História The Tracker - Capítulo 8


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Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Bella Swan, Demetri Volturi
Tags Demetriebella, Shipinusitado, Volturi
Visualizações 49
Palavras 2.319
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Contato


Fanfic / Fanfiction The Tracker - Capítulo 8 - Contato

- aproximadamente uma semana depois -

Demetri andava de forma calma pelas ruas de Forks. Uma semana havia se passado desde que ligara para Aro com o intuito de informá-lo sobre a existência dos lobisomens. E seu mestre havia lhe mandado ficar naquela cidade.

Mesmo que o vampiro estivesse entediado com aquele marasmo, um fato positivo ele não podia deixar de analisar: não precisava usar capa. O céu de Forks era nublado e os raios solares eram ausentes em quase todos os dias ali, o que facilitava a vida de Demetri. Mesmo que o peso da capa fosse quase imperceptível, não ter preocupações em sempre checar se a pele estava aparecendo era algo bem-vindo.

Os olhos vermelhos, cobertos por óculos escuros, analisavam todos os humanos que estavam ao redor. Os homens passavam pelo vampiro e o olhavam com um pouco de curiosidade. Demetri sabia que Forks era uma cidade pequena, e um rosto novo sempre era uma novidade no lugar. Revirou os olhos por debaixo das lentes.

Um grupo de garotas se aproximava dele. As meninas o olharam com curiosidade também, mas Demetri pôde sentir a onda de pensamentos femininos fluir por todo o lugar, e não precisava necessariamente de um dom para isso. Elas se entreolhavam e davam sorrisos cúmplices, como se estivessem conversando algo importantíssimo. Já ele direcionava a sua atenção para outros caminhos. Sentia o cheiro das meninas e estava escolhendo mentalmente qual poderia ser a sua próxima refeição. Mas ele já estava satisfeito, e mesmo que algumas ali fossem virgens e com sangue limpo, qualquer homicídio em Forks poderia gerar suspeitas.

[...]

Bella acordou naquela manhã de sábado de forma tranquila, e se surpreendeu com isso. Não dormia bem há tempos. Espreguiçou-se lentamente debaixo do cobertor e percebeu que estava com calor. A janela estava aberta, mas nenhum barulho de chuva chegava aos seus ouvidos, e nenhum vento gelado entrava pelo quarto. Não existia sol, mas Bella pôde perceber com convicção que o dia era um dos poucos dias que podia se aproveitar de forma satisfatória a cidade de Forks.

Consequentemente La Push.

Era um dia raro, e Bella lembrou-se de que não via Jacob desde o dia do conflito em sua escola, e percebeu que estava com saudade do amigo. Decidiu por ir a La Push, poderia convidá-lo até mesmo para pular de penhasco, ou simplesmente andar pela praia e conversar assuntos inúteis, como faziam nos tempos bons de amizade.

Sentiu-se mais animada com o sábado e saiu da cama, enfiando roupas de banho no corpo e uma roupa mais fresca por cima, calçando os tênis logo depois. Arrumou uma mochila com uma toalha, caso precisasse mesmo pular de pedras e penhascos. Penteou os cabelos e saiu do quarto, indo em direção ao banheiro para escovar os dentes e lavar o rosto.

Ao descer as escadas, Charlie parou de ler o jornal diário e a fitou de canto de olho. Bella sorriu para o pai e pegou uma fruta, mordiscando-a.

— Bom dia, Charlie. — desejou . Charlie a olhou curioso.

— Bom dia, Bells. Vai sair?

Charlie olhou para a mochila pendurada no ombro da filha. Bella mordeu mais uma vez a maçã e assentiu com a cabeça.

— Vou para La Push, ver se Jake quer dar um pulo na praia.

Os olhos de Charlie brilharam. Há meses queria que a filha saísse da situação depressiva em que estava por causa do maldito namorado egoísta. Charlie apenas assentiu com animação, enquanto ela sorria e saía de casa, mochila no ombro e maçã na mão.

Entrou na picape e a ligou, pegando a estrada para La Push. Abriu o vidro para o vento quente bater em seu rosto. O silêncio a reconfortava agora, mas infelizmente ainda abria espaço para pensamentos que ela tentava evitar.

Não demorou muito a avistar as casas pequenas da vila Quileut. Bella pegou a rua que dava para a casa de Jacob e a pequena casa simples e vermelha apareceu por entre as árvores. Ela sentia falta do lugar, desde que Victoria não era mais um problema, não visitara Jacob, era sempre o amigo que ia ao seu encontro.

Desligou a picape e rumou para a porta da casa vermelha, batendo. Um barulho diferente soou dentro da casa e ela apenas esperou, sabendo que era Billy que estava do outro lado. O pai de Jacob abriu a porta e pareceu surpreso ao vê-la ali.

— Bella.

Franziu o cenho e ela deu um sorriso contido.

