História The unlikely taste - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Ana Paula Padrão, Masterchef Brasil, Pana, Paola Carosella
Visualizações 268
Palavras 4.546
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Heeey, boa tarde amiguinhos. Então, mais um cap pra vocês aí, eu espero de coração que gostem mas também peço desculpas, talvez sofram um pouquinho porém agora as coisas começam a caminhar, devagar mas segue hehehe.
Grata pelos favs que só crescem e pelos comentários, leio todos e levo em consideração tudo então, podem continuar que ta lindo :)
Como havia dito eu sempre escrevo por partes cada capítulo, esses maiorzinhos principalmente, então ontem eu havia acabado de escrever​-lo ( 2h da manhã eu terminei e acordei 5h 30min ) porque queria deixar postado, então dei uma rápida revisão e aqui estou eu. Peço a compreensão de todos e vamos lá

Boa leitura :)

Capítulo 5 - Capítulo 5


Eu não posso estar passando bem, não posso estar vendo o que estou vendo.

Céus!

O que eu faço ?

A mulher ja me odeia e eu ainda tenho que ver ela em todos os lugares pra ela ter mais motivos. Calma Ana, calma que não é o fim do mundo, só me resta aceitar, podia ser pior não podia ? Podiam estar os outros dois chefs ali também, podia mesmo né ? Assim ela não se preocuparia em olhar para os lados e me ver ali.

Céus! Novamente

- Nanda nós vamos embora e é agora - de súbito me levanto já me preparando pra deixar a conta paga

- O que ?

- Como assim " o que ?" - faço asas com as mãos - nós vamos embora!

- Ana Paula nós chegamos faz nem dez minutos é uma óva que vamos embora!!

- Disfarça e olha para a sua direita - maneio a cabeça - canto mais escuro.

Fernanda faz o que eu digo, arregala os olhos e foi por um milagre que ela realmente disfarça como pedi

Digamos que descrição não é uma de suas maiores qualidades. Ri

- Puta merda Napaula - ela aparentemente está em choque. Afirmo com a cabeça - agora é que eu não saio daqui mesmo.

- Espera aí ... O que ? - praticamente grito e as pessoas que estão em volta se assustam com meu aparente chilique.

- Ana relaxa okay ? Não precisa ter medo dela - debocha. Desgraçada - ela não pode ser tão ruim assim - gesticula - olha eu assisto Masterchef toda semana e ela é um amor com os candidatos, fora do programa ela deve ser ainda melhor então você vai sentar essa bunda de smurf nessa cadeira e vai beber comigo porque eu não te chamei aqui pra arregar por medo de mulherzinha que nem te conhecer conhece. Outra que vocês estão fora do programa então ela não pode fazer nada e francamente né ? Ela pode até ser essa estúpida que você fala mas a mulher sabe ser profissional.

- Eu não estou com medo - vejo que a desgraça prende uma risada obviamente debochando de mim - o que ? Eu só não acho certo eu ver ela aqui. Não é totalmente profissional, ainda mais com o programa já começando a rolar, ela pode ser um amor mas ainda é minha superior e eu sinceramente não acho que ela vai gostar de me ver em uma imagem como um de uma mulher que vive em bar co ...

- Como assim vive em bar ? - me interrompe ja aparentemente indignada - você por acaso fumou um back e não me disse ? Você não vai a um bar desde a faculdade - okay ela está bebada, não que eu esteja totalmente sóbria mas eu ainda tenho filtro no que eu digo afinal, foi só um copo, pelo que vejo ela já bebeu no mínimo três. Ela tem uma razãozinha nisso mas não é desde a faculdade não.

- Nandinha fica quieta você tá bebada.

