História The Truth Untold - Capítulo 7


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Câncer, Namjin, Sadfic
Visualizações 78
Palavras 1.526
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Nudez, Pansexualidade, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - A Vida É Uma Tela Em Branco


Fanfic / Fanfiction The Truth Untold - Capítulo 7 - A Vida É Uma Tela Em Branco

Namjoon odiava branco. 

Talvez por causa que sempre esteve em um hospital, o esverdeado acabou associando-o a essa cor. As roupas, as paredes, tetos e detalhes: tudo o lembrava do vazio. 

Muitos pensavam que branco poderia significar pureza, leveza e conforto. Para Namjoon, era completamente o oposto: aquele branco tão claro que queimava os olhos representava seu ódio pela própria vida, por ter que ficar preso em uma maca de hospital como se fosse um animal. 

Porém agora, encarando o tão conhecido teto branco, o Kim não conseguia pensar em nenhuma dessas coisas. Na verdade, sua mente não tinha a capacidade de raciocinar direito, culpa de um certo doutor com um beijo doce. Arrastou a ponta do dedo indicador nos lábios, beijados há exatos dois dias atrás pelo invasor de seus pensamentos. 

Permitiu-se sorrir levemente, pois era assim que se sentia, apesar de estar novamente naquele quarto, fazendo os mesmos exames, recebendo as mesmas notícias e vendo sua condição de vida piorar. Apesar de todos esses problemas, Namjoon estava o mais próximo do significado de “felicidade” que podia sentir. 

Era uma situação um pouco estranha, mas que ainda o fazia tremer de ansiedade, de um jeito gostoso. Aquela ansiedade toda era pelo simples motivo que era provável que beijaria Jin mais vezes. E sim, Namjoon já havia beijado — e feito mais que isso — com vários, mas com o moreno foi diferente. 

Dessa vez, o Kim não beijou alguém por tesão, ou por um ato impensado enquanto estava bêbado ou chapado. Namjoon beijou Seokjin porque quis, porque o que sentia era mais forte, porque Jin possuía aquela presença magnética que o fazia cair de joelhos em seus pés.

Por um momento, aquele branco até pareceu agradável.

O seu médico entrou no quarto, se aproximando com passos lentos e largos até puxar uma cadeira ao lado da maca de Namjoon e se sentar ali. 

— Eu tenho cookies e notícias ruins. — O Kim riu, porque Taemin sempre tentava descontrair quando tinha coisas péssimas para dizer. Ele era uma boa pessoa e um quase amigo do esverdeado. — Qual você quer primeiro?

— Cookies. — Tae pegou um dos biscoitos no pacote e entregou ao paciente, vendo Namjoon mastigar. 

O Lee respirou fundo, considerava Namjoon como mais que um paciente, ele acompanhou todo o trajeto de câncer do Kim e sabia do histórico do outro, mas ainda não queria ter que ser a pessoa a lhe contar que seu tempo estava acabando.

— Você tem poucas semanas, Namjoon... — Murmurou, levantando o queixo para tentar entender a expressão do mais novo. Ele não parecia triste, apenas um pouco confuso. 

— Eu tinha meses há alguns dias atrás. — Foi tudo o que disse. 

— Alguns dias atrás, você não tinha enchido seus pulmões com cigarro, nem bebido milhares de garrafas de soju. — Lee revirou os olhos quando o esverdeado riu. — Estou falando sério, Nam! Você sabe o quanto isso é perigoso, você...

Eu não tenho medo da morte. — O esverdeado respondeu tranquilamente, aproveitando o choque de Tae para pegar mais um cookie do pacote. — Não quero viver desde o começo, nem pedi para nascer... Só fico triste de não ter conhecido ele antes... Talvez eu pudesse ter o beijado mais vezes. — Sorriu, mas dessa vez, Taemin não identificou se era um sorriso verdadeiro ou não.

O doutor estava acostumado a lidar com a personalidade do outro, mas isso era algo que nunca esperaria ouvir, vindo de alguém como o paciente.  Namjoon sempre foi uma incógnita em todos os aspectos, era isso que intrigava tanto as pessoas que se aproximavam dele.

 — Mas...

— Quanto tempo eu tenho? — Questionou, sem muito ânimo. 

— Quatro semanas. Yoongi está vindo te buscar.

E quando Namjoon sorriu novamente, Taemin entendeu que o Kim já havia se acostumado com a ideia da morte.

                       [ . . . ]

O cancerígeno andava pelo jardim em formato de espiral do lugar. O hospital dizia que o jardim ajudava as pessoas a se conectarem com sua vidas, que as flores ajudavam a pensar. Namjoon pensou que talvez, era o lugar certo para esperar pelo Min.

Se sentou em um banco, debaixo de uma árvore, olhando o horizonte e as cores que pintavam o local por inteiro. Finalmente, um lugar que não era branco.

