História The time - Capítulo 18


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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Personagens Originais, Samantha Arias (Reign)
Tags Agentreign, Alex Danvers, Flash, Kara Danvers, Lena Luthor, Lésbico, Romance, Supercorp, Supergirl
Visualizações 320
Palavras 2.548
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fala povo!
Eu sei que sumi, mas estou de volta com o capítulo narrado pela Alison!
Me desculpem, de verdade, tive um bloqueio criativo ferrado junto de umas coisas que aconteceram na minha vida pessoal e me distraíram completamente da história! Isso ainda se agrava com meu celular ter quebrado, eu escrevia em momentos oportunos em sala de aula, porém sem ele só escrevo no notebook (o qual obviamente não tenho como usar nesses tais momentos).
Enfim, eu estou de volta!
Sentiram sdds? Eu sei que sim...
Boa leitura e não se esqueçam de comentar, críticas são sempre bem aceitas!

Capítulo 18 - 18


 

Eu não gosto de pensar sobre o que houve comigo, na verdade, gosto de acreditar que eu simplesmente não existia até completar 4 anos de idade. Eu prefiro acreditar que eu sempre fui aquela garotinha que odiava vestidos, agitada que só e com duas mães perfeitas; família comercial, eu diria. O fato é: o que aconteceu, aconteceu, e ainda sou imatura demais para ler na ficha criminal o nome do bastardo que fez aquilo com uma criança. 

Eu lembro do cheiro de excremento, de como aquele quarto era escuro e da corrente que ficara agarrada ao meu tornozelo direito durante anos. Ela foi colocada ali quando aprendi a andar, eu cresci, ela começou a ficar apertada, ainda tenho a cicatriz. Eu me lembro da primeira vez que vi o sol e como a luz dele era mais forte do que a que conseguia entrar pela passagem de ar na parte superior da parede, meus olhos doeram, eu corri.  

Os policiais que invadiram a casa não conseguiram me conter, eu estava assustada, como eu iria saber se aqueles não eram homens maus também? Corri e corri até que eu encontrei alguém - ou esse alguém me encontrou -, Lena Luthor que, por coincidência ou destino, havia demitido sua terceira secretária desde a traição de Eve e tivera que descer ela mesma para comprar seu café, já que sua namorada estava apagando um incêndio e também não podia fazer esse agrado.  

Se eu disser que foi meu primeiro contato com alguém do sexo feminino, você acredita? Pois foi e eu me apaixonei por ela assim que a vi – no sentido não romântico da palavra, obvio. Uma das únicas memórias que eu não gostaria de apagar é como ela estava magnífica aquela manhã, me resgatou e cuidou de mim; eu não confiava em mais ninguém.  

Mesmo que o início da minha existência tenha sido digno de um filme de drama, eu amo o resto dela. Eu não posso reclamar da minha vida, não posso, mesmo com os pesadelos que as vezes ainda insistem em me perseguir. Eu amo minha família. 

Seria tudo perfeito de mais se não fosse por uma maldita pessoa: Lilian Luthor.  

Para contar sobre Lilian terei que contar sobre Elizabeth, minha pessoa preferida no mundo. Lembra da paixão genuína que senti quando conheci minha mãe? Isso só se repetiu quando vi minha irmã no colo de Kara pela primeira vez, desde aquele dia jurei protege-la mesmo que ela pudesse fazer isto sozinha. Liz era uma criança manhosa, chorava o tempo todo e só parava quando alguém a pegava no colo, adorava bichinhos de pelúcia e odiava brincadeiras que envolvessem atividades físicas, preferia quebra cabeças ou lego. Extremamente carinhosa e comunicativa, eu me lembro de quando tinha 13 e chegava tristonha da escola por ficar na reserva do time de basquete e ela me recebia de braços abertos. 

“-Faz uma cesta pra mim?” 

Me amparou muitas vezes enquanto eu estava tendo pesadelos. 

“Acordei de madrugada gritando, num solavanco. A cama estava molhada de suor e eu olhava em volta virada de lado tentando focar em algo familiar para me voltar à realidade.  