- Eu tô mesmo - bate no peito com orgulho, reviro os olhos -  e você vai ficar também

Ela empurra um copinho agora de tequila em minha direção. Olho discretamente para onde a chef Paola estava e paraliso

Ela estava me observando

Porque ela estava me observando ? O que essa mulher quer comigo meu Deus ? Eu só quero paz comigo mesmo, estou entrando nos 40 daqui a pouco, não posso ficar a mercê disso afinal eu sempre fui decidida naquilo que eu queria é sempre conquisto e um puto exemplo disso é o Masterchef

Deu o trabalho que deu e está dando, mas está valendo a pena. Então porque diabos eu tô aqui no meio de uma balada pensando nisso ? Tentando deixar minha mente vazia e começo a noite ...

Se é pra beber que seja de verdade.

Assim a noite transcorre, bebemos e conversamos enquanto a pista de dança não abre. Apartir dali não olhei pra direção onde a chef estava, não quero pensar nisso e não vou, não posso dizer que não estou bebendo pra não me preocupar com isso porque estava sim, mas acima de tudo eu queria me divertir, esquecer os problemas e deixar um pouco as responsabilidades pra amanhã, não penso realmente em mim mesma desde que recebi a notícia de ser aceita no Masterchef, Nanda estava certa e eu realmente era cabeça dura demais pra admitir isso pra mim, pra ela podem esquecer.

Logo a pista de dança abre e eu nem preciso dizer que estou bêbada agora talvez pior que Nanda, que literalmente correu pra pista de dança animada com as batidas eletrizantes me puxando consigo. Danço Lana Del Rey como nunca, gente que mulher foda essa.

  

Em dado momento Nanda segura em minha cintura enquanto vou até o chão com as mãos para o alto em total sinal de rendição a letra, logo estamos descendo as duas até o chão. Não posso negar que parecíamos um casal ao invés de amigas mas isso realmente não me incomoda. Nanda já me disse que ficou com meninas apesar do seu forte ser meninos, eu nunca fiquei com alguém do mesmo gênero que eu porém sinceramente não ligo pra isso. Se não fiquei foi porque não me senti atraída e não houve química e não por ser o sexo feminino ou masculino. Creio que isso não mude em nada, afinal porque as pessoas falam tanto e tão mal de quem julga um ser humano pelas aparências como roupa, cabelo, cor de pele etc ... Mas se importam tanto se é mulher ou homem como se isso fosse definir quem a pessoa é por dentro. Não que isso tenha muito haver com o fato de se sentir atraído, afinal pra mim existem dois tipos de atrações, a física e a da alma. A física você só consegue se sentir atraído pelo desejo, pela excitação que a pessoa te traz, já a da alma você se atrai pela essência da pessoa, você não fica doida pra levá-la pra cama porque você quer conversar com ela, conversar com ela faz bem

Também existe a de ambos, corpo e alma, essa é a melhor mais conhecida como paixão. É o ponto mais alto e mais baixo de um ser humano. É onde você se sente forte e fraco ao mesmo tempo, se sente protegido e entregue. Muitos dizem que paixões não existem, eu discordo disso, óbvio que elas existem só é difícil você encontrar a sua pessoa no mundo. Há tantos por aí procurando que esquecem que as melhores histórias de amores acontece quando não se espera, você não pode passar a vida esperando um amor. Ele só bate na porta quando você está em um dia merda querendo desesperadamente bater na pessoa por ter feito acordar certo com tantas batidas e então já está feito

O amor é tão flexível mas ao mesmo tempo tão quebrável. Chega a ser irônico.

- Menina eu tô moooorta - digo logo gargalhando ao ouvir minha voz saindo arrastada, gargalho pra valer e vejo Nanda gargalhando também mesmo apostando que ela nem ouviu o que eu disse.

- Napaaaula - faço algo como "hum" pra que continue - sua chefinha está aqui e tá te vendo, ela tá hein - diz fazendo uma cara sério enquanto aponta o dedo pra mim.

- Aah esquece isso eu quero uma bebida vai pegar - a empurre obviamente fraco pois eu realmente tô mal. Nanda sai pra pegar e eu vou para algum banco do balcão oposto, onde só há bancos mesmo.

