História The Tiny Dancer - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Harry Styles, Lauren Jauregui, Louis Tomlinson, Lucy Vives, Normani Kordei, Veronica Iglesias
Visualizações 548
Palavras 6.456
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, LGBT, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E aê pessoas, terminei de revisar esse capítulo agorinha, e espero que curtam bastante. Mais um pouquinho das vidas, personalidades e trouxisses delas 😝
😘😘😘😘

Capítulo 3 - Acredite em si mesma


Fanfic / Fanfiction The Tiny Dancer - Capítulo 3 - Acredite em si mesma

Lauren

- Não adianta Mani eu estraguei tudo... – Me lamentei pela milésima vez sentada no banco do teatro ao lado da minha amiga, que estava com meu irmão no colo.

- Mas você não disse que o cara lá falou que você tem “enormes” chances?

- Ele disse para ser gentil. – me lamentei. – Eu errei várias vezes, não é possível que eles não tenham notado. Além disso eu não tenho formação em música, nem experiência com musicais, ou composições conhecidas...

- Laur, você está sendo dura demais consigo mesma, não deve nem ter errado as notas!

- Não errei nota nenhuma, mas alguns tempos. – suspirei.

- Então? Não é tão grave assim. Esse seu perfeccionismo te ajuda, mas as vez te atrapalha. E você disse que a Camila Cabello te elogiou bastante!

Suspirei ao lembrar da moça de olhos castanhos, ela foi tão gentil e atenciosa, amável, como a maioria das pessoas não são comigo quando presenciam minhas manias, mas ela não, ela me tratou bem, ficou preocupada, mesmo depois que passei álcool gel no piano, mas só devia estar sendo educada, ela tem jeito de que é bastante.

– Ela foi gentil Mani, só isso, ela é educada e doce demais para tratar qualquer pessoa com desdém.

- E descobriu isso só de passar alguns minutos na presença dela?

- Hein? – olhei para Normani e Chris, os dois me olhavam com sorrisinhos divertidos.

- Você tá com cara de boba Loli! – Chris falou e os dois riram. Senti meu rosto esquentar, mas o que esses dois estão pensando?

- Do que estão falando?

- Que você gostou da Camila! – Normani revirou os olhos sorrindo e Chris deu uma pequena gargalhada.

- O quê?! Não, eu não! Digo, eu gostei dela, mas não desse jeito que estão pensando, por que apesar dela ser linda, e doce, educada e atenciosa, eu não me relacionaria com alguém com quem trabalho, não que eu esteja pensando que já passei no teste, por que sinceramente eu acho que não passei, e nesse caso seria muito difícil de reencontra-la, e aí mesmo que as chances de eu gostar dela serão nulas, então nesse caso...

- Laur, você está discursando. – Mani tocou meu ombro e sorriu com ternura, sempre faço isso quando quero desesperadamente afastar um iminente pensamento recorrente.

- Tudo bem, tudo bem... – respirei fundo. – Eu quero ir pra casa... E esquecer esse teste desastroso.

- Acho que está exagerando, mas tudo bem. – Ela levantou com Chris no colo. – Vamos esquecer esse teste um pouco então, que tal eu ligar para a Vero e nós irmos para sua casa e conversarmos, vermos um filme e comermos pipoca?

- Tia Vero, Tia Mani, pipoca e filme! – Chris bateu palmas eufórico nos fazendo rir.

Fomos para minha casa de metrô, Mani ficou brincando com Chris o tempo todo, e eu? Eu estava perdida em meus pensamentos, meu teste foi ruim, eu sei que foi, mas eu estava nervosa demais, como poderia não tremer e errar os tempos diante de tantos olhos me observando? Principalmente diante daqueles olhos castanhos, era só ela olhar para mim, falar comigo e um tremor estranho se alastrava pelo meu corpo, parecia que eu estava com frio, mas não era frio, eu sentia calor usando aquele sobretudo numa sala aquecida, mesmo assim agradeci mentalmente à Doutora Moore por ter me lembrado dele, senão não conseguiria sequer sentar no banco do piano.

Mas então por que eu me sentia tão patética e intimidada pelo olhar dela? Camila me tratou tão bem, na hora em que passei álcool no piano achei realmente que iria ser expulsa daquela sala, mas para minha surpresa ela não se enraiveceu ou me olhou com desprezo, simplesmente continuou agindo com doçura, acho que foi justamente por isso que senti tão acuada, as pessoas geralmente ficam surpresas, me chamam de esquisita, doida, ou na maioria das vezes me ignoram, mas Camila não, ela pareceu realmente se importar comigo, nem minha última quase namorada se importava tanto assim, eu não estava acostumada a receber tanta cordialidade de alguém estranho que acabara de descobrir o quanto eu sou estranha, isso era novo para mim.

A única que não se importou com minhas esquisitices logo de cara foi Normani, mas isso por que Vero explicou sobre o meu problema, e já de posse dessas informações ela pôde ponderar sobre ser minha amiga ou não, para minha sorte e talvez azar dela, achou que seria uma ótima ideia ser.

