História The things I do for love - Capítulo 22


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Categorias Harry Potter
Personagens Blásio Zabini, Draco Malfoy, Harry Potter, Hermione Granger, Pansy Parkinson, Ronald Weasley, Scorpius Malfoy, Theodore Nott
Tags Dracoxharry, Drarry, Harryxdraco, Pinhão
Visualizações 733
Palavras 2.167
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 22 - Someone That You're With


21 – Someone That You're With

E eu posso falar sobre isso o dia todo

Até eu perder o fôlego

Mas eu ainda quero ser

Aquela pessoa com quem você está

Eu tenho que ser

Aquela pessoa com quem você está

Harry POV

– Eu realmente preciso ir para a minha casa – Murmurou de forma preguiçosa, mas não fez menção nenhuma de se levantar da minha cama.

Scorpius e Teddy haviam ido passear com Ron e Tink, porque os garotos queriam comprar nossos presentes de natal, mas não poderíamos saber o que seria.

Eu e Draco estávamos jogados na cama desde cedo, e eu fiquei feliz em saber que ele compartilha da mesma preguiça existencial do que eu pela manhã.

Draco havia voltado de viagem faziam quase três semanas, e desde então todos os dias dizia que tinha que ir embora.

E todos os dias, ou eu, ou Scorpius ou Teddy conseguíamos adiar os planos dele de voltar.

Mas hoje, ao dizer que tinha que ir, eu não senti nele nem um pouco de vontade de sair de onde estava.

– Faz quanto tempo que eu não vou para casa? – Voltou a resmungar, e eu sorri, enterrando o rosto nos cabelos claros.

– Scorpius está se divertindo passando esse tempo com Teddy – Murmurei e ele revirou os olhos, porque ele sabia que nessa frase, a verdadeira a ser dita era ‘Eu estou adorando ter você aqui’ – Eles ainda vão demorar para voltar. Você pode dormir mais.

– Não. Eu tenho mesmo que ir para casa – Voltou a dizer, ainda sem se mover. Mas eu vi a sombra de um sorriso quando meus braços deslizaram por seu corpo, trazendo-o para mais perto, até poder colar ele á mim – Potter grudento – Resmungou e eu ri, sem contestar.

A verdade irrevogável é que Draco Malfoy é um maldito vício daqueles que você sabe que nunca vai conseguir se livrar.

– Você prometeu ficar aqui. É véspera de natal. Combinamos que você passaria aqui, lembra?

– Harry...

– Você prometeu para o Scorp...

– Eu preciso pegar algumas roupas – Voltou a dizer, erguendo os olhos para mim, e eu franzi o cenho.

– Você ainda tem mais roupas? – Não pude segurar a questão. Fazendo de tudo para ter Draco aqui o máximo de tempo, é claro que tinham infinitas coisas dele aqui. Atualmente, aqui em casa tem mais roupas dele do que minhas.

– É claro que eu tenho. Nem todo mundo se contenta com apenas uma peça de cada – Deu de ombros ao revirar os olhos, e eu bufei, vendo ele abrir aquele sorriso esnobe que eu, surpreendentemente, havia aprendido a adorar.

– Certo, então. Vamos descer para tomar café?

– Claro – Murmurou se alongando enquanto se sentava, e eu sorri. Draco as vezes se assemelhava a um gato. Esnobe, preguiçoso e extremamente charmoso – Você sabe que eu odeio quando você fica me olhando com essa cara de idiota – Falou ao se levantar, já seguindo para o banheiro.

Apenas ri, dando de ombros.

Eu ainda achava um tanto irreal a minha admiração por ele.

– Eu vou descer e fazer alguma coisa para comermos – Avisei e ele apenas falou um ‘ok’ antes de fechar a porta, e eu sabia que ele tomaria um banho de no minino uma hora e meia.

Esse era Draco.

Segui para o outro banheiro, já que ele havia monopolizado o meu, e após jogar uma água no corpo, rápida devido ao frio, e escovar os dentes, me permiti vestir algo quente e confortável e desci para a cozinha.

Estranhei assim que me aproximei e ouvi alguns barulhos, mas ri ao ver Tink ali, assobiando alguma canção enquanto corria de um lado para o outro preparando algo que parecia ser café da manhã.

– Bom dia? Você não tinha ido com Ron e os meninos?

– Senhor Potter! – Ele se virou com um sorriso – Tink estava fazendo o café! Senhor Weasley levou os meninos para a casa dele, senhor. Tinham presentes para embalar. Tink preferiu vir ajudar aqui.

– Você não estava de folga hoje? – Questionei me sentando na bancada, e ele assentiu.

