História The Three Hunters of Beasts - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias League Of Legends (LOL)
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, Demonios, Drama, Magia, Policial, Revelaçoes, Sobrevivencia, Violencia
Visualizações 4
Palavras 1.779
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ecchi, Fantasia, Ficção Científica, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - "Prólogo"


Fanfic / Fanfiction The Three Hunters of Beasts - Capítulo 1 - "Prólogo"

As paredes da caverna eram altas e arqueadas, formando um domo de cujo centro pendia um imenso castiçal de cobre com uma dúzia de braços curvados, cada um deles entalhado com desenhos de chamas e sustentando uma tocha acesa. No chão de pedra havia três carteiras agrupadas, formando vagamente um círculo, e dois sofás felpudos colocados um de frente para o outro diante de uma lareira grande o suficiente para assar uma vaca. Não apenas uma vaca, mas um pônei. Jave se lembrou de Call e escondeu um sorriso torto. 

Cal - Isso é incrível.

Disse o menino que estava ligeiramente abaixo da média e de cabelo loiro enquanto rodopiava para conferir todos os detalhes. Por um momento, ele pareceu um garoto normal e não um nerd obcecado pela tecnologia de Piltover, detentor de poderes mágicos. Veias brilhantes de quartzo e mica corriam pelas paredes de pedra. Quando a tocha as atingia, elas refletiam um modelo de cinco símbolos iguais aos da entrada: um triângulo, um círculo, três linhas onduladas, uma flecha que apontava para cima e uma espiral. 

Aar - Fogo, terra, água, ar e caos.

Disse Aaron, um garoto alto de cabelos azuis. Ele devia ter prestado atenção às explicações do Mestre Rufus no caminho. 

Ruf - Muito bem.

Elogiou o Mestre Rufus. 

Jav - Por que eles estão combinados assim?

Perguntou o ruivo, apontando para as veias. 

Ruf - Essa combinação dos símbolos forma um quincunce. E, agora, isto é para vocês.  

Ele ergueu três braceletes de uma mesa que pareceu ser encravada a partir de um único pedaço de rocha. Tratava-se de faixas grossas de couro com uma tira de ferro presa no punho, fechada por uma fivela feita do mesmo metal. Call pegou a dele como se fosse algum tipo de objeto sagrado. 

Cal - Uau. 

Jav - Eles são mágicos? 

Jave examinou seu bracelete, cético. 

Ruf - Esses braceletes marcam seu progresso aqui no Templo. E eles serão como seus... telefones ou panfleto de trabalho, caso vocês estejam muito longe de casa ou recebam um novo trabalho de caça. Em resposta à sua pergunta, Jave, sim, eles são mágicos. Foram feitos por um ferreiro e servem como chaves, permitindo que vocês tenham acesso às salas localizadas nos túneis.

O Mestre Rufus parecia satisfeito. 

Ruf - Agora vou deixá-los para que se acomodem. Logo alguém virá trazer os pertences de vocês...

Jav - Quando vamos receber trabalhos de caçador?

Jave interrompeu. Houve um momento de silêncio e então o Mestre Rufus explicou de uma forma mais gentil do que Jave esperava;

Ruf - Vocês ainda são muito novos para isso. Sugiro que você dê algum tempo para si mesmo e seus irmãos, e então você e eu entraremos em contato com um trabalho.

Jave engoliu qualquer tipo de protesto. Aquela não fora uma negativa cruel, porém havia sido uma resposta definitiva. 

Ruf - Agora. 

Mestre Rufus continuou.

Ruf - Espero vocês acordados e vestidos às nove, amanhã. Além disso, conto que estejam atentos e prontos para aprender. Temos muito trabalho a realizar juntos e eu sentiria muito se vocês não fossem capazes de realizar as promessas que mostraram no Desafio. 

