História The Unknown Girl - Capítulo 20


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Beatrix, Carla Tsukinami, Christa, Cordelia, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Richter, Ruki Mukami, Seiji Komori, Shin Tsukinami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Tags Amy, Axel, Caesar, Caramia, Diabolik Lovers, Drama, Hentai, Kyrie, Reiji Sakamaki, Romance, Ruki Mukami, Sangue, Scarlet, Shu, Shuu Sakamaki, The Unknown Girl, Tug, Universo Alternativo, Vampiro, Violencia, Yui Komori
Visualizações 152
Palavras 7.553
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Harem, Hentai, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oláaaa pessoal!
Desculpa pelo sumiço repentino, de verdade! Minhas aulas voltaram, então... É, vocês sabem :/ Já tenho que começar a me adaptar e programar meu tempo para conseguir vir aqui e postar os capítulos! Mas estaremos sempre conectados, hein?!

Boa Leitura! ~<3

Capítulo 20 - Temptations - Part.3


Fanfic / Fanfiction The Unknown Girl - Capítulo 20 - Temptations - Part.3


Diabolik Lovers
Colégio
Noite

 

— Deixe a janela do seu quarto aberta essa noite.

A voz de Dylan sussurra em seu ouvido, antes de desaparecer novamente.

Amy sentiu os pequenos pelos de seu pescoço se arriçarem, engolindo em seco. Entrou no banheiro mais próximo ao ver que tinha se perdido de Mary, com o corpo paralizado como se aquela frase fosse um choque. Abriu a torneira da pia, lavando o seu rosto para tentar se livrar daquela angústia que sentia no momento.

O que ele queria? Apenas perseguí-la, mexer com ela e depois que se decepcionar com o seu sangue, para só depois ir embora? É claro que aceitava o fato do sangue de Yui ser mil vezes melhor que o seu... Mas será que Dylan ligaria para isso? Por que Shu só a usa para isso: saciar a fome.

Ela não queria se sentir mais assim. Mas as suas tentativas (completamente falhas) não conseguia motivá-la a continuar com o plano. Queria poder parar de correr atrás dele a todo custo e Amy Evelyn Moon é uma menina determinada.

Amy enxugou o rosto com uma pequena toalha que havia no local, até estar novamente no corredor. Suspirando, começou a enrolar para andar até a sua classe, pois mesmo que fosse da mesma classe de Shu, teria que enfrentá-lo a qualquer momento, tentando esconder a chama que se escondia dentro de si.

A chama que ele tem medo de ver.


(...)
 

Mary se aproximou da parede, encostada discretamente para ouvir a conversa.

— Ei, Dylan, o que você pensa que está fazendo?

Aiko brigava com o irmão inconformada, agarrando a gola da blusa dele. Mary havia seguido a loira quando saiu de sua classe por mera curiosidade, agora encontrando uma conversa um tanto... Interessante.

— Me deixa. – o garoto se soltou, irritado. — O que você está querendo dizer? Estou apenas fazendo o meu trabalho.

— Não, você não está! Temos que pegar Yui, não ficar de gracinha com outras meninas!

Hã?! Você não está entendendo bem a situação... Estou querendo apenas me aproximar de Amy para poder aproveitar e pegar Yui. – ele falou tranquilo, relaxado. — Dois coelhos em uma cajadada só.

— Entendi. – estava prestes a explodir. — Mas não exagere demais. Lembre que nosso objetivo não é arrumar confusão com os Sakamakis.

— Tá, tá.

Dylan deu de ombros, saindo do local, o que deu saída para a ruiva ir correndo para os corredores. “Que filho da puta!" pensava. Dylan queria apenas se aproveitar de Amy? Ele queria pegar Yui ao final das contas? Procurava pela morena nos corredores.


Dylan Tsubaki’s POV
Diabolik Lovers

 

Tsc... Odeio quando Aiko tenta se intrometer na minha vida! Ela está pegando muito no meu pé ultimamente e isso me irrita.

É claro que tive que inventar uma desculpa para continuar perto de Amy, porque "temos que pegar Yui, não ficar de gracinha com outras meninas", Tch! Como se eu conseguisse me afastar dela. Não posso negar que estou começando a gostar... Óbvio que tem várias meninas bonitas nesta escola, mas não me chamaram tanta atenção quanto Amy. Ela tem um cheiro atraente para mim.

Com certeza faria questão em beber cada gota do seu sangue.

“— Ei! Aquele não é o Dylan Tsubaki?”

Uma menina comentava no final do corredor, que para a minha audição, mais parecia estar falando ao meu lado. E sua amiga estava ao seu lado, começando a me encarar.

“— Sim! Ele é muito lindo né?!”

“— Muito!”

O melhor é saber que posso usar qualquer garota desse colégio. Os professores (pelas minhas notas boas), as garotas (pela minha aparência), e agora falta apenas...

Ela.

Se Aiko pensa que me afastarei de Amy, está completamente enganada! Posso garantir que o meu plano de hoje à noite não vai falhar. Não vou deixar que um sangue puro estúpido consiga estragar o que pretendo fazer. Ou melhor, não vou deixar com que Shu Sakamaki estrague os meus planos.

Ela será minha.

Seja bem-vinda ao meu mundo... Amy.
 

(...)

 

Mary corria pelos corredores à procura da sala de Amy para tentar explicá-la a situação de Dylan. Seu corpo suava frio, estava trêmula com a revelação que "supostamente" sua grande intuição conseguiu levá-la.

— Hum... Bitch-chan... Por que está correndo tanto?

Laito apareceu em sua frente e como sempre, com um sorriso malicioso estampado no rosto.

— Onde está Amy?

A ruiva balançava as mãos, ansiosa.

— Eu não sei... – o vampiro franziu o cenho. — Aconteceu algo?~ Nfu. Você pode me contar.

— Eu preciso desmascarar o Dylan! Ele não é quem ela pensa que ele é! – Mary se embaralhava em suas próprias palavras, com uma grande frustração acumulada em seu peito.

Nfu~ Não se preocupe com isso, Bitch-chan. Pode deixar que ela mesma se resolva com isso... – o ruivo não levou a situação a sério, empurrando-a pelos ombros para uma sala separada. — Então... Vou te fazer se esquecer de tudo. – agarrou sua cintura, beijando-a pelo pescoço. — Não existirá ninguém, além de Laito Sakamaki em seus melhores pesadelos~ Nfu.

Eles entraram em sala escura, trancando a porta.

