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História The Undead - Interativa - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


~ Capítulo revisado em 22/03/2020 (domingo), às 6:51.

•REGRAS•

✓ Observação 1: Essa história se baseia nas histórias em quadrinhos de Robert Kirkman, com leve inspiração na série da atual diretora de roteiro Angela Kang, também baseada no universo genial originado pelo Kirkman. O universo foco é o das histórias em quadrinhos.

✓ Observação 2: Os capítulos terão núcleo foco, ou seja, serão narrados por uma das personagens.

✓ Observação 3: O Prólogo será dividido em seis capítulos, sendo estes responsáveis por introduzir todas as personagens — inclusive a de vocês — e fundamentar as tramas desta história.

✓ Aviso: Nas Notas Finais consta link para caso prefiram ler pelo Google Docs, o exemplar do prólogo estará disponível para ser lido com letra Times New Roman, 11, formatado e com fundo de tela preta com letra branca.

✓ Aviso: As fichas devem ser feitas por meio do Google Docs ou pelo Jornal do Spirit Fanfic. Casos segundos de fichas bem feitas, estas serão aceitas caso estejam nos comentários. As reservas devem ser feitas, tanto para aparência quanto para os relacionamentos. Ainda não me decidi ao certo as características das minhas personagens, mas, em breve, terei os Photoplayers para tais.

Capítulo 1 - Convocação


Fanfic / Fanfiction The Undead - Interativa - Capítulo 1 - Convocação

PROLOGUE — CHAOS


SPRINGFIELD, ILLINOIS


MARTÍNEZ O'DONNEL


O cruzamento entre a Avenida Império e a estrada de Courtney nunca esteve tão repleta de carros quanto quantificava naquele exato instante. Os olhos arrastavam-se através dos retrovisores, avistando as mais de dez fileiras de automóveis, e atentava-se especialmente aos detalhes específicos, tal qual as pessoas dos outros veículos. Martinez o'Donnel, um homem castanho em pele e nos tons do emaranhado cabelo, de nacionalidade mexicana, escolhera a cidade de Springfield para que sua família se estabelecesse e jamais pensara algo contrário desde então.

Embora as amostragens demonstrassem a cidade com uma alta concentração demográfica, o bairro cujo habitavam era uma área com casas simples e robustas, ao velho estilo interior. No entanto, o trânsito nos dias recentíssimos eram silhuetas do horário conturbado. O sol tão pouco nascera no oriente, e Martinez dirigia o velho monumento — que indivíduos costumavam apelidar com o título de automóvel — em direção à empresa. Estava atrasado pela terceira vez na semana e, decerto, não esperava encontrar o tráfego na estrada. Por sorte, Paula, sua esposa, levara as crianças ao colégio pela rota curta e afastada do centro, enquanto ao homem restara um rastro de fumaça e emissões de carbono na feição.

Olhou o relógio de pulso e observou a hora marcada no relógio do carro esperançoso de que estivesse incorreta ou, no mínimo, com um atraso pequeno. Errôneo. Martinez deveria estar no escritório às sete da manhã e, agora, o ponteiro menor apontava o oito, e o maior, o seis.

Contentou-se com o fato de ter a desculpa do tráfego intenso, mas porquanto prosseguiria com o mesmo para cima de seu chefe? Ou melhor, porquanto o velho e odioso Illyn Mayers continuaria a dar crédito para as fajutas palavras? Não tinha certeza, porém, se ganhasse o salário suficiente para manter as despesas e a escola particular de Jake, Olívia e Max, os filhos, de tudo serviria. E de qualquer jeito, sempre poderiam vender a casa e mudar de volta para o México. O quanto sentia falta do calor e do sotaque espanhol, do modo como as pessoas não o julgavam pelo tênue da pele ou pela maneira como falava o "inglês".

Por todo amor de Deus, agradecia que as crianças tinham herdado o lado americano de Paula.

Girou a manivela e abaixou o vidro para tentar compreender o ocorrido. Em meio aos pensamentos, distraira-se e nem mesmo se deu ao trabalho de perceber que havia meia hora desde o último movimento da calota do carro. O "vizinho" fez o mesmo. Ambos colocaram a cabeça para fora e tentaram identificar o fim do corredor.

