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História The Vante's Secret - Capítulo 15



Capítulo 15 - Treze


Fanfic / Fanfiction The Vante's Secret - Capítulo 15 - Treze

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You all over my skin, I'm anxious
Paint my body boy, I'll be your canvas
Don't talk to me, just show me your talent
 (Beast- Mia Martina)

 

Na terça-feira de manhã, levou um susto ao ver seu telefone tocar com uma chamada de Taehyung. Já tinha alguns dias desde que havia conversado com o homem e não tinha nada a tratar com o ele:

— Jin, meu querido amigo, como vai nessa bela manhã?

— Cheio de trabalho — respondeu ainda olhando os papéis.

— Você devia sair para se divertir um pouco — comentou. Falar aquilo era tranquilo para o Kim mais novo, já que ele não assumia todas as responsabilidades que tinha. Aquele rodeio todo de Taehyung só podia significar que vinha mais uma bomba para suas mãos. Suspirou cansado.

— O que você quer? — foi direto ao ponto.

— Assim você me deixa mal — Seokjin revirou os olhos. Tinha coisas a fazer e ainda teria que lidar com Taehyung àquela hora da manhã? — Mas já que você perguntou, preciso que Natasha esteja livre amanhã à tarde — avisou.

Natasha?

Seokjin largou os papéis que segurava não acreditando que a funcionária tinha algum tipo de ligação com Taehyung.

— Como assim precisa da Natasha livre amanhã à tarde? — repetiu. — Desde quando você sabe os nomes dos funcionários? Ainda mais de um que você nunca encontrou.

— Desde que eu preciso que ela esteja de folga, simples — respondeu. — E eu a conheço sim, do contrário não iria precisar disso, duh.

— Taehyung, me explique essa história melhor — perguntou preocupado.

— Não é nada demais, hyung — falou tranquilo.

— Ela não sabe quem é você, não é? — disse depois de ligar os pontos que tinha em sua cabeça.

— Não sabe. E não vai, por enquanto, não é a hora certa — falou.

— E quando vai ser, Tae? hum? — estava ficando nervoso com a situação. — Natasha é uma garota incrível, não merece ser enganada.

— Eu sei e tenho tudo sob controle. — Esfregou os olhos e respirou fundo.

— E por qual motivo eu vou dar folga pra uma funcionária no meio da semana? — questionou.

— Seja criativo, hyung, confio em você pra isso — falou. — Ah, acho que nem preciso falar sobre uma folga no dia da minha festa, certo?

Taehyung sempre mexia os pauzinhos para ter o que queria. Jin quis gritar, sabia que Natasha merecia ter conhecimento de quem era a verdadeira pessoa que ela estava saindo, mas não se meteria naquilo por ora.

Discou o número de um dos seguranças em seu telefone e pediu que avisasse Natasha para ir até seu escritório, não estava contente com a ideia, mas eram ordens de Taehyung e mesmo contrariado precisava seguir:

— Você mandou me chamar? — Natasha perguntou aparecendo não muito tempo depois de ser chamada.

— Sim, entra, precisamos conversar — pediu.

— Alguma coisa errada?

— Ah, não, não se preocupe. É só que eu vou precisar adiantar alguns dias das suas férias — explicou.

— Por que? — perguntou curiosa, aquilo era meio estranho.

— É uma troca que eu preciso fazer a pedido de um outro funcionário que vai viajar com a família — contou. Aquela havia sido a melhor desculpa que havia encontrado.

— Entendi.

— Você está dispensada pelo resto dessa semana, do Vante e da BME — Seokjin sorriu sem mostrar os dentes. Algo nele parecia tão estranho quanto os dias que havia recebido de folga, mas Natasha não quis entrar em argumento.

— Mas e a festa de sábado? Você não vai precisar de todos nós? — ficou um pouco desapontada com aquilo, já tinha preparado até a fantasia para a noite.

— Está tudo certo Natasha, não se preocupe e aproveite esse tempo pra você. 
 

Quando a loira deixou a sala sentiu-se meio perdida. Todos os amigos que tinha estariam trabalhando a semana inteira, ela ficaria sozinha a maior parte do tempo, não estava tão animada assim:

— Por que essa cara? — Nayeon perguntou ao se aproximar de Natasha.

— Jin me dispensou pelo resto da semana — contou.