Era isso, eu só estava surpresa com a cordialidade de Camila, somente isso e nada mais, e mesmo que eu tivesse gostado dela de uma forma diferente, como Mani e Chris insinuaram, isso estaria totalmente fora de cogitação, Barbra que o diga, não teve uma experiência muito agradável quando sua mente ingênua e cheia de esperanças, se pôs a acreditar que poderia ter um relacionamento agradável e cheio clichês comigo, talvez seja uma das poucas coisas que eu poderia dizer que soa positivo em mim, eu não sou nem nunca fui clichê, e ao mesmo tempo, para Barbra, isso foi negativo, pobre garota, nem um beijo decente consegui lhe entregar, sempre pensava nos germes e bactérias que estava trocando com ela.

E mesmo que eu tentasse a todo custo afastar esses pensamentos, é impossível não pensar em algo que está tentando não pensar, é como... Imagine uma rua, nela tem um carro verde, e crianças brincando, uma senhora com um cãozinho, um homem lendo jornal, agora feche os olhos e foque no carro verde, fácil não é? Agora imagine a mesma rua e tente a todo custo não pensar no carro verde, esquecer da existência dele, impossível não é mesmo?

Mesmo que tente focar em qualquer outra coisa que há naquela rua, só de tentar não pensar no carro verde você já está pensando nele, e é esse inferno que eu vivo todos os dias, tentar não pensar nas minhas obsessões me faz pensar nelas ainda mais, e isso consome em culpa, por não conseguir afastar esses pensamentos. A Barbra terminou nosso quase namoro extremamente chateada, ela não me entendia e foi embora jurando que o motivo era outra pessoa, mas como eu poderia ter outra se eu mal conseguia tê-la? Eu sempre fui uma merda em relacionamentos, por isso é melhor deixar quieto, assim eu não me machuco nem machuco ninguém.

Antes de irmos para casa passamos no Café Louis rapidamente, comprei uns croissants, por insistência do Chris, já que só os compro na quarta feira, e também pipocas de micro-ondas, Louis, o dono do café, não vendia esse último item, mas como uma vez eu contei que o Chris gosta bastante ele começou a vender, muito gentil da parte dele. Sabe, eu tenho uma inveja do Louis, como ele consegue beijar seu namorado, no caso agora ex-namorado, Jerry, sem culpa, totalmente entregue naquele ato? Eu não podia receber um beijinho na bochecha de Barbra que já queria passar álcool gel na minha cara, eu sou muito estúpida...

Acho que uma música que definiria bem minha vida nesse momento seria Paranoid, do Black Sabbath, por que apesar da minha casa ser extremamente limpa e doentiamente bem organizada, existe uma bagunça infinita dentro da minha cabeça, que eu tento compensar externamente, sem muito sucesso, com meus rituais de limpeza e organização, além de algumas outras coisas sem sentido que faço, como rituais de checagem, me sinto tão paranoica, mas não consigo deixar de ser.

Dizer a uma pessoa que possui TOC para deixar de fazer seus rituais ou de ter pensamentos recorrentes é o mesmo que dizer a uma pessoa com depressão para deixar de ficar triste. Não dá para simplesmente chegar e dizer: Lauren, pare de pensar nisso, e plim, magicamente o pensamento desaparece, isso teria o efeito contrário, aí sim que eu pensaria ainda mais no assunto, como na metáfora do carro verde, é uma merda, eu sei.

Como uma vez quando me cortei com um estilete e não pude dormir por três dias, imaginando que eu iria pegar tétano e morrer, mesmo que eu soubesse que o objeto não estava enferrujado, que estava com minha vacina em dias e que ela dura dez anos. Quando Vero descobriu o motivo de eu não estar dormindo direito, por que é claro eu não contei, estava com muita vergonha do meu comportamento, teve que me arrastar até o médico para tomar outra antitetânica, além de fazer exames para me provar que eu não tinha tétano, foi um alívio para mim. [N.A.: Isso aconteceu comigo 😬]

Chegamos no meu apartamento por volta das cinco da tarde, Mani tirou os sapatos como sempre e foi direto no banheiro social tomar uma ducha, Chris e eu fomos tomar no banheiro do meu quarto, no caminho ela já havia ligado para Verônica, que chegou pouco tempo depois que a pipoca ficou pronta, quando Normani teve que fazer tudo sozinha, eu tenho um certo receio de mexer no micro-ondas, uma vez vi uma reportagem sobre uma senhorinha que se machucou feio com a explosão de um enquanto fazia lasanha, além de tudo sou uma grande medrosa...

- Antes que pergunte eu tomei um banho bem demorado antes de vir pra cá! - Vero sorriu, tirou os sapatos, tirou o sobretudo o pendurando num dos ganchos perto da porta junto com sua bolsa, e limpou as mãos no álcool gel que fica preso na parede, só então me abraçou.

- Oi Verônica, que bom que veio. - Falei um pouco triste.

- O que foi? Algo errado?