— M-Mas a Amy...

A ruiva tentava reclamar, sendo perdida (e impedida) aos poucos contra os encantos do vampiro e desistindo de toda a sua luta. Agora somente Laito e seu corpo poderiam ouví-la.
 

* * * 
 

Em seu quarto novamente a única coisa que passava em sua mente era Dylan. Por que ele chegou justo em um momento delicado, virando seu mundo de cabeça para baixo novamente? Ela não conseguia responder. Apenas se levantou de sua cama, ainda de uniforme, querendo trocar de roupa...

Mas que horas ele chegaria? O rapaz não havia passado nenhuma informação de sua passagem, somente que era para ela deixar sua janela aberta.

Com o medo de que fosse descoberta, Amy apenas destrancou a janela de sua varanda.

Uma paltada em seu coração lhe libertou de um novo pensamento: Shu. E odiava a maneira que o loiro conseguia sempre dominá-la, mesmo a distância.

Para!

Ela gritou para si mesma, enquanto caminhava pelo quarto, ansiosa.

Não sabia o porquê de se sentir assim pelo vampiro. Afinal, por que justo Shu (sendo que quando chegou à mansão tinha a mesma consideração por todos)? Revirou os olhos.

Amy se sentia irritada só por ser tratada com tanta indiferença. O que Shu tinha demais para fazer o seu coração acelerar toda vez quando se aproximava? Ou fazer sua pele se arrepiar toda vez que a tocava? Ou mesmo as suas mordidas conseguia permití-la sentir algo a mais. Sentir... A dor. Essa palavra era a mais temida. E dizendo novamente, era. Amy já tinha aprendido a se acostumar com o tempo, abrindo portas para mais um sentimento:

Prazer.

Sempre disseram que a dor caminhava de mãos dadas com o amor. Afinal, isso era verdade? Amy queria desmascarar isso com todas as suas forças, de uma vez por todas. Quebraria aquelas paredes que cercavam Shu de conectá-la, arrancaria os seus sentimentos de seu peito, de sua boca que tanto se mantinha fechada em toda e qualquer circunstância.

A menina foi para a porta, indo em direção à sala, encontrando-o do mesmo estado: deitado no sofá maior.

— Shu. – ela suspirou fundo, por sempre estar repetindo esse nome milhares e milhares de vezes, tanto em sua mente, como verbalmente. — Eu preciso saber.

O loiro a ignorou, fazendo-a andar mais alguns passos para o seu lado.

— Hm?

Estava segura. — Dos seus sentimentos...

Ou quase.

— Eu já lhe disse o que precisava saber. – ele se sentou apoiando um de seus braços na perna levantada, encarando-a seriamente. — Que irritante...

Ela também se sentou ao lado de sua perna, ocupando um pequeno espaço, sem se importar com o que diria ou com o que pensaria. Penetrou suas pupilas em suas íris azuis vibrantes.

— Diga olhando em meus olhos. Diga o que você sente quando eu... – estendeu a mão em seu ombro, acariciando-o por toda extensão. Passando por seu pescoço, até repousá-la na mandíbula do rapaz. Começava a acariciar até sua nuca, às vezes puxando os pequenos fios loiros que caíam sobre ela e deslizavam entre os dedos da morena. Tomou cuidado para não retirar seu fone de ouvido, para que não atrapalhasse a sua música. — Pode dizer o que você quiser... Apenas me fale alguma coisa. – Amy franziu o cenho, sentindo algumas lágrimas involuntariamente se juntarem no canto de seus olhos. — Apenas me diga isso... E lhe deixarei em paz. – então retirou lentamente a mão do rosto dele, com um aperto no coração. 

Shu segurou a palma de sua mão antes que se desfizesse completamente, pegando-a.

— Você se importa?

Ele continuou a encará-la indiferente, agora com a respiração um pouco mais pesada que o normal.

— Mais do que você imagina. – ela respondeu sem tirar a atenção de seus olhos, enfrentando finalmente o medo da rejeição. O medo que ninguém quer sentir realmente.

— Me responda. – ordenou. — Por quê?

— Porque eu me importo com você, Shuu. – talvez essas fossem as palavras mais sinceras que havia dito na sua vida. Talvez fosse até demais. — Eu me importo com nós.

— “Nós?”

Sim. – afirmou. — Estamos nessa em um relacionamento, Shu.

Claro que Amy não estava se referindo a “namoro” ou algo do tipo. Apenas comprometimento da parte de ambos em uma conexão que os unia.

— "Relacionamento"? – arqueou a sobrancelha. —  Você pensa sobre isso?

Assentiu. — Pare de mudar de assunto... – forçou a se aproximar dele no sofá, mergulhando novamente nas íris do rapaz como um oceano sem fim, apenas com novos mistérios e sensações... Apenas com o que parecia ser vazio. — Me diga o que acha sobre isso.

O silêncio permaneceu e seus olhos ainda conectados como uma só alma com o coração dela repulsando triste. “É só mais um momento ruim. Vai passar e você vai tentar de novo” preenchia sua mente com pensamentos positivos. Mas não podia negar que estava decepcionada com o silêncio, que significava uma única coisa:

Amy soltou um riso fraco.

— Você não tem nada a dizer... – levantou-se do sofá, desviando o olhar pela primeira vez. — Obrigada pelo seu tempo, Shu. – se afastou. — Eu vou lhe deixar em paz.

Uma lágrima solitária escorreu por sua bochecha, até começar a andar novamente para o seu quarto.

"Eu vou lhe deixar em paz", franziu as sobrancelhas. Edgar tinha falado a mesma coisa quando se conheceram e lhe entregou uma maçã quando estava solitário. Mas não tinha o mesmo sentido... Quer dizer que tinha desistido dele? O vampiro foi invadido com o mesmo vazio que sentiu quando ela estava deitada sobre o chão frio, sangrando para a morte.

E deitou-se no sofá de novo, tentando ignorar isso. Tentando esquecê-la. Tentando inusitar as memórias. Tentando esquecer o fato de que estava...

Sozinho.

E que Edgar ficaria decepcionado por não ter impedido que isso acontecesse.

Ficaria”.

Fechou os olhos. E as chamas o consumiam em silêncio.
 

(...)
 

Amy se jogou contra a cama, agarrando o travesseiro para abafar o choro. Será que ela deu pouco tempo para Shu respondê-la? Não, não pode ser isso. Se ele realmente sentisse algo por ela, ou uma simples ansiedade quando o tocou ou qualquer coisa... Poderia ter aceitado. Ele estava indiferente. Com ou sem ela ali presente. Como nada.