— E você tá triste por causa de quatro dias de folga? — Natalie apareceu se intrometendo na conversa.

— Eu vou ficar sozinha, não tenho muitos amigos.

— Mas você tem o Taehyung — a morena falou como se fosse óbvio. — Você não tinha dito pra ele que não teria tempo por causa do trabalho? Então, olha só que benção divina, uma semana pra ficar nos braços dele.

— Eu não diria que é uma ironia dos céus — Nayeon sussurrou.

— Hum? — as duas amigas perguntaram ao mesmo tempo.

— Nada, hum... tenho hora marcada no escritório do Jin, então... tchau — falou.

— Ah claro, a hora mágica — Natasha brincou fazendo Natalie gargalhar.

— Já que sabem, não nos perturbem — disse piscando paras as amigas e deixando a conversa.

Quando virou as costas para as amigas e caminhou até o escritório em passos rápidos, o sorriso no rosto da ruiva sumiu completamente. Só havia uma explicação para aquilo e queria estar errada, mas com todas as informações que tinha, ela enganava a si mesma quanto a verdade.

— Que porra tá acontecendo, Seokjin? — Nayeon fechou a porta atrás de si com força.

— Oi pra você também, amor — falou.

— Fala pra mim que é paranoia da minha cabeça — pediu vendo o homem ir em sua direção.

— Eu queria que fosse — suspirou quando a abraçou. — Ele me ligou a algumas horas atrás me pediu pra dispensar a Natasha da festa.

— O que ele tá fazendo, Jin? Onde esses dois se conheceram? — questionou olhando para o homem. Pensou que poderia ser uma coincidência. Uma brincadeira de muito mau gosto, mas....

— Claramente fora daqui, ele me disse que ela não sabe a verdade — explicou.

— Meus sentidos não falham — contou. Estava com aquela sensação ruim há dias. — Quando Natasha disse que estava saindo com um Kim Taehyung, não tive dúvidas de que era ele, mas eu rezei muito para estar errada.

— Temos que sentar e esperar ele terminar a bagunça dele, não podemos nos meter você sabe como ele é mimado e tudo tem que estar de acordo com o gosto ele.

— Você vai ficar sujando suas mãos limpando a bagunça dele até quando? Olha, isso não é vida. — falou preocupada com Jin.

— Até quando for necessário para proteger as pessoas que são importantes pra mim — respondeu. Desde que havia assumido a responsabilidade do restaurante, era Taehyung fazendo merda e Seokjin indo atrás tentando arrumá-las sem prejudicar outras pessoas.

— Meu Deus, você é realmente um santo — comentou.

— Eu não diria que sou tão puro assim, sejamos sinceros — disse agarrando a ruiva e dando-lhe um beijo. 
 

[...]

Quando Natasha chegou em casa procurou não ficar parada por muito tempo. Tomou um banho, arrumou o guarda roupa e até tentou uma receita que havia visto na internet. As horas pareciam se arrastar e ela só estava no seu primeiro dia de folga. No meio da tarde já não tinha mais o que fazer, estava bufando em completo tédio. Olhou sua lista de contatos no celular, não havia ninguém para quem poderia ligar e jogar conversa fora, metade dos números ali estavam do outro lado do mundo dormindo e a outra metade estava trabalhando o Vante, mas um nome específico chamou a atenção de Natasha, e ela não pensou muito antes de tocar na opção ligar:

— Você não vai acreditar — Natasha disse assim que Taehyung atendeu a chamada.

— Não vou?

— Meu chefe, quer dizer, ele é mais ou menos meu chefe, — consertou. — Acabou de me avisar que precisou trocar alguns turnos para que um funcionário fosse viajar, algo do tipo, e me deu o resto da semana de folga.

— Os céus estão a nosso favor, eu te disse. — Do outro lado da linha, ele sorria. Sabia que Seokjin não o decepcionaria e arranjaria uma boa desculpa para a folga de Natasha.

— Parece que você tem poderes — E tinha mesmo. Poderes que Natasha desconhecia, que não fazia ideia de como poderiam afetar sua vida.

— Então, quais são seus planos? — perguntou.

— Humm, nada planejado — contou. Era tudo muito recente ainda.

— Podemos passar um tempo juntos, o que você acha? — sugeriu.

— Acho perigoso — comentou.