- Nada Vero, ela que cismou que o teste dela foi um desastre. – Mani revirou os olhos enquanto comia pipoca com Chris sentada no sofá. Espero que eles não sujem meu sofá inteiro com migalhas, senão os dois vão limpa-lo três vezes.

- Você um desastre no piano? Duvido! – Vero riu e me arrastou para o sofá junto com Normani e meu irmãozinho. Eu sentei e ela ficou de pé na frente de Chris verificando sua temperatura.

- Ela acha que foi tia Vero. – Chris esticou os bracinhos para Verônica, que o pegou no colo e o abraçou forte.

- Pois essa sua irmã é uma pessimista profissional, pode dizer isso a ela? – Vero falou baixinho no ouvido do meu irmão o fazendo rir.

- Você é uma pessim-pesmici... Como se diz tia? – Chris torceu a boquinha rosada e nós rimos.

- Pessimista, e muito profissional. – Mani falou e os três riram de mim, complô.

- Sou realista, não posso dizer que meu teste foi bom quando não foi.

- Ai Laur. – Vero revirou os olhos e sentou entre Normani e eu com Chris no colo. Algo que me deixa muito feliz é que minhas amigas se dão muito bem com meu irmão e cuidam dele com um carinho enorme. – E você Mani, como foi?

- Ai, eu acho que dessa vez eu consigo uma vaga num grande musical, estou otimista! – Mani falou um tanto eufórica.

- Viu besta? É assim que se deve pensar. – Verônica olhou para mim e os três riram da minha cara de novo, parece que esses três tiraram a noite pra me provocar. Cerrei os olhos para eles e me dediquei a encontrar um filme interessante na Netflix, algo que Chris também pudesse ver.

- Mas só tem pipoca aqui? Eu estou com fome! – Vero reclamou colocando um enorme punhado de pipocas na boca.

- Tia Mani pediu pizza! – Chris se agitou e eu revirei os olhos, como conseguem comer algo que alguém que nem sabemos quem é pôs as mãos? Eu não queria que meu irmão comesse aquilo, mas Mani e ele me convencerem com uma chantagem emocional barata, usaram as palavras da minha psiquiatra, de que Chris não é igual a mim e eu não posso impor minha condição a ele, pegaram no meu ponto fraco...

- Daqui há pouco deve estar chegando. – Mani falou e logo deu um sorrisinho levado. Ah não, ela vai dizer a Verônica sobre Camila Cabello, e isso nem é verdade! – E você nem sabe Vero...

- O quê?

- Mani não! – pedi.

- Não o quê? Agora estou curiosa! – Vero se empolgou.

- Não é nada! – tentei.

- É sim! – Chris sorriu, ele sabe do quê estamos falando? Quantos anos esse garoto tem mesmo?!

- O que é? Fala logo!

- Já ouviu falar em Camila Cabello? – Mani balançou as sobrancelhas, e eu bufei escondendo o rosto com as mãos.

Vero franziu o cenho. – Não é aquela coreógrafa bem famosa, que tem o nome em quase todo musical importante?

- Ela mesma.

- O que tem ela? – Oh inferno, vai começar...

- Loli gosta dela, disse que ela é linda! – Chris quase gritou e eu quis sair correndo dali. As duas fizeram sons nasais e depois começaram a rir.

- E ela é bonita mesmo Chris? – Vero perguntou me cutucando com o cotovelo, continuei no meu mundinho de mãos no rosto.

- É sim, tia Mani me mostrou uma foto no celular!

- Olha só isso Verônica! – Normani riu e depois de alguns instantes...

- Minha nossa Lauren, que deusa é essa?! – Verônica puxou meu braço tirando uma de minhas mãos do rosto. Mani me mostrou a foto que achou de Camila na internet, e meu coração errou umas batidas ao ver seus olhos castanhos penetrantes na tela do celular. – Se você não quiser eu quero!

- Não! – Respondi sem pensar e os três gargalharam. - Q-quero dizer, você nem sabe se ela gosta de mulheres!

- Ela gosta sim, aqui diz que já namorou uma moça chamada Ariana Grande. – Mani sorria olhando para o celular. Ela gosta de mulheres? Já namorou uma...

- Então eu posso investir. – Vero balançou as sobrancelhas e eu cerrei os olhos para ela.

- Não tia Vero, ela é da Loli. – Chris falou um pouco autoritário.

- Mas a Loli não quer! – Verônica imitou a vozinha do meu irmão e fez cócegas nele.

- Não tia! – sua gargalhada gostosa de bebê ecoava no apartamento. – A Loli quer sim!

- Eu só paro de fazer cócegas se ela disser que quer!

- Diz que quer Loli, por favor! – Chris choramingava rindo e eu fiquei aflita, uma vez vi na TV um homem que desmaiou com tantas cócegas. – Loli diz logo!

- Tudo bem, eu quero, eu quero! Agora deixe ele em paz! – tirei meu irmão dos braços dela e ele me olhava com um sorrisinho sapeca.

- Era mentirinha Loli, tia Vero não estava fazendo cosquinha de verdade!

- Traidorzinho! – Falei e já ia fazer cócegas nele, mas não muitas, quando o interfone tocou.

