História The Village - ABO - Capítulo 7


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Canibalismo, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Capítulo VI



Parte I – O mistério

~•~ A Pele ~•~


Outro dia se fez presente e Jin, dessa vez lembrou-se de fechar a janela, então dormia tranquilamente. Ao contrário de Jimin, que aparentemente estava distraído demais ontem pensando em um certo alfa com um sorriso de coelho que esqueceu de fechar a janela de seu quarto. Sendo acordado pela luz impiedosa do sol, mas ao contrário de Jin, o baixinho não se sentia de mal, se sentia estranhamente disposto. Tratou de fazer suas coisas pra que pudesse sair com uma cara no mínimo apresentável pra sala, não iria mentir, queria ver o alfa.

Se sentia confuso com aquele beijo, não sabia bem o que aquilo significava, nunca tinha estado com um alfa, se aquilo que tivesse com Jungkook podia ser denominado de estar, ele realmente não sabia como funcionava. Mas não sabia que era tão rápido assim, afinal, ele conhecia o alfa a alguns dias apenas, menos de uma semana e ele já estava nesses contatos íntimos.

Parece que o baque bateu no pequeno. Ele tinha beijado alguém que conhecia a menos de uma semana, ele nunca tinha feito uma coisa imprudente assim, mas aquilo podia ser chamado de imprudência? Afinal o alfa sempre foi tão gentil, não poderia estar o usando, poderia? Não, ele não faria. Conhecia o alfa a pouco tempo, mas podia afirmar sobre seu caráter.

Só não saberia como agir perante o alfa agora. Não queria um clima estranho, mas não podia evitar, não sabia o que fazer nessas situações. Não gostava do fato de ser inexperiente nesse tipo de coisa, mas ele não podia evitar, não é como se ele tivesse um passado como dos outros. Balançou a cabeça, afastando esses pensamentos ruins pela manhã. Estava de bom humor, afinal.

Jimin foi até a sala pronto pra cumprimentar o alfa com um sorriso pequeno no rosto, tentando esconder o entusiasmo, mas seu sorriso morreu ao não enxergar o alfa em lugar nenhum. Se sentiu abandonado e preocupado, afinal, onde ele foi parar? Por que saiu tão cedo?

Foi quando Jimin avistou um pequeno bilhete no travesseiro de Jungkook.


Eu precisei resolver uma coisa, desculpa não ficar pro café


Jimin suspirou… Olhou do outro lado da folha e nada, Jungkook não tinha escrito mais nada. Não era como se ele devesse satisfações pro loiro, Jimin sabia disso, mas não evitava ficar chateado, seu lobo que estava abanando o rabo ao acordar pra ver o moreno, e agora, se desanimou junto ao loiro.

Numa tentativa de se animar, o loiro foi até a cozinha e tentou preparar um café com as coisas que Seokjin tinha lhe ensinado. Conseguiu não destruir a cozinha e fazer uma comida, no mínimo apresentável e então foi chamar o ômega mais velho, rezando pra que ele não acordasse no seu divino mal humor, precisava de uma boa companhia pra não ficar pensando no alfa, afinal.



Falando nele, o mesmo se encontrava mais agitado que o normal. Estava quase surtando e nem sabia o porquê daquela reação exagerada, mas não podia evitar o constrangimento, afinal, nunca tinha feito aquilo. E quando entregasse aquilo a mulher, ela com toda certeza iria fazer questionamentos.

O que ele não esperava, era se meter na pior situação para o momento.

Quando Jungkook entrou no estabelecimento, foi distraído até o balcão, observando o local, nem notou que quem estava ali, não era a antiga costureira. E sim, sua neta. E quando o alfa moreno reparou nesse pequeno/grande detalhe, arregalou seus olhos, que já eram considerados grandes para um asiático, então suponhamos que foi por isso que a pequena não notou a surpresa do mais velho, apenas lhe sorriu simpática.

– Jungkook-ah, no que posso te ajudar? – Disse, sorrindo. Colocou os cabelos grandes e caramelados – davam invejas de tão brilhosos, diga-se de passagem – pra trás de suas orelhas.

Ela era considerada a ômega mais adorável daquela vila. Delicada e elegante como poucas.

