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História The Traitors - Shingeki no Kyojin - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Capítulo Cinco


Fanfic / Fanfiction The Traitors - Shingeki no Kyojin - Capítulo 5 - Capítulo Cinco

Scarlett Brown.


A formação dos 218 recrutas finalmente havia chegado.


Meus joelhos tremiam sem parar.


– As mãos sobre seus corações! – gritou um homem que estava em cima de uma plataforma. 


– Sim, senhor! – respondemos em uníssono.


Todos os recrutas colocaram a mão direita sobre o peito esquerdo.


– Pra vocês recrutas que estão se formando hoje, de agora em diante, existem três destinos possíveis. Os responsáveis por vigiar as muralhas e proteger as cidades: Guarnição.

Vocês podem colocar suas vidas em risco para combater os Titãs em seu próprio território, como membros da Tropa de Exploração. E vocês podem servir o rei, controlando as multidões e protegendo a ordem, como membros da Polícia Militar! É claro que apenas os dez recrutas com as melhores notas são autorizados a entrar na Polícia Militar!


• • •


A cerimônia já havia acabado.


Todos estavam comemorando.

Eu, Mikasa, Eren e Armin estávamos em um canto, bebendo suco de uva. Um garoto de cabelos loiros se aproximou de nós para falar com o Eren.


– Você não quer se juntar à Polícia Militar, Eren? Você está falando sério? – perguntou o garoto. – Mas você tem uma das dez melhores pontuações!


– Eu não treinei para viver confortavelmente no Distrito Interior. Eu trabalhei tão duro para que eu pudesse lutar contra os titās – respondeu Eren.


– Mas não tem como vencermos! – exclamou o garoto.


– Você está desistindo porque acha que não pode ganhar? É verdade. Nós sofremos apenas derrotas até agora. Isso é porque não sabíamos quase nada sobre os titās! Nós não podemos derrotá-los usando números. Podemos ter perdido, mas o conhecimento que obtivemos a partir dessas batalhas é o nosso farol orientador de esperança. No entanto, você descartar o progresso tático adquirido com centenas de milhares de sacrifícios, apenas para se servir numa bandeja de prata? Eu vou matar cada um dos titãs e me libertar dessas muralhas! Esse é meu sonho! A humanidade não perdeu tudo ainda!


Após dizer isso, Eren saiu correndo, deixando Armin e Mikasa para trás. Os dois correram atrás de seu amigo.


Suspirei e me encostei na parede.


– E você, Scarlett? – perguntou o garoto de cabelos loiros. – Pretende entrar na Polícia Militar? Você ficou em sexto lugar, não ficou?


– Fiquei – levei o copo de metal até meus lábios, o virando e bebendo o suco de uva.


– Não vai me dizer que você também pretende entrar para as Tropas de Exploração… – murmurou ele.


Abaixei o copo de metal e o encarei, seus amigos que estavam ao seu lado me encaravam com curiosidade.


– É, eu pretendo entrar para as Tropas de Exploração.


– Que…? Mas sua pontuação…


– Tsc. Mais uma maníaca suicida – sussurrou um dos garotos.


Cerrei os olhos, encarando o garoto que me chamou de maníaca suicida.


Um braço envolveu meus ombros, me “abraçando”.


– Algum problema por aqui? – perguntou Connie. 


– Não – respondo. Sorrio docemente para Connie. – Já decidiu qual destino você vai seguir?


– Acho que vou para a Tropa de Exploração, e você? 


– Tropa de Exploração também.


Connie me olhou com espanto.


– Tem certeza disso? – perguntou ele. – Quer dizer… você não tem medo de ser morta por um titã?


– Não – inclino a cabeça, um pouco confusa com sua pergunta.


Se Connie tinha medo de ser morto por um titã, por que ele escolheu ir para a Tropa de Exploração?


– E você, tem medo de ser morto por um titã? – pergunto.


– Acho que todos tem esse medo… – disse Connie. – Ser morto por um titã não deve ser nada agradável.


– Scar!


Fechei os olhos ao ouvir o apelido que Reiner havia me dado.


O loiro se aproxima de nós, colocando a mão em cima de minha cabeça.


– Você vai entrar para…? – Reiner deixou a pergunta no ar, Bertholdt estava ao seu lado, seus olhos pareciam curiosos.


– Tropa de Exploração – respondo, levo a caneca de metal até meus lábios e o viro, bebendo resto do suco de uva.


– Eu achava que você entraria para a Polícia Militar… – murmurou Bertholdt.


– Vocês sabem qual é meu objetivo, não sabem? – pergunto. 


Bertholdt e Reiner assentiram com a cabeça. Ambos sabiam que meu objetivo era massacrar os titãs que andavam pelo nosso mundo.


– Não acha que é mais… seguro entrar na Polícia Militar? – questionou Reiner.


– Reiner, você está preocupado? – perguntou Connie.


Um rubor surgiu nas bochechas de Reiner.


– Preocupado? Com essa pirralha aqui? – ele balançou minha cabeça de um lado para o outro. – Claro que não!


– Não é o que parece – murmurou Connie, ele faz um biquinho com seus lábios.


– Tsc. – Reiner tirou a mão de minha cabeça e se afastou de nós junto com o Bertholdt.


– Ele é um fracote.


Quase pulei nos braços de Connie ao ouvir a voz de Ymir sussurrando no meu ouvido. Christa Lenz estava ao seu lado, ela parecia infeliz com a atitude de Ymir.


– Como? 


– O Reiner é um fracote – repetiu ela, alto o bastante para que o loiro pudesse ouvir também. Seus olhos dourados se ergueram na nossa direção, mas logo se desviaram. – Ele sabe o que sente, mas por algum motivo, ele reprime esses sentimentos. 


