História The Unexpected - Capítulo 9


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Categorias Holland Roden, Katherine Langford, Shawn Mendes, Shelley Hennig
Personagens Katherine Langford, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Katherine Langford, Shawn Mendes
Visualizações 182
Palavras 2.575
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OPA

Eu sei que eu demorei pra att, mas slá, eu não tinha ideia nenhuma pra continuação dessa fanfic.

Pra quem achou que Hailey não ia sofrer nesse capítulo... Aí está rs

Esse gif ( que eu espero do fundo do meu coração que carregue ) é apenas para estimular a mente de vocês, finjam que nele é o Shawn abraçando a Hailey

Espero que gostem do capítulo! ❤

Capítulo 9 - I Miss him, And if I Could, I'd Bring Him Back


Fanfic / Fanfiction The Unexpected - Capítulo 9 - I Miss him, And if I Could, I'd Bring Him Back

Pov. Hailey Moore 


Após Antony ir embora para casa, Holly e eu fomos assistir à um filme qualquer, ela disse que isso resolveria minha falta de ânimo e tristeza. Mas nada compensa o fato de Alyssa ser quem é, eu não consigo ignorar seu ego manipulador e falso, isso me faz um mal imenso. Para alguém tão nova e 'bem sucedida', ela é bastante baixa e mal resolvida. 

— Hailey? — Holly balançou sua mão na frente do meu rosto, e depois que notou que eu voltei a realidade, ela, com uma expressão preocupada, encheu a boca de pipocas. — Está tudo bem contigo? 

— Eu já lhe disse, Clark. Eu estou preocupada com meu pai. 

— Por que não liga pra ele? 

— Eu esqueci meu celular lá. E Alyssa deve estar mentindo sobre mim, mais uma vez. Como alguém pode acreditar nela? — respirei fundo depois de deixar meu corpo ir para trás no sofá, se apoiando no mesmo. 

— Pensa rápido — ela disse e jogou seu celular para mim, já na discagem rápida, eu o peguei desajeitadamente. — Liga aí pra ele. 

— Está bem. — Disquei seu número e levei o celular no ouvido. 


Ligação on 


— Alô? Holly? — Oliver tinha o número da Clark salvo em seu celular, por minha causa. 

— Sou eu pai, Hailey. 

— Oh, onde você está? Eu estou ficando preocupado! Alyssa disse que você saiu sem dar notícias! 

— Eu vou dormir na casa da Holly hoje, esqueci de lhe avisar. — falei e o ouvi bufar do outro lado da linha. 

— Olha, eu não me importo em lhe deixar sair, aliás acho que seria ótimo para sua sanidade. Mas o que custava avisar? 

— Desculpe, eu realmente esqueci, mas não se preocupe, não vai acontecer de novo! 

— Claro que não vai. Estou indo te buscar aí. 

— Porquê? Pai, eu não quero! 

— A questão não é essa. 

— Pai, por favor. Eu não quero. Me deixe ficar aqui! — Holly me encarou pronta para pegar o celular de minhas mãos e falar com meu pai. 

— Mas, Hailey... Como você vai pra casa de alguém sem nada? Você por acaso levou seu pijama? 

— Sim, eu trouxe um conjunto. 

— Eu não deveria, mas vou deixar. Natasha está uma fera comigo, e eu quero te poupar de presenciar mais uma discussão. 

— Eu já pedi à você, pai. Natasha não é uma boa companheira. 

— Nós já conversamos sobre isso, Hailey. E eu já pedi para você não tocar mais nesse assunto. 

— Tudo bem, desculpe. 

— Eu vou te buscar amanhã aí, esteja pronta pela manhã, está bem? 

— Está bem. 

— Boa noite, meu amor. 

— Boa noite pai, eu amo você. 

— Também amo você. 


Ligação off 


Encerrei a ligação e devolvi o celular à Holly. Ela me ofereceu pipoca, e eu prontalmente aceitei. 

— Tio Oliver é tão compreensivo. 

— Sim.

— Eu amo seu pai. 

— Aposto que ele também ama você. — dei um sorriso. 

Os pais de Holly não são muito amorosos com ela, eles não demostravam carinho em público, e sempre que podem jogam na cara dela que filha de fulana é bem mais resolvida que ela. Holly sempre reclama disso. 