— Haha, eu não sou um cara mau, fala sério — brincou.

— Que pena, bad boys são o meu tipo ideal — falou.

— Nesse caso, eu sou um cara muito mau, as vezes eu vejo cachorros na rua e não brinco com eles, cruel né?

— Demais, fiquei arrepiada — riu.

— Então você vem? — perguntou.

— Claro que sim — respondeu.

— Ótimo, estou te enviando meu endereço.

Ao desligar o telefone, Taehyung recostou-se em uma das mesas que tinha em seu ateliê, digitou o endereço do lugar com um sorriso nos lábios, deixou o aparelho de lado enquanto repassava em sua mente todas as possibilidades que poderia ter naquela tarde.

Mais uma vez tinha tudo sob seu controle. Tudo o que queria.

[...]

Natasha já havia visitado algumas galerias de arte, mas nunca tinha ido a um ateliê. Enquanto tinha Taehyung ao seu lado, com a mão pousada ao fim de suas costas a guiando pelo espaço, observava alguns detalhes da estrutura do lugar. O espaço que Taehyung usava para pintar tinha uma vista muito bonita de Seul. Duas grandes janelas de madeira mostravam pontos diferentes da cidade, as paredes eram cobertas por desenhos e quadros que a garota não sabia dizer se eram ou não de autoria do Kim. Telas estavam espalhadas pelo chão e também postas em cavaletes, estantes e prateleiras eram cheias de tintas em latas e bisnagas, potes com inúmeros pincéis de alguma forma também enfeitavam e davam beleza aquele lugar.

Os dois pararam em frente a um quadro que estava descoberto diferente de alguns outro. Natasha reconhecia a pintura, que na verdade era uma releitura de um quadro muito famoso. Buscou com os olhos outros quadros expostos, percebendo que o artista não pintava apenas um tipo de quadro. Haviam paisagens, pessoas, flores e releituras.

Observou o homem explicando sobre o quadro e o conferiu de cima a baixo. Naquela manhã, Taehyung usava uma calça caramelo e um suéter verde. As cores lhe caíam muito bem. Na verdade, Natasha achava que qualquer coisa lhe cairia muito bem. O homem era realmente muito bonito:

— Já pintou alguma vez, Natasha? — perguntou.

— Atividade do jardim de infância vale?

— Claro que vale, crianças libertam o melhor de si quando pintam — falou. — Mas já faz um tempinho né — comentou. — Quer tentar?

— Quero — respondeu. — Não custa nada tentar.

[...]

Sentada de frente para a tela, Natasha soltou o ar frustrada, sua pintura estava um desastre e ela nem havia feito tanta coisa assim, apenas algumas pinceladas tortas e muito carregadas de tinta. Olhou pelo canto do olho para a tela de Taehyung, tentou conter outro suspiro, era óbvio que o desenho dele comparado ao dela estaria mil vezes melhor. Ao contrário do homem, ela achava que não tinha mesmo jeito para aquilo. Seu desenho parecia com o de uma criança de cinco anos e não poderia nem receber o rótulo de pintura abstrata: 

— Desisto — disse largando o pincel sobre o apoio do cavalete — não tem como isso ficar bom — a reclamação chamou a atenção de Taehyung que sorriu ao vê-la largar o pincel e olhara para ele emburrada. 
 

— Você precisa de paciência e prática antes de chegar a um bom resultado. 
 

— Não dá pra pular essa parte? — sorriu com falsa inocência. O Kim a encarou por alguns segundos com a mão no queixo como se fato pensasse numa solução para aquilo.

— Talvez tenha um outro jeito de te fazer entender — Ele se levantou da frente do seu cavalete e foi para próximo de Natasha, que ficou satisfeita quando sentiu o homem sentar-se atrás dela. No chão, havia um grande tecido branco impedindo que a tinta manchasse o belo piso. Taehyung colocou uma perna de cada lado em volta de seu corpo, aumentando o contato entre eles. — Talvez assim dê certo — a voz grossa de Taehyung falou próxima ao ouvido de Natasha. 
 

Concentrada em todos os movimentos que ele fazia, Natasha sentiu os dedos finos e longos dele chegarem até os seus. Taehyung ajeitou sua mão sobre a de Natasha, firme, mas de um jeito que não a machucasse ou tornasse difícil o passo a passo da pintura. Ele conduziu as mãos até o pincel que ela usava alguns segundos atrás, mergulhou-os na tinta roxa, e tirou o excesso do objeto, esticou seus braços até encostar o pincel na tela. 
 