– Não é como se isso fosse da nossa conta, Ymir… – murmurou Christa.


– Verdade, minha querida Christa. Isso não é da nossa conta. 


Ymir entrelaçou seu braço no de Christa, e ambas se afastaram 


– Não ligue para nenhum deles – sussurrou Connie. – Mas de certa forma a Ymir tem razão, se o Reiner gostasse de você, ele faria questão de lhe conquistar. Então não perca mais seu tempo com ele. Ouviu?


– Ouvi… – sussurro de volta. – Vamos lá fora?


– Vamos, tem muitas pessoas aqui – Connie colocou o copo de metal em cima de uma mesa de madeira, fiz o mesmo e me dirigi até a porta de saída.


Segundos antes de sair, ousei olhar para trás. Os rostos de Reiner e Bertholdt estavam inexpressivos, mas não havia dúvidas: eles estavam me observando partir.


Depois de sairmos, eu e Connie nos sentamos nas escadas que havia em meio a rua e ficamos observando as estrelas.


– Eu espero que você não morra antes de mim – sussurrou Connie. – Eu não conseguiria lidar com a dor da sua perda…


Senti uma pontada no coração.


– Prometo que não morrerei – abaixo minha cabeça e a viro na direção de Connie. Dei um soquinho no seu braço. – Me prometa a mesma coisa, Connie.


Ele achou graça.


– Tá bem. Eu prometo que não morrerei.


Fechei os olhos e me permiti sorrir por alguns instantes.


Eu podia sentir que algo mudaria em breve, e essa sensação me fazia sentir borboletas no estômago.




Estávamos todos reunidos em uma rua, vendo a principal força da Tropa de Exploração passar.


– Comandante Erwin! Chute as bunda dos titãs por mim! – gritou uma pessoa que estava na rua.


Erwin tinha uma presença dominante. Ele era alto, mais alto que a maioria dos membros do Divisão de Reconhecimento , com seu cabelo loiro era cuidadosamente separado no lado esquerdo.


– Vejam! – gritou um homem no meio da multidão. – Lá está o Cabo Levi! 


– Eles parecem completamente diferentes de cinco anos atrás – falou Eren.


– Eles parecem mais fortes que antes – falo, meus olhos azuis se focam em Levi Ackerman. – Principalmente o Levi. Dizem que ele sozinho equivale a um esquadrão inteiro.


– Incrível – sussurrou Armin.


Depois que os membros da principal força da Tropa de Exploração foram embora, nos dividiram em grupos para limpar os canhões que ficavam em cima da muralha do distrito de Trost.


Eren estava limpando dentro dos canhões, enquanto eu e Connie limpávamos a parte de baixo.


 – Você se alistará à Tropa de Exploração? Connie! Você já tinha tomado a decisão sobre a adesão na Polícia Militar!


– Sim, eu sei – respondeu Connie. – Mas…


– Parece que ele estava ouvindo sua palestra, ontem – falou uma garota que eu desconhecia, ela se aproxima de nós com as mãos nas costas.


Levei a mão até a boca, segurando o riso.


– Calada! Esta é minha decisão! – exclamou Connie, ele me dá um soquinho no ombro.


– Não seja tão tímido sobre isso. Você não é o único. 


Virei minha cabeça, encarando o mesmo garoto loiro de ontem. Suas bochechas estavam levemente coradas.


– Thomas… Você está falando sério… – murmurou Eren.


– É, pessoal…


Nossas cabeças se viraram na cabeça de Sasha, que estava se aproximando de nós. Ela tira a mão de dentro de sua jaqueta, mostrando um pedaço de carne.


– Eu peguei um pouco de carne do café da manhã dos oficiais desta manhã.


– Sasha… – sussurrei, apertando a esponja que eu estava segurando. – Você quer se dar mal?


– Você é uma verdadeira idiota! – exclamou Thomas.


– A idiotice realmente é assustadora… – murmurou Connie.


– Vamos todos dividi-la juntos mais tarde – disse ela. – Vamos cortá-la e comê-la com pão!


– Leve de volta! – disse Connie.


– Isso mesmo – falou a garota de cabelos pretos. – A carne é um artigo de luxo, agora que perdemos tanta terra!


– Não se preocupem com isso – Sasha caminhou até um caixote o abrindo. – Assim que recuperarmos a terra, poderemos criar porcos e vacas novamente.


Ela guardou o pedaço de carne dentro do caixote e o fechou.


Minha cabeça se virou na direção de Connie, eu e ele sorrimos.


– Queremos um pedaço! – dissemos em uníssono.


– Eu também quero! – exclamou Thomas e a garota de cabelos pretos.


– E você, Eren? – pergunto.


– Sendo assim, vou querer um pedaço também – Eren diz com um sorriso no rosto.


Sorri e voltei a limpar o canhão junto de Connie.


Eren se virou na direção do distrito de Trost, ficando de costas para nós.


Então… veio o barulho de trovão.

Um raio caiu do céu, acertando o chão abaixo da muralha.


– S-scarlett… – gaguejou Connie.


Levantei meus olhos para cima, encarando o Titã Colossal. Uma explosão e onda de choque lança os recrutas para longe da muralha.

Meus ganchos de garra se prendem na muralha. Nossos olhos se desviam na direção do portão do Distrito de Trost. Havia um buraco imenso no portão.

Todos estavam paralisados e apavorados, mas Eren ordena um ataque ao Titã Colossal.


– Preparem a artilharia! Quatro grupos! Preparem-se para a batalha! O alvo está bem à nossa frente! É o Titã Colossal! – gritou Eren.


Sinto o ódio tomar conta de mim aos poucos.


A culpa dos meus pais terem morrido, era daquele maldito Titã…







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