Estou cantando ao ritmo da música que toca ao fundo. As batidas de Blue Jeans me levam e me seduzem tanto que fecho os olhos balançado a cabeça levemente para os lados enquanto canto e assim fico.

Sou "acordada" por um sobressalto com uma mão em meu ombro mas fico parada esperando a pessoa se pronunciar, Nanda não pode ser pois voltaria com dois copos o que não possibilitaria tal ato. Logo sinto cheiro de um perfume masculino e instantaneamente vejo um homem sentar ao meu lado com um sorriso galanteador. O mesmo parecia ter na base de uns 30 anos mas eu diria que no mínimo uns 27, seus cabelos são castanhos e os olhos não vejo bem devido a pouca claridade entretanto aposto que são avelãs, não é um cara bombado mas também não é totalmente magro, seus braços são de quem trabalha não de academia e seus dentes brancos quase iluminam o ambiente. Não posso negar ser um puto homem bonito. Sorrio com esse pensamento.

- Olá, atrapalhei seu momento Lana Del Rey - diz fazendo aspas. Rio, não posso dizer que canto bem, aliás eu não canto nada só pra constar - posso me sentar ? - aponta o banco ao meu lado sorrindo pra mim.

- Claro - sério ?

- Então - seu rosto é como se esperasse uma resposta, ergo as sobrancelhas confusa e ele parece entender pois continua - atrapalhei seu momento ou .. ?

- Oh - não evito uma gargalhada - realmente não atrapalhou afinal eu acho que as pessoas que estão por perto agradecem por você acabar com essa poluição sonora.

Agora é a vez dele de gargalhar.

- Okay okay eu preciso ser sincero aqui - ergue as mãos em rendição - você canta mal pra caramba - brinca

- Nossa - finjo uma cara chocada - eu sou ótima aliás era pra você dizer que eu estava errada - aponto para ele continuando a encenação.

- Oh eu não posso mentir não - finge uma tristeza profunda - mas em compensação é linda então relaxe - diz galanteador.

- Oh então não é tão ruim assim - brinco mas sorrio com seu elogio.

Assim vamos conversando e flertando, preciso dizer que ele é realmente bom de papo pois estou amando a sua companhia. Algumas vezes o mesmo vai buscar uma bebida pra nois já que Nanda sumiu do mapa provavelmente viu que estou entretida ou achou alguém também. Depois de uma hora já começo a me sentir mole pela bebida, diferente do cara que descobri se chamar Pablo que parece quase sóbrio. Agora estamos nos pufes que há em um canto em frente a pista de dança e Pablo começa a subir sua mão por minha coxa devagar, eu contínuo concentrada em meu copo agora cheio com batida ( são as minhas favoritas ) mas logo sinto ele virar meu rosto pra me beijar e correspondo. O beijo começa lento mas logo aumenta de intensidade e Pablo aperta minha cintura indo buscar meu pescoço como atrativo para seus dentes, ele morde forte e me sobressalto.

- Você não acha que podemos ir dar uma volta ? - eu não faço nada. Pra ser sincera estou tão mole que nem manear a cabeça consigo com sucesso. Ele aparentemente entende isso como um sim pois dá um sorriso e começa a caminhar entre a multidão me puxando pelo braço, não consigo desviar das pessoas. Tudo parece em câmera lenta e as luzes me fazem rir. Como eu bebi tanto sem perceber ?

Chegamos a um canto escuro e Pablo me prensa contra a parede me beijando, não consigo corresponde-lo a altura porém tento com todas as minhas forças. Estava tudo bem na medida do possível até que sinto ele apertar forte minha bunda, forte demais, aliás, gemo de dor e tento empurra-lo um pouco pra pedir que controle sua força mas ele só me aperta mais contra ele e contra  a parede. Desce beijos agora ferozes pelo meu pescoço e começa a morde aquela região forte. Solto um grunhido de dor e aposto que o local da última mordida sangra, me assusto ao constatar que isso parece o agradar, não consigo me mover e tudo parece tão em câmera lenta que me pergunto como vim parar aqui, nessa situação. Sinto suas mãos erguerem meu vestido pelas coxas e então a ficha cai pois ainda estou tentando empurra-lo, sem sucesso.

