História The vampire diaries (yaoi) - Capítulo 1


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Categorias The Vampire Diaries
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Palavras 1.947
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Querido diário.


Não sei por que estou escrevendo isso. É loucura. Não há motivos para eu estar aborrecido e todos os motivos para ficar feliz, mas... Mas aqui estou eu, às cinco e meia da manhã, acordado e apavorado. Fico dizendo a mim mesmo que é só porque estou totalmente confuso com a diferença de fuso horário entre a França e aqui. Mas isso não explica por que estou tão assustado. Por que estou tão perdido.

Dois dias atrás, enquanto tia Duda,  e eu estávamos voltando de carro do aeroporto, tive uma sensação estranha. Quando entramos na nossa rua, de repente pensei: “Mamãe e papai estão em casa esperando por nós. Aposto que estarão na varanda da frente ou na sala, olhando pela janela. Eles devem ter sentido muito a minha falta.”

Eu sei. Isso é totalmente maluco.

Mas mesmo quando vi a casa e a varanda vazias, ainda senti isso. Corri pela escada e tentei abrir a porta, até bati a aldrava. E quando tia Duda destrancou a porta, eu explodi para dentro e fiquei no corredor escutando, esperando ouvir minha mãe descer a escada ou meu pai chamando do gabinete dele.

Foi aí que tia Duda deixou a mala cair no chão com estrondo atrás de mim, soltou um suspiro imenso e disse: “Estamos em casa.” Depois ela riu. E me veio a sensação mais terrível que tive em toda a minha vida. Nunca me senti tão completamente perdido.

Casa. Estou em casa. Por que isso parece uma mentira?

Eu nasci aqui, em Mystic falls. Sempre morei nesta casa, sempre. Este é meu velho quarto de sempre, com a marca de queimadura no piso de madeira de quando giovana e eu tentamos fumar escondido no quinto ano e quase sufocamos. Posso olhar pela janela e ver o grande marmeleiro, Esta é a minha cama, minha cadeira, minha cômoda.

Mas neste momento tudo me parece estranho, como se este não fosse o meu lugar. Eu é que estou deslocado. E o pior é que sinto que pertenço a algum lugar, mas não consigo descobrir qual é.

Ontem eu estava cansado demais para ir ao primeiro dia de aula.Tia Duda disse a todos que ligaram que eu estava com jet lag e dormindo, mas ela me olhava de um jeito estranho no jantar. Mas hoje vou ter que ver o pessoal. Temos que nos encontrar no estacionamento antes da aula. Será por isso que estou assustada? Será que tenho medo deles?

Lucas Gilbert parou de escrever. Olhou a última frase que escrevera e sacudiu a cabeça, a caneta pairando sobre o pequeno caderno com capa de veludo azul. Depois, com um gesto repentino,ele levantou a cabeça e atirou caneta e caderno na grande janela da sacada, onde eles quicaram suavemente e caíram no assento acolchoado.

Era tudo tão completamente ridículo. Desde quando ele,lucas Gilbert, tinha medo de encontrar alguém? Desde quando tinha medo de alguma coisa? Ele se levantou e passou os braços com raiva num quimono de seda vermelha. Nem olhou para o elaborado espelho vitoriano acima da cômoda de cerejeira: sabia o que veria ali.

Lucas Gilbert, descolado loiro eo corpo levemente definido, o que lançava moda, o vetarenano do Ensino Médio, o garoto que todo menina  queria ter e todo menino queria ser. Que agora tinha uma careta incomum na cara e a boca num biquinho.

Um banho quente e um café e vou me acalmar, pensou ele. O ritual matinal de se lavar e se vestir era tranquilizador, e ele se demorou nele, vasculhando as novas roupas de Paris. Por fim escolheu uma camiseta preta  e uma calca da mesma cor com rasgos no joelho,  e o espelho mostrou um garoto com um sorriso secreto. Seus temores anteriores derreteram, esquecidos.

— Lucas ! Onde você está? Vai se atrasar para a escola! — A voz veio fraquinha do primeiro andar.

Lucas passou a escova mais uma vez pelo cabelo sedoso. Depois pegou a mochila e desceu a escada. Na cozinha,  tia Duda queimava alguma coisa no fogão.