— Ah, Hailey! Você me fez lembrar de algo! Eu achei um garoto, maravilhoso por sinal, no Vine! 

Dei um sorriso um pouco confuso, e a esperei desbloquear novamente a tela do smartphone. 

— Olha só! — Ela me entregou o celular, e eu dei play no vídeo. Por uma coincidência, ou não, Shawn preenchia a tela do mesmo com um olhar um pouco perdido. Ele tinha um violão em mãos. 

Aquele era um dos vídeos que ele havia gravado ao meu lado, eu me lembro perfeitamente desse dia, em que seu pequeno discurso me fez sentir várias borboletas no estômago. Fora gravado um dia antes do acidente, em que ele foi dado como morto. Eu realmente havia pensando que ele tinha desistido da ideia de ficar comigo no Canadá, e tinha se rendido à ideia dos pais, porém, mais tarde, posso perceber que não. Ele mantinha a ideia de ficar perto de mim, perto de nós. 

Olá, eu sou Shawn Mendes — ele acenou com a mão livre. Seus dentes, em perfeito estado, esboçavam um largo sorriso feliz. — Esse é meu segundo vine, e posso garantir que há uma bela pessoa por trás dessa minha empolgação. Quero fazer uma dedicação dessa música para minha melhor amiga, que eu não pretendo expor, mas, todas as vezes que assistir esse vídeo quero que se lembre de nossos momentos juntos, pois eu nunca vou me esquecer de você. Te amo demais. 

Assim que terminou de falar, começou a dedilhar o violão. Nesse momento, meus olhos já estavam lacrimejantes. Eu sentia um misto de emoções, ternura por me lembrar dos dias em que ele estava comigo, tristeza por lembrar que esses dias tiveram um fim, e nunca mais voltarão, e remorso por não ter me colocado contra a ideia de viajar com ele para longe, ainda mais no carro de seus pais.

Com toda certeza eu lhes dei um prejuízo enorme, devo ser intitulada como 'pior pessoa do mundo' pelos pais do Mendes. 

Eu sinto falta dele, e se eu pudesse, eu o traria de volta. 

Mas não é possível. 

Então eu tenho que conviver com essa dor e esse peso nas costas, que é insubstituível e me faz sentir-me inútil, insuficiente e basicamente, um lixo. 

Assim que terminou o cover de Stressed Out, de Twenty one pilots, ele sorriu novamente e agradeceu pela atenção, encerrando o vídeo. 

Lágrimas caíram de meus olhos, e eu tentei as secar rapidamente, mas elas eram muitas, o que fizeram Holly notá-las e se aproximar de mim. 

— Hailey? Está tudo bem? — ela, notando que eu não ia parar de chorar, me envolveu em um abraço. — eu não sabia que você era tão sentimental, ou está mais sensível que os dois anteriores? 

— E-Eu... — minha voz saiu fina e quase rouca, e eu só consegui retribuir ao abraço. 

Eu nunca falei dele para ela, aliás, nem Antony sabe daquele paradeiro do Mendes. Eu nunca disse nada à eles, pois tentava esquecer de tudo, o que não foi possível, e eu acabei adiando ainda mais essa conversa. 

— Está tudo bem, Hailey. Pode chorar, isso alivia a alma. Eu te entendo, às vezes eu também choro por motivos como esse. 

— Eu... Não é i-isso. — ela se afastou de mim minimamente, e continuou afagando meus cabelos. 

— Então é o quê? 

— Eu c-conhecia e-esse garoto. 

— E isso não é bom? Você pôde vê-lo crescer no vine! 

— Holly... E-ele já foi meu amigo. 

— Ah, e deixe-me adivinhar, vocês se afastaram por um motivo banal? Como eu fiz com Antony? 

— O motivo não foi banal. — respondi-lhe em meio à um fungado profundo, e arrepio na espinha. — Ele está morto agora. 

— Ah... — Holly arregalou seus olhos e escondeu sua boca com suas mãos, altamente surpreendida. 

— Não se preocupe, você não disse nada de errado. Sou eu que... — limpei as lágrimas com o dorso da mão e olhei para cima, para o teto no caso. —A culpa é minha, eu só atraio coisas ruins, Shawn disse que... — lembrei aleatoriamente de uma vez que estávamos juntos, em um belo verão um pouco ensolarado. Isso não faz muito tempo, aliás. Nós tínhamos doze anos, e estávamos a beira da piscina, ele estava deitado de barriga para baixo e eu estava sentada à seu lado, ambos na toalha que Karen colocou no chão. 