— Que porra está acontecendo? — indagou o loiro garoto, que tinha, provavelmente, algo por volta dos vinte anos de idade. — Tem horas desde o último movimento dessa droga!

Pressionou a buzina dezenas entre as palavras e, tardiamente, ouviu uma resposta pouco ofensiva para o seu gosto.

— Quer parar de apertar a porra dessa buzina? Meu filho tá tentando dormir — o homem do veículo da frente se deu ao trabalho de fazer o mesmo processo que os dois para xingá-lo.

— Apertar a buzina não vai funcionar de nada. A Avenida deve estar congestionada até o Hospital Municipal e não há nada que o cara da frente possa fazer além de aguardar — Martinez disse, cutucando a cabeça e empunhando o aparelho telefônico em mãos.

Avistou, de imediato, a recente mensagem enviada pela amada.

"Um presente para quando chegarmos em casa", e na foto acima da caixa de texto, a imagem da lingerie. Nunca comemorou tanto com uma foto quanto fizera alí.

"As crianças estão bem? Entregues?", digitou, pensando a respeito do que responder quanto à foto picante, "Não vejo a hora do dia acabar". E bloqueou o celular por fim.

O som de tiros, ao longe, ecoou pela avenida e atravessou o tímpano do rapaz estrangeiro. O coração palpitou mais forte, e os olhos arregalaram. Mais tiros foram escutados, e o caos perpendiculou. Crianças, mulheres e homens deixaram os veículos e correram para o lado contrário do fluxo. Para todos os lados, gritos de desespero, dor e tristeza, e Martinez deixou o monumento para avistar o final da estrada e analisar a origem dos áudios agoniantes.

Por mais que os pensamentos apontassem que tomasse decisões diferentes, continuou percorrendo o caminho até o som, ignorando as percepções e a intuição. O jovem loiro tomou a mesma atitude, seguindo-o pelo desfiladeiro de sucatas até o conversível vermelho com o enunciado branco escrito emergência.

O conjunto de cinco guardas de segurança miravam nos pacientes que deixavam o complexo hospitalar. Não eram criminosos ou assassinos, apenas pessoas em busca de segurança. Ou assim pensara por determinado período de tempo.

— Que porra eles estão fazendo? — ouviu a voz feminina questionar detrás do emaranhado de pessoas ociosas por respostas. Martinez não julgava-os, afinal buscava pelo mesmo.

— Atirando em inocentes — o "vizinho" tão prontamente gritou. Ele ainda estava ao seu lado, bem como quando o clássico C/K, de 1994, esteve parado pelo trânsito. O garoto foi o primeiro a atirar objetos antiquados contra os policiais, que se preocupavam com os três seres ensanguentados cujo deixavam a construção. As miras haviam travado nos sangrentos há certo tempo, mas os destinos alteravam-se de acordo com o povo ao redor.

Cascas, bitucas de cigarro, cacos de vidro, parcelas do asfalto e até mesmo embalagens de alimento foram atiradas contra os patrulheiros. Não demorou até que os primeiros tiros fossem somados com o sentimento de angústia e fúria.

— Afaste-se, senhora! — a idosa foi o centro do cano curto da arma — É urgente o que tratamos por ora — comentou o xerife analisando-a.

Esta, por sua vez, insistiu. Ela continuou seguindo em frente, soltando gritos de histeria e fúria. Por engano, o xerife portador de roupas marcantes engatilhou a munição contra a senhora, famigerando medo e pavor. Os protestos esvaziaram-se e, por segundos, os portadores das vidas dos cidadãos esqueceram dos caminhantes que vinham da saída do Hospital Nacional. A moça jovem banhada no líquido vermelho desdenhou uma mordida contra o pescoço do policial mais próximo da multidão, e os outros quatro contiveram as munições implorando para que os três parassem continuamente.

— Enfim alguém teve coragem de contestar esses bastardos de policiais — um homem com uma câmera disse ao público da gravação. E por fim, uma dúzia de homens e mulheres, inclusive o  próprio filmador, seguiram contra os policiais, desfigurando golpes efetivos contra estes.