Mas Jungkook não achava isso, nem de longe. Admitia que a ômega era linda, realmente, ela era gentil e elegante, mas ele não conseguia ter olhares de segundas intenções sobre ela, seu alfa não permitia e, às vezes, ficava irritado com a ideia.

– Min-hee, o que faz aqui? – O alfa disse, curioso, soltando seu saco. Onde ele iria enfiar a cabeça agora?

– Minha vó é a dona desse lugar e ela ficou doente a alguns dias, estou tomando conta, afinal, a temporada de caça está aberta e os ômegas precisam de casacos quentinhos. – Disse, simpática. – E então, no que eu posso te ajudar? – Repetiu, com humor.

– Eu queria… – Queria costurar aquela pele de um filhote de urso que tinha achado na floresta. A mãe estava procurando comida, então não foi um trabalho difícil. O alfa não se orgulhava de ter que ser assim, mas ele não tinha tempo. Precisava fazer tudo corretamente, pra que o ômega não achasse algo errado dele. Precisava cortejá-lo da forma correta.

Mas como ele explicaria isso pra sua pretendente? E se ela achar que a pele é pra ela e no final não for? Realmente, não era pra ela, e sim pro ômega loirinho.

Não queria arranjar mais confusões com o seu pai.



– Eu queria falar com a sua avó, é uma coisa com meu pai, você sabe quando ela volta? – Disse, tentando não parecer nervoso.

– Ela vai ficar fora até o final da semana, você pode falar comigo. – Disse, simpática.

A ômega sorria bobamente com o nervosismo do alfa com aquele saco, provavelmente havia uma pele pra ela ali, era o que ela pensava. Ficou feliz de Jungkook aceitar se casar com a mesma, não podia negar que tinha uma quedinha pelo mesmo, afinal, quem não tinha? O alfa era um sonho.

Todo mundo achava que poderia colocá-lo na coleira, doma-lo, fazê-lo seu, afinal, quem não gostaria de exibir seu alfa lúpus por aí, como um belo e exuberante animal de estimação? Era uma conquista e tanto pra ômegas entediados naquela pequena vila. Exibir peles e alfas eram as atividades favoritas dos ômegas dali, uma atividade realmente fútil se observada com cuidado. Era isso que Jungkook achava, e odiava a ideia de ser mais um “objeto” como um troféu, esse tipo de ômega não fazia sentido pra ele.

Ninguém poderia culpar o alfa por rejeitar segundas intenções sempre, era seu instinto, afinal. Mas mais que isso, o que ninguém sabia era que Jungkook em si também não gostava muito dessa ideia de romance.

Bom, era o que ele achava, até o ômega loirinho surgir do nada e fazer o mesmo se apegar a ele.

Nesse momento, Jungkook estava num nervosismo extremo sobre aquela pele ali. Deveria cortejar o ômega pra que o mesmo não achasse que ele tinha intenções erradas com o pequeno, quase não conseguiu dormir por causa disso. Tinha que resolver aquilo naquele dia, mas o destino, aparentemente não concordava com ele, já que o quão cafajeste seria pedir pra sua ômega que era prometida à ele por seu pai pra costurar uma pele para o ômega que ele realmente queria?


Seria muito, segundo Jungkook. O quão mais azarado ele poderia ser? Não gostaria nem de testar.


– Não sei, você sabe como o meu pai é. – Inventou alguma coisa na hora, disfarçando o nervosismo. – Eu volto depois então. – Pegou o saco e saiu, de forma apressada.

E, agora, o que faria?

Ele tinha que pedir ajuda pra alguém, mas quem?

O ômega que sempre pedia conselhos estava na padaria com o ômega que ele preferia não ver enquanto não tivesse aquele casaco. Então, sua mente rapidamente passou a imagem do acobreado. Isso, ele com toda certeza teria uma solução pro seu problema.




– Jungkook, ele chegou a dois dias! – Disse, o beta apavorado de uma forma teatral. O alfa bufou.