Eu vou ser estuprada ?

Ainda mais bêbada ?

Céus, como eu vou sair daqui ? Eu nem consigo caminhar. O desespero bate e meu vestido agora está na altura da cabeça e devido a falta de sutiã pelo fato do vestido apresentar bojo. Pablo, ou melhor, monstro tem acesso aos meus seios logo os apertando com força. Lágrimas começam a escorrer dos meus olhos, como eu fui ser tão diiota ? Reúno todas as minhas forças e tanto fazer algo sair da minha boca.

- Pó .. por f ... fav - gelo ao sentir minha calcinha ser tocada enquanto ele abaixa novamente meu vestido até a cintura. O desgraçados quer ser discreto - p .. par ... pare

- Oh então agora ela sabe falar ? - debocha de mim com seu sorriso que agora não parece mais tão bonito ao meu ver - você não vai abrir essa boca pra nada - apronta seu dedo no meu rosto - ouviu ? - fico quieta não querendo deixar transparecer ainda mais meu desespero mas logo me arrependo ao sentir meu rosto ser acertado por seu punho. Sinto o gosto metálico na boca - ouviu ? - dessa vez grita. Céus, onde foi parar o cara legal de mais cedo ? Aceno com a cabeça com os olhos humilhados e úmidos de por novas lágrimas - ótimo.

Ele começa a abrir seu cinto e eu vejo que não há mais saída, vou ser estuprada no canto escuro de uma balada onde ninguém pode me ver e eu nem forças pra sair correndo tenho mais. Não vou desistir disso, não vou desistir de mim mesma, da minha honra. Conto até três mentalmente e tento me concentrar ao máximo, uma vez li que quando você exercita seu cérebro de alguma forma, como concentração, fica mais fácil pro seu corpo ouvir os comandos dele. Tanto ser rápida e pensar rápido, se não ser certo não há mais o que fazer.

Em um movimento rápido quando ele termina o trabalho com seu cinto eu levo meu joelho o mais forte que consigo a sua região genital. Pablo quase caí de joelhos mas acho que não foi forte o bastante, mesmo assim tento sair correndo mesmo com o vestido amassado na cintura e o pescoço e boca sangrando, também aposto que meu olho está inchado mas não ligo, saio me apoiando na parede e até chego a ver o final do corredor de perto. Porém quando vou continuar sinto um puxão forte no cabelo que me faz gritar, logo sou erguida do chão e colocada sobre o ombro desse cara. Fodeu, literalmente fodeu, eu vou ser estuprada. Começo a chorar alto tentando fazer com que ele me largue mas sem sucesso, logo sou atirada no chão. Sinto minhas costas queimarem, além de tudo eu tenho problemas sérios de coluna, já passei por procedimentos cirúrgicos e tudo.

- Sua vadia o que eu te disse ? - grita chutando meu abdômen, agora quem grita sou eu - cala essa boca porque eu cansei desse jogo - se abaixa ao meu lado e começa a descer minha calcinha. Já estou tremendo.

- Mas o que está acontecendo aqui ? - uma voz se faz presente porém devido ao meu nível de desespero e bebedeira não reconheço de primeira. Sinto Pablo parar o que faz e se levantar em um pulo. Graças a Deus - Dios mio - agora a pessoa grita, espera, eu conheço essa voz e esse sotaque.

- Pa .. ola - murmuro totalmente grogue porém já melhor que antes.