Mesmo que os toques de Taehyung fossem leves sobre suas mãos, a instruindo sobre como ela deveria segurar o pincel, deixando-o em pé e deslizando sempre o pincel em uma única direção, viu tudo desandar quando tentou fazer sozinha sem ele com o corpo em volta do dela. Não era acostumada a pintar, então vez ou outra acabava se esquecendo da direção em que havia começado, e mesmo que seu desenho já estivesse ganhando forma, graças a ajuda de Taehyung, não deixou de ficar frustrada: 
 

— Minhas pinceladas ainda estão ruins. — Taehyung tinha os olhos presos no corpo da loira, desde que soltou sua mão, minutos antes, voltou-se para a tela vendo que Natasha havia se esquecido de tirar o excesso de tinta do pincel e as marcas do líquido indo em várias direções. 
 

— Você tem alergia a tinta? — perguntou pensando em um outro método. 
 

— Não. 
 

— Certo, então acho que isso vai dar certo. 
 

Ele se levantou indo em direção ao armário onde ficavam as coisas que usava em sua arte, trazendo consigo mais pincéis, alguns finos e outros mais largos, e tintas de cores que não tinham ali para seus quadros. Colocou os apetrechos no chão e os organizou de forma que os dois pudessem alcançar e cobriu sua perna com um pano para que não sujasse a calça. A loira o olhava, na expectativa de que ele lhe desse orientações do que fazer: 
 

— Fique de frente pra mim, Natasha — pediu. Ela atendeu ao pedido deixando o espaço entre eles mais curto. — Me dê seu braço — pediu novamente. A dançarina lhe estendeu o braço direito, que o apoiou em sua coxa. — Sinta como o pincel toca com leveza em sua pele. 
 

Ambos estavam concentrados no que acontecia, Taehyung em fazer o desenho na pele do antebraço de Natasha e ela concentrada em sentir a tinta gelada na pele: 
 

— Está vendo como fica bonito quando o pincel vai em uma única direção? — Assentiu. — Você não precisa apertar com tanta força o pobre pincel na tela — Natasha riu — Tinta em excesso pode estragar o desenho, não se esqueça — A mulher o observou atenta a todos os detalhes do que ele fazia para que pudesse terminar seu desenho mais tarde. — E então, o que achou? 
 

— Ficou lindo — sorriu ao ver o que ele havia desenhado uma flor. Os detalhes eram incríveis. Havia os contornos das pétalas, que se abriam, uma mistura de tons de vermelho e laranja. Estava encantada. 
 

— Acha que consegue? — perguntou o artista. 
 

— Huuum... 
 

— Quer que eu desenhe de novo? 
 

— Sim. — respondeu. 
 

— Okay, vamos tentar de outra forma — disse. Ele olhou para as tintas dispostas escolhendo a cor que usaria. Desfez o cruzamento das pernas e se colocou sentados sobre elas, passou o dedo indicador no pote com a tinta azul, curvou-se sobre Natasha e pode sentir a respiração da loira indo de encontro com sua pele. 
 

— Ficar nessa posição não é desconfortável pra você? — perguntou ela. 
 

— Um pouco, tem alguma ideia melhor? — Enquanto ele respondia, Natasha ficou olhando os traços do rosto de Taehyung, encantada com os olhos bonitos, com a única pálpebra dupla no olho esquerdo, a pinta na ponta do nariz, a boca bem desenhada que queria beijar outra vez e acabou se esquecendo de o responder. 
 

— Natasha? — chamou a atenção dela. 
 

— Eu? — respondeu saindo do pequeno transe fazendo com que o homem mostrasse seu, também bonito, sorriso quadrado. — Ah sim, sente com as pernas esticadas — instruiu. Quando ele fez o que ela pediu, foi sua vez de se levantar e ir se sentar sobre o colo de Taehyung. — Melhor assim? — conferiu. 
 

— Bem melhor — respondeu sorrindo com a investida da loira. 
 

— Vamos continuar? — Taehyung assentiu positivamente. 
 

