História .the tutor - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Big Bang, DEAN
Personagens DEAN, D-Lite (Daesung), G-Dragon, Personagens Originais, Seungri, T.O.P, Taeyang
Tags Bigbang, Drama, Romance
Visualizações 19
Palavras 3.358
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Estupro, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi pequenos!

Estou de volta com mais um capitulo e agora finalmente eu posso dizer: agora vai coração!

Até eu estava impaciente com a indecisão da Ye-Jin...

Então, boa leitura e enjoy it <3

Capítulo 24 - . be my first man


 

— Já disse, três vezes. Ontem ao sair da escola, o professor me acompanhou até o ponto de ônibus. Como chovia muito, ele decidiu me trazer aqui em casa, como o cavalheiro que é. Como a chuva estava forte e você sabe que eu tenho medo de relâmpagos e trovões, pedi que ele dormisse aqui em casa. Ele relutou, mas eu insisti. Ele dormiu na sala.

Soo-Jong bufou, convencido de que está história fazia sentido mas mesmo assim, havia tons de algo não contado

— Já entendi. Não vou mais falar sobre isso. Se o professor Choi ficou aqui e cuidou de você, fico bem tranqüilo com isso

Ye-Jin agradeceu mentalmente por ter tido uma ótima idéia. Sorriu, colocando mais chá na xícara do pai

— Fiquei surpresa com sua visita, já que pediu que te encontrasse. Não achei que você viria me ver. Saudades?

Ele ajeitou a gravata, franzindo a testa. Os fios de cabelos brancos pareciam fazer força para se desalinhar do cabelo bem penteado. Ele bebericou um pouco do chá, levantando o olhar para os lindos olhos que Ye-Jin tinha. Aquele esverdeado que lhe causou tantos problemas e voltava a causar de novo. Ás vezes pensava como seria a vida de Ye-Jin se caso Yu-Na nunca tivesse falecido. Ye-Jin tinha direito de saber, mas havia prometido ao Dong-Sun que não contaria nada de seu passado até que ela tivesse uma vida saudável e feliz. Soo-Jong calculava os riscos de contar esta verdade naquele momento. Sua vida acadêmica, sua felicidade contagiante e até sua vida iriam sofrer um impacto terrível. Mas ao mesmo tempo, com esta questão entre os Jung x Chamyung, era impossível ter que jogá-la na fogueira sem ao menos dizer por quais razões ela estaria se queimando.

— Ye-Jin. Nunca se esqueça que você é muito importante para mim, filha. — a voz tomava um tom levemente emocionado. Era impossível não sentir-se como um mentiroso quando aqueles olhos suaves caiam sobre ele com um sorriso gentil — Sei que ás vezes eu sou rígido, faço coisas que te magoam, deveria te dar mais carinho. Sinto que sou um péssimo pai

— Imagina, meu querido pai — suas mãos quentes, pegaram nas dele, fazendo um carinho reconfortante — Todos os pais só querem o melhor dos filhos, não é mesmo?

— Você tem razão. Ás vezes fazemos as coisas para proteger, mesmo que sejam coisas ruins. Não há como mensurar sacrifícios

Ye-Jin assentiu, não entendendo tamanha melancolia vinda do pai. Ficou preocupada, já que ultimamente, vinha vendo-o cansado e abatido

— O que era o assunto tão sério que você queria tratar comigo?

Ele deixou a xícara de chá na escrivaninha e respirou a brisa fresca que pairava sobre a sacada

— Fui até a sua avó, conversar sobre aquele absurdo no qual ela te colou. Sobre o casamento

Ye-Jin respirou fundo, aflita. Aquele assunto lhe dava calafrios na espinha

— Papai, me entenda. Não quero me casar por obrigação, mas, se isso for pelo bem da família...

— Você não irá se casar. Este assunto já teve um ponto final. Já resolvi tudo

Ye-Jin sentiu-se alegre, mas depois caiu em si, em uma momentânea aflição

— Mas, se não é necessário o casamento, como fica a questão sobre a firma, as terras em Busan e os Chamyung?

Soo-Jong lembrou-se da conversa entre a mãe e seus irmãos. Evitar que Ye-Jin se casasse, evitaria um erro maior a ser cometido. Até onde se sabia com as descobertas de Seung-Jae, o herdeiro dos Chamyung havia sumido, há bastante tempo. Com aquele tempo, ele deveria ter uns 30 anos. Muitas pessoas procuravam por ele por motivos de ambição. Soo-Jong tinha medo de quê, se isso chegasse acontecer, Ye-Jin entrasse um colapso consigo mesma, tendo que carregar a mancha de ser uma filha bastarda.