- O que faz aqui ? - Pablo se exalta, provavelmente com medo agora - esse corredor é pra funcionários - diz raivoso - saia daqui - começa a gritar partindo pra cima de Paola que agora adota uma expressão totalmente sombria, tenho calafrios com o olhar que ela lança pra ele ao mesmo tempo temo que ela também saia machucada. Já basta eu.

- Seu covarde larga ela - grita ao ver ele me pegando pelo cabelo. Pablo finge não ouvir então o inesperado acontece. Sim

Paola da uma rasteira nele enquanto o mesmo tentava sair do local me puxando, penso que acabou enquanto me levanto com dificuldade, já um pouco mais alerta mas então me surpreendo ao ver Paola chutar sua genitália. Agora pra valer, na verdade ela fez o que tentei fracassadamente fazer antes, Paola parece estar em transe pois começa a desferir socos pelo rosto do rapaz que mal se encontra acordado e, posso dizer que não parece ter forças nem pra levantar. Mas mesmo assim tenta -sem sucesso- revidar a surra entretanto logo desiste e pede por piedade.

Começo a ficar assustada pois estou apoiada na parede olhando fixamente a cena e não posso dizer que parece ser pouco tempo. Agora o rosto de Pablo se encontra completo de sangue e manchas roxas e Ana Paula se encontra chocada demais com tudo pra pensar em qualquer coisa. Paralisada, impactada,

Quando Paola se cansa ou vê que matou o rapaz - não duvido- vem até mim. Agora parece preocupada e realmente sensibilizada. Meus olhos turvos acompanham seu movimento de abaixar meu vestido delicadamente até onde dá, logo sinto dedos gelados e finos erguerem meu queixo em sua direção, penso encontrar seus olhos mas vejo seu busto devido a diferença de tamanho, nas estamos de salto. Isso dura pouco pois a mesma se inclina pra analisar meu pescoço que a essa hora deve estar coberto de hematomas, então Paola ergue o rosto e finalmente vejo seus olhos. Não acredito que vejo os olhos de Paola Carosella, a chef durona que me intimida, me causa calafrios e imponente agora marejados, ela, que tem gotas de sangue -de Pablo- no rosto, agora me olha com olhos marejados e tristes. O silêncio é ensurdecedor mas logo é cortado pela mesma.

- Ana - oh, ela lembra meu nome - lo siento mucho - seu sotaque carregado sai, ela parece carregar mais ele quando é levada por emoções. Faço menção de abaixar a cabeça, talvez por vergonha ou humilhação, porém antes que consiga terminar de executar o ato seus dedos vão ao meu queixo o erguendo pela segunda vez aquela noite - olha pra mi - diz calma e não ouso desobedecer - vamos sair daqui tudo bem ? Você provavelmente está drogada também - diz calma. Arregalo os olhos, meus músculos ficam rígidos. É claro, como eu não pensei nisso antes ? Por isso tudo isso. Começo a ficar desesperada, eu só me droguei uma vez e tinha dezessete anos de idade. Como eu deixei isso acontecer ? Sou tão burra, meu Deus, sinto meus olhos marejados - no, no chore por favore - Paola me acorda dos meus pensamentos, calma e gentil a toda momento. Agora segura meu rosto com ambas as mãos mesmo mantendo o seu próprio longe - nós vamos embora daqui tudo bien ? - apenas assinto, não há o que dizer, estou me sentindo humilhada demais pra isso, ainda estou sob efeito de drogas e isso me assusta muito consegue andar ?

- Acho que .. sim - tanto andar mas sinto minhas pernas um pouco bambas e minha coluna queima. Solto um baixo grunhido.

- Deixa que eu te ajudo - Paola se apressa ao coloca meu braço ao redor de seus ombros e segura meu pulso, logo sinto sua mão segurando suavemente minha cintura mas ao mesmo tempo com firmeza, sinto aquela região formigar mas ignoro. Efeitos da droga, reviro os olhos.

