História The Truth Untold - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Câncer, Namjin, Sadfic
Visualizações 85
Palavras 2.779
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Nudez, Pansexualidade, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - A Morte Não É Abstrata


Fanfic / Fanfiction The Truth Untold - Capítulo 8 - A Morte Não É Abstrata

As ruas estavam enterradas por baixo de camadas pesadas de neve branca. Os pés de Jin estavam gelados depois de andar tanto, mas ele ignorou o desconforto.  

Não havia nada mais que o silêncio, a escuridão e as luzes borradas dos postes refletindo no chão.

Jin andava pela cidade de Seul toda vez que não conseguia dormir — quase todas as noites, basicamente. Mas hoje, o clima não era calmo e muito menos confortável, o Kim se sentia  incrivelmente sozinho, com um vazio tão grande que  sugava todo o otimismo existente em seu ser. 

A ideia de deitar e esperar a morte chegar parecia tão tentadora aos seus olhos, que ele não conteve o impulso de levantar as mangas do casaco grosso e ver os próprios pulsos, e as cicatrizes que os decoravam. 

Não se mate. Você é melhor que isso. 

Seokjin precisava aparentar ser forte, invencível, indestrutível. Mesmo que ele sentisse cada centímetro de seu coração congelar e toda a sua vida quebrar na sua frente, mesmo que ele não aguentasse mais, Jin precisava aguentar, por si mesmo, por Taehyung, por Jimin, por Namjoon. 

Viver não era mais uma escolha.

Em uma tentativa de afastar os pensamentos, o Kim andou até sua casa o mais rápido possível. O ambiente era muito sufocante e aquele ar melancólico lhe dava calafrios, então achou melhor voltar para casa.

Quando pegou as chaves e destrancou a porta, Jin ouviu uma melodia bonita, apesar de triste, sendo tocada suavemente pela sala. Suspirou, esfregando as luvas uma na outra para se aquecer, e adentrou o apartamento silenciosamente.

— Há várias coisas nesse mundo que eu tolero, mas você tocando uma música depressiva no saxofone às três da manhã definitivamente não é uma delas. 

Taehyung somente sorriu, seu jeito doce e meigo derretendo o pobre coração de Jin. Ele era tão sortudo por ter um amigo como o mais novo em sua vida, que mesmo sem perceber, era uma companhia muito agradável, principalmente em dias difíceis. 

— Não aguentei, me desculpe. É que a lua estava tão bonita — Ele olhou o céu pela janela, suspirando alto. — Fico imaginando o que aconteceria se um dragão grande abrisse as asas bem em frente da lua, será que ele conseguiria cobr-

É, esse era o Tae que conhecia.

Bizarramente belo poderia descrevê-lo bem.

— Preciso de sua ajuda. O Jimin está aí? — Jin se sentou no sofá branco, vendo o mais novo suspirar baixinho e guardar o instrumento que carregava.

— Está no meu quarto. Quer conversar com ele? — Tae exclamou com curiosidade e Seokjin assentiu. — É importante?

— Eu quero contar para ele sobre aquilo, Tae. Jimin faz parte da nossa pequena família agora, ele merece saber. 

Viu um leve momento de relutância pela expressão de Taehyung. Era óbvio que, nos primeiros segundos, ele se opôs á ideia. Aquilo — o acidente — não era algo que eles contavam para qualquer um, e falar sobre algo desse nível para Jimin colocava tudo em risco. Não que não confiassem no Park, muito pelo contrário, já que cogitavam se contariam esse segredo ou não. Mas quando digo “colocar em risco”, falo das próprias vidas. Era um assunto confidencial e extremamente secreto, que poderia acabar com a vida de todos em um piscar de olhos.

— Não concordo. Não vamos contar. 

— Por favor, Tae! Jimin entenderia, é óbvio que-

— Eu sei disso! Mas entenda que isso não somente te envolve, Jin! Tem seu pai, a empresa dele...

— Você acha que eu não sei? É claro que eu sei! Mas, Tae, por favor.... — A voz de Jin claramente soou desesperada, porque o outro Kim até suavizou a expressão dura no rosto para uma mais reconfortante. — Tae, eu não aguento mais guardar tudo isso pra mim. Essa merda está me matando. — O tom choramingado partiu o coração do mais novo. — Você sabe como é ter que olhar todo dia para o Namjoon, ver ele sorrindo daquela maneira, e saber que eu sou o motivo pelo qual ele tentou se matar?