— Jake está?

Billy começou a ficar inquieto, e ela o conhecia o suficiente para dizer que ele estava incomodado com algo. Bella o fulminou com os olhos, dizendo por meio desse gesto que não sairia dali enquanto não tivesse uma resposta honesta.

- Er... Jacob saiu com a Wolfpack, Bella. Estão longe. Eles estão procurando por novos rastros.

Bella não precisou de mais palavras, sabia perfeitamente quais tipos de rastros Sam e seus lacaios estavam procurando. A garota apenas assentiu para Billy, despedindo-se dele e virando as costas, a fim de caminhar para a picape.

Bateu a porta do veículo com força e ligou-o, voltando novamente para a estrada onde levava a Forks. Jacob estava perseguindo o vampiro que havia salvado sua vida, ela tinha certeza daquilo, e ficou com ainda mais raiva ao perceber que Jacob estava ignorando um pedido seu.

Mesmo que não visse o vampiro há mais ou menos uma semana, não queria que ele morresse por lobisomens, seria quase mal educado deixá-lo ser despedaçado. Afinal, era graças a ele que ela estava ali, dirigindo sua picape, sentindo o calor que a cidade estava.

Bella pensou seriamente em procurar a Wolfpack, sabia que Jacob era barulhento quando queria, e sabia que os lobos gigantescos não seriam difíceis de identificar, o problema seria a velocidade. Parou a picape na orla da floresta, perto de sua casa. O dia parecia mais quente do que quando havia saído.

Embrenhou-se por entre as árvores, dessa vez mais segura do que da última vez. Não havia Victoria para caçá-la e matá-la. Não havia vampiro desconhecido para confrontá-la. Bella estava só.

[...]

Depois de quase quarenta minutos caminhando, ela se sentiu um pouco cansada. Não havia nenhum sinal dos lobos, e pela primeira vez ela acreditou em Billy lhe dizendo que eles estavam longe. Onde estariam? Na certa algumas cidades por perto não tinham tantas florestas como Forks ou La Push.

Bella sentia a blusa colar-se ao seu corpo, e percebeu que a mochila que carregava parecia mais pesada do que quando a pegara no começo do dia. Queria descansar.

Um barulho de água lhe chamou a atenção. Avistou um pequeno riacho que corria calmo entre as árvores. O calor a sufocava, nunca havia presenciado um dia tão quente em Forks, desde que havia mudado. O que estava acontecendo com aquela cidade?

Não pensou muito, foi em direção ao riacho e aproveitou-se da solidão, retirando a roupa e ficando apenas com a roupa de banho, entrando no rio gelado e se arrepiando. A sensação reconfortante lhe envolveu em um segundo e ela fechou os olhos. Adorava a água, e os dias em que podia entrar em um riacho de Forks sem sofrer reações preocupantes eram sempre raros.

Bella não soube contar quanto tempo ficou ali, apenas boiando e sentindo seu corpo flutuar, enquanto seu cérebro se desligava de tudo, até mesmo das piores preocupações. Abriu os olhos e percebeu que o céu parecia mais escuro. Estava na hora de ir embora, o tom cinzento do céu lhe indicava isso.

Saiu do rio e sentiu o vento gelado passar por seu corpo. Não iria colocar sua única muda de roupa com as roupas de banho encharcadas, então resolveu deitar-se na grama, estendendo a toalha ali e apoiando a cabeça na mochila. Fechou os olhos novamente, esperando secar. Bella entregou-se a um sono tranquilo sem ao menos perceber.

[...]

Demetri observava Bella há quase uma hora. A garota estava entregue a um sono pesado, e não parecia nem um pouco com alguém que acordaria por vontade própria antes do anoitecer. Ele revirou os olhos, pensando seriamente naquela estupidez.

Se dependesse dela, ele teria realmente que ficar a vida inteira a protegendo. Como alguém conseguia dormir tão tranquilamente sozinha em meio a uma floresta? Será que ela não sabia quantos animais estavam ao seu redor?

Ele sabia, e podia escutar cada batimento de cada esquilo, urso, cervo e passarinho. Não estavam por perto, e o vampiro sabia que sua presença era o motivo disso. Os animais seguiam seus instintos, afastando-se claramente dos predadores mais perigosos.

Demetri suspirou, fazendo o cheiro doce da humana chegar ao seu nariz. Revirou os olhos e perdeu a paciência, cutucando-a de leve com o pé.

Bella acordou assustada, olhando ao redor como se temesse que algum leão da montanha estivesse mexendo em seu corpo com o focinho. Mas não era nenhum animal, e sim o vampiro que a intrigava há mais de semanas.

Ela engoliu em seco e olhou para o vampiro que estava de pé a sua frente. Os olhos dele estavam mais claros do que da última vez em que o viu.