Saímos pelo corredor e Paola vai devagar comigo pelo mesmo. Logo que chegamos a festa, suspiro em alívio, aquele corredor escuro pareceu uma eternidade pra mim. Paola percebe pois dá um leve aperto em minha mão em sinal de incentivo

Partimos em direção a saída e só então me lembro da Nanda.

- Minha a.. amiga - finalmente consigo falar, porque sobria já estou a tempos, maldita droga.

- Vocês veio de carro ? - nego

- Carona com uma amiga - murmuro baixo

- Ótimo então eu te levo agora - arregalo os olhos

- P .. Paola você já fez muito por mim hoje - olho em seus olhos - você não precisa fazer isso, sério

- No estoy perguntando Ana - me diz seria e uma leve repreensão, mais uma vez seu sotaque fortíssimo predomina - entre - diz ao abrir a porta. Vou devagar já me sentindo cansada, cansada dessa noite que parece não acabar, dessa desastrosa noite que tenho certeza que não sairá das minhas lembranças nem de minha memória é, quanto mais de do meu sivcon. Paola me ajuda a colocar o cinto e fecha a porta, retiro meu salto e encolhida as pernas acima do banco as colocando a frente do peito. Vantagens de ser "smurf" como Nanda insiste em dizer. Sinto meu corpo doer mas acho melhor ignorar, a exaustidão é tanta que até gemer de dor já não parece importante.

Paola entra no carro e se acomoda, percebo a mesma olhar pelo canto de olho em minha posição e prende um sorriso, não entendendo nada me encolhida. Será que ela não gosta ?

- Você se incomoda ? - meio a cabeça em direção às minhas pernas

- Oh no no - vira agora pra mim - aliás você pode ligar o rádio se quiser só antes me dá seu endereço né - ri

- Cl ... Claro - passo meu endereço e a mesma coloca no GPS, logo ligo o rádio e partimos.

O caminho é silêncioso, exceto pela música que toca, começo a repassar toda essa noite maluca ao som de Imagine Dragões, a música Demons agora se encaixa perfeitamente em meu estado de espírito e eu não posso deixar de cantarolar baixo. Paola se mantém calada, parece respeitar meu espaço e meu estado emocional e psicológico. Agradeço por isso.

Paola. O que eu faria se Paola não aparecesse ? Eu tanto não pensar na cedo de Pablo me estuprando mas é inevitável, Paola salvou-me de ter uma vida arruinada é um psicólogico fodido. Logo eu que falei e espalhei a todos que ela é a uma estúpida insensível, a mulher que chegou por mim antes, que me salvou, que quase matou o monstro, literalmente, quase o matou, e que agora me leva em segurança pra casa. Que puto destino meu Deus.

O carro para em frente ao meu prédio e Paola o desliga. Se vira pra mim e diz

- Você precisa de ajuda ?

- Não é precisa - olho em seus olhos - Paola ...

- Você tem certeza ? - pergunta preocupada - olha eu posso te ajudar numa boa

- Paola querida - pego em sua mão que está repousada em seu colo, ela não foge do meu toque - você fez tanto por mim hoje, tem noção disso ? - pergunto, sua atenção está voltada totalmente a mim, vejo que ela espera que eu continue - eu nunca, nunca vou poder te agradecer o bastante - tento ao máximo mostrar sinceridade olhando em seus olhos - você me salvou não só fisicamente mas principalmente emocionalmente. Eu .. eu não tenho palavras ... - a cena que havia criado de Pablo me violentando vem a minha cabeça e meus olhos marejam. Paola aperta minha mão na sua. Sua mão agora nem tão gelada acaricia levemente meu dorso.

- Ana você no precisa me agradecer - olha pra mim - de verdade - fala tão seria porém tão calma que seu cenho fica levemente franzido - olha você quer ligar alguém vir dormir com você ? No é recomendado ficar sozinha agora, eu posso esperar com você aqui e então quando chegarem você sobe com a pessoa - diz da mesma forma seria e calma

- Tudo bem - sorrio de leve.

