História The Truth Untold - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Adoção Ilegal, Em Família, Jeon Minwoo, Jeon Odeia Jimin, Jikook, Jimin!top, Jungkookbottom!, Kookmin, Mpreg, So Que Não, Srta_park
Visualizações 175
Palavras 1.007
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Por que eu sou tão louca por sad mpreg? Tudo bem que o minwoo não é filho biológico do jungkook (mas ainda assim o jk podia engravidar antes de se tornar infértil), então é mpreg sim! ♡

Esse prólogo é curtinho, mais como um breve chamado para os próximos então vocês podem ler sem medo de chorar :3

Capítulo 1 - I. Desperately, I Adopted Him.


Fanfic / Fanfiction The Truth Untold - Capítulo 1 - I. Desperately, I Adopted Him.

And i can't go back now.

Se um dia eu me sentir triste

tanto quanto antes embora duvide, 

lembre-se de sorrir assim para mim,

meu pequeno pedaço de vida. Desde

hoje meu filho, Jeon Minwoo.”

Ξ

Impaciente, movi-me de um lado para o outro pelas extremidades possíveis do apartamento em que, há poucos meses atrás, passei a viver sozinho. Sempre fui eu e somente eu. Todavia, demorei muito para perceber isso. Arrependo-me. E talvez seja o único remorso que possuo.

Os olhos pousaram no relógio de parede num instinto nervoso. Eu estava impaciente. E não era para menos, um minuto a mais, um minuto a menos, e toda a situação desabaria como um barco pequeno navegando em direção à uma forte e enorme cascata; certamente, isso não poderia acontecer. Aquilo precisava dar certo. Ou eu não me garantiria vivo até o outro dia.

Ansioso, sentei. Horas, minutos ou segundos, quem sabe?, se passaram até que em uma das minhas olhadelas compulsivas ao marcador de tempo que prostrava-se à minha frente (como se fosse uma coisa demoníaca, deixando-me vidrado e alucinadamente viciado) fizeram-me enxergar a hora que tanto esperava chegar.

02:45h. Levantei-me às pressas, apanhei meu sobretudo e pus os óculos escuros. Meus fios castanhos — na época desbotados — foram puxados enquanto eu caminhava para a saída, com a chave do carro alugado e uma maleta de cor escura que pesava nas mãos trêmulas.

Suspirei, descendo pelo elevador e saindo do prédio sem ser erroneamente notado. Eu não voltaria mais ali e minhas coisas importavam quase nada no momento. Depois eu resolveria.

Utilizando meu carro, desliguei o GPS e segui apenas até quatro quarteirões mais afastados dali, onde existia um terreno baldio. Nervoso, mas não vacilante, bloqueei o automóvel e fui à um outro disposto no local. Este havia sido alugado com antecedência por pessoas que eu ainda não conhecia, tampouco sabia o nome, mas que por desespero me dispus a confiar.

Encarei os lados e me vi sozinho, como era o esperado. Entre mais um suspiro e um sorriso nervoso, joguei a mala no banco de passageiro e adentrei o outro lado. Com a chave que me enviaram via correio, encaixei e girei no painel, ligando o carro e descobrindo que eles tinham ativado o GPS com a localização exata de onde eu deveria chegar. Receoso, ainda assim segui.

Logo (talvez não tanto) me vi em um armazém abandonado que mais parecia um depósito de contêineres e isso fez-me, pela primeira vez naquela noite sem estrelas, recuar um passo.

A parte racional de mim gritava para que fosse embora, que tudo era maluquice porém estava em um ponto que nada mais me importava. Eu precisava de uma razão para viver e essa foi a única que encontrei. Eu precisava disso ou não saberia como continuar a me sustentar nas próprias pernas. Estava quebrado; irracional.

Então eu segui. Eu entrei.

— Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem? — soou uma voz, por trás da porta azul a qual eu havia tocado duas vezes levemente e uma um pouco mais firme. Prendi a respiração, a resposta era combinada.