— Eu não salvei sua vida para que você durma em meio a uma floresta como se estivesse dormindo na sua própria cama. — Demetri falou de forma rude.

Bella apenas se levantou, o sangue fervendo dentro do corpo. Odiava o modo como ele falava com ela. Olhou-o de forma quase violenta.

— Não preciso dar satisfação do que eu faço ou deixo de fazer. Você salvou minha vida porque quis, e não porque eu implorei.

Bella sustentou o olhar de forma desafiadora. Não temia aquele vampiro, mesmo que ele possuísse olhos carmins, muito diferentes dos olhos dourados a qual ela estava acostumada. Os olhos castanhos correram de forma leve e rápida por ele, e ela percebeu que ele finalmente estava vestindo roupas mais casuais, porém sempre negras. Calça jeans, blusa de manga, e tênis.

Demetri fez o mesmo que ela, não acreditando no que a garota havia lhe falado. Como humanos conseguiam ser ingratos! Se dependesse dele, o corpo dela estaria apodrecendo em meio à floresta. Mas não, ela estava na sua frente, o olhando de forma petulante, e com roupas de banhos, que deixavam bem à mostra as curvas que ele poderia jurar que não existiam.

Bella percebeu o modo como ele a olhou. Travou o maxilar e lembrou-se de que estava apenas com roupas de banho. Deu as costas de forma corajosa e caminhou em direção à sua mochila, pegando as roupas e enfiando-as de qualquer maneira no corpo. Calçou os tênis e pegou a mochila, enfiando a toalha dentro dela e jogando-a no ombro. Ao virar-se novamente, surpreendeu-se ao constatar que ele ainda estava ali.

Ela mordeu a língua e caminhou a passos largos em direção a ele, apontando o dedo indicador no rosto perfeito.

— Escute aqui, seu imbecil, você não tem o direito de me perseguir dessa maneira.

Esperou a reação dele, sabendo que havia passado dos limites. Não tinha ideia da origem daquele homem, e lembrou-se de que ele poderia ser perigoso. O fato de ele ter salvado sua vida não lhe daria a certeza de que ele não a drenaria ali mesmo. Bella estremeceu.

Mas ele não o fez, apenas sorriu, o mesmo sorriso torto que havia dado a ela no dia em que Bella o encontrara na árvore em frente à janela do seu quarto. A mão dele envolveu com calma o pulso dela e a garota sentiu pela primeira vez depois de meses o toque gelado ao qual estava habituada. Ele parecia mais frio do que Edward.

Ele abaixou o braço dela, e a garota não pôde deixar de observar que a sua mão estava em um local bastante íntimo do corpo dele, e bastante perigoso. Incomodou-se com isso, mas ele não tirou a mão dela dali, apenas permaneceu imóvel.

Ela abaixou a cabeça, sentindo seu rosto esquentar. Demetri sentiu o cheiro do sangue dela ficar mais forte e respirou fundo em um instinto. Ela levantou a cabeça e fitou os olhos negros, ficando alarmada. Sabia exatamente o que a cor significava. Edward sempre sustentava olhos negros quando estava com sede.

Mas ele não se mexeu, apenas soltou o pulso dela. O hálito gelado e com aroma de canela invadiu os sentidos dela quando ele abriu a boca.

— Normalmente faço o que desejo fazer, garota. – Demetri aproximou-se um pouco mais dela — E se você se sente tão incomodada com isso, basta me impedir.

Aproximou-se ainda mais, fazendo com que ela se assustasse. Não sabia quem era ele, e o que ele queria, afinal. Não gostava do modo como falava com ela, como se fosse livre para ditar ordens e fazer o que tinha vontade. Tentou empurrá-lo, mas, obviamente, ele nem se mexeu. Na verdade, Demetri nem havia sentido o toque dela, apenas visto que ela estava tentando afastá-lo.

Bella seguiu seus instintos, virando-se de costas e caminhando para a trilha. Era a única maneira de sair de perto dele. Virou-se novamente.

— Não aguento mais esses malditos vampiros! — Gritou impaciente, para depois perceber a burrice que havia cometido.

Ficou estática por um momento. Estava mais que claro que a existência de vampiros era um segredo para os humanos, em tese. De qualquer maneira, não era para Bella saber que a raça dele existia, mesmo que quase estivesse sido morta por uma. E falar em voz alta que já havia convivido com vampiros poderia lhe causar problemas.

Mas o vampiro que estava a sua frente não parecia surpreso com o grito dela. Apenas enfiou as mãos nos bolsos e a esperou. Ela respirou fundo e deu as costas novamente, achando a trilha. Em menos de vinte minutos de descida, já havia alcançado sua picape. Entrou rapidamente e bateu a porta velha com força, ligando a picape e acelerando.

Bella não queria, mas não pôde deixar de observar que o vampiro estranho estava a seguindo, e não fazia questão nenhuma de esconder aquilo.

 



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