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História The Truth Untold - (Imagine Jung Hoseok) - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Hey, quem é vivo sempre aparece não é mesmo?!
Resolvi voltar de uma forma diferente, fiquei com dó dessa fic e resolvi da uma atualizada nela. 😉
Mil perdões por sumir por tanto tempo, mais problemas acontecem e as vezes não sabemos como resolver. Fiquei muito tempo sem escrever, então estou um pouco fora dos trilhos mais irei melhorar logo! 🍁

~Boa leitura mang's 🌷

Capítulo 2 - Meetings


       

            P.O.V _________


     Seul, 25 de Janeiro de 2020

     16:00 AM



     ー Sun-oh não corra pela casa! - Falo ao ver o pequeno passar por mim correndo entre as caixas de mudança.

 Sun-oh: Sim mamãe. - Sorri fazendo seus olhinhos virarem dois risquinhos fofos.

 Era incrível como Sun-oh se parecia tanto com o pai, os olhos acastanhados, a pele branquinha e o sorriso idêntico ao dele. Sinto - me  péssima quando lembro que neguei os melhores anos da vida do nosso filho á ele, o nascimento, os primeiros passos e as primeiras palavras. Daqui á alguns meses Sun-oh irá fazer sete anos, e como prometido a Sra.Jung, irei contar a Hoseok sobre o nosso filho.

Acordei de meus devaneios ao escutar o choro alto do meu filho, larguei a caixa que segurava em mãos no chão correndo até a sala vendo meu menino encolhido chorando perto da mesinha de centro. 

ー Shiii mamãe tá aqui. - O peguei no colo ouvindo seus soluços baixos, passei a mão em sua testa vendo um pequeno corte. ー O que aconteceu hum?

 Sun-oh: E-Eu cai quando tentei pegar a borboleta na janela. - Soluçou mais alto, seu rostinho já estava vermelho e inchado por conta do choro.

ー Já passou, tá bom? - Acariciei suas bochechas o deitando em meu ombro tentando o acalmar. ー Promete pra mamãe que não vai mais subir na janela sozinho,Ok?

Sun-oh: Sim mamãe. - Senti seus dedinhos se enrolarem em meu cabelo brincando. ー Você é a melhor mamãe do mundo!

   ー E você é o melhor filho do mundo! - Beijo sua bochecha vendo seu sorriso banguela. ー Agora vamos colocar um curativo nesta testa. 

    

                    ~*~


  Estava na sala revisando alguns prontuários da ala de cardiologia, antes de vir para Seul consegui uma vaga em dos melhores hospitais da Coréia, Hospital Review. Seria a mais nova chefe de cirurgia cardíaca, mais havia algo que me preocupava, Sun-oh sempre ficava com os avós quando eu trabalhava e agora não tinha a mínima idéia de como faria para alguém ficar com ele.

Sun-oh: Mamãe? - Desviei meu olhar para o menor que segurava o cachorro em seus braços. ー Podemos jantar no restaurante do tio Do-hyun hoje? 

ー Claro. - Sorri tirando meus óculos o colocando em cima da escrivaninha de vidro.

Sun-oh: Posso levar o jack? Por favor. - Fez bico brincando com as patinhas do animal que lambia seu rosto. 

ー Tudo bem. - Me aproximei dele ficando a sua altura tirando alguns fios da sua franja do rosto. ー Agora, pro chuveiro mocinho. - Beijei sua testa o vendo correr para escadas. ー Já falei para não correr Sun-oh!

Sun-oh: Desculpa mãe! - Acabei sorrindo, ele está crescendo tão rápido.

Parece que foi ontem que o vi chorar todas as madrugadas com cólica, quando caiu ao tentar jogar futebol e riscar as paredes brancas com giz de cera. 

ー Oi jack! - Sentei - me no carpete sentindo suas patinhas em minhas pernas, o peguei no colo acariciando seus pelos fofos.



                   ~*~


 Entramos no local escutando o soar do sino na porta, o lugar continuava o mesmo, até mesmo as fotos da nossa formatura do ensino médio penduradas ao lado da máquina de bebidas.

Sun-oh: Tio Do-hyun! - O pequeno correu até a mesa a nossa frente agarrando o braço do mais velho.

Do-hyun: Sun-oh! - Sorriu pegando o menino em seu colo. ー Como você cresceu garotão, está ficando bonito e inteligente. - Passou a mão em seus cabelos os bagunçando levemente. ー Oi ______.