E acreditou que aquele Shu que tinha conhecido na banheira era uma mera ilusão.

Uma pequena ventania vinha de sua janela, batendo friamente contra a pele da garota. Um suspiro e estava mais calma, com uma mão acariciando seus cabelos.

Shhh... Não chore mais.

Ele sorriu reconfortante.

— Dylan. – Amy deixou escapar mais algumas gotas ainda caírem de seus olhos.

— Eu vim, lembra?

— Lembro... – ela enxugou as lágrimas com a manga do casaco. — Por que p-pediu para que eu deixasse a janela aberta? É que eles podem descobrir a qualquer momento...

Sussurravam.

— Não se preocupe com isso, já estamos de partida.

Ele segurou sua mão.

— O-O quê?! Para onde?

— Eu quero lhe mostrar um lugar legal... – sorriu. Não era para seduzi-la ou persuadi-la. Era apenas um sorriso para fazê-la se sentir melhor. — Me permite? – apontou para a janela.

— Claro, mas...

Amy novamente olhou para a porta, preocupada.

— Você vai gostar. Nós voltaremos logo, prometo.

Ela se levantou, segurando a mão dele enquanto caminhavam para a varanda. Talvez sair dali fosse o melhor remédio que precisava nesse momento.

— Antes, preciso fazer algo.

Em um rápido movimento, pegou-a no colo.

— Q...?! – manteve-se quieta, rodando os seus braços no pescoço do rapaz e afundando o rosto em seu ombro.

— Feche seus olhos.

Dylan ordenou, vendo-a fazer exatamente o que pedira. Somente com uma grande ventania se batendo contra o rosto dela, balançando seus cabelos, Amy pressionou mais os olhos, com o medo da altura. Não era a primeira vez que estava vivenciando a velocidade de um vampiro, mas sempre foi por curtos instantes. Dessa vez, demorou um tempinho até ouvir um:

Chegamos.

Ele a colocou no chão cuidadosamente, vendo-a abrir suas pálpebras quando estivesse pronta. Então, depois de lágrimas que escondiam por seus olhos, um brilho surgiu e sua face iluminou-se com a visão a frente.

— Gostou? É um dos meus lugares preferidos.

— Eu... – estava quase sem palavras. — Amei.

Sorria abertamente para o parque de diversões ali, todo iluminado com as luzes de todas as cores, como se escondessem um encanto potente. A luz da lua refletia em todo lugar, provocando uma sensação incrível. A mesma sensação de quando havia chego à Mansão Sakamaki. A sensação de algo...

Novo.

Ele soltou uma risada fraca, satisfeito.

— Podemos visitar todos os brinquedos se quiser.

A ideia era muito animadora. — M-Mas onde estão as pessoas?

Dylan ri.

— Você acha que as pessoas viriam para um parque de diversões no meio da noite?

Ela bateu a mão na testa, lembrando-se que era de madrugada.

— É verdade! – riram de si mesma. — Mas nós podemos ficar aqui?!

— Bem... Não. – deu de ombros. — Mas o que eu não faria te ver sorrir pra mim desta vez? – ele segurou o queixo dela, mirando seus olhos negros aos azuis claros da menina, observando-a ficar tímida na sua frente. Com certeza mataria quem a fizesse chorar mais uma vez... — Aonde quer ir primeiro?

Ali! – ela apontou para uma cabana de tiro ao alvo. Amy estava tão surpreendida com o lugar que não deixava a sua criança anterior não se expor.

Afinal, era a primeira vez que ia para um Parque de Diversões.

— Okay, então vamos! – ele a puxou pela a mão gentilmente, levando-a para lá. — Você vai perder!

— Quer apostar?

Amy abriu um sorriso.

— Agora sim você está falando a minha língua, lindinha. O que propõe?

Chegaram à barraquinha. — Se você ganhar, vou a qualquer lugar que quiser. Pode ser a joaninha, sei lá. – riram. — E vice-versa.

Okay. – o híbrido pegou o revólver de brincadeira. — Pronta para ir à joaninha?

Riram ainda mais.

— Claro. – entrou na brincadeira. — Pronto para ir à casa do medo?

Óbvio. – começou a carregar as armas. — Primeiro as damas.

Estendeu a arma para ela, vendo-a se aproximar da risca para atirar. Amy levantou os braços, mirando-a no alvo. O híbrido, parado atrás dela sorriu atrevido, aproximando-se dela com a respiração pesada.

— Dyla-

Agarrou a cintura dela por trás, encostando-a ao seu corpo.

— O que eu falei para me chamar? – ele sussurrou roucamente perto do seu ouvido, lambendo levemente o lóbulo de sua orelha.

— S-Senpai, você está m-me atrapalhando...

 Tentava mirar do mesmo jeito, mordendo o lábio inferior com medo de que fizesse algo sem pensar.

— Você não incluiu isso nas regras... Aliás, quero ver se consegue se concentrar. – começou a deslizar as suas mãos pelo quadril dela sem timidez alguma, subindo a barra de sua blusa.

— V-Você vai ver.

Ela atirou do mesmo jeito, acertando um pouco mais abaixo do que pretendia. Tinha ficado surpresa, porque sempre teve sua mira boa e precisa. Então era ele. A bala de borracha ficou infiltrada um pouco mais baixo do ponto preto.

— Viu? Você não consegue.

Preparou a arma novamente. — Vai dar duas voltas na joaninha, Tsubaki! – atirou mais uma vez, acertando bem ao meio do alvo.

Ele apoiou a cabeça no ombro da garota, passeando as suas mãos pela a cintura dela. Adorou o instinto competivo dela.

— São três tiros. Falta apenas mais um.

— Só mais um... – a menina tentava segurar a arma, sentindo um choque percorrer o seu corpo quando ele adentrou a mão por baixo de sua blusa. Por puro estímulo, apertou o gatilho sem pensar, errando completamente o alvo.

Soltou um suspiro.

Minha vez. – Dylan soltou-se da garota, com um sorriso de canto, tomando a arma de suas mãos.

Amy passou a observá-lo acertar uma bala exatamente no meio do alvo, não querendo acreditar que perderia a aposta. Então foi para trás dele, passando suas unhas em suas costas, vendo-o se contorcer entre seus dedos.

Arg!

Ele tentou atirar novamente, acertando pertíssimo de onde Amy atirara na segunda vez.