Tia Duda era o tipo de mulher que sempre parecia meio atrapalhada; tinha um rosto fino e meigo, e cabelo claro ondulado, puxado de qualquer jeito para trás. Lucas lhe plantou um beijo no rosto.

— Bom dia a todo mundo. Desculpe por não ter tempo para o café da manhã.

— Mas Lucas  não pode sair sem comer nada. Precisa de proteína...

— Vou comprar um donut antes da aula — disse o garoto alegremente.  e se virou para sair.

— Mas lucas...

— E é provável que eu vá pra casa de dani depois da aula, então não me espere para o jantar. Tchau!

—lucas...

Lucas já estava na porta da frente. Ele a fechou depois de passar, interrompendo os protestos distantes de tia Duda , e foi para a varanda. E parou.

Todas as sensações ruins da manhã tomaram-no de novo. A ansiedade, o medo. E a certeza de que algo horrível estava prestes a acontecer.

A Maple Street estava deserta. As altas casas vitorianas pareciam estranhas e silenciosas, como se todas estivessem desocupadas, como as casas de um set de filmagem abandonado. Todas davam a impressão de não conter gente, mas sim coisas estranhas que a observavam.

Era isso; alguma coisa a observava. O céu não estava azul, mas leitoso e opaco, como uma tigela gigante virada de cabeça para baixo.

O ar era abafado e Lucas  tinha certeza de que alguém o olhava. Ele teve um vislumbre de alguma coisa escura nos galhos do velho marmeleiro na frente da casa. Era um corvo, empoleirado imóvel nas folhas amareladas. E era aquilo que o observava.

Ele tentou dizer a si mesmo que isso era ridículo, mas de algum modo ele entendeu. Era o maior corvo que vira na vida, roliço e lustroso, com um arco-íris cintilando nas penas do dorso.ele podia ver cada detalhe dele com clareza: as garras escuras e ávidas, o bico afiado, um olho preto reluzindo. Estava tão imóvel que podia ser um modelo de cera de uma ave pousada ali. Mas, enquanto o olhava, Lucas  se sentiu corar aos poucos, o calor vindo em ondas pelo pescoço e as bochechas. Porque ele... olhava para ele. Da mesma maneira que os meninas olhavam quando ele usava roupas de praia ou uma blusa transparente. Como se o estivesse despindo com os olhos. Antes que percebesse o que fazia, ele largou a mochila e pegou uma pedra ao lado da entrada da casa.

— Sai daqui — disse ele, e ouviu a raiva tremer em sua voz. — Sai! Sai daqui!

Com a última palavra,ele atirou a pedra. Houve uma explosão de folhas, mas o corvo voou sem se ferir. Suas asas eram imensas e o barulho que faziam parecia o de um bando inteiro de corvos. Lucas  se agachou, de repente em pânico, enquanto ele voava diretamente sobre sua cabeça, o vento das asas agitando seu cabelo louro. Mas ele subiu de novo e circulou, uma silhueta preta contra o céu branco como papel. Depois, com um grasnido áspero, voou para o bosque.

Lucas endireitou o corpo lentamente, depois olhou em volta, constrangido. Não acreditava no que acabara de fazer. Mas agora a ave se fora e o céu já parecia estar normal de novo. As folhas tremularam com uma brisa e Lucas  respirou fundo.

Na rua, uma porta se abriu e várias crianças saíram, aos risos. Ele sorriu para elas e respirou fundo de novo, o alívio dominando-a como a luz do sol. Como pôde ter sido tão bobo? Era um lindo dia, cheio de promessas, e nada de ruim ia acontecer.

Nada de ruim ia acontecer — exceto que ele ia chegar atrasada à escola.

O pessoal todo estaria esperando por ele no estacionamento. Eu posso muito bem dizer a todos que parei para atirar pedras num pervertido que estava me espiando, pensou ele, e quase riu. Ora essa, isto teria dado o que pensar.

Sem olhar para o marmeleiro que ficava para tras Lucas começou a andar pela rua o mais rápido que pôde.