Flashback on 


— Hailey? — ele, com os olhos fechados, me chamou. O fitei esperando por uma resposta. — Você vai fazer o quê quando se formar? 

— Eu? Bem, eu já pensei várias vezes em me tornar veterinária. Já te falei, não é? 

— Eu prefiro que você se torne médica, aí vai poder cuidar de mim. 

— Eu já cuido de você, Mendes. Lembra da vez que bateu a cara na porta e teve um corte superficial na testa? — reprimi uma gargalhada, com muita dificuldade. E ele sabia que eu queria rir, dava pra notar. — Então, eu fui sua enfermeira até a tia Karen chegar. 

— Haha, acho que você nunca mais vai se esquecer disso. — ele riu, ironicamente. — Foi sem querer aquilo, e a culpa foi sua. 

— Eu não vi que você estava atrás da porta! A culpa não foi minha, ingrato. 

— Foi sim. Dói até hoje. — ele fez uma careta, e me fitou com seus olhos castanhos, cor de mel, comprimidos, pois o sol batia diretamente em nós. 

— Dramático. — ri. 

— Isso, ri mesmo. Devo te lembrar do seu tombo quando tava aprendendo a andar de bicicleta? 

— Eu quase quebrei o nariz, então não. 

— Eu achei que você tinha morrido, caiu e ficou quieta, com o rosto na grama. Cara, eu já tava bolando uma desculpa pra dizer aos seus pais, acho que o Oliver ia me esganar. 

— Eu estava só descansando. E você pode admitir que quase chorou. 

— Que descansando o quê! Você caiu que nem uma jaca podre! — dessa vez foi a vez dele gargalhar. — Você caiu para um lado, e a bicicleta pro outro. — falou, entre risos. 

— Obrigada pelo elogio. 

— Tenho mais elogios como esse. Jaca mole. 

— Testa inchada. 

— Boboca. 

— Boboca é um xingamento tão versátil, né? Você pode usar pra tudo. Brincando, insultando, zoando... 

— Ah pronto, baixou a filósofa em você agora? 

— Eu poderia ser filósofa, o que acha? 

— Ah não. — ele reclamou. 

— O que é a morte pra você? 

— Depende. 

— Depende do quê? 

— Hailey, chega. 

— Você não sabe responder, não é? Bom, a morte é algo muito complexo, eu não vou te julgar. 

— Ai meu Deus! 

— Pode falar, se eu me tornasse uma escritora você compraria meus livros? 

— Claro, eu compraria sim, mas não garanto que iria ler. 

— Idiota. 

— Boboca. 

— Você é a única pessoa que me insulta, eu relevo e continuo convivendo normalmente. 

— Eu sou demais. E você também me xinga, idiota é o que por acaso?

— É uma forma de eu demostrar carinho, ô idiota. 

— Sendo assim, você é a idiota mais linda que eu já conheci. 

— Nossa, Shawn. 

— "Obrigada Shawn, você também é o idiota mais bonito que eu já conheci" — ele fez uma voz fina. — é assim que você deve falar. 

— Idiota. — revirei meus olhos, sorrindo. 

— Acrescenta um elogio, aí fica tudo bem. 

— Às vezes eu fico imaginando coisas aleatórias... — eu olhei para uma nuvem no céu, seu formado parecia um animal. 

— Eu sei. 

— E eu pensei, o que seria da minha vida se você não existisse? 

— Acho que nada. 

— É sério. 

— Mas eu tô falando sério. Sua vida sem mim deveria ser sem cor, sem animação... 

— Obrigada pela animação, ô caixa de lápis Faber Castell. — ele riu alto. 

— Você me pede para falar sério, mas fica zoando... Eu nunca vou entender você. 

— Tá bem, eu... — suspirei. — Já pensou se eu não existisse? Com quem você iria dividir seus segredos mais obscuros? 

— Eu não sou uma velha fofoqueira, Moore. 

— Eu sei, mas sei lá, você não iria sentir falta de mim? 

— Não. 

— Não?

— Não, porque eu não iria conhecer você. Foi o que você mesma acabou de dizer! 

— Hum, é verdade. 

Shawn se levantou com um pouco de dificuldade e se sentou ao meu lado, de costas para o sol. 