— Você não vai conseguir... Senpai.

Ela sussurrou em seu ouvido, deixando um beijo no pescoço dele. Então, ao vê-lo se virar rapidamente num único giro, estava com um sorriso atrevido com as suas pupilas negras carregadas.

— Você não vai querer me ver sem controle.

Parecia sério.

— Sem controle? – o provocou. — Se admitir que perdeu... Podemos negociar seu castigo.

Sorriu.

— Castigo? – entrou nas provocações dela. — Hmmm. – ele semicerrou os olhos, indo para mais perto dela. — Por exemplo...?

— Admita para descobrir.

Estava se aproximando de seu rosto. — Preciso ver se vai valer à pena desistir da minha vitória por um castigo.

Dylan também era um mero curioso.

— Tente para ver.

Amy passou a língua pelos lábios.

Eu perdi.

Dylan acabou admitindo, vendo-a rir descontroladamente.

— Okay, venha para o seu castigo, Tsubaki. – ela agarrou sua mão, puxando-o para outro lugar naquele grande parque. Com certeza seria uma longa noite e valeria à pena.


Yui Komori’s POV
Mansão Sakamaki
2:01 A.M

 

Eu não conseguia dormir. E levantei ao ouvir pequenos soluços... Eram de Amy-san? Ela estava chorando? Confesso que fiquei muito preocupada quando os barulhos pararam e permaneceu o silêncio. Havia acontecido algo? Decidi investigar, já que não poderia voltar a dormir com um peso na consciência.

— Amy-san?

Saí de meu quarto, caminhando ao seu, que é exatamente ao lado.

Shu-san?

Avistei-o parado em frente à porta dela, bem sério. Ele queria entrar? Aconteceu a-algo? Fiquei ainda mais preocupada com ela, vendo-o me encarar pelo canto dos olhos. Engoli em seco.

— P-Por que você está aí?

Ele virou de costas.

Não importa.

E-Espera! – corri para alcança-lo. — Shu-san... – ele parou de andar assim que estava prestes a encostar em suas costas. — Você sabe por que a Amy-san está triste? Por favor, me diga.

Shu-san ficou em silêncio. Então, quando estava esperando uma resposta, continua a andar e vai embora.

Voltei para o quarto e bati em sua porta, não recebendo nenhum barulho. Talvez ela esteja dormindo. Mas está um completo silêncio no seu quarto, ainda acho que ocorreu algo...

Amy-san... – levei minha mão para a maçaneta, vendo a porta abrir levemente antes que eu a encoste.

— Que estranho... – dei um passo à frente, com um pressentimento ruim me invadindo. — Amy-san?

Assim que entrei, meus olhos se arregalaram. O seu quarto estava vazio e apenas a claridade da Lua iluminava o quarto. A porta da varanda batia consecutivamente uma na outra e as cortinas voavam com o vento.

Amy-san desapareceu.
 

* * *
 

Haha! Você vai ver!

Ela gargalhava maldosamente do moreno relaxado.

— Aham, sei. – fingiu um bocejo. — Vai demorar quinhentos anos até você me acertar aqui de cima... Vou até dormir. – se acomodou no banco, rindo levemente da animação dela.

Amy e Dylan agora estavam jogando em um brinquedo divertido: ele, sentado no banco pendurado na parede, teria que esperar ela acertar uma bolinha no alvo para que caísse (quem nunca brincou disso?), mas ao invés dele cair em bolinhas de enchimento, era água para encharcá-lo como castigo.

— Vamos, estou esperando.

O quê?!

Ela fingiu que não ouvia lá de baixo.

— Vamos, estou esp-

Antes mesmo de conseguir terminar a frase, Dylan foi lançado para baixo pela garota ter acertado o alvo com sua mira perfeita. Espirrando água para todos os lados pelo impacto, Amy gargalhava tanto, até sua barriga doer. Estava realmente se divertindo com aquilo.

— Senpai, já pode sair daí! – ela se aproximou da borda, tentando encontrá-lo na água. — Senpai? – começou a vasculhar cada local da pequena "piscina" do brinquedo, um pouco preocupada por não ver a sombra de Dylan. — Senp...!

Água foi jogada para todos os cantos. O seu pulso foi puxado bruscamente, levando-a desequilibrar e cair dentro da piscina quando nem o viu sair dali.

Embaixo d'água, Amy manteve os olhos abertos encarando Dylan que estava com um sorriso engraçado no rosto. Ela soltou algumas bolhas de ar, também rindo. Até o híbrido se aproximar mais, trazendo-a para perto de si.

Amy, agora estranhando a temperatura do corpo do híbrido, percebeu que ele estava extremamente quente, mesmo com a água fria rondando os dois. “Tão quente que poderia se queimar”. Amy ignorou a voz de Shu ecoando em sua mente ao apoiar suas mãos em seus ombros, vendo-o gastar seu último fôlego dando um beijo em seu pescoço.

Subiu para a superfície instantaneamente.

Cof Cof! Você é um idiota! – sorria, tacando água nele. — Estou toda molhada agora.

— Você não gostou? Aliás, eu queria fazer o meu "castigo" valer à pena. – deu de ombros, indo para a borda.

Dylan saiu dali, ajudando-a com todo cuidado possível. Os dois, completamente encharcados com suas únicas roupas.

— Você só não está reclamando porque po... – Amy foi interrompida ao vê-lo retirar a própria camisa, dando visão para seu corpo definido. Os gominhos de sua barriga eram tão marcados que, por um instante, sentiu vontade de tocar. Ainda mais molhados... E então desviou o olhar dali, mordendo o seu lábio inferior para não corar.

Hm? O que você estava falando?

O híbrido se aproximou por trás dela, segurando a sua cintura.

— N-Nada. – fechou a cara, ajeitando seus cabelos molhados.

— Você fica linda emburrada, sabia?

Continuava a provocando, tentando levantar a camisa dela.

Não. – Amy virou-se para ele. — E-Eu não trouxe outra roupa. – ela começou a encarar os seus ombros largos, o seu peitoral e até o seu abdômen definido inevitavelmente. Virou o rosto depois de perceber o que estava fazendo.

— Eu sei disso. – ele abriu ainda mais o sorriso ao perceber o olhar dela sobre o seu corpo. — Mas não quer colocar seu uniforme para secar?

— E vou ficar com o quê? – arqueou a sobrancelha.

— Eu não me importaria em vê-la apenas de roupas íntimas. – seu rosto estava novamente perto do dela. — Só estamos nós dois aqui, não?