— Não se preocupe. Já falamos com sua avó, ela anda se alterando devido à idade. Taemin disse que resolveria isso com uma acareação. Até por que os Chamyung não estão tão bem como estavam antes. Jeong Woo parece estar passando por uma crise interna

— Quem é Jeong Woo?

— É o presidente interino do grupo Chamyung. Ele já está velho, depois de várias coisas que aprontou, está pagando nos dias atuais com sua saúde, e além do mais, Taemin irá se casar com Ely em alguns meses

Ye-Jin respirou fundo, tentando imaginar o quão doloroso seria este casamento para Taemin, já que não passava de um simples contrato formal

— Não acredito que em pleno século 21, pessoas se casam por interesses financeiros e pessoais. Aonde anda o amor? — ela esbravejou, cruzando os braços. Soo-Jong riu, vendo como com sete anos ou vinte três, ela continuava a mesma

— O amor está em você estar finalmente namorando e não ter me contado — Soo-Jong soltou irônico, vendo-a espantar os olhos, assustada. Ye-Jin tentou forçar um sorriso, mas era visível que iria conseguir ocultar algo dele

— Você me pegou — deu um risinho — Eu ia te contar, mas, quando tudo já estivesse nos conformes. No caso, é meu primeiro relacionamento, então, eu queria ser discreta

Soo-Jong sorriu, de certa forma animado. Já havia visto muitas namoradas de Ji-Yong entrarem e sair de sua casa, mas com Ye-Jin era diferente.

— Fiquei sabendo que é aquele aluno talentoso, de intercâmbio do Canadá, Kwon Hyuk. Já faz um tempo que vejo você olhando e suspirando para ele — disse, vendo-a fazer uma careta estupefata, não contendo um riso genuíno

— Papai! Você está me vigiando? Ou será que alguém te contou?

— Digamos que eu não estou te vigiando, mas a senhorita Kimi viu vocês se beijando ontem no laboratório

Ye-Jin pensou em um palavrão rápido, ficando com as bochechas vermelhas. Maldita Sr. Kimi!

— Vivo rodeada de grandes fofoqueiros, nem parece que tenho vinte e três anos — revirou os olhos — Além disto, parece que você já fez uma pesquisa completa dele, então, Sr. Minucioso Jong, Hyuk serve para sua querida e adorada filha?

Soo-Jong riu, assentindo de forma suave

— Sim, ele serve. Vi suas notas, ele só tem notas máximas, é educado e nunca vi nenhum professor reclamar dele.

Ye-Jin sorriu feliz, menos um problema em sua vida, a única questão a ser resolvida com tempo seria a reação de Eun-Jae

— Achei que você ia reclamar dele por fazer música

— Claro que não minha filha. Reclamaria se ele fosse um sem foco. Seu perfil parece bem razoável — elogiou, parecendo bem mais comedido em suas palavras

— Engraçado. Yo-Seob também é muito estudioso e você reclama direto dele

Soo-Jong assentiu, cruzando as pernas com seriedade

— Existem dois tipos de pessoas que eu odiaria ver você relacionando: uma pessoa sem foco e sem estudo ou fazer que nem Jooki, se relacionando com um professor. Imagina a desonra e vergonha que ele trouxe para família dele. Eu nunca perdoaria uma situação destas, mas sei, que você minha filha, é uma menina centrada

Ye-Jin engoliu a seco, sentido a saliva descer seca pela garganta. O corpo tremeu só de pensar se o pai soubesse sobre o beijo que dera em Seunghyun, ficaria louco. Fingiu um sorriso no rosto, e colocou em sua cabeça para não cometer nenhuma insanidade como aquela no futuro.

*

A noticia repentina da mudança de Hanna para Coréia tinha acertado Jae-Joong em cheio. Por partes isso seria positivo para seus planos, mas em contrapartida, seria altamente perigoso.

Andava de um lado pelo o outro na sala, tentando fixar as idéias em um único lugar

— A maldita só pode querer correr riscos. Com ela aqui, andando livremente com os meninos, Seunghyun pode vê-los, não posso deixar que ele pense mais rapidamente do que nós

Murmurou para si, apertando o botão de telefone, nervoso

— Lalisa, chame-me Xiah rapidamente em minha sala

— Sim senhor — ela disse prontamente, desligando a ligação.