— Ele tentou por vários outros motivos, não foi só por Jungkook... — O mais baixo ainda tentou amenizar a situação, mas o moreno protestou.

— Ele perdeu o irmão mais novo, Jungkook era o melhor amigo dele, o companheiro dele, quem mais amava e confiava... E eu...— As lágrimas desceram tão rápido que Tae mal teve tempo de raciocinar. — Quando matei o Jungkook, matei o Namjoon também.

Seokjin sabia que chorar só iria deixá-lo com uma dor de cabeça infernal e olhos inchados, mas agora ele só precisava se sufocar nas próprias lágrimas.

Tae imaginava o quanto era pesado, mas este era o problema: ele imaginava, mas não sentia a gravidade derrubá-lo. Por mais que quisesse, o Kim mais baixo não poderia mudar o passado do outro, ou carregar aquela culpa junto com o amigo. Tudo que podia era lhe dar apoio para que Jin não caísse tão rápido.

— Jinnie, nós...

— Eu ouvi um soluço. Está tudo bem... — Jimin desceu as escadas com um olhar preocupado, suas pupilas escuras percorrendo a face avermelhada e chorosa de Jin. — O que aconteceu?

Eu matei alguém. 

O silêncio foi tão esmagador que todo e qualquer movimento que faziam era milimetricamente calculado, até suas respirações pararam para apreciar a tensão palpável no ar. 

O Park olhou para o namorado, depois para o amigo, tentando achar algum traço que indicava que era brincadeira em sua fala. Não havia nenhum, porque não era uma piada. 

Okay, quem? 

Jin arregalou levemente os olhos, vendo o baixinho se sentar ao lado de Tae. Ele não esperava que Jimin apenas perguntaria quem. Apesar de confiar no mais novo, pensou que o mínimo que faria era um escândalo, porém não foi essa sua reação.

— Jungkook, irmão do Namjoon. — A mandíbula de Jimin só faltou cair. 

— Meu Deus! Como...?

— Ele estava tendo problemas com meu pai, Jungkook era um usuário de drogas e meu pai fornecia uma parte do que ele precisava. Mas Jungkook acabou se endividando, os amigos do meu pai queriam matá-lo, mas eu não aceitei.

— E onde você entra nisso? — O Park perguntou.

— Meu pai me estressou muito para que eu matasse Jungkook, porque a morte do garoto realmente daria lucro ao nome da minha família. Eu recusei e... — Jin parou por um momento, sua voz falhando de tão embargada que estava. — Bebi uma certa noite, queria esquecer de tudo e juro que era a minha única intenção! Dirigi bêbado e acabei atropelando Jungkook em um acidente. — Ainda lembrava-se da cena, o corpo do garoto estirado no asfalto frio, o sangue manchando sua camisa, e suas últimas palavras ainda estavam guardadas em sua mente. — Acabei fazendo o que meu pai queria, como sempre, e ele encobriu tudo. Para a família Kim, foi somente um acidente não planejado, o que realmente é, mas será que eles não acham estranho que identidade do motorista nunca foi revelada? Meu pai é influente, ele pagou para que ninguém soubesse desse segredo. É por isso que as únicas pessoas que sabem são você e o Tae, Jimin. 

Jimin ainda processava todas as informações uma por uma. Sua visão sobre Jin não mudou, o Kim era uma das pessoas mais gentis que o Park conheceu em sua vida. Ele era amável e dócil, e estava claro que sofria com a morte de Jungkook. Ele não fez por querer, mas não conseguia apagar seu erro.

Jimin fez o que sabia fazer de melhor, abraçou o amigo com a maior força que pôde. Era um jeito especial de dizer que o mais novo estava ali para o mais velho, para o que der e vier. 

Jin agarrou-se na blusa do mais baixo, as lágrimas escorrendo pelas bochechas. Ele não precisava de vinte amigos, naquele momento, compreendeu que poderia conquistar o mundo com apenas dois.

                        [ . . . ]

A morte não era uma coisa abstrata para Jin. Ele já esteve perto de morrer muitas vezes, mas escapou devido á algum milagre — ou ironia, má sorte, como ele gostava de chamar.

A ideia de morrer nunca o incomodou, parecia mais atraente do que tudo. Então, quando ouviu aquelas palavras, o Kim sabia exatamente o que significava.

— Eu estou morrendo, Jin.

Quando ele voltou para o escritório, no dia seguinte, e achou seu paciente estranhamente pálido, sentado no chão e chorando, ele sabia exatamente o que significava.

Isso não está acontecendo.