Amy começou desabotar os primeiros botões de sua camisa, arregaçando as suas mangas do casaco, vendo as pupilas do rapaz se dilatarem. Quando estava quase o fazendo esperar por isso, soltou uma risada encantadora.

— Hm... Não é hoje, Dylan.

Começou a puxá-lo para a montanha-russa, mesmo completamente molhada. O híbrido respirou fundo, jogando os fios negros que pingavam para trás de sua cabeça como se isso trouxesse sua paciência.

— Vamos. – Amy sorriu. Um sorrisso aberto e o mais lindo do mundo. — Temos vários brinquedos para ir ainda.

Dylan entrelaçou seus dedos nos dela.

— Claro, my love.

Os dois se sentaram em um dos carrinhos, que logo começou a se mover lentamente. Amy estava cada vez mais vermelha – não somente por seu novo apelido – mas por estar perto de Dylan... Sem camisa. E por ele – se pudesse – estar quase se esfregando nela com seu corpo definido.

— Não tem medo?

— N-Não.

Amy gostava de sentir aquele friozinho na barriga ou aquela ansiedade pela velocidade, com a sensação da ventania balançar seus cabelos. Também gostava de se esquecer de todos os seus problemas... E de se divertir.

— Preparada?

Ele apertou a barra de ferro do carrinho. Amy abriu mais um sorriso de empolgação, vendo o carrinho começar a subir nos trilhos...

Sempre.
 

(...)
 

— Eu acho que vou vomitar...

Amy se debruçou contra a barra, com a mão na boca. Estava pálida e sentia sua cabeça dar mil voltas depois de tanto tempo que passou gritando na montanha russa.

Dylan gargalhava, porque até então, Amy estava confiante. — Não aguenta dez voltas com três lupings?

Amy o metralhou com o olhar, mostrando a língua e arrancando uma risadinha do híbrido.

— Eu falei que acho.

Ergueu a postura, ignorando a ânsia e toda sua visão rodopiando. Dylan se aproximou, segurando seu rosto gentilmente entre as palmas de suas mãos e aguardando calmamente – com seu olhar romântico – com que sua tontura passe aos poucos. Amy tocou a ponta de seus dedos, focando naquela visão privilegiada que tinha de um suposto olhar... Que não receberia de qualquer um.

E sua palidez foi ganhando cor em poucos segundos.

— Quero levá-la para outro lugar.

Dylan sorriu. O maldito sorriso.

— Onde...?

Amy só o seguiu, agora que suas roupas estavam menos úmidas e o calor radiante de seu corpo poderia aquecê-la. A mão dele que cobria a sua e seus toques que pareciam muito mais do que somente... Prazer. Afinal, o que Dylan sentiria por alguém como ela?

Aqui.

Eles pararam e Amy piscou algumas vezes, olhando para as grossas e enormes paredes de plantas ali. Lendo a placa pendurada, arqueou a sobrancelha:

— Um... Labirinto?

Dylan mandou uma piscadela.

— Vamos apostar novamente.

Amy cruzou os braços.

— O que você sugere?

O sorriso atrevido que surgiu em seu rosto não parecia bom sinal. — Vou lhe dar 30 minutos para ir até o centro. Se não conseguir... Eu vou caçá-la. – ele começou a andar para dentro do labirinto, até sumir completamente pela neblina. — E você não quer descobrir como um híbrido persegue sua presa, hm?

Amy sentiu um arrepio percorrer toda a sua coluna. Caminhou com passos lentos também para dentro do labirinto, destinada a encontrar o centro sem se perder feito trouxa. Se ele quer jogar isto, que seja. Começou a andar pelos grandes arbustos repletos de folhas em forma de "paredes" que ligavam a várias outras. Como se não bastasse, surgiam barulhos estranhos e a neblina conseguia dificultar tudo à sua volta, além de lhe causar um tremendo frio.

Senpai! – Amy o chamou, logo quando tinha ouvido um barulho de um galho se quebrando e o medo vindo dominar seu peito.

E permaneceu sem resposta.

Direita, esquerda, esquerda, direita.  Se sentia perdida naquela área e tinha ainda mais medo em não conseguir ir para o centro a tempo. Uma tentativa de subir em cima das paredes de folhas passou-se em sua mente. Quando estava prestes a subir, uma voz a chamou atenção.

— Nem pense em fazer isso.

Ela engoliu em seco com o eco pertíssimo de onde estava.

— Eu sei que está ai... Por que quer continuar com isso? – colocou as mãos nas cinturas, impaciente. Não sabia se aguentaria toda aquela pressão por muito tempo. E, novamente sem resposta, soltou um suspiro pela boca. — Tudo bem. Então vamos jogar.

Começou a correr pelo labirinto, entrando em várias saídas que não fazia sentido para onde estava indo. Mas já não tinha passado por ali? Virou, ainda correndo. Essa parede não era familiar? Deu a volta, indo para outro canto. Então, entrou em um canto sem saída, sendo obrigada a voltar.

Ela olhava para todos os cantos, começando a ficar assustada. — Dylan... – engoliu em seco, com a respiração descompassada e apenas a luz da enorme lua conseguia iluminar os caminhos. Então se abraçou, soltando um suspiro e vendo-o solidificar como uma fumaça.
 

(...)
 

— E-Eu não aguento mais.

Amy respirou fundo, vendo sua pele se arrepiar, não aguentando mais o frio daquele lugar. Já tinha rodado aquilo ali quantas vezes? Sentia que poderia enlouquecer. E aquela parede? Não era a milésima vez que tinha a visto? E o frio que piorava a cada minuto?

Tremia, até começar a bater os dentes e parar de andar pelos arrepios.

— Por que não disse que estava com frio?!

Fortes braços a agarraram com muita força, cercando a menina que estava extremamente fria. Dylan já estava apropriadamente vestido outra vez e o calor corporal do híbrido fez com que a humana apoiasse a cabeça em seu peito, rodeada por aquele calor que emanava de sua pele.

— E-Eu não s-sei onde estou. – Amy deu de ombros, colocando seus braços contra o pescoço dele, sentindo sua pele se aquecer aos poucos conforme passavam o tempo mais colados.

Dylan soltou uma risada pelo nariz.

Boba. Esse labirinto tem construções para ilusões de ótica. Venha, eu te levo para l-

— Não, espera.