Jae-Joong caminhou até a janela, tendo a visão ampla de lá de baixo. Em poucos segundos, o homem de cabelos negros e olhos definidos, entrou na sala rapidamente, parando perto da porta

— Senhor, estou aqui, o que deseja? — disse com sua voz de prontidão, Jae-Joong enfiou as mãos no rosto, fixando o olhar sobre a movimentação de pessoas do lado de baixo

— Preciso que me faça um trabalho sujo. Descubra quais foram as últimas ligações de Hanna, grampeie seu celular e encontre onde Choi Seunghyun está, onde vive, com quem conversa, eu quero saber cada minúsculo passo daquele maldito.

Disse frio, decidindo que já estava na hora de agir mais concretamente. O homem assentiu, em um sim senhor murmurado, saindo da sala em passos rápidos

*

Ye-Jin tinha concordado ir aquela festa com Hyuk. Ela achou que seria uma festa com seus amigos mais íntimos, uma coisa quase como um happy hour, mas isso mais parecia como uma farra típica de república. Sentindo-se deslocada e sozinha, Ye-Jin estava sentada em um canto, tomando suco, já que ponches lhe lembravam dá má experiência que tivera. Ás vezes se sentia careta por não saber como agir em situações assim

Um garoto de aparência gentil se aproximou, sentando-se ao seu lado com um copo em mãos

— Parece que você não está acostumada com festas deste tipo — Ye-Jin deu uma olhada de cima a baixo para ele, sorrindo timidamente enquanto assentia — Nem sequer me apresentei, sou Woo Ji-ho, mas me chame de Zico — estendeu a mão livre, para cumprimentá-la. Ela assim fez, apertando sua mão em um sorriso

— Sou Ye-Jin. Jung Ah-Ye-Jin. O prazer é todo meu — tentou ser um pouco mais espontânea. O menino de cabelos loiros, sorriu, levantando o olhar até as meninas que pulavam na piscina

— Hyuk saiu com os meninos para comprarem algumas coisas que faltavam, vi que você estava sozinha aqui, achei sacanagem te deixar parada aqui sem te perturbar — brincou, com um tom gentil — Não sei como Dean conseguiu uma namorada tão bonita e tão bacana, ele é tão chato e perfeccionista

Ye-Jin deu uma risadinha, dando um gole nos suco, colocando o copo no chão

— Seja o que este idiota tenha falado, o ignore querida Ye-Jin — um garoto moreno, de bochechas expressivas, com um cachorrinho no colo, sentando-se no meio deles. Ye-Jin sorriu acariciando o cachorrinho, que logo, pulou para seu colo

— Hyo-Sub, parece que ninguém te chamou na conversa — Ji-ho cantarolou e Hyo-Sub de ombros, o ignorando completamente, fazendo uma careta cômica

— Parece que o Du-Yu gostou de você — Hyo-Sub disse, vendo como Du-Yu tinha se atracado no colo de Ye-Jin, querendo que ela fizesse mais carinho nele — Sou Hyo-Sub, mas todos me chamam de Crush, porque sou irresistível

Ye-Jin sorriu, impressionada com sua alto estima, Zico parecia ter se atracado em uma gargalhada eterna, se jogando no chão

— Só pode ser piada. Eu tenho que contar isso para o Dean

Crush revirou os olhos, pegando o cachorrinho, fazendo carinho em seu pêlo macio

— Ele é um fofo, pena que minha gata não gosta de tanto carinho assim — Ye-Jin se lembrou de como Lila, sua gata, podia ser extremamente seca ás vezes

— Mais seca do que Hyo-Sub, impossível — Ji-ho brincou, gargalhando. Hyo-Sub fez um feição tão engraçada, que Ye-Jin não se conteve em rir também. Eles eram tão divertidos e pareciam estar anexos a festa.

Eles pareciam estar se divertindo, conversando animosamente sobre coisas sem sentido, sentados no sofá do quarto dos meninos. Ji-ho tinha explicado que era a república onde eles estudavam e que particularmente não havia uma regra sobre festas. As festas aconteciam a todo o momento e a qualquer hora.