— Posso abraçar você? 

— Agora não, você vai atrapalhar o meu bronzeamento. 

— Você tá parecendo um camarão de tão vermelha! 

— Isso é moda. 

— Se moda é se queimar e depois ficar dolorido, amém que eu estou fora dela! 

— Bobo. 

— Vamos entrar na água? 

— Eu não quero me molhar agora. Depois eu entro, pode ir. 

— Chata. — ele resmungou e eu lhe dei uma piscadela, e um joinha com o polegar. Shawn saiu, e eu ajeitei novamente meus óculos escuros no rosto. 

Pensei em me deitar na toalha, até que senti duas mãos agarrando e erguendo-me da toalha. 

— Me solta! — em agarrei em seu pescoço, pois tive certeza de que ele ia me jogar na piscina. — Mendes! 

— Eu não. — ele deu de ombros e se aproximou da piscina. 

— Eu não vou falar de novo! — Balbuciei, o ameaçando. Ele riu e retrucou; 

— Sim, pois vai estar muito ocupada tentando sair da piscina. — ele me jogou. Senti apenas o impacto contra aquela água, não muito quente, é um ardor bastante suportável, se fez presente em minhas costas, que foram exatamente as mesmas que tiveram o privilégio de ter o primeiro contato com a água. 

— SHAWN! — Gritei-o e nadei até a borda da piscina, onde tinha uma escadinha, subi por ela, e corri até ele. 

— Cuidado, o chão tá escorregadio agora e você vai cair. — Ele riu, me alertando. Eu pouco liguei e consegui o alcançar. Shawn me jogou uma toalha. — Vai se secar, louca. 


Flashback off 


Eu fazia aquelas perguntas à ele, parecia até que estava prevendo o futuro, não tão distante. 

— Hailey? Acalme-se, eu estou aqui, tudo vai ficar bem. — Holly me fez deitar no sofá, dizendo que eu precisava relaxar. 

— E-Eu quero ver de novo. — pedi. 

— Ver o que? 

— O Vine. 

— Não, pare de se torturar. 

— Por favor. — pedi com a voz manhosa, e recebi uma bufada em resposta. 

— Tudo bem, Hailey. Pare de respirar tão rapidamente assim. 

— Não dá.

— Dá sim, conte até três. Eu não vou te entregar o celular enquanto você não se acalmar. — ela ergueu o aparelho para cima. 

— Um, dois, três, pronto. — me sentei no sofá novamente e peguei o celular. Holly se sentou ao meu lado, e deitou sua cabeça em meu ombro. 

Notei que havia um vídeo, postado recentemente, a exatas cinco minutos atrás. 

Quem se atreveu a postar algo dele sem sua autorização?


Alguns minutos antes 


Pov. Shawn Mendes


 Fui eu que gravei isso aí? — Perguntei à Aailyah, quando o vídeo chegou ao fim. Era de um cover que eu havia gravado, antes de perder a minha memória. Ela rapidamente assentiu, e me disse que era o que mais gostava de fazer antes de sofrer o acidente. 

— Tem mais vídeos como esse na memória interna do seu computador, porque não volta a cantar? 

— Eu não sei não...

— O que acha de postar um vídeo, cantando, e depois ver a repercussão dele? Eu tenho certeza de que vai lhe deixar mais animado com a ideia.

— Hum, não vejo problema nisso. 

Liguei o computador e sentei na cadeira estofada, Aailyah se posicionou atrás de mim, se apoiando no braço da cadeira. Postei um vídeo qualquer, em que eu cantava Drag Me Down. 

— Não custou nada, não é? — ela perguntou e eu neguei. 

— Acho que isso não vai adiantar nada — dei de ombros e levantei rapidamente da cadeira em que eu estava sentado, tão rápido que fiquei meio atordoado. 

— Tente, não custa nada. 



Notas Finais


O que acharam do capítulo? Gostaram? Odiaram?
Vale lembrar que o Shawn postou o vídeo e poucos minutos depois a Hailey visualizou ele

MAIS UM HINO DO SHAWN SAÍ
NESSA SEXTA-FEIRA HSUSKDKD MDS EU TÔ MUITO ANSIOSA HSJDJDJKSBS

ok deixa eu me recompor do surto
Muito obrigada pelos favs, vcs são maravilhosas demais ♥


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