– É que um alfa idiota queria levar ele pra sair. Ridículo. – Disse, revirando os olhos só de lembrar. – Meu alfa se sentiu ameaçado e quando ele perguntou, eu não consegui mentir… E, agora, eu só quero que ele não tenha uma impressão errada de mim. – Disse, suspirando.

– Você é fofo, Kookie-ah. – Disseo acobreado rindo. O moreno resmungou coisas desconexas, envergonhado. – Tudo bem, olha, eu tenho alguns livros na minha casa sobre costura e pele. Posso te emprestar. – Disse, colocando sua bolsa atravessada no corpo enquanto pegava as chave de sua casa. Sua avó tinha chegado e ele poderia finalmente voltar a seus estudos.

– Eu adoraria. – Disse, empolgado. – Mas onde você os conseguiu? – Perguntou enquanto saiam da cabana de trabalho do Kim mais velho. Foram caminhando até a casa de Taehyung.

– Eu os fiz. A senhora Jung é muito velha, se ela morrer, quero que ela tenha um legado pra deixar para deixar tanto a Min-hee quando ao Hoseok, e mesmo que ela os ensinasse desde pequenos, eu achei melhor ter tudo anotado. – Disse, a última parte meio encabulado.

– Quer dizer que você fez um livro com os ensinamentos dela? – O alfa disse, surpreso.

– Estranho? – Arriscou o beta.

– Impressionante. – Afirmou o alfa, sorrindo orgulhoso pro amigo, que ficou um pouco vermelho. – Quer dizer que você fez um livro pra deixar de recordação pro Hoseok? – Disse, provocando com um sorriso maroto nos lábios.

– Aish, é pra Min-hee também, para com isso. – Disse, amuadinho. Jungkook riu. – Se você continuar, não vou te emprestar os livros! – Disse, voltando ao controle da conversa. Jungkook olhou pra ele com os olhos arregalados de forma mínima.

– Mas eu gosto tanto de você, TaeTae. – Disse, choramingando. O beta riu.

– Vamos logo, seu interesseiro. – Deu um peteleco na testa do amigo e foram ao risos pra casa do acobreado.


E assim, Jungkook passou a tarde lendo e mexendo naquela pele que já tinha limpado, só precisava costurar, mas esse era o problema. Leu quase tudo que o livro dizia sobre peles – admitia que o amigo era bom demais nesse ramo de escriba, ele que nunca tinha tocado numa agulha, estava compreendendo bem o assunto –, mas nem sempre quando se sabe a teoria, se vai bem de primeira na prática.

O alfa era um exemplo disso.

Ao final do dia, seus dedos se encontravam furados em quase toda a extensão de sua digital. Ele não tinha uma precisão tão grande com aqueles objetos pequenos, mas não admitiria isso pra si, passou a tarde resmungando pro beta que estudava ao seu lado que quando ele errava, não era falta de precisão, afinal era um dos melhores arqueiros daquela aldeia.

Ninguém nunca poderia negar que ele era bom em tudo que fazia. Era esperto e ágil, aprendia rápido, mas aparentemente, não conseguir costurar um casaco pro ômega, estava acertando seu ego em cheio. O beta sabia disso, mas o divertia tremendamente provocar o alfa, ele tinhas algumas reações exageradas e às vezes, enfiava a agulha nos dedos por não estar prestando atenção no projeto de casaco, e sim, na provocação do beta.

Foi uma manhã e tarde, agitadas. Pra dizer o mínimo.

Enfim, com os curativos feitos nas mãos e os remendos necessários ajustados por Taehyung, Jungkook tinha, finalmente, o casaco da pele de urso preto. Não era um casaco muito grande, por ser de um filhote, mas era um casaco quentinho, isso era bom.

Os dois garotos olhavam sua obra com orgulho, afinal os dois trabalharam naquela peça, mas apenas Jungkook veria a carinha do ômega em agradecimento, e por isso o alfa se considerava o mais realizado entre os dois.

Depois de se despedir adequadamente, partiu feliz da vida pra casa do ômega moreno. Mal podia esperar pra entregar ao ômega loirinho aquela pele, não podia segurar a vontade de ver sua reação. Se viu empolgado demais. Nem percebeu, que seu amigo, Namjoon, o chamava, até que o mesmo veio até o moreno e estalou os dedos em sua frente, fazendo o mesmo parar subitamente.