Parou-o no mesmo instante, não querendo se separar do corpo dele. O híbrido riu fraco com a insistência dela de continuarem na mesma posição. Dylan gostava de sentí-la ali, debruçada contra o seu peito, indefesa. Sentia que poderia protegê-la de tudo, de seus piores medos, às suas melhores frescuras.

E era questão de tempo para torná-la sua.

— Vamos.

Ele não aguentou tanto tempo, agarrando as coxas da menina e colocando as suas pernas para contornar seu tronco, vendo-a ficar da sua mesma altura. Amy se sentiu um pouco incomodada com a posição um tanto constrangedora, já que mesmo de saia podia sentí-lo... Ali.

— Por que simplesmente não foi pelo caminho mais fácil?

Amy revirou os olhos.

Não existe caminho mais fácil. Não dá para achar centro nenhum nesse labirinto ridículo.

— Está revoltada? – começou a provocá-la. — Devia ter me chamado...

Amy bateu em seu pelo com uma das mãos, encarando-o.

Mas eu chamei!

— Ah, sério? Não consegui ouvir...

Ele soltou uma risada irônica com a cara emburrada da menina.

— Você fica fofa assim, sabia? E não fique irritada, nossa noite nem está terminando.

Amy estava surpresa.

— "Nossa” noite?

— Claro, somos dois, certo?

Ele agarrou mais as suas pernas, fazendo-o arfar baixinho. E pensar que ela tinha dito a mesma coisa para Shu há horas atrás. E pensar que havia sido humilhada com seus próprios sentimentos. Pelo menos Dylan pensam de dois em dois. Ele pensa em "nós".

Aham. – Amy surpreendentemente começou fitar os lábios dele, que estavam tão pertos e tão convidativos. Mordendo os seus, perguntou: — Terei que retribuir depois?

Ele deu de ombros.

— Mesmo? – seu corpo que agora havia ganhado um novo calor colado ao dele, parecia não se controlar com a consciência. Supostamente passou a acariciá-lo do mesmo modo que fez com Shu, mas um sentimento desconhecido por ela começou a apossar o seu corpo... Afinal, não era a mesma coisa.

— Está tudo bem?

Ele sorriu com o carinho, vendo-a tão pensativa.

Sim. – baniu aqueles pensamentos. — E com você?

— Posso ficar melhor ainda. – ele desistiu quase chegando ao destino, pressionando as costas da menina na parede, beijando toda a área descoberta em seu pescoço, enquanto deslizava as suas mãos furiosamente por suas pernas, até chegar a seu quadril.

Ela soltava vários suspiros ao longo do processo, apertando os fios negros de seus cabelos dentre os seus dedos, ao mesmo tempo em que aproveitava aquela sensação que ele estava lhe proporcionando. Não haviam se beijado até então, mas as mãos estavam bobas. E, chegando a sua orelha e mordendo seu lóbulo, sussurrou:

— Me permita fazer parte de você.

Amy respirava descompassadamente, o coração acelerado.

— C-Como assim?

— Deixe-me beber o seu sangue.

Os olhos negros do híbrido inevitavelmente se dirigiram para o pescoço dela, desesperado. Engoliu fundo ao sentir sua garganta secar e o desejo de mordê-la dominar seus instintos. Amy respirou fundo, preocupada:

— V-Vão descobrir... Dylan.

Estava perdendo o controle.

— Eu preciso do seu sangue circulando minhas veias... Eu necessito deixar minha marca em você. – ele sussurrava, enquanto a soltava de seus braços com receio de que a atacasse. — Corra.

Amy arregalou os olhos com a ordem, se afastando.

AGORA!

Amy ficou apreensiva a esse momento, porque teria duas escolhas: não permití-lo beber de seu sangue e correr ou deixar e sofrer as consequências se algum dos vampiros descobrisse. E, com todo o desespero, escolheu a que parecia ser a melhor alternativa: correr. Apressada mais que o normal, deixou-o para trás, correndo para qualquer direção, olhando várias vezes para trás para ver se não a seguia. Virando o corredor e preocupada com o que aconteceria ao híbrido, seu coração começou a bater mais forte.

E foi encostada contra a parede.

Shhh. – a voz do híbrido ecoou em seus ouvidos, olhando para seu rosto petrificada e observando.. Suas íris transformarem em um tom dourado. Brilhante. Prendeu a respiração quando o viu aproximar a boca na pele de seu pescoço. — Vai doer. – ela arregalou os olhos. Que lado de Dylan era aquele? — Mas vou ser o mais cuidadoso o possível, my love.

Amy abafou um grito levantando a cabeça para cima, enquanto observava a lua logo acima de suas cabeças, que os observava. Levou suas mãos livre para as costas dele, dando leves arranhões naquela área em uma tentativa de fazê-lo parar. Puxava sua camisa, seus cabelos levemente, seus ombros. Ele apoiou uma de suas mãos na parede, enquanto a pressionava com o corpo. Bebia com vontade do líquido de sua amada, porque definitivamente era um sabor... Viciante.

E queria saciar toda a vontade acumulada a dias de prová-la.

Dominada pela agonia das presas de Dylan, aos poucos, Amy desistia de lutar e resistir conta. Respirava forte e seu rosto queimava à medida que a fraqueza invadia seus nervos. Era inútil. E rodeada por braços fortes que poderiam esmagar seus ossos em um único aperto, Amy deixou seu corpo amolecer e sentia que poderia desmaiar se continuasse sua dose.

Me desculpe. Eu exagerei. – o híbrido restirou as suas presas de sua pele, respirando pesadamente. O sangue escorria do canto de suas bocas e manchava sua boca. — E obrigado... Me sinto completo agora. – lambeu os lábios completamente, limpando o que escorria com a mão. — Você está bem? – passou a encarar a marca que fizera e ainda mais preocupado com a fraqueza dela.

Antes que Dylan pudesse encostar nela, Amy bateu em sua mão.

— Eu... Estou bem. – dizia com a voz falha.

— Venha aqui. – o rapaz depositou um beijo no lugar da mordida, em uma tentativa de amenizar a dor. — Não queria que você tivesse conhecido essa parte de mim... Desse jeito. – ele a encarou um pouco corado, permitindo seus olhos voltarem ao tom negro de antes, não mais dourados. — Eu gosto de você.

— Seus olhos-

— Ficam assim quando bebo sangue. Ou quando sinto muita vontade. – explicara, logo tendo uma nova ideia. — Não pude resistir a você, my love. E novamente me desculpe... – o rapaz desviou o olhar, parecendo notar o vazio. Ou ganhar um vazio. — Para recompensá-la, tenho que levá-la para um último lugar.