Jave presumiu que ele se referia a Aaron e a Call, já que cumprir a promessa que ele demonstrara mais cedo significaria colocar fogo no rio subterrâneo que atravessava o Templo dos Elementos. Quando o Mestre Rufus saiu, eles se sentaram nos bancos formados por estalagmites ao redor da mesa de pedra lisa e comeram juntos. Uma tigela e uma garrafa, a tigela estava cheia de macarrão com queijo cobertos por migalhas de pão, fumegante como se tivesse acabado de sair do forno; o prato continha um brownie coberto por uma bola de sorvete, e dentro da garrafa havia um líquido cor de âmbar que Jave supôs ser suco de maçã. 

Aar - Uau.

Aaron comentou, impressionado. Call atirou-se para um grande prato de sushi com uma maçaroca verde em um dos cantos e uma tigela de molho de soja em outro. Para completar a refeição, ainda havia três motis redondos e cor-de-rosa. Para beber, chá verde quente, e ele pareceu estar realmente feliz com aquilo. E então foi a vez de Jave. Ele olhou para sua bandeja, cético, sem muita convicção do que encontraria. Porém, lá estava sua refeição favorita: pedaços de frango empanado acompanhados por um potinho de molho ranch, uma tigela de espaguete com molho de tomate e, de sobremesa, um sanduíche de manteiga de amendoim e cereal. Em sua caneca havia chocolate quente com chantili e marshmallows coloridos.

Cal - E se você colocasse molho ranch no seu espaguete? 

Perguntou Callum, olhando para o prato de Jave com os pauzinhos parados no ar. 

Jav - Ficaria ainda mais delicioso.

Disse Jave. 

Cal - Que nojo!

Call pincelou o wasabi no molho de soja sem derrubar uma única gota de molho fora da tigela. 

Jav - Da onde você acha que eles tiraram peixe fresco para o seu sushi, já que estamos em uma caverna?  

Jave mordeu um pedaço de frango. 

Jav - Aposto que eles afundaram uma rede em um desses lagos subterrâneos e pegaram o que quer que tenha aparecido. Delícia, hein? 

Aar - Pessoal.

Interveio Aaron com a voz repleta de sofrimento. 

Aar - Vocês estão me fazendo desistir de comer meu macarrão. 

Jav - Delícia! 

Disse Jave novamente, enquanto fechava os olhos e balançava a cabeça para a frente e para trás como se fosse um peixe subterrâneo. Call pegou sua bandeja e foi até o sofá, onde se sentou de costas para Jave e voltou a comer. Eles continuaram a refeição em silêncio. Apesar de mal ter comido naquele dia, Jave não conseguiu terminar seu prato. Jave afastou a bandeja e se levantou. 

Jav - Vou para a cama. Qual delas é a minha? 

Aaron se esticou no banco e inspecionou rapidamente o cômodo. 

Aar - Nossos nomes estão nas portas. 

Jav - Ah.

Respondeu Jave, sentindo-se um pouco estranho e idiota. O nome dele estava lá, escrito nas veias do quartzo. Jave Hunt. Ele atravessou a porta. Era um quarto luxuoso, muito maior que a antiga casa de Jave. Um tapete grosso com padrões que repetiam os símbolos dos quatro elementos cobria o chão de pedra. A mobília parecia ter sido feita de madeira petrificada que resplandecia com uma espécie de brilho dourado. A cama era imensa, com pesados cobertores azuis e grandes travesseiros. Havia um armário e uma cômoda, mas, como Jave não tinha roupa para trocar e não havia bagagem a ser entregue, ele se jogou na cama e cobriu o rosto com um travesseiro. Aquilo fez com que se sentisse um pouco melhor. Lá fora, na sala compartilhada, ele ouvia as risadinhas de Call e Aaron. Os dois nunca haviam conversado daquela maneira antes. Eles devem ter esperado que ele saísse. Com um suspiro, Jave enfiou os pés debaixo dos cobertores e tentou dormir. Entretanto, levou horas para cair no sono. Jave acordou com um som que parecia o de alguém berrando em seu ouvido. Ele virou para o lado com tanta força que caiu da cama, batendo com os joelhos no chão da caverna. O som horrível prosseguia, ecoando pelas paredes. A porta do quarto se escancarou e, aos poucos, os gritos cessaram. Aaron surgiu no quarto, seguido por Call. Ambos vestiam roupas de caçadores; couro marrom pesado com uma capa verde jogada sobre o ombro, embora Aaron usasse sua capa apenas no lado direito de seu ombro. Havia também um conjunto de óculos de proteção que viriam em útil e, ambos traziam seus braceletes atados no pulso: Call no direito e Aaron no esquerdo.