— É um lixo, cara, literalmente, um lixo — Crush reclamou, coçando a nuca, ficava realmente bravo com aquelas festas desorientadas — Estes vagabundos ficam festejando todo final de semana, às vezes fico tão puto, que eu ameaço de denunciar a galera para o conselho

Ye-Jin concordou, dando um gole na latinha de refrigerante, imaginado a onde Dean devia ter se enfiado

— Um dia destes encontrei uma menina pelada no banheiro, juro que foi bem sinistro — Crush e Ye-Jin se entreolharam abismados — Mas, ela era bonita — Crush revirou os olhos, dando um soco no braço do menino

— Sinistro é pouco

Ye-Jin assumiu que a republica que Dean vivia, era realmente uma bagunça

Um menino de cabelos loiros desbotados, baixinho, com um cigarro no meio dos dedos, pulou animado, entre eles

— E ai gatinha? — virou-se para Ye-Jin, deixando à séria. Ele logo soltou uma risada, apertando ela em seus braços — Brincadeira, sou o Dongwook, mas pode me chamar de Penomeco

Ye-Jin assentiu sorrindo, achando meio estranho a forma como eles agiam

— Crush, advinha o que Dean e eu compramos para você? — o baixinho disse, fazendo beicinho, Crush pareceu pensar e os olhos brilharam quando viu Dean, entrando no quarto com duas sacolas em ambas as mãos

Somaek? — O menino parecia ter sido tomado por uma alegria visceral, correndo até Dean, tirando da sacola as garrafinhas, pulando que nem uma criança feliz, ignorando o cachorrinho que parecia estar deitado tranquilamente atrás do sofá.

A noite se estendeu em brincadeiras e conversas. Os meninos falavam besteiras por estarem ligeiramente bêbados, mas mesmo assim, eram pessoas agradáveis. Zico e Crush sentavam-se no outro sofá azulado, enquanto que Penomeco parecia ter caído em um sono profundo no banheiro ao lado do quarto, já que era possível ouvir seus roncos de lá

— Foda-se se você foi legal comigo em outros jogos, mas se você joga a carta de +4 no UNO, não há amizade que resista

Zico disse atordoado, fazendo todos ali rirem. Ye-Jin olhava para o relógio do pulso dele, já iria dar dez horas, por mais que quisesse ficar mais um pouco, teria compromisso no outro dia.

— Dean, meu amor, eu preciso ir embora — ela passou a mão no seu rosto, enquanto seus braços estavam presos na cintura dela. Ele jogou a cabeça de lado, gemendo

— Não vá não, dorme comigo — aproximou sua boca, perto do ouvido dela — Te faço carinho a noite inteira, se você deixar, é claro — brincou, sabendo que ela iria rolar os olhos

— Para com isso, já te disse — falou séria. Dando um tapa certeiro no seu ombro. Zico e Crush se entreolharam, sabendo que ficariam de vela, indo em direção a porta

— Adeus casal, e vê se não façam muito barulho! — Crush gritou, levemente embebedado, sendo levado por Zico, para fora do quarto. Dean passou a língua nos dentes, rindo deliberadamente

— Vamos, eu preciso ir embora — Ye-Jin levantou, dando tapinha no ombro de Dean. Amarrando o cabelo, colocando as mãos na cintura. O sorriso torto, malicioso, tomou conta do seu rosto, que rapidamente puxou sua cintura para si

— Para de ser assim. É sábado à noite, o que você tem de tão especial para fazer amanhã? — puxou-a para um beijo. Retribuiu o beijo, mas o afastou quando sua mão atingiu o lado interior do seu vestido

— Que droga você pensa que você está fazendo? — perguntou irritada, passando a mão no cabelo nervosa

— Eu só estava te beijando...

— Não, como assim? Você precisa me respeitar, você estava querendo passar a mão em mim. Eu simplesmente não te dei este direito — reclamou, sentindo a garganta arder em fúria. Sabia que um dia, uma coisa destas aconteceria, mas não pensou que fosse tão cedo ou que fosse daquela forma

— Você está desistindo de nós, não é mesmo — ele afirmou, cruzando os braços — Aonde eu ia te tratar de forma errada, eu só achei...

—Pois achou errado, eu não sou como todas as outras — sentiu uma lágrima marota cair de seus olhos. Fungou, pegando a bolsa e saindo em disparada daquele quarto, sentindo uma vergonha imensa de si mesa. Ouviu-o gritar seu nome, mas não conseguia raciocinar, sem se sentir uma idiota.

Ye-Jin não sabia para onde iria, mesmo com a noite fria e com a mente bagunçada. Queria poder desabar tudo àquilo que sentia. Achou que Hyuk fosse diferente, mas tinha feito o papel de idiota perfeitamente. Olhou para aquele apartamento conhecido e decidiu tomar coragem para expor o que sentia no coração.