- Deve ser a pizza! – Normani pulou do sofá e correu para atender, não demorou muito ela pôs os chinelos, foi até a portaria e voltou de lá saltitante com a pizza em mãos, ela já ia colocar em cima do centro mas eu não deixei.

- Espera! – impedi e corri até a cozinha e peguei um rolo de toalha de papel, pratos, garfos, facas e copos, tudo descartável. – Pronto, coloque a pizza em cima da toalha de papel. – e coloquei um pedaço bem grande no centro. Elas se entreolharam e negaram com a cabeça sorrindo.

- Oba! Pizza! – Chris estava extremamente entusiasmado, provavelmente por que nunca come esse tipo de alimento.

Elas se serviram e serviram meu irmão de pizza, colocaram refrigerante para as duas e para meu irmãozinho eu fiz de suco de laranja natural, não quero que ele tome refrigerante tão novo.

Coloquei o filme que Chris insistiu em ver pela milésima vez, Frankenweenie, apesar de ser uma animação não sei se ele entende muito bem a história, mas é completamente apaixonado pelo cãozinho, Sparky, até comprei um de pelúcia para ele, e também é Tim Burton, adoro os filmes dele, meu irmão tem um gosto parecido com o meu para filmes.

Quando ele crescer mais um pouco vou apresentar o clássico The Nightmare Before Christmas, Chris ainda acredita em Papai Noel, então acho que pensar que alguém poderia sequestrar o bom velhinho seria assustador demais para ele agora, mas valerá muito a pena conhecer essa preciosidade mais tarde, ainda mais por ter a trilha sonora composta por Danny Elfman, um dos maiores nomes da música e compositor de trilhas sonoras dos Estados Unidos, o cara é simplesmente um gênio, espero um dia poder conhecê-lo, e quem sabe até o Elton John, mas a quem estou enganando? Nunca vou conhecê-los, pare de sonhar Lauren.

- Tem certeza que não quer nem um pedacinho Laur? – Mani falou baixinho para não atrapalhar o filme. Elas pediram de mozarela, justamente por eu ser vegetariana, com a esperança de que eu comesse ao menos um pedacinho.

Eu olhei para a pizza um tanto relutante, dizer que eu não queria seria uma mentira deslavada, mas daí a esquecer que um desconhecido pôs as mãos sem luvas nela, era outra história.

- Não Mani, obrigada, eu vou comer minhas frutas e croissant mesmo.

- Tem certeza? Eu posso dividir uma fatia com você.

Ainda pensei um pouco, eu queria, queria muito, devia estar mesmo boa, mas minhas paranoias falaram mais alto. – Não, eu estou bem, obrigada.

- Você que sabe. – e voltou a prestar atenção no filme. Que droga, não consigo nem comer um pedaço de pizza.

Depois que o filme acabou Chris já estava adormecido nos braços de Verônica, que o pôs na cama e o examinou, ela não consegue ver uma criança sem saber que está realmente bem de saúde, é uma ótima pediatra, e além disso Chris esteve doente noite passada. Quando ela voltou nós três conversamos ainda por um bom tempo, no qual a maior parte elas me azucrinaram com insinuações sobre Camila Cabello. Eu entendo que elas só querem o meu bem, querem me ver feliz, apaixonada, mas no momento não existe ninguém que me faça esquecer, ao menos um pouco, minhas loucuras e que me entenda a ponto de me aceitar assim, e eu duvido que essa pessoa exista.

Minhas amigas foram embora por volta das vinte e duas horas, ofereci a Normani que dormisse no quarto de hóspedes, mas Vero disse que lhe daria uma carona para casa e ela concordou, dei uma última olhada em Christopher e fui fazer meus rituais para poder dormir em paz. Verificar todas as portas e janelas duas vezes, escovar meus dentes, organizar minhas partituras, meus vinis, livros, figuras de ação, e acabei suando um pouco, por isso tomei outro banho, quando consegui deitar na cama já passava de uma da manhã.

(🎵)

Acordei às oito como sempre, por mais tarde que eu vá dormir não consigo acordar mais que isso, Chris, como se fosse combinado já abria os olhinhos assim que entrei no quarto dele, o levei para tomar banho, tomei o meu, e fomos fazer nosso desjejum, quando terminamos higienizei a cozinha e fomos para a sala do piano. Meu apartamento é bem grande e arejado, e obviamente eu não poderia pagar pelo aluguel de algo assim, mas ele é meu, não preciso pagar nada por ele, por que foi deixado para mim em testamento pela minha mãe de coração, Irmã Isabel, que Deus a tenha.

Fui checar meus e-mails no Notebook para saber a resposta do meu cliente em relação à música do biscoito, o dia de ontem foi tão corrido que esqueci. Ele quer que eu mude a letra, deu um monte de palpites... Isso só acontece quando o cliente é muito exigente, geralmente gostam bastante dos meus jingles. Deixei Chris na mesinha dele, fazendo sua lição sobre os números num livrinho que comprei para ele, e sentei no banco do piano para trabalhar nas sugestões do meu cliente, mas antes que eu pudesse tocar a primeira nota, meu telefone tocou. Número desconhecido de novo, será que é Normani ligando do celular de um estranho mais uma vez? Ela não aprende.