Limpou o dedo que estava sujo e voltou a mergulhá-lo na tinta, levou em direção ao rosto da mulher, espalhando o líquido pela bochecha direita dela. As respirações se confundindo e levando aos poucos a concentração do artista, que desviava os olhos para os lábios rosados de Natasha. Não pensou muito antes de deixar o desenho de lado e beija-lá. 
 

As bocas se encontraram e a preocupação de Natasha com os desenhos foram embora. Sentiu o polegar de Taehyung tocar seu rosto, acariciando-a. O contato da língua do homem com sua. O gosto de menta, que não existia na última vez que se viram. 
 

Enquanto as bocas se tocavam, Natasha sentia a ereção de Taehyung começar a tomar forma, em um gesto de provocação, movimentou-se lentamente sobre o homem, que quase deixou a tentativa de ensiná-la de lado, mas se segurou, decidindo encerrar o beijo com selinhos demorados: 
 

— Acho que você precisa de um espaço maior pra me fazer entender como tenho que pintar — disse depois de alguns segundos em que ficaram em silêncio trocando olhares. 
 

— E onde você acha que podemos pintar? — questionou. Natasha não respondeu, porém, levou suas mãos até a barra da camiseta que usava, tirando-a de seu corpo, ficando por ora com o sutiã. 
 

— Acha que é suficiente? — apontou para suas costas. 
 

— Eu sugeriria que tirássemos isso também — respondeu puxando o elástico da alça do sutiã preto que ela vestia 
 

— Vá em frente. 
 

Sem encerrar o contato dos olhos, com o dedo indicador traçou o corpo da loira, fazendo com que a pele branca se arrepiasse até chegar ao fecho do sutiã. Ela não desviou os olhos dos de Taehyung nem mesmo quando sentiu a peça sendo retirada de seu corpo. 
 

— Fique de costas pra mim — pediu. 
 

Natasha se levantou e tornou a sentar-se ficando da forma que ele havia pedido. Era uma tentação ter o corpo de Natasha ali, parte despido e não poder espalhar beijos por aquela pele: 
 

— O que quer que eu desenhe? 
 

— Me surpreenda — falou. 
 

Pensou por alguns segundos, até que começou a dar as primeiras pinceladas, dando características ao que tinha em mente. Natasha estava atenta a todos os toques nocivos e propositais que Taehyung lhe direcionava. Via sua pele arrepiar e podia sentir o sorriso do homem vendo que lhe causava algum efeito. 

 

Queria virar-se e beija-lo, no entanto se conteve. Ele não estava diferente dela, seu sangue começava a se concentrar no membro dentro de suas calças. Parou por um instante o que fazia e inclinou-se deixando um beijo sobre o ombro da mulher. Natasha arrepiou mais uma vez e sorriu, sabia onde aquilo ia chegar e esperava ansiosa. 
 

Quando terminou, minutos depois, Taehyung pediu que ela esperasse alguns minutos. Queria tirar uma foto do que havia feito em suas costas. Buscou um espelho que estava coberto e o apoiou no cavalete para que Natasha a pudesse ver: 
 

— Eu nunca pintei no corpo de alguém antes — contou. 
 

Cobrindo os seios com o braço direito, Natasha levantou-se e virou as costas na direção do espelho, olhando toda a extensão pintada por Taehyung, da mesma forma que ele conferia seu corpo, olhando-o de cima a baixo, a loira devolvia o olhar. Fingiu não ver a ereção já destacada na calça que ele usava, sorriu, não estava diferente dele, sua sorte era que seu corpo não mostrava tanto, apenas uma parte podia denunciá-la, mas estava coberto por seu braço. 
 

Ele só a tinha pintando, se repreendeu. Como poderia estar daquele jeito? 
 

— Então eu sou a sua primeira? — respondeu depois de alguns segundos sorrindo. Havia ficado encantada com o que viu no reflexo do espelho, mudando o foco de seus pensamentos. 
 

Taehyung havia pintado uma skyline de Seul, o céu noturno da cidade era estrelado acima e a torre Namsan era o plano de fundo da cidade repleta de arranha-céus e prédios ocupados com pessoas trabalhando até tarde. 
 

— E a única se quiser — respondeu olhando nos olhos da loira. — Quero ter uma lembrança disso, vamos tirar uma foto? — perguntou e viu a loira responder assentindo com a cabeça. — Fique de costas para o espelho — orientou-a. Da posição que estava, a foto ficaria ótima e ele não apareceria no reflexo do espelho. 
 