– Onde você estava? Porque nesse planeta não era. – Riu-se, zombando do alfa que coçou a nuca, encabulado.

– Eu estava pensando, só isso. – Bufou.

– E que bagagem é essa aí? Uma pele? Ué. – Disse, o acastanhado, de forma confusa. Jungkook suspirou.

– Uma longa história, mas eu vou dar pro Jimin. – Foi diminuindo a voz gradativamente, com vergonha. Só piorou quando o alfa mais velho abriu um grande sorriso.

– Você é rápido, Jungkook. Esse menino, não anda, atropela. – Riram da bobagem do alfa.

– O que você queria comigo? – Disse, quando as risadas cessaram.

– Oh, verdade. – O alfa ficou mais sério. Jungkook estranhou. – Eu vi você passando dos limites. Mas você nunca fez isso, o que houve? – Disse, mais sério. Jungkook arregalou os olhos.

– M-mas… Como? – Disse, sem jeito. Não tinha sentido ninguém a quilômetros. Como ele pode o ver sem que o mesmo o visse de volta?

– Olha, Jungkook, quando nos conhecemos, não confiava nadinha em você, achava que você era uma máquina, como seu pai dizia por aí. – Disse, encarando o moreno, queria ser sincero e queria que ele entendesse seu ponto, afinal, hoje em dia, eram quase unha e carne, o acastanhado não queria que aquilo interferisse em sua amizade de longa data. – Eu aprendi meus jeitos de disfarçar meu cheiro, colocando plantas e coisa para disfarçá-lo. Meu cheiro é amadeirado e fraco, então, estando na floresta, eu tenho vantagem quanto a isso. – Deu de ombros.

– Entendi. – Disse, impressionado com a esperteza do alfa.

– Mas, ei, você não me respondeu. O que fazia fora dos limites? – Cruzou os braços, de forma teimosa. O alfa mais novo pigarreou, não saberia explicar aquela situação.

– Eu não sei, alguma coisa apenas me chamou, não assim, audível, alguma coisa com meu lobo, eu ouvi um barulho nas árvores e quando vi, estava na cabana que tinha ali. – Deu de ombros. – Mas eu não saí da minha forma lupina, era perigoso, mas não consegui entrar na cabana, era pequena demais. E nem tinha ninguém lá. – Suspirou.

– Uma cabana no meio do nada? Talvez algum morador exilado? – Disse, pensativo. – Isso é bem provável, uma vez eu estava ajudando a Min-hee com a contagem da população e essas coisas e a senhora Choi não se aguentou, ela disse que antigamente, a gente tinha uma das mais belas moças aqui, mas ela sumiu, do nada. – Disse, inerte em seus raciocínios. Jungkook escutava atentamente, pensando sobre aquilo

– Ela disse alguma característica dela? Data ou algo assim? – Disse o moreno, curioso.

– Só que ela tinha uma beleza diferente, data não comentou. Mas você sabe, a velha tá caduca. Não podemos confiar. – Trouxe Jungkook a razão. – Ela começou a falar do nada, comentou que a Min-hee era linda e então começou a falar disso. A Min-hee ficou apavorada. A velha é doida, Jungkook.

– É, pode ser. – Disse, pensativo. – Mas, meu pai tem agido estranho. Eu acho que tem muita coisa nessa história.

– E por que você não começa pelo Jimin? – O acastanhado disse, curioso. Jungkook o olhou confuso. – Você não disse que ele foi deixado em uma clareira, perto de um tigre? A história dele também parece mais profunda que isso. Te sugiro começar por aí e depois vamos a tal cabana.

– Mas, hyung, se alguém suspeitar que nós sabemos, provavelmente se o local esconde alguma coisa, queimaram o lugar. – Disse, teimoso.

– Ok, eu vou dar uma olhada, você fica e tenta descobrir mais sobre aquela noite em que o Jimin chegou. Eu vou deixar o Hoseok informado pra caso ele souber alguma coisa, com toda certeza vai querer ajudar. – Jungkook se impressionava com o raciocínio rápido e lógico do alfa. Concordou com a cabeça e se despediu.

