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História The Throne - Iwaoi - Capítulo 29


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Capítulo 29 - Dancing in the rain


Tooru on

Os dias depois da chegada de Iwa-chan no castelo foram incríveis. Eu acordava bem cedo e ia direto para o quartinho onde Iwa-chan estava dormindo e o ajudava a colocar a roupa de guarda para depois irmos até o quarto de nossos filhos ou nos esconder em alguma sala para matar a saudade que ainda estava no nosso peito.

Eu sabia que tudo o que fazíamos era arriscado, mas minha vida em si era arriscada. Se os cidadãos da cidade descobrissem que eu tinha dois filhos fora do casamento certamente se juntariam para atacar o castelo, alegando que aquilo era um desrespeito a família tradicional.

E eu pensava coisas do tipo "eu sou o Rei, eles não podem me atacar assim" ou "posso me casar com quem eu quiser, eu mando em tudo mesmo" mas Hinata me cortou no dia em que mostrei minhas opiniões. Ele me disse que a população do meu reino inteiro é equivalente a mais de cem exércitos e, mesmo que nem todos sejam treinados decentemente, os soldados do castelo não conseguiriam conter tantas pessoas.

Mas eu também não pensava muito nisso. Mesmo Iwa-chan não estando numa situação muito boa, já que Kageyama-san tinha de se esgueirar até o quarto para lhe entregar um prato de comida, tudo andava bem, e eu não queria que nada mudasse.

— Você está muito bonito hoje — Iwa-chan me disse numa tarde nublada, quando estávamos na cobertura do castelo.

— O que? Você está bem?

— Como assim, idiota?

— É que... Você não costuma me fazer elogios — Sorri de lado para ele.

— Se for pra ficar rindo da minha cara nem faço mais.

Iwa-chan cruzou os braços, voltando a sua cara emburrada de sempre.

— Eiii — Passei meu braço por seu pescoço, o trazendo pra mais perto — Não é pra parar... Eu amo quando você me elogia, bobinho.

Ele ainda ficou me encarando um pouco, com o rosto vermelho, mas logo desfez sua cara de bravo e tomou meus lábios num beijo calmo. Ficamos um tempo assim, até que o afastei devagar.

— Podem nos ver — Soltei uma risada pelo nariz.

— Tem razão — Iwa-chan se afastou um pouco também e se prostrou diante do parapeito da cobertura. Ele observou o céu e me chamou para ficar ao lado dele.

Aqueles momentos eram raros. Os guardas sempre estavam andando por aí, onde você menos espera. Mas hoje eles estavam mais focados em receber os novos garotos que se alistaram.

— Hum... Acho que vai chover. — Iwa-chan disse, olhando para as grandes e escuras nuvens que rondavam acima de nós.

— Devemos entrar?

— Não — Iwa-chan ergueu a palma da mão e sentiu a primeira gota de chuva. — Que tal tomarmos banho de chuva, igual quando éramos crianças?

Um sentimento que não sei descrever percorreu meu corpo.

— Sim!

Logo a chuva engrossou e nossas roupas já estavam totalmente molhadas, mas nós não ligavámos. Corremos por toda a cobertura, sentindo a chuva gelada batendo em nossa pele, mas sendo aquecidos pelos nossos corpos abraçados.

— Me concederia um dança, Majestade? — Iwa-chan se curvou um pouco, me estendendo a mão.

— Sim, senhor fugitivo.

E então dançamos. Como se não houvesse amanhã. Os passos não eram dignos de profissionais, mas não era isso que importava. Iwa-chan e eu estávamos felizes.

Senti lágrimas começando a se misturarem com a água que caía no meu rosto e Iwa-chan percebeu isso, tocando no meu rosto gentilmente enquanto ainda dançávamos e me beijou. O beijo molhado me fez esquecer de tudo que eu já havia passado até agora, tudo que me fazia mal. Ali era só Iwa-chan e eu.

Ele me abraçou, os seus braços fortes me dando a impressão de que eu estava seguro novamente. E eu pensei que tudo ficaria bem logo e um milagre aconteceria. Só o fato de Iwa-chan estar ali já era um milagre.

Tudo estava tão bom, até a chuva parar. Talvez tenha passado horas, mas nós nem percebemos. Iwa-chan se soltou do abraço e olhou para mim, arrumando meu cabelo atrás da orelha e rindo da minha roupa toda molhada.

— Não ria de mim, a sua também está no mesmo estado. — Iwa-chan olhou para sua roupa toda ensopada e depois para mim.

— Eu não me importo com minha aparência, Tooru. Só esse momento com você renovou todas minhas energias.

Senti meu rosto queimar e ele riu de novo. Sério, ele estava me zoando.

— Acho que vou entrar, então. — Eu disse, arrumando a coroa que pendia no meu rosto. — Espere dois minutos e depois desça também.

— O que acha que eles dirão ao ver minha situação?

— Só disfarce.

— Eu deveria tirar a roupa?

— E ficar nu? — Corei a perceber a forma que disse isso.

— Sim... — Ele sorriu de lado e eu me dirigi para a porta balançando a cabeça negativamente.

— Tchau, Iwa-chan.

— Tchau, Tooru.