— E se você aparecesse na foto comigo? — sugeriu. 
 

— Como? 
 

— Sente–se aqui — apontou para o chão, vendo o homem ainda de pé. Taehyung a encarou por alguns segundos, mas fez o que ela falou. — Estique as pernas. — Ele seguiu outra vez. 
 

Deu mais algumas instruções para que a foto fosse tirada. Por mais que o Taehyung fosse o fotógrafo, ela tomou a direção naquele momento. Já havia sido contida, mas naquele momento em que sentia a virilidade do homem, ganhou alguma coragem. A posição dos dois, deixaria a foto conceitual juntamente com alguns ajustes feitos pelo homem. 
 

A loira com o rosto afundado na curva do pescoço do artista, com os braços em volta do corpo dele, enquanto Taehyung cobria seu rosto com a câmera analógica, a mesma que usava quando se conheceram, semanas antes. 
 

Depois que a foto foi tirada, eles permaneceram na mesma posição, grudados um ao outro. Taehyung colocou a câmera de lado e Natasha não moveu um simples músculo, o silêncio dos dois diziam muitas coisas, ambos sabiam o que queriam. 
 

Quando uma rajada de vento entrou pelas janelas do ateliê, Natasha tremeu nos braços de Taehyung, a tinta no braço e na bochecha da mulher já estavam secas, diferentemente do líquido em suas costas, mas esse fato foi deixado de lado, quando Taehyung investiu contra a boca de Natasha. 

(E aí, beleza? Daqui pra baixo meio que começa uma baixariazinha rsrsrsrsrs, então se você não curte esse tipo de conteúdo é só rolar até encontrar o fim dessa parte . Xoxoxo) 

As mãos da dançarina no pescoço do homem, adentravam os cabelos um pouco compridos, agarrando e puxando alguns fios. Os lábios se encontrando numa dança lenta e prazerosa, as línguas se cumprimentando em reverencia a todos os minutos em que não mandaram os quadros para o ar e deram atenção as seus próprios desejos, os corpos ficando totalmente acesos com passear das pontas dos dedos de Taehyung percorrendo o corpo dela. 
 

O fato de estarem próximos, mas sem nenhum contato físico maior, despertava o desejo em ambos. Já havia sentido a pele arrepiar, com os toques de Taehyung em sua pele enquanto ele fazia dela sua mais bela e preciosa tela. 
 

Largou os cabelos do homem, direcionando suas mãos até a camisa que ele vestia, tirando-a com cuidado, mas jogando as no chão sem pena. Natasha passou o indicador pelos ombros, indo até a clavícula, subindo pelo pescoço, traçando a mandíbula bem marcada. 
 

Taehyung tinha o rosto mais bonito do mundo. 
 

Percorreu com os lábios e sentiu as mãos dele lhe apertar a cintura. Viu Taehyung sorrir ao escutar o som do gemido que deixou escapar.

Escorregou suas mãos pelo corpo do homem, sentindo os músculos retesando com o toque e a pele arrepiando. Parou o caminho quando seus dedos chegaram ao cinto que prendia a calça. Abriu a fivela, puxou o acessório e desatou do botão do homem, com uma agilidade que só os seus desejos no nível máximo podiam dar.

Natasha se afastou do corpo de Taehyung, ficando de joelhos e vendo o puxando a própria calça para fora do corpo. O imitou.

Observou o corpo a sua frente, apenas com a cueca preta, tendo a ereção marcada. Levou a mão até ele, arrastando o indicador no limite entre a pele e o tecido. Não tinha pressa.

Adentrou o tecido de algodão com mão e apertou o pau de Taehyung, que não evitou gemer, ao sentir o polegar da mulher espalhar pela cabeça o líquido que começava a sair.

O homem tinha na ponta da língua uma lista de profanidades.

O corpo sendo estimulado pela mulher que, mesmo que tivesse conhecido a poucas semanas, já tinha fantasiado e desejado.

Ter aquela visão de Natasha lhe tocando, era uma das mais bonitas dos últimos dias.

Queria olhar dentro de seus olhos enquanto entrasse firme e forte em seu corpo.

Tinha deixado Natasha ter o controle, estava sendo prazeroso daquele jeito e ficaria ainda mais quando estivesse dentro dela, sua paciência quanto aquilo estava indo pelos ares, queria senti-la em totalidade.