Jav - Uau.

Jace se sentou sobre os joelhos.

Aar - Foi só o sinal.

Aaron informou.

Aar - Significa que é hora do café.

Cal - Vamos, vista seu uniforme.

Jav - Eu não tenho uniforme.

Jave admitiu.

Cal - É claro que tem. Está bem ali. 

Call apontou para os pés da cama enquanto Aaron o puxava para fora do quarto. 

Cal - Todos nós recebemos um. Eles devem ter sido trazidos pelos elementais do ar. 

Call estava certo. Alguém tinha deixado um uniforme impecavelmente dobrado, do tamanho exato de Jave, em cima do seu cobertor, junto com uma bolsa de couro. Quando aquilo havia sido deixado ali? Quando ele dormia? Será que ele não tinha mesmo percebido nada na noite anterior? Ele vestiu a roupa com cuidado, sacudindo-a antes para evitar qualquer alfinete ou botão que pudesse machucá-lo. O material era liso, macio e muito confortável. As botas que ele encontrou ao lado da cama eram pesadas e envolviam os tornozelos de Jave com força, conferindo-lhe equilíbrio. Ele passou a alça da bolsa pela cabeça e saiu para a sala compartilhada, onde Callum e Aaron estavam sentados diante de um furioso Mestre Rufus com os braços cruzados.

Ruf - Vocês três estão atrasados.

Disse ele. 

Ruf - O alarme da manhã é um chamado para o café da manhã no Refeitório e não o seu despertador pessoal. É bom que não aconteça de novo, ou então vocês perderão o café. 

Cal - Mas a gente... 

Call começou, virando a cabeça na direção de Jave. O Mestre Rufus olhou para ele, congelando-o no mesmo lugar. 

Ruf - Você ia me dizer que já estava pronto, mas que outra pessoa fez com que se atrasasse, Call? Porque, nesse caso, eu iria lhe informar que é responsabilidade de meus aprendizes cuidar um dos outros e o fracasso de um é o fracasso de todos. Agora, o que você queria mesmo dizer?

Call baixou a cabeça. As mechas balançaram. 

Call - Nada, Mestre Rufus.

Ele concluiu. Mestre Rufus assentiu uma vez, abriu a porta e sumiu no corredor, deixando claro que eles deveriam segui-lo. Jave correu até a saída, torcendo com todas as forças para que a caminhada não fosse longa e torcendo mais ainda para conseguir evitar qualquer encrenca antes de comer alguma coisa. De repente, Aaron apareceu ao lado dele. Jave quase gritou de susto. Aaron tinha o hábito impressionante de fazer esse tipo de coisa, Jave sabia, embora tentasse ignorar este ato. Ele deu um tapinha em um dos ombros de Jave e lançou um significativo olhar para as próprias mãos. Jave seguiu os olhos dele e viu que algo pendia dos dedos de Aaron. Era o bracelete de Jave. 

Aar - Coloque isto. 

Aaron sussurrou. 

Aar - Antes que Rufus veja. 

Jav - Você tem de usar o bracelete o tempo todo. 

Jave resmungou, mas pegou o bracelete e o fechou ao redor do punho, onde a joia cintilou, um cinza chumbo como uma algema. Tudo bem, então. Vamos lá, vamos caçar.

Continua...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...