Havia uma menina de cabelo raspado, muito bonita. Ela pintava um quadro da paisagem, e o jeito como se concentrava no que fazia era bom de assistir. Namjoon passou os olhos por suas roupas claras, que contrastavam completamente com o ambiente, junto com sua pele negra e seus traços fortes. Era uma garota muito linda que nunca viu antes, e que parecia ter uma visão igualmente bela sobre o mundo, pela maneira que pintava com tanta paixão.

— Você gostou? — Ela se virou, provavelmente notando o olhar do Kim em si, e abriu um sorriso meigo. 

— É bem... Colorido. — Namjoon andou até ela, se sentindo quase mal por ter interrompido o trabalho da garota. 

— Se chama “Meu último dia de vida.” — Ela suspirou, olhando novamente para o quadro. Namjoon arregalou os olhos, recebendo uma risada em resposta. — Não fique assustado! Eu vou morrer hoje e queria pintar esse cenário uma última vez. 

Se sentou no banco e o esverdeado imitou o gesto. 

— Qual o seu nome? — O mais velho perguntou.

— Iana. E o seu? 

— Namjoon. Ótimo! Agora você sabe o nome de uma pessoa que vai morrer. — O mais alto riu quando Iana sorriu com as covinhas aparentes.

— Você também sabe um. Mas todos nós vamos um dia, certo? Alguns anjos só voltam para casa antes que outros. — A garota completou e o esverdeado se lembrou rapidamente dos olhos amendoados do irmão, sorrindo involuntariamente. — E sim, eu me incluo em um desses anjos! 

— Que convencida. — O homem brincou, pegando o seu caderno e a caneta. Originalmente, Namjoon queria ir ali para escrever, mas acabou encontrando Iana. — Você tem uma visão positiva do mundo, eu gosto disso. Geralmente, sou bem pessimista e estou sempre pensando nas coisas que podem dar errado, mas você parece ser o oposto disso. 

— Meu ex namorado também me disse isso. Sabe, antes de sair do meu país para vir para a Coréia, por causa que aqui os tratamentos eram mais acessíveis, ele me disse para não perder as esperanças. Agora, esse câncer está me consumindo e a minha vida está acabando junto com aquele maravilhoso pôr do sol ali. — Apontou para o céu alaranjado. — E tudo que eu consigo pensar é que fiz o máximo para aproveitar tudo que essa vida tinha para me oferecer, mesmo com essa doença. Eu não tenho muitos arrependimentos, é claro que gostaria de mudar umas coisas que fiz, mas acho que pela primeira vez, eu estou realmente bem. É engraçado, não é? Passamos a vida inteira procurando por algo sem ter a certeza que esse “algo” existe, e só parecemos entender o que é a vida quando estamos na beira da morte.

O Kim parou para pensar um pouco sobre isso. Queria mudar sua visão do mundo, talvez vê-lo de uma forma mais colorida.

 Afinal, a vida era uma tela em branco que poderia ser pintada com as cores que Namjoon quisesse ser, ele só precisava dos pincéis certos.

                        [ . . . ]

— Eu queimei meu corpo com cigarros, esperando que isso fosse o suficiente para me convencer de que ainda estou vivo. Mas não é esse o ponto, Yoongi! Eu deveria estar pintando flores ao ar livre, beijando a boca que tanto quero e vendo todos os meus dias passarem de uma forma boa! 

— Okay, o que aconteceu com o Namjoon chato que eu conheço? — Foi o que o Min disse quando viu o esverdeado entrar no carro. — Você tá bem, cara? Foi abduzido?

— Estou falando sério! E-Eu estou desperdiçando meu tempo dentro daquele hospital! — Namjoon falava tão rápido que Yoongi mal conseguia entender. — Já sei! Eu vou sair com o Jin! É isso!

— Nam, vai com calma, garoto! Tudo isso só porque conheceu uma garota linda que pinta bem? 

— Sim, ela me mostrou um jeito diferente de ver as coisas, um jeito mais positivo! Eu finalmente comecei a entender o que o Jin falava tanto naquelas sessões de terapia, sobre entender o seu “verdadeiro eu” e outras coisas! Bem, na verdade, não entendi tudo, mas acho que isso é um passo adiante. — Sorriu genuinamente.

Yoongi se preocupava com o melhor amigo muito mais do que demonstrava. Sabia que Namjoon era um mistério ambulante, um pessimista suicida que não conseguia ver nada além da morte. Mas ele parecia estar realmente entregue á essa sensação nova de descobrir a positividade, e principalmente, ele parecia gostar desse Jin. O Min não era burro, já suspeitava da última parte, mas ter a confirmação era um tanto estranho.

O que estava acontecendo com Namjoon?

Ele não entendia, mas gostava da mudança. Só não queria que Seokjin machucasse seu amigo, Yoongi mataria qualquer um que partisse o coração do Kim.

Pensando em como daria uma de cupido profissional, o azulado pegou o celular e discou o número de Jimin. Eles haviam ficado muito próximos desde o encontro triplo de casais, então acabaram trocando números e mantinham contato frequentemente, assim como Tae. 

— Preciso da sua ajuda, Jiminnie. Eu tenho um plano.



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