Procuro o meu celular dentro da minha bagunça chamada mini bolsa e o acho com várias chamadas de Nanda, pelo menos ela lembra que eu existo. Mando mensagem pedindo pra ela vir que é urgente e logo após a ligo pra que Veja a mensagem logo, não estou com cabeça pra conversar agora, só quero que ela venha logo pra eu conseguir dormir é esse dia passar.

Viro pra Paola e a mesma me observa

- Oi - sorrio timidamente

- Olá - carrega no sotaque - olha eu não sei se vc tá bebada mas quero já avisar que isso aqui no vai chegar aos ouvidos de ninguém e ...

Fico seria, imediatamente, não havia pensado nisso e nem sequer lembrado do programa. Oh meu Deus o Masterchef, Paola jurada. Puta merda. Isso não deve acontecer

- Olha eu nunca vou poder te agradecer por isso que você fez hoje, de verdade eu não tenho palavras -.digo sincera mas apressada - mas agora eu preciso ir - me preparo pra abrir a porta mas sinto sua mão em meu braço o tocando levemente.

- Hey - me chama, apenas viro a cabeça sobre o ombro - você no precisa me ver só desse jeito - gesticula. Ok ela percebeu, isso não é bom - ou só desse jeito, yo entendo ma ...

- Paola - a interrompo de maneira suave, ela não merece que eu seja rude apenas por conta de um capricho meu - está tudo bem - sorriso amarelo - eu só preciso ir agora - e para minha total sorte o carro de Nanda surge da esquina - minha amiga está chegando aí, de qualquer maneira - agora sorrio de verdade - mais um vez muuuito obrigada - estico minha mão pra ela apertar sorrindo pra ela em gratidão. Um gratidão realmente sincera, talvez a mais sincera da minha vida.

A mesma reluta mas aperta.

- No há o que agradecer, Ana Paula - sorri de leve - nos vemos na gravação

Sorrio uma última vez, abro a porta apressada e saio quase correndo deixando uma Paola atordoada pra encontrar uma Nanda com cara de sono na portaria.

- Ana Paula Padrão o que houve ?? - me olha em total preocupação ao ver meu estado, havia esquecido dos machucados a vista, merda - oh meu Deus eu te vi com aquele cara, te mandei mensagem que tava indo embora - diz apressada enquanto analisa meu corpo - me desculpa, oh meu Deus - me abraça e assim entramos, explico pra ela o que ocorreu e a mesma chora por mim, ocultei que foi a Paola quem me socorreu, apenas contei que a pessoa me trouxe aqui em segurança e tudo mais. Nanda me pede pra sentar então tira meu vestido e fico da mesma forma no sofá de casa.

Nanda sai para a cozinha e após alguns minutos volta com uma xícara de chá e me entrega. A mesma me conhece o bastante pra saber que não estou pra conversar e provavelmente sabe que estou cansada pois sobe as escadas, alguns minutos volta e coloca minha xícara quase vazia na pia, sem dizer nada me pega pela mão e me guia ao banheiro do meu quarto. Em seguida me ajuda a tirar a calcinha e entro na banheira, Nanda pega a caixa de primeiros socorros e começa a limpar meus machucados. Nanda é meu anjo, minha irmã, minha amiga Eu sei que ela não quer ouvir agradecimentos agora e não vou pensar em mais nada hoje.

Dou graças a Deus ao sentir o colchão Abaixo de mim, percebo que Nanda ainda não deitou, provavelmente arrumando o banheiro, queria esperá-la mas é instantâneo sentir meus olhos pesarem ao sentir o travesseiro abaixo de mim.

A última coisa que penso é no outro anjo que me salvou hoje.


Notas Finais


Não acredito que meu bebê tá sofrendo :(
Nos vamos na próxima amores, muitos beijos de luz e se cuidem pls ♥


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