A cenografia analisada pelo patriarca da família o'Donnel foi, nas palavras da moça que se estreitou até encontrar o tumulto, lamentável. Entre pancadas, socos e chutes, um dos delegados ergueu a arma para os céus e pressionou o gatilho três vezes, tentando afastar a população para qualquer lugar. Na verdade, o som pareceu perturbar mais os indivíduos coloridos no sangue com bile, que passaram a atacar não tão somente os guardas, porém também, as multidões que batalhavam a seu favor. Estes mordiscavam-lhe o pescoço e, assim que a pessoa estivesse presa ao asfalto, o ser dirigia a boca e as mãos à barriga, arrancando-lhe os órgãos internos.

Não demorou até a parcela da população que espancava os policiais notar a insanidade dos caminhantes. Palavras não saíam das bocas, entretanto, agudos e graves grunhidos, enquanto arrancavam a pele das vítimas. Arregalaram as pupilas e direcionaram os rumos para caminhos afastados do ambiente.

No momento, quatro dos policiais estavam debruçados no chão. Três destes, espancados pelo grupo revoltoso, estavam com olhos inchados e  as maçãs da bochecha roxas. Um único guarda estava atirado no chão com mordidas alocadas em diferentes partes do corpo. Sangue escorria das feridas e da boca.

Um dos caminhantes ergueu-se da postura em que se encontrava e andou arduamente, bamboleando de um lado e para o outro, contestando o apontar de arma do único soldado do condado restante.

— Não me force a fazê-lo! — comandou o xerife apontando a arma na direção da mulher machucada na totalidade. Colocou o dedo indicador por sobre o gatilho e umedeceu os lábios. A mão tremia com constância, no entanto, tentava ao máximo não diminuir a força. Estava ali para cumprir o seu papel, aquele em que lhe havia sido incumbido. — Por favor! — implorou fechando a pálpebra e cegando a visão. Gradualmente foi puxando o gatilho. Três foi o número de tiros que ecoaram pela penumbra da avenida.

O ser caiu, ferido. Duas balas espalhadas pela região do tórax, e uma terceira no peito esquerdo.

O policial emitiu um sorriso falso. Uma vida esteve nas mãos, e tirou-a. Não era uma razão pela qual se orgulhava de enaltecer os dentes. E ainda teriam mais dois errantes perambulantes que não largavam de jeito nenhum os corpos dos manifestantes. Muito pelo contrário, banhavam-se nos órgãos internos e no sangue. Observou um dos paramédicos da ambulância e pediu para que fosse buscar o corpo da caminhante. Ele desceu o cano da arma e adentrou no centro cujo ocorrera a perturbação, direcionando-se contra os outros dois devoradores.

O paramédico aferiu os detalhes fulcrais da mulher caminhante e chocou-se ao vê-la de olhos abertos e viva. Ela prendeu os dedos no cabelo do moço, bagunçando-os, e puxou-o para próximo de si, deferindo uma mordida fatal contra o rosto e, posteriormente, uma segunda no pescoço. O médico debateu-se contra o asfalto, arrastando poeira às direções diversas e falhou em se defender o mais rápido que a mulher jogou-o ao cinza e ergueu-se para devorá-lo em uma posição que considerava melhor.

Martínez permaneceu na área junto de uma quantidade considerável de pessoas, chocado e enojado pela cena. Olhando os arredores quantificou cerca de treze indivíduos, dentro dos quais envolviam mulheres, homens e crianças, amedrontados pelo que viam.

Logo deixou o local correndo. De imediato, ligou a Illyn Meyers noticiando-o de que não iria comparecer ao trabalho pelo resto da semana. Em seguida, telefonou à esposa e pediu para que fosse ao mercado buscar por mantimentos enlatados. Previu algo apavorante por vir, o CAOS e as MORTES, e esperava do fundo do coração de que não envolvessem a família o'Donnel. Sobreviveriam a tudo indiferentemente do que viesse.


Notas Finais


∆ Se quiserem apreciar um pouco da minha escrita
https://www.spiritfanfiction.com/historia/as-cronicas-sangrentas--livro-um-16451066

∆ Link do Capítulo
∆ Caso prefiram ler pelo Google Docs, o exemplar do prólogo estará disponível para ser lido com letra Times New Roman, 11, formatado e com fundo de tela preta com letra branca.
https://docs.google.com/document/d/1sP3O5B-iz2jRFyUYLud9qOxEJeVPojjmPb-gVsc1WYM/edit?usp=drivesdk


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