Sorriu. O mesmo Dylan de antes havia voltado. E como se não fosse o bastante, encarnou um príncipe, porque acabou de pegá-la em seu colo novamente sem esforço algum, como se fossem um casal de conto de fadas.

— Dylan... – seus olhos estão vidrados em seu rosto. — Por que pediu desculpas?

O híbrido começou a caminhar para fora do labirinto. — Eu a machuquei para ter algo que quero. E sei que eu deveria ter me controlado... Mas você tem algo que... Ah. – ele respira fundo. — Não quero que tenha medo de mim.

Bobo. – era o mesmo xingamento que ele havia feito a ela. — Não tenho medo de você. – Amy sussurrava, arqueando a sobrancelha como se o desafiasse. — Eu achei que-

— Eu não sou sádico. – afirmou. — Eu sou um dominador... Lembre-se disto.

Então, num piscar de olhos, ele havia utilizado sua velocidade sobrenatural para chegar aonde queria. Agora totalmente alimentado e satisfeito com aquele sangue o inovava percorrendo suas veias, nada poderia pará-lo. Amy começou a recuperar as energias conforme descansava em seus braços.

— Onde estamos?

Dylan a coloca cuidadosamente no chão.

— No topo da roda-gigante. – fechou a cabine, observando a cidade diante de seus olhos. — Não olhe para baixo.

A visão de Amy foi para aquela cidade iluminada de várias cores que parecia tão pequena e ao mesmo tempo tão misteriosa. Diante de milhares de pessoas que estavam vivendo ali, estava encantada por ser uma das únicas a apreciar, do alto e de noite, a paisagem.

— A vista é incrível.

Ele se aproximou do vidro, encostando ali mesmo com uma de suas mãos, também encarando lá fora. Amy era a primeira menina que compartilhava aquela visão, porque gostava de ir ali quando se sentia sozinho ou descontrolado. A primeira

— Pode apostar que sim.

Amy olhou para Dylan, ou melhor, para seu reflexo. Levou as mãos até a boca, com um aperto grande no coração jurando ter visto Shu no reflexo do vidro, encarando-a com um sorriso, ao invés de ser o próprio híbrido. Bastou um olhar e sua ficha tinha caído: Shu nunca faria uma coisa dessas por ela como Dylan o faz. E, mesmo assim, continua a pensar nele e em como estava tão submissa ao vampiro por causa de seu coração masoquista.

Em outras vidas, ele teria levado Yui para passear e se divertir num Parque de diversões. Não ela.

— Está tudo bem?

A voz de Dylan a despertou, retirando aquela imagem da sua cabeça. Respirou fundo, levando seu olhar ao chão, até uma curiosidade passar pela a sua cabeça.

Senpai.

— Diga.

Seus olhares se encontraram. E Amy não se atrevia a olhar o vidro novamente.

— Pode parecer uma pergunta inconveniente, mas... Você gosta de mim apenas pelo o meu sangue? – franziu o cenho. — Se você conseguir provar o sangue de Yui vai com certeza mudar o seu conceito sobre mim e-

Um abraço. Num único empurrão, os braços dele novamente a circularam. A diferença de minutos atrás é que não foi apenas um abraço. Foi algo caloroso e acolhedor demais para poder definir. Amy podia se sentir protegida, podia se sentir muito bem ali em seus braços, podia se sentir... Amada?

— Não diga nada. – ele sussurrou perto de seu ouvido, encostando a cabeça da morena em seu peito, deixando-a sentir seus batimentos cardíacos lentos, e ao mesmo tempo acelerados.

Pelo menos Dylan tinha batimentos cardíacos.

E se importava com seus sentimentos ou se a machucava com suas mordidas.

Aquela frase a atingiu de uma maneira profunda, pois a lembrava muito... Ele. Amy não aguentava mais por ter que suportar as supostas rejeições que a perseguiam, e se irritava por toda vez que pensava em outro homem quando está aos braços de Dylan.

Por que ela simplesmente não conseguia se apaixonar pelo híbrido? Como tinha feito com Shu? Porque estava acostumada a sempre escolher o que a fazia mal. E aquele que a tratava bem...

— Vou levá-la de volta.

Um sentimento de remorso bateu em peito. Afinal, Dylan gostava mesmo dela. E não conseguir retribuí-lo da mesma forma a irritava.

E muito.

— Espera.

— O quê?

Arqueoou a sobrancelha.

— Não consegui te agradecer devidamente... – ela colocou as mãos em sua nuca, pulando-o para perto pela gola da camisa. Com força, fechou os olhos e (finalmente) colou seus lábios nos dele, iniciando um beijo.

— Você não sabe o quanto estive esperando por isso.

Dylan a interrompeu depois de um tempo, em alerta, agora começando a passar loucamente as suas mãos pelo o corpo dela. Uniu suas bocas novamente, pedindo passagem. Amy demorou um pouco para aceitar, mas acabou não rejeitando. E sentiu pequenos rastros de lágrimas se acumularem no canto de seus olhos.

A cabine se moveu um pouco com a movimentação, mas nada que fizesse com que o híbrido perdesse o equilíbrio, encostando-a no vidro.

Distribuiu beijos quentes por seu pescoço, sem menos tocar na mordida para não causar dor a ela. O ar dentro da capsula começou a ficar abafado pelas respirações descompassadas. Ele levou sua mão para retirar a blusa do uniforme dela, vendo-a levantar os braços para cima e facilitando tal ato.

Ela soltou um gemido baixo ao vê-lo encará-la apenas de sutiã. O híbrido a puxou novamente para mais um beijo, podendo sentir as mãos dela brincarem com o seus cabelos durante o processo. Uma grande vontade de dominá-la naquele momento invadiu o rapaz, justo aquele que não conseguia manter a sanidade por muito tempo.

— N-Nós... – suspirou. — Temos que ir... D-Dylan... – ela gemeu perto do seu ouvido quando sentiu a ponta de seus dedos roçarem na lateral do tecido de sua saia, quase a retirando.

Ele deu de ombros, agarrando-a mais forte ainda.

— É s-sério...

Amy tentava seriamente resistir aos encantos das pegadas de Dylan, já que sabia que ele desejava outras intenções... Intenções mais profundas. Então deu um último beijo nela, antes de soltá-la no chão. Amy pegou a sua blusa jogada e a colocou novamente, arrumando-se. 

Vamos.
 