A loira tirou a mão de dentro da peça puxando-a para baixo, deixando o membro a sua vista. Taehyung sorriu satisfeito quando a viu lamber os lábios olhando para si.

Perdeu o fôlego quando sua boca foi tomada outra vez, mas agora com mais pressa, o Kim havia esperado de mais para ter um pouco de controle. A língua de Taehyung em contato com a sua, fazendo-a sentir espasmos lá embaixo. Ele desfez o coque que prendia os cabelos da garota, com a outra mão passou os dedos por cima do tecido da peça que ainda estava no corpo da loira.

Sentiu seu corpo ser levado ao chão e ser percorrido pela boca do artista. Primeiro a boca, passando pelo queixo, pescoço, chegando aos seios cheios que pediam por atenção.

Gemeu ao ver a boca cheia de Taehyung chupar cada seio, descendo pelo corpo distribuindo beijos molhados até o ventre. Com as duas mãos, puxou a peça que também era preta deixando Natasha completamente nua.

Voltou-se para a pele da loira, dando atenção ao centro dela. Beijou-lhe a virilha em ambos os lados e por fim, beijou-a no meio, usando a língua para abri-la e sentir Natasha molhada ali. Sorriu satisfeito por ter causado aquilo nela. Chupou e mordiscou o clitóris, fazendo-a gemer.

— Taehyung-ah. 
 

Procurou sua calça com a mão e buscou dentro de um dos bolsos um preservativo. Natasha riu, ele tinha planejado tudo aquilo, mas quem era ela para julgar, havia um bom tempo que não tinha relações com alguém, já havia pensado naquilo com Taehyung várias vezes. Ele encaixou o látex na cabeça e deslizou-o pela extensão dura que ansiava estar dentro da mulher.

Levou dois dedos até o meio das pernas dela e não demorou muito a se colocar ali.

— Se abre pra mim — Natasha atendeu a voz rouca de Taehyung. Ele se aproximou mais inclinando-se sobre o corpo da loira. Passou a cabeça pelo clitóris, desceu até a entrada e voltou ao ponto inicial espalhando a lubrificação. Beijou-a nos lábios e então entrou nela.

Com os corpos completamente ligados, ele não se mexeu, ficando dentro e olhando nos fundos dos olhos de Natasha. A beijou mais uma vez nos lábios, para logo após começar a se mover. Entrando e saindo lentamente, torturando-a e a si também.

Os gemidos ecoavam pelo espaço aberto, se transformando em uma música ditada pelo ritmo das estocadas. Sua boca percorria o busto de Natasha que ora agarrava a bunda redonda e farta de Taehyung, ora puxava os fios pretos do cabelo do homem.

Quando chegaram ao ápice minutos depois, Taehyung sorriu enquanto a beijava. O pano, que era branco, tinha se tornado uma mistura de cores, por conta das tintas que foram espalhadas e derramadas, as que ele havia usado em sua tela anteriormente.

Era um novo conceito de arte. 

 

[...]

Nem se deu o trabalho de ligar e avisar o irmão que estava indo até o ateliê. Queria tirar satisfações com Taehyung desde a festa de aniversário de Kwang Sun, quando escutou Natasha falando que estava saindo com o artista, mas não foi atrás dele por não ter certeza e por não querer restabelecer os laços.

Estava observando tudo no seu canto, mas quando soube que Natasha estava dispensada pela semana e inclusive no dia da grande festa da Boy Meets Evil, sentiu o sangue ferver. Era óbvio que ele faria isso. Após conversar com Seokjin naquela quinta-feira decidiu que faria algo, mesmo que qualquer ato pudesse de alguma forma revelar seu segredo:

— Nayeon! — disse surpreso ao abrir a porta. — A que devo sua ilustre visita, irmãzinha? — perguntou enquanto mostrava o sorriso debochado conhecido pela ruiva há muito tempo.

— Você é inacreditável, Taehyung — falou ignorando a pergunta de início. — Você sabe muito bem o que eu vim fazer aqui.

— Deixa eu pensar... — disse com a mão no queixo, como se precisasse pensar muito sobre aquilo. — Você quer comemorar nosso dia no sábado? Devo convidar seus amigos? Ah não, eles já estarão lá, trabalhando. — Implicou. — Se bem que eu ouvi por aí que já comemoraram seu aniversário, estranho, que eu saiba nascemos no mesmo dia.