- Pois não? – atendi cordialmente, poderia não ser ela, e não era...

- Lauren, Lauren Jauregui? – uma voz rouca e adocicada soou do outro lado.

- Sou eu, quem deseja?

- Camila Cabello, estou ligando para dizer que você foi selecionada. – Ai meu pai...

Camila

Cheguei em casa por volta das onze e vinte da noite no dia das audições, tanta coisa havia acontecido que minha cabeça dava voltas e mais voltas em torno de tudo que passei desde que acordei, a visita inesperada do rato, sua infantilidade me pondo para fora do meu apartamento e se trancando lá para me obrigar a conversar com ele, e a raiva que senti disso, mas logo depois veio a animação e euforia dos testes para o musical, e o clima agradável que esse ambiente sempre me traz, um teste em especial que chamou minha atenção...

Eram tantas coisas rondando minha mente, eu precisava mais que tudo de um banho quente e demorado, pensei em esquentar a água da piscina ou ligar a hidromassagem, mas fiquei com preguiça e resolvi encher a banheira da minha suíte mesmo, coloquei uns sais com aroma bem suave, e me permiti descansar por quase uma hora naquela banheira exageradamente grande que minha mãe, não sei como, me convenceu a comprar, mas no final das contas acabei gostando bastante dessa aquisição.

Quando saí da banheira tomei uma rápida ducha de água morna e me vesti com um roupão macio, presente do meu pai, tenho certeza de que foi caríssimo, mas ele não me revelaria isso nem sob tortura, meus pais não têm com o que se preocupar quando o assunto é dinheiro, sempre tive tudo desde que nasci, cercada de mimos e luxos, nunca precisei me importar com o preço das coisas, até o dia em que tive que sair de casa e ir estudar em Londres, lá meu dinheiro foi contado, meus pais queriam que eu desse valor a ele, o que deu certo, hoje, apesar de ter um padrão de vida bem alto, isso não me deslumbra, gosto do simples, do significativo, e não do mais caro e pomposo.

Apesar de morar num dos bairros mais caros de New York, Greenwich Village, mas não é por luxo nem nada, e sim por que fica no centro, é mais cômodo, além disso, passei boa parte da minha infância morando nesse aconchegante bairro residencial com minha família, depois fomos para Miami, e quando passei a morar sozinha, voltei para esse lugar que só me traz boas lembranças, mama, papa e Sofi continuam em Miami, mas sempre que posso vou visitá-los e eles vêm para cá.

Deitei na cama de roupão e tudo, cansada demais para por minha camisola, e eu dormiria ali mesmo, se não fosse meu celular avisando que eu havia recebido uma mensagem no aplicativo. Sorri largamente ao ver de quem era.


Didi Farofa: Oi Chancho! Ainda acordada? [00:38]

Eu: Estava quase dormindo, mas certas pessoas não tem relógio em casa... [00:40]

Didi Farofa: Deixa de ser rabugenta! [00:40]

Eu: Eu estou brincando meu amor! ❤❤ [00:41]

Didi Farofa: Sei... Enfim, só pra saber se você chegou em casa bem, se o rato não te incomodou mais [00:42]

Eu: Ownti, eu estou bem Di. Ele me ligou pra perguntar do musical, quis saber por que eu não o avisei, era só o que faltava, ele agora achar que eu gerencio a carreira dele! [00:44]

Didi Farofa: Óbvio que você não iria ficar ligando pra um rato pra avisar nada, até parece que você é babá desse verme! [00:46]

Eu: Pois é [00:46]

Didi Farofa: Mas não foi só por isso que te “incomodei” [00:47]

Eu: Iiiihh lá vem... [00:48]

Didi Farofa: Deixa de ser chata, sua velha rabugenta! Olha só isso [00:48]

[Vídeo]

Eu: Cheechee! Eu não acredito que filmou a Normani dançando no seu celular! [00:51]

Didi Farofa: E o que é que tem? Eu faço parte da avaliação não? Nada mais natural que analisar melhor uma candidata com grandes chances de ser aprovada. [00:53]

Eu: 😒 [00:53]

Didi Farofa: Não se preocupe, eu sou profissional baby, não vou dar em cima da menina. Mas se ela der em cima de mim não posso fazer nada 😌 [00:54]

Eu: Você não aprende não é? Já não bastou aquela confusão com a Hannah?! [00:55]

Didi Farofa: Ei! A Hannah era uma escrota e você sabe disso [00:56]

Eu: Por isso mesmo, você tem que aprender a se preservar mais Di [00:57]

Didi Farofa: Eu sei, eu sei... Vou com calma, juro! [00:57]

Eu: Acho bom [00:58]

Didi Farofa: Vou indo nessa, qualquer coisa liga, te amo! [00:59]

Eu: Também te amo! Liga se precisar também [01:00]

Didi Farofa:

[Vídeo]

Sonhe com os anjos, ou melhor, com seu anjinho de olhos verdes 😘😘😘 [01:03]