Mas ficou claro que era real quando o moreno segurou Namjoon em seus braços, tentando descobrir o que fazer.

Nada. Ele não podia fazer nada.

Namjoon parecia frágil, vulnerável. Essas eram palavras que ele raramente conectava com o mais novo, mas de repente estavam se encaixando.

— Eu estou morrendo.

Não, você não está.

Foi uma resposta desesperada, quase infantil, Jin tinha noção disso, mas não conseguia evitar.

— Eu tenho quatro semanas. — Namjoon insistiu.

O mais velho estava sem reação. Ele não conseguia achar as palavras para reconfortar nenhum dos dois, então apenas olhou aquela nova versão de Namjoon com um aperto no coração. Nunca havia chegado perto de entender a complexidade que eram os sentimentos do Kim, mas estava disposto a aprender.

— Você estava pensando em se matar de novo, não é?

As palavras do mais novo não soaram maldosas, era só um fato. Jin encarou os próprios pés, em uma afirmação silenciosa que sim, ele chegou tarde na consulta por pensar demais na morte.

— Fico feliz que não tenha tentado dessa vez.

Eu queria poder te dar minha vida. — Jin suspirou ao sentir um afago suave nos fios negros. 

Namjoon lhe soltou um sorriso triste, que doeu tanto para sustentar quanto as palavras anteriores.

— Continue com ela. Mas, por favor, fique comigo até eu morrer.

Seokjin sentiu milhares de facas em seu peito quando abraçou Namjoon o mais apertado possível, estava muito machucado para chorar, não queria ser fraco. Precisava ser qualquer coisa que desse suporte ao seu paciente.

— Eu quero fazer algumas coisas. — Namjoon continuou com a voz um pouco tremida, mas não cheia de emoções completas, como se ele já tivesse superado a dor.

Jin só queria que ele parasse de falar. Ele estava subitamente ciente de todos os minutos passando, cada segundo desperdiçado de sua vida. Era ameaçador e estava fazendo seu coração acelerar com um medo inexplicável.

— Você não precisa ficar comigo, não vou te forçar.

Vou ficar com você até o último segundo. Eu prometo, Namjoon.

E a morte não se tornou tão confortável e tranquila quanto antes, já que agora, ela vinha para tirar a pessoa que mais se importava.

                               [ . . . ]

Eles estavam sentados no carro em silêncio — nenhum deles tinha a intenção de conversar, mesmo que por razões diferentes. Jim se odiava mais e mais durante cada metro do trajeto, mas não conseguia dizer nada. Haviam tantas coisas que poderiam preencher o silêncio, mas o Kim simplesmente não tinha coragem de dizer sobre o acidente.

 Namjoon ligou o rádio para tentar amenizar a tensão desconfortável. O carro foi preenchido com uma música francesa triste, que foi cortada por Jin, logo no refrão. Os tons desesperados misturados  com o  cinza  do céu  não eram a melhor  combinação para o momento. 

— Me desculpe. — Seokjin começou, sem olhar um segundo para Namjoon ao seu lado.

— Pelo que? — O esverdeado arqueou uma sobrancelha, e ao contrário de Jin, ele virou a cabeça para encarar o mais velho.

— Você vai saber um dia. — O moreno sentiu os olhos lacrimejarem, mas não deixou que o Kim visse o quão quebrado ele estava. 

O doutor deu uma leve olhada para sua esquerda para ver Namjoon, observando o horizonte. Ele captou uma expressão dolorosa pelo vidro refletindo na janela. Era inacreditavelmente triste.

— Eu sei que você é complicado... — Namjoon olhou para o outro, seus olhares de encontrando por meros segundos antes que Jin desviasse com a cabeça. — Mas eu não te culpo, por nada.

Jin segurou o volante com tanta força que a ponta de seus dedos embraqueceram. O coração quase não se contia no peito só pelas palavras bonitas do escritor. O moreno sabia que, se Namjoon soubesse o motivo que ele se desculpava, nunca o perdoaria. Porém, com toda aquela sinceridade escapando de sua voz, Seokjin quis acreditar que ele não era culpado.

O mais velho parou o carro subitamente na estrada. Tirou o seu cinto com rapidez e abraçou Namjoon, o puxando tão forte contra seu peito que quase não havia espaço para respirar. 

Jin era frágil, afinal de contas.

 — Por favor, não me deixe.

O esverdeado acariciou seu cabelo macio em uma ação bem leve, em silêncio. O que poderia dizer? Namjoon  estava morrendo, é óbvio que deixaria Jin alguma hora. 