Kim Nayeon era a irmã gêmea de Kim Taehyung, mas ninguém sabia disso, para todos as outras pessoas que trabalhavam no restaurante, ela era uma funcionária normal, não faziam ideia de que na verdade Nayeon era a irmã misteriosa que havia sumido.

A mulher, que tinha quase a mesma altura do irmão, o ignorou parado na porta do ateliê, empurrando o corpo e adentrando o espaço, sem precisar ser convidada. Parou em frente a uma das mesas e observou Taehyung fechar a porta.

— Ou será que é por causa de Natasha? Você já deve estar sabendo que estou saindo com ela, não é mesmo? Ela te contou que esteve aqui? Ah, Nana, você não faz ideia do qu...

— Taehyung... — falou quase em um aviso, o interrompendo.

— O que? — perguntou sínico.

— Porque você está saindo com ela? Hum? Logo uma funcionária do Vante.

— Pra começo de conversa eu nem sabia disso — respondeu. — Eu a vi andando na rua e achei muito bonita, tirei algumas fotos, depois a chamei para tomar um café e as coisas aconteceram, eu não a obriguei a nada.

— Porque você não deixou ela quieta quando descobriu que ela trabalhava na droa do nosso restaurante? Porque não contou a verdade?

— Porque eu a queria, de qualquer forma — Parecia tão simples para Taehyung brincar com as pessoas. — E contar a verdade talvez me fizesse perde-la, eu não gosto disso

— Quando você vai crescer Tae? — falou. — Você não pode ter tudo o que quer, principalmente quando se trata de pessoas.

— Mas eu sempre tenho — deu de ombros. — E por Deus, eu não estou fazendo nada de ruim pra garota, não entendo porque você e o Jin-hyung estão tão furiosos.

Nayeon levou as mãos ao cabelo, penteando-o para trás num rito para se acalmar. Estava a ponto de acertar o irmão com um tapa. Respirou fundo. Uma, duas, três vezes. Naquela altura da vida e ainda tinha que lidar com o irmão que foi mimado além da conta.

Estava cansada de Taehyung sempre controlar as coisas.

Sem perceberem, os dois cruzaram os braços e se apoiaram em mesas diferentes, mas ainda assim os gestos foram iguais e ao mesmo tempo. Ao perceber o que tinha acontecido, o homem riu, podia não demonstrar, mas tinha sentimentos pela irmã:

— A nossa conexão entre gêmeos sempre foi engraçada, o que acontece com um também acontece com outro parece que isso não mudou só porque crescemos.

Taehyung se referia a infância dos irmãos, os gêmeos Kim sempre foram muito ligados, quando um ficava com febre o outro sentia dores de cabeça e logo os dois estavam resfriados. A garota sempre agiu como uma perfeita irmã 3 minutos mais velha e também jogava isso na cara de Taehyung quando ele a dizia o que fazer. Talvez esse tenha sido o problema, o irmão ter se tornado aquilo era culpa de seus pais, que sempre deram tudo o que ele queria desde sempre. Acobertado pela irmã que se mantinha omissa porque era facilmente influenciada pelo poder de persuasão de Kim Taehyung:

— Eu não tenho medo de você Taehyung, se você fizer mal pra qualquer pessoa importante pra mim eu não vou me importar de me queimar pra destruir você. — Não estava preocupado, tudo sairia do seu jeito, afinal conhecia muito bem a irmã, ela não era uma ameaça real.

— Família é uma coisa importante, sabia?

— A minha família são as pessoas do Vante. — respondeu de forma amarga, podia sentir o choro preso na garganta — Você não é nada pra mim — Taehyung sentiu o sangue ferver, não gostava de ser ofendido.

— Se eu cair Nana, você vai junto — desafiou.

Colocando o pincel no vidro com água ele voltou o olhar para a ruiva que estava com uma expressão difícil de se decifrar.

Nayeon não respondeu, Taehyung não estava blefando e ela sabia disso.

— Deixe a o meu namoro com a Natasha em paz e você vai poder continuar fingindo ser uma pobre coitada que ninguém sabe sobre o passado. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Kim Nayeon deu as suas caras, o circo ainda vai pegar fogo.


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