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História The turns of destiny - Capítulo 2


Escrita por: e Camy_Foxy


Capítulo 2 - Ódio é um sentimento forte


A culpa foi minha

E o punido você

Harmonia em silêncio está...



Bellatrix sentia os olhos marejarem enquanto murmurava aquela canção. Seu filho, seu pequeno... seu... Ele havia morrido, ela havia perdido... na cela ao lado seu marido definhava, do outro seu cunhado, Barty estava morto... morreu na cela a frente... não sobrou ninguem.


A marca negra estava quase transparente em sua pele e ela sentia a tristeza afundar seu coração cada vez mais... sua alma ardia enquanto ela se agarrava a um pedaço de pano azul... a coberta de Rigel. A mesma que ele usava naquele dia.


Ela se agarrava ao tecido como se fosse sua salvação, sua mente definhava a cada ataque de dementador. Eles a forçavam a ver a cena se repetindo e repetindo e repetindo mais uma vez... o choro do seu filho enquanto ele era arrancado de suas mãos, seus próprios gritos tentando alcança-lo, sua dor ao ver o sangue... ela lembrava cada detalhe. Rodolfo as vezes tinha momentos mais lúcidos e pelas grades tentava segurar a mão da esposa e mesmo que somente os dedos se tocassem era o momento mais feliz do dia. 


Um dia... enquanto ela se agarrava ao pedaço de pano azul e as lágrimas ja haviam cessado ela sentiu o braço queimar... sentiu a marca tomando cor mais forte e arder contra sua pele como ferro quente. Ela olhou para a marca e sua mente processou o que acontecia: seu mestre voltou. Da cela ao lado Rebastan ria quase enlouquecidamente, do outro Rodolfo soltava risos ocasionais... da própria cela ela conseguiu ouvir sua própria risada insana. 


Ela jamais teria seu Rigel de volta, mas poderia destruir as pessoas que ousaram leva-lo, já não era justiça, era vingança e ela se vingaria de cada um...


A explosão que destruiu as paredes era esperada, não houve medo enquanto a luz do sol finalmente tocou a pele desgastada. Eles foram libertos... A fuga em massa de Azkaban. 



********



Depois de um banho e roupas novas a maioria dos ex-presos parecia relativamente melhor. A pele ainda era pálida e doente, os olhos ainda oscilavam em sanidade ou insanidade, o corpo ainda era magro doentio e as mentes demoraria para se recuperar por completo. 


Narcisa sabia tudo isso, ela notava tudo isso e enquanto ajudava Pyrites nos cuidados dos recém-libertos. Ela respeitava Willian, ele era um Medibruxo competente e de extrema confiança, mas... ele era especialista em criaturas mágicas e dessa vez foi chamado também seu irmão: Walter. Os gêmeos Pyrites eram ambos comensais, mas nunca participaram de nenhum ataque e nem mesmo levantavam suspeitas para si. 


— Acredito que isso seja suficiente, Senhora Malfoy caso seja necessário poderá nos chamar. — Walter disse com toda a educação polida e seu irmão apenas acenou em concordância. Narcisa havia feito o inicio do treinamento com eles e mesmo que a mulher nunca tenha concluído eles respeitavam suas capacidades. 


Ambos se foram e Narcisa correu para junto da irmã, a abraçando com força e estranhando em muitos níveis que não foi repelida ou recebeu alguma reclamação. Bellatrix apenas ficou ali... olhando apática para a parede enquanto ainda se agarrava a um pedaço de pano azul encardido. 


A mulher soube do que aconteceu com sua irmã, todos os comensais do círculo interno sabiam e todos sentiram pela colega, ela havia tentado engravidar varias vezes e sofreu varios abortos antes de conseguir o pequeno Rigel... Narcisa também sofreu para conseguir sustentar a sua gravidez e hoje lamentava não poder ter outro filho. 


Fez carinho nos cachos de sua irmã, enquanto buscava alguma forma de consola-la.


A porta abriu com um estrondo e os passos animados de Bartolomeu Crouch Junior puderam ser reconhecidos por qualquer um. Alguns gritaram perguntas como ele estava vivo, outros questionavam como ele escapou da morte e muitos apenas deram um leve sorriso. Ele correu ate Rebastan se jogando nos braços do melhor amigo e aproveitou que Rodolfo estava do lado dele para agarra-ló também. 


— Seu... seu grande idiota... como esta vivo? E livre? — Rebastan perguntou fingindo raiva enquanto suas mãos seguravam com desespero o casaco de Barty.


— Longa... longa história... mas eu... eu tenho que contar uma coisa... eu preciso contar uma coisa — O loiro chorava enquanto tentava contar o que sabia... mas sua voz falhava. — Rigel... Rigel está vivo.


Rodolfo se soltou de Barty se afastando em choque, seus olhos corriam pela sala buscando saber se não era um sonho... as lágrimas começaram enquanto a garganta trabalhava em engolir saliva.


— Não brinque com isso Barty... NÃO OUSE... — ele gritou e Bella saiu de seu transe para encarar o marido, que parecia transtornado.