Eu: Di o que é isso? [01:04]

Eu: Di? [01:06]

Eu: Dinah Jane! [01:08]

Eu: Aff! Também te amo estrupício! 😒 [01:10]

Resolvi ver o vídeo que ela me mandou, já que a belezoca não iria me responder mais mesmo, e meu coração saltou com o que vi, minha amiga filmou a apresentação de Lauren também, nós só assistiríamos o material que Sally preparou dos candidatos no dia seguinte, e demoraria bastante para ver todos e avaliar, mas revendo a apresentação da moça de olhos verdes, eu tive mais uma vez a certeza de que não podíamos perdê-la, ela era simplesmente magnífica! Sabe aquela pessoa que enche seus olhos de lágrimas só por vê-la tocar tão bem, tão entregue e cheia de paixão pelo que faz? Essa era Lauren Jauregui. Uma grande pianista e compositora.

Suas mãos delicadas de porcelana percorriam o piano suavemente, seus dedos pressionavam as teclas com firmeza e delicadeza ao mesmo tempo, não sei como isso era possível, mas ela o fazia ser, e à medida que eles tocavam as notas, parecia que cada uma delas era tocada diretamente no meu coração, Di gravou a parte em que Lauren tocou aquela melodia suave que me fez lembrar minha infância, e quando menos esperei as lágrimas já escorriam pelo meu rosto e eu sorria como uma idiota olhando para o celular. Ela tem que estar nesse musical, não é possível que nós deixemos alguém assim escapar!

Mandei uma mensagem para alguém que poderia me ajudar, podia ser que o pessoal se chateasse por eu tomar uma decisão tão importante sozinha, principalmente Ally, que é a diretora do espetáculo, mas eu simplesmente não podia deixar que Lauren sequer pensasse que ela não seria escolhida, ela parecia tão frágil e ansiosa, eu tinha que dar essa segurança a ela.

Eu: Amber? Desculpe incomodar a essa hora, mas eu preciso de um favor... [01:20]

AmberVision: Não incomoda Mila, eu estou acordada, o que minha rainha deseja? [01:22]

Eu: Pare de dar em cima de mim, que eu tenho vergonha 🙄 [01:23]

AmberVision: Eu sei, desculpe, já saquei que você nunca vai me notar 😢 [01:24]

Eu: Deixa de ser boba! 😁😁😁 [01:24]

AmberVision: 😂😂😂😂 [01:25]

AmberVision: Então o que quer que eu faça? [01:26]

Eu: Preciso do contato de um candidato 😬 [01:27]

AmberVision: Ok, eu estava mesmo passando os dados para o meu iPad, de qual você precisa? [01:28]

Eu: Lauren Jauregui [01:29]

AmberVision: Espera só um pouquinho [01:30]

Eu: Ok 😉 [01:30]

AmberVision: Aqui está, segue a ficha completa [01:32]

[LaurenJauregui.pdf]

Eu: Ain, obrigada Amber! Te devo uma 😘 [01:33]

AmberVision: Eu posso pensar numa forma de pagamento 😏 [01:34]

Eu: 😒 [01:34]

AmberVision: Brincadeira sua chata! 😂 Não me deve nada, gosto de te ajudar 😘 [01:35]

Eu: Ok Amber, e obrigada mais uma vez 😘 [01:35]

AmberVision: De nada, até amanhã! Na casa da Ally né? [01:36]

Eu: Isso, até amanhã [01:36]

AmberVision: Ok 😘😘😘 [01:37]

Salvei o número de Lauren no meu celular e fechei o aplicativo, pensei em ligar para ela na mesma hora e ainda bem que me contive, onde eu estava com a cabeça para ligar para um dos candidatos quase às duas da manhã?! Entretanto as lembranças daquelas mãos se movendo sobre as teclas do piano, e a doce melodia que produziam vieram sorrateiramente preencher meus pensamentos, e sem negar minha vontade eu peguei o celular novamente para rever o vídeo dela. Eu não tinha medo ou vergonha de admitir, ao menos para mim mesma, estava completamente encantada com a musicista talentosa que me presenteou com aquela doce canção.

Revi o vídeo por mais cinco ou seis vezes, a música era curtinha, mas simplesmente viciante de tão linda, e a moça também, entretanto a última vez que visualizei percebi algo peculiar, algo que quase não se notaria se visse o vídeo apenas uma vez, mas vi tantas que me peguei analisando cada detalhe do rosto dela, e por um breve instante, no momento em que ela ajeita o cabelo atrás da orelha percebi algo em seu ouvido, que logo é encoberto pela mecha teimosa que escapou.

Pausei o vídeo no momento em que o objeto estranho aparece e aproximei a imagem. Ela usava um aparelho no ouvido, será um ponto eletrônico? Mas para quê? Não, espere, isso não é ponto eletrônico coisa nenhuma, aproximei mais, é... Um aparelho auditivo? Ela tem deficiência auditiva? Não tem nada sobre isso na ficha dela. Será que é nos dois ouvidos? Ela está de lado, não dá pra ver o outro. Nossa, ela continua me surpreendendo, não há outra, tem que ser ela.