Senti um vento passando pelo quarto, como se algo tivesse adentrando muito rápido e senti o colchão afundar atrás de mim, era minha irmã. Encostou a testa em minhas costas e ficou ali quietinha até que eu conseguisse adormecer novamente.” 

Isso tudo mudou quando os poderes dela começaram a ficar mais agressivos, Elizabeth foi se fechando mais e mais até não conversar mais com nenhum de nós. Minha mãe, Lena, chorou por muitas noites por sentir que não estava sendo uma boa mãe, por não saber como ajudar. E então, numa noite de quinta, ela sumiu. Procuramos pelas ruas de National City desesperadas, não a encontrávamos. Kara já quebrava coisas por onde andava de tão estressada quando a IA da nossa casa anunciou uma chamada de voz de um número desconhecido. 

“-Quem é? - A loira mais velha atendeu rispidamente. 

-Olá Kara! Vejo que não tem cuidado bem de sua família como prometeu que faria! - Reconheceram a voz de imediato. 

-O que você fez com minha filha? - Lena perguntou desesperada. 

-Com minha amada neta da qual vocês covardemente me privaram o contato? Cuidei dela. Fiquem tranquilas, ela está comigo e bem, na medida do possível!  - As três se olharam confusas com o “na medida do possível”, Alison começou a transmitir a chamada em tempo real para sua tia Alex que tentava rastreá-la – Ela dorme agora, peço que não a perturbem até o amanhecer.” 

Desde então Lilian seguia e procurava Elizabeth como um parasita, a contou sobre como foi criada e como ela era especial. Pois é, minhas mães erraram em omitir isso dela achando que ainda seria muito nova, naquele momento ela sabia e se sentia traída por não poder ter contato com seus verdadeiros propósitos. Kara e Lena concordaram em deixar a avó fazer visitas monitoradas, afinal, as faria de qualquer forma, e era bizarro a facilidade com que a idosa fazia minha irmã se abrir e sorrir. Senti inveja, admito. 

E então conseguimos material para prender Lilian de novo e ela fugiu. 

Bem, não era difícil imaginar que estaria tendo contato com Elizabeth, o resto vocês já sabem. 

O DEO, onde trabalho, está grande parte atrás dessa mulher que me recuso a dizer ser minha avó. Winn me afastou da investigação pois sabia que eu não conseguiria focar na minha prova de promoção se eu estivesse convencida a captura-la. Aliás, vou contar sobre isso também: 

Desde pequena eu sonhava em ser super-heroína, mas quando descobri que jamais teria super força ou visão de calor, isso se tornou irritantemente distante. Eu fiquei deprimida até que minha tia Sam deu uma ideia para a esposa: por que não me levar para visitar o DEO e conhecer outras pessoas que também salvavam o mundo mesmo sem poderes? Aos 10 anos descobri que meu objetivo seria vestir preto como Alex Danvers e não azul e vermelho. 

É pessoal, nem todo herói usa capa. 

Depois da reforma do DEO, no ano de 2022, quando parte deste fora privatizado pela L-Corp, é extremamente complicado se tornar agente, muitos dos que almejam isso acabam vivendo a vida na carreira de soldado (sabe aqueles caras que só seguram armas e não precisam de cérebro? Pois é), não desmerecendo os soldados, mas você só recebe ordens ou vai para as ruas, que é basicamente o que faço hoje. Os pré-requisitos são: servir ao menos 2 anos como soldado, ter participado ao menos em 3 missões em campo e, por fim, ser indicado por um agente veterano. O último é com toda certeza o mais difícil. 

Pros outros, não para mim, eu sou sobrinha da comandante mais condecorada daquele lugar, mas não é todo mundo que tem a sorte de possuir Alex Danvers como tia. 

Depois de cumprir o que é requisitado você tem que passar por uma prova objetiva, uma discursiva e, por fim, uma prova física a qual não é exatamente eliminatória como as outras. Nas duas primeiras apenas 10 pessoas passam no máximo, já a física só se desclassifica alguém quando este não consegue termina-la, porém, para a minha infelicidade, o primeiro colocado pode simplesmente vetar alguém do título de agente. 

É agora que você me pergunta “ei, por que para sua infelicidade?” Pois te responde: Louie Cressida, o capeta em forma de militar. 