— Não brinquei Rodolfo... ele esta vivo... e você tem que ver... ele ama plantas como você. Ele é tão meigo... mas... mas...


Narcisa não sentiu quando Bellatrix saiu de seu braços, mas viu quando a irmã segurou a blusa de Barty com força e desespero. Seus olhos com um brilho de esperança.


— Onde ele esta? Onde?


— Bella ta me sufocando — o loiro disse tentando respirar e quando a amiga finalmente o soltou ele tossiu antes de falar — Ele esta vivo, estuda em Hogwarts... mas... fizeram algo com ele. Eu demorei muito tempo para reconhece-lo. A única coisa que sobrou foram os olhos que são iguais ao da Bella... o cabelo, a pele... tudo... eles mudaram tudo de Rigel... ate seu nome... o chamam de Neville... Longbotton...



— O QUE? — o grito partiu de Rebastan, mas o sentimento de indignação estava borbulhando em todos os presentes. 


Rodolfo abraçou Bellatrix, ela chorou... um misto de alegria, esperança e dor... seu filho... seu pequeno bebê estava vivo... VIVO. Mas... também não lembrava dela... não a conhecia e mais que isso... a odiava por pensar que era a torturadora de seus supostos pais... 



********



A fuga em massa de Azkaban era destaque no jornal, o ministro tentava achar alguma justificativa para isso, mas as desculpas estavam ficando falhas, logo ele teria que admitir a verdade: Lord Voldemort retornou.


Neville olhava a matéria com os olhos fixos e cheios de raiva, aqueles malditos estavam livres... livres... ele queria tanto matar aquela mulher... queria tanto. Levantou da mesa da Grifinória e rasgou o jornal antes de sair furioso do local. Ele não viu Catherine tentando segui-lo, não viu seus amigos acalmando ela também... ele precisava ficar sozinho e sozinho ele ficou. 


Ele andou pelo castelo sentindo sua magia reagindo a sua fúria, ele precisava descontar em algo ou machucaria alguém. A porta que se abriu era novidade, mas ele nem mesmo se importou enquanto entrava e via várias alvos para acertar.


Neville não soube quanto tempo levou para se esgotar magicamente, mas quando parou com feitiços sua varinha estava rachada e seu braço dolorido. Ele deitou no chão e se permitiu sentir a raiva fluir para espaço a dor. Ele chorou... chorou e nem sabia exatamente porque... só chorou. 


Quando a porta da sala abriu de novo Harry passou por ela com um ar leve e sentou ao lado de Neville no chão, o menor parecia querer dizer algo, mas a coragem não chegava. 


— Você ta bem? — ele peeguntou depois de alguns bons minutos em silêncio e o Longbotton suspirou.


— Não... os comensais que torturaram meus pais ate a loucura estão livres... e tudo que eu consigo sentir é raiva. Porque por culpa deles eu tive que ser criado pela minha avó, por culpa deles eu não pude conhecer verdadeiramente meus pais... por culpa deles...por culpa deles os dois estão em Sant Mungus. 


— Entendo. — o Potter se aproximou e tocou o ombro do amigo em um toque carinhoso. — Mas ficar com raiva não vai ajudar... você pode ficar com raiva e descontar em alvos ate sua magia esgotar, ou pode fazer algo soble isso... você pode se vingar e conseguir deixar sua alma mais somblia do que você deseja e pode lutar pela coisa certa... pode gritar comigo e seguir esse caminho de vingança ou pode escolher algo para o que lutar e lutar.


— Harry esta certo — A voz de Catherine soou e ele teve que se controlar muito para que não corasse. — Não tiro a razão de sua raiva nem o motivo de seu ódio, eu não posso imaginar o que esta sentindo agora, mas você não esta sozinho. Se quer seguir esse caminho vamos te apoiar, mas nossos conselhos vão estar aqui também. Nevi, não se perca em seu próprio ódio. 


Ela sentou ali perto e tocou o outro ombro do Longbotton. Cath deu um sorriso triste e olhou para ele com esperança. Ela não queria que ele sucumbisse a própria vingança. 


— Obrigado — Neville murmurou e Harry lhe sorriu.


— Da próxima que quiser acabar com seu núcleo mágico nos chame para um treinamento... é melhor do que acertar alvos que não vão revidar. — Cath disse com aquele ar meigo que a rondava e levantou do chão limpando suas roupas. — Vem... eu vi que saiu do café da manhã sem comer nada, não pode perder o almoço.


— Ja é hora do almoço? — perguntou surpreso e Harry riu. 


— Sim... por que acha que viemos te procurar? Vamos — Catherine Avery tinha um sorriso lindo e Neville se viu o encarando e pensando nas palavras dela: se perder na própria raiva não era um bom caminho... não mesmo. 


Notas Finais


E ai? Demora ne? Kkkk mas essa segue q Fanfic principal e preciso chegar lá nos acontecimentos para moldar essa... logo as att ficarão mais rápidas... eu espero... me digam o que acham... beijos


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