Peguei no sono e acordei às oito da manhã ainda com o iPhone embaixo do meu corpo me incomodando, ainda bem que não o quebrei dormindo, do jeito que sou desastrada é um milagre que isso não tenha acontecido, milagre de verdade é que mesmo sendo tão estabanada eu consiga dançar, minha irmã mais nova, Sofia, de quinze anos, sempre diz isso.

Acho que é porque eu amo tanto dançar que não há espaço para pensar em mais nada quando estou no tablado, eu apenas deixo a música envolver minha mente e minha alma, e parece que meu corpo vai sozinho, é mágico, assim como Lauren tocando piano... Por falar nela, preciso ligar, mas acho que ainda é muito cedo, talvez ainda esteja dormindo, na ficha diz que ela trabalha em casa compondo jingles, fascinante. Vou tomar café da manhã, fazer minhas coisas e então ligo.

Muito sem graça peguei o celular, e os segundos entre digitar os números de telefone dela e o botão de ligar foram preenchidos por nervosismo e inquietação, parecia que havia algo muito importante para acontecer, como a descoberta de um novo planeta ou espécie, mas era apenas uma ligação de trabalho, o que poderia haver de tão extraordinário nisso afinal? Meu coração bobo talvez achasse que sim, havia, por que acelerou absurdamente quando a voz rouca e suave, um tanto formal demais, soou do outro lado.

- Pois não?

- Lauren, Lauren Jauregui? - por muito pouco não gaguejei.

- Sou eu, quem deseja? - senti uma leve vontade de rir, será que ela é sempre tão séria assim?

- Camila Cabello, estou ligando para dizer que você foi selecionada. – Silêncio. – Lauren?

- E-eu estou aqui...- sua voz soou baixa, será que está se sentindo mal? Não deveria ter dado a notícia assim tão repente.

- Você está bem?

- S-sim, digo, não, eu-eu...

- Certo, respire fundo... Está passando mal. Como posso te ajudar? – eu já estava aflita, mas não demonstraria isso a ela, poderia piorar seu estado.

- E-eu vou ficar bem, eu só... Pronto, sentei. – ela ainda respirava com dificuldade, puxando e soltando o ar, bem devagar, o que me levou a fazer o mesmo, passamos bons segundos assim, até que ela quebrou o silêncio. – Pronto, b-bem melhor, desculpe se a assustei senhorita Cabello. – sua respiração já estava normal, mas ainda a senti nervosa.

- Por favor, me chame de Camila, e me desculpe você por ter dado a notícia assim, não queria te fazer mal.

- Não, não se desculpe, a-a notícia tinha de ser dada de q-qualquer forma, e-e... Na verdade me fez bem... – imaginei que estivesse dando um leve sorriso agora e sorri de canto.

- Tudo bem, eu... Vou ter que desligar agora, ainda temos um monte de candidatos para selecionar, mas você está garantida, já é minha, digo, nossa! Você já é nossa! – Sorri nervosa, de onde tirei esse minha?!

- É uma honra, senhorita, digo, C-camila, eu juro que não irá se-se arrepender, tem a minha palavra. – e novamente aquele tom sério e formal, que eu não sei se ela sabe, mas tem o efeito contrário da impressão que talvez pretenda passar, a de pessoa extremamente profissional, mas para mim soa extremamente cativante. Talvez um dia revele isso a ela, quem sabe?

- Ok então, até mais Lauren, eu ligo avisando sobre os ensaios.

- Certamente, eu estarei esperando. – Cativante...

Desliguei a ligação e permaneci olhando para a tela do celular, ora mas... Isso foi um suspiro Camila? Balancei a cabeça e sorri, eu só posso estar ficando maluca. Decidi me arrumar para ir até a casa de Ally, marcamos de nos encontrarmos lá para assistir e avaliar os vídeos dos candidatos, ela mora com o marido, Troy, e a filhinha de três anos Isabel, uma fofa! Mas como a casa é bem grande e provavelmente Isabel, ou Bebel, como a chamamos, está na escola e Troy trabalhando, não corre o risco de atrapalharmos a rotina deles.

Cheguei na casa da minha amiga por volta das dez da manhã, ela mora no mesmo bairro, por isso me permiti ir a pé, é uma caminhada extremamente agradável, cada rua por onde passo tem um pedacinho da minha infância, um gostinho especial de nostalgia, o Café Brigss, a Pracinha atrás da igreja, a pequena ruela de tijolos azuis, sempre passo por aqui por que me traz uma sensação muito boa, mas não lembro o motivo.

- Mila, que bom que chegou, o pessoal já está todo aí. – Ally me recebeu calorosamente como sempre, mesmo antes de se tornar mãe seus abraços sempre foram quentinhos e aconchegantes, é para ela que eu corro quando preciso de colo e não posso me aninhar no de mama.

- Atrasada como sempre. – dei um sorriso forçado e ela riu me dando um beijinho na bochecha e me puxou para dentro, fechando a porta em seguida

- Tudo bem, Sally e Tommy ainda estão preparando o equipamento, se quiser comer ou beber algo eu fiz risoto de camarão e tem suco...

