História The Twelve Noises Of Death - Capítulo 2


Escrita por: e Star_Madness

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Assassinato, Killer, Mistério, Shoujo, Signos, Zodíaco
Visualizações 83
Palavras 1.042
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Cherry: feita por mim, espero que gostem ^^ O cap anterior foi feito pela Mirror

Capítulo 2 - Touro


Fanfic / Fanfiction The Twelve Noises Of Death - Capítulo 2 - Touro

Naquela tarde, bom podemos considerar que está à noite. Forma-se um lindo arco-ìris nas ruas, enquanto cai a chuva chocando-se nos guarda-chuvas coloridos.

Chove à dois dias.

O céu não aparece mais azul para mim, na verdade. Faz tempo que não vejo o céu fora dessas janelas. Pois é, janela, minha vida é basicamente dentro de um quarto cheio de remédios e soros.

Sou a pessoa mais azarada do mundo, vivo cheia de doenças e pragas. Meus pais estão começando a enlouquecer cuidando de mim. Eu não culpo eles por isso, sou como uma boneca de porcelana.

Entre as minhas piores doenças estão: câncer, asma e hipoglicemia. Vivo comendo por causa dela, mas não engordo. Várias garotas me invejam por comer demais e não engordar, eu só queria me livrar dessa doença.

Hoje irei fazer tomografia para curar meu câncer, minha mãe irá me levar.

Coloco meus pés no chão molhado e cheio de poças d'água, estou com uma barra de chocolate em uma mão a outra está enfiada no meu bolso com uma luva. Não posso ficar exposta ao frio, como sabem eu pego resfriado fácil.

Olho para minha mãe que está com o rosto cansado e abatido. Eu sinto o cansaço dela, na noite passada eu estava com febre altíssima. Ela ficou cuidando de mim à noite toda.

A chuva não está tão forte, mas ainda sim estou em meio à várias pessoas segurando seus guardas-chuvas, e eu é claro. Estou parecendo uma esquimó, mas sei que isso é para o meu bem.

Cheguei com minha mãe no hospital, o dia hoje vai ser um dos mais felizes da minha vida ou o mais triste. O médico não me dá um pingo de alegria, cara chato.

-Qual o seu nome mocinha? -Nem olha pra mim, está concentrado na minha ficha. Se é que dá pra falar que é uma ficha, tá mais pra uma enciclopédia da faculdade de medicina.

-Alice Victory.... -Não gosto do meu segundo nome, "Vitória" tá mais pra "derrota". Não consigo vencer nem uma gripe, sou um peso morto para minha família.

-Venha comigo! -Se levantou o velho carrancudo de jaleco branco com os bolsos cheios de canetas e blocos de papel e abriu a porta atrás de mim, me chamando para segui-lo.

Deixei minha mãe na sala, sentada no sofá e segui o doutor. Entramos numa sala que tinha uma placa de aviso "proibida a entrada de pessoas sem proteção nas roupas."

Naquela hora me sinto como um alien, um ser estranho e que precisa ser isolado. Entro lá sem nada pois não precisava, já ele teve que colocar uma roupa que parecia ser de astronauta.

O ar deve estar no último. Está muito frio, eu tive que tirar minhas roupas e colocar uma roupa de paciente. Que pra mim é ridícula, um vestido aberto atrás. Que lindo! Combina com tudo inclusive essa marca no meu braço.

-O que é isso no seu braço? -Mas que cara chato, eu tenho que falar tudo sobre mim agora.

-Não sei... Essa marca apareceu ontem à tarde. Eu não sei o que é! -Bom aquilo era estranho, mas já to acostumada a ser estranha. Então isso não me assusta, mordo mais um pedaço da barra.

-Isso é um câncer de pele! Me disseram que você tinha câncer de boca. -Olha para minha marca, agora tem isso mais uma doença! Câncer de pele, que maravilha. Era tudo o que eu sonhava.

-Como assim? Nós vemos isso depois doutor, tenho que fazer a tomografia! -Aquilo estava ficando chato, cruzo os braços e desvio meu olhar de seu rosto para a porta da sala que eu já deveria estar dentro.

-Não posso continuar com a tomografia, você irá voltar daqui alguns dias para fazê-la. Enquanto isso irá tomar os medicamentos que irei passar para ver se melhora um pouco essa sua ferida. -Mais um remédio pra coleção, que felicidade. Eu só queria me livrar desse maldito câncer de boca e riscá-lo da minha lista de doenças.

-Claro! Eu irei tomar... -Saiu de sua frente com o rosto erguido, mostrando pra ele que não sou fraca e que consigo superar mais essa doença de merda.

Peço para minha mãe me deixar sozinha, vou à um café perto. Starbucks! O único café que me faz sentir bem. Ficar sentada em uma de suas poltronas me faz relaxar, e me sentir uma garota que não tem problemas na saúde.

Eu não me lembro de ter caído no sono enquanto tomava cappuccino e comia um padaço de bolo, acordo com uma das garçonetes me chamando. Ela era muito gentil, me acordava quando estava quase na hora de ir pra casa. Agradeço e a pago.

Saindo do café, me deparo com uma pessoa encapuzada. Me aproximo do mesmo, tentando ver seu rosto tampado pela sombra de seu capuz levemente caído em seu rosto.

-Oi... Tudo bem?... -Sim estou com um pouco de receio, o ser nas sombras me dá arrepios.

-Você quer uma cura para suas doenças? Ou para seus problemas? -Sua voz era como o sopro do vento, tão doce. O garoto aparentava pela voz ser mais velho que eu.

Aquela pergunta....

A solução para os meus problemas, estava bem à minha frente. Concordei com a cabeça, eu não estava acreditando. Vejo de relance seu sorriso, tão branco iluminando a escuridão que estava em seu rosto. O seu sorriso era como o de um deus mitológico, um herói ou uma estrela do cinema de Hollywood.

-Venha comigo... -Se vira de costas para mim, e começa a andar em passos curtos e lentos. Sigo o desconhecido, ainda duvidando de suas palavras.

-Aonde vamos? -Ele para bruscamente em minha frente, quase me fazendo tropeçar nele e o derrubar no chão ainda úmido pela chuva de manhã.

-Você verá... - Arqueio uma sombrancelha, o que isso quer dizer. Sinto alguém atrás de mim, me viro rapidamente.

Não vejo nada....

Viro dando de ombros para quem quer que seja a pessoa ou animal atrás de mim, o encapuzado já me esperava virar para dar o golpe. Com uma mão pressionava um lenço contra minha boca e a outra segurava minha cabeça para não me deixar fugir.

Não consigo respirar....

Estava perdendo a visão do garoto à minha frente, fechando os olhos devagar desmaio. A última coisa que vi foi o garoto sorrindo, aquele sorriso sádico. Não iria sair de minha cabeça, desgraçado.


Notas Finais


Até sexta bolinhos


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