com isso, certo? – Respondeu, envergonhado. – Que tipo de namorados não trocam beijos? – Riu de nervoso.

 

– É, tens razão. – Acompanhou a risada do tailandês. – Ainda temos algumas semanas até o casamento, podemos nos acostumarmos com isso.

 

O alfa tentava amenizar aquele clima estranho, enquanto continuavam a jantar, alternava entre algum assunto aleatório ou alguma piada. Quando terminaram, não havia mais nenhum sentimento estranho e a conversa fluía com facilidade.

 

– Eu lavo a louça, vá descansar. – Disse, juntando os pratos e talhares.

 

– Sim, senhor. – Johnny riu, levantou-se da mesa e foi para o quarto.

 

Quando estava sozinho, parou para pensar naquela situação como um todo. Lavar a louça o distraia um pouco. Se perguntava se estava fazendo o certo, haviam ficado tímidos um com o outro por um simples selar, precisavam ultrapassar aquela barreira. Foi pensando naquilo que teve uma ideia. Terminou de secar os talheres e pratos, foi até o próprio quarto para escovar os dentes.

 

Trocou de roupa, vestindo sua camisa de dormir, uma camisa antiga do Alfa e pegou os travesseiros, respirou fundo, antes de ir até o quarto do mais velho e bater à porta. Entrou envergonhado, observando Johnny se preparando para dormir.

 

– Posso dormir com você? – Encolheu-se com vergonha no lugar.

 

O Americano coçou a cabeça surpreso, mas concordou com um aceno. Deu espaço para o menor deitar-se ao seu lado.

 

– Teremos que nos acostuma com isso, certo? – Justificou, jogou o travesseiro na cama e deitou-se. – Pela viagem.

 

– Sim, eu entendo. – Tentava disfarçar o nervosismo. Eles nunca dormiam juntos. – Boa noite, Ten. – Aconchegou-se nas cobertas e apagou a luz do abaju.

 

– Boa noite. – Desejou.

 

Talvez fosse aquele sentimento estranho que revirava o seu estômago, mas tomado de uma coragem desconhecida, aproximou-se do alfa e o abraçou. Johnny sorriu sem que o tailandês visse e o abraçou de bom grado, fazendo com que o mesmo apoiasse a cabeça em seu peito. Pegaram no sono depois de algum tempo, mas com o coração mais leve.


Notas Finais


Demorei horrores, eu sei. Pelo tempo, o capítulo está pequeno. Eu fiquei muito enrolada no trabalho nesse final de ano e ainda estou. Minha mente anda exausta por conta disso, então fico sem animo para escrever. Estou em um "semi hiatus", ou seja, vou continuar atualizando tudo, mas vai demorar, só peço paciência, tenho o plot resumido até o final :')


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