- Tia Mila! – Ally foi interrompida por uma vozinha estridente e um corpinho pequeno se chocou contra minhas pernas. Seus cachinhos loiros escuros balançavam e seus olhinhos cor de mel me fitaram extremamente felizes.

- Bebel meu amorzinho! – a peguei no colo e a enchi de beijinhos a fazendo gargalhar. – Não era pra você estar na escola mocinha? Hum? – ela sorriu enchendo suas bochechas rosadas e suas covinhas apareceram, não resisti e lhe dei mais um beijinho.

- Não tem aula hoje, minha professora disse que vai ter um negócio de professor lá. – ela franziu o cenho conseguindo ficar ainda mais fofa

- Reunião pedagógica. – Ally explicou.

- Aí eu não vou pra escola hoje não, né minha querida? – Bebel falou para Ally nos fazendo gargalhar alto.

- Não minha querida, você não vai hoje. – Ally respondeu ainda rindo.

- Então quer dizer que você vai passar o dia com a tia Mila?

- Siiim! – ela agarrou meu pescoço me dando beijinhos babados na bochecha.

- Bebel, está babando sua tia toda! – Ally riu.

- Foi sem querer mama. Desculpa tia, escapuliu. – ela me olhou com a carinha de culpada.

- Tudo bem meu amor, titia ama seus beijinhos, mesmo babados.

- Ah mas eu não gosto de baba não! – Dinah apareceu sorrindo. – Se você me babar vai ter que se ver com o monstro do pântano Bebel! – ela pôs os cabelos na frente do rosto e Bebel gritou eufórica nos meus braços.

- Não tia Didi, o monstro do pântano não! – ela riu nervosa e eu a pus no chão, logo Dinah saiu correndo pela casa atrás da pequenina que ria e gritava.

- Essas duas estão brincando disso desde que Dinah chegou, não sei quem está se divertindo mais. – Ally sorriu com ternura olhando para elas.

- Acho que as duas, Dinah provavelmente será uma ótima mãe, se um dia quiser ter filhos é claro. – Observamos a interação das duas de longe, uma vez minha amiga mais alta expressou sua vontade de ter filhos algum dia, mas também o medo de não ser tudo que uma criança precisa, eu tenho certeza de que ela será se quiser. – Ahn... Ally, eu tenho uma coisa pra te contar... – mordi os lábios um tanto nervosa.

- O que foi? – ela franziu o cenho e sorriu.

- Eu... Liguei para aquela candidata agora de manhã, sabe, Lauren Jauregui, a de olhos verdes...

- Você disse a ela que estava aprovada. – Ela não perguntou, afirmou. Eu assenti sorrindo, sentindo meu rosto esquentar. – Tudo bem, eu imaginei que faria algo assim, você ficou simplesmente encantada com... A música dela.

- Sim Ally, me desculpe, eu sei que você é a diretora e eu deveria ter esperado seu aval, mas nós não podemos perder um talento como o dela. Podemos dizer ao pessoal que a decisão foi sua? – dei um sorriso forçado.

- Podemos sim, será nosso segredo. – Ally riu, minha amiga é sempre tão compreensiva, mas eu tenho créditos com ela, nunca tomei uma decisão que não depende só de mim sem o consentimento de Ally, é a primeira vez que isso acontece. – E quer saber do quê mais? Eu já estava mais do que inclinada a escolhe-la.

- Obrigada Ally. – senti meu rosto quente. - E onde está o Troy? – mudei de assunto.

- Viajando a trabalho, como sempre. – Ally revirou os olhos. – E ainda quer ter outro filho, vê se pode! Eu já disse a ele que se quiser ver outra criança correndo por essa casa ele vai ter que cumprir o que me prometeu quando casamos, parceria, caso contrário nada feito! – Isso a deixava visivelmente frustrada.

- E a Bebel?

- Morrendo de saudades dele. Sinceramente, não estou com a menor vontade de ver duas crianças tristes dentro dessa casa, assim isso não vai funcionar de jeito nenhum!

- É fase Ally, daqui há pouco a empresa dá uma trégua e ele vai poder passar mais tempo com vocês duas.

- Deus te ouça Mila. – Nos abraçamos de lado e caminhamos em direção à cozinha. Troy é representante de vendas de uma Multinacional e os últimos dois anos têm sido uma loucura de viagens e reuniões na vida dele, mas espero realmente que as coisas se acalmem e ele possa passar mais tempo com minha amiga e minha sobrinha postiça, não aguento ver meus bolinhos tristes.

Por fim aceitei o risoto de camarão de Ally e o suco de uva, o preferido de Bebel, pois o dia estava apenas começando, e eu tinha certeza de que seria bem longo.


Notas Finais


Então é isso, já comecei o próximo e vou fazer de tudo para não demorar muito.
PS.: Gostaram dos apelidos que a Camila deu para seus contatos? A fada e seu senso de humor único 😌
😘😘😘😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...