Ela é dois anos mais velha que eu e entrou como soldado ao mesmo tempo que entrei. É loira, tem olhos azuis, as laterais da cabeça raspadas e uma pele extremamente branca, achava que se ela sair no sol queima até a morte, aquela mulher deveria ser um monstro com aversão a ele, certamente.  Ela me odiava só por inveja, acha que eu não merecia ser indicada já que, parafraseando: “Alison Luthor só foi indicada porque é sobrinha da comandante, eu cheguei aqui sem ser a filhinha mimada da dona!”. 

Mentiu? Não, mas eu me esforço para fazer jus ao legado da famosa “agente Danvers”. 

Se ela ganhasse o primeiro lugar bye bye promoção e a mulher é uma máquina, como competir com a melhor soldado da unidade? Porra, ela tomou um tiro na costela e ganhou uma luta corpo a corpo com um bandido mesmo assim!  

Aquele era o momento, dia da prova física a qual seria assistida por uma galera, inclusive minhas mães e minha tia – que vieram do passado e blá blá blá. Já havíamos passado pela objetiva e discursiva, eu havia ficado empatada em terceiro com Cressida e o primeiro e segundo lugares eram ocupados por dois nerds de carteirinha.  

Passamos por piscinas de gelo, muros altos os quais tínhamos que escalar sem equipamento, entre outras coisas que estavam ali apenas para nos torturar e fazer nós não terminarmos o circuito. Tudo aconteceu no lado de fora do DEO, possuía arquibancadas e um telão. Tentava me manter 100% focada na prova, mas era impossível não ficar nervosa ao estar par a par com a pessoa que eu menos queria que ganhasse.  

Lá estávamos, última parte, uma pista de 100 metros. 

Corria ao lado da loira que parecia segura, Deus, porque fui olhar para o lado? Saímos na frente enquanto os outros já estavam cansados, aquilo diria que iria ficar e quem iria sair. Senti o vento batendo no meu rosto e num tiro de adrenalina passei Louie que na minha visão periférica parecia estar já soltando o ar dos pulmões com dificuldade, e então, num maldito erro de cálculo, fui olhar para as pessoas que assistiam a prova na arquibancada. Minha família estava lá, rostos tão conhecidos, porém muito diferentes do que o que eu estava acostumada, apenas senti falta de Elizabeth que estava certamente estudando àquele horário. 

Me distrai. É incrível como milissegundos fazem diferença. Um tropeção e o sonho parecia ter acabado.  

Tropiquei e me recompus o mais rápido possível, só levou tempo o suficiente para que minha oponente me passasse e alcançasse a linha de chegada com algo como um metro e meio de vantagem. Finalmente o cansaço e a dor muscular me atingiram, sentei em um dos bancos ali perto olhando para o nada, com o peito subindo e descendo enquanto minha cabeça processava os momentos finais da corrida. Então era isso? Anos de treino para nada? 

-Clay! - A loira que exibia a tatuagem na lateral de sua cabeça chamou depois que todos que não haviam desistido cruzaram a linha de chegada - Você ta fora. 

O rapaz que havia sido o penúltimo a chegar marejou os olhos, mas como um bom soldado, apenas bateu continência e saiu, cumprimentando todos que haviam sido capazes de alcançar o título que ele tanto queria, os parabenizando extremamente educado. Senti pena, mas fiquei aliviada. Por que ela não havia me vetado? Olhei para ela confusa e juro que na cara carrancuda pude até ver um sorriso tímido quase imperceptível, talvez fosse minha cabeça. 

Apenas 6 pessoas haviam terminado a prova e a cerimônia aconteceria naquela hora mesmo. Tivemos tempo para tomar uma água tônica e colocar as roupas oficiais. Todos se juntaram num palanque e um por um foi fazendo seus discursos e agradecimentos aos presentes, logo antes de seus padrinhos – os agentes que os indicaram – subirem e colocarem os novos distintivos neles. Enfim minha vez havia chegado e eu estava extremamente nervosa, Alex sorria abertamente para mim junta de meu tio Winn, Kara fazia sinais de positivo com os dedões e Lena parecia perdida. 