— Jin...

— Eu preciso te dizer tantas coisas. — O moreno suspirou fundo, rápido, seus pulmões queimando com a velocidade que o ar veio e foi expirado no mesmo instante. Ele estava reunindo coragem para perder Namjoon. 

Não precisa gastar seu tempo com palavras, eu consigo sentir isso. Eu sei.

Jin estava cansado de sua própria miséria. Não estava pronto para contar, cogitou até mesmo se contar era necessário. O mais novo iria morrer, por que não morrer apenas pensando que o motorista nunca foi encontrado?

Ele sabia que estava sendo egoísta, mas estava desesperado. Via o tempo escorrer ao vento como aquelas pétalas sendo levadas, via o castelo de areia ser desmoronado pelas ondas. Jin só queria se manter firme.

— V-Vai ficar tudo bem?

— Vai ficar tudo bem.

Era uma mentira doce. Agora que Seokjin recebia essas palavras, ele quase riu. Não havia conforto nelas, apesar de serem proferidas com essa intenção. Era uma mentira doce, mas tão tão amarga.

  — Me desculpe. — Sentiu-se traído pelo próprio corpo, porque não conseguia fazer as lágrimas pararem de cair.

Namjoon não comentou nada sobre os diversos pedidos de desculpas, ele apenas colocou uma de suas mãos na coxa de Jin, sem malícia alguma. 

Eu estou aqui.

Mas por quanto tempo?

O mais baixo se sentia impotente e perdido. Pouco a pouco, ele ia se acalmando e sua máscara retornava á face, como sempre fez. Jin não esperava sentir tanto assim, sentimentos tão intensos por outra pessoa. Nunca pensou que seu mundo fosse cair de uma vez, sem avisos prévios, por causa de um paciente.

  O céu começou a ficar escuro, mas a mente do doutor com certeza estava mais.

  A escuridão não era algo calmo — era desesperador e arrancava todos os últimos suspiros de Jin. Eles passaram por um lugar isolado, parecia algum tipo de floresta, onde podiam ver a lua e as estrelas. 

O tempo deles era como cacos. Eram pedaços  de felicidade quebrados por eventos tão tristes que eles mal conseguiam colar novamente, mas ainda continuava bonito, vivo. Jin queria continuar com aquele momento para sempre, mesmo que seus dedos sangrassem por tentar pegar cacos de vidro estiçalhados. 

O mais velho parou o carro, a floresta não era tão grande assim, mas era bonita e quieta, não havia um barulho sequer. Em uma tentativa de parar de pensar na morte e como ela facilitaria as coisas, Jin saiu do carro freneticamente, querendo respirar o ar fresco para que não sufocasse com seus pensamentos. Apoiou o corpo no carro, fechando os olhos e respirando fundo, imaginando que talvez, a ação aliviasse a dor em seu peito.

Não aliviou.

Namjoon seguiu o outro cuidadosamente, lentamente, como se estivesse incerto sobre qualquer movimento que fazia. Como se Jin e ele estivessem separados por uma corda bamba e tudo que precisavam fazer para se encontrarem era caminhar para frente.

Olhe para cima.

Jin abriu as pálpebras e encarou o céu, as estrelas brilhando para eles lá de cima. Dava para ver bem mais estrelas do que na cidade, obviamente por causa que não havia luzes por perto para interromper o brilho delas.

— Você sabe o que me fascina sobre elas? Quando viajamos, conseguimos ver estrelas diferentes. O céu muda de acordo com o lugar em que você está, mas a Lua não muda. Às vezes eu penso nas pessoas do outro lado do mundo, olhando para a Lua que eu vejo, mas com outros olhos. Não parece algum tipo de conexão? — Namjoon falava rápido e sua voz saía tão naturalmente, aquela confiança toda de usualmente esvaziando-se pouco a pouco. — Não importa onde eu esteja, nós sempre vamos ver a mesma lua, Jin.

O Kim pressionou um beijo em sua bochecha, aqueles toques pequenos pareciam de extrema importância agora. No instante seguinte, Namjoon puxou Jin pela camisa, aproximando suas faces e unindo seus lábios em um beijo calmo. 

Os pensamentos sobre a morte — que tanto atormentavam a cabeça dos dois — foram embora. As memórias de seu primeiro beijo derreteram-se junto com a realidade. O mais baixo se sentiu em paz, quase. Sentiu que esse seria o mais próximo que chegaria do céu sem nem ao menos morrer.


Notas Finais




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