Com o coração batendo forte, ela tocou na campainha. Os olhos surpresos de Seunghyun caíram sobre ela, quando a viu daquela porta parada na porta

— Ye-Jin, o que você está fazendo aqui? — do que gentil e atencioso, sua voz saiu um pouco fria desta vez, com aquele mesmo olhar rígido que ele a olhou da primeira vez que se viram. Ye-Jin engoliu a seco, tentando inventar uma desculpa plausível

— Estou com frio, posso entrar? — disse em um fio de voz, abraçando o corpo. Ele assentiu, depois de alguns segundos, dando espaço para ela entrar, fechando a porta atrás dele.

— Porque você me procura só quando você está mal, quero dizer, em todas as ocasiões que você veio aqui eram por motivos desagradáveis — ele disse seco, em um tom de autoridade. Ye-Jin engoliu a seco, sentindo-se arrependida de ir ali. Achou que o encontraria da forma como estava com ela antes, mas por algum motivo, ele parecia furioso

— Eu sei que, as ocasiões que eu vim aqui não foram agradáveis, mas, achei que você fosse a única pessoa que fosse me entender, já que estou me sentindo, um pouco mal — ela recomeçou, tentando fazer com que a voz parecesse calma, sentindo as lágrimas arderem no rosto, e ele suspirou profundamente, colocando o mão sobre o ombro desnudo — Eu também imagino, que você deve ter ficar chateado comigo por eu ser indecisa, deste jeito. É só que não consigo expressar o que eu sinto. Por favor, songsenim, me desculpe. Se eu fiz algo que te magoou, seja lá o que eu tenha feito

Por segundos, ele continuou ignorando Ye-Jin, se martirizando por ter que fazer uma coisa dolorosa destas, mas tinha que tirá-la da sua cabeça de uma vez por todas

— Parabéns, já pediu suas desculpas ridículas — suspirou, longos segundos depois, frio — Pode ir embora agora

Ela fechou os olhos, sentindo um breve dor, como se tivesse sido destruída em pequenos pedaços. Não acreditava que o homem com que falava naquele momento, era o mesmo, que a tratou com tanto carinho na noite passada

— Eu entendo perfeitamente sua grosseria comigo, eu só pensei que...

— Pensou que eu estaria aqui de braços abertos, consolando você por causa daquele seu namorado babaca. Pois acho que você está enganada! — Ye-Jin franziu a testa, sentindo uma fúria tomar conta de si. Estava incrédula com suas palavras, estava cansada de ser boazinha e de agüentar tudo

— O que você quer de mim? Porque está sendo um babaca novamente? — exclamou, tão furiosa quanto ele — Sem me conhecer me tratou mal, me humilhou e me disse coisas, que se eu não fosse burra suficiente e estupidamente boba, não te perdoaria nunca, jamais!

Ele riu irônico, cruzando os braços, se aproximando de seu rosto

— Como eu disse daquela vez, e eu repito novamente, você é uma menina mimada, indisciplinada e atrevida. Sou seu tutor e não seu psicólogo para resolver seus problemas com seus namoradinhos estúpidos e muito menos resolver problemas por você!

— Eu não admito que você fale comigo deste jeito — ela berrou, sentindo aquelas lágrimas inconvenientes se formarem em seus olhos, com a agressividade e frieza de suas palavras. Ergueu as mãos em direção ao rosto, pronta para lhe dar um tapa, mas na metade do caminho, ele agarrou seu pulso com força, puxando-a para mais perto de si

— Estou cansado disto — rosnou baixo, olhando no fundo daqueles olhos verdes cobertos de lágrimas. Sua respiração batia forte e ofegante contra os lábios delas — Diga-me, eu quero que você me diga, da sua boca, o que você quer? — Ye-Jin tentou não parecer completamente submissa aquele olhar, que a prendia de forma magnética. O corpo não parecia responder de forma racional, os seus lábios hesitaram em uma resposta na qual ela queria dar

— Me solte — disse, sem estimulo nenhum de que ele a soltasse. Seu olhar ameno, fixou-se nela, ainda apertando o seu pulso

— Eu quero ouvir você dizer da sua boca que você me quer, e que quer ser minha

Ye-Jin tentou múltiplas vezes encontrar a coragem para dar meia volta e ir embora, mas parecia que seu coração e seu corpo pareciam completamente parados naquele momento. Nitidamente derrotada, Ye-Jin aproximou seus rostos, assimilando aquela proximidade perigosa entre os dois

— Eu quero que você seja meu primeiro homem

Disse decidida, sem ao menos ter força de levantar o olhar. Tendo a certeza que algo sorrateiro, irreversível e traiçoeiro, estava crescendo dentro de si: estava completamente atraída por ele.

 

 

 

 


Notas Finais


<3


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