– Tink está. Mas não tem nada para Tink fazer! Tink gostaria de ajudar. A cidade não tem nada para ser feita nessa época, senhor. Todos estão comemorando. Tink disse que uma semana de folga era muito, senhor. Mas Senhor Malfoy não quis ouvir Tink...

– É Natal. Você não pode trabalhar no Natal. Aliás, você vai fazer algo essa noite?

– Tink pensou em dormir cedo, senhor. Não tem o que fazer...

– Porque não fica aqui? Pode passar o Natal conosco. Alguns amigos vão vir. Vai ser legal.

– Tink pensou em ajudar a organizar as coisas para o natal.

– Eu estou te convidando para o natal. Não pedindo ajuda.

– Você não vai viver o suficiente para impedir ele de ajudar em comemorações – A voz de Draco soou, um pouco menos sonolenta do que antes, e eu frazi o cenho ao já vê-lo de banho tomado – Está frio demais – Deu de ombros, se aproximando para sentar ao meu lado.

– Tink pode ajudar com a festa, senhor?

– Só se você quiser. Mas depois de me ajudar, vai ter que ficar para passar o natal conosco – Avisei, sorrindo ao ver o elfo parecer empolgado, aparatando.

Segundos depois ele voltou empilhando quatro caixas grandes, e eu frazi o cenho.

– Tink comprou decorações de natal, senhor – Falou já me mostrando tudo o que tinha dentro da caixa, e eu ri ao perceber que ele tinha intenção de ajudar desde o começo – Tink pensou em tudo – Pareceu orgulhoso.

– Então depois que eu tomar café, vamos começar a arrumar.

– Tink pode ter convidado os outros elfos para ajudar, senhor.

– Um jeito bem educado de dizer ‘muita ajuda quem não atrapalha’ – Draco murmurou rindo, e eu revirei os olhos.

– Senhor Potter não tem jeito com decorações – Tink pareceu cuidadoso ao dizer – Tink pode cuidar de tudo, senhor. O que vamos ter para o jantar?

– Você não precisa arrumar a casa e cozinhar, Tink. Eu posso ajudar. É sua folga. Vá fazer algo divertido.

– Tink simplesmente adora tudo o que tenha a ver com decorações – Draco explicou com um sorriso – As vezes ele me obrigava a dar algumas festas inúteis só para poder decorar a casa.

– Senhor Draco precisava ser obrigado a dar festas para socializar, senhor – O elfo se defendeu, e eu não deixei de sorrir.

Eu jamais imaginei como Draco poderia conversar de igual para igual com um elfo. Mas eles tinham uma boa relação, que chagava a ser até certa cumplicidade.

Draco tinha outros elfos a seu serviço, mas apenas Tink tinha toda aquela intimidade.

Mas eu confessava que o elfo era uma criaturinha adorável. Mandão, com uma personalidade bem forte. Mas era zeloso e fiel.

– Tink também trouxe... – Ele revirou uma caixa, e retirou dois embrulhos – Para os senhores – Estendeu para nós – Um presente pelo Natal.

– Não precisava – Falei surpreso. Quando comprei um presente para o elfo, não imaginava que receberia um em troca.

Abri o embrulho o ver como ele parecia ancioso, e sorri ao ver que ele tinha comprado roupas tanto para mim quanto para Draco.

– Vestes para usarmos hoje, eu suponho – Draco falou sorrindo e o elfo assentiu.

– Tink também comprou vestes para os meninos usarem no natal, senhor. Tink gosta de escolher roupas.

Isso já não era surpresa para mim. Tink tinha um senso e uma paixão por roupas. Simplesmente adorava acordar cedinho para escolher a roupa que Draco e Scorpius usariam todos os dias. Gostava de sair para conhecer lojas, e eu ainda me lembrava de vê-lo entusiamado após passar um dia com Draco fazendo compras na Londres trouxa.

– São roupas bonitas – Não pude deixar de dizer ao ver que ele pensou em todos os mínimos detalhes ao comprar minhas roupas – Bonitas demais para mim – Reforcei ao ver a classe daquela vestimenta, e o elfo abriu um sorriso de lado.

– Tink presenteou senhor Potter com roupas. Agora senhor Potter é um elfo livre e pode parar de vestir os trapos que está acostumado.

Eu fiquei tão surpreso com a ousadia na frase dele, que congelei, vendo Draco rir gostosamente sem se conter ao ver o choque na minha expressão.

– Vocês precisam parar com as piadinhas sobre as minhas roupas – Falei por fim, afinal os dois adoravam criticar o que eu vestia – Você não precisava gastar com isso, Tink.

– Tink gosta – O elfo disse dando de ombros – Tomem café – Falou rapidamente colocando a mesa para nós, e eu ri, enquanto comia, ao ver chegarem os outros quatro elfos de Draco, que eu dificilmente via por morarem na mansão Malfoy.