ー Oi Do-hyun. - Aproximei - me envolvendo meus braços em si em um abraço apertado, mesmo com Sun-oh em seus braços. 

Sun-oh: Mamãe eu vou brincar no parquinho. - Assenti vendo Do-hyun o colocar no chão e sair com o cachorro para o jardim.

Do-hyun: Como você está? Está muito bonita. - Sorriu sentando - se na mesa de carvalho a frente assim como eu.

ー Muito gentil da sua parte. - Sorrimos. ー Tudo continua como antes, a diferença é que agora eu sou mãe e preciso me manter nos trilhos. - Suspirei sorriso fraco.

Do-hyun: Me lembro de quando você estava no último ano de residência em Busan, você estava apavorada. - Cruzou os braços se reencostando na cadeira. ー Sun-oh tinha apenas três anos na época e chorava muito quando estava longe de você.

ー Foram tempos difíceis e se não  fosse por você, nem imagino o que teria sido de mim. - Entrelacei nossas mãos acariciando o dorso das suas. 

Do-hyun: _____, posso te fazer uma pergunta? - Assenti. ー Alguma vez… Sun-oh perguntou por Hoseok? - Engoli a seco soltando nossas mãos.

ー Por volta dos quatro á cinco anos, ele perguntava várias vezes pelo pai. - Suspirei. ー Sempre o disse que o seu pai viajava muito e por isso nunca o visitou, hoje, são raras as vezes em que Sun-oh pergunta por ele. - Abaixei minha cabeça abraçando meu corpo sentindo meus olhos arderem. ー Eu sou um monstro, eu…

Do-hyun: Ei, você não é um monstro. - O maior levantou sentando - se ao meu lado abraçando - me pelos ombros. ー Você fez o que era melhor para vocês dois, você o amava e fez isso por ele. - Me apertou em seus braços.ー Mas _____, já se passaram muitos anos, você tem que contar á ele sobre Sun-oh.

ー Sim eu…

O barulho alto das risadas diferenciadas me fizeram olhar de relance para entrada do restaurante, e foi aí que eu o vi, sua postura descontraída, o mesmo sorriso e o cheiro de almíscar amadeirado com flores de cerejeira. Meus batimentos cardíacos estavam fora do normal, era como se eu fosse uma garota  17 anos de novo descobrindo o amor, como se novamente fossemos apenas nós dois em nossa bolha de amor, como se novamente nos pertenciamos um ao outro. 

Quando despertei de meu devaneio, suas órbitas castanhas me analisavam minuciosamente, o sorriso havia se desfeito em seu rosto como um balde de água fria jogado sobre si, senti meu peito formigar e um nó se formar em minha garganta me sentindo sufocada, intimidada, culpada. Meus olhos ardiam e as lágrimas ameaçavam cair, mas eu não poderia chorar em sua frente pois, não queria, mesmo sendo uma farsa para não desmoronar em sua frente, não queria mostrar fraqueza ou arrependimento da minha própria decisão de anos atrás.

Desviei nossos olhares sentindo meu peito descer e subir em uma frequência descomunal, olhei para Do Hyun que segurava em minhas mãos com um sorriso doce em seu rosto, provavelmente tentando me reconforta de meus sentimentos conturbados.

ー Me desculpe, eu preciso ir. - Sorri fraco agarrando meu sobretudo entre as mãos.

Do-hyun: Você vai ficar bem? - Acariciou o dorso de minha mão com o polegar, assenti vagarosamente. ー Tudo bem, mais venha me visitar mais vezes.

ー Virei com certeza. - Sorri amarelado colocando minha bolsa em meu ombro. ー Vou indo.

Do-hyun: Tome cuidado. - Ri acenando brevemente para mim que o retribui igualmente.

  Parei em frente a grande travessa de vidro fazendo um sinal com as mãos para que Sun-oh viesse, o pequeno se despediu das outras crianças correndo com o cachorro em seus braços. Seus olhos estavam umedecidos e o suor escorria na lateral de seu rosto com os fios de sua franja colados em sua testa.

ー Pelo visto você se divertiu bastante. - Passei minhas mãos em seu rosto tirando alguns fios. ー Vamos?

Sun-oh: Acabamos de chegar, por que já estamos indo embora? - Fez bico acariciando os pelos do filhote.

ー Filho a mamãe…

ー Filho? - Uma voz alta e grave surgiu acompanhado do perfume familiar que eu tanto conhecia, era ele. ー Vamos conversar, _____.



Continua...




          




Notas Finais


O que acharam? 🍁

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