Tooru of

Matsuwaka on

Depois da louca e burra chegada de Iwaizumi no castelo as coisas amenizaram um pouco. Agora que eu não tinha que ir a cidade todos os dias, tinha mais tempo de ficar com Hana-chan.

— Vamos para o seu quarto depois da patrulha — Ele sussurrou no meu ouvido enquanto andávamos pelo castelo.

É claro que eu não negaria uma proposta dessas. Fiquei ansioso o dia inteiro, esperando a noite chegar logo. E enfim ela chegou e Hana-chan correu comigo até o quarto. Sim, eu estava infrigindo três regras do castelo, mas eu não ligava. Eu não conseguiria esperar até o casamento para fazer isso com Hana-chan, e ele não parecia muito disposto a esperar também.

Entramos no meu quarto e Hana-chan trancou a porta, colocando a chave sobre minha pequena escrivaninha que eu usava para me corresponder com Iwaizumi.

— Matsu — Hana-chan andou lentamente até mim, passando suas mãos pelos meus ombros e enguerndo um pouco os pés para chegar perto do meu rosto. — Você sabe o que eu quero essa noite, não sabe?

— Hummm... Não — Me fiz de desentendido e ele sorriu levemente, fazendo suas covinhas se destacarem no rosto. — Me diga, então. O que você quer?

Ele pensou um pouco, ainda me encarando com seus olhos pequenos.

— Eu quero — Ele chegou perto do meu ouvido, sussurrando tão baixo que era difícil de escutar — você só pra mim.

Senti um arrepio pelo meu corpo inteiro e não resisti a logo tomar sua boca num beijo afoito, lavando sua cintura e puxando o seu corpo contra o meu.

Hana-chan gemeu com o impacto e cara, eu daria tudo para escutar esse gemido a noite inteira.

— Não se preocupe, eu sou só seu — Eu disse, me separando do beijo apenas para passar para o pescoço, dando alguns chupões e mordidas que arrancava gemidos do beta.

O guei para cama ainda entre beijos e o deixei por baixo de mim, me dando abertura para beijar e acariciar onde quisesse. Comecei beijando a sua clavícula e depois olhei para ele tirando sua roupa de guarda que já estava me dando nos nervos. Tirei a minha também e me curvei para beijar os mamilos de Hana-chan, que agarrou meus cabelos com força a sentir a sensação de ser chupado naquele ponto do corpo.

Eu já ia chegar a parte mais esperada e que deveria ser preparada, mas Hana-chan me interrompeu. Ele me virou na cama, me fazendo ficar deitado de barriga para cima, enquanto ele estava em cima de mim. Um beta pode ser tão forte quanto os alfas.

— Abra a boca, Matsu — Ele sussurrou e eu obedeci prontamente, abrindo a boca e chupando os dois dedos que eu colocou dentro.

Fiquei curioso em saber o que ele iria fazer com aqueles dedos e fiquei surpreso ao descobrir. Ele empinou um pouco alcançou sua entrada, colocando os dois dedos de uma vez.

— Ei, assim você vai se machucar! — Eu tentei me levantar mas ele me empurrou de volta.

— Eu... Já tinha me preparado antes... Ah! — Ele estava com os olhos fechados e eu só observei ele fazendo aquilo que parecia a coisa mais suja do mundo, mas no momento era excitante.

Depois de um tempo ele parou retirando os dedos e começando a rebolar lentamente no meu membro que ainda estava debaixo de tecidos.

Hana-chan retirou rapidamente nossas últimas peças de roupa e começou a masturbar meu membro, me levando ao seu apenas com suas mãos. Ele se esticou para pegar um pote pequeno dentro da bolsa que ele tinha levado. Era uma espécie de óleo que ele colocou tanto no meu membro quanto na sua entrada.

Ele então posicionou meu membro diante de sua entrada e desceu lentamente, me fazendo morder os lábios de expectativa. Gemi o seu nome ao sentir que tudo havia entrado.

Hana-chan não esboçou nenhuma dor e se aproximou um pouco mais do meu corpo, nos fazendo ficar colados e sentindo o batimento cardíaco um do outro. Seu coração batia tão forte como o meu.

Quando se sentiu preparado subiu e desceu novamente, fazendo esses movimentos rapidamente. Ele gemia meu nome e coisas desconexas enquanto quicava em cima de mim.

E eu... Bom, eu era apenas um ex-virgem que não sabia o que fazer e onde tocar e o meu parceiro beta que guiou minha mão até sua cintura. Eu não resisti em tocar sua bunda, que era macia e quando apertava ficava vermelha. Percebi então que apertar aquela carne o dava mais prazer, então fiquei fazendo isso, sentindo meu orgasmo chegando.

Chegando ao ápice juntos, ele gozando em cima do meu abdômen e eu dentro dele. Se ele fosse um ômega nós estaríamos ferrados.

— Ah... Matsu... Isso foi...

— Incrível!

Ajudei ele a se limpar e tomamos um banho juntos, só pra depois deitarmos na cama e dormimos de conchinha. Ah, meu sonho tinha se realizado. Mas eu também fiquei com medo de Hana-chan acordar de manhã e se assustar com minha cara.



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