A idade é um signo sem regência; há dias que sou criança; em outros parece que já morri. — iniciei; ameno, pausado e calmo. Em instantes danço a valsa debutante, em outros sou mais ancestral que as múmias andinas.”

Quando a passagem foi cedida e um chorinho baixo foi ouvido… Jimin, eu senti como se visse minha vida passando diante dos meus olhos. Eu me vi perdendo meus pais, no dia em que eles deixaram-me e foram embora; revi o olhar da minha avó quando cruzaram os portões sem ao menos me encarar pela última vez. Foram e nunca mais voltaram; se se arrependeram não sei, todavia tampouco desejo conhecer o fato.

Assim que eu dei um passo à frente e vi, Jimin, um pequenino bebê embrulhado em diversos lençóis quentinhos, corado como uma maçã madura, miúdos olhinhos e boquinha carnuda. Lembrei da primeira vez em que vi Enrique, os momentos que tivemos juntos e o dia em que eu larguei minha vida para fugir consigo sem a aprovação dos meus avós. Eu era tão jovem e tudo que me importava era amor; o amor que Enrique jurou me conceder até o fim dos nossos dias.

Mas o tempo passou e a realidade agora era diferente. Estávamos separados, há quase dois meses nossos papéis de divórcio estavam autenticados, e sem o amor da única pessoa que me transmitia o sentimento, eu me sentia vazio.

Até Minwoo surgir e se tornar meu filho.

Ele foi posto em meus braços e magicamente pareceu acalmar o desespero que sentia. Meu coração se aqueceu, o menininho mexeu os dedinhos gorduchos e descerrou as pálpebras molinhas para me fitar com as orbes curiosas. Seu sorriso era banguelo, mas para mim parecia a coisa mais linda do universo — e até hoje é.

Posso ser considerada uma pessoa impulsiva e certamente irresponsável. No entanto, não me arrependo. Jamais me arrependi de qualquer escolha que fiz naquele dia; me tornei alguém com segredos imperdoáveis. Fiz da minha vida uma prisão de memórias corrosivas que nunca poderiam ser partilhadas com outra pessoa.

Eu me tornei um criminoso, Jimin. Mas se eu pudesse voltar no tempo, sinto que faria tudo de novo. Então me perdoe por ser egoísta, me perdoe por cometer um ato de desespero que roubou um pedaço da sua vida, me perdoe por partir seu coração quando nele não havia mais espaço para novas decepções; me perdoe porque ainda assim eu não me arrependo de ter conhecido, amado e criado o nosso Minwoo.

Mesmo que eu o tenha comprado daquele que o tirou de seus braços e te fez ter de aprender a conviver com a solidão que eu trouxe para a minha vida.

Você acredita em destino, Jimin? Eu julgava-o como bobagem, a maior besteira já inventada pelo ser humano! Hoje sei que o nosso não é estarmos juntos. E sinceramente? Que se dane.

Desesperadamente, eu adotei ele. Eu o tirei de seus braços — mesmo que não fosse você, poderia ser qualquer um — e não posso voltar atrás agora. Eu nunca o farei.


Notas Finais


Certo, vamos esclarecer alguns pontos:
● Embora o capítulo tinha sido feito, em parte, "entrelinhas" sei que vocês já notaram que o foco dele é a adoção de forma ilegal que o Jungkook cometeu.

Ele o fez por puro desespero, por saber que um homem divorciado na Espanha (onde ele morava com seu ex-marido) é praticamente impossível de conseguir adotar uma criança de maneira correta. E se fosse o caso de poder, demoraria.

Ele não é inocente e o que ele fez não é justificável (nem de longe, céus!) então eu espero que vocês não achem o seu ato tolerável. Ele próprio sabe que o que fez não é o certo, porém seu desespero o tornou egoísta e sem seus princípios.

● Jungkook não conhece o Jimin ainda e ele tampouco sabe que o bebê é filho do Jimin; porém como essa fic será escrita em segunda pessoa (tu), começamos já com lástimas futuras.

● Espero que tenham se interessado pelo plot tanto quanto eu fiquei super animada. E até mais, tesoros <3


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