O corvo se chocou com o alto de um carvalho imenso e a cabeça de Rafael e se voltou repentinamente por reflexo. Quando viu que era só um pássaro, relaxou.

Seus olhos se voltaram para a forma branca e flácida em suas mãos e ele sentiu o rosto contorcer de arrependimento. Ele não pretendia matá-lo. Teria caçado alguma coisa maior do que um coelho se soubesse que estava com tanta fome. Mas é claro que era isto que o assustava: jamais saber a intensidade de sua fome, ou o que poderia fazer para aplacá-la. Ele teve sorte por, desta vez, ter matado apenas um coelho. Ele estava embaixo dos antigos carvalhos, a luz do sol infiltrando-se até o cabelo ondulado. De jeans e camiseta Rafael  Salvatore parecia exatamente um aluno normal do Ensino Médio. Mas não era. Imerso no bosque, onde ninguém poderia vê-lo, ele foi se alimentar. Agora lambia meticulosamente as gengivas e os lábios, para se assegurar de não ter deixado nenhuma mancha. Ele não queria se arriscar. Este embuste já seria difícil o suficiente sem isso.

Por um momento ele se perguntou, mais uma vez, se devia desistir de tudo. Talvez devesse voltar à Itália, a seu esconderijo. O que o fazia pensar que podia voltar ao mundo da luz do dia? Mas ele estava cansado de viver nas sombras. Estava cansado da escuridão e das coisas que viviam nela. Acima de tudo, estava cansado de ficar só.

Ele não tinha certeza do motivo para ter escolhido Mystic falls na Virgínia. Era uma cidade nova, pelos padrões dele; os prédios mais antigos tinham sido construídos apenas há um século e meio. Mas as lembranças e os fantasmas da Guerra Civil ainda viviam ali, tão reais quanto os supermercados e as lanchonetes. Stefan apreciava o respeito pelo passado. Pensou que poderia vir a gostar das pessoas de Mystic Falls  E talvez — só talvez — pudesse encontrar um lugar entre elas.

É claro que ele nunca seria completamente aceito. Um sorriso amargurado curvou seus lábios com esta ideia. Ele sabia muito bem que não havia esperança para isso. Nunca haveria um lugar onde ele pudesse se sentir inteiramente à vontade, onde pudesse ser verdadeiramente ele mesmo. A não ser que ele escolhesse pertencer às sombras... Ele afugentou esta ideia. Havia renunciado à escuridão; deixara as sombras para trás. Estava riscando todos aqueles longos anos e começando do zero, hoje.

Rafael  percebeu que ainda segurava o coelho. Delicadamente, depositou-o no leito das folhas marrons do carvalho. Ao longe, distantes demais para os ouvidos humanos captarem, ele reconheceu os ruídos de uma raposa.

Venha, irmã caçadora, pensou ele com tristeza. Seu café da manhã a espera. Enquanto pendurava o casaco no ombro, ele percebeu o corvo que o perturbara mais cedo. Ainda estava empoleirado no carvalho e parecia observá-lo.

Havia algo de ererrado nisso e Rafael começou a se concentrar, examinando a ave, mas se deteve. Lembre-se de sua promessa, pensou. Não use os Poderes a não ser que seja absolutamente necessário. A não ser que não haja alternativa.

Movendo-se quase em silêncio em meio às folhas mortas e galhos secos, ele chegou à beira do bosque. Seu carro estava estacionado ali. Ele olhou para trás, uma vez, e viu que o corvo havia deixado os galhos e descera até o coelho. Havia alguma coisa sinistra no modo como ele abria as asas sobre o corpo branco e flácido, algo funesto e triunfante.Rafael hesitou por um instante e quase correu de volta para afugentar o pássaro. Ainda assim, a ave tinha tanto direito de comer quanto a raposa, lembrou a si mesmo. Tanto direito quanto ele próprio. Se ele encontrasse a ave de novo, olharia em sua mente, decidiu. Então Rafael tirou os olhos do corvo e correu pelo bosque, com o queixo empinado. Não queria se atrasar para as aulas na Robert E. Lee High School.


Notas Finais


Bjs
Pessoal se vcs soubesse.o por que dos nomes eo motivo que resolvia escrever essa historia vcs morreriam de rir


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