-Boa tarde! - Comecei – Muitos de vocês me conhecem desde que sou criança, fui criada aqui dentro e esse lugar é como minha segunda casa. Vocês, mesmo que trabalhemos juntos há pouco mais de 2 anos, são minha segunda família e eu darei minha vida por essa organização, assim como dei meu sangue e suor todos os dias desde que estou aqui! - Houve alguns aplausos e então continuei – Mesmo que não queira tomar o tempo de vocês, preciso agradecer a algumas pessoas em específico. Primeiro, à minha tia Alex. Alex Danvers é a maior agente que organização possuiu, há quadros dela e troféis por todo o lugar, tenho certeza que muitos de vocês admiram ela como eu admiro! - A ruiva abriu mais o sorriso e acho que se não fosse tão durona choraria - Não tenho como mensurar a sorte de ter sido treinada, indicada e criada pela comandante Danvers, usarei esse nome com todo orgulho e juro que farei de tudo para merecer ele!  

Minha mãe, Lena, que não sabia de nada até o momento, parecia ter se petrificado. Tentei não me abater pela reação e continuar naturalmente: 

-Winn, tio, você é um comandante incrível e fico extremamente feliz por fazer parte da minha vida, amo você, como parente e como profissional! - Diferente da ruiva, o grisalho já lacrimejava – Kara, mãe... - Adivinha quem mais estava chorando? - Obrigada por ter me dado o prazer de poder te chamar assim! Acho que não conheço ninguém tão acolhedor e cuidadoso como você, que me ensinou a andar de bicicleta, brincava comigo o dia todo e tinha que ser sobre humana para aguentar minha eletricidade. Obrigada por sempre deixar eu ganhar nas lutinhas quando eu era pequena, eu me sentia capaz de tudo depois de você bater no meu braço fingindo falta de ar! - Ri acompanhada do público que felizmente parecia não se irritar com o longo discurso – E, por último e mais importante, minha outra mãe! - Encarei os orbes verdes que estavam incrivelmente vermelhas e arregaladas – Foi a primeira mãe que eu conheci, acho que não da para se saber o real sentido dessa palavra até conhecer Lena Luthor! Sempre odiou que eu arriscasse minha vida, mas como quando eu era criança, nunca me impediu de me aventurar mesmo que seu coração saísse pela boca com a preocupação...  

Minha voz embargou, lembrei de tudo até aquele momento. 

-Sabe... - Lágrimas, muitas lágrimas, estou mesmo chorando no meu ambiente de trabalho onde devo não ter coração? - Eu só me tornei o que me tornei para proteger a você e a Elizabeth. Poderia ficar duas horas falando sobre como sou grata pela sorte que tive, mas como o tempo não é infinito, mãe, eu nunca vou amar ninguém como amo a você e a minha irmã... Obrigada por tudo. 

Meus olhos se embaçaram e quando terminei de secá-los minhas mães não estavam mais lá. Fiquei preocupada, mas não conseguia para de sorrir. Alex subiu ao palanque e me deu o distintivo. 

-Não sabe como me sinto orgulhosa nesse momento... - Sussurrou – Vai ser um prazer vê-la se tornar essa profissional.  

Acenei com a cabeça, eu sabia que ela estava sendo 100% sincera. 

Havia tudo acabado, eu tomei um banho no vestiário da unidade e já vestia o tão sonhado manto preto. Saia extremamente realizada do lugar quando vi uma movimentação estranha. Os agentes caminhavam agitados e os soldados esgueiravam as cabeças curiosos com o que não era de suas contas. Meu primeiro trabalho como agente, estava animada.  

Estava animada até ver do que se tratava. 

-Calma. - Meu tio apareceu ao meu lado colocando a mão no meu ombro. 

-É isso mesmo? - Perguntei num tom baixo, tentando não me mostrar irritada. 

-Sim. – Suspirou - Nós pegamos ela. 


Notas Finais


Não se esqueçam de comentar e, glr, vou deixar meu instagram aqui caso algum indivíduo queira falar com minha pessoa (carência o nome): @pequeno_marte
Podem mandar feedback no direct lá tb <3


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