* * *
 

Deu um longo suspiro.

O que, por deuses, havia acontecido naquela noite? Não se perdoaria por muito tempo por ter agarrado Dylan logo quando Reiji afirmou – e insistia em reforçar – que não deveria se envolver com ele. Mas Dylan tinha o perfil de cara que poderia conquista-la com somente um sorriso e, com o coração machucado depois de ter sido praticamente rejeitada por seu primeiro parceiro, acabou cedendo.

Bagunçou os cabelos com as mãos, para só depois notar que a porta de seu quarto permanecia aberta. Alguém havia entrado? Começou a ficar preocupada, ainda mais se algum dos vampiros tivesse reparado em sua falta temporária. 

Apressou-se para fechá-la, correndo em seguida para seu banheiro. Despiu-se o quanto antes de seu uniforme desgastado e entrou no chuveiro.

E relaxou.

Era tudo o que precisava: deixar a água quente escorrer pelo o seu corpo, e com ela, deixar as preocupações e tensões irem com ela pelo ralo. E como se pudesse negar seus sentimentos, não podia negar que se sentia mal. Mal pela culpa. Culpa por ter indiretamente usado Dylan em uma tentativa de esquecer Shu, de anestesiar-se de todas aquelas feridas.

E o que sentia pelo híbrido?

Desligou o chuveiro, quando não pode demorar mais para pensar na resposta. Enrolou-se na toalha e, depois de se secar, colocou seu pijama. Em seguida, finalmente, deitou-se em sua cama, ajeitando os lençóis e o seu travesseiro depois de uma longa jornada.

E tudo isso já bastava para alguém quase arrombar a porta.

Onde você estava?!

Yuma se aproximou dela rapidamente, segurando firme em seus ombros. Amy estava de olhos arregalados e pálida pelo susto.

— Aqui...

"Então Yuma veio aqui?! Quem mais teria vindo?!"

— Hã?! Você não estava aqui o tempo todo, pare de mentir!

— Não estou mentindo! – quando conseguiu sair de seus braços, agarrou o cobertor. — Eu estava... – passou seus olhos pelo quarto, tentando arrumar uma desculpa. — No banheiro...

— Então por que quando a outra porca veio aqui, você não estava?

Oruivo ficou sério, causando-a calafrios.

— Eu dormi sem querer na banheira e... Fechei a porta para que ninguém entrasse. – Amy não era boa em mentir, mas nesses casos tentava se esforçar ao extremo. — Não é minha culpa se ela não olhou o banheiro.

— Ah. – ele suspirou forte, sentando-se na ponta da cama. — Eu achei que tinha...

Fugido? – perguntou, mesmo sabendo que a resposta era óbvia. — Não vou sair daqui. Não quero. – sussurrou a última parte: — Quem é que sairia da mansão Sakamaki?

— Tsc! Eu não te entendo... – ele deu ombros, ignorando o comentário. — Aliás, foi você que emprestou aquele livro para o Kou, hm?! Ele não para de vir atrás de mim, só falando "Okay Okay". – irritou-se, logo vendo ela soltar uma risada com o comentário.

— Fico feliz que ele gostou.

Amy encostou na cama, ainda com o lençol para cobrí-la já que não queria se arriscar de que ele visse a marca feita por Dylan.

— Ah, é. – o ruivo deu de ombros mais uma vez. — Alías... Quem é aquele tal do híbrido que estão comentando? Não suporto mais ter que ouvir.

Engoliu em seco com o assunto.

— É o Dylan. – explicou baixo, lembrando-se da suposta "aventura" que tiveram essa noite. — Por quê?

— Você deve se manter longe dele. – encarou-a seriamente. — Não sabemos o que pretende fazer e nem por que veio até aqui.

— Eu sei... – Amy abaixou a cabeça, pensativa. — Mas e se por acas-

— Vamos tomar providências. – o ruivo levantou-se. — E... A propósito... – estava claramente desconfortável. — Eu e os outros vamos voltar logo para a nossa casa daqui alguns dias.

O quê?! – Amy saltou da cama. — Você vai embora, Porcão?

O ruivo apoiou a mão na nuca, já prevendo que essa seria a reação dela.

— Sim, sim... Fizemos um acordo com eles de nos unirmos apenas para derrotar aqueles lobos e agora que já foram... Nós vamos também. Não temos motivos para estar aqui.

Aquilo quebrou seu coração um pouquinho. Afinal, não estariam mais reunidos. Não seriam mais “Sakamakis & Mukamis” e cada um voltaria para seu próprio quadrado, para seu próprio ódio. Logo quando estavam se resolvendo.

— Ah... – estava com vontade de chorar de vez. — Vamos nos ver apenas no colégio, então?

Aham.

— E vocês... Vão quando?

“Não vão, por favor.”

— Amanhã à noite.

Prendeu a respiração.

— Entendi... Vou sentir saudades.

O ruivo mostrou a língua, fazendo uma careta para descontrair sua tristeza. — Eu não. – passou a mão sobre sua cabeça, como um animal.

Bateu em sua mão. — Pare de mentir, eu sei que você me ama. – esnobou-se, brincalhona.

— Tá, tá. Vai se iludindo.

Riram. E as risadas se tornaram risos fracos. Depois somente leves respirações pelo nariz. Então, o mais temido: o silêncio. A falta de assunto fez com que os dois se encarem um pouco na dúvida e no desconforto.

— Você vai ficar bem com aquele Panaka? – revirou os olhos, irritado novamente.

— Não posso te responder isso...

Seus olhos azulados foram para baixo, para o chão, ganhando uma grande neblina. Afinal, poderia ter escapado, se divertido como nunca e visto uma das maravilhas do mundo, mas nada disso contaria se na realidade, quando voltasse, seu mundo desabasse: os Mukamis iriam embora e não havia nada a dizer para Shu. Nada.

— Hã? Como assim?

— Porcão, eu... Desisti dele. 

 

CONTINUA...

 

 


Notas Finais


Obrigada pelos comentários, pessoal! ~<3 Vocês me inspiram DEMAIS a continuar e sério... Não fiquem decepcionadas, porque ainda tem MUITO mais, se é que me entendem... O próximo capítulo será um pouco mais quente para nos aquecer desse inverno sem fim >.<

Ah, estou tão Shumy ultimamente... Mds.

Para o pensamento da Amy (Shu & Yui): http://ekladata.com/7CY4uxaIkKuYZBCoFs_atoaIjW4.jpg
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