Jungkook tinha que encontrar uma maneira de questionar o baixinho sobre isso. Mas não fazia ideia de como, e então preferiu deixar tudo às claras, explicaria a situação toda. E então o deixaria confortável pra falar sobre. Afinal, ele estava muito machucado naquela noite, não deve ser fácil.

Agora que o alfa parava pra pensar sobre aquilo, era realmente muito estranho o loirinho estar muito calmo pra quem quase foi morto por um tigre. Ele não deve ter tido uma noite fácil naquele dia, mas mesmo assim, não ficou acuado ou amuadinho sobre qualquer um de seus amigos.

Não sabia o porquê daquilo, e então perguntaria também. Queria tirar aquela história a limpo toda de uma vez, não lhe parecia uma história profunda ou confusa, mas mal ele sabia que lhe causaria uma dor de cabeça e tanto. Estava mexendo com o fogo, e com toda certeza, alguém ia garantir que ele se queimasse.


O alfa voltou a realidade e sabia que teria que se apressar pra não chegar muito tarde na casa de Seokjin, do jeito que ele era, ia achar que o alfa tinha sido sequestrado ou coisa do tipo. Era realmente uma mãezona.

Bateu na porta de forma ansiosa, queria ver o ômega loirinho logo, seu estômago se contorcia, era uma estranha sensação, mas não deixando de ser boa.

Foi Seokjin quem atendeu, com um semblante mau humorado e ao ver o alfa, deu um tapa estalado em sua cabeça. O alfa olhou pra ele de forma confusa, não entendendo a agressão, aparentemente de graça do outro.

– O que você fez com ele?! – Disse, de forma alterada. Jungkook ergueu as sobrancelhas, confuso. – Ele tá deprimido o dia inteiro, porque não tava pro café? Nem deu explicação pro garoto. – Disse, cruzando os braços.

Jungkook até acharia engraçado o jeito que ele estava falando, parecia realmente o omma do ômega, acharia engraçado se ele não estivesse apanhando por isso, claro.

E também porque acabou percebendo que foi idiota no processo, não pensou que o ômega ficaria daquele jeito, mas pensando bem, em seu lugar, também ficaria.

– Eu tava caçando pra ele. – Murmurou, mostrando o saco com o casaco. – Só que a Min-hee estava cuidando do negócio da vó dela, então eu tive que costurar o negócio todo com o Tae, passei o dia todo nisso. – Bufou.

– Mas ele chegou a dois dias, Jungkook! – Disse, impressionado.

– Eu sei disso, mas eu sinto que é ele, meu lobo sente também. No início eu achei que fosse só coisa do meu lobo, mas eu estou encantado por ele também. – Suspirou. Era difícil confessar aquilo, era orgulhoso demais, mas foi mais fácil, afinal era afeiçoado ao mais velho. – Eu já esperei demais, se for ele, não quero perder tempo…

Sabia que era uma questão de tempo pra seu pai aprontar alguma coisa, não duvidava da capacidade do mais velho em colocá-lo na linha, mas dessa vez, ia lutar por aquilo que queria. Não ia deixar o mais velho tomar controle da sua vida, como sempre.


– Ok, tudo bem. Ele tá no quarto. Vai lá. – Disse, suspirando e fazendo um carinho afetivo e rápido no cabelo do alfa. – E não dê netos ao seu pai agora, ok? – Disse, enquanto o alfa ia para o quarto. O moreno só bufou em resposta.

Seokjin era uma peça única.


O alfa tocou na porta um pouco hesitante. Mas não ouviu o ômega do outro lado lhe dando permissão de entrar, estranhou, será que o mesmo estava dormindo?

Forçou a fechadura e estava aberta, entrou hesitante, com os instintos aguçados, alguma coisa estava errada.

Quando entrou, encontrou a janela aberta, iluminando o quarto com a luz da lua, a janela estava aberta, fazendo com que uma frente fria entrasse e atravessasse o corpo do alfa, que se arrepiou, mas ao botar os olhos na cama, não viu ninguém. Arregalou os olhos.





O ômega tinha sumido.

















Notas Finais


TAM TAM TAAAAAAM


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