Todos pareciam entusiasmados enquanto Tink, cheio de si, passava as ordens do que cada um faria.

Não demorou para que todos passassem a correr de um lado para o outro, agitados.

De fato não me deixaram fazer nada, sempre inventando uma desculpa para me manter longe. Apenas pude revirar os olhos e me contentar em embrulhar os presentes que eu havia comprado.

Tink ainda pareceu exaltado de felicidade quando falei que o cardápio poderia ficar por conta dele, e com isso ele me expulsou da minha cozinha, de forma que o único lugar que eu poderia ficar agora era meu quarto.

– Ron avisou que vai trazer os meninos quando for vir com Mione. Acho que logo eles chegam – Avisei assim que Draco saiu o banho, que agora havia tomado da forma que ele gostava. Longo e demorado.

Não pude deixar de sorrir ao ver que a roupa comprada por Tink havia deixado ele muito charmoso.

Draco já estava vestido, perfumado e com os cabelos ajeitados. Completamente impecável, naquele seu ritual de perfeição.

– Eu vou me arrumar.

– Já? Você faz isso em dez minutos – Revirou os olhos em descaso, e eu ri.

– Eu preciso fazer a barba – Expliquei, vendo minimamente como os olhos dele se estreitaram por um segundo antes dele dar de ombros.

Segui para o banheiro, rindo comigo mesmo.

Esse era Draco.

Eu lembrava de quando ele havia feito uma viagem, há uns dois ou três dias, e quando chegou ficou surpreso ao ver que em pouco tempo a minha barba havia crescido.

É claro que ele não verbalizou nada, porque não era do feitio dele. Mas eu havia percebido que ele tinha gostado do resultado.

A frase foi só para confirmar se eu realmente deveria ou não fazer a barba, mas aquele breve estreitar de olhos era a resposta que eu queria.

De fato, quando sai do banho, ele estava escorado na parte de fora da sacada do quarto, parecendo um pouco distraído.

Abracei ele pela cintura, vendo o cenho dele se franzir quando rocei o rosto ao dele, fazendo-o sentir que a barba ainda estava ali.

– Achei que iria tirar.

– Só aparar – Me limitei a dizer, resolvendo que não era uma boa coisa mencionar que havia percebido que ele tinha gostado.

Draco deu um sorriso mínimo, porque mesmo sem que eu disesse, ele sabia que ela estava ali porque eu tinha entendido o sinal.

– Pensativo?

– Eu ainda não tenho certeza se eu deveria estar aqui hoje – Falou por fim, e eu sorri.

– Draco, os Weasleys estão curtindo com a minha cara há um mês por sua causa. É claro que tem que estar aqui.

– Eu não quero...

– Não vai ser desconfortável. Todos entendem que você mudou. Ron disse a eles. E há um tempo atrás, Hermione estava falando sobre sua instituição com Molly. Todos estão surpresos com as mudanças. Vamos deixar a guerra para trás, Draco.

– Mas eu ter mudado não diminui o fato de que você terminou com a Weasley por minha causa.

– Não foi por sua causa. Foi por minha causa. Porque eu estava louco por você. De qualquer forma, eu descobri que foi a Ginny que terminou comigo. Quando eu achei que apenas tínhamos brigado, na realidade ela tinha terminado comigo. Dado um tempo. Coisa assim. Ela até já tem outro cara. Fica tranquilo. Não existe mágoas sobre isso.

– Você é tão burro para algumas coisas – Admirou e eu revirei os olhos, me permitindo beijar os lábios bonitos.

Eu não havia tido coragem o suficiente para dizer a Draco, mas ter ele ali ia muito além de ter ele passando o Natal comigo.

O Natal em minha infância nunca havia sido algo muito bom. Ou memorável. Eu apenas conheci o significado dele quando encontrei a minha família viva. Os Weasleys.

Desde então, estar com todos eles, na Toca, aqui ou onde quer que fossemos fazer as comemorações era algo incrível. Olhar todos ali e pensar que são minha família. Sentir que eu tenho um lugar, que todos ali sobrevivemos e estamos ali uns pelos outros.

Isso para mim é o natal.

Olhar ao redor e ver todos os que amo.

Ter Draco ali, após aquele ano infernal, o sequestro, a bagunça os sentimentos...

Era apenas o primeiro passo para mostrar para ele que o lugar dele é ao meu lado.

Ter Draco ali, era como dizer a ele que eu poderia ser a família que ele já não tinha.

Ter Draco ali, era como dizer que ele poderia contar comigo sempre.

Era como dizer que eu o amo.


Notas Finais


Gente
Já comentei que o próximo é o último?
Mesmo tendo a segunda temporada, isso me deixa tão triste. Me diverti bastante aqui com vocês haha
Desculpem a demora
Até o próximo!


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